:: ‘Saúde’
Agosto Lilás: Todas as Mulheres. Todos os Direitos.
Agosto é o mês dedicado à conscientização sobre a violência contra as mulheres. Em 2026, a campanha Agosto Lilás destaca os 20 anos da Lei Maria da Penha e convida a sociedade a refletir sobre a promoção dos direitos, a prevenção da violência e o fortalecimento das redes de proteção.

Foto: Internet
O que é o Agosto Lilás?
Você já se perguntou por que o mês de agosto é marcado pela cor lilás? A resposta está na história de uma das leis mais importantes do país na proteção dos direitos das mulheres: a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), sancionada em 7 de agosto de 2006. É justamente em homenagem a essa conquista que agosto se tornou o mês de conscientização e mobilização pelo enfrentamento à violência contra as mulheres. Ela foi escolhida por simbolizar a luta pela igualdade de direitos, pela justiça social e pela valorização da dignidade humana. Mais do que uma identidade visual, o lilás representa o compromisso coletivo com a construção de uma sociedade onde nenhuma mulher tenha seus direitos violados.
A campanha Agosto Lilás nasceu em 2016, no estado de Mato Grosso do Sul, com um propósito simples e urgente: transformar o aniversário da Lei Maria da Penha em um momento de informação, conscientização e mobilização da sociedade no enfrentamento à violência contra as mulheres. A iniciativa inspirou outros estados, ganhou alcance nacional e, em 2022, tornou-se oficialmente uma campanha de todo o país.
Mas o Agosto Lilás vai além da divulgação de informações. É um momento para refletir sobre o respeito, a igualdade e o direito de todas as mulheres viverem com segurança, dignidade e liberdade. Também é uma oportunidade para conhecer os sinais da violência, fortalecer as redes de apoio e lembrar que enfrentar esse problema é uma responsabilidade compartilhada entre instituições e toda a sociedade.
Por que a Lei Maria da Penha mudou a história do Brasil?
Você sabia que, até pouco mais de 20 anos atrás, muitos casos de violência doméstica eram tratados como infrações de menor gravidade? Em diversas situações, os agressores recebiam punições leves, como o pagamento de cestas básicas ou multas, enquanto as vítimas continuavam expostas ao ciclo de violência. Foi para mudar essa realidade que nasceu a Lei Maria da Penha.
Sancionada em 7 de agosto de 2006, a lei representou um divisor de águas ao reconhecer a violência doméstica e familiar contra a mulher como uma grave violação dos direitos humanos. Sua criação também simbolizou uma resposta do Estado brasileiro após a condenação internacional pelo caso de Maria da Penha Maia Fernandes, que se tornou um marco na luta pelos direitos das mulheres.
Desde então, muita coisa mudou. A legislação passou a reconhecer que a violência vai muito além da agressão física e pode se manifestar de diferentes formas: psicológica, sexual, patrimonial e moral. Ao longo desses 20 anos, novas medidas foram incorporadas para ampliar a proteção às mulheres e tornar mais rápida a atuação do Estado diante das denúncias.
Mas a construção de uma sociedade livre de violência não depende apenas da existência de uma lei. Ainda existem desafios importantes, como ampliar o acesso aos serviços especializados, fortalecer as redes de acolhimento e garantir que todas as mulheres, independentemente de onde vivem ou de sua realidade social, tenham acesso à proteção e aos seus direitos. É por isso que campanhas como o Agosto Lilás continuam sendo tão necessárias: elas nos lembram que informar, acolher e prevenir também são formas de proteger vidas.
Reconhecendo as múltiplas formas da violência
Quando se fala em violência contra a mulher, é comum que a primeira imagem que venha à mente seja a de agressões físicas ou lesões visíveis. Mas a violência nem sempre deixa marcas no corpo. Muitas vezes, ela começa de forma silenciosa, em atitudes que podem parecer isoladas, mas que, aos poucos, comprometem a autonomia, a autoestima e a liberdade da mulher.
O controle constante do celular, as humilhações, o isolamento de amigos e familiares, a manipulação emocional e o controle do dinheiro são alguns exemplos de comportamentos que também caracterizam violência. Embora não deixem hematomas, essas atitudes provocam impactos profundos e podem fazer parte de um ciclo que tende a se intensificar ao longo do tempo.
Foi para reconhecer essa realidade que a Lei Maria da Penha passou a prever cinco formas de violência doméstica e familiar contra a mulher: física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. Anos depois, a legislação brasileira avançou novamente ao tipificar a violência psicológica como crime, reforçando que ameaças, chantagens, constrangimentos, humilhações e outras formas de abuso emocional também são graves violações de direitos.
Apesar desses avanços, muitas mulheres ainda têm dificuldade para identificar os primeiros sinais da violência ou reconhecer que determinadas situações configuram abuso. Em muitos casos, a ausência de marcas físicas faz com que a própria vítima minimize o que está vivendo ou encontre barreiras para ser acolhida e acreditada. Por isso, campanhas como o Agosto Lilás cumprem um papel fundamental ao ampliar o conhecimento sobre os direitos das mulheres, incentivar a denúncia e fortalecer a cultura do acolhimento.
Reconhecer essas diferentes formas de violência é um passo essencial para interromper o ciclo de abusos antes que ele evolua para situações ainda mais graves. Informar, acolher e acreditar no relato das vítimas são atitudes que podem salvar vidas e fortalecer uma rede de proteção baseada no respeito, na dignidade e na garantia dos direitos de todas as mulheres.
Violência psicológica
Você já ouviu frases como “você não serve para nada”, “ninguém vai acreditar em você” ou “se me deixar, eu acabo com a sua vida”? Humilhações, ameaças, chantagens, manipulação, controle, isolamento e qualquer comportamento que provoque sofrimento emocional ou diminua a autoestima da mulher são formas de violência psicológica. Desde 2021, esse tipo de violência também é considerado crime no Brasil.
Violência patrimonial
Acontece quando o agressor controla ou destrói os recursos da mulher para mantê-la dependente. Reter documentos, esconder cartões bancários, impedir o acesso ao próprio dinheiro, destruir objetos pessoais ou instrumentos de trabalho e controlar os bens da vítima são exemplos dessa forma de violência.
