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:: ‘Ciências’

Morte de servidores alerta para crise de saúde mental no setor público

Dois suicídios cometidos em menos de um mês por servidoras do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) soaram o alerta sobre a saúde mental dos funcionários da administração pública brasileira. O segmento econômico lidera os pedidos de afastamento por transtornos psíquicos no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) — confira os dados ao final desta reportagem.

No primeiro caso, ocorrido em março, houve menção explícita a “assédio moral no ambiente de trabalho” em uma publicação de rede social postada pela servidora do MTE, momentos antes de ela morrer.

NR-1 obriga empresas privadas e órgãos públicos a observarem "fatores de riscos psicossociais" no trabalhoImagem: Alvaro Medina Jurado/Getty Images

O Ministério do Trabalho instituiu uma comissão interna para apurar os fatos. Em nota, a assessoria de imprensa também listou uma série de ações que a pasta tem tomado, como a criação de uma “sala de acolhimento”, voltada principalmente às mulheres, e a capacitação de gestores sobre “assédio, discriminação e relações de trabalho”.

Os dois episódios aconteceram às vésperas da atualização da NR-1 (Norma Regulamentadora 1). Editadas pelo Ministério do Trabalho, as novas regras obrigam empresas privadas e órgãos públicos a observar, a partir de 26 de maio, “fatores de riscos psicossociais” no planejamento de suas atividades.

Na prática, empregadores deverão adotar medidas concretas para detectar e combater problemas de saúde mental decorrentes não só de assédio moral, mas também de pressão excessiva e carga desproporcional de trabalho.

Fontes ouvidas pela coluna aprovam a crescente preocupação com o tema e a implementação da NR-1 no serviço público. Mas concordam que, assim como acontece no setor privado, a administração pública tem um longo caminho a percorrer para garantir o bem-estar psicológico de seus trabalhadores.

“A nova redação da NR-1 é, sim, um avanço. Mas a gente ainda vai precisar de adaptações para alcançar a dimensão do problema no serviço público”, afirma Bruno Chapadeiro, professor da UFF (Universidade Federal Fluminense) e pesquisador da área.

 

O que contribui para os transtornos mentais

As indicações políticas para cargos de direção, a dificuldade de punir os assediadores e a “importação” de metas de produtividade típicas de empresas privadas são alguns dos fatores que estressam o ambiente na administração pública, avaliam especialistas.

“O trabalho do servidor é afirmar o direito alheio. Quando o critério de avaliação é apenas quantitativo, como o de um bancário ou de um vendedor, a natureza desse trabalho é destruída”, afirma Renata Paparelli, professora de psicologia da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo).

Muitas vezes, diz Paparelli, a situação é agravada pela falta de recursos materiais na administração pública.

“Todo mundo conhece uma assistente social que, quando não tem cesta básica, faz uma vaquinha; a professora que, quando o aluno não tem material, ela arranja; ou a agente comunitária de saúde que passa à noite na casa da criança para ver se ela está tomando remédio”, exemplifica a professora. “Ao assumir tudo, os servidores vão vivenciando um processo de profunda exaustão, de burnout (síndrome de esgotamento profissional)”, complementa.

Em muitos órgãos estratégicos, as indicações políticas para cargos de chefia e a mudança dos critérios de gestão implementados pelos governos de ocasião também são apontadas como fatores de instabilidade.

“Isso independe se é de esquerda, direita ou centro. Quando um gestor novo vem, nem sempre conhece a instituição ou tem um conhecimento sobre a área”, explica Cristiane Reimberg, membro do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal no estado de São Paulo. “Então, isso por si só já causa um tensionamento natural”, acrescenta.

Até mesmo a estabilidade dos servidores pode representar uma fonte de problemas de saúde mental, principalmente em casos de assédio. “Quais são as tratativas geralmente nessas situações? Mudar a pessoa de setor. Mas quem é transferido é quem foi assediado. A cultura do assédio não se altera, continua a impunidade”, afirma Bruno Chapadeiro, da UFF.

 

Especialistas temem que serviço público reproduza lógica do ‘ofurô corporativo’

“O que mais importante houve de mudança na NR-1 não foi ter incorporado os ‘riscos psicossociais’, mas sim o conceito de ‘gerenciamento de risco ocupacional'”, analisa Rogério Bezerra, consultor do Ministério da Saúde. “Ao fazer isso, a norma passa a obrigar a empresa a ter uma visão processual sobre o que causa o risco, e sobre o que fazer diante do risco identificado”, explica.

Ao contrário de outras normas regulamentadoras, que prescrevem uma espécie de lista de verificação para evitar contaminação por substâncias químicas ou ferimentos causados por máquinas sem aparatos de segurança, a nova NR-1 enfrenta o desafio adicional de lidar com situações, em geral, invisíveis. “Quando um auditor fiscal chega ao local de trabalho para fazer uma inspeção, por exemplo, ele não vai ver o assédio acontecendo”, explica Chapadeiro.

Um dos receios dos especialistas ouvidos pela coluna é que os gestores públicos, em vez de atacar as verdadeiras causas do sofrimento psíquico provocado pelo ambiente de trabalho, passem a oferecer compensações de eficácia duvidosa, como ginástica laboral ou atendimento psicológico por meio de plataformas digitais. Comum no setor privado, a prática é apelidada de “ofurô corporativo”.

“Dificilmente você vai conversar com alguém no serviço público que vai dizer que não conhece um colega que se afastou em decorrência de adoecimento mental. A gente não pode mais tratar isso como uma coisa do indivíduo, mas sim do ambiente”, afirma Rogério Araújo, auditor fiscal do Ministério do Trabalho. “Está tudo muito no começo. A sinalização que a NR-1 traz é boa, mas a gente precisa de mais”, resume Araújo.

 

Estatísticas sobre transtornos mentais no serviço público são escassas

A administração pública ocupa o primeiro lugar entre os segmentos econômicos que mais geram pedidos de afastamento ao INSS por transtornos mentais causados pelo trabalho, segundo o Smartlab — plataforma que cruza diversas bases de dados oficiais. O setor bancário e o de atendimento hospitalar ficam em segundo e terceiro lugar, respectivamente.

Entre 2012 e 2024, mais de 19 mil servidores públicos tiveram acesso ao B91. O benefício é pago pelo órgão previdenciário em caso de acidentes e doenças ocupacionais que têm relação direta, reconhecida por perícia médica, com a atividade profissional. O número representa 14,9% do total de benefícios.

