:: ‘Saúde’
Vacina da gripe para crianças entra no Calendário Nacional de Vacinação
Proteção contra a influenza passa a fazer parte da rotina de vacinação no SUS. Atualização inclui ainda mudanças na imunização contra poliomielite, rotavírus e covid-19.
A vacina da gripe agora faz parte do Calendário Nacional de Vacinação para crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e idosos (a partir de 60 anos de idade), tornando permanente a proteção para esses públicos. A medida reforça a estratégia de imunização e se soma a outras mudanças para 2025, como a ampliação do período para aplicação da vacina contra rotavírus e a substituição das doses de reforço da vacina oral contra poliomielite por uma dose inativada.
Foto: Erasmo Salomão/MS
A partir deste ano, a vacinação contra influenza estará disponível em todas as salas de vacina a partir da 2ª quinzena de março, ao longo do ano, não apenas em campanhas sazonais. Outros grupos continuarão a receber o imunizante em estratégias especiais, incluindo profissionais da saúde, professores, forças de segurança, população privada de liberdade e pessoas com doenças crônicas ou deficiências, dentre outros.
No combate à poliomielite, o esquema vacinal e o reforço passam a ser exclusivamente com a vacina inativada (VIP), que é injetável. Já a vacina contra o rotavírus teve o período para aplicação das doses ampliado: agora, a primeira dose, indicada aos dois meses de idade, pode ser administrada até os 11 meses e 29 dias; enquanto a segunda dose, indicada aos quatro meses, poderá ser aplicada até os 23 meses e 29 dias.
Imunização contra covid-19
A imunização contra a covid-19 faz parte do Calendário Nacional de Vacinação para crianças a partir de seis meses a menores de 5 anos de idade, idosos (a partir de 60 anos de idade) e gestantes.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
A vacinação dos demais grupos especiais a partir de 5 anos de idade será realizada periodicamente em qualquer sala de vacina, sendo a cada seis meses para imunocomprometidos e a cada ano para os demais grupos: pessoas vivendo em instituições de longa permanência; indígenas; ribeirinhos; quilombolas; puérperas (aquelas não vacinadas durante a gestação); trabalhadores da saúde; pessoas com deficiência permanente; pessoas com comorbidades; pessoas privadas de liberdade; funcionários do sistema de privação de liberdade; adolescentes e jovens cumprindo medidas socioeducativas; e pessoas em situação de rua.
Para a população geral entre 5 e 59 anos, e aqueles que nunca receberam nenhuma dose, a recomendação é de uma dose de vacina para a doença.
As mudanças foram implementadas com base em evidências científicas e ampliam a proteção contra doenças imunopreveníveis, garantindo um acesso mais abrangente e eficaz às vacinas.
Fonte: Ministério da Saúde
Verdura, proteína, carboidrato: como a ordem dos alimentos que você consome altera o efeito sobre a saúde e a obesidade
Especialistas afirmam que a maneira com a qual você monta o seu prato pode ajudar na guerra contra a balança
Foto: vidanatural.org.br
As pessoas estão cada dia mais conscientes sobre a alimentação e a importância de ter uma dieta saudável; por isso, algumas começam a deixar de lado os alimentos que contêm calorias e açúcares.
No entanto, todo esse esforço pode acabar sendo em vão, pois a comida não está sendo consumida da maneira adequada, e a ordem dos fatores pode, sim, alterar o resultado.
Jessi Inchauspé é bioquímica e, em seu livro: A Revolução da Glicose, explicou como a forma de se alimentar pode ser mais importante do que os próprios nutrientes.
A ordem é fundamental, pois não apenas equilibra os níveis de açúcar no sangue, mas também ajuda a prevenir o desenvolvimento de doenças como diabetes, transtornos cardiovasculares e renais, neuropatias e até mesmo problemas de visão, segundo a especialista.
— Muitas pessoas estão nessa montanha-russa da glicose, com vontade constantes e cansaço, mas a chave é se libertar disso, e isso pode ser atingido em questão de dias — comentou.
Após anos de pesquisa, Inchauspé constatou que a maioria da população passa por picos de glicose ao longo do dia devido ao consumo excessivo de açúcar e carboidratos refinados.
