WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia





(77) 98149-7619

junho 2026
D S T Q Q S S
« Maio    
 123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
282930  


:: ‘Destaque3’

Abertura da Primavera dos Museus de 2025. 

Nesta terça-feira, 23, o Departamento de Cultura de Itapetinga fará a abertura oficial da Primavera dos Museus de 2025.

Esta edição tem por tema Museus e Mudanças Climáticas, onde trabalharemos esta temática ambiental a partir da nossa realidade local, em debates que tenham por norte O Rio Catolé frente às transformações climáticas.

A exposição no Museu de Arte e Ciências de Itapetinga ocorrerá nos dias 23 a 28 de setembro e, além da exposição, teremos, também, rodas de conversa e mostras cinematográficas, conforme programação a ser divulgada.

Contamos com a presença de todos vocês na nossa abertura oficial e durante toda a semana com a nossa programação especial.

Toda a programação é gratuita e recheada por muita arte e cultura. Venham conferir!

Fonte: Ascom – Dep. Cultura

Pressão 12 por 8: o que é indicado para quem é pré-hipertenso? Saiba o que são as ‘medidas não medicamentosas’

Mudanças como a prática frequente de exercício físico, adoção de uma dieta mais saudável e redução do estresse são fundamentais para o controle da pressão arterial.

Por muito tempo, a pressão de 12 por 8 foi considerada o limite do normal. Agora, com a nova diretriz, esse valor passa a ser classificado como pré-hipertensão, exigindo atenção médica.

⚠️Mas isso não significa que quem tem pressão 12 por 8 vai precisar começar a tomar remédio para controle da pressão.

Rogerio Petrassi, médico cardiologista do Hospital Beneficência Portuguesa, explica que, nesses casos, ainda não é necessário iniciar nenhum tipo de tratamento medicamentoso, mas é fundamental adotar algumas medidas de prevenção.

“É importante estabilizar os fatores de risco que

possam contribuir para o desenvolvimento

da hipertensão arterial”, alerta Petrassi.

A nova Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial, divulgada na quinta-feira (18), indica que, nesses casos, o indicado são as medidas não medicamentosas (MNM).

➡️Em resumo, essas medidas incluem:

  • Não fumar
  • Adotar uma dieta saudável
  • Controlar o peso corporal
  • Fazer atividade física regularmente
  • Ingerir pouca ou nenhuma bebida alcoólica
  • Realizar práticas de controle do estresse

Apesar de já serem indicadas para o público geral, elas se tornam ainda mais importantes para quem já está em um quadro considerado de pré-hipertensão.

Foto: Internet

Perda de peso e atividade física

Os especialistas detalham no documento que a hipertensão arterial está fortemente relacionada ao sobrepeso e à obesidade.

“Mesmo sem alcançar o peso corporal desejável, a perda

de peso reduz a pressão arterial e o risco cardiovascular

proporcionalmente à duração da perda de peso”,

afirmam os especialistas.

Assim, o controle do peso corporal é uma medida essencial para pacientes já hipertensos ou com quadros de pré-hipertensão.

A manutenção do peso depende da “adoção de hábitos saudáveis, complementados por condutas medicamentosas e cirúrgicas, quando necessárias”, pontua a diretriz.

Nesse contexto, outra recomendação é fundamental: a prática de exercícios físicos.

“A prática de atividade física […] reduz em até 19% a incidência

de hipertensão arterial e, nos pacientes com hipertensão,

diminui em cerca de 30% o risco de mortalidade”,

alerta o documento.

Os benefícios acontecem tanto com os treinamentos aeróbicos como com exercícios de resistência.

Mudanças na dieta

Outro ponto fundamental para a redução do risco de desenvolvimento de hipertensão são as mudanças na dieta.

Para quem precisa fazer o controle da pressão, a recomendação é adotar o padrão alimentar conhecido como DASH (sigla em inglês para Dietary Approaches to Stop Hypertension).

🥗A dieta DASH prioriza o consumo de:

  • Frutas
  • Hortaliças
  • Laticínios com baixo teor de gordura
  • Cereais integrais
  • Carnes magras
  • Frutas oleaginosas

🚫Ela restringe o consumo de:

  • Gorduras saturadas
  • Carnes gordurosas
  • Grãos refinados
  • Açúcar de adição
Uma alimentação saudável é fundamental para o controle da pressão. — Foto: FreepikFonte: Freepik

É rica em potássio, cálcio, magnésio e fibras, contendo quantidades reduzidas de sódio, colesterol, gordura total e saturada.

O documento destaca, especificamente, as vantagens do aumento do consumo de potássio.

“Como dietas ricas em potássio refletem um padrão alimentar

saudável, elas são a forma recomendada para aumentar a ingestão

desse mineral”, afirmam os especialistas.

Outra recomendação importante é a redução no consumo de sódio. A restrição na ingestão de sal promove uma diminuição proporcional da pressão arterial.

Controle do estresse

Por fim, os especialistas alertam que o estresse mental também está associado a um maior risco de desenvolvimento de hipertensão.

Nesse sentido, recomenda-se medidas para redução do estresse, ainda que apresentem menor certeza de evidência em relação às demais intervenções de mudanças no estilo de vida.

