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Café com leite faz bem? Veja a proporção ideal e quem deve evitar
Especialistas recomendam diluir o café no leite para reduzir acidez e evitar desconfortos gástricos. Combinação fornece antioxidantes, proteínas e cálcio, contribuindo para foco, saciedade e saúde óssea.
O café com leite faz parte da cultura do brasileiro e também é consumido em diversos países, embora cada lugar tenha sua versão própria, com nomes, proporções e modos de preparo distintos.
No Brasil e na América Latina, costuma-se usar o café coado. Na Europa, são mais comuns as versões com expresso e leite quente ou vaporizado. E cafeterias mais modernas adaptaram a receita com espumas, xaropes e personalizações.
Na França, é chamado de “café au lait”. Na Itália, “caffè latte” e, na Alemanha, “Milchkaffee”. No Brasil imperial, tomar café com leite era um hábito ligado à elite, porque o leite era um produto caro e difícil de conservar. Mas qual é o valor nutricional desta bebida? Quais cuidados devem ter para otimizar seus benefícios? Crianças podem consumi-lo? Qual é a proporção ideal de leite e café?
A combinação pode trazer benefícios quando consumida com moderação e dentro de um contexto alimentar saudável, para pessoas que não são intolerantes, destaca a nutricionista Michelle Ferreira, do Instituto Nutrindo Ideais.
Foto: Adobe Stock/G1
Benefícios do café
- Fonte de antioxidantes: o café é rico em polifenóis, que ajudam a combater os radicais livres, contribuindo para a prevenção de doenças crônicas.
- Energia e foco: a cafeína presente no café melhora o estado de alerta, o foco e pode auxiliar na performance cognitiva e física.
Benefícios do leite
- Aporte de cálcio e proteínas: o leite oferece cálcio, essencial para a saúde óssea, e proteínas de alto valor biológico que auxiliam na manutenção da massa muscular. Em média, 200 ml de leite de vaca (integral, semidesnatado ou desnatado) contém aproximadamente 240 a 260 mg de cálcio e 6 a 7 gramas de proteína.
- Saciedade: a gordura e as proteínas do leite, junto com o café, podem aumentar a saciedade e ajudar no controle da fome, dependendo do contexto alimentar.
O leite é inflamatório?
⚠️ Ferreira destaca que o leite não é automaticamente um alimento inflamatório. Ele só pode ter potencial inflamatório em pessoas que apresentam intolerância, alergia ou sensibilidade.
O leite pode ser inflamatório para:
- Intolerantes à lactose: podem ter sintomas como inchaço, gases, diarreia e desconforto abdominal. Mas isso não é inflamação sistêmica, é uma reação local no intestino.
- Alérgicos à proteína do leite: nesses casos, o leite pode causar uma resposta imune inflamatória mais grave.
- Pessoas com doenças inflamatórias pré-existentes: algumas relatam melhora dos sintomas ao reduzir ou retirar laticínios, especialmente quando há sensibilidade individual.
- Dietas pró-inflamatórias: quando o leite é consumido junto com outros alimentos ultraprocessados em excesso, pode contribuir para um padrão alimentar inflamatório, mas o problema não é o leite isolado.
Essa combinação reduz a acidez do café? Qual é a vantagem?
Sim. O leite pode reduzir a acidez percebida do café, tanto no sabor quanto no impacto sobre o estômago.
A vantagem é que essa combinação pode ser mais bem tolerada por pessoas que sentem azia, queimação ou desconforto ao ingerir o café puro. Além disso, o sabor fica mais suave, o que pode ser agradável para quem não aprecia o amargor intenso do café.
Alertas e cuidados
- Intolerância à lactose: quem tem intolerância ou alergia ao leite deve optar por versões sem lactose ou bebidas vegetais.
- Interferência na absorção de nutrientes: o cálcio do leite pode reduzir a absorção de ferro quando consumido próximo às refeições principais.
- Excesso de cafeína: pode causar ansiedade, insônia, taquicardia e irritabilidade se consumido em grandes quantidades.
- Adição de açúcar: É comum adoçar café com leite, mas isso pode aumentar desnecessariamente o consumo de açúcar. O ideal é reduzir ou evitar o açúcar. Uma dica é substituir o açúcar por canela.
Tipo de leite
Se possível, recomenda-se escolher um leite tipo A2 que vem de vacas que produzem naturalmente apenas a proteína beta-caseína A2. A maioria dos leites convencionais contém uma mistura de duas proteínas, A1 + A2 e pode causar desconforto digestivo em algumas pessoas, alerta Ferreira.
“O leite tipo A2 tem melhor digestão, pode ser alternativa para quem sente mal-estar com leite comum, tem os mesmos nutrientes e é mais natural. O leite A2 não é modificado — as vacas que produzem só a proteína A2 são selecionadas por genética”, explica a nutricionista.
O leite A2 não é isento de lactose. E pessoas com intolerância à lactose continuam precisando consumir leite sem lactose.
Foto: Fatsecret Brasil
Café com leite pode ser ingerido por crianças?
A bebida pode sim ser consumida, com moderação, por crianças, a partir de 5 anos, em pequenas quantidades (ex: uma xícara pequena de café bem diluído no leite).
Cuidados: O excesso de cafeína pode afetar o sono, o apetite e a absorção de cálcio em crianças. Por isso, é importante que o café seja bem diluído no leite e não substitua outras fontes de nutrientes.
Qual seria a proporção ideal de leite e café?
Uma proporção equilibrada e bem aceita nutricionalmente seria: 2 partes de leite para 1 parte de café. Exemplo: 150 ml de leite + 75 ml de café.
Essa proporção suaviza o sabor, reduz a acidez e garante um bom aporte de nutrientes, sem exagerar na cafeína, explica Ferreira.
Quantos ml por dia um adulto pode ingerir?
- Adulto saudável: 2 a 3 xícaras de 200 ml por dia na proporção sugerida. Isso mantém a ingestão de cafeína dentro do recomendado (aproximadamente até 300 mg por dia para adultos saudáveis). Mas é importante considerar o consumo total de cafeína no dia (de outras fontes como chás, chocolates e suplementos).
- Gestante ou lactantes: é importante reduzir ou até zerar o consumo de cafeína. Siga as orientações do seu médico ou nutricionista.
- Crianças e adolescentes devem consumir café com moderação, no máximo uma xícara por dia.
Dicas para tornar o café com leite mais saudável
- Leite de mais leve digestão: uma dica muito simples para tornar o café com leite mais saudável é escolher um leite que seja mais leve para a digestão e tenha melhor perfil nutricional. Hoje em dia, muitas pessoas têm dificuldade de digerir a lactose ou a caseína do leite de vaca. Por isso, trocar por bebidas vegetais sem aditivos, como leite de castanha, amêndoas ou coco, pode ser uma ótima opção, orienta a nutricionista Daniela Zuin.