O serviço público também é líder nos afastamentos por transtornos mentais não necessariamente causados pelo trabalho. No mesmo período, cerca de 206 mil tiveram acesso ao B31, popularmente chamado de auxílio-doença (8,56% do total).

As estatísticas disponíveis, porém, não conseguem traçar a real prevalência do sofrimento psíquico entre os 12 milhões de funcionários públicos em todo o país, contando as esferas federal, estadual e municipal.

O Smartlab, por exemplo, só leva em conta os servidores contratados sob o regime CLT. Em âmbito federal, no entanto, só 12 a cada 100 são celetistas — a imensa maioria está submetida a estatutos próprios, diferentes da legislação trabalhista aplicada principalmente aos empregados do setor privado.

A coluna solicitou ao MGI (Ministério da Gestão e Inovação), responsável pelo planejamento das carreiras dos servidores públicos federais, um quadro atualizado sobre o número de afastamentos por saúde mental.

Segundo nota da assessoria de imprensa da pasta, os dados ainda não estão disponíveis, mas vêm sendo compilados por meio de uma parceria firmada em 2025 com a UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) para a “produção de boletins epidemiológicos de forma sistemática”.

No fim de abril, o MGI publicou uma portaria que estabelece o prazo de um ano para que os órgãos públicos federais criem uma CISSP (Comissão Interna de Saúde e Segurança do Trabalho do Servidor Público).

De acordo com a pasta, “o modelo é semelhante ao da CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes), já conhecida no setor privado”. O objetivo é atuar no cuidado com a saúde dos servidores e na identificação de riscos no ambiente de trabalho.

 

Fonte: UOL

O câncer pode estar no DNA da sua família: maior estudo genômico do Brasil encontra mutação hereditária em 1 a cada 10 pacientes

Estudo pioneiro mostra que identificar a alteração genética antes de a doença aparecer pode mudar radicalmente o que médico e paciente fazem a seguir.

 — Foto: AdobeStockFoto: AdobeStock

Imagine descobrir, depois de um diagnóstico de câncer, que a doença não surgiu apenas por acaso —e que seus filhos, irmãos e pais podem carregar a mesma predisposição no DNA, sem saber. Foi exatamente isso que aconteceu com parte dos pacientes acompanhados pelo maior estudo genômico do câncer já realizado no Brasil.

O trabalho, publicado no periódico científico The Lancet Regional Health – Americassequenciou o genoma completo de 275 pacientes com câncer de mama, próstata ou intestino em hospitais públicos das cinco regiões do país.

O resultado mais impactante: 1 em cada 10 carregava uma mutação hereditária —uma falha no DNA que aumenta drasticamente o risco de câncer e pode ser passada de geração em geração.

O estudo faz parte do Mapa Genoma Brasil, iniciativa do Ministério da Saúde financiada pelo Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS), coordenada pelo Hospital BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo.

O que isso muda na vida de quem tem câncer

Descobrir uma mutação hereditária não é apenas uma informação científica. Ela pode mudar o tratamento do paciente de imediato.

👩‍🏫 Parece complicado? Te explicamos.

➡️ Quem tem câncer de mama e carrega uma mutação nos genes BRCA1 ou BRCA2, por exemplo, pode passar a ser elegível para uma classe de medicamentos chamada inibidores de PARP —drogas que funcionam em tumores com esse tipo específico de defeito genético. Sem o teste, o médico pode nem saber que essa opção existe para aquele paciente.

➡️ Já no câncer de intestino, pacientes com mutações em genes como MLH1, MSH6 ou PMS2 costumam apresentar tumores com uma característica chamada instabilidade de microssatélites —e isso indica que eles podem responder bem à imunoterapia, um tratamento que ativa o próprio sistema imunológico contra o câncer.

É uma mudança de rota terapêutica que só se descobre com o teste genético.

“Nem toda mutação muda a droga imediatamente, mas todas

mudam alguma coisa —a vigilância, a possibilidade de cirurgia

preventiva, o alerta para a família”, explica o urologista e

cirurgião oncológico Gustavo Cardoso Guimarães, diretor do

Instituto de Urologia, Oncologia e Cirurgia Robótica (IUCR)

e pesquisador principal do estudo.

O parente que ainda não sabe que está em risco

Talvez o achado mais urgente do estudo seja este: entre os familiares dos pacientes que tinham mutação e aceitaram fazer o teste, quase 40% também carregavam a mesma alteração no DNA —sem ter desenvolvido nenhum câncer ainda.

É aí que o diagnóstico genético muda de patamar. Quando a mutação é encontrada antes da doença aparecer, médicos conseguem iniciar protocolos de vigilância e prevenção em pessoas que, muitas vezes, nem imaginavam estar em risco.

  • Quem carrega mutações no gene BRCA1, por exemplo, pode ter risco de câncer de mama que chega a 85% ao longo da vida —e de câncer de ovário, a até 60%. Para esses casos, as diretrizes médicas recomendam ressonância magnética anual a partir dos 25 anos e, dependendo da situação, cirurgia preventiva.
  • Já mutações no gene TP53 —associadas à Síndrome de Li-Fraumeni— estão ligadas a um risco ainda mais amplo: mais de 90% de chance de desenvolver algum tipo de câncer ao longo da vida. O acompanhamento inclui ressonância magnética de corpo inteiro anual e vigilância multidisciplinar.
  • No caso da Síndrome de Lynch, causada por mutações em genes como MLH1, o risco de câncer de intestino pode chegar a 80%, levando à recomendação de colonoscopias frequentes desde cedo.

“Só esperar e monitorar sem um plano estruturado não é uma

conduta adequada para quem carrega essas variantes de alto

risco”, diz Guimarães. “A diferença entre encontrar a mutação

antes ou depois do tumor aparecer pode ser, literalmente, a

diferença entre prevenir e tratar.”

 — Foto: AdobeStockFoto: AdobeStock

Uma mutação especificamente brasileira

O estudo também identificou casos da mutação TP53 R337H, associada à Síndrome de Li-Fraumeni, condição genética que aumenta fortemente o risco de câncer ao longo da vida.

Essa variante tem uma relação especial com o Brasil. Pesquisas lideradas pela oncogeneticista Maria Isabel Achatz, do Hospital Sírio-Libanês, mostraram que ela se disseminou no país a partir de um ancestral comum que viveu há cerca de 300 anos, principalmente nas regiões Sul e Sudeste.

Hoje, estudos estimam que a alteração esteja presente em cerca de 1 a cada 300 pessoas em algumas regiões brasileiras —uma frequência muito acima da observada em outros países. Segundo os pesquisadores, a presença recorrente da mutação no novo estudo reforça a importância de ampliar o rastreamento genético no país.

