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:: ‘Saúde’

DIRETOR DO BUTANTAN DIZ QUE CORONAVAC DEVE ESTAR DISPONÍVEL PARA VACINAÇÃO EM JANEIRO DE 2021

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, disse nesta quinta-feira (3) que a CoronaVac, vacina produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, deve estar disponível para ser aplicada na população em janeiro do próximo ano.

“A vacina estará disponível e o registro na Anvisa, acredito eu, também estará disponível. Então, poderemos iniciar um programa em janeiro, acredito, de vacinação. E espero [que] com o apoio do Ministério [da Saúde], apesar de todas essas declarações que não citam nominalmente a vacina do Butantan. A nossa expectativa é a de que a vacina seja incorporada, inclusive atendendo ao que o próprio ministro fala, sem citar a vacina, de que a vacina que estiver disponível e registrada, será incorporada”, afirmou.

Na terça (1°), o governo federal divulgou a estratégia “preliminar” para a vacinação dos brasileiros. No calendário apresentado, a CoronaVac não é citada pelo Ministério da Saúde.

A vacina está na fase final de testes e já tem previsão de distribuição no Brasil. O governo de São Paulo firmou acordo para a compra de 46 milhões de doses e para a transferência de tecnologia para o Instituto Butantan.

Em outubro, o ministro da saúde, Eduardo Pazuello, chegou a anunciar em uma reunião virtual com mais de 23 governadores, a compra do imunizante, mas, menos de 24 horas depois, a aquisição foi desautorizada pelo presidente Jair Bolsonaro.

Em entrevista à GloboNews nesta manhã, Dimas Covas também afirmou que a vacina está muito próxima de obter o registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e descartou a necessidade de solicitação para uso emergencial.

Em setembro, Dimas Covas chegou a dizer que pediria a liberação para uso emergencial caso a vacina demonstrasse eficácia de pelo menos 50% em análise preliminar.

“Nós estamos muito próximos de solicitar o registro. Nós não teremos a necessidade de solicitar esse registro emergencial, vamos solicitar já o registro da vacina. Estamos muito próximos de que isso aconteça. O registro e a vacina estando disponíveis, nós temos que iniciar a vacinação. É tudo o que nós queremos”, defendeu Dimas Covas.

Nesta quarta (2), a Anvisa disse que irá aceitar que empresas desenvolvedoras de vacinas contra a Covid-19 solicitem o “uso emergencial” no Brasil e divulgou os requisitos para o pedido.

O “uso emergencial” é diferente do “registro sanitário”, que é a aprovação completa para uso de um imunizante. O registro definitivo depende de mais dados e da conclusão de todas as etapas de teste da vacina.

Ainda de acordo com o diretor do Instituto, o governo de São Paulo trabalha com planos alternativos para vacinar a população, caso a vacina não seja incorporada ao Programa Nacional de Imunização.

“Cada dia sem vacina conta. Se a vacina estiver para uso, nós temos que iniciar a vacinação. E isso, pelo simples motivo: a vacina pode poupar a vida de milhares de pessoas. Não faz nenhum sentido, do ponto de vista da responsabilidade pública, atrasar o uso de uma vacina disponível e pronta, já registrada na Anvisa. Iremos trabalhar junto com os estados, se for o caso, junto com os municípios, para que isso aconteça“, disse o diretor.

Matéria-prima

Mais cedo, o Dimas Covas esteve no Aeroporto de Guarulhos, ao lado do governador João Doria (PSDB), e do secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn, para acompanhar a chegada do lote com 600 litros de matéria-prima da vacina Coronavac a São Paulo.

“Viemos receber aqui mais um lote da vacina CoronaVac, da vacina do Butantan, a vacina que vai salvar a vida de milhões brasileiros. Hoje recebemos insumos para 1 milhão de doses da vacina. Somados aos 20 mil que já recebemos, agora temos 1 milhão e 120 mil doses da vacina”, afirmou João Doria.