🧘🏻‍♀️Entre as práticas que podem ser adotadas estão:

  • Meditação
  • Respiração lenta e guiada
alimentação saudável, prática de exercícios físicos, higiene do
sono ou cuidado com a saúde mental”, defende Petrassi.
Fonte: G1

Começa hoje em Itapetinga, o 4º Torneio de Segurança Pública de Itapetinga – Copa Hagge

Começa hoje em Itapetinga, o 4º Torneio de Segurança Pública de Itapetinga – Copa Hagge!

Nos dias 19, 20 e 27 de setembro, as principais forças de segurança do nosso município estarão reunidas em um momento de confraternização e integração, através do esporte. E vai está acontecendo na arena Beach society.

 

Participam desta grande competição as equipes da Comutran, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Rodoviária, Guarda Municipal e OAB, mistério Público, esse é um momento de união, amizade e celebração entre os órgãos de segurança pública e a comunidade.

 

O torneio tem organização do órgão de trânsito de Itapetinga Comutran, com o apoio da Prefeitura Municipal de Itapetinga, Secretaria de Esporte, Cultura e Lazer e Viação Itapetinga.

 

Fonte: Ascom

Feriados 2026: veja os feriados nacionais e pontos facultativos do ano

Conhecer as datas e emendas de feriado em 2026 pode fazer toda a diferença para planejar descansos

Quais feriados em 2026 vão render folgas prolongadas? - SINDPD-MTFoto: Internet

Se você já deseja planejar as folgas e até mesmo viagens para o próximo ano, saiba que 2026 terá 10 feriados nacionais e 8 oportunidades de prolongar o descanso.

Conhecer as datas comemorativas do calendário pode fazer toda a diferença para estabelecer férias, organizar viagens e ainda saber os seus direitos enquanto trabalhador durante as comemorações.

Ao contrário de 2025, o próximo ano terá 9 feriados nacionais em dias de semana, ajudando a diminuir o fluxo de trabalho. A única exceção será o dia 15 de novembro, que celebra a Proclamação da República, que cairá em um domingo.

Calendário 2026 com feriados nacionais

  • 1º de janeiro (quinta-feira) — Confraternização Universal
  • 16 de fevereiro (segunda-feira) — Carnaval
  • 17 de fevereiro (terça-feira) — Carnaval
  • 18 de fevereiro (quarta-feira) — Carnaval (ponto facultativo)
  • 3 de abril (sexta-feira) — Paixão de Cristo
  • 21 de abril (terça-feira) — Tiradentes
  • 1º de maio (sexta-feira) — Dia do Trabalho
  • 4 de junho (quinta-feira) — Corpus Christi (ponto facultativo)
  • 7 de setembro (segunda-feira) — Independência do Brasil
  • 12 de outubro (segunda-feira) — Nossa Senhora Aparecida
  • 15 de outubro (quinta-feira) — Dia do Professor (ponto facultativo)
  • 28 de outubro (quarta-feira) — Dia do Servidor Público (ponto facultativo)
  • 2 de novembro (segunda-feira) — Finados
  • 15 de novembro (domingo) — Proclamação da República
  • 20 de novembro (sexta-feira) — Dia da Consciência Negra
  • 25 de dezembro (sexta-feira) — Natal
Gramado, Rio Grande do SulGramado (RS) – Foto: Douglas Santos/Pexels

Feriados prolongados em 2026

São 8 oportunidades de feriados prolongados em 2026, visto que a maioria das datas comemorativas cai em um dia útil e perto do final de semana, entre sexta-feira ou segunda-feira.

Confira os feriados prolongados de 2026:

  • Paixão de Cristo — 3 de abril, sexta-feira, que pode emendar o final de semana dos dias 4 e 5 de abril
  • Dia do Trabalho — 1º de maio, sexta-feira, que pode emendar o final de semana dos dias 2 e 3 de maio
  • Independência do Brasil — 7 de setembro, segunda-feira, que pode estender o final de semana dos dias 5 e 6 de setembro
  • Nossa Senhora Aparecida — 12 de outubro, segunda-feira, que pode estender o final de semana dos dias 10 e 11 de outubro
  • Finados — 2 de novembro, segunda-feira, que pode estender o final de semana dos dias 31 de outubro e 1º de novembro
  • Consciência Negra — 20 de novembro, sexta-feira, que pode emendar o final de semana dos dias 21 e 22 de novembro
  • Natal — 25 de dezembro, sexta-feira, que pode emendar o final de semana dos dias 26 e 27 de dezembro

Carnaval (segunda e terça-feira) e Corpus Christi (quinta-feira) oferecem as melhores possibilidades de feriadões, mas as datas não são consideradas feriados nacionais.

Que dia cai o carnaval em 2026?

O Carnaval 2026 acontece entre os dias 13 e 18 de fevereiro. A segunda e terça-feira de Carnaval estão marcadas para os dias 16 e 17 de fevereiro de 2026.

No entanto, o Carnaval não é considerado um feriado nacional. Os dias 16 e 17 podem ser considerados feriados e a Quarta-Feira de Cinzas, dia 18, pode ser ponto facultativo, a serem definidos por cada estado ou município.

Quais são os pontos facultativos em 2026?

O ponto facultativo é uma data em que o empregador, seja ele privado ou público, tem a opção de escolher trabalhar ou não, visto que a folga não é obrigatória por lei.