Por que estudar o DNA da população brasileira?

O trabalho também reforça um problema conhecido da genética: a maioria dos grandes bancos de dados usados no mundo foi construída principalmente com populações europeias.

Isso dificulta a interpretação de variantes genéticas encontradas em populações miscigenadas, como a brasileira.

No estudo, quase 59% dos participantes se declararam pardos, refletindo a mistura histórica entre populações indígenas, europeias, africanas e asiáticas no país.

Isso significa que algumas alterações genéticas identificadas em brasileiros ainda podem ser classificadas como “variantes de significado incerto” simplesmente porque faltam dados sobre populações semelhantes.

Para os pesquisadores, ampliar estudos genéticos no Brasil ajuda não apenas a entender melhor o risco de câncer na população, mas também a tornar diagnósticos e tratamentos mais precisos.

O que o SUS ainda não consegue oferecer

O modelo utilizado no estudo —com equipamentos de última geração e aconselhamento genético especializado— não está disponível na maioria dos hospitais públicos brasileiros.

“O Brasil tem menos de 500 geneticistas clínicos para uma população

de 215 milhões de pessoas, e os serviços de

oncogenética estão concentrados nos grandes centros

urbanos”, diz Guimarães.

📑 O caminho mais realista para ampliar esse acesso, segundo o pesquisador, começa com algo mais simples: um questionário de histórico familiar, aplicado por um enfermeiro treinado, que identifique quem tem maior probabilidade de carregar uma mutação hereditária.

Esse paciente seria então encaminhado a um centro de referência para fazer o teste —e a informação voltaria ao médico que o atendeu originalmente.

O estudo está em seu segundo ciclo. Nos próximos anos, deve fornecer base para que o Ministério da Saúde avalie a incorporação de testes genéticos e protocolos de cuidado específicos ao SUS.

Se você tem histórico de câncer na família, o que saber

  • Câncer de mama, ovário, intestino ou próstata em parentes próximos —especialmente antes dos 50 anos— pode ser sinal de predisposição hereditária.
  • Médicos podem solicitar avaliação em serviços de oncogenética disponíveis em hospitais de referência do SUS.
  • O teste genético, quando indicado, identifica se há mutação e orienta a vigilância para outros membros da família.
  • Encontrar a mutação antes do câncer aparecer permite agir preventivamente —com exames mais frequentes ou, em alguns casos, cirurgia preventiva.

Fonte: G1

Novembro Azul: Transição e ida ao urologista podem contribuir para prevenção com saúde masculina e câncer de próstata

O número de internados em decorrência de câncer de próstata na Bahia registrou um aumento entre 2021 a 2024. Dados da Secretaria de Saúde do Estado disponibilizados, mostraram que internações em decorrência da doença subiu de 2739 para 3617 nos últimos quatro anos. Em 2022, por exemplo, foram 3142 casos, seguidos por 3103 em 2023. Já neste ano, até o último dia 24 de outubro foram notificados 2341. Já a quantidade de óbitos obteve uma queda entre o ano passado e 2025, indo de 1575 a 1138 respectivamente.

No entanto, entre 2021 a 2023, foi obtido um crescimento de mortes pela doença, com 1420 casos, seguido por 1500 e 1608 respectivamente. Um dos fatores que pode influenciar em hospitalizações e mortalidade é a ausência de cuidado de homens com a saúde masculina, em especial por parte de pacientes não procurarem atendimento com profissionais da área de urologia.

Foto: Reprodução GOV BR

Em entrevista ao Bahia Notícias, o urologista Roberto Rossi alertou acerca da questão e apontou que a transição e ida de homens, principalmente os jovens, para profissionais do segmento podem ajudar na prevenção e cuidado com a saúde masculina e no câncer de próstata.

“A transição atrasada não aumenta o risco para o jovem de ser vítima de algum tipo de câncer, mas vai auxiliar bastante no desenvolvimento da consciência do jovem em cuidar da saúde de forma preventiva, saber se proteger de ISTs, ter cuidado com a iniciação na vida sexual e até saber como cuidar da sua higiene íntima. Além disto, esta nova relação com o urologista ou outro profissional servirá também de referência não só para os pais, mas também para o jovem”, explicou o médico.

Segundo ele, o profissional da área de urologia é referência para a saúde do homem, da infância até a idade avançada, especialmente na prevenção e cuidado à saúde.

“Não tenho dúvida alguma que assim como a ginecologista culturalmente é a referência para as jovens, o urologista, é o profissional que cuida do homem desde sua infância até a idade avançada, principalmente do ponto de vista cirúrgico e preventivo. Ele tem a qualificação mais do que suficiente para cuidar do homem e mostrar a ele que a importância de cuidar da saúde não é uma opção, mas uma decisão inteligente, corajosa e que pode transformar sua vida”, observou.

O especialista contou ainda sobre a importância e como deve ser feita a transição do público masculino para consultas em urologia.

“Caso o urologista seja o profissional escolhido pelos pais, acredito que antes da puberdade, quando as transformações começam, ele deve visitá-lo para que a relação seja estabelecida e os cuidados com a saúde sejam iniciados. Na minha opinião, deve ser uma transição leve, com a participação dos dois profissionais, com troca de informações e em decisão compartilhada com os pais e o adolescente”, afirmou Rossi.

O presidente da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU-BA), Humberto Ferraz, disse que o período recomendado para acompanhamento com urologista e clínico geral, seria a partir de 12 a 14 anos. De acordo com Ferraz, não existe periodicidade recomendada para acompanhamento urológico, mas após os 45 anos, é indicado acompanhamento anual. Essa mesma faixa-etária também é recomendada para o diagnóstico de câncer de próstata.

“A triagem para avaliar o risco de presença de câncer de próstata seria para todos os homens que têm fatores de risco maior como história familiar, cor negra e idade a partir dos 50 anos. Então, essas características secundárias vão se desenvolver entre os 12 e 14 anos. Acho que seria o período no qual ele começa a ter talvez o urologista como uma referência médica, e também o seguimento clínico conforme demanda. Ter um segmento com o médico clínico também, acho que é importante para a questão respiratória cardiovascular, principalmente na idade adulta acho que é importante”, pontua.

Humberto apontou ainda que a prevenção secundária, com diagnóstico precoce, pode proporcionar tratamentos curativos e reduzir a mortalidade.

“Essa prevenção secundária, que é o diagnóstico precoce, pode proporcionar tratamentos curativos e reduzir a mortalidade. Não temos como intervir de uma forma direta na frequência, no surgimento, mas uma vez que surge e o diagnóstico seja feito de início certamente pode haver queda nesta mortalidade”, comentou.