Ainda segundo o governador, até o início do próximo ano, o governo deve receber as mais de 46 milhões de doses previstas.

“Até o final deste mês de dezembro, estaremos aqui recebendo no Aeroporto de Guarulhos mais seis milhões de doses da vacina, totalizando 7 milhões 120 mil doses da vacina. E no próximo mês de janeiro, até o dia 15 de janeiro, mais 40 milhões de doses da vacina. A vacina do Butantan, a vacina que salva vidas.”

A carga de insumos, que pode virar até 1 milhão de doses de vacinas contra a Covid-19, chegou às 5h27 no aeroporto de Guarulhos.

Essa é a segunda remessa de encomendas do governo estadual do laboratório chinês. A primeira foi com as 120 mil doses de vacinas prontas, em 19 de novembro.

O lote será transportado para o Butantan, em um veículo que terá escolta especial.

Os insumos são os “ingredientes” necessários para a finalização da vacina no país. Caberá ao Butantan concluir a etapa final de fabricação.

Ao todo, pelo acordo fechado, o Butantan receberá do laboratório chinês 6 milhões de doses prontas para o uso e vai formular e envasar outras 40 milhões de doses.

Número mínimo de infectados

No final de novembro, o estudo da fase 3 da CoronaVac atingiu o número mínimo de infectados pela Covid-19 necessário para o início da fase final de testes.

A etapa permite a abertura do estudo e a análise interina dos resultados do imunizante. A expectativa é a de que os dados sejam divulgados pelo governo paulista nas próximas semanas.

Resposta imune e segurança

Um estudo feito com 743 pacientes apontou que a CoronaVac mostrou segurança e resposta imune satisfatória durante as fases 1 e 2 de testes.

A fase 2 dos testes de uma vacina verifica a segurança e a capacidade de gerar uma resposta do sistema de defesa. Normalmente, ela é feita com centenas de voluntários. Já a fase 1 é feita em dezenas de pessoas, e a 3, em milhares. É na fase 3, a atual, que é medida a eficácia da vacina.

CAMPANHA EM COMBATE AO MOSQUITO DA DENGUE ESTÁ SENDO INICIADA EM ITAPETINGA

O Aedes aegypti é um mosquito doméstico. Ele vive dentro de casa e perto do homem. Com hábitos diurnos, o mosquito se alimenta de sangue humano, sobretudo ao amanhecer e ao entardecer. A reprodução acontece em água limpa e parada, a partir da postura de ovos pelas fêmeas. Os ovos são colocados e distribuídos por diversos criadouros.
Em 15 minutos é possível fazer uma varredura em casa e acabar com os recipientes com água parada – ambiente propício para procriação do Aedes aegypti.
Quando o foco do mosquito é detectado e não pode ser eliminado pelos moradores, como terrenos baldios ou lixos acumulados na rua, a Secretaria Municipal de Saúde deve ser acionada para remover os possíveis criadouros.

A MOBILIZAÇÃO DA SOCIEDADE É FUNDAMENTAL PARA VENCER A LUTA CONTRA O MOSQUITO. CONVOQUE SUA FAMÍLIA E SEUS VIZINHOS PARA ESSA BATALHA.

TODOS CONTRA A DENGUE. É uma campanha da Prefeitura Municipal, Secretária de Saúde do Município e Vigilância Epidemiológica.

 

COVID-19 EM ITAPETINGA – 21/11/2020

COVID Itapetinga – boletim 08.11.20

IMUNIDADE DE REBANHO PODE LIVRAR BRASIL DA SEGUNDA ONDA DE COVID, DIZEM ESPECIALISTAS.

A imunidade da parcela da população infectada durante uma prolongada primeira etapa da epidemia, aliada à adesão a medidas de proteção como o uso de máscara e o distanciamento social, ajudaram a Brasil a reduzir a força do coronavírus, disseram especialistas, alertando, no entanto, que não se pode baixar a guarda sob risco de uma segunda onda como a que atinge atualmente a Europa.

