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:: ‘Destaque3’

Políticas públicas para o enfrentamento da insegurança alimentar, Itapetinga saí na frente, nessa pauta.

A gestão municipal de Itapetinga, tem avançado no enfrentamento da insegurança alimentar, com a adesão ao Sistema Nacional de Segurança Alimentar, criação do Conselho Municipal de Segurança Alimentar e a Câmara Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional, a gestão tem desenvolvido ações concretas, envolvendo além da secretaria de desenvolvimento social, as secretarias de saúde e educação.

Neste intuito, foi promovido um encontro que contou com a presença da articuladora estadual do Brasil Sem Fome na Bahia, Silvana Melo, que veio à cidade para auxiliar na construção de um protocolo de identificação e acompanhamento de famílias em situação de vulnerabilidade alimentar.

A proposta é criar uma atuação integrada entre os setores envolvidos, permitindo localizar com mais precisão as famílias que enfrentam dificuldades para garantir alimentação adequada, encaminhá-las para programas e políticas públicas de combate à fome e criar um fluxo integrado para atendimento às famílias.

E, dando continuidade, o secretário Washington Maciel, está também participando do programa Brasil Sem Fome/ Alimenta Cidades, discutindo estratégias e nova ações para construir um programa consistente de melhoria nutricional. O município de Itapetinga também manifestou interesse junto ao MDS do retorno do PAA, visto que todos os pré-requisitos legais para permanência no programa, foram cumpridos pela atual gestão, através da Secretaria de Desenvolvimento Social.

Washington Maciel enfatizou a importância do município de organizar e capacitar para atender as demandas do município na área alimentar e nutricional, e a execução do PAA, tem ainda a importância econômica, pois os produtos são adquiridos da agricultura familiar, movimentando a economia local.

 

Fotos e Fonte: Ascom PMI e SMDS

Secretaria de Meio Ambiente, intensifica o paisagismo na cidade

A Secretaria de Meio Ambiente de Itapetinga, está realizando trabalho de paisagismo por toda cidade. Sob a gestão do secretário interino, Washington Maciel, o trabalho de poda, paisagismo e roçada não param e é visível em todos os cantos de Itapetinga.

Esses três serviços formam a base da manutenção de áreas verdes. A roçada controla o mato alto, a poda dá forma e saúde às plantas e o paisagismo planeja a estética do espaço. 
As ações de paisagismo, contribui para embelezamento da cidade, melhoria do conforto térmico e da qualidade do ar, criação de espaços de lazer e convivência, bem-estar físico e mental da população, incentivo ao turismo e ao comércio local.
      
Quando realizada corretamente, a poda ajuda a preservar as árvores e reduzir riscos à população. Ela é essencial para o equilíbrio ambiental e para a segurança urbana. Sua importância inclui: Prevenir acidentes com fiação elétrica, melhorar a iluminação pública, mantem a saúde das plantas e evita obstrução de ruas e calçadas.
        

A roçada consiste no corte da vegetação alta em terrenos, margens de vias, praças e áreas públicas. É importante porque: Combate animais peçonhentos; Reduz focos do mosquito da dengue; Melhora a visibilidade em vias e estradas; Evita abandono e sensação de insegurança; Mantém a limpeza urbana e Previne incêndios em períodos secos.

          

Além, desses projetos de arborização de avenidas e praças no município, a Secretaria de Meio Ambiente, inovou, no parque Zoobotânico da Matinha. Os visitantes poderão postar em tempo real as suas fotos e vídeos, porque agora conta com Wi-fi disponível, nas dependências do parque.
       
Inclusive, ao fazer sua visita e suas postagens, marque os @meioambienteitapetinga e @parquedamatinha, que serão repostadas nas redes oficiais.
Fonte e Fotos: ASCOM Meio Ambiente e Parque da Matinha

Morte de servidores alerta para crise de saúde mental no setor público

Dois suicídios cometidos em menos de um mês por servidoras do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) soaram o alerta sobre a saúde mental dos funcionários da administração pública brasileira. O segmento econômico lidera os pedidos de afastamento por transtornos psíquicos no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) — confira os dados ao final desta reportagem.