Um dos pacientes que foi pela primeira vez a uma consulta com urologista foi o administrador de empresa, Alessandro Costa. Ao Bahia Notícias, ele contou que passou por um atendimento devido a idade e ao histórico familiar.

“Fui a minha médica clínica, que sempre acompanha minha saúde, e meu exame de PSA apresentou resultado normal. Mas, devido à minha idade e ao histórico de que meu pai — com quem não tive convivência, pois fui adotado legalmente — provavelmente faleceu de câncer de próstata, a médica sugeriu que eu também procurasse um urologista”, revelou.

Para Alessandro, a ida aos especialistas de urologia auxiliou para sua saúde e pode contribuir para a de outros homens.

“Sim, nós homens precisamos estar mais atento a higiene no pênis e usar preservativo nas relações sexuais. O conhecimento e autocuidado é de suma importância para o bem-estar de nós”, relatou.

Fonte: Bahia Notícias

AVC silencioso é 10 vezes mais comum do que os sintomáticos e pode causar demência progressiva

Fraqueza ou dormência súbita em um lado do corpo, dificuldade para falar ou entender, alterações visuais, tontura e perda de equilíbrio. Quando se pensa em AVC (Acidente Vascular Cerebral), os sintomas perceptíveis são os mais citados. Mas, na verdade, a ausência deles caracteriza a maioria dos derrames mundo afora.

A demência é o principal sintoma do AVC silencioso, caracterizado por não ser súbito ou visível, mas que se acumula com o tempo e têm um grande impacto na cognição. Médicos dizem que não se deve, de maneira alguma, ignorá-lo.

Foto: Agência Brasil/Bahia Noticias

Nesta quarta-feira (29) se celebra o Dia Mundial do AVC, data estabelecida pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e pela Federação Mundial de Neurologia para promover a conscientização sobre os sinais de alerta, tratamento e medidas de prevenção.

Um estudo da Associação Americana do Coração diz que, para cada pessoa que sofre um AVC com sintomas claros, cerca de dez são silenciosos. O estudo ainda mostra que entre 8% e 31% da população apresenta essas lesões, e o número aumenta com a idade.

A neurologista Sheila Martins, presidente da Rede Brasil AVC, diz que os “pequenos infartos silenciosos” (como são chamados pequenos AVCs isquêmicos) acontecem porque pequenas áreas do cérebro vão perdendo circulação ao longo dos anos, causando um declínio progressivo da memória, do raciocínio, do juízo e da capacidade de planejamento.

Segundo a médica, os AVCs não são realmente silenciosos —sua manifestação é a perda de memória e o comprometimento cognitivo, o que faz com que o AVC seja a segunda principal causa de demência no mundo.

Saiba tudo sobre o AVC, tipos, sinais e sintomas de AVCFoto: CANIM

Os sintomas podem não ser súbitos, mas se acumulam com o tempo e têm um impacto enorme na cognição. Eles são:

– Tontura

– Desequilíbrio

– Visão dupla

– Perda momentânea da visão de um olho

– Dificuldade de coordenar movimento

– Formigamento em parte do corpo

– Confusão mental leve e transitória.

A médica diz que é possível passar anos sem saber que se teve um AVC e encontrar indícios em exames de tomografia ou ressonância. “Nesses casos, o mais importante é investigar por que o AVC aconteceu — se há hipertensão, fibrilação atrial, diabetes, colesterol alto, tabagismo, entre outros fatores. Identificar e tratar a causa é essencial para evitar novos eventos”, diz Martins.

Percebendo os sintomas, é importante procurar avaliação médica rápida. O tratamento é uma corrida contra o tempo: cada minuto conta. Nos casos leves, se houver demora, há um risco alto de um novo AVC em pouco tempo ou de se tornar grave, diz a neurologista. Os efeitos mais graves da doença são paralisia corporal, perda de visão e de capacidade de fala, coma ou morte cerebral.

A recomendação é procurar rapidamente um centro de saúde que tenha equipamentos que realizam os procedimentos de trombólise e trombectomia. “Não marque consulta nem procure a UPA. AVC mesmo leve ou AIT (ataque isquêmico transitório) é uma urgência médica e deve ser atendido imediatamente em um centro de AVC”, diz Martins.

Prevenir, no entanto, é a medida mais eficaz. Manter a pressão abaixo de 12/8, não fumar, evitar álcool em excesso, adotar alimentação equilibrada, praticar exercícios, controlar o peso e tratar doenças cardíacas são medidas essenciais.

Fonte: Bahia Notícias

Comunicado Departamento de Cultura de Itapetinga

COMUNICADO À IMPRENSA E À POPULAÇÃO

Foto: Instagram

O Departamento de Cultura de Itapetinga, informa que, devido à queda de uma árvore na entrada da Biblioteca Municipal na manhã desta segunda-feira, o local precisará permanecer fechado por um curto período para reparos emergenciais no telhado.

Felizmente, não houve danos graves à estrutura nem ao acervo da biblioteca. No entanto, algumas telhas foram afetadas pela chuva, sendo necessário o conserto imediato para garantir condições adequadas de segurança e conforto aos servidores e frequentadores.

Equipes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e da Secretaria Municipal de Educação estiveram no local, realizaram a limpeza e desobstrução da área, e eliminaram qualquer risco de segurança que pudesse atingir a população ou os funcionários da unidade.

O diretor interino da Biblioteca Municipal, Adriano Wirz, agradece a compreensão de todos e se coloca à disposição para quaisquer esclarecimentos que se fizerem necessários.

Fonte: Prefeitura de Itapetinga
Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia
Departamento de Cultura
Governo Humanizado

Médica aponta alguns alimentos que podem deixar seu suor com cheiro ruim

Mesmo mantendo a higiene em dia, muitas pessoas percebem, em certos momentos, um odor de suor mais forte do que o habitual. Embora a primeira reação seja culpar o desodorante, a causa pode estar ligada à alimentação — especialmente aos temperos e ingredientes ricos em compostos voláteis, que influenciam o cheiro natural do corpo.

Foto: Portal Tupiniquim

De acordo com a endocrinologista Jacy Alves, há uma relação direta entre o que comemos e o odor exalado pela pele.

“Certos alimentos contêm compostos que, ao serem metabolizados,
liberam substâncias voláteis eliminadas pelo suor, modificando
seu odor característico”, explica a médica.