Ao contrário dos países europeus, que conseguiram conter a primeira fase da pandemia de coronavírus em poucos meses após o impacto inicial, o Brasil passou um longo período estacionado em um chamado platô, com elevados números de casos e de óbitos pela Covid-19, antes de apresentar os primeiros sinais de queda.

A longa duração do primeiro momento da crise pode ser um dos fatores por trás da atual queda da epidemia, uma vez que muitas pessoas já se expuseram ao vírus, afirmaram à Reuters especialistas que acompanham de perto a pandemia no país.

Depois de passar diversas semanas seguidas registrando cerca de 40 mil casos novos e de 1 mil mortes a cada dia nos meses de junho, julho e agosto, o Brasil apresentou no mês passado o primeiro sinal de queda da epidemia, e a tendência tem se mantido desde então.

Após pico de 45 mil casos por dia em média no final de julho, com quase 1.100 mortes diárias, o país registrou 20 mil casos por dia em média na semana epidemiológica encerrada no último sábado, com 461 mortes por dia na média.

Mesmo com a redução, o Brasil ainda é o terceiro país do mundo com mais casos, com 5,4 milhões, atrás apenas de EUA e Índia, e o segundo em número de mortes, com mais de 158 mil.

Em uma população de 210 milhões, o número de casos confirmados seria insuficiente para se garantir a chamada imunidade de rebanho, mas é preciso considerar que há um número enorme de casos não registrados, o que leva a crer em um certo grau de imunidade coletiva pelo menos em alguns locais, de acordo com Wanderson Oliveira, ex-secretário nacional de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.

“No caso da Covid tivemos uma primeira onda muito maior do que a gente realmente conhece, e um número de pessoas que pegou e não sabemos muito grande. Alguns estudos dizem que dá 10 a 12 vezes no número de casos e 1,5 vez no caso dos óbitos”, disse, acrescentando que “muitos lugares” podem ter atingido a imunidade de rebanho.

O infectologista Roberto Medronho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), concorda que a doença já teve forte impacto nos grupos de pessoas e locais com maior risco de adoecimento. “Vemos uma queda agora porque as pessoas de maior risco da doença adoeceram, algumas morreram, a reinfecção é muito rara, por isso há essa queda”, afirmou.

Além da possível imunidade, a população brasileira tem aderido com sucesso ao uso de máscara e ao distanciamento, além de parcela que ainda mantém o isolamento social, o que tem surtido efeito, acrescentaram os pesquisadores.

“Nessa segunda fase que estamos agora, já passamos a primeira que foi a fase mais trágica da pandemia, o número vem baixando em parte por conta da adoção pela população das medidas de prevenção, em parte por um certo grau de proteção que deve ter de imunidade de rebanho, pelo menos temporária, e em parte porque certos grupos conseguem manter o isolamento social”, disse Alexandre Naime Barbosa, chefe da Infectologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

A importância do isolamento social se dá uma vez que pelo menos um terço da população tem se mantido longe das ruas –a despeito da posição contrária do presidente Jair Bolsonaro–, de acordo com o Índice de Isolamento Social, uma ferramenta que utiliza dados de localização de aplicativos instalados em mais de 60 milhões de telefones celulares pelo país.

O número representa uma queda em relação ao patamar de 50% do final de março e do mês de abril, mas ainda assim tem ajudado a conter a disseminação do vírus, segundo os especialistas.

“Acredito que nós sustentamos um determinado grau de isolamento social. Tem uma parte da população que está em casa, que pode ficar em casa e que está em casa. Quem tinha que sair para a rua, saiu para a rua, pegou a doença, morreu ou se curou”, disse Gonzalo Vecina Neto, ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e professor da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP).

Uma vez que a redução recente da epidemia tem dependido, principalmente, da ação das próprias pessoas, há o risco de uma retomada da pandemia, alertou Naime, da Unesp. Além disso, não se sabe por quanto tempo dura a imunidade adquirida por aqueles que já foram contaminados.