Nacionalmente, são seis datas pontos facultativos para 2026:

  • 16 de fevereiro (segunda-feira) — Carnaval
  • 17 de fevereiro (terça-feira) — Carnaval
  • 18 de fevereiro (quarta-feira) — Carnaval
  • 4 de junho (quinta-feira) — Corpus Christi
  • 15 de outubro (quinta-feira) — Dia do Professor
  • 28 de outubro (quarta-feira) — Dia do Servidor Público

Quais são os 10 feriados nacionais?

A lei brasileira garante como feriados nacionais as seguintes datas:

  • Confraternização Universal — 1º de janeiro
  • Paixão de Cristo — 3 de abril
  • Tiradentes — 21 de abril
  • Dia do Trabalho — 1º de maio
  • Independência do Brasil — 7 de setembro
  • Nossa Senhora Aparecida — 12 de outubro
  • Finados — 2 de novembro
  • Proclamação da República — 15 de novembro
  • Dia da Consciência Negra — 20 de novembro
  • Natal — 25 de dezembro

Fonte: Info Money

Cansaço que não passa? Pode ser inflamação crônica

A inflamação crônica é constante. O sistema imune permanece ativado por longos períodos, liberando substâncias inflamatórias que, em vez de proteger, passam a agredir os tecidos e órgãos do próprio corpo

Você acorda cansada, mesmo depois de uma boa noite de sono? Sente dores de cabeça frequentes, sofre com ansiedade, dificuldade para perder peso, problemas digestivos ou inchaço persistente? Esses sintomas, aparentemente isolados, podem ter uma raiz comum: a inflamação crônica.

Silenciosa e persistente, ela afeta as pessoas sem que percebam sua real origem.

— A inflamação crônica é invisível, mas seus efeitos são sentidos todos os dias— explica a médica nutróloga Daniela Kanno, com certificação internacional em Medicina do Estilo de Vida.

De forma simples, a inflamação pode ser dividida em dois tipos. A aguda é uma reação natural do organismo diante de infecções ou lesões — como uma gripe ou um corte na pele. Ela ativa o sistema imunológico para combater o agente agressor, num processo com começo, meio e fim.

Já a inflamação crônica é sorrateira e constante. O sistema imune permanece ativado por longos períodos, liberando substâncias inflamatórias que, em vez de proteger, passam a agredir os tecidos e órgãos do próprio corpo. O resultado aparece em forma de fadiga, ganho de peso, prisão de ventre, enxaqueca, queda de cabelo, pele ressecada, ansiedade e mudanças bruscas de humor.

— É comum o paciente tentar emagrecer sem sucesso, conviver com intestino preso, sentir a cabeça pesada, dormir mal e viver exausto. Tudo isso pode estar relacionado à inflamação — aponta Daniela.

Cansaço constanteFoto: Freepik/O Globo

Entre os sintomas mais comuns estão:

  • Inchaço abdominal, gases, refluxo e azia
  • Intolerâncias alimentares e enjoo matinal
  • Mau cheiro corporal, gosto ruim na boca
  • Unhas fracas, pele seca, pés rachados
  • Dificuldade para dormir ou acordar
  • Ansiedade, estresse, irritabilidade
  • Falta de concentração, lapsos de memória
  • Vício em doces, descontrole alimentar
  • Gordura abdominal, celulite, perda muscular
  • Acne, rosácea, dermatites, urticária, psoríase
  • Cabelos brancos precoces, envelhecimento acelerado

As principais causas da inflamação crônica estão diretamente ligadas ao estilo de vida moderno. Entre elas, destacam-se:

  • Dieta rica em alimentos ultraprocessados, açúcar e gorduras trans
  • Disbiose intestinal (desequilíbrio na flora do intestino)
  • Estresse crônico e noites mal dormidas
  • Falta de atividade física
  • Exposição constante a toxinas químicas (de poluição a cosméticos e produtos de limpeza)
  • Uso excessivo de medicamentos, como anti-inflamatórios e antibióticos
  • Consumo excessivo de álcool e tabagismo
  • Baixa hidratação e deficiência de vitamina D

—Não é normal viver cansado. Hábitos ruins levam o corpo a um estado inflamatório constante — alerta Daniela.

Estudos científicos associam a inflamação crônica a uma série de doenças graves, como: síndrome metabólica, obesidade, diabetes, hipertensão, doenças autoimunes, depressão, Alzheimer, câncer, sarcopenia (perda de massa muscular), osteoporose e até infertilidade.

A boa notícia é que a inflamação pode ser revertida. E a chave não está em remédios ou suplementos milagrosos, mas em mudanças sustentáveis no estilo de vida.

Taxa de desemprego no Brasil cai para 5,8% e chega ao menor nível da história.

Mediana das previsões em pesquisa da Reuters era de que a taxa ficaria em 6% no período

taxa de desemprego brasileira recuou mais do que o esperado e foi a 5,8% no segundo trimestre, marcando o resultado mais baixo na série histórica iniciada em 2012 e mantendo o cenário de um mercado de trabalho aquecido no país, com novo recorde de renda.

Homem mostra carteira de trabalho em São Paulo Foto: Amanda Perobelli/Reuters/CNN

Com a leitura divulgada nesta quinta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a taxa mostrou forte redução em relação aos 7,0% do primeiro trimestre, ficando ainda abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters, de 6%.

No mesmo período do ano anterior, a taxa de desemprego foi de 6,9%.