- Evitar adoçantes artificiais e açúcares refinados: Se quiser adoçar, prefira pequenas quantidades de mel puro, tâmaras ou até canela, que além de aromatizar ajuda no controle glicêmico. “Sempre oriento os pacientes a observar como o café está sendo consumido: sem excesso de creme, xaropes ou chantilly, que aumentam muito as calorias e inflamação no corpo”, diz Zuin.
- Avaliar o café em si, priorizando grãos orgânicos e de boa qualidade: esse cuidado tem como objetivo reduzir a ingestão de pesticida, e evitar tomar em jejum para quem tem sensibilidade gástrica ou picos de ansiedade.
O café com leite pode ser bom para o pré-treino?
Dentro da nutrição funcional e integrativa, o café com leite pode até ser usado como pré-treino, mas Zuin faz algumas observações importantes:
“O café em si é excelente por conter cafeína, que melhora o foco, a disposição, a performance física e também estimula a queima de gordura durante o exercício. Mas quando falamos do leite de vaca, é importante lembrar que ele nem sempre é a melhor escolha para todos”.
Isso porque o leite de vaca contém lactose, que muitas pessoas não digerem bem, podendo causar gases, estufamento, desconforto abdominal e até alteração do trânsito intestinal. Além disso, ele contém caseína A1, uma proteína que pode aumentar processos inflamatórios no corpo, principalmente em pessoas que têm sensibilidade, permeabilidade intestinal ou doenças autoimunes.
Lepra, DST, loucura: por que alguns termos médicos caíram em desuso?
Para muita gente, a medicina se resume a exames, cirurgias e tratamentos. Mas ela também é feita de palavras, e a forma como são nomeadas as doenças influencia diretamente tanto o cuidado clínico quanto a maneira como a sociedade enxerga quem convive com essas condições.
Foto: Getty Images / Uol
Não por acaso, termos como “lepra”, “retardo mental” ou “loucura” foram sendo abandonados ao longo do tempo, substituídos por expressões mais técnicas, precisas e respeitosas. Essas mudanças não são meramente linguísticas: fazem parte de um campo essencial da medicina chamado nosologia —do grego nósos (doença) e logos (estudo), explica a dermatologista Camila Sampaio Ribeiro, médica pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, de Salvador.
“É a nosologia que organiza, classifica e dá nome às doenças”, continua a dermatologista. Graças a ela, profissionais de saúde, pesquisadores e sistemas de saúde ao redor do mundo conseguem falar a mesma língua, utilizando códigos padronizados como os da CID-11 (Classificação Internacional de Doenças – 11ª Revisão), organizada pela OMS (Organização Mundial da Saúde).
Por que as classificações mudam?
Os motivos que levam à substituição de termos médicos podem ser diversos, mas em geral envolvem três grandes fatores:
Avanços científicos: à medida que compreendemos melhor a origem e o funcionamento das doenças, certos nomes antigos se tornam imprecisos ou até equivocados. Foi o que ocorreu com o termo “retardo mental”, substituído por deficiência intelectual, uma expressão com critérios mais claros e foco nas limitações adaptativas.
Outro exemplo é a transição de “DST” para “IST” —infecção sexualmente transmissível. A mudança não é só de sigla: é de entendimento. A infectologista Sylvia Lemos Hinrichsen, professora da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), explica: “IST é mais preciso: nem toda infecção causa sintomas ou evolui para uma doença”.
Mudanças nos critérios diagnósticos: com o avanço das pesquisas, algumas condições que antes eram vistas como únicas passaram a ser divididas em subtipos, complementa a dermatologista Camila Ribeiro. É o caso do antigo “autismo”, que agora integra o TEA (transtorno do espectro autista), permitindo uma classificação mais abrangente, precisa e sensível às diferentes manifestações.
Sensibilidade social e combate ao estigma: certos termos carregam marcas históricas de exclusão, medo e preconceito. Substituí-los por nomes mais neutros e técnicos ajuda a promover respeito e dignidade. “É o caso de ‘lepra’, agora chamada de hanseníase, e de ‘transtorno de identidade de gênero’, que hoje nem é mais visto como patologia”, destaca Luiz Scocca, psiquiatra pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Ele acrescenta: “Só se fala em ‘disforia de gênero’ quando há sofrimento psíquico significativo associado, e mesmo assim, a abordagem é voltada para o acolhimento, não para a patologização.”
Scocca também menciona o clássico exemplo da “histeria”, termo que caiu em desuso por carregar preconceitos de gênero: “‘Histeria vem de ‘hystera’, útero em grego, e sugeria que era um transtorno exclusivo de mulheres. Hoje, falamos em ‘transtorno de conversão’ ou ‘transtorno dissociativo’, condições que também ocorrem em homens.”
Linguagem pode estigmatizar ou libertar
A linguagem médica afeta diretamente a vida das pessoas. Termos ofensivos, alarmistas ou mal escolhidos podem provocar medo, vergonha, exclusão social e até levar ao abandono de tratamentos, afirma a dermatologista Camila Ribeiro.
Por outro lado, nomes atualizados, respeitosos e bem contextualizados favorecem o acolhimento, ampliam o acesso ao cuidado e ajudam a reduzir o preconceito.
Um exemplo emblemático é o abandono de palavras como “aidético” ou “loucura”, expressões desumanizantes e marcadas pelo estigma. “Hoje falamos em ‘pessoa vivendo com HIV’,” explica a infectologista Sylvia Hinrichsen, “porque isso valoriza a dignidade humana, evita rótulos e reforça que o vírus não define a pessoa.”
No campo da saúde mental, a mudança de vocabulário também tem impacto profundo. O psiquiatra Luiz Scocca chama atenção para a carga social da palavra “psicopatia”: “Ela ganhou um rótulo de coisa sempre criminosa ou violenta, sinônimo de serial killer. Mas o que descrevemos, tecnicamente, é o transtorno de personalidade antissocial. O uso indiscriminado do termo causa medo e demonização desnecessária”.
Quando o nome de alguém vira problema
Além dos termos ofensivos ou ultrapassados, há um esforço crescente para abandonar epônimos (nomes de doenças baseados em pessoas), sobretudo quando essas figuras estão ligadas a contextos históricos negativos.
“Houve casos em que doenças deixaram de ter nomes de médicos ligados ao nazismo, por exemplo. Atualmente, opta-se por nomes como tireoidite autoimune em vez de doença de Hashimoto”, explica Natan Chehter, clínico geral, geriatra membro da SBGG (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia) e professor da Unicid (Universidade Cidade de São Paulo).
Até mesmo estruturas do corpo passaram por esse tipo de atualização. “Rótula virou patela, omoplata virou escápula”, comenta Chehter. “Essas mudanças vêm de acordos entre anatomistas. O desafio é que os novos nomes sejam absorvidos pelos profissionais de saúde e, com o tempo, também pela população.”