No primeiro caso, ocorrido em março, houve menção explícita a “assédio moral no ambiente de trabalho” em uma publicação de rede social postada pela servidora do MTE, momentos antes de ela morrer.

NR-1 obriga empresas privadas e órgãos públicos a observarem "fatores de riscos psicossociais" no trabalhoImagem: Alvaro Medina Jurado/Getty Images

O Ministério do Trabalho instituiu uma comissão interna para apurar os fatos. Em nota, a assessoria de imprensa também listou uma série de ações que a pasta tem tomado, como a criação de uma “sala de acolhimento”, voltada principalmente às mulheres, e a capacitação de gestores sobre “assédio, discriminação e relações de trabalho”.

Os dois episódios aconteceram às vésperas da atualização da NR-1 (Norma Regulamentadora 1). Editadas pelo Ministério do Trabalho, as novas regras obrigam empresas privadas e órgãos públicos a observar, a partir de 26 de maio, “fatores de riscos psicossociais” no planejamento de suas atividades.

Na prática, empregadores deverão adotar medidas concretas para detectar e combater problemas de saúde mental decorrentes não só de assédio moral, mas também de pressão excessiva e carga desproporcional de trabalho.

Fontes ouvidas pela coluna aprovam a crescente preocupação com o tema e a implementação da NR-1 no serviço público. Mas concordam que, assim como acontece no setor privado, a administração pública tem um longo caminho a percorrer para garantir o bem-estar psicológico de seus trabalhadores.

“A nova redação da NR-1 é, sim, um avanço. Mas a gente ainda vai precisar de adaptações para alcançar a dimensão do problema no serviço público”, afirma Bruno Chapadeiro, professor da UFF (Universidade Federal Fluminense) e pesquisador da área.

 

O que contribui para os transtornos mentais

As indicações políticas para cargos de direção, a dificuldade de punir os assediadores e a “importação” de metas de produtividade típicas de empresas privadas são alguns dos fatores que estressam o ambiente na administração pública, avaliam especialistas.

“O trabalho do servidor é afirmar o direito alheio. Quando o critério de avaliação é apenas quantitativo, como o de um bancário ou de um vendedor, a natureza desse trabalho é destruída”, afirma Renata Paparelli, professora de psicologia da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo).

Muitas vezes, diz Paparelli, a situação é agravada pela falta de recursos materiais na administração pública.

“Todo mundo conhece uma assistente social que, quando não tem cesta básica, faz uma vaquinha; a professora que, quando o aluno não tem material, ela arranja; ou a agente comunitária de saúde que passa à noite na casa da criança para ver se ela está tomando remédio”, exemplifica a professora. “Ao assumir tudo, os servidores vão vivenciando um processo de profunda exaustão, de burnout (síndrome de esgotamento profissional)”, complementa.

Em muitos órgãos estratégicos, as indicações políticas para cargos de chefia e a mudança dos critérios de gestão implementados pelos governos de ocasião também são apontadas como fatores de instabilidade.

“Isso independe se é de esquerda, direita ou centro. Quando um gestor novo vem, nem sempre conhece a instituição ou tem um conhecimento sobre a área”, explica Cristiane Reimberg, membro do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal no estado de São Paulo. “Então, isso por si só já causa um tensionamento natural”, acrescenta.

Até mesmo a estabilidade dos servidores pode representar uma fonte de problemas de saúde mental, principalmente em casos de assédio. “Quais são as tratativas geralmente nessas situações? Mudar a pessoa de setor. Mas quem é transferido é quem foi assediado. A cultura do assédio não se altera, continua a impunidade”, afirma Bruno Chapadeiro, da UFF.

 

Especialistas temem que serviço público reproduza lógica do ‘ofurô corporativo’

“O que mais importante houve de mudança na NR-1 não foi ter incorporado os ‘riscos psicossociais’, mas sim o conceito de ‘gerenciamento de risco ocupacional'”, analisa Rogério Bezerra, consultor do Ministério da Saúde. “Ao fazer isso, a norma passa a obrigar a empresa a ter uma visão processual sobre o que causa o risco, e sobre o que fazer diante do risco identificado”, explica.