Foto: Infoglobo
Uma das consequências disso é que as pessoas começam a se sentir cansadas, com desejos frequentes por comida, apresentam distúrbios no sono e, a longo prazo, muitos podem correr o risco de desenvolver diabetes ou obesidade.
Por esse motivo, Jessi Inchauspé criou um método baseado em quatro pilares, que são introduzidos gradualmente, um por semana. Além disso, apoiou-se na ciência com dados de vários estudos, como o da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, que demontraram que a ordem de ingestão dos alimentos pode reduzir o pico geral de glicose e o pico de insulina.
— Se você comer os ingredientes da refeição em uma ordem específica, pode reduzir o pico de glicose dessa refeição em até 75%, sem mudar a quantidade do que está comendo nem os alimentos que está ingerindo — detalha.
Assim deve ser a ordem dos alimentos para prevenir doenças
A especialista enfatiza que a ordem em que os alimentos são consumidos tem um grande impacto na glicose e que não é necessário mudar a dieta diária, apenas consumi-los da maneira correta para evitar picos de glicose e insulina.
Foto: Uol VivaBem
— A ordem deve ser: primeiro vegetais, depois proteínas e gorduras, e, por último, carboidratos e açúcares — afirma.
O efeito dessa sequência é fundamental para o organismo, devido a todos os benefícios que proporciona, incluindo a redução dos picos de glicose.
— É importante que, antes do almoço ou do jantar, você coma um prato de vegetais, pois eles têm a capacidade de criar uma barreira protetora no seu intestino e reduzir os picos de glicose — explica a bioquímica.
Fonte: O Globo
Bahia foi estado do Nordeste com maior número de afastamentos por ansiedade e depressão em 2024
Em todo o Brasil, esses e outros transtornos mentais justificaram mais de 470 mil afastamentos do trabalho. Número é o maior desde 2014.
Foto: Divulgação / Freepik
Reconhecida como um transtorno mental, a ansiedade provocou 4.517 afastamentos do mercado de trabalho da Bahia ao longo de 2024. Já a depressão foi o motivo de 3.313 licenças concedidas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no mesmo período.
Os números são os maiores registrados em todo o Nordeste brasileiro e ocupam a oitava posição no levantamento nacional.
As informações são do Ministério da Previdência, mostra que o país registrou 472.328 licenças médicas por esses e outros transtornos mentais. É o maior índice desde 2014, com um aumento de 68%, o que confirma o status de crise de saúde mental enfrentado no Brasil.
Na Bahia, as doenças que mais provocaram afastamentos foram as seguintes:
Afastamentos concedidos por transtornos mentais
| Categoria CID | Doença | Nº de concessões |
| F41 | Ansiedade | 4.517 |
| F32 | Depressão | 3.313 |
| F33 | Depressão recorrente | 1.701 |
| F31 | Transtorno bipolar | 1.494 |
| F20 | Esquizofrenia | 998 |
| F43 | Reações ao “stress” grave e transtornos | 575 |
| F19 | Vício em drogas | 436 |
| F23 | Transtornos psicóticos | 377 |
| F25 | Transtornos esquizoafetivos | 333 |
| F10 | Alcoolismo | 321 |
Psicose (CID F29), transtorno de personalidade (F60) e vício em cocaína (F14), frequentes em outros estados, não apareceram entre os casos mais recorrentes nos postos de trabalho baianos. Vale ressaltar que os números se referem às licenças e não aos indivíduos, portanto um trabalhador pode ser contabilizado mais de uma vez caso tenha sido afastado em diferentes ocasiões.
A psicóloga Daiane Bispo observa esse problema no processo terapêutico de muitos dos seus pacientes. Para ela, isso mostra como a sobrecarga emocional e as condições de trabalho impactam o bem-estar dos indivíduos.
Foto: Reprodução/TV Bahia
“Instabilidade econômica, precarização das relações de trabalho, aumento da carga horária, desigualdade social, condições de trabalho que geram altos níveis de estresse e a dificuldade de conciliar vida profissional e pessoal são fatores que contribuem diretamente para esse cenário, o que reforça a importância de políticas públicas voltadas para a promoção da saúde mental”.