Alimentos que intensificam o mau cheiro do suor

Entre os principais vilões estão os alimentos ricos em enxofre, como alho, cebola, brócolis e couve-flor.

“Esses ingredientes produzem compostos sulfurados

que alteram o cheiro do suor”, detalha Jacy.

As carnes vermelhas também entram na lista. Segundo a endocrinologista, elas produzem resíduos nitrogenados, como a amônia, que são eliminados pelo suor e pela urina, deixando o odor mais intenso.

Apesar de o suor eliminar pequenas quantidades de toxinas, a pele não é a principal via de eliminação desses compostos.

“A maior parte das toxinas é eliminada pelos rins e pelo fígado —

o suor participa de forma secundária nesse processo”, esclarece a especialista.

E os alimentos termogênicos?

Ingredientes como pimenta, gengibre e chá verde são conhecidos por aumentar a temperatura corporal e a transpiração, mas não causam, por si só, mau cheiro

“O odor mais forte ocorre quando o aumento do suor está associado ao

consumo de alimentos que produzem compostos com cheiro marcante”,

afirma Jacy Alves.

Nem todos são afetados da mesma forma

O impacto da alimentação sobre o odor corporal varia de pessoa para pessoa. Fatores como metabolismo, equilíbrio hormonal e flora bacteriana da pele influenciam essa percepção.

“Pessoas com tendência à sudorese intensa ou com desequilíbrios hormonais

podem notar mais mudanças no cheiro do suor, mas qualquer um

pode ser afetado dependendo do cardápio”, conclui a médica.

Fonte: Portal Tupiniquim

‘Tomei vacina em 10 minutos’: estrangeiros vão às redes para elogiar o SUS

“Proteja o SUS “. Na pandemia, as redes sociais foram inundadas por imagens que defendiam o Sistema Único de Saúde. Agora, é a vez de os estrangeiros que estão no país elogiarem o atendimento médico daqui.

Recentemente, o correspondente do jornal americano “The Washington Post” Terrence McCoy, viralizou contando sobre a agilidade com que foi atendido em Paraty —sem pagar nada— após sofrer um acidente fechando o porta-malas de seu carro.

Terrence McCoy, americano, Su Temitope, nigeriana, e Nick Whincup, inglês, elogiam o SUSFoto: Arquivo Pessoal / Viva Bem Uol

‘Nem sabia que era de graça’

Ele não é o único. O TikTok está inundado de uma trend de estrangeiros elogiando os atendimentos que receberam de forma gratuita em hospitais públicos. Eles reconhecem os enormes desafios do SUS, mas também destacam as vantagens.

Su Temitope é nigeriana e está no Brasil há cinco anos. Ela gravou um vídeo destacando que uma das coisas que ama no país é o atendimento que recebe na UBS (Unidade Básica de Saúde).

“Na Nigéria, até os hospitais públicos são pagos. É como ir a um particular aqui no Brasil”, disse.

“A primeira vez que fui ao SUS foi para fazer minha carteirinha de atendimento. Foi muito rápido. E eu nem sabia que era de graça. Queria garantir que conseguiria ser atendida quando precisasse”, explicou Temitope.

Doente, foi à UBS certa vez. Estava cheio, mas o atendimento funcionou. “Peguei minha senha e algumas pessoas preferenciais passaram na minha frente, o que é normal. Na triagem, como meu caso não era grave, fui sinalizada com uma pulseira verde”, conta.

Ao fim da consulta, o médico deu uma receita e Temitope pôde pegar os medicamentos na farmácia popular.

“Não pagar nada foi muito chocante para mim –nem a consulta e nem os remédios.

Sei que é pago com impostos, mas é legal saber que posso correr para o SUS.

Pode demorar, sim, dependendo de onde você está. Mas eles vão te atender.

Ver que pessoas que não têm dinheiro podem conseguir tratamento,

diferentemente da Nigéria, me deixa feliz”.

Su Temitope

Atendimentos aos milhões

De acordo com dados do Ministério da Saúde, de janeiro de 2022 a dezembro de 2023, 520.188 estrangeiros foram atendidos nos cuidados primários à saúde. Em 2024, 337.187 deles passaram pelo SUS e, em 2025, os números já somam 256.946.

Em atendimentos especializados, a contagem segue alta: foram 3.087.075 atendimentos entre 2022 e maio de 2025. A atenção hospitalar para estrangeiros, no mesmo período, foi de 150.180. O governo gastou com estrangeiros, em três anos, R$ 486.530.713.

Isso acontece porque o SUS tem como regra atender todas as pessoas que estão em território brasileiro, o que inclui de turistas a visitantes temporários, independentemente de origem e status migratório.

Segundo comunicado enviado à reportagem, “os acolhimentos e atendimentos devem ocorrer sem exigir documentação específica que possa impedir ou colocar barreiras no acesso”.

Uma ‘picadinha’ em qualquer lugar do país

Nick Whincup é da Inglaterra, o berço da NHS (National Health Service, ou Serviço Nacional de Saúde) —a inspiração por trás da criação do SUS. Ele mora no Brasil há seis anos e, como tem plano de saúde, a primeira vez que precisou usar o SUS foi após ser mordido por um cachorro de rua no Rio de Janeiro.

“O animal estava deitado embaixo de um banco em que sentei. Não vi e acabei pisando no rabo dele. Mesmo de calça, minha perna sangrou. Cheguei ao hospital e me falaram que eu precisaria procurar uma UBS para a vacina”, contou

Na saída do atendimento, ele gravou um vídeo impressionado com a forma como foi atendido. “Não conseguia acreditar no quanto meu atendimento foi rápido. Como era para vacinação, a fila estava pequena, me atenderam em no máximo 10 minutos. A médica foi simpática e ainda falava inglês bem”, conta Whincup.

Nick Whincup ficou impressionado com seu atendimento para vacina no SUSFoto: Instagram / Uol

Ele precisaria de quatro doses de vacina antirrábica. Foi instruído sobre os intervalos, recebeu um comprovante e ouviu que poderia receber a “picadinha” em qualquer lugar do país —uma das preocupações era por ter uma viagem marcada para Salvador.

Seu registro rendeu elogios à equipe de atendimento. Após o vídeo viralizar, um representante do Ministério da Saúde entrou em contato com ele, agradecendo o elogio. E também falou com a Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro, que repassou o reconhecimento para as atendentes do dia.

Ter à disposição uma vacina contra a raiva parece banal, mas, recentemente, uma brasileira narrou a saga para conseguir as doses do imunizante após ser mordida por um macaco na Tailândia. Ela chegou a gastar R$ 4.200 no país asiático para tomar vacinas. E mais uma quantia no Japão, para onde seguiu viagem. Acabou retornando ao Brasil porque teve uma reação alérgica e não conseguia atendimento no Japão.