Ainda no período de abril a junho, o rendimento médio mensal real de todos os trabalhos chegou a R$ 3.477, o que também marcou um recorde. Isso representa crescimento de 1,1% ante o trimestre de janeiro a março deste ano e de 3,3% sobre o mesmo período do ano anterior.

O mercado de trabalho vem se mostrando aquecido e dando suporte à atividade econômica, especialmente ao consumo das famílias, favorecendo os gastos. No entanto, esse cenário com renda em alta dificulta o controle da inflação, especialmente na área de serviços.

O Banco Central manteve na véspera a taxa básica de juros Selic em 15%, antecipando manutenção por período bastante prolongado.

Agora, entretanto, pesam sobre as perspectivas as tarifas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Na quarta-feira, ele impôs uma taxa de 50% sobre a maioria dos produtos brasileiros, embora tenha suavizado o golpe ao excluir setores como aeronaves, energia e suco de laranja das taxas mais pesadas.

Nos três meses até junho, o IBGE aponta que o número de desempregados caiu 17,4% em relação ao primeiro trimestre e chegou a 6,253 milhões, um recuo ainda de 15,4% em comparação com o mesmo período do ano passado.

r/brasil - Taxa de desemprego no Brasil cai para 6,6% em abrilFoto: exame.com

Já o total de ocupados aumentou 1,8% no trimestre, a 102,316 milhões, 2,4% a mais na base anual.

“O crescimento acentuado da população ocupada no trimestre influenciou vários recordes da série histórica, dentre eles a menor taxa de desocupação”, destacou Adriana Beringuy, coordenadora da pesquisa.

Os trabalhadores com carteira assinada no setor privado atingiram um contingente recorde de 39,020 milhões no primeiro trimestre, alta de 0,9% sobre os três meses anteriores. Os que não tinham carteira aumentaram 2,6%, a 13,539 milhões.

A taxa de participação na força de trabalho de 62,4% e o nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) de 58,8% também registraram recordes no período.

Beringuy explicou ainda que o resultado do segundo trimestre traz novas ponderações com base nas projeções populacionais do país de 2024, que incorporam os resultados do último Censo Demográfico, realizado em 2022.

Fonte: CNN Brasil

 

Café com leite faz bem? Veja a proporção ideal e quem deve evitar

Especialistas recomendam diluir o café no leite para reduzir acidez e evitar desconfortos gástricos. Combinação fornece antioxidantes, proteínas e cálcio, contribuindo para foco, saciedade e saúde óssea.

café com leite faz parte da cultura do brasileiro e também é consumido em diversos países, embora cada lugar tenha sua versão própria, com nomes, proporções e modos de preparo distintos.

No Brasil e na América Latina, costuma-se usar o café coado. Na Europa, são mais comuns as versões com expresso e leite quente ou vaporizado. E cafeterias mais modernas adaptaram a receita com espumas, xaropes e personalizações.

Na França, é chamado de “café au lait”. Na Itália, “caffè latte” e, na Alemanha, “Milchkaffee”. No Brasil imperial, tomar café com leite era um hábito ligado à elite, porque o leite era um produto caro e difícil de conservar. Mas qual é o valor nutricional desta bebida? Quais cuidados devem ter para otimizar seus benefícios? Crianças podem consumi-lo? Qual é a proporção ideal de leite e café?

A combinação pode trazer benefícios quando consumida com moderação e dentro de um contexto alimentar saudável, para pessoas que não são intolerantes, destaca a nutricionista Michelle Ferreira, do Instituto Nutrindo Ideais.

Café com leite reduz acidez, traz energia e saciedade, mas atenção a intolerâncias e excesso — Foto: Adobe StockFoto: Adobe Stock/G1

Benefícios do café

  • Fonte de antioxidantes: o café é rico em polifenóis, que ajudam a combater os radicais livres, contribuindo para a prevenção de doenças crônicas.
  • Energia e foco: a cafeína presente no café melhora o estado de alerta, o foco e pode auxiliar na performance cognitiva e física.

Benefícios do leite

  • Aporte de cálcio e proteínas: o leite oferece cálcio, essencial para a saúde óssea, e proteínas de alto valor biológico que auxiliam na manutenção da massa muscular. Em média, 200 ml de leite de vaca (integral, semidesnatado ou desnatado) contém aproximadamente 240 a 260 mg de cálcio e 6 a 7 gramas de proteína.
  • Saciedade: a gordura e as proteínas do leite, junto com o café, podem aumentar a saciedade e ajudar no controle da fome, dependendo do contexto alimentar.

O leite é inflamatório?

⚠️ Ferreira destaca que o leite não é automaticamente um alimento inflamatório. Ele só pode ter potencial inflamatório em pessoas que apresentam intolerância, alergia ou sensibilidade.

O leite pode ser inflamatório para:

  • Intolerantes à lactose: podem ter sintomas como inchaço, gases, diarreia e desconforto abdominal. Mas isso não é inflamação sistêmica, é uma reação local no intestino.
  • Alérgicos à proteína do leite: nesses casos, o leite pode causar uma resposta imune inflamatória mais grave.
  • Pessoas com doenças inflamatórias pré-existentes: algumas relatam melhora dos sintomas ao reduzir ou retirar laticínios, especialmente quando há sensibilidade individual.
  • Dietas pró-inflamatórias: quando o leite é consumido junto com outros alimentos ultraprocessados em excesso, pode contribuir para um padrão alimentar inflamatório, mas o problema não é o leite isolado.