Em entrevista, a profissional ressaltou ainda que são as mulheres as mais afetadas com esses transtornos, especialmente por conta da dupla ou tripla jornada de trabalho, somadas às pressões sociais e à desigualdade salarial.
Por outro lado, Daiane pontua que o maior número de afastamentos do trabalho reflete o crescimento no número de pessoas que buscam ajuda e tratamento. Na avaliação dela, isso representa um avanço na forma como a sociedade encara os problemas de origem psicossocial.
Raio-x nacional
➡️ Psiquiatras e psicólogos ouvidos pelo g1 apontaram que o recorde de afastamentos no país está diretamente ligado à situação do mercado de trabalho — insegurança financeira e aumento da informalidade, por exemplo — e ao impacto da pandemia de Covid-19.
➡️ Outro destaque é o perfil dos trabalhadores atendidos pelo INSS: 64% são mulheres e a idade média é de 41 anos. Elas costumam passar até três meses afastadas dos postos de trabalho, recebendo cerca de R$ 1,9 mil por mês.
➡️ Fatores como menor remuneração, sobrecarga com o cuidado da família e a violência ajudam a entender por que a população feminina é a mais afetada por transtornos mentais.
Diante desse cenário, o governo federal atualizou a Norma Regulamentadora nº 1, que indica as diretrizes de saúde no ambiente do trabalho. A partir disso, o Ministério do Trabalho assumiu a responsabilidade de fiscalizar os “riscos psicossociais” no processo de gestão de Segurança e Saúde no Trabalho.
⚠️ Na prática, isso significa que empresas podem ser multadas, caso o poder público identifique problemas como metas excessivas, jornadas extensas, assédio moral e condições precárias de trabalho.
Fonte: g1 BA
Erros médicos crescem mais de 500% em um ano, aponta levantamento
Número alarmante de erros médicos no Brasil preocupa pela queda na qualidade dos cuidados prestados no país.
O Brasil registrou um aumento alarmante de 506% nos processos por erro médico em 2024, com 74.358 ações judiciais, de acordo com dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Esse crescimento revela uma preocupação crescente com a qualidade dos cuidados médicos prestados no país e os danos causados aos pacientes.
Foto: Metrópoles
Erro médico é o termo utilizado quando há falha na conduta do profissional de saúde, resultando em dano ao paciente. Esse tipo de erro pode ocorrer por diferentes motivos, como negligência, imprudência ou imperícia.
Tipos de erros médicos
- Negligência: quando o médico deixa de agir como deveria. Um exemplo clássico é o caso de um paciente que chega ao hospital com sintomas evidentes de uma condição grave, mas o médico não realiza os exames necessários para um diagnóstico adequado.
- Imprudência: refere-se ao comportamento precipitado do profissional, que age sem a devida cautela ou precaução, tomando decisões arriscadas mesmo sabendo dos potenciais riscos envolvidos.
- Imperícia: envolve a falta de habilidade técnica ou experiência do profissional de saúde para realizar um procedimento com segurança.
É importante ressaltar que, para um erro médico ser reconhecido legalmente, é necessário comprovar que houve prejuízo ao paciente devido à falha no atendimento.
Foto: eltonfernandes.com.br
Panorama global e os riscos à saúde
O aumento no número de processos por erro médico no Brasil não é um fenômeno isolado. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que cerca de 1 em cada 10 pacientes no mundo seja vítima de cuidados inseguros, ou seja, práticas médicas que colocam o paciente em risco. O impacto disso é significativo, resultando em aproximadamente 3 milhões de mortes anuais.
O crescimento dos processos por erro médico pode ser visto como um reflexo da maior conscientização dos pacientes sobre seus direitos, mas também aponta para a necessidade de uma revisão nos protocolos de atendimento médico e maior capacitação dos profissionais da área.
O aumento dos casos de erro médico exige um olhar atento sobre a qualidade da formação dos profissionais de saúde, a melhoria na comunicação com os pacientes e, claro, o rigor na aplicação de boas práticas no ambiente médico.
