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Dengue: quais são os sintomas, quando é hora de buscar um hospital e outras 6 dúvidas sobre a doença
O Brasil registrou uma explosão no número de casos de dengue nas duas primeiras semanas deste ano, com 55.859 casos prováveis da doença e seis mortes devido a complicações causadas por ela.
Esse número é mais do que o dobro do registrado no mesmo período de 2023, quando foram contabilizados 26.801 casos prováveis da doença e 17 óbitos. Os números são do Ministério da Saúde.
Para evitar essa situação é preciso ficar atento aos sintomas e complicações que podem evoluir para a forma hemorrágica da doença.
Entenda em sete tópicos como identificar se uma pessoa está com dengue e quando a doença requer atenção redobrada.
1. O que é dengue?
O vírus da dengue é transmitido pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti e possui quatro sorotipos diferentes – DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4.
Quando alguém é infectado por um deles, adquire imunidade contra aquele tipo específico, mas ainda fica suscetível aos demais. Por isso, uma pessoa pode pegar a doença mais de uma vez.
Os sorotipos, segundo os especialistas ouvidos pela BBC News Brasil, não influenciam na gravidade da doença.
2. Quais os principais sintomas e quando procurar um hospital?
A infecção por dengue pode ser assintomática ou apresentar quadro leve com sintomas como febre alta (acima de 38°C), dor de cabeça, dores no corpo e nas articulações, fraqueza, dor atrás dos olhos e manchas vermelhas na pele.
Quando os sintomas são leves, normalmente os médicos recomendam que o tratamento seja feito em casa.
“É indicado que o paciente sem sinais de alarme, como dizemos, seja encaminhado para tratamento domiciliar que consiste em muita hidratação e em caso de febre e dores, ele pode tomar antitérmicos, como dipirona e paracetamol”, explica Carla Kobayashi, infectologista do Hospital Sírio-Libanês.
Caso os sintomas não melhorem em até sete dias, é indicado que o paciente volte a procurar atendimento médico para ser reavaliado.
3. Quando a doença preocupa?
Além dos sintomas leves, há também os “sinais de alarme” assim chamados pelos médicos, por sinalizarem que aquele paciente pode ter complicações pela doença.
Esses sinais incluem dor abdominal intensa e contínua, náuseas, vômitos persistentes, sangramento de mucosas e hipotensão postural (tontura ao levantar). Nesses casos é necessária a internação do paciente.
Ao contrário do que muita gente pensa, esses sinais não costumam surgir no início da infecção. Eles aparecem na chamada fase crítica da doença – entre o quinto e sétimo dia após o início dos primeiros sintomas.
Mesmo o paciente diagnosticado com a doença em sua forma leve, a chamada dengue clássica, ele pode evoluir para a grave, também conhecida como hemorrágica.
“O que determina se um paciente vai apresentar a forma grave da doença ou não é a resposta imunológica dele ao vírus e se ele tem comorbidades, como cardiopatias e problemas renais, por exemplo”, explica Kobayashi.
“Se no momento da infecção, ele estava fazendo uso de medicamentos anticoagulantes, isso pode ser um agravante também”, acrescenta.
4. O que é dengue hemorrágica?
Quando a infecção começa a destruir plaquetas responsáveis pela coagulação, o paciente passa a ter sangramentos, o que caracteriza que a dengue clássica evoluiu para a hemorrágica.
Esses sangramentos normalmente são na gengiva, ou através do vômito, urina ou fezes.
“As plaquetas ficam baixas causando fragilidade dos pequenos vasos sanguíneos, que causa esses sangramentos”, diz João Prats, infectologista do hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo.
“Nesses casos é necessário correr para o hospital”, alerta.
A dengue hemorrágica pode acontecer na primeira vez que a pessoa contraiu o vírus ou em casos de reinfecção. Segundo os profissionais, não há uma regra para isso.
5. Qual o tratamento para a dengue?
Não há um medicamento específico para o tratamento da dengue.