Essa combinação reduz a acidez do café? Qual é a vantagem?

Sim. O leite pode reduzir a acidez percebida do café, tanto no sabor quanto no impacto sobre o estômago.

A vantagem é que essa combinação pode ser mais bem tolerada por pessoas que sentem azia, queimação ou desconforto ao ingerir o café puro. Além disso, o sabor fica mais suave, o que pode ser agradável para quem não aprecia o amargor intenso do café.

Alertas e cuidados

  • Intolerância à lactose: quem tem intolerância ou alergia ao leite deve optar por versões sem lactose ou bebidas vegetais.
  • Interferência na absorção de nutrientes: o cálcio do leite pode reduzir a absorção de ferro quando consumido próximo às refeições principais.
  • Excesso de cafeína: pode causar ansiedade, insônia, taquicardia e irritabilidade se consumido em grandes quantidades.
  • Adição de açúcar: É comum adoçar café com leite, mas isso pode aumentar desnecessariamente o consumo de açúcar. O ideal é reduzir ou evitar o açúcar. Uma dica é substituir o açúcar por canela.

Tipo de leite

Se possível, recomenda-se escolher um leite tipo A2 que vem de vacas que produzem naturalmente apenas a proteína beta-caseína A2. A maioria dos leites convencionais contém uma mistura de duas proteínas, A1 + A2 e pode causar desconforto digestivo em algumas pessoas, alerta Ferreira.

“O leite tipo A2 tem melhor digestão, pode ser alternativa para quem sente mal-estar com leite comum, tem os mesmos nutrientes e é mais natural. O leite A2 não é modificado — as vacas que produzem só a proteína A2 são selecionadas por genética”, explica a nutricionista.

O leite A2 não é isento de lactose. E pessoas com intolerância à lactose continuam precisando consumir leite sem lactose.

Café com Leite IntegralFoto: Fatsecret Brasil

Café com leite pode ser ingerido por crianças?

A bebida pode sim ser consumida, com moderação, por crianças, a partir de 5 anos, em pequenas quantidades (ex: uma xícara pequena de café bem diluído no leite).

Cuidados: O excesso de cafeína pode afetar o sono, o apetite e a absorção de cálcio em crianças. Por isso, é importante que o café seja bem diluído no leite e não substitua outras fontes de nutrientes.

Qual seria a proporção ideal de leite e café?

Uma proporção equilibrada e bem aceita nutricionalmente seria: 2 partes de leite para 1 parte de café. Exemplo: 150 ml de leite + 75 ml de café.

Essa proporção suaviza o sabor, reduz a acidez e garante um bom aporte de nutrientes, sem exagerar na cafeína, explica Ferreira.

Quantos ml por dia um adulto pode ingerir?

  • Adulto saudável: 2 a 3 xícaras de 200 ml por dia na proporção sugerida. Isso mantém a ingestão de cafeína dentro do recomendado (aproximadamente até 300 mg por dia para adultos saudáveis). Mas é importante considerar o consumo total de cafeína no dia (de outras fontes como chás, chocolates e suplementos).
  • Gestante ou lactantes: é importante reduzir ou até zerar o consumo de cafeína. Siga as orientações do seu médico ou nutricionista.
  • Crianças e adolescentes devem consumir café com moderação, no máximo uma xícara por dia.

Dicas para tornar o café com leite mais saudável

  • Leite de mais leve digestão: uma dica muito simples para tornar o café com leite mais saudável é escolher um leite que seja mais leve para a digestão e tenha melhor perfil nutricional. Hoje em dia, muitas pessoas têm dificuldade de digerir a lactose ou a caseína do leite de vaca. Por isso, trocar por bebidas vegetais sem aditivos, como leite de castanha, amêndoas ou coco, pode ser uma ótima opção, orienta a nutricionista Daniela Zuin.
  • Evitar adoçantes artificiais e açúcares refinados: Se quiser adoçar, prefira pequenas quantidades de mel puro, tâmaras ou até canela, que além de aromatizar ajuda no controle glicêmico. “Sempre oriento os pacientes a observar como o café está sendo consumido: sem excesso de creme, xaropes ou chantilly, que aumentam muito as calorias e inflamação no corpo”, diz Zuin.
  • Avaliar o café em si, priorizando grãos orgânicos e de boa qualidade: esse cuidado tem como objetivo reduzir a ingestão de pesticida, e evitar tomar em jejum para quem tem sensibilidade gástrica ou picos de ansiedade.

O café com leite pode ser bom para o pré-treino?

Dentro da nutrição funcional e integrativa, o café com leite pode até ser usado como pré-treino, mas Zuin faz algumas observações importantes:

“O café em si é excelente por conter cafeína, que melhora o foco, a disposição, a performance física e também estimula a queima de gordura durante o exercício. Mas quando falamos do leite de vaca, é importante lembrar que ele nem sempre é a melhor escolha para todos”.

Isso porque o leite de vaca contém lactose, que muitas pessoas não digerem bem, podendo causar gases, estufamento, desconforto abdominal e até alteração do trânsito intestinal. Além disso, ele contém caseína A1, uma proteína que pode aumentar processos inflamatórios no corpo, principalmente em pessoas que têm sensibilidade, permeabilidade intestinal ou doenças autoimunes.

Fonte: G1 Saúde/Bem Estar

Lepra, DST, loucura: por que alguns termos médicos caíram em desuso?