Fonte: Metrópoles
Frango, bovina ou suína? Saiba qual carne tem mais proteína para gerar massa muscular
Especialistas afirmam que a carne de frango, bovina ou suína não estão no topo da lista das mais ricas em proteínas
Quando se trata de consumir proteína, as pessoas se perguntam qual é a melhor, com base em suas necessidades. Entre as mais consumidas estão carne bovina, de vitela, frango, peru e porco. Segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação), a carne suína é a mais consumida, principalmente na Ásia, Europa e América Latina.
Foto: Reprodução
O próximo é o frango, que é mais consumido na América do Norte, América Latina e partes da Ásia. Por fim, há o res devido ao seu custo e às implicações ambientais. Embora não exista “a melhor carne”, é recomendável consumi-la de acordo com as necessidades de cada pessoa. Por exemplo, o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos destaca que o frango é uma excelente fonte de proteína magra, pobre em gordura saturada, o que o torna uma opção mais saudável em comparação com carnes vermelhas, como a bovina ou a suína.
O American Journal of Clinical Nutrition destacou que peixes gordurosos, como salmão, truta e cavala, são altamente benéficos para a saúde cardiovascular devido ao seu conteúdo de ácidos graxos ômega-3.
Em termos de nível de proteína, a carne de coelho lidera a lista com aproximadamente 33 gramas de proteína por 100, seguida pelo peru, 29, frango, 27, carne de porco, 27, e carne bovina, 24.
Foto: Guia da Cozinha
Se o seu objetivo é aumentar a massa muscular, recomenda-se carne bovina magra, como lombo, filé mignon ou carne moída; Eles geralmente têm uma porcentagem de gordura de 10 a 25 por cento. Enquanto seu teor de proteína está entre 20-25 gramas por 100 gramas. E fornece entre 200-250 quilocalorias por 100 gramas.
Por outro lado, o peito de frango tem um percentual de gordura entre 1 e 2 por cento, enquanto fornece 30 gramas de proteína por 100 gramas de carne. A terceira opção é o peru, com teor de gordura entre 2 e 4 por cento e teor de proteína de 30 gramas por 100 gramas consumidos.
O peito de frango tem um teor de gordura entre 1 e 2 por cento, fornecendo 30 gramas de proteína por 100 gramas de carne. Filés de peixes brancos, como tilápia e bacalhau, têm um teor de gordura entre 1 e 3%, enquanto fornecem entre 20 e 25 gramas de proteína por 100 gramas.
Fonte: O Globo
Hábito comum pela manhã ajuda a proteger o coração, diz estudo
Beber café logo ao acordar pode trazer mais benefícios do que apenas aumentar a energia. Um estudo realizado nos Estados Unidos sugere que esse hábito está associado a uma menor probabilidade de morte por doenças cardiovasculares. Essa relação foi destacada em uma pesquisa recente publicada no European Heart Journal.
Foto: msn.com / Catraca Livre
Os efeitos do café da manhã na saúde do coração
Pesquisadores analisaram os hábitos alimentares de mais de 40 mil pessoas ao longo de quase 20 anos e observaram que o consumo matinal de café está relacionado a um impacto positivo na saúde do coração. Os participantes que tinham esse costume apresentaram um risco 31% menor de morrer por doenças cardiovasculares, além de uma redução de 16% no risco de morte por qualquer causa.
De acordo com Lu Qi, professor da Escola de Saúde Pública de Harvard e um dos líderes da pesquisa, “nossas descobertas indicam que não é apenas a quantidade de café consumida que importa, mas também o horário em que a bebida é ingerida”.
Por que o horário do consumo faz diferença?
Os pesquisadores sugerem que beber café mais tarde no dia pode prejudicar os ritmos circadianos, o chamado “relógio biológico” do corpo. Consumir cafeína no período da tarde ou noite pode interferir na produção de melatonina, hormônio essencial para a regulação do sono.
Quando o ciclo circadiano é alterado, existe um aumento na pressão arterial e nos níveis de inflamação, fatores que contribuem para doenças cardiovasculares. Já pela manhã, o corpo está naturalmente em estado de alerta devido à maior atividade do sistema nervoso simpático. Tomar café nesse horário potencializa seus efeitos positivos sem comprometer os ritmos biológicos.
Foto: minhasaude.proteste
Qual a quantidade ideal de café pela manhã?
