:: ‘Saúde’
Alexandre Iossef, Gerente Administrativo do HCR, tem semana produtiva em Brasília
Nesta semana, o Gerente Administrativo das Santas Casas de Jequié e Itapetinga, Alexandre Iossef participou do 33º Congresso das Santas Casas, em Brasília, onde as pautas do setor filantrópico foram amplamente debatidas.

Ontem também ocorreu a assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre a Santa Casa de Jequié, o Hospital Cristo Redentor – HCR (Itapetinga) e a Santa Casa Portuguesa do Peso da Régua. Essa parceria une Brasil e Portugal, criando oportunidades de intercâmbio e projetos para fortalecer a saúde filantrópica e ampliar o cuidado a quem mais precisa.

Com a presença de lideranças como o deputado federal Antonio Brito, do presidente da CMB, Mirocles Veras, do presidente da União das Santas Casas Portuguesas, Manuel de Lemos e representantes da Federação das Santas Casas da Bahia, o compromisso segue firme na missão de oferecer uma saúde mais humana e efetiva para a população!
Fonte: Ascom
05/8 – Dia Nacional da Saúde e Nascimento de Oswaldo Cruz
O Dia Nacional da Saúde, comemorado em 05 de agosto, é o dia de nascimento de Oswaldo Cruz. A Lei nº 5.352/1967 oficializou e inseriu a comemoração no calendário brasileiro com a finalidade de promover a educação sanitária e despertar a consciência do valor da saúde, bem como homenagear e recordar a vida e a obra desse importante personagem na história do combate e erradicação das epidemias da peste, febre amarela e varíola no Brasil, no final do século XIX e começo do século XX.
Foto: Ministério da Saúde
Nascido em 1872, foi responsável pela criação do Instituto Soroterápico Federal (atualmente conhecido como Fundação Oswaldo Cruz – Fiocruz) e da fundação da Academia Brasileira de Ciências.
Graduou-se na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1892, apresentando a tese de doutoramento “A vehiculação microbiana pelas águas”. Antes de concluir o curso, já publicara dois artigos sobre microbiologia na revista Brasil Médico.
Seu interesse pela microbiologia levou-o a montar um pequeno laboratório no porão de sua casa. Contudo, a morte de seu pai, no mesmo ano de sua formatura, impediu o aprofundamento de seus estudos por um tempo. Dois anos depois, a convite de Egydio Salles Guerra, que se tornaria seu amigo e biógrafo, trabalhou na Policlínica Geral do Rio de Janeiro, onde era responsável pela montagem e a chefia do laboratório de análises clínicas. Em 1897 Oswaldo Cruz viajou para Paris, onde permaneceu por dois anos estudando microbiologia, soroterapia e imunologia, no Instituto Pasteur, e medicina legal no Instituto de Toxicologia.
Dois anos depois, o jovem bacteriologista assumiu a direção do Instituto e trabalhou para ampliar suas atividades para além da fabricação de soro antipestoso, incluindo a pesquisa básica aplicada e a formação de recursos humanos. No ano seguinte, chegou ao comando da Diretoria-Geral de Saúde Pública (DGSP).
Oswaldo Cruz teve que empreender uma campanha sanitária de combate às principais doenças da então capital federal: febre amarela, peste bubônica e varíola. Para isso, adotou métodos como o isolamento dos doentes, a notificação compulsória dos casos positivos, a captura dos vetores – mosquitos e ratos –, e a desinfecção das moradias em áreas de focos. Utilizando o Instituto Soroterápico Federal como base de apoio técnico-científico, deflagrou campanhas de saneamento e, em poucos meses, a incidência de peste bubônica diminuiu com o extermínio dos ratos, cujas pulgas transmitiam a doença.
Ao combater a febre amarela, na mesma época, Oswaldo Cruz enfrentou vários problemas. Grande parte dos médicos e da população acreditava que a doença se transmitia pelo contato com as roupas, suor, sangue e secreções de doentes. No entanto, Oswaldo Cruz acreditava em uma nova teoria: o transmissor da febre amarela era um mosquito. Assim, suspendeu as desinfecções, método tradicional no combate à moléstia, e implantou medidas sanitárias com brigadas que percorreram casas, jardins, quintais e ruas, para eliminar focos de insetos. Sua atuação provocou violenta reação popular.
Em 1904, com o recrudescimento dos surtos de varíola, o sanitarista tentou promover a vacinação em massa da população. Os jornais lançaram uma campanha contra a medida. O congresso protestou e foi organizada a Liga contra a vacinação obrigatória. No dia 13 de novembro, estourou a rebelião popular e, no dia 14, a Escola Militar da Praia Vermelha se levantou. O Governo derrotou a rebelião, que durou uma semana, mas suspendeu a obrigatoriedade da vacina. Mesmo assim, em 1907, a febre amarela estava erradicada do Rio de Janeiro. Em 1908, em uma nova epidemia de varíola, a própria população procurou os postos de vacinação.
A luta contra as doenças ganhou reconhecimento internacional em 1907, quando Oswaldo Cruz recebeu a medalha de ouro no 14º Congresso Internacional de Higiene e Demografia de Berlim, na Alemanha, pelo trabalho de saneamento do Rio de Janeiro. Oswaldo Cruz ainda reformou o Código Sanitário e reestruturou todos os órgãos de saúde e higiene do país.
Com insuficiência renal, morreu em 11 de fevereiro de 1917, com apenas 44 anos.
Foto: Ministério da Saúde
A data comemorativa objetiva despertar valores relacionados à saúde, cuja definição vai muito além da ausência de doenças, pois está diretamente relacionada à presença de uma autêntica qualidade de vida no cotidiano da população.