Para muita gente, a medicina se resume a exames, cirurgias e tratamentos. Mas ela também é feita de palavras, e a forma como são nomeadas as doenças influencia diretamente tanto o cuidado clínico quanto a maneira como a sociedade enxerga quem convive com essas condições.

ImagemFoto: Getty Images / Uol

Não por acaso, termos como “lepra”, “retardo mental” ou “loucura” foram sendo abandonados ao longo do tempo, substituídos por expressões mais técnicas, precisas e respeitosas. Essas mudanças não são meramente linguísticas: fazem parte de um campo essencial da medicina chamado nosologia —do grego nósos (doença) e logos (estudo), explica a dermatologista Camila Sampaio Ribeiro, médica pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, de Salvador.

“É a nosologia que organiza, classifica e dá nome às doenças”, continua a dermatologista. Graças a ela, profissionais de saúde, pesquisadores e sistemas de saúde ao redor do mundo conseguem falar a mesma língua, utilizando códigos padronizados como os da CID-11 (Classificação Internacional de Doenças – 11ª Revisão), organizada pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

Por que as classificações mudam?

Os motivos que levam à substituição de termos médicos podem ser diversos, mas em geral envolvem três grandes fatores:

Avanços científicos: à medida que compreendemos melhor a origem e o funcionamento das doenças, certos nomes antigos se tornam imprecisos ou até equivocados. Foi o que ocorreu com o termo “retardo mental”, substituído por deficiência intelectual, uma expressão com critérios mais claros e foco nas limitações adaptativas.

Outro exemplo é a transição de “DST” para “IST” —infecção sexualmente transmissível. A mudança não é só de sigla: é de entendimento. A infectologista Sylvia Lemos Hinrichsen, professora da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), explica: “IST é mais preciso: nem toda infecção causa sintomas ou evolui para uma doença”.

Mudanças nos critérios diagnósticos: com o avanço das pesquisas, algumas condições que antes eram vistas como únicas passaram a ser divididas em subtipos, complementa a dermatologista Camila Ribeiro. É o caso do antigo “autismo”, que agora integra o TEA (transtorno do espectro autista), permitindo uma classificação mais abrangente, precisa e sensível às diferentes manifestações.

Sensibilidade social e combate ao estigma: certos termos carregam marcas históricas de exclusão, medo e preconceito. Substituí-los por nomes mais neutros e técnicos ajuda a promover respeito e dignidade. “É o caso de ‘lepra’, agora chamada de hanseníase, e de ‘transtorno de identidade de gênero’, que hoje nem é mais visto como patologia”, destaca Luiz Scocca, psiquiatra pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Ele acrescenta: “Só se fala em ‘disforia de gênero’ quando há sofrimento psíquico significativo associado, e mesmo assim, a abordagem é voltada para o acolhimento, não para a patologização.”

Scocca também menciona o clássico exemplo da “histeria”, termo que caiu em desuso por carregar preconceitos de gênero: “‘Histeria vem de ‘hystera’, útero em grego, e sugeria que era um transtorno exclusivo de mulheres. Hoje, falamos em ‘transtorno de conversão’ ou ‘transtorno dissociativo’, condições que também ocorrem em homens.”

Linguagem pode estigmatizar ou libertar

A linguagem médica afeta diretamente a vida das pessoas. Termos ofensivos, alarmistas ou mal escolhidos podem provocar medo, vergonha, exclusão social e até levar ao abandono de tratamentos, afirma a dermatologista Camila Ribeiro.

Por outro lado, nomes atualizados, respeitosos e bem contextualizados favorecem o acolhimento, ampliam o acesso ao cuidado e ajudam a reduzir o preconceito.

Um exemplo emblemático é o abandono de palavras como “aidético” ou “loucura”, expressões desumanizantes e marcadas pelo estigma. “Hoje falamos em ‘pessoa vivendo com HIV’,” explica a infectologista Sylvia Hinrichsen, “porque isso valoriza a dignidade humana, evita rótulos e reforça que o vírus não define a pessoa.”

No campo da saúde mental, a mudança de vocabulário também tem impacto profundo. O psiquiatra Luiz Scocca chama atenção para a carga social da palavra “psicopatia”: “Ela ganhou um rótulo de coisa sempre criminosa ou violenta, sinônimo de serial killer. Mas o que descrevemos, tecnicamente, é o transtorno de personalidade antissocial. O uso indiscriminado do termo causa medo e demonização desnecessária”.

Quando o nome de alguém vira problema

Além dos termos ofensivos ou ultrapassados, há um esforço crescente para abandonar epônimos (nomes de doenças baseados em pessoas), sobretudo quando essas figuras estão ligadas a contextos históricos negativos.

“Houve casos em que doenças deixaram de ter nomes de médicos ligados ao nazismo, por exemplo. Atualmente, opta-se por nomes como tireoidite autoimune em vez de doença de Hashimoto”, explica Natan Chehter, clínico geral, geriatra membro da SBGG (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia) e professor da Unicid (Universidade Cidade de São Paulo).

Até mesmo estruturas do corpo passaram por esse tipo de atualização. “Rótula virou patela, omoplata virou escápula”, comenta Chehter. “Essas mudanças vêm de acordos entre anatomistas. O desafio é que os novos nomes sejam absorvidos pelos profissionais de saúde e, com o tempo, também pela população.”