A pesquisa também revelou que a quantidade de café ingerida pela manhã influencia os benefícios observados. Os participantes que consumiam de duas a três xícaras diariamente apresentaram a maior redução nos riscos de mortalidade. Beber apenas uma xícara ou menos também mostrou efeitos positivos, mas em menor intensidade.
Por outro lado, ingerir mais de três xícaras não demonstrou impactos negativos claros, embora os especialistas reforcem que o consumo moderado é a melhor opção para garantir segurança e benefícios à saúde.
O café é indicado para todos?
Apesar das vantagens para a saúde cardiovascular, o café pode não ser adequado para todas as pessoas. Indivíduos com gastrite, colesterol alto ou outras condições específicas devem ter cautela com a forma de preparo da bebida e evitar o consumo excessivo.
Consultar um profissional de saúde antes de aumentar a ingestão de café é fundamental para evitar complicações. Embora mais estudos sejam necessários para confirmar todas as descobertas, as evidências atuais sugerem que tomar café pela manhã pode ser um hábito benéfico para a saúde do coração.
Mais um aliado para a saúde do coração
Além do café matinal, outro alimento pode ajudar na saúde cardiovascular: a casca da banana. Segundo matéria da Catraca Livre, esse ingrediente, geralmente descartado, é rico em fibras e antioxidantes que contribuem para a redução do colesterol e da inflamação. Incorporar hábitos simples pode fazer a diferença para um coração mais saudável.
Fonte: Catraca Livre
Eclâmpsia e pré-eclâmpsia
Eclâmpsia é uma doença caracterizada pela liberação, por parte do feto, de proteínas na circulação materna que provocam uma resposta imunológica da gestante. Saiba mais.
Foto: uol
A gravidez pressupõe o crescimento de um ser geneticamente diferente dentro do útero da mulher, uma vez que herdou metade dos genes do pai. Ela não rejeita esse corpo estranho porque desenvolve mecanismos imunológicos para proteger o feto. Em alguns casos, porém, ele libera proteínas na circulação materna que provocam uma resposta imunológica da gestante. Essa resposta agride as paredes dos vasos sanguíneos, causando vasoconstrição e aumento da pressão arterial.
A hipertensão arterial específica da gravidez recebe o nome de pré-eclâmpsia e, em geral, instala-se a partir da 20ª semana, especialmente no 3° trimestre.
A pré-eclâmpsia pode evoluir para a eclâmpsia, uma forma grave da doença, que põe em risco a vida da mãe e do feto.
As causas dessas enfermidades ainda não foram bem estabelecidas. O que se sabe é que estão associadas à hipertensão arterial, que pode ser crônica ou especifica da gravidez.
Sintomas
- Sintomas da pré-eclâmpsia (que também pode ser assintomática): hipertensão arterial, edema (inchaço), principalmente nos membros inferiores, que pode surgir antes da elevação da pressão arterial, aumento exagerado do peso corpóreo e proteinúria, isto é, perda de proteína pela urina.
- Sintomas característicos da eclâmpsia: convulsão (às vezes precedida por dor de cabeça, de estômago e perturbações visuais), sangramento vaginal e coma.
Foto: Freepik
Diagnóstico e fatores de risco
O diagnóstico de eclâmpsia é estabelecido com base nos níveis elevados da pressão arterial, na história clínica, nos sintomas da paciente e nos resultados de exames laboratoriais de sangue e de urina.
São fatores de risco:
- Hipertensão arterial sistêmica crônica;
- Primeira gestação;
- Diabetes;
- Lúpus;
- Obesidade;
- Histórico familiar ou pessoal das doenças supra-citadas;
- Gravidez depois dos 35 anos e antes dos 18 anos;
- Gestação gemelar.
Tratamento e prevenção
A única maneira de controlar a pré-eclâmpsia e evitar que evolua para eclâmpsia é o acompanhamento pré-natal criterioso e sistemático da gestação.
Pacientes com pré-eclâmpsia leve devem fazer repouso, medir com frequência a pressão arterial e adotar uma dieta com pouco sal.
Medicamentos anti-hipertensivos e anticonvulsivantes são indicados para o controle dos quadros de eclâmpsia mais graves, que podem exigir a antecipação do parto. A doença regride espontaneamente com a retirada da placenta.