Ser saudável depende de uma série de fatores físicos e mentais que devem fazer parte da rotina de todos, como uma boa alimentação, privilegiando alimentos frescos em detrimento de alimentos processados e ultra processados, ingestão suficiente de água, a prática de atividades físicas, lazer e descanso.
Fonte: Biblioteca Virtual em Saúde / Ministério da Saúde
Cansaço que não passa? Pode ser inflamação crônica
A inflamação crônica é constante. O sistema imune permanece ativado por longos períodos, liberando substâncias inflamatórias que, em vez de proteger, passam a agredir os tecidos e órgãos do próprio corpo
Você acorda cansada, mesmo depois de uma boa noite de sono? Sente dores de cabeça frequentes, sofre com ansiedade, dificuldade para perder peso, problemas digestivos ou inchaço persistente? Esses sintomas, aparentemente isolados, podem ter uma raiz comum: a inflamação crônica.
Silenciosa e persistente, ela afeta as pessoas sem que percebam sua real origem.
— A inflamação crônica é invisível, mas seus efeitos são sentidos todos os dias— explica a médica nutróloga Daniela Kanno, com certificação internacional em Medicina do Estilo de Vida.
De forma simples, a inflamação pode ser dividida em dois tipos. A aguda é uma reação natural do organismo diante de infecções ou lesões — como uma gripe ou um corte na pele. Ela ativa o sistema imunológico para combater o agente agressor, num processo com começo, meio e fim.
Já a inflamação crônica é sorrateira e constante. O sistema imune permanece ativado por longos períodos, liberando substâncias inflamatórias que, em vez de proteger, passam a agredir os tecidos e órgãos do próprio corpo. O resultado aparece em forma de fadiga, ganho de peso, prisão de ventre, enxaqueca, queda de cabelo, pele ressecada, ansiedade e mudanças bruscas de humor.
— É comum o paciente tentar emagrecer sem sucesso, conviver com intestino preso, sentir a cabeça pesada, dormir mal e viver exausto. Tudo isso pode estar relacionado à inflamação — aponta Daniela.
Foto: Freepik/O Globo
Entre os sintomas mais comuns estão:
- Inchaço abdominal, gases, refluxo e azia
- Intolerâncias alimentares e enjoo matinal
- Mau cheiro corporal, gosto ruim na boca
- Unhas fracas, pele seca, pés rachados
- Dificuldade para dormir ou acordar
- Ansiedade, estresse, irritabilidade
- Falta de concentração, lapsos de memória
- Vício em doces, descontrole alimentar
- Gordura abdominal, celulite, perda muscular
- Acne, rosácea, dermatites, urticária, psoríase
- Cabelos brancos precoces, envelhecimento acelerado
As principais causas da inflamação crônica estão diretamente ligadas ao estilo de vida moderno. Entre elas, destacam-se:
- Dieta rica em alimentos ultraprocessados, açúcar e gorduras trans
- Disbiose intestinal (desequilíbrio na flora do intestino)
- Estresse crônico e noites mal dormidas
- Falta de atividade física
- Exposição constante a toxinas químicas (de poluição a cosméticos e produtos de limpeza)
- Uso excessivo de medicamentos, como anti-inflamatórios e antibióticos
- Consumo excessivo de álcool e tabagismo
- Baixa hidratação e deficiência de vitamina D
—Não é normal viver cansado. Hábitos ruins levam o corpo a um estado inflamatório constante — alerta Daniela.
Estudos científicos associam a inflamação crônica a uma série de doenças graves, como: síndrome metabólica, obesidade, diabetes, hipertensão, doenças autoimunes, depressão, Alzheimer, câncer, sarcopenia (perda de massa muscular), osteoporose e até infertilidade.
A boa notícia é que a inflamação pode ser revertida. E a chave não está em remédios ou suplementos milagrosos, mas em mudanças sustentáveis no estilo de vida.
Pacientes do SUS poderão ser atendidos por planos de saúde a partir de agosto
Adesão será feita por edital do Ministério da Saúde e da ANS. Meta inicial é converter R$ 750 milhões de dívidas de ressarcimento em consultas, exames e cirurgias em áreas estratégicas para a saúde pública.
A partir de agosto, os pacientes da rede pública poderão ser atendidos também por planos de saúde em todo o Brasil. A expectativa é que, neste primeiro momento, R$ 750 milhões em dívidas de ressarcimento ao SUS adquiridas pelas operadoras sejam convertidas em mais consultas, exames e cirurgias com foco em áreas estratégicas e conforme a demanda apresentada pelos estados. A medida, que faz parte do programa Agora Tem Especialistas, visa ampliar o atendimento e reduzir o tempo de espera na atenção especializada.
Foto: João Risi/MS
A portaria que viabiliza a troca de dívida de ressarcimento ao SUS por atendimento foi apresentada, nesta segunda-feira (28/7), pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, e pela presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Carla de Figueiredo Soares. São ações do Agora Tem Especialistas voltadas à mobilização da estrutura de saúde privada para aumentar a capacidade de atendimento da rede pública. Para isso, o governo federal possibilitará aos planos de saúde converterem em serviços especializados as dívidas que têm com o SUS. Elas ocorrem quando não são ressarcidos valores referentes a procedimentos realizados pela rede pública e não pelos planos contratados.