Violência moral
É caracterizada por ataques à honra e à reputação da mulher. Calúnias, difamações, injúrias, acusações falsas e ofensas que buscam desqualificar a vítima, seja no ambiente familiar, profissional ou nas redes sociais, também configuram violência.
Violência sexual
Ocorre quando a mulher é constrangida, intimidada, ameaçada ou forçada a praticar qualquer ato sexual sem o seu consentimento. Também inclui situações em que seus direitos sexuais e reprodutivos são limitados ou desrespeitados.
Mais do que conhecer esses conceitos, é importante lembrar que nenhuma dessas situações deve ser naturalizada. A informação é uma ferramenta de proteção e pode ajudar mulheres, familiares, amigos e toda a sociedade a reconhecer os primeiros sinais da violência, interromper o ciclo de abusos e fortalecer uma cultura de respeito, acolhimento e garantia de direitos.
Romper o isolamento fortalece a rede de proteção
Uma das estratégias mais comuns da violência contra a mulher é o isolamento. Aos poucos, o agressor pode afastar a vítima da família, dos amigos e dos colegas de trabalho, controlar seus deslocamentos, limitar seu acesso ao dinheiro e fazer com que ela se sinta cada vez mais sozinha. Esse processo não acontece de uma única vez. Ele costuma ser gradual e faz parte do ciclo da violência, tornando a mulher mais vulnerável e dificultando o pedido de ajuda.
A Lei Maria da Penha reconhece essa realidade ao definir a violência psicológica como qualquer conduta que cause dano emocional, diminuição da autoestima ou limite a liberdade da mulher, incluindo o isolamento e a restrição do direito de ir e vir.
Com o passar do tempo, muitas mulheres passam a acreditar que não conseguirão sair daquela situação sozinhas. O medo, a dependência financeira, as ameaças e a falta de apoio podem enfraquecer a capacidade de reação da vítima e dificultar a decisão de romper o ciclo da violência. É justamente nesse momento que uma rede de apoio faz toda a diferença.
Essa rede começa, muitas vezes, pelas pessoas mais próximas. Familiares, amigos, vizinhos, colegas de trabalho e da universidade podem ser o primeiro espaço de acolhimento, escuta e orientação. Um gesto de apoio, uma conversa sem julgamentos ou o incentivo para buscar ajuda podem representar o início de uma nova trajetória.
Ao mesmo tempo, existe a rede formal de proteção, composta por delegacias especializadas, serviços de assistência social, unidades de saúde, centros de referência e pelo sistema de Justiça. Esses serviços têm o papel de acolher, orientar, garantir medidas de proteção e assegurar que os direitos das mulheres sejam respeitados.
O Agosto Lilás reforça a importância de fortalecer essas duas redes. Afinal, enfrentar a violência contra a mulher é uma responsabilidade coletiva. Quanto mais informação, acolhimento e acesso aos serviços de proteção houver, maiores serão as chances de romper o isolamento imposto pelo agressor e garantir que nenhuma mulher enfrente essa situação sozinha.

A reiteração desse ciclo fragiliza a capacidade de reação da vítima, promovendo o fenômeno do desamparo aprendido,
no qual a mulher percebe a situação de abuso como insuperável sem auxílio externo.

Fluxo de Acolhimento e Proteção à Vítima
A Rota Crítica ilustra a transição do isolamento para a autonomia: o apoio da rede informal (família e comunidade)
acolhe e reduz o estigma, enquanto a rede formal (órgãos públicos) assegura a proteção jurídica e os direitos da vítima. Autor do conceito: Montserrat Sagot
Onde buscar ajuda
Se você ou alguma mulher que conhece está vivendo uma situação de violência, saiba que não é preciso enfrentar esse momento sozinha. Existem serviços gratuitos e especializados preparados para acolher, orientar e oferecer proteção.
Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180
Canal gratuito, confidencial e disponível 24 horas por dia, todos os dias da semana. O serviço oferece orientações sobre os direitos das mulheres, informações sobre a rede de atendimento e encaminhamento para os serviços de proteção mais próximos.
Em situações de emergência – Ligue 190
Se houver risco imediato ou a violência estiver acontecendo naquele momento, acione a Polícia Militar pelo telefone 190.
Procure a rede de atendimento da sua cidade
Você também pode buscar apoio nas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs), nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS e CREAS) e nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Esses serviços podem oferecer acolhimento, orientação, encaminhamento e acesso aos direitos previstos na legislação.
Para enfrentarmos a violência doméstica com eficácia, precisamos compreender que a rede de apoio opera em duas dimensões vitais e complementares: a rede informal, composta por familiares, amigos e vizinhos, que atua na acolhida sem julgamentos e serve de ponte para o pedido de socorro; e a rede formal, estruturada pelo Estado por meio das delegacias especializadas, do Judiciário e da assistência social, responsável por garantir a proteção jurídica e a integridade da vítima.
Ações como o Agosto Lilás reforçam essa engrenagem ao romper o isolamento da mulher pelo conhecimento dos seus direitos.
Mais do que uma campanha, o Agosto Lilás é um convite para que toda a sociedade assuma seu papel na prevenção, no acolhimento e no enfrentamento da violência contra as mulheres, fortalecendo redes de apoio capazes de salvar vidas.
Fonte: https://sin.ufg.br/n/203156-agosto-lilas-todas-as-mulheres-todos-os-direitos
Cientistas descobrem como café ajuda na saúde e envelhecimento
Novo estudo mostrou o mecanismo envolvido nas propriedades da bebida no combate ao estresse
Um novo estudo aponta para um possível mecanismo para explicar as propriedades benéficas do café sobre o envelhecimento, resposta ao estresse e doenças. Os efeitos da bebida na saúde vêm sendo investigados pela ciência há tempos, com um crescente conjunto de evidências.
Segundo as novas descobertas, de uma equipe da Faculdade de Medicina Veterinária e Ciências Biomédicas (VMBS) da Texas A&M, nos Estados Unidos, determinados compostos presentes no café podem ativar o receptor NR4A1, o que pode explicar parte de seus benefícios.