Foto: Opas/Joshua Cogan / Uol
Não se trata de “politicamente correto”
Como se vê, a lista de termos atualizados é extensa, e vai além do universo técnico. Palavras populares como “cobreiro” (em vez de herpes zoster) ou “barriga d’água” (para esquistossomose) revelam o quanto a educação em saúde ainda é um desafio. “Mas não é obrigação da população saber todos os nomes médicos. É papel do profissional comunicar com clareza e respeito”, ressalta o clínico geral Natan Chehter.
No fim das contas, as mudanças na linguagem médica têm a ver com empatia, precisão e dignidade em saúde. A seguir, veja alguns dos termos que foram (ou estão sendo) atualizados e os motivos por trás das mudanças:
Lepra > Hanseníase – O termo “lepra” carrega um histórico de estigma ligado a isolamento, medo e até punição divina. “Hanseníase”, nome técnico em homenagem ao descobridor da bactéria (Mycobacterium leprae), ajuda a reduzir o preconceito social e facilita a adesão ao tratamento.
DST (doença sexualmente transmissível) > IST (infecção sexualmente transmissível) – O novo termo é biologicamente mais preciso —nem toda infecção causa sintomas ou se torna uma “doença”. Além disso, evita associações automáticas com culpa, julgamento moral ou promiscuidade, incentivando o rastreio precoce.
Retardo mental > Deficiência intelectual – Atualização que substitui um termo historicamente pejorativo, com foco nas limitações adaptativas e sem conotação depreciativa.
Mongolismo > Síndrome de Down – “Mongolismo” é considerado ofensivo, reducionista e cientificamente incorreto. “Síndrome de Down” é o nome técnico apropriado, livre de estigmas racistas.
Transexualismo > Disforia de gênero – A nova terminologia representa a despatologização da experiência trans. A disforia só é considerada um transtorno quando há sofrimento psíquico associado —e, mesmo assim, o foco é o acolhimento, não a exclusão.
Autismo >TEA (Transtorno do Espectro Autista) – O termo atual contempla a diversidade de manifestações clínicas, níveis de suporte e graus de funcionalidade, com base em critérios mais atualizados e inclusivos.
Síndrome de Asperger >TEA (Nível 1 de suporte) – A antiga classificação foi incorporada ao espectro autista, com foco no funcionamento adaptativo, e não mais em categorias isoladas.
Loucura/Insânia > Transtornos mentais específicos – Expressões genéricas e estigmatizantes foram substituídas por diagnósticos técnicos, como depressão, transtorno bipolar ou esquizofrenia.
Psicose maníaco-depressiva > Transtorno bipolar – Termo anterior era confuso e ultrapassado. A nova denominação é mais precisa e cientificamente aceita.
Esquizofrenia > Proposta: transtorno de integração – Em debate em países como Japão e Coreia do Sul, a proposta visa reduzir o estigma associado à esquizofrenia e ampliar a compreensão da condição. Ainda não adotado oficialmente no Brasil.
Histeria > Transtorno de conversão/Transtornos somatoformes – “Histeria” é um termo sexista e ultrapassado, que associava sintomas a características femininas. A terminologia atual reconhece causas neurológicas e psicológicas mais amplas.
Hipocondria > Transtorno de ansiedade por doença – Nome atualizado que evita rótulos depreciativos e reforça o entendimento de que se trata de um transtorno de ansiedade, e não de fingimento ou exagero.
Alcoólatra > Alcoolista/Pessoa com transtorno por uso de álcool – Expressões menos pejorativas e mais humanizadas, que colocam o foco na condição, e não em uma identidade rotulada.
Impotência sexual > Disfunção erétil – A nova nomenclatura é técnica e neutra, evitando associações negativas à virilidade ou masculinidade.
Derrame > AVC (acidente vascular cerebral) – O termo técnico padronizado traz mais precisão ao descrever o tipo de evento cerebral (isquêmico ou hemorrágico), e é amplamente aceito na literatura médica.
Fonte: Viva Bem / Uol
Repatriar o corpo: entenda como funciona o processo em caso de morte no exterior
Procedimento exige documentação extensa, pode custar até R$ 200 mil e depende de regras sanitárias do país onde ocorreu a morte
Foto: Internet
A notícia da morte de Preta Gil, aos 50 anos, na noite de domingo, 20, nos Estados Unidos, trouxe à tona uma dúvida que acomete muitas famílias em momentos de luto longe de casa: como funciona o processo de repatriação de um corpo? A cantora, filha do músico Gilberto Gil, realizava um tratamento experimental contra o câncer no intestino, e, segundo nota publicada pela família, os trâmites para trazer o corpo de volta ao Brasil já foram iniciados.
Segundo a advogada internacionalista Paula Alexandrina Vale Medeiros, vice-presidente da Comissão de Relações Internacionais da OAB/GO, o primeiro passo a ser tomado pela família, assim que informada da morte, é reunir todos os documentos hospitalares e aqueles que atestem oficialmente o falecimento, além da documentação de identidade brasileira da pessoa. Com isso em mãos, é necessário dirigir-se pessoalmente ao Consulado do Brasil mais próximo e noticiar a morte do brasileiro.
Caso não estejam no país onde ocorreu o falecimento, a família pode autorizar alguém por escrito a realizar esse procedimento em nome deles. “É importante que o Itamaraty (Ministério das Relações Exteriores) seja sempre comunicado para prestar auxílio à família, facilitando todos os trâmites”.
Embora o procedimento seja padronizado pela legislação brasileira, pode haver variações. “Normalmente, não há diferenças de procedimento entre países. No entanto, exigências sanitárias podem diferir, dependendo do país onde houve o óbito”, explica a advogada.
Para casos ocorridos nos Estados Unidos, como é o de Preta Gil, é exigida uma série de documentos. “Registro de óbito preenchido (disponível no site GOV.br), juntamente com documento que possa identificar o brasileiro falecido, número de título de eleitor, inscrição no INSS, inscrição no PIS/PASEP, número de benefício previdenciário (caso seja beneficiária do INSS) ou carteira de trabalho, certidão local de óbito, certidão de cremação (se for o caso), passaporte válido. Observando-se que todos os documentos estrangeiros devem estar devidamente apostilados — autenticação internacional de documentos”.
O tempo para o corpo chegar ao Brasil é bastante variável. Conforme a especialista, não há um período pré-fixado, já que dependerá das causas da morte, distância entre os países, regulamentações legais e presença das documentações necessárias. “Geralmente, leva alguns dias, podendo chegar a semanas, a depender dos exames necessários no corpo”.
O custo também pode ser significativo, a depender do país onde tenha ocorrido a morte, e dos custos com embalsamamento do corpo. Com isso, podem variar aproximadamente de R$ 30 mil a R$ 200 mil.
Segundo Paula, a responsabilidade pelo pagamento é, quase sempre, da família: “Normalmente são custeados pela família do brasileiro falecido. Importante notar se havia seguro-viagem que cobriria as despesas com o traslado”.