Ao contrário de outras normas regulamentadoras, que prescrevem uma espécie de lista de verificação para evitar contaminação por substâncias químicas ou ferimentos causados por máquinas sem aparatos de segurança, a nova NR-1 enfrenta o desafio adicional de lidar com situações, em geral, invisíveis. “Quando um auditor fiscal chega ao local de trabalho para fazer uma inspeção, por exemplo, ele não vai ver o assédio acontecendo”, explica Chapadeiro.

Um dos receios dos especialistas ouvidos pela coluna é que os gestores públicos, em vez de atacar as verdadeiras causas do sofrimento psíquico provocado pelo ambiente de trabalho, passem a oferecer compensações de eficácia duvidosa, como ginástica laboral ou atendimento psicológico por meio de plataformas digitais. Comum no setor privado, a prática é apelidada de “ofurô corporativo”.

“Dificilmente você vai conversar com alguém no serviço público que vai dizer que não conhece um colega que se afastou em decorrência de adoecimento mental. A gente não pode mais tratar isso como uma coisa do indivíduo, mas sim do ambiente”, afirma Rogério Araújo, auditor fiscal do Ministério do Trabalho. “Está tudo muito no começo. A sinalização que a NR-1 traz é boa, mas a gente precisa de mais”, resume Araújo.

 

Estatísticas sobre transtornos mentais no serviço público são escassas

A administração pública ocupa o primeiro lugar entre os segmentos econômicos que mais geram pedidos de afastamento ao INSS por transtornos mentais causados pelo trabalho, segundo o Smartlab — plataforma que cruza diversas bases de dados oficiais. O setor bancário e o de atendimento hospitalar ficam em segundo e terceiro lugar, respectivamente.

Entre 2012 e 2024, mais de 19 mil servidores públicos tiveram acesso ao B91. O benefício é pago pelo órgão previdenciário em caso de acidentes e doenças ocupacionais que têm relação direta, reconhecida por perícia médica, com a atividade profissional. O número representa 14,9% do total de benefícios.

O serviço público também é líder nos afastamentos por transtornos mentais não necessariamente causados pelo trabalho. No mesmo período, cerca de 206 mil tiveram acesso ao B31, popularmente chamado de auxílio-doença (8,56% do total).

As estatísticas disponíveis, porém, não conseguem traçar a real prevalência do sofrimento psíquico entre os 12 milhões de funcionários públicos em todo o país, contando as esferas federal, estadual e municipal.

O Smartlab, por exemplo, só leva em conta os servidores contratados sob o regime CLT. Em âmbito federal, no entanto, só 12 a cada 100 são celetistas — a imensa maioria está submetida a estatutos próprios, diferentes da legislação trabalhista aplicada principalmente aos empregados do setor privado.

A coluna solicitou ao MGI (Ministério da Gestão e Inovação), responsável pelo planejamento das carreiras dos servidores públicos federais, um quadro atualizado sobre o número de afastamentos por saúde mental.

Segundo nota da assessoria de imprensa da pasta, os dados ainda não estão disponíveis, mas vêm sendo compilados por meio de uma parceria firmada em 2025 com a UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) para a “produção de boletins epidemiológicos de forma sistemática”.

No fim de abril, o MGI publicou uma portaria que estabelece o prazo de um ano para que os órgãos públicos federais criem uma CISSP (Comissão Interna de Saúde e Segurança do Trabalho do Servidor Público).

De acordo com a pasta, “o modelo é semelhante ao da CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes), já conhecida no setor privado”. O objetivo é atuar no cuidado com a saúde dos servidores e na identificação de riscos no ambiente de trabalho.

 

Fonte: UOL

INSS alerta 4 milhões de beneficiários para realização de prova de vida; aviso foi enviado em extrato bancário

Procedimento pode ser feito pelo aplicativo Meu INSS ou, em alguns bancos pelo aplicativo da instituição ou em comparecimento presencial na agência bancária.