“O café tem propriedades bem conhecidas de promoção da saúde. O que mostramos é que alguns desses efeitos podem estar relacionados à forma como compostos do café interagem com esse receptor, que participa da proteção do organismo contra danos provocados pelo estresse” afirmou Stephen Safe, professor de Toxicologia Veterinária da Texas A&M, ao ScienceDaily.
O NR4A1 faz parte de um grupo de receptores nucleares que ajudam a controlar a atividade dos genes quando o organismo é exposto ao estresse ou sofre lesões nos tecidos.
Em pesquisas anteriores, Safe e seus colaboradores descreveram o NR4A1 como um “sensor de nutrientes”, ou seja, um receptor capaz de responder a compostos da alimentação e contribuir para que o organismo mantenha a saúde ao longo do envelhecimento.
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Estudos já relacionaram esse receptor a processos como inflamação, metabolismo e reparo dos tecidos. Eles estão intimamente envolvidos em doenças relacionadas ao envelhecimento, incluindo câncer, enfermidades neurodegenerativas e distúrbios metabólicos.
Grandes estudos observacionais associaram o consumo de café a um menor risco de desenvolver doença de Alzheimer, doença de Parkinson e doenças metabólicas. No entanto, a ciência até hoje levantou apenas hipóteses relacionadas ao consumo da bebida e suas correlações, sem apontar os mecanismos envolvidos.
Agora, Safe e seus colegas propõem que o NR4A1 seja considerado um caminho. Entre os ativos presentes no café que conseguem se ligar ao receptor e modificar sua atividade, estão compostos polihidroxilados e polifenólicos, como o ácido cafeico.
Em modelos de laboratório, esses compostos também alteraram o comportamento das células de maneiras associadas à proteção contra doenças. Eles reduziram os danos celulares e retardaram o crescimento de células cancerígenas.
Quando os pesquisadores removeram o NR4A1 das células, esses efeitos protetores desapareceram. O resultado reforçou a hipótese de que o receptor modifica pelo menos parte dos efeitos biológicos do café.
Embora a cafeína seja o principal componente individual do café, o estudo indica que ela provavelmente não é a principal responsável pelos efeitos protetores da bebida. Safe ressalta que se trata de uma mistura química extremamente complexa e provavelmente atua no organismo por meio de diversos mecanismos biológicos. Porém, o efeito apontado no estudo seria “um dos caminhos importantes”, diz.
Como o NR4A1 desempenha um papel em diversas condições médicas, as descobertas também podem contribuir para o desenvolvimento de novos medicamentos. A equipe de Safe está estudando compostos sintéticos capazes de ativar o receptor de forma mais eficiente do que as substâncias naturais presentes na dieta, com o objetivo de desenvolver possíveis tratamentos para o câncer e outras doenças.
Fonte: globo.com
13 de julho, Dia Mundial de Conscientização sobre o TDAH.
Esse dia foi proposto em 2012 pelo professor e pesquisador Russell Barkley e é celebrado em diversos países.
Foto: Internet
A Origem do Dia Mundial do TDAH
O Dia Mundial de Conscientização do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), celebrado hoje, 13 de julho, foi proposto em 2012 pelo professor Russell A. Barkley. Este dia nos oferece a oportunidade de fornecer informações confiáveis que ajudam a educar e esclarecer os mitos que giram em torno do TDAH.
O que é TDAH?
O TDAH é um distúrbio neurobiológico que afeta adultos e crianças. É descrito como um padrão persistente ou contínuo de desatenção e/ou hiperatividade e impulsividade que impede as atividades diárias ou o desenvolvimento típico. Indivíduos com TDAH também podem ter dificuldades em manter a atenção, função executiva (ou a capacidade do cérebro de iniciar uma atividade, organizar e executar tarefas) e memória de trabalho.
Quem é afetado?
O TDAH afeta também de 5 a 7% de crianças e de 4 a 5% de adultos em todo o mundo.
Que tipos existem?
De acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, Quinta Edição (DSM-5), existem três tipos de TDAH descritos:
• Desatento
• Hiperativo-Impulsivo
• Desatento e hiperativo-impulsivo combinados
Quais são as principais características?
Mostra falta de atenção
Um padrão de desatenção geralmente tem as seguintes características:
• Não presta atenção aos detalhes ou comete erros por descuido nos trabalhos escolares
• Tem dificuldade em manter o foco em tarefas ou jogos
• Parece não ouvir, mesmo quando falado diretamente
• Tem dificuldade em seguir as instruções e é incapaz de completar o dever de casa ou o dever de casa
• Tem problemas para organizar tarefas e atividades
• Evitar ou não gostar de atividades que exijam um esforço mental de concentração, como trabalhos escolares
• Perde itens necessários para tarefas ou atividades, por exemplo, brinquedos, tarefas escolares, lápis
• Facilmente distraído
• Esquece de fazer algumas atividades diárias, como tarefas domésticas
Hiperatividade e impulsividade
Um padrão de sintomas de hiperatividade e impulsividade geralmente exibe as seguintes características:
• Está inquieto ou batendo com as mãos ou pés, ou se contorcendo no assento
• Tem dificuldade em permanecer sentado na sala de aula ou em outras situações
• Ele/Ela está em constante movimento
• Vai e volta ou sobe em situações inadequadas
• Tendo problemas para brincar ou fazer atividades silenciosas
• Fala demais
• Dá respostas precipitadas ou interrompe o questionador
• Tem dificuldade em esperar sua vez
• Interrompe ou interfere em conversas, jogos ou atividades de outras pessoas
Como o TDAH é diagnosticado?
Um diagnóstico de transtorno de déficit de atenção/hiperatividade é possível, quando os sintomas centrais do TDAH comecem cedo na vida (antes dos 12 anos) e criem problemas significativos em casa, escola ou outros ambientes, de forma contínua.
Não existe um teste específico para TDAH. Mas o caminho ideal para um diagnóstico para TDAH é a avaliação neuropsicológica que é fornecido pela nossa equipe de neuropsicólogos.