O ministro da Saúde ressaltou a criação de um modelo no SUS, que transforma dívidas de ressarcimento dos planos de saúde em mais exames, cirurgias e consultas especializadas, levando os pacientes do sistema público de saúde até onde estão os especialistas e os equipamentos, inclusive na rede privada, sem que paguem nada. “É a primeira vez na história do SUS que implementamos um mecanismo como esse. As dívidas que antes iam para o Fundo Nacional de Saúde, mas não se convertiam em atendimento, agora viraram ações concretas para reduzir tempo de espera por atendimento e dar dignidade a quem mais precisa”, disse Alexandre Padilha.
Para o ministro da AGU, essa iniciativa é o resultado de um trabalho técnico intenso e colaborativo entre a AGU e o Ministério da Saúde, com o objetivo de oferecer à sociedade brasileira um programa eficiente, capaz de enfrentar um desafio real e complexo: ampliar o acesso a especialistas no SUS. “Essa mobilização abre uma oportunidade de ouro para darmos um salto extraordinário na qualidade do atendimento prestado à população brasileira”, afirmou Jorge Messias.
Já a diretora-presidente da ANS ressaltou que a inovação trazida pelo Agora Tem Especialistas vem acompanhada de mecanismos sólidos de fiscalização, controle e monitoramento. “Todos os instrumentos da ANS permanecem ativos — com multas e penalidades, se necessário. Não há qualquer espaço para que operadoras deixem de atender sua carteira de clientes para priorizar o SUS. Pelo contrário: é do interesse das operadoras que aderirem ao programa ampliar sua capacidade de atendimento, beneficiando tanto os usuários dos planos quanto os pacientes do SUS”, esclareceu.
Mais atendimentos para a população e vantagens para as operadoras
Viabilizada por uma portaria conjunta do Ministério da Saúde e da Advocacia-Geral da União (AGU), a oferta de assistência aos pacientes do SUS pelos planos de saúde atenderá ao rol de procedimentos do programa Agora Tem Especialistas, que prioriza seis áreas em que há maior carência por serviços especializados: oncologia, oftalmologia, ortopedia, otorrinolaringologia, cardiologia e ginecologia. Também será considerada a demanda dos estados e municípios, que vão apresentar as suas necessidades. Para participar, os planos de saúde devem aderir ao edital conjunto do Ministério da Saúde e da ANS.
Para usufruírem do benefício de converter a obrigação do ressarcimento em prestação de serviços, as operadoras de planos de saúde precisam aderir de forma voluntária ao programa. Para isso, devem comprovar capacidade técnica e operacional, além de disponibilizar uma matriz de oferta que atenda às necessidades do SUS.
Entre as vantagens da adesão estão: regularidade fiscal, uso da total capacidade dos hospitais conveniados e redução de litígios administrativos e judiciais.
Foto: João Risi/MS
Da adesão dos planos de saúde à prestação dos serviços especializados
O primeiro passo é solicitar ao Ministério da Saúde, via plataforma InvestSUS, a possibilidade de participação. Em seguida, a pasta consultará a regularidade da operadora. Posteriormente, avaliará se os serviços de média e alta complexidade ofertados pelos planos de saúde atendem às demandas do SUS. Caso esses atendimentos supram as necessidades da rede pública, a adesão é aprovada. Os valores a serem convertidos em atendimento deverão ser negociados com a ANS ou com a Procuradoria-Geral Federal; nesse último caso, para dívidas ativas.
Ao SUS será, então, disponibilizado um rol dos serviços ofertados conforme a demanda existente no complexo regulatório local e regional. Funcionará como uma prateleira de atendimentos especializados com os quais os estados, o Distrito Federal e os municípios poderão contar. A partir de então, os hospitais conveniados aos planos de saúde já poderão iniciar os atendimentos.
Definição de critérios por transparência e equidade
O programa Agora Tem Especialistas definiu vários critérios por transparência e equidade. A distribuição do serviço a ser prestado pelas operadoras, por exemplo, seguirá percentuais de atendimento para cada região do país. Isso para garantir mais serviços de saúde nas localidades que mais precisam.
Contudo, para evitar a pulverização do atendimento, para receberem pelo programa, os planos de saúde precisam realizar mais de 100 mil atendimentos/mês. De forma excepcional, será considerado valor mínimo de 50 mil/mês para planos de saúde de menor porte. Isso no caso de atendimentos de média e baixa complexidade realizados em regiões cuja demanda por esse tipo de serviço não seja plenamente atendida.
Critérios clínicos e de prioridade serão utilizados para regular o atendimento, que, com apoio técnico do Ministério da Saúde, será monitorado pelos estados, Distrito Federal e municípios.
Foto: Ministério da Saúde
Atendimento mais ágil e resolutivo
Uma das principais inovações do Agora Tem Especialistas vai garantir que os serviços sejam mais ágeis, resolutivos e centrados no paciente. Com base em uma tabela própria, o programa vai remunerar o prestador do serviço somente após a finalização de combos de cuidado do SUS para atendimentos especializados.
Isso significa que os combos de cuidados, ou seja, as Ofertas de Cuidados Integrados (OCIs) – pacote de serviços que inclui consultas, exames e tratamentos, inclusive cirurgias – deverão ser realizados em prazos definidos. A operadora só será remunerada após a conclusão do conjunto de atendimentos. Atualmente, o SUS oferece OCIs em ginecologia, cardiologia, oncologia, ortopedia, otorrinolaringologia e oftalmologia, especialidades priorizadas pelo programa.
Os serviços prestados pelos planos de saúde vão gerar o Certificado de Obrigação de Ressarcimento (COR), necessário para abater a dívida com o SUS.