Nem tudo são flores

Para Temitope, que não tem atendimento médico gratuito em seu país, é chocante ouvir um brasileiro reclamar do SUS, mesmo com as limitações do sistema de saúde.

Su Temitope é da Nigéria, onde não há saúde públicaFoto: Instagram / Uol

“Quando as pessoas já estão acostumadas com o que têm, vão querer algo melhor. Como vim de um lugar sem nenhum acesso, acho uma maravilha. Vejo pessoas se irritando, brigando com enfermeiras, mas prefiro ficar calada, porque acho incrível ter um hospital para ir”, disse.

“Em muitos países, as pessoas vão nascer e morrer sem conhecer as delícias do atendimento público de saúde.”

Su Temitope

Para Whincup, que vem de um país onde a oferta —e os problemas— também existem, a percepção é outra. “Saí do país há 15 anos e sempre houve reclamações. Hoje sei que o número de reclamações contra o NHS aumentou”, conta.

Ele usa como exemplo tratamentos contra o câncer. Em casos graves, em que o paciente precisa ter uma consulta entre três e seis meses, o NHS pode demorar mais tempo do que isso. Problemas parecidos também afetam o SUS.

O tempo de espera é, na opinião de médicos ligados à criação do SUS no Brasil, um dos principais gargalos, sobretudo no atendimento secundário (acesso a especialistas, por exemplo, cardiologista) e terciário (hospitais de grande porte, acesso a cirurgias, por exemplo).

SUS tem gargalos, principalmente no atendimento com especialistasFoto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Uma pesquisa com 1.500 brasileiros, em 2024, mostrou que brasileiros da classe C são impactados pela longa espera no SUS. 60% afirmam que o tempo de espera para consultas com especialistas é muito longo. A mesma reclamação vale para exames (56%) e consulta com clínicos gerais (46%).

No mesmo levantamento, feito pelo Instituto Locomotiva, 94% concordam que reduzir o tempo de espera para consultas e exames deveria ser uma prioridade.

“Só usei o SUS uma vez, para vacina, então só posso falar da minha experiência, que foi ótima.

Não uso o NHS há anos, mas acredito que as pessoas do Reino Unido têm um

bom atendimento de saúde gratuito, só não é perfeito”.
Nick Whincup

Whincup diz ter orgulho do NHS, mas, assim como os brasileiros, gostaria que o serviço melhorasse.

Fonte: Viva Bem/Uol

05/8 – Dia Nacional da Saúde e Nascimento de Oswaldo Cruz

O Dia Nacional da Saúde, comemorado em 05 de agosto, é o dia de nascimento de Oswaldo Cruz. A Lei nº 5.352/1967 oficializou e inseriu a comemoração no calendário brasileiro com a finalidade de promover a educação sanitária e despertar a consciência do valor da saúde, bem como homenagear e recordar a vida e a obra desse importante personagem na história do combate e erradicação das epidemias da peste, febre amarela e varíola no Brasil, no final do século XIX e começo do século XX.

Foto: Ministério da Saúde

Nascido em 1872, foi responsável pela criação do Instituto Soroterápico Federal (atualmente conhecido como Fundação Oswaldo Cruz – Fiocruz) e da fundação da Academia Brasileira de Ciências.

Graduou-se na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1892, apresentando a tese de doutoramento “A vehiculação microbiana pelas águas”. Antes de concluir o curso, já publicara dois artigos sobre microbiologia na revista Brasil Médico.

Seu interesse pela microbiologia levou-o a montar um pequeno laboratório no porão de sua casa. Contudo, a morte de seu pai, no mesmo ano de sua formatura, impediu o aprofundamento de seus estudos por um tempo. Dois anos depois, a convite de Egydio Salles Guerra, que se tornaria seu amigo e biógrafo, trabalhou na Policlínica Geral do Rio de Janeiro, onde era responsável pela montagem e a chefia do laboratório de análises clínicas. Em 1897 Oswaldo Cruz viajou para Paris, onde permaneceu por dois anos estudando microbiologia, soroterapia e imunologia, no Instituto Pasteur, e medicina legal no Instituto de Toxicologia.

Dois anos depois, o jovem bacteriologista assumiu a direção do Instituto e trabalhou para ampliar suas atividades para além da fabricação de soro antipestoso, incluindo a pesquisa básica aplicada e a formação de recursos humanos. No ano seguinte, chegou ao comando da Diretoria-Geral de Saúde Pública (DGSP).

Oswaldo Cruz teve que empreender uma campanha sanitária de combate às principais doenças da então capital federal: febre amarela, peste bubônica e varíola. Para isso, adotou métodos como o isolamento dos doentes, a notificação compulsória dos casos positivos, a captura dos vetores – mosquitos e ratos –, e a desinfecção das moradias em áreas de focos. Utilizando o Instituto Soroterápico Federal como base de apoio técnico-científico, deflagrou campanhas de saneamento e, em poucos meses, a incidência de peste bubônica diminuiu com o extermínio dos ratos, cujas pulgas transmitiam a doença.

Ao combater a febre amarela, na mesma época, Oswaldo Cruz enfrentou vários problemas. Grande parte dos médicos e da população acreditava que a doença se transmitia pelo contato com as roupas, suor, sangue e secreções de doentes. No entanto, Oswaldo Cruz acreditava em uma nova teoria: o transmissor da febre amarela era um mosquito. Assim, suspendeu as desinfecções, método tradicional no combate à moléstia, e implantou medidas sanitárias com brigadas que percorreram casas, jardins, quintais e ruas, para eliminar focos de insetos. Sua atuação provocou violenta reação popular.

Em 1904, com o recrudescimento dos surtos de varíola, o sanitarista tentou promover a vacinação em massa da população. Os jornais lançaram uma campanha contra a medida. O congresso protestou e foi organizada a Liga contra a vacinação obrigatória. No dia 13 de novembro, estourou a rebelião popular e, no dia 14, a Escola Militar da Praia Vermelha se levantou. O Governo derrotou a rebelião, que durou uma semana, mas suspendeu a obrigatoriedade da vacina. Mesmo assim, em 1907, a febre amarela estava erradicada do Rio de Janeiro. Em 1908, em uma nova epidemia de varíola, a própria população procurou os postos de vacinação.