Texto por: psi.ivanbarros
Fonte: https://caaesm.com.br/dia-mundial-do-tdah/
Tomou a vacina contra a dengue do Butantan? Saiba o que fazer
O Ministério da Saúde anunciou a suspensão temporária da aplicação da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan no Sistema Único de Saúde (SUS). A decisão, de caráter estritamente preventivo, foi tomada após a notificação de eventos adversos graves em uma parcela mínima de pessoas que receberam o imunizante. Equipes técnicas do Ministério, da Anvisa e do próprio Instituto Butantan já iniciaram uma apuração minuciosa para determinar se há relação causal entre a vacina e os quadros relatados.
Foto: Divulgação/Butantan
Por que o imunizante foi pausado?
Até o momento, foram registrados 42 eventos adversos em um universo de aproximadamente 500 mil pessoas vacinadas — o que representa uma taxa inferior a 0,01% dos casos. Desse grupo, três notificações motivaram a pausa preventiva para análise: duas mortes e uma internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde o paciente já recebeu alta.
Os indivíduos apresentaram sintomas compatíveis com o quadro de dengue grave dias após a vacinação. A junta médica investiga se as reações foram desencadeadas pelo imunizante, por uma infecção prévia/concorrente pelo vírus selvagem da dengue ou por comorbidades e outros fatores de saúde preexistentes.
Quem já tomou a vacina precisa se preocupar?
Médicos e infectologistas são categóricos: não há necessidade de pânico. A suspensão temporária faz parte dos protocolos internacionais mais rígidos de farmacovigilância e demonstra que o sistema de monitoramento do SUS é ativo e eficiente.
“A suspensão temporária não significa que as pessoas vacinadas estejam em risco ou que a vacina tenha deixado de ser eficaz. É apenas uma interrupção de uso enquanto os dados são avaliados”, explica a infectologista Maria Isabel de Moraes-Pinto, coordenadora de vacinas na Dasa.
As reações comuns e esperadas incluem apenas dor local, vermelhidão e febre baixa, que desaparecem sozinhas em poucos dias. Segundo Juarez Cunha, diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), eventos adversos pós-vacinais costumam se manifestar de forma precoce. Portanto, quem recebeu o imunizante há mais de 21 dias não tem motivos para rastrear novas reações associadas à dose.
Orientações para Estados e Municípios
Enquanto a investigação técnica prossegue sem prazo definitivo de término, o Ministério da Saúde orientou que estados e municípios interrompam novos agendamentos e aplicações do imunizante do Butantan. As autoridades reforçam que a principal arma contra a doença continua sendo o combate aos criadouros do mosquito Aedes aegypti, evitando o acúmulo de água parada em residências e espaços públicos.
Fonte: portaldotupiniquim.com.br
Políticas públicas para o enfrentamento da insegurança alimentar, Itapetinga saí na frente, nessa pauta.
A gestão municipal de Itapetinga, tem avançado no enfrentamento da insegurança alimentar, com a adesão ao Sistema Nacional de Segurança Alimentar, criação do Conselho Municipal de Segurança Alimentar e a Câmara Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional, a gestão tem desenvolvido ações concretas, envolvendo além da secretaria de desenvolvimento social, as secretarias de saúde e educação.
Neste intuito, foi promovido um encontro que contou com a presença da articuladora estadual do Brasil Sem Fome na Bahia, Silvana Melo, que veio à cidade para auxiliar na construção de um protocolo de identificação e acompanhamento de famílias em situação de vulnerabilidade alimentar.

A proposta é criar uma atuação integrada entre os setores envolvidos, permitindo localizar com mais precisão as famílias que enfrentam dificuldades para garantir alimentação adequada, encaminhá-las para programas e políticas públicas de combate à fome e criar um fluxo integrado para atendimento às famílias.

E, dando continuidade, o secretário Washington Maciel, está também participando do programa Brasil Sem Fome/ Alimenta Cidades, discutindo estratégias e nova ações para construir um programa consistente de melhoria nutricional. O município de Itapetinga também manifestou interesse junto ao MDS do retorno do PAA, visto que todos os pré-requisitos legais para permanência no programa, foram cumpridos pela atual gestão, através da Secretaria de Desenvolvimento Social.

Washington Maciel enfatizou a importância do município de organizar e capacitar para atender as demandas do município na área alimentar e nutricional, e a execução do PAA, tem ainda a importância econômica, pois os produtos são adquiridos da agricultura familiar, movimentando a economia local.
Fotos e Fonte: Ascom PMI e SMDS
Morte de servidores alerta para crise de saúde mental no setor público
Dois suicídios cometidos em menos de um mês por servidoras do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) soaram o alerta sobre a saúde mental dos funcionários da administração pública brasileira. O segmento econômico lidera os pedidos de afastamento por transtornos psíquicos no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) — confira os dados ao final desta reportagem.
No primeiro caso, ocorrido em março, houve menção explícita a “assédio moral no ambiente de trabalho” em uma publicação de rede social postada pela servidora do MTE, momentos antes de ela morrer.
Imagem: Alvaro Medina Jurado/Getty Images
O Ministério do Trabalho instituiu uma comissão interna para apurar os fatos. Em nota, a assessoria de imprensa também listou uma série de ações que a pasta tem tomado, como a criação de uma “sala de acolhimento”, voltada principalmente às mulheres, e a capacitação de gestores sobre “assédio, discriminação e relações de trabalho”.
Os dois episódios aconteceram às vésperas da atualização da NR-1 (Norma Regulamentadora 1). Editadas pelo Ministério do Trabalho, as novas regras obrigam empresas privadas e órgãos públicos a observar, a partir de 26 de maio, “fatores de riscos psicossociais” no planejamento de suas atividades.
Na prática, empregadores deverão adotar medidas concretas para detectar e combater problemas de saúde mental decorrentes não só de assédio moral, mas também de pressão excessiva e carga desproporcional de trabalho.
Fontes ouvidas pela coluna aprovam a crescente preocupação com o tema e a implementação da NR-1 no serviço público. Mas concordam que, assim como acontece no setor privado, a administração pública tem um longo caminho a percorrer para garantir o bem-estar psicológico de seus trabalhadores.