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) informou quatro milhões de beneficiários para realização da prova de vida. O órgão informou que o aviso foi enviado pelo extrato do banco responsável pelo pagamento do benefício.

Segundo o INSS, são pessoas cuja prova de vida não pôde ser feita automaticamente pelos sistemas da autarquia. Agora, quem foi alertado terá 30 dias (a partir da data do aviso) para realizar o procedimento, sob risco de bloqueio dos pagamentos.

Fachada de prédio do INSS — Foto: G1

Como fazer a prova de vida

Para realizar a prova de vida, é preciso:

  • acessar o site ou aplicativo Meu INSS; e
  • fazer login e seguir as instruções para o reconhecimento facial, se for solicitado.

Segundo o INSS, em alguns bancos a prova de vida pode ser feita pelo comparecimento presencial na agência bancária responsável pelos pagamentos. Neste caso, é necessário apresentar documento oficial com foto.

Também há bancos permitem a realização da prova de vida online, pelas próprias plataformas da instituição (aplicativo ou site oficial).

Alerta contra golpes

O INSS ressalta que não faz visitas com servidores à casa de beneficiários para recolher documentos ou fazer o procedimento.

O órgão também destaca que “não realiza contatos diretos para solicitar a prova de vida.

Nenhum servidor do Instituto entra em contato por telefone, aplicativo de mensagens, SMS

ou e-mail para pedir que o procedimento seja feito ou para ameaçar bloqueio do benefício.”

O instituto também alerta para desconfiar de “qualquer mensagem, ligação ou visita fora dos canais oficiais” e jamais compartilhar “dados pessoais, senhas e documentos por telefone, mensagem ou com pessoas desconhecidas.”

Fonte: G1

Porto Seguro está entre os três destinos brasileiros mais procurados para o verão

Faltando poucos meses para o verão, a Bahia já começa a se destacar quando o assunto é turismo nesta temporada, com Porto Seguro aparecendo em terceiro lugar entre os destinos mais procurados do Nordeste. O levantamento foi realizado pelo Portal Panrotas, com informações do ranking de vendas divulgado pela CVC Viagens.

 

Foto: Flickr / Prefeitura de Porto Seguro

O estudo também aponta que os brasileiros seguem priorizando destinos de praia, natureza e cultura, tanto em viagens nacionais quanto internacionais. Entre as regiões mais buscadas, Porto de Galinhas (PE) lidera as vendas para o verão, seguido por Maceió (AL) e Porto Seguro (BA).

 

Ranking dos destinos nacionais mais procurados para o verão:

1 – Porto de Galinhas (PE)
2 – Maceió (AL)
3 – Porto Seguro (BA)
4 – Gramado (RS)
5 – João Pessoa (PB)
6 – Natal (RN)
7 – Fortaleza (CE)
8 – Foz do Iguaçu (PR)
9 – Rio de Janeiro (RJ)
10 – Balneário Camboriú (SC)

Fonte: Bahia Notícias

Comunicado Departamento de Cultura de Itapetinga

COMUNICADO À IMPRENSA E À POPULAÇÃO

Foto: Instagram

O Departamento de Cultura de Itapetinga, informa que, devido à queda de uma árvore na entrada da Biblioteca Municipal na manhã desta segunda-feira, o local precisará permanecer fechado por um curto período para reparos emergenciais no telhado.

Felizmente, não houve danos graves à estrutura nem ao acervo da biblioteca. No entanto, algumas telhas foram afetadas pela chuva, sendo necessário o conserto imediato para garantir condições adequadas de segurança e conforto aos servidores e frequentadores.

Equipes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e da Secretaria Municipal de Educação estiveram no local, realizaram a limpeza e desobstrução da área, e eliminaram qualquer risco de segurança que pudesse atingir a população ou os funcionários da unidade.

O diretor interino da Biblioteca Municipal, Adriano Wirz, agradece a compreensão de todos e se coloca à disposição para quaisquer esclarecimentos que se fizerem necessários.