Fonte: Ministério da Saúde / gov.br
Café com leite faz bem? Veja a proporção ideal e quem deve evitar
Especialistas recomendam diluir o café no leite para reduzir acidez e evitar desconfortos gástricos. Combinação fornece antioxidantes, proteínas e cálcio, contribuindo para foco, saciedade e saúde óssea.
O café com leite faz parte da cultura do brasileiro e também é consumido em diversos países, embora cada lugar tenha sua versão própria, com nomes, proporções e modos de preparo distintos.
No Brasil e na América Latina, costuma-se usar o café coado. Na Europa, são mais comuns as versões com expresso e leite quente ou vaporizado. E cafeterias mais modernas adaptaram a receita com espumas, xaropes e personalizações.
Na França, é chamado de “café au lait”. Na Itália, “caffè latte” e, na Alemanha, “Milchkaffee”. No Brasil imperial, tomar café com leite era um hábito ligado à elite, porque o leite era um produto caro e difícil de conservar. Mas qual é o valor nutricional desta bebida? Quais cuidados devem ter para otimizar seus benefícios? Crianças podem consumi-lo? Qual é a proporção ideal de leite e café?
A combinação pode trazer benefícios quando consumida com moderação e dentro de um contexto alimentar saudável, para pessoas que não são intolerantes, destaca a nutricionista Michelle Ferreira, do Instituto Nutrindo Ideais.
Foto: Adobe Stock/G1
Benefícios do café
- Fonte de antioxidantes: o café é rico em polifenóis, que ajudam a combater os radicais livres, contribuindo para a prevenção de doenças crônicas.
- Energia e foco: a cafeína presente no café melhora o estado de alerta, o foco e pode auxiliar na performance cognitiva e física.
Benefícios do leite
- Aporte de cálcio e proteínas: o leite oferece cálcio, essencial para a saúde óssea, e proteínas de alto valor biológico que auxiliam na manutenção da massa muscular. Em média, 200 ml de leite de vaca (integral, semidesnatado ou desnatado) contém aproximadamente 240 a 260 mg de cálcio e 6 a 7 gramas de proteína.
- Saciedade: a gordura e as proteínas do leite, junto com o café, podem aumentar a saciedade e ajudar no controle da fome, dependendo do contexto alimentar.
O leite é inflamatório?
⚠️ Ferreira destaca que o leite não é automaticamente um alimento inflamatório. Ele só pode ter potencial inflamatório em pessoas que apresentam intolerância, alergia ou sensibilidade.
O leite pode ser inflamatório para:
- Intolerantes à lactose: podem ter sintomas como inchaço, gases, diarreia e desconforto abdominal. Mas isso não é inflamação sistêmica, é uma reação local no intestino.
- Alérgicos à proteína do leite: nesses casos, o leite pode causar uma resposta imune inflamatória mais grave.
- Pessoas com doenças inflamatórias pré-existentes: algumas relatam melhora dos sintomas ao reduzir ou retirar laticínios, especialmente quando há sensibilidade individual.
- Dietas pró-inflamatórias: quando o leite é consumido junto com outros alimentos ultraprocessados em excesso, pode contribuir para um padrão alimentar inflamatório, mas o problema não é o leite isolado.
Essa combinação reduz a acidez do café? Qual é a vantagem?
Sim. O leite pode reduzir a acidez percebida do café, tanto no sabor quanto no impacto sobre o estômago.
A vantagem é que essa combinação pode ser mais bem tolerada por pessoas que sentem azia, queimação ou desconforto ao ingerir o café puro. Além disso, o sabor fica mais suave, o que pode ser agradável para quem não aprecia o amargor intenso do café.
Alertas e cuidados
- Intolerância à lactose: quem tem intolerância ou alergia ao leite deve optar por versões sem lactose ou bebidas vegetais.
- Interferência na absorção de nutrientes: o cálcio do leite pode reduzir a absorção de ferro quando consumido próximo às refeições principais.
- Excesso de cafeína: pode causar ansiedade, insônia, taquicardia e irritabilidade se consumido em grandes quantidades.
- Adição de açúcar: É comum adoçar café com leite, mas isso pode aumentar desnecessariamente o consumo de açúcar. O ideal é reduzir ou evitar o açúcar. Uma dica é substituir o açúcar por canela.
Tipo de leite
Se possível, recomenda-se escolher um leite tipo A2 que vem de vacas que produzem naturalmente apenas a proteína beta-caseína A2. A maioria dos leites convencionais contém uma mistura de duas proteínas, A1 + A2 e pode causar desconforto digestivo em algumas pessoas, alerta Ferreira.
“O leite tipo A2 tem melhor digestão, pode ser alternativa para quem sente mal-estar com leite comum, tem os mesmos nutrientes e é mais natural. O leite A2 não é modificado — as vacas que produzem só a proteína A2 são selecionadas por genética”, explica a nutricionista.
O leite A2 não é isento de lactose. E pessoas com intolerância à lactose continuam precisando consumir leite sem lactose.
Foto: Fatsecret Brasil
Café com leite pode ser ingerido por crianças?
A bebida pode sim ser consumida, com moderação, por crianças, a partir de 5 anos, em pequenas quantidades (ex: uma xícara pequena de café bem diluído no leite).
Cuidados: O excesso de cafeína pode afetar o sono, o apetite e a absorção de cálcio em crianças. Por isso, é importante que o café seja bem diluído no leite e não substitua outras fontes de nutrientes.
Qual seria a proporção ideal de leite e café?
Uma proporção equilibrada e bem aceita nutricionalmente seria: 2 partes de leite para 1 parte de café. Exemplo: 150 ml de leite + 75 ml de café.