“A nova redação da NR-1 é, sim, um avanço. Mas a gente ainda vai precisar de adaptações para alcançar a dimensão do problema no serviço público”, afirma Bruno Chapadeiro, professor da UFF (Universidade Federal Fluminense) e pesquisador da área.
O que contribui para os transtornos mentais
As indicações políticas para cargos de direção, a dificuldade de punir os assediadores e a “importação” de metas de produtividade típicas de empresas privadas são alguns dos fatores que estressam o ambiente na administração pública, avaliam especialistas.
“O trabalho do servidor é afirmar o direito alheio. Quando o critério de avaliação é apenas quantitativo, como o de um bancário ou de um vendedor, a natureza desse trabalho é destruída”, afirma Renata Paparelli, professora de psicologia da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo).
Muitas vezes, diz Paparelli, a situação é agravada pela falta de recursos materiais na administração pública.
“Todo mundo conhece uma assistente social que, quando não tem cesta básica, faz uma vaquinha; a professora que, quando o aluno não tem material, ela arranja; ou a agente comunitária de saúde que passa à noite na casa da criança para ver se ela está tomando remédio”, exemplifica a professora. “Ao assumir tudo, os servidores vão vivenciando um processo de profunda exaustão, de burnout (síndrome de esgotamento profissional)”, complementa.
Em muitos órgãos estratégicos, as indicações políticas para cargos de chefia e a mudança dos critérios de gestão implementados pelos governos de ocasião também são apontadas como fatores de instabilidade.
“Isso independe se é de esquerda, direita ou centro. Quando um gestor novo vem, nem sempre conhece a instituição ou tem um conhecimento sobre a área”, explica Cristiane Reimberg, membro do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal no estado de São Paulo. “Então, isso por si só já causa um tensionamento natural”, acrescenta.
Até mesmo a estabilidade dos servidores pode representar uma fonte de problemas de saúde mental, principalmente em casos de assédio. “Quais são as tratativas geralmente nessas situações? Mudar a pessoa de setor. Mas quem é transferido é quem foi assediado. A cultura do assédio não se altera, continua a impunidade”, afirma Bruno Chapadeiro, da UFF.
Especialistas temem que serviço público reproduza lógica do ‘ofurô corporativo’
“O que mais importante houve de mudança na NR-1 não foi ter incorporado os ‘riscos psicossociais’, mas sim o conceito de ‘gerenciamento de risco ocupacional'”, analisa Rogério Bezerra, consultor do Ministério da Saúde. “Ao fazer isso, a norma passa a obrigar a empresa a ter uma visão processual sobre o que causa o risco, e sobre o que fazer diante do risco identificado”, explica.
Ao contrário de outras normas regulamentadoras, que prescrevem uma espécie de lista de verificação para evitar contaminação por substâncias químicas ou ferimentos causados por máquinas sem aparatos de segurança, a nova NR-1 enfrenta o desafio adicional de lidar com situações, em geral, invisíveis. “Quando um auditor fiscal chega ao local de trabalho para fazer uma inspeção, por exemplo, ele não vai ver o assédio acontecendo”, explica Chapadeiro.
Um dos receios dos especialistas ouvidos pela coluna é que os gestores públicos, em vez de atacar as verdadeiras causas do sofrimento psíquico provocado pelo ambiente de trabalho, passem a oferecer compensações de eficácia duvidosa, como ginástica laboral ou atendimento psicológico por meio de plataformas digitais. Comum no setor privado, a prática é apelidada de “ofurô corporativo”.
“Dificilmente você vai conversar com alguém no serviço público que vai dizer que não conhece um colega que se afastou em decorrência de adoecimento mental. A gente não pode mais tratar isso como uma coisa do indivíduo, mas sim do ambiente”, afirma Rogério Araújo, auditor fiscal do Ministério do Trabalho. “Está tudo muito no começo. A sinalização que a NR-1 traz é boa, mas a gente precisa de mais”, resume Araújo.
Estatísticas sobre transtornos mentais no serviço público são escassas
A administração pública ocupa o primeiro lugar entre os segmentos econômicos que mais geram pedidos de afastamento ao INSS por transtornos mentais causados pelo trabalho, segundo o Smartlab — plataforma que cruza diversas bases de dados oficiais. O setor bancário e o de atendimento hospitalar ficam em segundo e terceiro lugar, respectivamente.
Entre 2012 e 2024, mais de 19 mil servidores públicos tiveram acesso ao B91. O benefício é pago pelo órgão previdenciário em caso de acidentes e doenças ocupacionais que têm relação direta, reconhecida por perícia médica, com a atividade profissional. O número representa 14,9% do total de benefícios.
O serviço público também é líder nos afastamentos por transtornos mentais não necessariamente causados pelo trabalho. No mesmo período, cerca de 206 mil tiveram acesso ao B31, popularmente chamado de auxílio-doença (8,56% do total).
As estatísticas disponíveis, porém, não conseguem traçar a real prevalência do sofrimento psíquico entre os 12 milhões de funcionários públicos em todo o país, contando as esferas federal, estadual e municipal.
O Smartlab, por exemplo, só leva em conta os servidores contratados sob o regime CLT. Em âmbito federal, no entanto, só 12 a cada 100 são celetistas — a imensa maioria está submetida a estatutos próprios, diferentes da legislação trabalhista aplicada principalmente aos empregados do setor privado.
A coluna solicitou ao MGI (Ministério da Gestão e Inovação), responsável pelo planejamento das carreiras dos servidores públicos federais, um quadro atualizado sobre o número de afastamentos por saúde mental.
Segundo nota da assessoria de imprensa da pasta, os dados ainda não estão disponíveis, mas vêm sendo compilados por meio de uma parceria firmada em 2025 com a UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) para a “produção de boletins epidemiológicos de forma sistemática”.
No fim de abril, o MGI publicou uma portaria que estabelece o prazo de um ano para que os órgãos públicos federais criem uma CISSP (Comissão Interna de Saúde e Segurança do Trabalho do Servidor Público).
De acordo com a pasta, “o modelo é semelhante ao da CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes), já conhecida no setor privado”. O objetivo é atuar no cuidado com a saúde dos servidores e na identificação de riscos no ambiente de trabalho.