“Quanto tempo vai durar a imunidade de rebanho? E quanto tempo vai demorar para a população se cansar das medidas de prevenção? Tudo isso são cenas do próximo capítulo.”

 

COVID-19 EM ITAPETINGA – 02/11/20

SALVADOR APRESENTA SINAL FORTE DE CRESCIMENTO DE COVID-19, DIZ FIOCRUZ

O boletim InfoGripe, divulgado semanalmente pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz),  mostra que dez capitais brasileiras apresentam sinal de crescimento moderado, probabilidade maior que 75%, ou forte, probabilidade maior que 95% na tendência de longo prazo (seis semanas) de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e de covid-19.

Em Aracaju, Florianópolis, Fortaleza, João Pessoa, Macapá, Maceió  e Salvador há sinal forte de crescimento no longo prazo. Nas capitais, Belém, São Luís  e São Paulo, observa-se sinal moderado de crescimento do número de infectados para a tendência de longo prazo, acompanhado de sinal de estabilização na tendência de curto prazo.

As capitais, Belém, Florianópolis, Fortaleza, João Pessoa, Macapá, Salvador e São Luís já completam ao menos um mês com manutenção do sinal de crescimento na tendência de longo prazo em todas as semanas.

Os casos notificados e óbitos no país apresentam ocorrência muito alta, segundo o boletim. O coordenador do InfoGripe, pesquisador Marcelo Gomes, observou que 20 das 27 capitais apresentam sinal de estabilidade ou crescimento na tendência de longo prazo.

Já a capital paulista apresenta sinal de crescimento a longo prazo pela primeira vez desde o início do processo de queda, embora já venha dando sinais de possível interrupção da tendência de queda. Porto Alegre apresentou sinal de estabilização tanto na tendência de curto quanto de longo prazo.

Marcelo Gomes destacou a necessidade de cautela em relação às próximas semanas, especialmente em relação a eventuais avanços nas ações de flexibilização das medidas para diminuição do contágio na capital gaúcha.

Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, não confirmou sinal de estabilização na tendência de longo prazo, retornando ao sinal de queda nesse indicador. Segundo o coordenador do InfoGripe, embora a tendência de curto prazo tenha mantido sinal de estabilização, ainda é preciso cautela em relação a ações de flexibilização.

“Como já relatado em boletins anteriores, identificamos diferença significativa entre as notificações de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) no estado do Mato Grosso registradas no sistema nacional Sivep-Gripe e os registros apresentados no sistema próprio do estado. Tal diferença se manteve até a presente atualização”, avaliou Marcelo Gomes.

Em 12 das 27 unidades federativas observa-se tendência de longo prazo com sinal de queda ou estabilização em todas as respectivas macrorregiões de saúde. Nos demais 15 estados, Amapá, Pará e Tocantins (Norte), Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, e Sergipe (Nordeste), Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo (Sudeste), Rio Grande do Sul e Santa Catarina (Sul), e Mato Grosso do Sul (Centro-Oeste) há ao menos uma macrorregião estadual com tendência de curto e/ou longo prazo com sinal moderado ou forte de crescimento.

A análise refere-se à semana epidemiológica de 18 a 24 de outubro e tem com base os dados inseridos no Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) até o dia 27 deste mês.

Bahia
estado registrou 29 mortes e 1.423 novos casos de covid-19 (taxa de crescimento de +0,4%) em 24h, de acordo com boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) no final da tarde desta sexta-feira (30). No mesmo período, 1.614 pacientes foram considerados curados da doença (+0,5%).

Dos 352.700 casos confirmados desde o início da pandemia, 337.785 já são considerados recuperados e 7.315 encontram-se ativos. Ao todo, a pandemia já matou, oficialmente, 7.600 pessoas na Bahia.

Para fins estatísticos, a vigilância epidemiológica estadual considera um paciente recuperado após 14 dias do início dos sintomas da covid-19. Já os casos ativos são resultado do seguinte cálculo: número de casos totais, menos os óbitos, menos os recuperados. Os cálculos são realizados de modo automático.