Recomenda-se muita hidratação, com água e soros orais, que podem ser comprados em farmácias.
Esses soros, além do líquido, repõem sais minerais do organismo.
“Manter o corpo hidratado ajuda a compensar a perda de líquidos devido à febre e aos vômitos e ajuda na prevenção de complicações mais graves”, diz o infectologista Silvio Bertini, do Hospital Japonês Santa Cruz, de São Paulo.
Para aliviar os sintomas como dores e febres, pode-se tomar antitérmicos, como dipirona e paracetamol. Mas é importante lembrar que o uso de medicamentos deve ser feito com orientação de um médico.
Já anti-inflamatórios como diclofenaco e ibuprofeno, AAS e aspirina, devem ser evitados, segundo os especialistas. Esses medicamentos aumentam o risco de sangramento por provocarem irritação no estômago.
6. O que é a vacina contra a dengue e quem pode tomar?
A vacina contra a dengue conhecida como Qdenga foi incorporada no Programa Nacional de Imunizações (PNI) pelo Ministério da Saúde, e a previsão é de que comece a ser oferecida a partir de fevereiro de forma gratuita.
As doses poderão ser tomadas por pessoas de quatro a 60 anos — não há estudos para avaliar a eficácia e a segurança da vacina fora dessa faixa etária.
Pode receber o imunizante quem já teve dengue e também quem nunca foi infectado.
Gestantes, lactantes e pessoas com alergia a algum dos componentes presentes no imunizante, quem tem o sistema imunológico comprometido ou alguma condição imunossupressora não podem ser vacinadas.
“As vacinas serão destinadas a regiões de saúde com municípios de grande porte com alta transmissão nos últimos dez anos e população residente igual ou maior a 100 mil habitantes, levando também em conta altas taxas nos últimos meses”, afirmou o Ministério da Saúde, em nota.
“O público-alvo, em 2024, serão crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, faixa etária que concentra o maior número de hospitalização por dengue. O esquema vacinal é composto por duas doses com intervalo de três meses entre elas”, acrescentou a pasta.
A lista dos municípios que receberão o imunizante e a estratégia de vacinação serão informadas pelo Ministério da Saúde nos próximos dias, segundo a pasta.
7. Como prevenir a doença?
A vacina é uma das maneiras mais eficazes de previr a infecção pela doença, mas como as doses não são suficientes para toda a população e não são todos os grupos que poderão tomar o imunizante, resta a prevenção.

80% dos focos do mosquito estão dentro das residências em locais como caixa d’água, vaso de planta, piscina e até bebedouros de animais — Foto: MARCIO VIEIRA/GOVERNO DO TOCANTINS via BBC
Para isso, deve-se reduzir a infestação de mosquitos por meio da eliminação de criadouros. Evitar água parada e manter reservatórios e qualquer local que possa acumular água cobertos com telas ou tampas.
Além disso, há maneiras de proteção individual como usar repelente.
Fonte: G1
Dia de resultado: veja como consultar sua nota do Enem 2023
Será divulgado nesta terça-feira (16) as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2023. Com o resultado, os estudantes podem se preparar a inscrição no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que começa no dia 22 de janeiro.

Os estudantes podem se preparar a inscrição no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que começa no dia 22 de janeiro. Foto: Érico Andrade/g1
É possível também concorrer a vagas em instituições privadas pelo Programa Universidade Para Todos (ProUni).
O resultado pode ser acessado pela “Página do Participante” com o login único da plataforma gov.br.
Este ano, o Sisu inaugura a modalidade de seleção em etapa única, diferente das edições anteriores. Serão ofertadas mais de 264 mil vagas em instituições públicas de educação superior em todo o Brasil.
Na Bahia, as universidades públicas vinculadas ofertarão juntas 23.887 vagas na próxima seleção.
Como acessar o resultado
As informações sobre o Sisu são obtidas no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. É necessário preencher os campos com a senha cadastrada na inscrição e o CPF.