Fonte: UOL
O câncer pode estar no DNA da sua família: maior estudo genômico do Brasil encontra mutação hereditária em 1 a cada 10 pacientes
Estudo pioneiro mostra que identificar a alteração genética antes de a doença aparecer pode mudar radicalmente o que médico e paciente fazem a seguir.
Foto: AdobeStock
Imagine descobrir, depois de um diagnóstico de câncer, que a doença não surgiu apenas por acaso —e que seus filhos, irmãos e pais podem carregar a mesma predisposição no DNA, sem saber. Foi exatamente isso que aconteceu com parte dos pacientes acompanhados pelo maior estudo genômico do câncer já realizado no Brasil.
O trabalho, publicado no periódico científico The Lancet Regional Health – Americas, sequenciou o genoma completo de 275 pacientes com câncer de mama, próstata ou intestino em hospitais públicos das cinco regiões do país.
O resultado mais impactante: 1 em cada 10 carregava uma mutação hereditária —uma falha no DNA que aumenta drasticamente o risco de câncer e pode ser passada de geração em geração.
O estudo faz parte do Mapa Genoma Brasil, iniciativa do Ministério da Saúde financiada pelo Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS), coordenada pelo Hospital BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo.
O que isso muda na vida de quem tem câncer
Descobrir uma mutação hereditária não é apenas uma informação científica. Ela pode mudar o tratamento do paciente de imediato.
👩🏫 Parece complicado? Te explicamos.
➡️ Quem tem câncer de mama e carrega uma mutação nos genes BRCA1 ou BRCA2, por exemplo, pode passar a ser elegível para uma classe de medicamentos chamada inibidores de PARP —drogas que funcionam em tumores com esse tipo específico de defeito genético. Sem o teste, o médico pode nem saber que essa opção existe para aquele paciente.
➡️ Já no câncer de intestino, pacientes com mutações em genes como MLH1, MSH6 ou PMS2 costumam apresentar tumores com uma característica chamada instabilidade de microssatélites —e isso indica que eles podem responder bem à imunoterapia, um tratamento que ativa o próprio sistema imunológico contra o câncer.
É uma mudança de rota terapêutica que só se descobre com o teste genético.
“Nem toda mutação muda a droga imediatamente, mas todas
mudam alguma coisa —a vigilância, a possibilidade de cirurgia
preventiva, o alerta para a família”, explica o urologista e
cirurgião oncológico Gustavo Cardoso Guimarães, diretor do
Instituto de Urologia, Oncologia e Cirurgia Robótica (IUCR)
e pesquisador principal do estudo.
O parente que ainda não sabe que está em risco
Talvez o achado mais urgente do estudo seja este: entre os familiares dos pacientes que tinham mutação e aceitaram fazer o teste, quase 40% também carregavam a mesma alteração no DNA —sem ter desenvolvido nenhum câncer ainda.
É aí que o diagnóstico genético muda de patamar. Quando a mutação é encontrada antes da doença aparecer, médicos conseguem iniciar protocolos de vigilância e prevenção em pessoas que, muitas vezes, nem imaginavam estar em risco.
- Quem carrega mutações no gene BRCA1, por exemplo, pode ter risco de câncer de mama que chega a 85% ao longo da vida —e de câncer de ovário, a até 60%. Para esses casos, as diretrizes médicas recomendam ressonância magnética anual a partir dos 25 anos e, dependendo da situação, cirurgia preventiva.
- Já mutações no gene TP53 —associadas à Síndrome de Li-Fraumeni— estão ligadas a um risco ainda mais amplo: mais de 90% de chance de desenvolver algum tipo de câncer ao longo da vida. O acompanhamento inclui ressonância magnética de corpo inteiro anual e vigilância multidisciplinar.
- No caso da Síndrome de Lynch, causada por mutações em genes como MLH1, o risco de câncer de intestino pode chegar a 80%, levando à recomendação de colonoscopias frequentes desde cedo.
“Só esperar e monitorar sem um plano estruturado não é uma
conduta adequada para quem carrega essas variantes de alto
risco”, diz Guimarães. “A diferença entre encontrar a mutação
antes ou depois do tumor aparecer pode ser, literalmente, a
diferença entre prevenir e tratar.”
Foto: AdobeStock
Uma mutação especificamente brasileira
O estudo também identificou casos da mutação TP53 R337H, associada à Síndrome de Li-Fraumeni, condição genética que aumenta fortemente o risco de câncer ao longo da vida.
Essa variante tem uma relação especial com o Brasil. Pesquisas lideradas pela oncogeneticista Maria Isabel Achatz, do Hospital Sírio-Libanês, mostraram que ela se disseminou no país a partir de um ancestral comum que viveu há cerca de 300 anos, principalmente nas regiões Sul e Sudeste.
Hoje, estudos estimam que a alteração esteja presente em cerca de 1 a cada 300 pessoas em algumas regiões brasileiras —uma frequência muito acima da observada em outros países. Segundo os pesquisadores, a presença recorrente da mutação no novo estudo reforça a importância de ampliar o rastreamento genético no país.
Por que estudar o DNA da população brasileira?
O trabalho também reforça um problema conhecido da genética: a maioria dos grandes bancos de dados usados no mundo foi construída principalmente com populações europeias.
Isso dificulta a interpretação de variantes genéticas encontradas em populações miscigenadas, como a brasileira.
No estudo, quase 59% dos participantes se declararam pardos, refletindo a mistura histórica entre populações indígenas, europeias, africanas e asiáticas no país.
Isso significa que algumas alterações genéticas identificadas em brasileiros ainda podem ser classificadas como “variantes de significado incerto” simplesmente porque faltam dados sobre populações semelhantes.
Para os pesquisadores, ampliar estudos genéticos no Brasil ajuda não apenas a entender melhor o risco de câncer na população, mas também a tornar diagnósticos e tratamentos mais precisos.
O que o SUS ainda não consegue oferecer
O modelo utilizado no estudo —com equipamentos de última geração e aconselhamento genético especializado— não está disponível na maioria dos hospitais públicos brasileiros.