Fonte: Prefeitura de Itapetinga
Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia
Departamento de Cultura
Governo Humanizado

Médica aponta alguns alimentos que podem deixar seu suor com cheiro ruim

Mesmo mantendo a higiene em dia, muitas pessoas percebem, em certos momentos, um odor de suor mais forte do que o habitual. Embora a primeira reação seja culpar o desodorante, a causa pode estar ligada à alimentação — especialmente aos temperos e ingredientes ricos em compostos voláteis, que influenciam o cheiro natural do corpo.

Foto: Portal Tupiniquim

De acordo com a endocrinologista Jacy Alves, há uma relação direta entre o que comemos e o odor exalado pela pele.

“Certos alimentos contêm compostos que, ao serem metabolizados,
liberam substâncias voláteis eliminadas pelo suor, modificando
seu odor característico”, explica a médica.

Alimentos que intensificam o mau cheiro do suor

Entre os principais vilões estão os alimentos ricos em enxofre, como alho, cebola, brócolis e couve-flor.

“Esses ingredientes produzem compostos sulfurados

que alteram o cheiro do suor”, detalha Jacy.

As carnes vermelhas também entram na lista. Segundo a endocrinologista, elas produzem resíduos nitrogenados, como a amônia, que são eliminados pelo suor e pela urina, deixando o odor mais intenso.

Apesar de o suor eliminar pequenas quantidades de toxinas, a pele não é a principal via de eliminação desses compostos.

“A maior parte das toxinas é eliminada pelos rins e pelo fígado —

o suor participa de forma secundária nesse processo”, esclarece a especialista.

E os alimentos termogênicos?

Ingredientes como pimenta, gengibre e chá verde são conhecidos por aumentar a temperatura corporal e a transpiração, mas não causam, por si só, mau cheiro

“O odor mais forte ocorre quando o aumento do suor está associado ao

consumo de alimentos que produzem compostos com cheiro marcante”,

afirma Jacy Alves.

Nem todos são afetados da mesma forma

O impacto da alimentação sobre o odor corporal varia de pessoa para pessoa. Fatores como metabolismo, equilíbrio hormonal e flora bacteriana da pele influenciam essa percepção.

“Pessoas com tendência à sudorese intensa ou com desequilíbrios hormonais

podem notar mais mudanças no cheiro do suor, mas qualquer um

pode ser afetado dependendo do cardápio”, conclui a médica.

Fonte: Portal Tupiniquim

PL de redução de penas empaca, e deputados dizem que votação deve ser adiada mais uma vez

O projeto para reduzir penas de condenados por atos golpistas, que originalmente tratava de anistia, deve atravessar mais uma semana sem ser votado pela Câmara dos Deputados, segundo líderes de partidos de esquerda.

Este é o quarto adiamento após a proposta ter a tramitação em regime de urgência aprovada pelo plenário no dia 17 do mês passado -desde aquele momento, o relator Paulinho da Força (Solidariedade-SP) vem repetindo que o mérito seria analisado na semana seguinte, promessa que não se concretizou.

Embora parte dos deputados ainda diga ter esperanças de que o projeto seja incluído na pauta, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), já anunciou 16 projetos que devem ser votados nesta semana, e o da redução de penas não está na lista.

Foto: Bahia Notícias

As propostas citadas por Motta tratam de infância e de educação, em alusão ao Dia das Crianças e ao Dia dos Professores.

A redução de penas em discussão deve beneficiar tanto o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e 3 meses de prisão no julgamento da trama golpista, quanto os presos e condenados pelos ataques de 8 de Janeiro de 2023.
Líderes partidários contrários à votação da redução de penas afirmam que ouviram de Motta a decisão de que o projeto não será votado nesta semana. Procurada pela reportagem, a assessoria do presidente da Câmara afirmou que a pauta desta terça (14) já está definida, mas não esclareceu se a anistia ainda pode ser incluída.
Como mostrou a Folha de S.Paulo, a proposta, que foi costurada em um acordo do centrão com o STF (Supremo Tribunal Federal), enfrenta resistência no PL e no PT. O partido de Bolsonaro ainda defende publicamente uma anistia ampla. Já o PT de Lula é contra inclusive a redução de penas.