Caso o candidato não lembre a senha cadastrada, é possível recuperá-la: basta visitar a página acesso.gov.br, digitar o CPF e clicar em “avançar”. Em seguida, é necessário escolher a opção “esqueci minha senha”, selecionar uma das formas de recuperação, preencher os campos solicitados e gerar uma nova senha.
As notas do Enem são divididas em cinco competências: Linguagens, Ciências Humanas, Ciências da Natureza, Matemática e Redação.
Bradesco tem erros no saldo da conta no app, e clientes reclamam nas redes sociais
Clientes do Bradesco foram às redes sociais reclamar que seu saldo do banco foi zerado ou negativado, por uma falha do aplicativo.
O site Downdetector, que acusa problemas em canais digitais, mostra notificações recentes relacionados ao app do Bradesco na manhã desta segunda-feira (27).
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Problemas com o app do Bradesco: clientes reclamam de saldo zerado ou negativado na manhã desta segunda-feira (27) — Foto: Reprodução
Procurado, o Bradesco afirma que o processamento noturno do banco não atualizou corretamente o saldo da conta corrente de um grupo reduzido de clientes e que a situação deve ser regularizada em breve.
Achou o fim de semana um forno? Veja até quando vai a onda de calor
O fim de semana foi de calor intenso e a semana não vai ter trégua. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) é de que as altas temperaturas sigam ao longo da semana com pontos do país com temperaturas acima dos 40°C.
👉O forno em que estamos é resultado de uma onda de calor. O fenômeno é comum nessa época do ano, com a aproximação do verão, mas é intensificada pelo calor intenso que já vinha sendo registrado por causa do El Niño — fenômeno que aquece as águas dos oceanos.
Com esse cenário, segundo os meteorologistas, essa deve ser uma das ondas de calor mais intensas já vistas.
Alerta de risco à saúde
O Inmet emitiu um alerta para 13 estados e Distrito Federal sobre riscos à saúde. Os alertas se concentram nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, mas também alcançam estados do Norte e do Sul do país.
🔥 As temperaturas devem ficar pelo menos 5ºC acima da média em boa parte dos estados das regiões Sudeste e Centro-Oeste.
O Inmet explica que os alertas de perigo exigem atenção sobre condições meteorológicas e riscos que possam ser inevitáveis. Já os alertas de grande perigo se referem a situações em que estão previstos fenômenos meteorológicos de intensidade excepcional, com riscos para a integridade física.
Veja a classificação do alerta na sua região:
- Alerta de grande perigo: Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do SUl, Minas Gerais, Rondônia e São Paulo
- Alerta de perigo: Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Pará, Paraná, Rio de Janeiro e Tocantins
Em São Paulo, a Defesa Civil decretou estado de alerta diante da previsão de máxima de 37 °C. No Rio de Janeiro, as temperaturas ficaram acima de 30°C já pela manhã, e o bairro do Jardim Botânico registrou 33,7 °C, com sensação térmica de 48 °C.

Maiores temperaturas
🔥Segundo o Inmet, São Paulo teve a maior máxima dos últimos nove anos, com 37,8°C neste domingo (12).
🔥O Inmet afirma que as temperaturas máximas no Mato Grosso e no Mato Grosso do Sul devem atingir os 44 °C nos próximos dias. A previsão é de que várias cidades registrem recordes históricos de calor nesta semana.
A meteorologista Andrea Ramos, do Inmet, explica que esta é uma tendência mundial, já identificada pela Organização Meteorológica Mundial (OMM).
“A Organização Meteorologia Mundial já identificou que estamos vivenciando quatro meses com temperaturas acima da média e uma tendência de terminarmos o ano como o mais quente já registrado desde o início das medições”, informou Andrea.
Tempestades no Sul
Na região Sul, as áreas de instabilidade devem ganhar força nos próximos dias.
Até a próxima quinta-feira (16) os acumulados podem superar os 200 milímetros entre os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. As tempestades devem ter rajas das vento acima de 80 km/h e queda de granizo.