Contudo, o governo brasileiro pode, em alguns casos, arcar com os custos. Recentemente, o presidente Lula assinou decreto que permite que o governo pague tais despesas, mediante a comprovação de incapacidade financeira da família, quando o falecimento ocorrer em circunstâncias que causem comoção pública, quando a pessoa falecida não possuir seguro-viagem que custeie os gastos e quando houver disponibilidade financeira do governo para arcar com as referidas despesas.
Se houver suspeita de crime ou causas desconhecidas, o processo pode se prolongar ainda mais. Nesses casos, o corpo poderá ter sua liberação retardada até que as investigações policiais ou científicas possam realizar eventuais perícias, sendo então liberado após, mediante a apresentação de documentos exigidos pela Lei, explica. Ela acrescenta que, em caso de doenças contagiosas, o transporte só é liberado após “quarentena” ou com uso de urna especial para o traslado.
Fonte: terra.com
Homem que usava cordão morre após ser puxado para dentro de máquina de ressonância magnética nos EUA
Segundo a polícia local, ele entrou sem autorização na sala onde exames são realizados.
Um homem que ficou gravemente ferido na última quarta-feira (16) após entrar em uma sala de ressonância magnética e ser puxado para dentro da máquina pelo seu colar morreu no dia seguinte. O caso aconteceu em Long Island, nos Estados Unidos.
Foto: Freepik / O Globo
A vítima de 61 anos usava uma “grande corrente metálica” no pescoço quando entrou na sala do Nassau Open MRI em Westbury, em Nova York, às 16h34 da quarta-feira, de acordo com o Departamento de Polícia do Condado de Nassau.
No entanto, ele não tinha autorização para entrar na sala. Ser puxado para dentro da máquina o fez ter um episódio clínico. Em seguida, ele foi levado para um hospital, onde morreu às 14h36 de quinta-feira (17).
A polícia do Condado de Nassau informou em um comunicado à imprensa na sexta-feira que a investigação sobre o episódio continuava. Um porta-voz do departamento afirmou que não havia outras informações disponíveis.
O Nassau Open MRI não respondeu a um pedido de comentário feito pelo The New York Times. A empresa oferece exames de ressonância magnética fechados e abertos, de acordo com seu site. Uma ressonância magnética aberta envolve um aparelho com laterais abertas, em vez de um tubo fechado.
Máquinas de ressonância magnética utilizam ímãs e correntes de radiofrequência para produzir imagens anatômicas detalhadas. A força magnética de uma máquina de ressonância magnética é forte o suficiente para arremessar uma cadeira de rodas através de uma sala, de acordo com o Instituto Nacional de Imagem Biomédica e Bioengenharia.
Os pacientes são aconselhados a remover joias e piercings antes de entrar em uma máquina de ressonância magnética, e pessoas com alguns implantes médicos, particularmente aqueles que contêm ferro, não devem se submeter a exames de ressonância magnética.
Lesões e mortes envolvendo aparelhos de ressonância magnética já ocorreram no passado. Em 2001, um menino de 6 anos morreu quando um tanque de oxigênio metálico foi puxado para dentro de um aparelho enquanto ele realizava um exame.
Um homem morreu na Índia em 2018 ao entrar em uma sala de ressonância magnética carregando um tanque de oxigênio. Em 2023, uma enfermeira na Califórnia foi esmagada e precisou de cirurgia após ficar presa entre um aparelho de ressonância magnética e uma cama de hospital que havia sido puxada em direção ao aparelho pela força magnética do aparelho.
Fonte: O Globo
Bahia registra o pior índice de alfabetização do país, aponta MEC
A Bahia ficou com o pior índice de alfabetização entre os estados brasileiros, segundo dados divulgados pelo Ministério da Educação (MEC), com base em levantamento feito pelo Inep. De acordo com o Indicador Criança Alfabetizada, apenas 36% dos estudantes do 2º ano do ensino fundamental na Bahia conseguem ler e escrever textos simples, índice abaixo da média nacional.
A meta estabelecida pelo governo federal para 2024 era de que ao menos 60% das crianças estivessem alfabetizadas até os 7 anos. No geral, o Brasil registrou avanço: o percentual nacional subiu de 56%, em 2023, para 59,2% em 2024, mas ainda aquém da meta.
Foto: Joá Souza/GovBa/BN
Entre os 11 estados que atingiram o objetivo estão Ceará (85,3%), Goiás (72,7%), Minas Gerais (72,1%) e Espírito Santo (71,7%). Já além da Bahia, outros estados com desempenho abaixo do esperado incluem Rio Grande do Sul, Amazonas, Paraná, Pará e Rondônia.
O ministro da Educação, Camilo Santana, destacou que esses estados com piores índices estão recebendo acompanhamento prioritário. No caso do Rio Grande do Sul, as enchentes de 2023 foram apontadas como um dos fatores que impactaram negativamente os resultados, o estado teve queda de 63,4% para 44,7%.
O levantamento envolveu cerca de 2 milhões de alunos em 42 mil escolas de 5.450 municípios. Roraima foi o único estado que não participou da avaliação, sob a justificativa de que 40% de suas escolas estão em áreas indígenas.
A meta do governo federal é que todos os estados brasileiros alcancem 80% de crianças alfabetizadas até 2030.
Fonte: Bahia Notícias
Enxaqueca: confira 10 perguntas e respostas para a condição
A enxaqueca crônica atinge duas em cada 100 pessoas em todo o mundo e seus sintomas afetam a vida pessoal, a produtividade no trabalho, o lazer e o bem-estar.
A enxaqueca crônica atinge duas em cada 100 pessoas em todo o mundo e seus sintomas afetam a vida pessoal, a produtividade no trabalho, o lazer e o bem-estar. A enxaqueca crônica é caracterizada por crises frequentes que se repetem por um período prolongado: são 15 dias ou mais de dor de cabeça por mês, durante mais de três meses.
Em pelo menos oito desses dias, os sintomas devem ter as características típicas da enxaqueca: dor latejante (geralmente afetando um lado da cabeça); náuseas e vômitos que acompanham a dor, e sensibilidade à luz e ao som.
A enxaqueca é uma condição hereditária que faz com que a pessoa desenvolva, ao longo da vida, crises com vários sintomas – entre eles, a dor de cabeça. A maioria das pessoas tem apenas alguns episódios de crise ao longo da vida, enquanto outras pessoas desenvolvem muitos episódios de crise e isso se torna uma doença.
“Embora a enxaqueca não mate, ela pode maltratar muito a vida da pessoa. Uma paciente me falou que enxaqueca não mata, mas faz te sofrer tanto até você querer que ela matasse. Alguns dados recentes demonstraram que a enxaqueca é a segunda maior causa de anos vividos por incapacidade na população mundial”, afirma o neurologista dos Hospital das Clínicas e coordenador do Comitê de Educação da Sociedade Internacional de Cefaleia, Marcio Nattan.