Os casos confirmados ocorreram em 417 municípios baianos, com maior proporção em Salvador (26,13%). Os municípios com os maiores coeficientes de incidência por 100.000 habitantes foram: Ibirataia (8.509,67), Almadina (6.588,58), Itabuna (6.538,23) Madre de Deus (6.452,38), Aiquara (6.140,35).

O boletim epidemiológico contabiliza ainda 720.989 casos descartados e 85.761 em investigação. Estes dados representam notificações oficiais compiladas pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs-BA), em conjunto com os Cievs municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde até as 17 horas desta sexta-feira (30).

Na Bahia, 28.927 profissionais da saúde foram confirmados para covid-19.

Óbitos
O boletim epidemiológico de hoje contabiliza 29 óbitos que ocorreram em diversas datas, conforme tabela abaixo. A existência de registros tardios e/ou acúmulo de casos deve-se a sobrecarga das equipes de investigação, pois há doenças de notificação compulsória para além da covid-19. Outro motivo é o aprofundamento das investigações epidemiológicas por parte das vigilâncias municipais e estadual a fim de evitar distorções ou equívocos, como desconsiderar a causa do óbito um traumatismo craniano ou um câncer em estágio terminal, ainda que a pessoa esteja infectada pelo coronavírus.

O número total de óbitos por covid-19 na Bahia desde o início da pandemia é de 7.600, representando uma letalidade de 2,15%.

Perfis
Dentre os óbitos, 55,96% ocorreram no sexo masculino e 44,04% no sexo feminino. Em relação ao quesito raça e cor, 54,30% corresponderam a parda, seguidos por branca com 17,88%, preta com 15,04%, amarela com 0,75%, indígena com 0,11% e não há informação em 11,92% dos óbitos. O percentual de casos com comorbidade foi de 71,87%, com maior percentual de doenças cardíacas e crônicas (74,75%).

A base de dados completa dos casos suspeitos, descartados, confirmados e óbitos relacionados ao coronavírus está disponível em https://bi.saude.ba.gov.br/transparencia/.

HOMEM TESTA POSITIVO PARA COVID-19 PELA SEGUNDA VEZ EM TRÊS MESES

Um homem de 52 anos, morador de Santos (SP), testou positivo para Covid-19 por duas vezes em um intervalo de três meses entre as testagens. O primeiro registro da doença foi em julho e a suposta segunda infecção foi registrada no resultado de um exame divulgado nesta quinta-feira (22).

Segundo médicos infectologistas ouvidos, o caso precisaria ser estudado para que uma reinfecção fosse constatada. No Brasil, um estudo da USP que apontou evidências de reinfecção pelo novo coronavírus em uma técnica de enfermagem de Ribeirão Preto (SP) foi publicado na Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical em setembro.

O assessor parlamentar Luciano Martins Lorenço foi diagnosticado pela primeira vez com Covid-19 no início de julho, quando apresentou quadro de dor de garganta e febre. Um teste rápido apontou resultado positivo para Covid-19 e um exame RT-PCR do Instituto de Análises Clínicas de Santos (IACS) constatou a doença.

Ele foi medicado e liberado, se recuperando dos sintomas apresentados nos dias seguintes. Luciano recorda que exames apontaram que a saturação de oxigênio em seu sangue estava boa e não teve maiores complicações.

No fim de agosto, Luciano precisou fazer uma série de exames para um procedimento de reimplante capilar, dentre eles novamente o RT-PCR, desta vez no Laboratório Pasteur. O exame apontou que não foi detectada a Covid-19 na amostra de secreção de naso e orofaringe.

No entanto, o homem voltou a apresentar febre, desta vez com coriza e dor no peito. De acordo com o relato, ele sentiu uma progressão rápida, já que em poucos dias começou a sentir dispneia (falta de ar). Ele precisou ser internado no último sábado (17), onde ficou até quarta-feira (21).