“O Brasil tem menos de 500 geneticistas clínicos para uma população
de 215 milhões de pessoas, e os serviços de
oncogenética estão concentrados nos grandes centros
urbanos”, diz Guimarães.
📑 O caminho mais realista para ampliar esse acesso, segundo o pesquisador, começa com algo mais simples: um questionário de histórico familiar, aplicado por um enfermeiro treinado, que identifique quem tem maior probabilidade de carregar uma mutação hereditária.
Esse paciente seria então encaminhado a um centro de referência para fazer o teste —e a informação voltaria ao médico que o atendeu originalmente.
O estudo está em seu segundo ciclo. Nos próximos anos, deve fornecer base para que o Ministério da Saúde avalie a incorporação de testes genéticos e protocolos de cuidado específicos ao SUS.
Se você tem histórico de câncer na família, o que saber
- Câncer de mama, ovário, intestino ou próstata em parentes próximos —especialmente antes dos 50 anos— pode ser sinal de predisposição hereditária.
- Médicos podem solicitar avaliação em serviços de oncogenética disponíveis em hospitais de referência do SUS.
- O teste genético, quando indicado, identifica se há mutação e orienta a vigilância para outros membros da família.
- Encontrar a mutação antes do câncer aparecer permite agir preventivamente —com exames mais frequentes ou, em alguns casos, cirurgia preventiva.
Fonte: G1
Novembro Azul: Transição e ida ao urologista podem contribuir para prevenção com saúde masculina e câncer de próstata
O número de internados em decorrência de câncer de próstata na Bahia registrou um aumento entre 2021 a 2024. Dados da Secretaria de Saúde do Estado disponibilizados, mostraram que internações em decorrência da doença subiu de 2739 para 3617 nos últimos quatro anos. Em 2022, por exemplo, foram 3142 casos, seguidos por 3103 em 2023. Já neste ano, até o último dia 24 de outubro foram notificados 2341. Já a quantidade de óbitos obteve uma queda entre o ano passado e 2025, indo de 1575 a 1138 respectivamente.
No entanto, entre 2021 a 2023, foi obtido um crescimento de mortes pela doença, com 1420 casos, seguido por 1500 e 1608 respectivamente. Um dos fatores que pode influenciar em hospitalizações e mortalidade é a ausência de cuidado de homens com a saúde masculina, em especial por parte de pacientes não procurarem atendimento com profissionais da área de urologia.
Foto: Reprodução GOV BR
Em entrevista ao Bahia Notícias, o urologista Roberto Rossi alertou acerca da questão e apontou que a transição e ida de homens, principalmente os jovens, para profissionais do segmento podem ajudar na prevenção e cuidado com a saúde masculina e no câncer de próstata.
“A transição atrasada não aumenta o risco para o jovem de ser vítima de algum tipo de câncer, mas vai auxiliar bastante no desenvolvimento da consciência do jovem em cuidar da saúde de forma preventiva, saber se proteger de ISTs, ter cuidado com a iniciação na vida sexual e até saber como cuidar da sua higiene íntima. Além disto, esta nova relação com o urologista ou outro profissional servirá também de referência não só para os pais, mas também para o jovem”, explicou o médico.
Segundo ele, o profissional da área de urologia é referência para a saúde do homem, da infância até a idade avançada, especialmente na prevenção e cuidado à saúde.
“Não tenho dúvida alguma que assim como a ginecologista culturalmente é a referência para as jovens, o urologista, é o profissional que cuida do homem desde sua infância até a idade avançada, principalmente do ponto de vista cirúrgico e preventivo. Ele tem a qualificação mais do que suficiente para cuidar do homem e mostrar a ele que a importância de cuidar da saúde não é uma opção, mas uma decisão inteligente, corajosa e que pode transformar sua vida”, observou.
O especialista contou ainda sobre a importância e como deve ser feita a transição do público masculino para consultas em urologia.
“Caso o urologista seja o profissional escolhido pelos pais, acredito que antes da puberdade, quando as transformações começam, ele deve visitá-lo para que a relação seja estabelecida e os cuidados com a saúde sejam iniciados. Na minha opinião, deve ser uma transição leve, com a participação dos dois profissionais, com troca de informações e em decisão compartilhada com os pais e o adolescente”, afirmou Rossi.
O presidente da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU-BA), Humberto Ferraz, disse que o período recomendado para acompanhamento com urologista e clínico geral, seria a partir de 12 a 14 anos. De acordo com Ferraz, não existe periodicidade recomendada para acompanhamento urológico, mas após os 45 anos, é indicado acompanhamento anual. Essa mesma faixa-etária também é recomendada para o diagnóstico de câncer de próstata.
“A triagem para avaliar o risco de presença de câncer de próstata seria para todos os homens que têm fatores de risco maior como história familiar, cor negra e idade a partir dos 50 anos. Então, essas características secundárias vão se desenvolver entre os 12 e 14 anos. Acho que seria o período no qual ele começa a ter talvez o urologista como uma referência médica, e também o seguimento clínico conforme demanda. Ter um segmento com o médico clínico também, acho que é importante para a questão respiratória cardiovascular, principalmente na idade adulta acho que é importante”, pontua.
Humberto apontou ainda que a prevenção secundária, com diagnóstico precoce, pode proporcionar tratamentos curativos e reduzir a mortalidade.
“Essa prevenção secundária, que é o diagnóstico precoce, pode proporcionar tratamentos curativos e reduzir a mortalidade. Não temos como intervir de uma forma direta na frequência, no surgimento, mas uma vez que surge e o diagnóstico seja feito de início certamente pode haver queda nesta mortalidade”, comentou.
Um dos pacientes que foi pela primeira vez a uma consulta com urologista foi o administrador de empresa, Alessandro Costa. Ao Bahia Notícias, ele contou que passou por um atendimento devido a idade e ao histórico familiar.
“Fui a minha médica clínica, que sempre acompanha minha saúde, e meu exame de PSA apresentou resultado normal. Mas, devido à minha idade e ao histórico de que meu pai — com quem não tive convivência, pois fui adotado legalmente — provavelmente faleceu de câncer de próstata, a médica sugeriu que eu também procurasse um urologista”, revelou.