Recomendações
- Vá ao ginecologista antes de engravidar para avaliação clínica e início da administração de ácido fólico;
- Compareça a todas as consultas previstas no pré-natal e siga rigorosamente as recomendações médicas durante a gestação;
- Lembre que a hipertensão é uma doença insidiosa, que pode ser assintomática. Qualquer descuido e a ausência de sintomas podem fazer com que uma forma leve de pré-eclâmpsia evolua com complicações;
- Faça exercícios físicos compatíveis com a fase da gestação e suas condições orgânicas no momento;
- Reduza a quantidade de sal nas refeições, não fume e suspenda a ingestão de álcool durante a gravidez.
Fonte: uol / Drauzio Varella
Água com gás faz mal? Veja vantagens e desvantagens da bebida
A água é uma bebida essencial para hidratar o organismo humano adequadamente. Porém, muitas pessoas não conseguem consumi-la de forma frequente por conta da baixa aceitação de seu sabor neutro, optando assim pela água com gás.
Foto: Oscar Wong/GettyImages
Em primeiro lugar, para entender o processo de gaseificação da água, é preciso conhecer as diferenças entre os tipos de água com gás disponíveis para consumo:
- Água gaseificada naturalmente: o reservatório de água subterrâneo libera minerais e o calor do local promove vapores e gases, transformando-a em água gaseificada, a qual será envasada para comercialização e consumo.
- Água gaseificada artificialmente: esse é um processo comumente utilizado no Brasil e em outros países que produzem água mineral, no qual a água é retirada da fonte e armazenada em reservatórios de aço inox. Após esse armazenamento, o líquido passa por um dispositivo chamado desaerador, onde se retira todo o oxigênio de sua composição e o gás carbônico é adicionado.
Água com gás faz mal?
Cada tipo de água (com ou sem gás) apresenta uma dosagem de sódio diferente, pois a concentração desse nutriente está relacionada à fonte natural da qual a água foi extraída. Ou seja, a presença de minerais na água varia de acordo com as características ambientais do local, como solo e profundidade do lençol freático.
Por isso, a água com gás não faz mal e não apresenta maior teor de sódio do que a mineral, pois ambas contém baixas quantidades dessa substância se comparadas com outros tipos de bebidas.
“O que pode acontecer é que a presença do dióxido de carbono na bebida pode provocar uma ligeira dilatação do estômago, resultando em um desconforto, se consumida em grande quantidade. Além disso, devido ao pH da água com gás ser mais ácido, pessoas que apresentam quadros de gastrite, por exemplo, podem sentir uma leve irritabilidade na mucosa gástrica”, explica a nutricionista Karla Maciel.
Foto: Shutterstock
Benefícios da água com gás
Segundo a nutricionista Juliana Vieira, a água com gás oferece alguns benefícios para a saúde além da hidratação. Entre eles, a especialista indica:
- É rica em nutrientes
- Facilita o consumo de água
- Ajuda na digestão de proteína
- Favorece o processo de emagrecimento
- Ajuda a melhorar as funções do paladar
- Serve como alternativa saudável ao refrigerante
Como consumir água com gás
O consumo de água com gás deve ser feito, preferencialmente, nos intervalos das refeições a fim de evitar o estufamento gástrico durante a alimentação. Além disso, a água gaseificada é extremamente versátil e pode ser consumida pura ou combinada com outros ingredientes capazes de estimular o paladar e agregar valor nutricional à bebida, como frutas, ervas e outros.
Foto: voloshin311/Thinkstock/Getty Images
Confira as combinações recomendadas pela nutricionista Karla Maciel:
Saúde mental vira obrigação para empresas em maio: o que muda com a norma?
Com a atualização da NR-1 (Norma Regulamentadora n.º1), as empresas têm até o final de maio para criar normas que preservem a saúde mental de seus empregados, fazendo com que problemas dessa natureza entrem para a lista de riscos ocupacionais.
Saúde mental dos trabalhadores será obrigação das empresas. Foto: Agência Brasil
O que muda para as empresas
- Saúde mental ganha o peso de EPI (Equipamento de Proteção Individual). A garantia de bem-estar mental entra na mesma lista de obrigações de proteção contra agentes biológicos e químicos em uma corporação, por exemplo.