Quais são os sintomas mais comuns da enxaqueca?
Muitas pessoas reconhecem a enxaqueca pela dor de cabeça, mas esse não é o único sintoma, apesar de ser um marcador importante nas crises.
A dor de cabeça sem localização, intensidade e frequência específicas pode ser latejante e pulsátil (mais comum) ou por pressão; intensa, (durar horas e até dias) ou pode ser uma crise isolada. Pode doer na frente, na lateral, atrás da cabeça, atrás dos olhos, na cabeça inteira, dos dois lados ou só na têmpora.
Confira outros sintomas que podem acompanhar a dor de cabeça oriunda de enxaqueca:
- Dificuldade de concentração
- Irritabilidade
- Rigidez da musculatura do pescoço
- Náusea
- Enjoo
- Vômito
- Hipersensibilidade ao ambiente, que inclui: desconforto com a luz, com barulho, com o movimento e/ou com o cheiro
- Vontade súbita e intensa de comer doce
Foto: Blog Andreia Torres
O que causa enxaqueca?
A enxaqueca tem um importante fator genético, mas isso não é válido para 100% das pessoas, porque não se trata de uma doença monogênica (causada por mutações em um único gene). Ela é, na verdade, uma condição causada por um conjunto de genes que se expressam com a possibilidade de desenvolver crises.
“Existem fatores da vida de uma pessoa que podem contribuir para que ela tenha aumento de frequência das crises. Mas tudo isso acontece sobre uma base genética hereditária”, destaca Nattan.
Qual a diferença entre cefaleia e enxaqueca?
O termo cefaleia é usado para descrever o sintoma dor na cabeça. E existem muitas doenças que podem gerar dor na cabeça, como sinusite, covid, trombose na cabeça ou até mesmo um AVC ou um trauma.
Já a enxaqueca não é só a dor de cabeça. A cefaleia é um sintoma da enxaqueca, mas há vários outros, conforme mencionado anteriormente.
Por isso, a enxaqueca é uma condição que tem vários sintomas, entre eles a cefaleia.
A cefaleia de tensão é caracterizada por:
- Ser bilateral (dos dois lados)
- Ser sentida/percebida como pressão
- De intensidade fraca a moderada
- Pode durar de minutos a dias
- Não piora com atividade física rotineira (caminhar, falar, etc).
- Tende a melhorar com analgésicos comuns
- O local pode variar
Já a enxaqueca é caracterizada por:
- Ser unilateral (mais comum, em torno de 60 a 70%)
- Ser percebida como pulsátil ou latejante
- De intensidade moderada a forte
- Pode durar de quatro a 72 horas
- Piora com atividade física rotineira (caminhar, falar, etc).
- Atrelada a fotofobia (sensibilidade à luz) e fonofobia (sensibilidade a barulhos)
- Pode ser associada a náusea ou vômito
- Pode ser associada a aura, uma distorção que pode ser visual ou sensitiva
Entenda os diferentes tipos de aura:
- Visual: alteração percepção da visão normal, que afeta cerca de 20% das pessoas que têm enxaqueca. Pode ser um borrão, linhas, zigue zagues, estrelas ou uma mancha, por exemplo
- Sensitiva: pode se manifestar, por exemplo, com um formigamento de um lado do corpo
OBS: A aura também pode ter sintomas parecidos com o AVC. Porém, na aura, o sintoma da visão é progressivo e dura entre 5 e 60 minutos, enquanto no AVC acontece de uma vez e dura por horas ou dias.
“A aura às vezes se torna uma coisa dramática. A pessoa não consegue dirigir, ler, nem fazer várias funções porque a visão fica muito prejudicada. Mas isso não é uma coisa contínua, é progressiva”, explica Nattan.
A enxaqueca tem cura?
Por ser uma condição genética e crônica, a enxaqueca não tem cura definitiva, mas pode entrar em remissão em alguns pacientes com tratamento adequado.
“A cura da enxaqueca não é uma coisa que a gente pode chamar de realista.
Mas é muito importante entender que ter uma crise esporádica é diferente
de que tem a doença enxaqueca com muitas crises frequentes e intensas,
que impactam muito a qualidade de vida da pessoa”, destaca Nattan.
Foto: Shutterstock/g1
Quais os tipos de enxaqueca?
As classificações para a enxaqueca ajudam a definir o tratamento, mas a doença é a mesma. Essas classificações têm relação com ter ou não aura e com a frequência, por exemplo.
- Enxaqueca crônica: quando as crises acontecem mais de 15 dias por mês por mais de 3 meses.
- Enxaqueca com aura: acompanhada de uma distorção que pode ser visual ou sensitiva, conforme citada anteriormente
- Enxaqueca vestibular: quando além dos fenômenos da enxaqueca já mencionados, também surgem fenômenos de vertigem e tontura rotatória.
- Enxaqueca hemiplégica (extremamente raro): a pessoa tem paralisia de um lado do corpo e perda força de um lado do corpo no fenômeno da aura.
Como é feito o diagnóstico da enxaqueca?
O diagnóstico da enxaqueca é clínico. Ou seja, é feito a partir da história que o médico colhe com o paciente e do exame físico. Isso porque o cérebro da pessoa que tem enxaqueca é normal estruturalmente. Não tem uma lesão que justifique a enxaqueca, porque ela tem origem genética. Alguns neurônios funcionam de uma forma alterada durante um período de crise e depois voltam a funcionar de forma normal.
Os exames de imagem como tomografia e ressonância magnética não apresentam alterações específicas na enxaqueca, pois não há lesão estrutural.
“Geralmente, quando o médico pede um exame por conta de suspeita de enxaqueca é porque ele está na dúvida se é enxaqueca ou se é uma outra coisa, como um tumor, uma lesão inflamatória ou infecção”, explica Nattan.
Quais são os tratamentos disponíveis?
Como a intensidade e frequência da enxaqueca variam muito de pessoa para pessoa, nem todo mundo precisa de tratamento preventivo contínuo. Mas quando esse tratamento é necessário, ele pode ser feito tanto com medicamentos de outras áreas da medicina que tiveram comprovação do seu efeito no tratamento da enxaqueca, quanto com medicamentos específicos, desenvolvidos para tratar enxaqueca.
Os medicamentos podem ser divididos em três grandes grupos:
- anti-hipertensivos
- antidepressivos,
- anticonvulsivantes.
Também há tratamentos com a toxina botulínica, a mesma usada para fins estéticos e outros fins terapêuticos.
Além do tratamento preventivo que visa diminuir o número e a intensidade das crises, também existe o tratamento agudo, para controla a dor que já se instalou.
No tratamento agudo, podem ser usados medicamentos como analgésicos comuns, anti-inflamatórios e medicamentos específicos para enxaqueca, como as triptanas.