Além dessa divergência, há um cenário de incerteza no Senado.
“Ninguém nem conhece esse projeto. Ele [Paulinho] nunca deu publicidade ao que ele está fazendo. No Senado, ninguém sabe disso, ninguém fala disso. Esse negócio de anistia, na minha opinião, é letra morta, não vai andar para lugar nenhum”, afirmou à Folha de S.Paulo o senador Otto Alencar (PSD-BA), presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

Os deputados cobram também uma posição do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), mas essa definição não teria ocorrido até o momento.
Outro entrave para o avanço da matéria é, segundo parlamentares, o fato de que o texto final não foi apresentado ainda por Paulinho, que vem recolhendo sugestões em diversas bancadas e também com a cúpula da Câmara e do Senado. O relator já disse que pode apresentar seu parecer nesta semana.
Como mostrou a Folha, Paulinho tem discutido com o centrão, grupo que hoje comanda a Câmara dos Deputados, um texto que diminui o tempo de prisão de Jair Bolsonaro (PL) em regime fechado de 6 anos e 10 meses para algo em torno de 2 a 3 anos.
De acordo com deputados, o avanço do projeto esbarra na falta de votos na Câmara. Paulinho afirmou no fim de setembro que o texto só seria votado quando houvesse aval dos senadores, para evitar o mesmo fim da PEC (proposta de emenda à Constituição) da Blindagem.
Nas últimas semanas, o relator fez reuniões com as bancadas de 14 partidos, obtendo apoio de 9 delas ao seu texto -que somam 206 deputados, menos da metade da Câmara.
Após se reunir com o relator no último dia 30, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, sinalizou abertura a um texto que signifique redução de penas, não anistia.
A frase do presidente do partido de Bolsonaro foi, de acordo com quem acompanhou o encontro, a de que ele não poderia ser contra um projeto que signifique a soltura de pessoas hoje presas pelos ataques às sedes dos três Poderes em 8 de janeiro de 2023.

 

Fonte: Bahia Notícias

Em conversa com Lula, Trump afirma que americanos estão sentindo falta do café brasileiro

Seja no Brasil ou nos Estados Unidos, o café parece ter o poder de unir a todos. No diálogo ocorrido nesta segunda-feira (6), os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump conversaram sobre o aumento do insumo nos Estados Unidos.

Em conversa com Lula, Trump afirma que americanos estão sentindo falta do café brasileiroFoto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A reunião marcou uma recente aproximação entre os líderes. Essa é a primeira vez que ambos se reúnem desde que tiveram um breve encontro nos bastidores da Assembleia Geral da ONU, em Nova York.

Segundo a BBC News Brasil, Trump admitiu que os Estados Unidos sentem falta de alguns produtos brasileiros afetados pela tarifa de 50% imposta pelo seu governo sobre parte das exportações brasileiros desde agosto.

Imagem dividida mostrando, à esquerda, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em uma coletiva de imprensa e, à direita, duas mãos segurando xícaras de café, destacando a cultura do café e a popularidade da bebida.Foto: Win Mcnamee/ Getty Images via AFP e Shuttertsock

O líder americano falou especificamente do café, que acumula forte inflação, piorada com a tarifa imposta. O imposto acumulado pesou no bolso dos estadunidense, visto que o Brasil é o maior fornecedor do produto no mercado americano. Os Estados Unidos é o maior consumidor e importador do grão.

Já na comparação com um ano antes, o preço do café acumula alta de 20,9% nos EUA, também bem acima da inflação média do período 2,9%. Foi o maior aumento anual desde 1997.

Fonte: Bahia Notícias

Cartas na era digital: entenda o que tem levado algumas pessoas a resgatarem prática

Em tempos de mensagens instantâneas, emojis e notificações, há quem prefira o caminho mais lento — e mais afetivo.

Em tempos de mensagens instantâneas, emojis e notificações, há quem prefira o caminho mais lento — e mais afetivo. Escrever cartas à mão, com papel, caneta, selo e tempo, virou um hábito redescoberto por milhares de brasileiros.