Essa proporção suaviza o sabor, reduz a acidez e garante um bom aporte de nutrientes, sem exagerar na cafeína, explica Ferreira.
Quantos ml por dia um adulto pode ingerir?
- Adulto saudável: 2 a 3 xícaras de 200 ml por dia na proporção sugerida. Isso mantém a ingestão de cafeína dentro do recomendado (aproximadamente até 300 mg por dia para adultos saudáveis). Mas é importante considerar o consumo total de cafeína no dia (de outras fontes como chás, chocolates e suplementos).
- Gestante ou lactantes: é importante reduzir ou até zerar o consumo de cafeína. Siga as orientações do seu médico ou nutricionista.
- Crianças e adolescentes devem consumir café com moderação, no máximo uma xícara por dia.
Dicas para tornar o café com leite mais saudável
- Leite de mais leve digestão: uma dica muito simples para tornar o café com leite mais saudável é escolher um leite que seja mais leve para a digestão e tenha melhor perfil nutricional. Hoje em dia, muitas pessoas têm dificuldade de digerir a lactose ou a caseína do leite de vaca. Por isso, trocar por bebidas vegetais sem aditivos, como leite de castanha, amêndoas ou coco, pode ser uma ótima opção, orienta a nutricionista Daniela Zuin.
- Evitar adoçantes artificiais e açúcares refinados: Se quiser adoçar, prefira pequenas quantidades de mel puro, tâmaras ou até canela, que além de aromatizar ajuda no controle glicêmico. “Sempre oriento os pacientes a observar como o café está sendo consumido: sem excesso de creme, xaropes ou chantilly, que aumentam muito as calorias e inflamação no corpo”, diz Zuin.
- Avaliar o café em si, priorizando grãos orgânicos e de boa qualidade: esse cuidado tem como objetivo reduzir a ingestão de pesticida, e evitar tomar em jejum para quem tem sensibilidade gástrica ou picos de ansiedade.
O café com leite pode ser bom para o pré-treino?
Dentro da nutrição funcional e integrativa, o café com leite pode até ser usado como pré-treino, mas Zuin faz algumas observações importantes:
“O café em si é excelente por conter cafeína, que melhora o foco, a disposição, a performance física e também estimula a queima de gordura durante o exercício. Mas quando falamos do leite de vaca, é importante lembrar que ele nem sempre é a melhor escolha para todos”.
Isso porque o leite de vaca contém lactose, que muitas pessoas não digerem bem, podendo causar gases, estufamento, desconforto abdominal e até alteração do trânsito intestinal. Além disso, ele contém caseína A1, uma proteína que pode aumentar processos inflamatórios no corpo, principalmente em pessoas que têm sensibilidade, permeabilidade intestinal ou doenças autoimunes.
Lepra, DST, loucura: por que alguns termos médicos caíram em desuso?
Para muita gente, a medicina se resume a exames, cirurgias e tratamentos. Mas ela também é feita de palavras, e a forma como são nomeadas as doenças influencia diretamente tanto o cuidado clínico quanto a maneira como a sociedade enxerga quem convive com essas condições.
Foto: Getty Images / Uol
Não por acaso, termos como “lepra”, “retardo mental” ou “loucura” foram sendo abandonados ao longo do tempo, substituídos por expressões mais técnicas, precisas e respeitosas. Essas mudanças não são meramente linguísticas: fazem parte de um campo essencial da medicina chamado nosologia —do grego nósos (doença) e logos (estudo), explica a dermatologista Camila Sampaio Ribeiro, médica pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, de Salvador.
“É a nosologia que organiza, classifica e dá nome às doenças”, continua a dermatologista. Graças a ela, profissionais de saúde, pesquisadores e sistemas de saúde ao redor do mundo conseguem falar a mesma língua, utilizando códigos padronizados como os da CID-11 (Classificação Internacional de Doenças – 11ª Revisão), organizada pela OMS (Organização Mundial da Saúde).
Por que as classificações mudam?
Os motivos que levam à substituição de termos médicos podem ser diversos, mas em geral envolvem três grandes fatores:
Avanços científicos: à medida que compreendemos melhor a origem e o funcionamento das doenças, certos nomes antigos se tornam imprecisos ou até equivocados. Foi o que ocorreu com o termo “retardo mental”, substituído por deficiência intelectual, uma expressão com critérios mais claros e foco nas limitações adaptativas.
Outro exemplo é a transição de “DST” para “IST” —infecção sexualmente transmissível. A mudança não é só de sigla: é de entendimento. A infectologista Sylvia Lemos Hinrichsen, professora da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), explica: “IST é mais preciso: nem toda infecção causa sintomas ou evolui para uma doença”.
Mudanças nos critérios diagnósticos: com o avanço das pesquisas, algumas condições que antes eram vistas como únicas passaram a ser divididas em subtipos, complementa a dermatologista Camila Ribeiro. É o caso do antigo “autismo”, que agora integra o TEA (transtorno do espectro autista), permitindo uma classificação mais abrangente, precisa e sensível às diferentes manifestações.
Sensibilidade social e combate ao estigma: certos termos carregam marcas históricas de exclusão, medo e preconceito. Substituí-los por nomes mais neutros e técnicos ajuda a promover respeito e dignidade. “É o caso de ‘lepra’, agora chamada de hanseníase, e de ‘transtorno de identidade de gênero’, que hoje nem é mais visto como patologia”, destaca Luiz Scocca, psiquiatra pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Ele acrescenta: “Só se fala em ‘disforia de gênero’ quando há sofrimento psíquico significativo associado, e mesmo assim, a abordagem é voltada para o acolhimento, não para a patologização.”