Fonta da informação: G1
Novembro Azul: todos os homens precisam fazer o exame de toque retal?
O exame de toque retal desperta medo em um a cada sete homens, segundo uma pesquisa feita pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). No entanto, às vezes é preciso “enfrentar esse medo” para evitar um mal maior: o câncer de próstata. Isso porque o toque retal é um dos exames indicados para diagnosticar este tipo de câncer.
🚨O câncer de próstata é o segundo tipo mais comum para os homens, atrás apenas dos tumores de pele não melanoma. No Brasil, estimam-se 71.730 novos casos deste tipo de câncer por ano para o triênio 2023-2025, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA).
Um vídeo do ator Antônio Fagundes sobre o Novembro Azul (movimento mundial para reforçar a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de próstata), em parceria com o Porta dos Fundos, viralizou nesta semana.
Nele, o galã de novelas traz números sobre a incidência do câncer no Brasil e questiona: “quando é que você vai liberar esse c* aí? Colocar o c* para jogo é a melhor forma de se prevenir contra essa doença”.
Para Alfredo Canalini, presidente da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), o vídeo traz uma mensagem importante e acende uma luz sobre o tema. “É uma mensagem para o homem que não se cuida. Os números são reais. A linguagem mais sarcástica pode ajudar esses homens a mudar de postura, a deixar o preconceito de lado”.
Mas todos os homens precisam fazer o exame de toque retal?
Pedir exames para homens saudáveis e sem sintomas é um tema que gera debate no meio científico. A maioria das organizações médicas incentiva os homens na faixa dos 50 anos a discutir os riscos e benefícios do rastreio do câncer da próstata com os médicos.
No Brasil, se o homem tiver sinais e sintomas (leia mais abaixo), o recomendado é realizar os exames para investigar o câncer de próstata. Agora, se o paciente não tiver sintomas específicos, é necessário conversar com o médico sobre os riscos e benefícios.
- Benefícios: realizar o exame pode ajudar a identificar o câncer de próstata logo no início da doença, aumentando assim a chance de sucesso no tratamento. Tratar o câncer de próstata na fase inicial pode evitar que se desenvolva e chegue a uma fase mais avançada;
- Riscos: ter um resultado que indica câncer, mesmo não sendo, gera ansiedade e estresse, além da necessidade de novos exames, como a biópsia. Diagnosticar e tratar um câncer que não evoluiria e nem ameaçaria a vida. O tratamento pode causar impotência sexual e incontinência urinária. Os riscos desses exames estão relacionados às consequências dos seus resultados e não à sua realização.
A Sociedade Brasileira de Urologia recomenda também que homens negros, obesos ou com histórico familiar de câncer de próstata (parentes de primeiro grau) façam o exame do toque retal (sempre em conjunto com o PSA) a partir dos 45 anos.
“Sabemos que existe uma população de risco, com maior chance de desenvolver esse tipo de câncer. O acompanhamento deve começar a partir dos 45 anos, mas defendemos que a conduta tem que ser através de decisão compartilhada entre médico e paciente. O paciente tem mais de 90% de chance de cura com o diagnóstico precoce”, explica Alfredo Canalini.
Na fase inicial, o câncer de próstata pode não apresentar sintomas e, quando apresenta, os mais comuns são:
- Dificuldade de urinar;
- Demora em começar e terminar de urinar;
- Sangue na urina;
- Diminuição do jato de urina;
- Necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite.
Esses sinais e sintomas também ocorrem devido a doenças benignas da próstata. Por exemplo:
- Hiperplasia benigna da próstata é o aumento benigno da próstata. Afeta mais da metade dos homens com idade superior a 50 anos e ocorre naturalmente com o avançar da idade;
- Prostatite é uma inflamação na próstata, geralmente causada por bactérias.
PSA, toque, ressonância, biópsia
A análise da próstata é feita pela dosagem do PSA no sangue juntamente com o exame de toque. Um exame não exclui o outro, visto que é possível ter PSA aumentado e não ter a doença ou tê-lo normal e ter a doença. O PSA também pode aumentar no caso de prostatite e HPB, e há situações em que ele não se altera mesmo com o câncer em curso.