Além dessas opções encontradas no Brasil, existem outros medicamentos – tanto preventivos quanto de crise – que são específicos para enxaqueca e já estão disponíveis em outros locais:
- Preventivos: Rimegepant, Atogepant, Eptinezumabe e Erenumabe.
- Tratamento de crise: Ubrogepant, Zavegepant e Rimegepant.
“Uma pessoa que tem crise muito de vez em quando, menos de uma vez por mês, não tem necessidade de um tratamento específico, contínuo e medicamentoso. Já a pessoa que tem 8, 12, 15 ou mais dias de dor por mês definitivamente precisa de um tratamento medicamentoso em conjunto com todas as outras medidas para a melhora da qualidade de vida”, explica Nattan.
O primeiro tratamento preventivo específico para enxaqueca crônica e intensa – usado de forma contínua para diminuir a frequência e intensidade das crises e assim melhorar a qualidade de vida – é feito à base de anticorpos monoclonais anti-CGRP (peptídeo relacionado ao gene da calcitonina).
São medicamentos desenvolvidos a partir do entendimento do processo biológico da enxaqueca no cérebro e no sistema nervoso periférico. Dois deles estão disponíveis no Brasil: Fremanezumabe e Galcanezumabe (que são medicamentos de alto custo). E outros dois estão disponíveis apenas em outros países: eptinezumabe e erenumabe.
E os gepants (atogepant e rimegepant) são uma nova classe de medicamentos usados no tratamento da enxaqueca, com foco em bloquear a ação do CGRP, mas diferente dos anticorpos monoclonais.
Especialistas sugerem um terceiro elemento do tratamento, que é o estilo de vida do paciente. E isso consiste em combinar exercícios aeróbicos (como natação, caminhada ou corrida) com exercícios de força e seguir os seguintes cuidados:
- Cuidar a higiene do sono
- Evitar temperaturas extremas durante a prática de atividade física
- Hidratar-se adequadamente
- Não pular refeições
- Moderar o consumo de café para uma xícara ao dia
- Não ultrapassar limites (cada pessoa deve identificar os limites de tempo e intensidade após os quais seus sintomas aparecem, para não ultrapassá-los).
Alimentos podem desencadear enxaqueca?
Segundo Nattan, embora os estudos com a melhor metodologia falharam em demonstrar que algum tipo de alimento seja efetivamente gatilho para crise, hoje a melhor explicação para isso é a seguinte:
Quando a crise de enxaqueca começa, horas antes e às vezes até dias antes, a pessoa já pode ter outros sintomas, como dificuldade de concentração, irritabilidade e até uma ‘fissura alimentar’ (vontade intensa de comer doce).
“Mas não é que a crise foi causada por chocolate. É que na verdade, o chocolate já era um sintoma que fez a pessoa procurar o chocolate nessa fase inicial da crise e ela já iria desenvolver a dor de cabeça, independente de comer chocolate”, explica o neurologista.
Mas embora os alimentos não sejam gatilhos, é muito importante as pessoas terem uma dieta balanceada, com menos produtos industrializados, uma dieta colorida e rica em nutrientes.
A enxaqueca é perigosa?
Embora não seja fatal, a enxaqueca pode impactar gravemente a qualidade de vida. Casos crônicos mal controlados podem levar a distúrbios de humor, insônia e uso excessivo de medicamentos, o que piora o quadro.
Fonte: g1.globo
Paraná Pesquisas: 67% dos brasileiros não acreditam que picanha e cerveja ficarão mais acessíveis até fim do governo Lula
A maioria da população brasileira não acredita que até o fim do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será possível incluir com mais facilidade itens como picanha e cerveja nas compras do mês. É o que mostra levantamento divulgado nesta segunda-feira (30) pelo instituto Paraná Pesquisas.
Foto: Claudio Kbene/ PR
Segundo os dados, 67,1% dos entrevistados afirmaram não acreditar que a dupla — que foi símbolo de campanha de Lula em 2022 — se tornará mais acessível economicamente até o término do atual mandato presidencial. Por outro lado, 26,3% disseram confiar em uma melhora nas condições econômicas. Outros 6,6% não souberam ou preferiram não responder.
Foto: BN Notícias
Apesar da maioria ainda demonstrar pessimismo, o índice representa uma leve melhora em relação à pesquisa anterior, realizada em abril. Naquela ocasião, 68,4% dos entrevistados se mostravam descrentes quanto à melhora, enquanto 25,7% demonstravam otimismo. Os que não souberam ou não opinaram eram 5,9%.
A Paraná Pesquisas também indica que a percepção de grande parte dos brasileiros é de que o preço da picanha está mais alto no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em comparação com o período do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Conforme os dados, 50% dos entrevistados disseram que o preço está mais alto — sendo 33,2% que o consideram “muito mais alto” e 16,8% que o veem “um pouco mais alto”. Outros 21,7% avaliam que os preços permanecem iguais.
Já 17,9% afirmam que a picanha está mais barata atualmente — divididos entre 14,1% que acham “um pouco mais baixa” e 3,8% que apontam como “muito mais baixa”. O percentual de entrevistados que não souberam ou não lembram é de 10,5%.
Foto: BN Notícias
A pesquisa ouviu 2.020 pessoas entre os dias 18 e 22 de junho, em todos os estados e no Distrito Federal. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
Fonte: BN Notícias
Caso Juliana Marins: especialistas listam possíveis erros antes e depois do acidente em vulcão na Indonésia
Montanhista caiu de um penhasco e foi encontrada morta três dias depois. Especialistas apontam falhas na condução, ausência de equipamentos obrigatórios e demora no resgate como fatores críticos; socorristas se defenderam em post.
A morte da brasileira Juliana Marins, de 26 anos, após cair de um penhasco no Monte Rinjani, na Indonésia, provocou comoção e levantou dúvidas sobre as condições de segurança em trilhas internacionais de alto risco.
Juliana desapareceu no sábado (21), após se separar do grupo de cinco turistas que subia a trilha junto. Seu corpo só foi localizado na terça-feira (24), a mais de 600 metros abaixo da trilha.
Especialistas em montanhismo, guias experientes e turistas que já estiveram no local apontam falhas graves que podem ter contribuído para a tragédia.
A Agência Nacional de Busca e Resgate da Indonésia (Basarnas) se defendeu de críticas ao resgate: “Fazer trilha até o Monte Rinjani é um esporte de turismo extremo. Tenha respeito e conheça seus limites. Quando acontecer um acidente, não culpe os socorristas sem entender o que eles passam.”
Foto: Skyseeker/Flickr/Creative Commons/G1
Falta de exigência de equipamentos de segurança
Segundo pessoas que já fizeram a trilha do Monte Rinjani, o local não exige que os turistas levem itens básicos de segurança e proteção, como cobertor térmico, casaco ou luvas.