Scocca também menciona o clássico exemplo da “histeria”, termo que caiu em desuso por carregar preconceitos de gênero: “‘Histeria vem de ‘hystera’, útero em grego, e sugeria que era um transtorno exclusivo de mulheres. Hoje, falamos em ‘transtorno de conversão’ ou ‘transtorno dissociativo’, condições que também ocorrem em homens.”
Linguagem pode estigmatizar ou libertar
A linguagem médica afeta diretamente a vida das pessoas. Termos ofensivos, alarmistas ou mal escolhidos podem provocar medo, vergonha, exclusão social e até levar ao abandono de tratamentos, afirma a dermatologista Camila Ribeiro.
Por outro lado, nomes atualizados, respeitosos e bem contextualizados favorecem o acolhimento, ampliam o acesso ao cuidado e ajudam a reduzir o preconceito.
Um exemplo emblemático é o abandono de palavras como “aidético” ou “loucura”, expressões desumanizantes e marcadas pelo estigma. “Hoje falamos em ‘pessoa vivendo com HIV’,” explica a infectologista Sylvia Hinrichsen, “porque isso valoriza a dignidade humana, evita rótulos e reforça que o vírus não define a pessoa.”
No campo da saúde mental, a mudança de vocabulário também tem impacto profundo. O psiquiatra Luiz Scocca chama atenção para a carga social da palavra “psicopatia”: “Ela ganhou um rótulo de coisa sempre criminosa ou violenta, sinônimo de serial killer. Mas o que descrevemos, tecnicamente, é o transtorno de personalidade antissocial. O uso indiscriminado do termo causa medo e demonização desnecessária”.
Quando o nome de alguém vira problema
Além dos termos ofensivos ou ultrapassados, há um esforço crescente para abandonar epônimos (nomes de doenças baseados em pessoas), sobretudo quando essas figuras estão ligadas a contextos históricos negativos.
“Houve casos em que doenças deixaram de ter nomes de médicos ligados ao nazismo, por exemplo. Atualmente, opta-se por nomes como tireoidite autoimune em vez de doença de Hashimoto”, explica Natan Chehter, clínico geral, geriatra membro da SBGG (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia) e professor da Unicid (Universidade Cidade de São Paulo).
Até mesmo estruturas do corpo passaram por esse tipo de atualização. “Rótula virou patela, omoplata virou escápula”, comenta Chehter. “Essas mudanças vêm de acordos entre anatomistas. O desafio é que os novos nomes sejam absorvidos pelos profissionais de saúde e, com o tempo, também pela população.”
Foto: Opas/Joshua Cogan / Uol
Não se trata de “politicamente correto”
Como se vê, a lista de termos atualizados é extensa, e vai além do universo técnico. Palavras populares como “cobreiro” (em vez de herpes zoster) ou “barriga d’água” (para esquistossomose) revelam o quanto a educação em saúde ainda é um desafio. “Mas não é obrigação da população saber todos os nomes médicos. É papel do profissional comunicar com clareza e respeito”, ressalta o clínico geral Natan Chehter.
No fim das contas, as mudanças na linguagem médica têm a ver com empatia, precisão e dignidade em saúde. A seguir, veja alguns dos termos que foram (ou estão sendo) atualizados e os motivos por trás das mudanças:
Lepra > Hanseníase – O termo “lepra” carrega um histórico de estigma ligado a isolamento, medo e até punição divina. “Hanseníase”, nome técnico em homenagem ao descobridor da bactéria (Mycobacterium leprae), ajuda a reduzir o preconceito social e facilita a adesão ao tratamento.
DST (doença sexualmente transmissível) > IST (infecção sexualmente transmissível) – O novo termo é biologicamente mais preciso —nem toda infecção causa sintomas ou se torna uma “doença”. Além disso, evita associações automáticas com culpa, julgamento moral ou promiscuidade, incentivando o rastreio precoce.
Retardo mental > Deficiência intelectual – Atualização que substitui um termo historicamente pejorativo, com foco nas limitações adaptativas e sem conotação depreciativa.
Mongolismo > Síndrome de Down – “Mongolismo” é considerado ofensivo, reducionista e cientificamente incorreto. “Síndrome de Down” é o nome técnico apropriado, livre de estigmas racistas.
Transexualismo > Disforia de gênero – A nova terminologia representa a despatologização da experiência trans. A disforia só é considerada um transtorno quando há sofrimento psíquico associado —e, mesmo assim, o foco é o acolhimento, não a exclusão.
Autismo >TEA (Transtorno do Espectro Autista) – O termo atual contempla a diversidade de manifestações clínicas, níveis de suporte e graus de funcionalidade, com base em critérios mais atualizados e inclusivos.
Síndrome de Asperger >TEA (Nível 1 de suporte) – A antiga classificação foi incorporada ao espectro autista, com foco no funcionamento adaptativo, e não mais em categorias isoladas.
Loucura/Insânia > Transtornos mentais específicos – Expressões genéricas e estigmatizantes foram substituídas por diagnósticos técnicos, como depressão, transtorno bipolar ou esquizofrenia.
Psicose maníaco-depressiva > Transtorno bipolar – Termo anterior era confuso e ultrapassado. A nova denominação é mais precisa e cientificamente aceita.
Esquizofrenia > Proposta: transtorno de integração – Em debate em países como Japão e Coreia do Sul, a proposta visa reduzir o estigma associado à esquizofrenia e ampliar a compreensão da condição. Ainda não adotado oficialmente no Brasil.