Um exame para identificar Covid-19 foi colhido durante a internação e realizado pelo Hospital Ana Costa, com resultado que detectou novamente o vírus no paciente. Outro exame, solicitado pelo próprio paciente novamente no IACS, também detectou o vírus pela segunda vez.

Reinfecção por Covid-19

De acordo com o médico infectologista Evaldo Stanislau, casos confirmados de reinfecção por Covid-19 devem cumprir critérios científicos rigorosos. Dentre os parâmetros, é preciso atestar o tipo e a qualidade dos exames realizados, além do nível de exposição do paciente à Covid-19.

Stanislau explica, também, que um quarto critério é a realização do sequenciamento do vírus em ambas as infecções. “Com uma amostra da primeira e da suposta segunda infecção, fazemos o sequenciamento e determinamos se são infecções diferentes”.

“Os casos de reinfecção têm, geralmente, 60 dias de diferença entre uma infecção e outra. Em geral, os pacientes reinfectados apresentam quadro de sintomas mais brando”, afirma o infectologista.

Stanislau afirma, ainda, que há probabilidade de registro de casos de reinfecção, mas com poucas chances de impacto epidemiológico. “Os pacientes com casos de reinfecção vão seguir os mesmos protocolos do primeiro caso, que são o isolamento, monitoramento dos sintomas, entre outros”.

“De certa forma, a reinfecção é um ‘puxão de orelha’ em quem foi infectado pela Covid-19 e acha que pode sair sem máscara. Acredito que a maior parte das pessoas vão adquirir uma imunidade prolongada, então casos como esse são exceção. Também não definimos, ainda, o esquema vacinal. Provavelmente, as pessoas pessoas vão precisar tomar a repetição de doses para manter a imunidade elevada.”

Para o biólogo e infectologista Michel Soane, apesar de relatos e publicações científicas de casos de reinfecção por Covid-19, a confirmação ainda depende de critérios técnicos, como o sequenciamento de amostras.

Soane explica que, no caso de pacientes assintomáticos, com sintomas leves e até moderados, pode haver baixa carga de anticorpos. Nessas pessoas, mesmo que haja a recuperação da doença, os anticorpos podem não ser capazes de neutralizar o vírus.

O especialista afirma, ainda, que os pacientes também podem manter uma carga viral das primeiras infecções que pode ser detectável, mesmo que não haja a disseminação da doença. “É possível detectar essa carga residual em até 60 dias depois da doença ser detectada, por isso é preciso o sequenciamento das amostras”, finaliza.

Caso poderá ser estudado

G1 entrou em contato com a Secretaria de Saúde de Santos, cidade onde o paciente mora, para questionar acerca dos procedimentos adotados pela pasta a partir da possibilidade de reinfecção por Covid-19. Se confirmado, seria o primeiro caso registrado na Baixada Santista.

A Secretaria de Saúde de Santos informou que não foi notificada sobre o resultado positivo do paciente no mês de julho, mas recebeu no último sábado (17) uma notificação de Covid-19 do mesmo paciente relativa a exame realizado durante internação hospitalar.

O Departamento de Vigilância em Saúde (Devig) solicitará ao laboratório que realizou o exame no mês de julho informações sobre o resultado e verificará se as amostras coletadas na ocasião estão preservadas.

Se sim, elas serão encaminhadas para o Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE), do Governo do Estado, para que possa ser realizado o sequenciamento genético e identificada a cepa (linhagem) do vírus. Desta forma, poderá ser verificado se houve reinfecção ou a persistência do vírus no organismo.

A pasta explica que, em média, os laboratórios armazenam as amostras dos pacientes por até dez dias, devido às limitações de espaços físicos, o que impossibilita a confirmação ou descarte de uma possível reinfecção. O protocolo estabelece que, em situações que o paciente tem um segundo resultado positivo de Covid-19, ele receba o tratamento e o caso seja informado ao GVE.