A triatleta, bióloga e escaladora Isabel Leone, que esteve no Monte Rinjani há dez anos, lembrou que no Brasil, provas em montanhas exigem esse tipo de equipamento.
“Não tem obrigação de equipamentos de emergência. Hoje você faz qualquer prova aqui em Itatiaia, você tem que
levar cobertor, casaco, luva, gorro. Lá (na Indonésia) não, eles não exigem nada”, comentou Leone
Abandono na trilha
Pessoas que estiveram junto a Juliana na trilha contam que ela se sentiu cansada no segundo dia de subida e pediu para descansar.
Contudo, o guia seguiu com os demais e só retornou minutos depois, segundo informações da família da brasileira. Ao Fantástico, o guia Ali Musthofa, de 20 anos, disse que ficou apenas três minutos à frente de Juliana e voltou para procurá-la ao estranhar a demora da brasileira.
Especialistas alertam que em trilhas de alto risco, o grupo deve andar junto o tempo todo, sob supervisão visual direta do guia.
“A atitude do guia de se separar de um ou outro participante está incorreta. Se começaram em grupo, precisam terminar em grupo. Todos precisam manter contato visual e orientação pela pessoa mais experiente do grupo, que no caso era o guia”, explicou a montanhista Aretha Duarte.
Silvio Neto, presidente da Associação Brasileira de Guias de Montanha e montanhista há mais de 25 anos, reforçou a necessidade de acompanhamento constante.
“O ideal é que ela não fique sozinha, sempre amparada. (…) O ideal é sempre manter o grupo junto. Mas a gente
sabe que grupos mesmo pequenos são heterogêneos”, comentou Silvio.
Para montanhistas como Aretha Duarte, permitir que a trilheira ficasse sozinha foi uma falha grave. Mesmo com ritmos diferentes, cabe ao guia adaptar a caminhada ao mais lento e garantir a segurança de todos.
“Se não é possível todo mundo manter o ritmo mais forte, todos precisam
seguir o ritmo do mais lento para seguirem juntos e em segurança”, completou Duarte
Falta de preparo de guias
Relatos de quem já esteve lá apontam que muitos guias andam descalços, sem proteção térmica adequada, levando pouca água e comida. Essas informações levantam suspeita sobre a qualidade da formação dos guias locais. Segundo especialistas, isso mostra um despreparo estrutural da atividade turística na região.
“A precariedade dos guias lá é grande. Vários andando descalço. (…)
Levando peso absurdo, pouca água, pouca comida”, disse Leone.
Foto: Reprodução redes sociais/G1
Terreno instável e clima extremo
O Monte Rinjani, com 3.721 metros de altitude, é conhecido por seus riscos. Desde 2020, o Parque Nacional do Monte Rinjani registrou 190 acidentes, com 9 mortos e 180 feridos, incluindo 44 estrangeiros.
A trilha para chegar ao topo da montanha passa por áreas íngremes com areia solta, pedras grandes e encostas perigosas. O clima muda rapidamente, com frio intenso, chuvas repentinas e baixa visibilidade.
“É muita chuva, frio intenso e condições bem traumáticas. O clima mudava muito rápido. Chovia, barraca arrastava. Ele cobra bastante de você”, contou Claudio Carneiro, cinegrafista que esteve no Monte Rinjani, para a gravação do Programa Planeta Extremo.
“Senti muito frio, meus dedos quase congelados, duros, e eu comecei a passar mal,
aquela poeira, tinha que botar uma canga no nariz. E eu falei que não vou, não quero mais.
Vou sentar aqui”, completou Isabel Leone.
Ao lembrar da sua experiência no local, Leone avaliou que ela poderia ter tido o mesmo destino de Juliana.
“É um lugar lindo, incrível, por isso atrai tanta gente. Só que esse passeio atrai gente sem experiência, como eu na época. Hoje eu vejo o risco que eu passei. Olho a história dela, me comoveu bastante e vejo o risco que eu passei”, disse.
Resgate lento e desorganizado
Embora um drone tenha localizado Juliana ainda no sábado, ela só foi alcançada por socorristas três dias depois. Especialistas apontam que o tempo perdido pode ter sido crucial para sua sobrevivência.
“O tempo realmente pode fazer a diferença entre a vida e a morte. Se a equipe não
tem condição de fazer o resgate imediato, é necessário acionar as autoridades locais,
bombeiros, embaixada, seguro de viagem”, comentou Aretha Duarte.
Juliana chegou a ficar mais de 24 horas desaparecida no desfiladeiro. As buscas só foram concluídas no 4º dia de operação.
Segundo relatos, um dos principais problemas enfrentados pelas equipes de resgate no primeiro dia de busca foi a falta de cordas com comprimento suficiente para alcançar o local onde ela estava.
Nesse momento, Juliana estava a cerca de 300 metros da trilha e a corda que a equipe levou para o local tinha metade desse tamanho.
A falha de planejamento se agrava por conta da distância entre o ponto do resgate e a base da montanha, que era percorrida em cerca de 6 horas.
Foto: Reprodução TV Globo/G1
Informações desencontradas
Outro problema grave foi a confusão na divulgação de informações, o que deixava os familiares de Juliana mais desesperados.
Inicialmente, foi divulgado que Juliana havia recebido água e comida, mas a família e o embaixador brasileiro desmentiram a informação no dia seguinte. A comunicação foi considerada confusa e pouco transparente por todos que acompanhavam à distância.
Uso tardio e limitado de tecnologia
Drones foram usados, inclusive com câmera térmica, mas a operação não conseguiu localizá-la com precisão a tempo.
Muitas pessoas no Brasil questionaram nas redes sociais a falta de efetividade no uso da tecnologia. A situação levanta dúvidas sobre o preparo técnico das equipes locais de resgate.
Responsabilidade da agência contratada
Especialistas lembram que a empresa contratada por Juliana tinha responsabilidade civil sobre o acidente e deveria ter tomado providências rápidas, inclusive com suporte emergencial e acionamento de autoridades.
“Existe uma responsabilidade civil inerente à atividade. Era importante
que a agência tivesse a responsabilidade pelas demandas referentes ao acidente,
imediatamente, o quanto antes”, analisou Aretha.
“Ela contratou uma agência e um guia, ela estava com certeza considerando receber orientações e uma rede de apoio de pessoas experimentadas, suficientemente certificadas para que pudessem ofertar segurança”, comentou a montanhista profissional.
Foto: Reprodução TV Globo/G1
Obstáculos diplomáticos e logísticos
O pai de Juliana tentou viajar à Indonésia para acompanhar as buscas, mas enfrentou atrasos devido ao fechamento do espaço aéreo no Catar, por conta do conflito entre Israel, EUA e Irã.
O governo brasileiro prestou apoio, mas a distância dificultou a articulação rápida das ações para acelerar o resgate.