Um clube que une desconhecidos por palavras escritas

A jornalista e publicitária Mariana Loureiro criou o Clube do Envelope de Papel e já conectou mais de 4 mil pessoas pelo Brasil. A proposta é simples: escrever cartas à mão e esperar pela resposta. Mas tem regras.

“Você pode demorar um dia, uma semana, um mês para responder.

O importante é que você responda. É um compromisso

de amizade”, explica.

Canetas, tesouras, selos — tudo vira parte da experiência.

“Tenho selo de boneca de barro, de abelha, de tatuagem…”

Escrita e envio de cartas na era digital: veja movimento que tem levado pessoas a resgatarem prática — Foto: Reprodução/TV GloboFoto: TV Globo

A arte de esperar — e de decorar

A empresária Tatiana Naiara Silva, uma das integrantes do clube, explica o que leva essas pessoas a escreverem em plena era digital:

“É justamente porque como estamos vivendo num período

onde tudo é tecnológico, onde tudo é imediato, o e-mail é bem rápido.

A gente desaprendeu a esperar. E aí a carta, ela exige isso, que você

espere uma resposta que não sabe nem se vem”.

Tati leva a sério o ritual. Escolhe folhas coloridas, enfeita, escreve com carinho.
“É aí que a mágica acontece. Você não só escreve uma carta.
Você prepara algo com amor para alguém que você nem conhece.”

Ir aos Correios virou prazer

Gabriela Carvalho, outra participante, mora em um lugar onde o carteiro não passa. Mesmo assim, faz questão de ir aos Correios.

“O tempo é precioso. Então, eu fico feliz em saber que

alguém está dividindo o tempo dela comigo”.

Escrever cartas: movimento leva pessoas a resgatarem prática na era digital — Foto: Reprodução/TV GloboFoto: TV Globo

Mais do que papel: é afeto

As repórteres Bianka e Liliana também participaram da experiência. Bianka aguardou três dias até que a carta enviada de Belo Horizonte chegasse a Recife:

“Belo Horizonte, 20 de agosto de 2025. Querida Bianca, Espero que esteja tudo bem por aí. Escrevo para contar um pouco do que faço para me desligar dessa nossa correria. Tenho certeza que você tem uma nuvem para chamar de sua, cheia de memórias digitais, fotos, textos e fragmentos da vida. Quando penso nisso, me lembro que nuvens reais, essas que atravessam o céu todos os dias, diante de nós, guardam sentimentos, emoções, Olhar para elas é como eu me desconecto. Adoro tecnologia, mas gosto mais desta vida que pulsa fora da tela”.

Na carta de volta, Bianka escreveu:

“Oi, Liliana, tudo bem por aí? Vendo as pessoas escrevendo cartas, eu lembrei de quando escrevia, bateu saudade. Eu adorava recebê-las, era uma espera boa danada. Porque eu conhecia menos a pressa de hoje. Minha urgência era viver com calma. Você me entende? Preciso de silêncio às vezes para conseguir me ouvir. De beleza fora da tela, para alimentar a alma. Eu acho incrível tecnologia e tudo. E aprendi a ser digital. Mas meu coração é analógico. Lili, a gente tem que se conhecer pessoalmente, né? Um beijo grande. E um abraço forte para você, Bianca”.

Jovem leva carta aos Correios — Foto: Reprodução/TV GloboFoto: TV Globo

Para além da nostalgia

Para o professor Bernardo Conde, antropólogo da PUC Rio, esse movimento não é só saudosismo.

“Eu acho que é um sinal dos tempos de mudança, de um desejo de buscar alguma coisa, que rompa com esse

cotidiano de muita informação, de excesso de tela, necessidade de estar online o tempo todo para não perder nada. É uma

experiência no qual eu vou estar presente, exige uma certa dedicação exclusiva. E essa dedicação exclusiva

faz eu mobilizar minhas sensações, meus sentimentos, porque eu tenho tempo para entrar em contato com eles.”

Fonte: G1/Globo Repórter



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