A luta contra as doenças ganhou reconhecimento internacional em 1907, quando Oswaldo Cruz recebeu a medalha de ouro no 14º Congresso Internacional de Higiene e Demografia de Berlim, na Alemanha, pelo trabalho de saneamento do Rio de Janeiro. Oswaldo Cruz ainda reformou o Código Sanitário e reestruturou todos os órgãos de saúde e higiene do país.

Com insuficiência renal, morreu em 11 de fevereiro de 1917, com apenas 44 anos.

Foto: Ministério da Saúde

A data comemorativa objetiva despertar valores relacionados à saúde, cuja definição vai muito além da ausência de doenças, pois está diretamente relacionada à presença de uma autêntica qualidade de vida no cotidiano da população.

Ser saudável depende de uma série de fatores físicos e mentais que devem fazer parte da rotina de todos, como uma boa alimentação, privilegiando alimentos frescos em detrimento de alimentos processados e ultra processados, ingestão suficiente de água, a prática de atividades físicas, lazer e descanso.

Fonte: Biblioteca Virtual em Saúde / Ministério da Saúde

Cansaço que não passa? Pode ser inflamação crônica

A inflamação crônica é constante. O sistema imune permanece ativado por longos períodos, liberando substâncias inflamatórias que, em vez de proteger, passam a agredir os tecidos e órgãos do próprio corpo

Você acorda cansada, mesmo depois de uma boa noite de sono? Sente dores de cabeça frequentes, sofre com ansiedade, dificuldade para perder peso, problemas digestivos ou inchaço persistente? Esses sintomas, aparentemente isolados, podem ter uma raiz comum: a inflamação crônica.

Silenciosa e persistente, ela afeta as pessoas sem que percebam sua real origem.

— A inflamação crônica é invisível, mas seus efeitos são sentidos todos os dias— explica a médica nutróloga Daniela Kanno, com certificação internacional em Medicina do Estilo de Vida.

De forma simples, a inflamação pode ser dividida em dois tipos. A aguda é uma reação natural do organismo diante de infecções ou lesões — como uma gripe ou um corte na pele. Ela ativa o sistema imunológico para combater o agente agressor, num processo com começo, meio e fim.

Já a inflamação crônica é sorrateira e constante. O sistema imune permanece ativado por longos períodos, liberando substâncias inflamatórias que, em vez de proteger, passam a agredir os tecidos e órgãos do próprio corpo. O resultado aparece em forma de fadiga, ganho de peso, prisão de ventre, enxaqueca, queda de cabelo, pele ressecada, ansiedade e mudanças bruscas de humor.

— É comum o paciente tentar emagrecer sem sucesso, conviver com intestino preso, sentir a cabeça pesada, dormir mal e viver exausto. Tudo isso pode estar relacionado à inflamação — aponta Daniela.

Cansaço constanteFoto: Freepik/O Globo

Entre os sintomas mais comuns estão:

  • Inchaço abdominal, gases, refluxo e azia
  • Intolerâncias alimentares e enjoo matinal
  • Mau cheiro corporal, gosto ruim na boca
  • Unhas fracas, pele seca, pés rachados
  • Dificuldade para dormir ou acordar
  • Ansiedade, estresse, irritabilidade
  • Falta de concentração, lapsos de memória
  • Vício em doces, descontrole alimentar
  • Gordura abdominal, celulite, perda muscular
  • Acne, rosácea, dermatites, urticária, psoríase
  • Cabelos brancos precoces, envelhecimento acelerado

As principais causas da inflamação crônica estão diretamente ligadas ao estilo de vida moderno. Entre elas, destacam-se:

  • Dieta rica em alimentos ultraprocessados, açúcar e gorduras trans
  • Disbiose intestinal (desequilíbrio na flora do intestino)
  • Estresse crônico e noites mal dormidas
  • Falta de atividade física
  • Exposição constante a toxinas químicas (de poluição a cosméticos e produtos de limpeza)
  • Uso excessivo de medicamentos, como anti-inflamatórios e antibióticos
  • Consumo excessivo de álcool e tabagismo
  • Baixa hidratação e deficiência de vitamina D

—Não é normal viver cansado. Hábitos ruins levam o corpo a um estado inflamatório constante — alerta Daniela.

Estudos científicos associam a inflamação crônica a uma série de doenças graves, como: síndrome metabólica, obesidade, diabetes, hipertensão, doenças autoimunes, depressão, Alzheimer, câncer, sarcopenia (perda de massa muscular), osteoporose e até infertilidade.

A boa notícia é que a inflamação pode ser revertida. E a chave não está em remédios ou suplementos milagrosos, mas em mudanças sustentáveis no estilo de vida.

Café com leite faz bem? Veja a proporção ideal e quem deve evitar

Especialistas recomendam diluir o café no leite para reduzir acidez e evitar desconfortos gástricos. Combinação fornece antioxidantes, proteínas e cálcio, contribuindo para foco, saciedade e saúde óssea.

café com leite faz parte da cultura do brasileiro e também é consumido em diversos países, embora cada lugar tenha sua versão própria, com nomes, proporções e modos de preparo distintos.

No Brasil e na América Latina, costuma-se usar o café coado. Na Europa, são mais comuns as versões com expresso e leite quente ou vaporizado. E cafeterias mais modernas adaptaram a receita com espumas, xaropes e personalizações.

Na França, é chamado de “café au lait”. Na Itália, “caffè latte” e, na Alemanha, “Milchkaffee”. No Brasil imperial, tomar café com leite era um hábito ligado à elite, porque o leite era um produto caro e difícil de conservar. Mas qual é o valor nutricional desta bebida? Quais cuidados devem ter para otimizar seus benefícios? Crianças podem consumi-lo? Qual é a proporção ideal de leite e café?

A combinação pode trazer benefícios quando consumida com moderação e dentro de um contexto alimentar saudável, para pessoas que não são intolerantes, destaca a nutricionista Michelle Ferreira, do Instituto Nutrindo Ideais.

Café com leite reduz acidez, traz energia e saciedade, mas atenção a intolerâncias e excesso — Foto: Adobe StockFoto: Adobe Stock/G1

Benefícios do café

  • Fonte de antioxidantes: o café é rico em polifenóis, que ajudam a combater os radicais livres, contribuindo para a prevenção de doenças crônicas.
  • Energia e foco: a cafeína presente no café melhora o estado de alerta, o foco e pode auxiliar na performance cognitiva e física.