Para Alessandro, a ida aos especialistas de urologia auxiliou para sua saúde e pode contribuir para a de outros homens.
“Sim, nós homens precisamos estar mais atento a higiene no pênis e usar preservativo nas relações sexuais. O conhecimento e autocuidado é de suma importância para o bem-estar de nós”, relatou.
Fonte: Bahia Notícias
AVC silencioso é 10 vezes mais comum do que os sintomáticos e pode causar demência progressiva
Fraqueza ou dormência súbita em um lado do corpo, dificuldade para falar ou entender, alterações visuais, tontura e perda de equilíbrio. Quando se pensa em AVC (Acidente Vascular Cerebral), os sintomas perceptíveis são os mais citados. Mas, na verdade, a ausência deles caracteriza a maioria dos derrames mundo afora.
A demência é o principal sintoma do AVC silencioso, caracterizado por não ser súbito ou visível, mas que se acumula com o tempo e têm um grande impacto na cognição. Médicos dizem que não se deve, de maneira alguma, ignorá-lo.
Foto: Agência Brasil/Bahia Noticias
Nesta quarta-feira (29) se celebra o Dia Mundial do AVC, data estabelecida pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e pela Federação Mundial de Neurologia para promover a conscientização sobre os sinais de alerta, tratamento e medidas de prevenção.
Um estudo da Associação Americana do Coração diz que, para cada pessoa que sofre um AVC com sintomas claros, cerca de dez são silenciosos. O estudo ainda mostra que entre 8% e 31% da população apresenta essas lesões, e o número aumenta com a idade.
A neurologista Sheila Martins, presidente da Rede Brasil AVC, diz que os “pequenos infartos silenciosos” (como são chamados pequenos AVCs isquêmicos) acontecem porque pequenas áreas do cérebro vão perdendo circulação ao longo dos anos, causando um declínio progressivo da memória, do raciocínio, do juízo e da capacidade de planejamento.
Segundo a médica, os AVCs não são realmente silenciosos —sua manifestação é a perda de memória e o comprometimento cognitivo, o que faz com que o AVC seja a segunda principal causa de demência no mundo.
Foto: CANIM
Os sintomas podem não ser súbitos, mas se acumulam com o tempo e têm um impacto enorme na cognição. Eles são:
– Tontura
– Desequilíbrio
– Visão dupla
– Perda momentânea da visão de um olho
– Dificuldade de coordenar movimento
– Formigamento em parte do corpo
– Confusão mental leve e transitória.
A médica diz que é possível passar anos sem saber que se teve um AVC e encontrar indícios em exames de tomografia ou ressonância. “Nesses casos, o mais importante é investigar por que o AVC aconteceu — se há hipertensão, fibrilação atrial, diabetes, colesterol alto, tabagismo, entre outros fatores. Identificar e tratar a causa é essencial para evitar novos eventos”, diz Martins.
Percebendo os sintomas, é importante procurar avaliação médica rápida. O tratamento é uma corrida contra o tempo: cada minuto conta. Nos casos leves, se houver demora, há um risco alto de um novo AVC em pouco tempo ou de se tornar grave, diz a neurologista. Os efeitos mais graves da doença são paralisia corporal, perda de visão e de capacidade de fala, coma ou morte cerebral.
A recomendação é procurar rapidamente um centro de saúde que tenha equipamentos que realizam os procedimentos de trombólise e trombectomia. “Não marque consulta nem procure a UPA. AVC mesmo leve ou AIT (ataque isquêmico transitório) é uma urgência médica e deve ser atendido imediatamente em um centro de AVC”, diz Martins.
Prevenir, no entanto, é a medida mais eficaz. Manter a pressão abaixo de 12/8, não fumar, evitar álcool em excesso, adotar alimentação equilibrada, praticar exercícios, controlar o peso e tratar doenças cardíacas são medidas essenciais.
Fonte: Bahia Notícias
Médica aponta alguns alimentos que podem deixar seu suor com cheiro ruim
Mesmo mantendo a higiene em dia, muitas pessoas percebem, em certos momentos, um odor de suor mais forte do que o habitual. Embora a primeira reação seja culpar o desodorante, a causa pode estar ligada à alimentação — especialmente aos temperos e ingredientes ricos em compostos voláteis, que influenciam o cheiro natural do corpo.
Foto: Portal Tupiniquim
De acordo com a endocrinologista Jacy Alves, há uma relação direta entre o que comemos e o odor exalado pela pele.
Alimentos que intensificam o mau cheiro do suor
Entre os principais vilões estão os alimentos ricos em enxofre, como alho, cebola, brócolis e couve-flor.
“Esses ingredientes produzem compostos sulfurados
que alteram o cheiro do suor”, detalha Jacy.
As carnes vermelhas também entram na lista. Segundo a endocrinologista, elas produzem resíduos nitrogenados, como a amônia, que são eliminados pelo suor e pela urina, deixando o odor mais intenso.
Apesar de o suor eliminar pequenas quantidades de toxinas, a pele não é a principal via de eliminação desses compostos.
“A maior parte das toxinas é eliminada pelos rins e pelo fígado —
o suor participa de forma secundária nesse processo”, esclarece a especialista.
E os alimentos termogênicos?
Ingredientes como pimenta, gengibre e chá verde são conhecidos por aumentar a temperatura corporal e a transpiração, mas não causam, por si só, mau cheiro
“O odor mais forte ocorre quando o aumento do suor está associado ao
consumo de alimentos que produzem compostos com cheiro marcante”,
afirma Jacy Alves.
Nem todos são afetados da mesma forma
O impacto da alimentação sobre o odor corporal varia de pessoa para pessoa. Fatores como metabolismo, equilíbrio hormonal e flora bacteriana da pele influenciam essa percepção.
“Pessoas com tendência à sudorese intensa ou com desequilíbrios hormonais
podem notar mais mudanças no cheiro do suor, mas qualquer um
pode ser afetado dependendo do cardápio”, conclui a médica.
Fonte: Portal Tupiniquim