Histeria > Transtorno de conversão/Transtornos somatoformes – “Histeria” é um termo sexista e ultrapassado, que associava sintomas a características femininas. A terminologia atual reconhece causas neurológicas e psicológicas mais amplas.
Hipocondria > Transtorno de ansiedade por doença – Nome atualizado que evita rótulos depreciativos e reforça o entendimento de que se trata de um transtorno de ansiedade, e não de fingimento ou exagero.
Alcoólatra > Alcoolista/Pessoa com transtorno por uso de álcool – Expressões menos pejorativas e mais humanizadas, que colocam o foco na condição, e não em uma identidade rotulada.
Impotência sexual > Disfunção erétil – A nova nomenclatura é técnica e neutra, evitando associações negativas à virilidade ou masculinidade.
Derrame > AVC (acidente vascular cerebral) – O termo técnico padronizado traz mais precisão ao descrever o tipo de evento cerebral (isquêmico ou hemorrágico), e é amplamente aceito na literatura médica.
Fonte: Viva Bem / Uol
Homem que usava cordão morre após ser puxado para dentro de máquina de ressonância magnética nos EUA
Segundo a polícia local, ele entrou sem autorização na sala onde exames são realizados.
Um homem que ficou gravemente ferido na última quarta-feira (16) após entrar em uma sala de ressonância magnética e ser puxado para dentro da máquina pelo seu colar morreu no dia seguinte. O caso aconteceu em Long Island, nos Estados Unidos.
Foto: Freepik / O Globo
A vítima de 61 anos usava uma “grande corrente metálica” no pescoço quando entrou na sala do Nassau Open MRI em Westbury, em Nova York, às 16h34 da quarta-feira, de acordo com o Departamento de Polícia do Condado de Nassau.
No entanto, ele não tinha autorização para entrar na sala. Ser puxado para dentro da máquina o fez ter um episódio clínico. Em seguida, ele foi levado para um hospital, onde morreu às 14h36 de quinta-feira (17).
A polícia do Condado de Nassau informou em um comunicado à imprensa na sexta-feira que a investigação sobre o episódio continuava. Um porta-voz do departamento afirmou que não havia outras informações disponíveis.
O Nassau Open MRI não respondeu a um pedido de comentário feito pelo The New York Times. A empresa oferece exames de ressonância magnética fechados e abertos, de acordo com seu site. Uma ressonância magnética aberta envolve um aparelho com laterais abertas, em vez de um tubo fechado.
Máquinas de ressonância magnética utilizam ímãs e correntes de radiofrequência para produzir imagens anatômicas detalhadas. A força magnética de uma máquina de ressonância magnética é forte o suficiente para arremessar uma cadeira de rodas através de uma sala, de acordo com o Instituto Nacional de Imagem Biomédica e Bioengenharia.
Os pacientes são aconselhados a remover joias e piercings antes de entrar em uma máquina de ressonância magnética, e pessoas com alguns implantes médicos, particularmente aqueles que contêm ferro, não devem se submeter a exames de ressonância magnética.
Lesões e mortes envolvendo aparelhos de ressonância magnética já ocorreram no passado. Em 2001, um menino de 6 anos morreu quando um tanque de oxigênio metálico foi puxado para dentro de um aparelho enquanto ele realizava um exame.
Um homem morreu na Índia em 2018 ao entrar em uma sala de ressonância magnética carregando um tanque de oxigênio. Em 2023, uma enfermeira na Califórnia foi esmagada e precisou de cirurgia após ficar presa entre um aparelho de ressonância magnética e uma cama de hospital que havia sido puxada em direção ao aparelho pela força magnética do aparelho.
Fonte: O Globo
Morre Preta Gil, aos 50 anos.
Preta Gil não resistiu ao tratamento contra o câncer nos EUA e morreu, neste domingo (20/7). A coluna Fábia Oliveira descobriu que a cantora teve uma piora em seu quadro de saúde, desde a última quarta-feira (16/7).

Após o tratamento inicial no Brasil com quimioterapia e radioterapia, e uma cirurgia para remoção de tumores em agosto de 2024, o câncer retornou em outras regiões do corpo, levando à retomada de intervenções médicas.
Filha de Gilberto Gil, sobrinha de Caetano Veloso, afilhada de Gal Costa. Deixa um filho e uma neta.
Fonte: G1 e Metrópoles.
Descongestionantes nasais: entenda riscos do exagero e veja alternativas para o alívio respiratório
O uso contínuo pode provocar lesões na mucosa nasal, o que, por sua vez, gera uma dependência do medicamento. Além disso, há riscos cardiovasculares sérios, como taquicardia e angina.
Foto: Shutterstock/g1.globo
Quando o nariz fica entupido, especialmente no tempo seco, que aumentam as partículas irritantes no ar, muitas pessoas buscam alívio rápido nos descongestionantes nasais. No entanto, a praticidade desses medicamentos esconde consequências significativas para a saúde quando usados sem parar.
O uso contínuo de descongestionantes nasais pode levar a vícios e problemas cardíacos. A melhor forma de manter o nariz limpo é com soro fisiológico a 0,9%, dizem especialistas.
Este uso excessivo pode provocar lesões na mucosa nasal, o que, por sua vez, gera uma dependência do medicamento. Além disso, há riscos cardiovasculares sérios, como taquicardia e angina.
Mas o que leva a essa dependência?
Quando o descongestionante é aplicado, ele faz com que os vasos sanguíneos se contraiam, desinchando a mucosa e abrindo a passagem do ar.