A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo informou que o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP) separou um ambulatório para acompanhar possíveis casos de reinfecção pelo novo coronavírus. No momento, 27 casos de pacientes que procuraram a unidade, com sintomas e/ou testes confirmando Covid-19 com um espaço de intervalo superior a um mês, estão sob investigação.

De acordo com a pasta estadual, os sintomas e testes positivos em dois períodos diferentes poderiam ser explicados por: outra virose por um vírus diferente, que causaria confusão porque haveria ainda fragmentos inativos do vírus que causa Covid-19 (SARS- CoV-2), que permaneceram no corpo do paciente; pela longa permanência do vírus no corpo, com período de inatividade e posterior reativação ou também por uma possível reinfecção.

Por ora, nenhum exame de avaliação genética do vírus, que poderia comprovar a infecção por dois coronavírus ‘diferentes’ (o novo coronavírus, porém com alguma pequena mutação) em uma mesma pessoa, foi confirmado. Para avançar nessas e em outras hipóteses, os pacientes seguem sendo acompanhados com a realização eventual de exames adicionais a fim de melhor entender as hipóteses apresentadas.

COVID-19: GOVERNO PUBLICA NOVO DECRETO DE CALAMIDADE PÚBLICA NA BAHIA

O Governo da Bahia anunciou nesta quarta-feira (7) que será publicado no Diário Oficial desta quinta (8) um novo decreto de calamidade pública na Bahia em virtude da pandemia do coronavírus. O decreto entra em vigor na data da publicação.

Com o novo documento, fica autorizada a mobilização de todos os órgãos estaduais, no âmbito das suas competências, para apoiar as ações de resposta ao desastre. “Estado e municípios poderão acessar recursos federais via Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil para que sejam utilizados no combate à pandemia da covid-19”, diz o comunicado enviado à imprensa.

O documento será encaminhado ao Governo Federal para que seja obtido o reconhecimento da União. O novo decreto substitui o anterior, publicado pelo Estado em abril, e que tinha validade até esta quarta-feira (7).

Em menos de 200 dias, Bahia ultrapassa marca de 7 mil mortes por covid-19Com 36 novos óbitos registrados em 24h, nesta quarta-feira (7) a Bahia alcançou a triste marca de 7 mil pessoas mortas pela covid-19 num período de apenas 192 dias. É o período entre hoje e a confirmação da primeira morte pela doença no estado. Foi em 29 de março, quando a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) informou que um homem de 74 anos tinha falecido, em um hospital da capital, após contrair o novo coronavírus.

Nesta quarta, a Bahia chegou a 7.021 perdas humanas para a pandemia. Também registrou 1.834 novos casos de covid-19 (taxa de crescimento de +0,6%) e 1.633 pacientes curados (+0,5%).

Dos 319.981 casos confirmados desde o início da pandemia, 306.365 já são considerados curados e 6.595 encontram-se ativos.

Para fins estatísticos, a vigilância epidemiológica estadual considera um paciente recuperado após 14 dias do início dos sintomas da covid-19. Já os casos ativos são resultado do seguinte cálculo: número de casos totais, menos os óbitos, menos os recuperados. Os cálculos são realizados de modo automático.

Os casos confirmados ocorreram em 417 municípios baianos, com maior proporção em Salvador (27,49%). Os municípios com os maiores coeficientes de incidência por 100.000 habitantes foram: Ibirataia (6.955,33), Almadina (6.551,98), Madre de Deus (6.167,92), Itabuna (6.167,25), São José da Vitória (5.532,97).

O boletim epidemiológico contabiliza ainda 641.241 casos descartados e 78.200 em investigação. Estes dados representam notificações oficiais compiladas pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs-BA), em conjunto com os Cievs municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde até as 17h desta quarta.

Na Bahia, 26.639 profissionais da saúde foram confirmados para covid-19.

Óbitos
O boletim epidemiológico de hoje contabiliza 36 óbitos que ocorreram em diversas datas, conforme tabela abaixo. A existência de registros tardios e/ou acúmulo de casos deve-se a sobrecarga das equipes de investigação, pois há doenças de notificação compulsória para além da covid-19.