Lepra passou a ser chamada de hanseníase como forma de reduzir o preconceito social com a doença.Foto: Opas/Joshua Cogan / Uol

Não se trata de “politicamente correto”

Como se vê, a lista de termos atualizados é extensa, e vai além do universo técnico. Palavras populares como “cobreiro” (em vez de herpes zoster) ou “barriga d’água” (para esquistossomose) revelam o quanto a educação em saúde ainda é um desafio. “Mas não é obrigação da população saber todos os nomes médicos. É papel do profissional comunicar com clareza e respeito”, ressalta o clínico geral Natan Chehter.

No fim das contas, as mudanças na linguagem médica têm a ver com empatia, precisão e dignidade em saúde. A seguir, veja alguns dos termos que foram (ou estão sendo) atualizados e os motivos por trás das mudanças:

Lepra > Hanseníase – O termo “lepra” carrega um histórico de estigma ligado a isolamento, medo e até punição divina. “Hanseníase”, nome técnico em homenagem ao descobridor da bactéria (Mycobacterium leprae), ajuda a reduzir o preconceito social e facilita a adesão ao tratamento.

DST (doença sexualmente transmissível) > IST (infecção sexualmente transmissível) – O novo termo é biologicamente mais preciso —nem toda infecção causa sintomas ou se torna uma “doença”. Além disso, evita associações automáticas com culpa, julgamento moral ou promiscuidade, incentivando o rastreio precoce.

Retardo mental > Deficiência intelectual – Atualização que substitui um termo historicamente pejorativo, com foco nas limitações adaptativas e sem conotação depreciativa.

Mongolismo > Síndrome de Down – “Mongolismo” é considerado ofensivo, reducionista e cientificamente incorreto. “Síndrome de Down” é o nome técnico apropriado, livre de estigmas racistas.

Transexualismo > Disforia de gênero – A nova terminologia representa a despatologização da experiência trans. A disforia só é considerada um transtorno quando há sofrimento psíquico associado —e, mesmo assim, o foco é o acolhimento, não a exclusão.

Autismo >TEA (Transtorno do Espectro Autista) – O termo atual contempla a diversidade de manifestações clínicas, níveis de suporte e graus de funcionalidade, com base em critérios mais atualizados e inclusivos.

Síndrome de Asperger >TEA (Nível 1 de suporte) – A antiga classificação foi incorporada ao espectro autista, com foco no funcionamento adaptativo, e não mais em categorias isoladas.

Loucura/Insânia > Transtornos mentais específicos – Expressões genéricas e estigmatizantes foram substituídas por diagnósticos técnicos, como depressão, transtorno bipolar ou esquizofrenia.

Psicose maníaco-depressiva > Transtorno bipolar – Termo anterior era confuso e ultrapassado. A nova denominação é mais precisa e cientificamente aceita.

Esquizofrenia > Proposta: transtorno de integração – Em debate em países como Japão e Coreia do Sul, a proposta visa reduzir o estigma associado à esquizofrenia e ampliar a compreensão da condição. Ainda não adotado oficialmente no Brasil.

Histeria > Transtorno de conversão/Transtornos somatoformes – “Histeria” é um termo sexista e ultrapassado, que associava sintomas a características femininas. A terminologia atual reconhece causas neurológicas e psicológicas mais amplas.

Hipocondria > Transtorno de ansiedade por doença – Nome atualizado que evita rótulos depreciativos e reforça o entendimento de que se trata de um transtorno de ansiedade, e não de fingimento ou exagero.

Alcoólatra > Alcoolista/Pessoa com transtorno por uso de álcool – Expressões menos pejorativas e mais humanizadas, que colocam o foco na condição, e não em uma identidade rotulada.

Impotência sexual > Disfunção erétil – A nova nomenclatura é técnica e neutra, evitando associações negativas à virilidade ou masculinidade.

Derrame > AVC (acidente vascular cerebral) – O termo técnico padronizado traz mais precisão ao descrever o tipo de evento cerebral (isquêmico ou hemorrágico), e é amplamente aceito na literatura médica.

Fonte: Viva Bem / Uol

Repatriar o corpo: entenda como funciona o processo em caso de morte no exterior

Procedimento exige documentação extensa, pode custar até R$ 200 mil e depende de regras sanitárias do país onde ocorreu a morte

Foto: Internet

A notícia da morte de Preta Gil, aos 50 anos, na noite de domingo, 20, nos Estados Unidos, trouxe à tona uma dúvida que acomete muitas famílias em momentos de luto longe de casa: como funciona o processo de repatriação de um corpo? A cantora, filha do músico Gilberto Gil, realizava um tratamento experimental contra o câncer no intestino, e, segundo nota publicada pela família, os trâmites para trazer o corpo de volta ao Brasil já foram iniciados.

Segundo a advogada internacionalista Paula Alexandrina Vale Medeiros, vice-presidente da Comissão de Relações Internacionais da OAB/GO, o primeiro passo a ser tomado pela família, assim que informada da morte, é reunir todos os documentos hospitalares e aqueles que atestem oficialmente o falecimento, além da documentação de identidade brasileira da pessoa. Com isso em mãos, é necessário dirigir-se pessoalmente ao Consulado do Brasil mais próximo e noticiar a morte do brasileiro.