Fonte: G1
O que é AVC? Entenda os sinais e por que o socorro imediato é essencial
Acidente vascular cerebral (AVC)
O Acidente Vascular Cerebral (AVC), popularmente conhecido como derrame, é uma das principais causas de morte e incapacidade no Brasil e no mundo. Apesar de ser mais comum em pessoas acima dos 60 anos, pode afetar indivíduos de qualquer idade, especialmente aqueles com fatores de risco como hipertensão, diabetes, colesterol alto, sedentarismo e tabagismo. O AVC ocorre quando o fluxo de sangue é interrompido ou quando há um rompimento de vasos no cérebro, o que provoca a morte de células cerebrais em minutos.
Há dois tipos principais de AVC: o isquêmico, responsável por cerca de 85% dos casos, é causado pela obstrução de uma artéria cerebral; já o hemorrágico ocorre quando um vaso se rompe e provoca sangramento no cérebro. Em ambas as situações, o tempo de resposta é fundamental para reduzir os danos neurológicos e aumentar as chances de recuperação sem sequelas.
Foto: caminhosposavc.com.br
Os sintomas costumam surgir de forma súbita e podem incluir fraqueza ou dormência em um lado do corpo, paralisia facial — geralmente com a boca torta —, dificuldade para falar ou entender a fala, perda de visão em um ou ambos os olhos, tontura, desequilíbrio, dor de cabeça intensa e confusão mental. Esses sinais não devem ser ignorados. O atendimento médico imediato é essencial. Ao suspeitar de um AVC, a orientação é ligar para o SAMU (192) ou procurar o pronto-socorro mais próximo sem hesitar.
Um método prático para identificar o AVC é o teste SAM, que envolve três passos: pedir para a pessoa sorrir (um lado do rosto pode estar paralisado), levantar os braços (um deles pode não subir) e repetir uma frase simples (a fala pode estar embolada). Qualquer alteração nesses testes já é motivo para acionar o socorro.
Além do atendimento rápido, a melhor forma de enfrentar o AVC é a prevenção. Manter a pressão arterial sob controle, adotar uma alimentação equilibrada, praticar atividades físicas, evitar o cigarro e o consumo excessivo de álcool, além de fazer acompanhamento médico regular, são atitudes que reduzem consideravelmente o risco. Falar sobre o tema e divulgar os sinais de alerta é uma forma de salvar vidas — talvez até a sua.
Foto: clinicaimr.com
Fatores de risco:
– hipertensão;
– diabetes;
– tabagismo;
– consumo freqüente de álcool e drogas;
– estresse;
– colesterol elevado;
– doenças cardiovasculares, sobretudo as que produzem arritmias;
– sedentarismo;
– doenças do sangue.
Existem fatores que podem facilitar o desencadeamento de um Acidente Vascular Cerebral e que são inerentes à vida humana, como o envelhecimento. Características genéticas, como pertencer a raça negra, e história familiar de doenças cardiovasculares também aumentam a chance de AVC. Esses indivíduos, portanto, devem ter mais atenção e fazer avaliações médicas mais frequentes.
Reabilitação:
Parte importante do tratamento, o processo de reabilitação muitas vezes começa no próprio hospital, a fim de que o paciente se adeque mais facilmente a sua nova situação e restabeleça sua mobilidade, habilidades funcionais e independência física e psíquica. Esse processo ocorre quando a pressão arterial, o pulso e a respiração estabilizam, muitas vezes um ou dois dias após o episódio de Acidente Vascular Cerebral e é conduzido por equipe multiprofissional, formada por neurologistas, enfermeiros, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais.
O processo de reaprendizagem exige paciência e obstinação do paciente e, também, do seu cuidador, que tem uma função extremamente importante durante toda a reabilitação. Outro aspecto de considerável importância é a reintrodução do indivíduo no convívio social, seja por meio de leves passeios, compras em lojas ou quaisquer atividades comuns à sua rotina normal.
Fonte: jerbersonjosue.blogspot e bvsms.saude
Mulher aciona Justiça após virar alvo de chacota no trabalho por pedir licença-maternidade para cuidar de bebê reborn
Funcionária pede indenização por danos morais de R$ 10 mil, por considerar que teve maternidade deslegitimada e foi alvo de exposição vexatória.
Uma mulher entrou com uma ação judicial contra a empresa em que trabalha, em Salvador, após sofrer chacotas por pedir licença-maternidade para cuidar de um bebê reborn. A ação foi protocolada no Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-BA) na terça-feira (27), e tem como objetivo pedir uma indenização de R$ 10 mil por danos morais.
Foto: TV Globo
A defesa da funcionária informou que o principal ponto da ação não é a concessão de licença-maternidade, mas sim os constrangimentos que a mulher tem sofrido no ambiente de trabalho. Após a divulgação do processo, os advogados da defesa receberam diversas críticas e decidiram retirar a ação na quinta-feira (29).
Segundo o documento, a mulher trabalha desde 2020 como recepcionista de uma empresa localizada no centro de Salvador. Ela solicitou a licença-maternidade de 120 dias, além do recebimento do salário-família, para poder cuidar do boneco hiper-realista, que considera como filha.
A empresa negou o pedido sob os argumentos de que a funcionária não é “mãe de verdade”. A mulher também teria sido constrangida diante de colegas, pois um superior informou que ela “precisava de psiquiatra, não de benefício”.
Na ação, a defesa da funcionária argumentou sobre as ofensas que a mulher sofreu na empresa. Segundo os advogados, a maternidade vai além da biologia e os cuidados com a bebê reborn requerem o “mesmo investimento psíquico e [o] mesmo comprometimento afetivo que toda maternidade envolve”.
Foto: Monickie Urbanjos
Mulher exige pagamento de indenização no valor de R$ 10 mil
A funcionária exigiu uma indenização por danos morais no valor de R$ 10 mil, afirmando ter sofrido um “abalo psíquico profundo” após ter a maternidade deslegitimada. Além disso, ela exige a indenização por considerar que foi exposta ao ridículo e privada de direitos. O argumento apresentado pela defesa da funcionária é de que, ao submetê-la à exposição vexatória, a empresa rompeu a relação de boa-fé entre patrão e funcionário.
Ainda conforme a ação trabalhista, a mulher pede também a rescisão indireta de seu contrato com a empresa. Com isso, ela teria acesso à liberação do FGTS, da multa de 40% e das guias para habilitação no seguro desemprego.
Veja a lista de pedidos feitos pela funcionária ⬇️
- Pagamento das verbas rescisórias devidas na modalidade de rescisão indireta: aviso prévio indenizado; saldo de salário; férias vencidas e proporcionais + 1/3; 13º salário proporcional; liberação do FGTS + 40%; entrega das guias para o seguro-desemprego.
- Pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 10.000,00.
- Condenação da empresa ao pagamento do salário-família retroativo desde a data do requerimento administrativo.
- Concessão dos benefícios da justiça gratuita.
Fonte:G1 Bahia