- Empresa precisa criar ações que previnam problemas de saúde mental. Segundo o advogado Bruno Minoru Okajima, especialista em Direto Trabalhista, as corporações devem adotar uma postura proativa para evitar desgaste mental nos funcionários.
“As empresas devem implementar avaliações contínuas do ambiente laboral e estabelecer estratégias preventivas eficazes. Isso inclui a criação de canais de comunicação abertos, programas de apoio psicológico e iniciativas que promovam um clima organizacional positivo.” – Bruno Minoru Okajima
A mudança na NR-1 acompanha uma alteração na lei feita em 2024. No ano passado, o Governo Federal criou o Certificado Empresa Promotora da Saúde Mental, que será concedido àquelas que se preocupam com o bem-estar dos funcionários. “Ainda não foi regulamentada, mas em breve, empresas que se adequarem às novas normas poderão receber esse reconhecimento”, diz Okajima.
Conversa ‘bonita’ agora é obrigação. Segundo a advogada Priscila Soeiro Moreira, especialista em Direito Trabalhista, esse discurso já existe faz tempo, mas agora as empresas têm que seguir as normas. “Elas precisam adotar medidas ativas, como workshop de reciclagem com empregados, observar a relação dos líderes com os liderados – e entre pares”, exemplifica.
Foto: Krakenimages.com – stock.adobe.com / Espaço Certo
Consequências para a empresa
- Quem não cumprir pode pagar multa. O descumprimento das normas pode pesar no bolso das corporações. Se, durante uma fiscalização, o auditor fiscal do trabalho perceber que não há medidas em curso, ele pode denunciar ao Ministério Público do Trabalho, que, por sua vez, pode ajuizar uma ação civil pública, condenando a empresa que não se adequar às regras.
- Trabalhador pode denunciar direto no Ministério Público do Trabalho. “É muito comum isso acontecer e em 99% das vezes o MPT vai investigar o que está acontecendo, porque saúde mental é um assunto sensível. Eles ouvirão testemunhas e podem chamar empregados para depor”, ensina Moreira.
Fonte: UOL
Coronavírus recém-descoberto em morcegos na China poderia afetar humanos
Estudo ressalta potencial risco da transmissão da doença, mas destaca que ainda precisa ser investigado.
Pesquisadores do Instituto de Virologia de Wuhan, na China, publicaram um estudo na revista científica Cell em que revelam a descoberta de uma nova linhagem do coronavírus, o HKU5-CoV-2, em morcegos.
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Foto: NIAID – O Globo
A pesquisa ressalta o potencial risco da transmissão da doença de animais para humanos. Contudo, o risco de contaminação humana ainda precisa ser investigado.
O HKU5-CoV-2 pertence à família do Merbecovirus, um subgênero de vírus do gênero Betacoronavirus que também está relacionado com o Sars-CoV-2, que causou a pandemia de Covid-19.
Os pesquisadores explicam a cadeia da potencial transmissão em humanos no estudo. Eles ilustram que o novo vírus que infecta morcegos pode usar o ACE2 humano — uma proteína na superfície de diversas células do corpo — como um receptor de entrada nas células de uma forma inédita.

A linhagem 2 do merbecovírus HKU5-CoV que infecta morcegos pode usar o ACE2 humano como um receptor de entrada celular • Reprodução Cell
O receptor ACE2 também foi usado pelo Sars-CoV-2 para entrar nas células humanas.
Entretanto, o novo vírus possui um modo de ligação distinto de outros CoVs conhecidos que usam ACE2. “Análises estruturais e funcionais indicam que o HKU5-CoV-2 tem uma melhor adaptação ao ACE2 humano do que a linhagem 1 HKU5-CoV”, afirmam os pesquisadores.
Por isso, eles destacaram o risco da doença possivelmente se espalhar entre os animais e humanos.
O estudo afirma que a capacidade do vírus de infectar células humanas foi confirmada.
A notícia do novo coronavírus ainda afetou mercados globais, com oscilação do dólar durante o dia.
Fonte: CNN