Caso não estejam no país onde ocorreu o falecimento, a família pode autorizar alguém por escrito a realizar esse procedimento em nome deles. “É importante que o Itamaraty (Ministério das Relações Exteriores) seja sempre comunicado para prestar auxílio à família, facilitando todos os trâmites”.

Embora o procedimento seja padronizado pela legislação brasileira, pode haver variações. “Normalmente, não há diferenças de procedimento entre países. No entanto, exigências sanitárias podem diferir, dependendo do país onde houve o óbito”, explica a advogada.

Para casos ocorridos nos Estados Unidos, como é o de Preta Gil, é exigida uma série de documentos. “Registro de óbito preenchido (disponível no site GOV.br), juntamente com documento que possa identificar o brasileiro falecido, número de título de eleitor, inscrição no INSS, inscrição no PIS/PASEP, número de benefício previdenciário (caso seja beneficiária do INSS) ou carteira de trabalho, certidão local de óbito, certidão de cremação (se for o caso), passaporte válido. Observando-se que todos os documentos estrangeiros devem estar devidamente apostilados — autenticação internacional de documentos”.

O tempo para o corpo chegar ao Brasil é bastante variável. Conforme a especialista, não há um período pré-fixado, já que dependerá das causas da morte, distância entre os países, regulamentações legais e presença das documentações necessárias. “Geralmente, leva alguns dias, podendo chegar a semanas, a depender dos exames necessários no corpo”.

O custo também pode ser significativo, a depender do país onde tenha ocorrido a morte, e dos custos com embalsamamento do corpo. Com isso, podem variar aproximadamente de R$ 30 mil a R$ 200 mil.

Segundo Paula, a responsabilidade pelo pagamento é, quase sempre, da família: “Normalmente são custeados pela família do brasileiro falecido. Importante notar se havia seguro-viagem que cobriria as despesas com o traslado”.

Contudo, o governo brasileiro pode, em alguns casos, arcar com os custos. Recentemente, o presidente Lula assinou decreto que permite que o governo pague tais despesas, mediante a comprovação de incapacidade financeira da família, quando o falecimento ocorrer em circunstâncias que causem comoção pública, quando a pessoa falecida não possuir seguro-viagem que custeie os gastos e quando houver disponibilidade financeira do governo para arcar com as referidas despesas.

Se houver suspeita de crime ou causas desconhecidas, o processo pode se prolongar ainda mais. Nesses casos, o corpo poderá ter sua liberação retardada até que as investigações policiais ou científicas possam realizar eventuais perícias, sendo então liberado após, mediante a apresentação de documentos exigidos pela Lei, explica. Ela acrescenta que, em caso de doenças contagiosas, o transporte só é liberado após “quarentena” ou com uso de urna especial para o traslado.

Fonte: terra.com

 

Homem que usava cordão morre após ser puxado para dentro de máquina de ressonância magnética nos EUA

Segundo a polícia local, ele entrou sem autorização na sala onde exames são realizados.

Um homem que ficou gravemente ferido na última quarta-feira (16) após entrar em uma sala de ressonância magnética e ser puxado para dentro da máquina pelo seu colar morreu no dia seguinte. O caso aconteceu em Long Island, nos Estados Unidos.

Máquina de ressonância magnéticaFoto: Freepik / O Globo

A vítima de 61 anos usava uma “grande corrente metálica” no pescoço quando entrou na sala do Nassau Open MRI em Westbury, em Nova York, às 16h34 da quarta-feira, de acordo com o Departamento de Polícia do Condado de Nassau.

No entanto, ele não tinha autorização para entrar na sala. Ser puxado para dentro da máquina o fez ter um episódio clínico. Em seguida, ele foi levado para um hospital, onde morreu às 14h36 de quinta-feira (17).

A polícia do Condado de Nassau informou em um comunicado à imprensa na sexta-feira que a investigação sobre o episódio continuava. Um porta-voz do departamento afirmou que não havia outras informações disponíveis.

O Nassau Open MRI não respondeu a um pedido de comentário feito pelo The New York Times. A empresa oferece exames de ressonância magnética fechados e abertos, de acordo com seu site. Uma ressonância magnética aberta envolve um aparelho com laterais abertas, em vez de um tubo fechado.

Máquinas de ressonância magnética utilizam ímãs e correntes de radiofrequência para produzir imagens anatômicas detalhadas. A força magnética de uma máquina de ressonância magnética é forte o suficiente para arremessar uma cadeira de rodas através de uma sala, de acordo com o Instituto Nacional de Imagem Biomédica e Bioengenharia.

Os pacientes são aconselhados a remover joias e piercings antes de entrar em uma máquina de ressonância magnética, e pessoas com alguns implantes médicos, particularmente aqueles que contêm ferro, não devem se submeter a exames de ressonância magnética.

Lesões e mortes envolvendo aparelhos de ressonância magnética já ocorreram no passado. Em 2001, um menino de 6 anos morreu quando um tanque de oxigênio metálico foi puxado para dentro de um aparelho enquanto ele realizava um exame.

Um homem morreu na Índia em 2018 ao entrar em uma sala de ressonância magnética carregando um tanque de oxigênio. Em 2023, uma enfermeira na Califórnia foi esmagada e precisou de cirurgia após ficar presa entre um aparelho de ressonância magnética e uma cama de hospital que havia sido puxada em direção ao aparelho pela força magnética do aparelho.

Fonte: O Globo



WebtivaHOSTING // webtiva.com.br . Webdesign da Bahia