Outro motivo é o aprofundamento das investigações epidemiológicas por parte das vigilâncias municipais e estadual a fim de evitar distorções ou equívocos, como desconsiderar a causa do óbito um traumatismo craniano ou um câncer em estágio terminal, ainda que a pessoa esteja infectada pelo coronavírus.

O número total de óbitos por covid-19 na Bahia desde o início da pandemia é de 7.021, representando uma letalidade de 2,19%. Dentre os óbitos, 55,79% ocorreram no sexo masculino e 44,21% no sexo feminino.

Em relação ao quesito raça e cor, 53,90% corresponderam a parda, seguidos por branca com 17,38%, preta com 15,18%, amarela com 0,78%, indígena com 0,11% e não há informação em 12,65% dos óbitos. O percentual de casos com comorbidade foi de 72,13%, com maior percentual de doenças cardíacas e crônicas (75,45%).

BAHIA TEM 2.142 NOVOS CASOS DE COVID-19 NAS ÚLTIMAS 24 HORAS

A Bahia registrou 2.142 novos casos de Covid-19 nas últimas 24 horas, segundo boletim divulgado pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), na tarde desta terça-feira (6).

O boletim epidemiológico desta segunda ainda contabiliza 32 óbitos que ocorreram em diversas datas. 

A Sesab explica que a existência de registros tardios e/ou acúmulo de casos deve-se a sobrecarga das equipes de investigação, pois há doenças de notificação compulsória para além da Covid-19.

Outro motivo é o aprofundamento das investigações epidemiológicas por parte das vigilâncias municipais e estadual a fim de evitar distorções ou equívocos, como desconsiderar a causa do óbito um traumatismo craniano ou um câncer em estágio terminal, ainda que a pessoa esteja infectada.

Com a atualização, o número de casos de Covid-19 confirmados no estado é de 318.147, e o de mortes 6.985, o que representa uma letalidade de 2,20%. Já são consideradas curadas 304.732 pessoas e 6.430 casos encontram-se ativos. Os números são referentes ao período entre março, início da pandemia, e esta terça.

A Secretaria detalha que entre os óbitos, 55,76% ocorreram no sexo masculino e 44,24% no sexo feminino. Em relação ao quesito raça e cor, 53,84% corresponderam a parda, seguidos por branca com 17,31%, preta com 15,23%, amarela com 0,79%, indígena com 0,11% e não há informação em 12,71% dos óbitos. O percentual de casos com comorbidade foi de 72,08%, com maior percentual de doenças cardíacas e crônicas (75,47%).

Ainda segundo a Sesab, nas últimas 24 horas, a taxa de crescimento no número de casos foi de +0,7% e a de recuperados da doença, +0,6% (1.816 pacientes).

O boletim composto está disponível no site da Secretaria de Saúde e também em uma plataforma disponibilizada pela Sesab.

Outros dados

Os casos confirmados ocorreram em 417 municípios baianos, com maior proporção em Salvador (27,60%). Os municípios com os maiores coeficientes de incidência por 100.000 habitantes foram: Ibirataia (6.896,55), Almadina (6.551,98), Madre de Deus (6.167,92), Itabuna (6.125,98), São José da Vitória (5.532,97).

O boletim epidemiológico contabiliza ainda 636.779 casos descartados e 77.075 em investigação. Estes dados representam notificações oficiais compiladas pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs-BA), em conjunto com os Cievs municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde até as 17 horas desta terça-feira (6).

Na Bahia, 26.535 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19.

Ocupações de leitos

Dos 2.286 leitos disponíveis do Sistema Único de Saúde (SUS), exclusivos para o novo coronavírus na Bahia, 1.012 estão com pacientes internados, o que representa uma taxa de ocupação de 44%. Dos 1.032 leitos de UTI (adulto) disponíveis no estado, 518 estão ocupados, o que representa uma taxa de 50%.


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