➡️ O problema é que, logo em seguida, os vasos voltam a inchar e o nariz entope novamente, criando um ciclo vicioso onde a pessoa precisa de doses cada vez maiores para obter o mesmo efeito.
➡️ Para as crianças, o alerta é ainda mais grave. O uso de descongestionantes nasais não é indicado para elas e, em casos de superdosagem, pode ser fatal. O pediatra e toxicologista Anthony Wong explica que “Ele pode aumentar a pressão da criança a nível muito alto, inclusive atrapalhando a circulação”.
A superdosagem em crianças pode levar a reações cardiovasculares, choque, falta de ar e até parada cardíaca.
Os pais devem estar muito atentos a sintomas de superdosagem ou reação alérgica, que incluem palidez, sonolência ou agitação extrema, irritabilidade e alguma alteração de comportamento fora do usual.
Foto: Shutterstock/g1.globo
Alternativas seguras para a higiene nasal
A boa notícia é que existem métodos seguros e eficazes para manter o nariz limpo e descongestionado, sem os riscos associados aos descongestionantes.
A maneira mais recomendada é a limpeza com soro fisiológico a 0,9%.
Como utilizar o soro fisiológico:
- Para uma pessoa saudável, sem rinite ou qualquer outra inflamação, duas aplicações ao dia (uma pela manhã e outra à noite) são suficientes para manter o nariz limpo e descongestionado;
- A higiene nasal também pode ser realizada durante o banho, aproveitando que a água e o calor ajudam a amolecer as crostas, facilitando a limpeza.
A pediatra Ana Escobar e o otorrinolaringologista Marcelo Hueb apontam que priorizar a saúde nasal com métodos naturais e comprovadamente seguros é fundamental para evitar complicações.
Fonte: g1.globo
Dona Ruth perde a guarda de Léo, filho de Marilia Mendonça, como fica a cabeça dessa criança?
E o pai, Murilo Huff, comprova alienação parental e negligência. Você tem ideia do que isso faz com a cabeça de uma criança?
Pouca gente entendeu a gravidade do que aconteceu aqui. Depois que Marilia Mendonça morreu, quem criou o pequeno Léo, foi a avó, Dona Ruth. Era ela quem dava colo, o leitinho e segurança.
Mas, o pai, Murilo Huff, entrou na justiça e pediu a guarda para ele. O motivo? Ele acusou a avó do filho de praticar alienação parental e ainda negligenciar a saúde do menino.
Foto: Portal Leo Dias
O QUE É ALIENAÇÃO PARENTAL?
Alienação parental é quando um adulto faz a cabeça da criança contra o outro. Fala mal, omite informações, distorce verdades, faz chantagem emocional. O pior? Isso destrói o cérebro em formação. A criança cresce dividida entre amar quem cuida ou quem é afastado, e carrega culpas que não são dela.
E O QUE É NEGLIGÊNCIA MÉDICA?
Murilo também acusou Dona Ruth de esconder informações sobre a saúde do próprio neto. Léo tem diabetes tipo I, precisa de atenção redobrada.
Segundo a justiça, a avó teria orientado até babás a não contar pro pai quando o menino tomava antibióticos.
Sabe o que isso significa? Que o garoto ficou no meio de um cabo de guerra, sem saber quem realmente podia proteger ele.
Mas olha… Não vamos fazer fofoca de famoso. E nem pra te dar a notícia que você já leu em todos os sites. Vamos ver o que isso faz no cérebro, no corpo e no coração de uma criança. E, como, sem perceber, muitas pessoas repetem isso dentro de suas casas.
É como se o corpinho dele dissesse assim:
“Eu não sei se posso confiar no amor. Não sei se é seguro receber o doce da vida. Então vou precisar controlar isso, para não me machucar mais.”
Quando uma criança perde a mãe tão cedo, e depois vive em meio a disputas e segredos, o corpo dela entende que o mundo é perigoso. E manifesta isso em forma de doença, pra tentar proteger o coraçãozinho.
NEUROCIÊNCIA: O CÉREBRO SOB ATAQUE
Pela neurociência, quando uma criança vive estresse crônico, o cérebro dela muda de verdade.
A amígdala fica super alerta, o hipocampo registra medo em vez de memórias felizes, o pré-frontal tem dificuldade de amadurecer.
Resultado?
Ansiedade, crise de pânico, dificuldade pra confiar nas pessoas e até doenças autoimunes no futuro.
PSICOLOGIA: O EMOCIONAL EM FRANGALHOS
Na psicologia, a gente vê que crianças assim podem ter medo constante de serem abandonadas, pesados, insegurança pra falar o que sentem.
Muitas voltam a fazer xixi na cama, têm ataques de raiva ou ficam quietinhas demais.
Tudo porque o lar, que deveria ser o lugar mais seguro do mundo, virou palco de disputa.
COMO EVITAR QUE ISSO ACONTEÇA?
Então se você que é pai, mãe, avó, tia…
Por favor, nunca coloque uma criança no meio dos seus problemas de adulto.
Não fale mal do outro na frente dela. Não a force a escolher lados.
E dê o exemplo do que é um amor maduro, seguro, presente.
O QUE A CRIANÇA PRECISA
Uma criança precisa de previsibilidade. precisa saber que você vai estar lá amanhã.
Precisa de colo, de rotina, de conversas calmas sobre sentimentos.
Precisa entender que o mundo pode ser bom, e que o amor não vai sumir de uma hora para outra.
Blinde suas crianças para que elas não vivam essa bagunça emocional que o Léo está vivendo.
Fonte: Instagram @dra.proton