Benefícios do leite

  • Aporte de cálcio e proteínas: o leite oferece cálcio, essencial para a saúde óssea, e proteínas de alto valor biológico que auxiliam na manutenção da massa muscular. Em média, 200 ml de leite de vaca (integral, semidesnatado ou desnatado) contém aproximadamente 240 a 260 mg de cálcio e 6 a 7 gramas de proteína.
  • Saciedade: a gordura e as proteínas do leite, junto com o café, podem aumentar a saciedade e ajudar no controle da fome, dependendo do contexto alimentar.

O leite é inflamatório?

⚠️ Ferreira destaca que o leite não é automaticamente um alimento inflamatório. Ele só pode ter potencial inflamatório em pessoas que apresentam intolerância, alergia ou sensibilidade.

O leite pode ser inflamatório para:

  • Intolerantes à lactose: podem ter sintomas como inchaço, gases, diarreia e desconforto abdominal. Mas isso não é inflamação sistêmica, é uma reação local no intestino.
  • Alérgicos à proteína do leite: nesses casos, o leite pode causar uma resposta imune inflamatória mais grave.
  • Pessoas com doenças inflamatórias pré-existentes: algumas relatam melhora dos sintomas ao reduzir ou retirar laticínios, especialmente quando há sensibilidade individual.
  • Dietas pró-inflamatórias: quando o leite é consumido junto com outros alimentos ultraprocessados em excesso, pode contribuir para um padrão alimentar inflamatório, mas o problema não é o leite isolado.

Essa combinação reduz a acidez do café? Qual é a vantagem?

Sim. O leite pode reduzir a acidez percebida do café, tanto no sabor quanto no impacto sobre o estômago.

A vantagem é que essa combinação pode ser mais bem tolerada por pessoas que sentem azia, queimação ou desconforto ao ingerir o café puro. Além disso, o sabor fica mais suave, o que pode ser agradável para quem não aprecia o amargor intenso do café.

Alertas e cuidados

  • Intolerância à lactose: quem tem intolerância ou alergia ao leite deve optar por versões sem lactose ou bebidas vegetais.
  • Interferência na absorção de nutrientes: o cálcio do leite pode reduzir a absorção de ferro quando consumido próximo às refeições principais.
  • Excesso de cafeína: pode causar ansiedade, insônia, taquicardia e irritabilidade se consumido em grandes quantidades.
  • Adição de açúcar: É comum adoçar café com leite, mas isso pode aumentar desnecessariamente o consumo de açúcar. O ideal é reduzir ou evitar o açúcar. Uma dica é substituir o açúcar por canela.

Tipo de leite

Se possível, recomenda-se escolher um leite tipo A2 que vem de vacas que produzem naturalmente apenas a proteína beta-caseína A2. A maioria dos leites convencionais contém uma mistura de duas proteínas, A1 + A2 e pode causar desconforto digestivo em algumas pessoas, alerta Ferreira.

“O leite tipo A2 tem melhor digestão, pode ser alternativa para quem sente mal-estar com leite comum, tem os mesmos nutrientes e é mais natural. O leite A2 não é modificado — as vacas que produzem só a proteína A2 são selecionadas por genética”, explica a nutricionista.

O leite A2 não é isento de lactose. E pessoas com intolerância à lactose continuam precisando consumir leite sem lactose.

Café com Leite IntegralFoto: Fatsecret Brasil

Café com leite pode ser ingerido por crianças?

A bebida pode sim ser consumida, com moderação, por crianças, a partir de 5 anos, em pequenas quantidades (ex: uma xícara pequena de café bem diluído no leite).

Cuidados: O excesso de cafeína pode afetar o sono, o apetite e a absorção de cálcio em crianças. Por isso, é importante que o café seja bem diluído no leite e não substitua outras fontes de nutrientes.

Qual seria a proporção ideal de leite e café?

Uma proporção equilibrada e bem aceita nutricionalmente seria: 2 partes de leite para 1 parte de café. Exemplo: 150 ml de leite + 75 ml de café.

Essa proporção suaviza o sabor, reduz a acidez e garante um bom aporte de nutrientes, sem exagerar na cafeína, explica Ferreira.

Quantos ml por dia um adulto pode ingerir?

  • Adulto saudável: 2 a 3 xícaras de 200 ml por dia na proporção sugerida. Isso mantém a ingestão de cafeína dentro do recomendado (aproximadamente até 300 mg por dia para adultos saudáveis). Mas é importante considerar o consumo total de cafeína no dia (de outras fontes como chás, chocolates e suplementos).
  • Gestante ou lactantes: é importante reduzir ou até zerar o consumo de cafeína. Siga as orientações do seu médico ou nutricionista.
  • Crianças e adolescentes devem consumir café com moderação, no máximo uma xícara por dia.

Dicas para tornar o café com leite mais saudável

  • Leite de mais leve digestão: uma dica muito simples para tornar o café com leite mais saudável é escolher um leite que seja mais leve para a digestão e tenha melhor perfil nutricional. Hoje em dia, muitas pessoas têm dificuldade de digerir a lactose ou a caseína do leite de vaca. Por isso, trocar por bebidas vegetais sem aditivos, como leite de castanha, amêndoas ou coco, pode ser uma ótima opção, orienta a nutricionista Daniela Zuin.
  • Evitar adoçantes artificiais e açúcares refinados: Se quiser adoçar, prefira pequenas quantidades de mel puro, tâmaras ou até canela, que além de aromatizar ajuda no controle glicêmico. “Sempre oriento os pacientes a observar como o café está sendo consumido: sem excesso de creme, xaropes ou chantilly, que aumentam muito as calorias e inflamação no corpo”, diz Zuin.
  • Avaliar o café em si, priorizando grãos orgânicos e de boa qualidade: esse cuidado tem como objetivo reduzir a ingestão de pesticida, e evitar tomar em jejum para quem tem sensibilidade gástrica ou picos de ansiedade.

O café com leite pode ser bom para o pré-treino?

Dentro da nutrição funcional e integrativa, o café com leite pode até ser usado como pré-treino, mas Zuin faz algumas observações importantes:

“O café em si é excelente por conter cafeína, que melhora o foco, a disposição, a performance física e também estimula a queima de gordura durante o exercício. Mas quando falamos do leite de vaca, é importante lembrar que ele nem sempre é a melhor escolha para todos”.

Isso porque o leite de vaca contém lactose, que muitas pessoas não digerem bem, podendo causar gases, estufamento, desconforto abdominal e até alteração do trânsito intestinal. Além disso, ele contém caseína A1, uma proteína que pode aumentar processos inflamatórios no corpo, principalmente em pessoas que têm sensibilidade, permeabilidade intestinal ou doenças autoimunes.

Fonte: G1 Saúde/Bem Estar


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