“O próximo exame é a ressonância nuclear magnética da próstata. O profissional consegue classificar as imagens como não suspeitas de câncer e pode verificar se existem nódulos”, explica o urologista.
Já a biópsia vai confirmar se existe ou não a presença de câncer. “Na biópsia conseguir classificar se é mais agressivo, ou se é indolente, se vamos só acompanhar o paciente. Tudo isso é conversado”, completa o presidente da SBU.
O tratamento pode vai depender de vários fatores. Em alguns casos, o tratamento imediato pode não ser necessário e os médicos recomendam a vigilância ativa (com acompanhamento regular). Em outros, a cirurgia de retirada da próstata é o suficiente. A radioterapia e o tratamento hormonal também podem ser indicados.
INFOGRÁFICO: entenda como a maconha age no corpo
Droga mais usada no mundo, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a maconha é uma planta com mais de 100 fitocanabinoides (compostos químicos). O mais conhecido deles é o tetrahidrocanabinol, que é o THC, é ele quem tem o efeito psicoativo buscado por quem faz o uso recreativo da droga.
Droga mais usada no mundo, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a maconha é uma planta com mais de 100 fitocanabinoides (compostos químicos). O mais conhecido deles é o tetrahidrocanabinol, que é o THC, é ele quem tem o efeito psicoativo buscado por quem faz o uso recreativo da droga.
Os especialistas explicam que cada organismo reage de diferentes formas em cada organismo e que seu efeito pode ter duração de até 24 horas. O modo mais difundido de consumo é pelo fumo. A fumaça tragada entra nos pulmões com THC. A substância percorre a corrente sanguínea, se prende às células de gordura e segue para o cérebro. É lá que o efeito da maconha acontece.
Quando o THC chega ao cérebro, ele se conecta aos neurônios com receptores canabinóides. Essas células são parte de uma rede de comunicação no cérebro, chamada sistema endocanabinoide. Algumas áreas do nosso cérebro têm muitos receptores desse tipo, como o hipocampo, cerebelo, gânglio basal e córtex cerebral.
O efeito da maconha acontece quando o THC age sobre essas áreas. Como cada pessoa sente o efeito varia porque nosso metabolismo não é igual.
Tristeza causa câncer? Cientistas dão resposta definitiva

Muitas pessoas acreditam que a ansiedade e a depressão estão relacionadas ao desenvolvimento de câncer — Foto: Freepik
Tristeza causa câncer? Essa é uma crença muito comum em várias partes do mundo e o questionamento intrigou um grupo de pesquisadores da University Medical Center Groningen, da Holanda, que decidiu analisar dados científicos que pudessem confirmar ou rechaçar essa teoria.
Para isso, os cientistas analisaram dados de 320 mil pessoas na Holanda, Reino Unido, Noruega e Canadá. Os resultados afastaram completamente a teoria de que estar triste, com depressão ou ansiedade poderia aumentar o risco de desenvolver tumores.
Publicado na revista científica da Sociedade Americana de Câncer, o estudo teve como base o inquérito internacional Psychosocial Factors and Cancer Incidence (PSY-CA). Entre os quase 320 mil adultos, mais de 25 mil deles tiveram algum tipo de câncer. No trabalho, os pesquisadores concluíram que depressão ou ansiedade não estavam associados ao desenvolvimento de câncer geral, assim como de mama, próstata e colorretal.
No entanto, eles os cientistas observaram que em pacientes com quadros de câncer de pulmão e de garganta, o diagnóstico de depressão e ansiedade aumentou o risco para o tumor. Mas essa relação foi atenuada quando os pesquisadores avaliaram outros fatores de risco para estes tipos de câncer, como tabagismo, uso de álcool e índice de massa corporal.
“Não encontramos evidências de associação entre depressão ou ansiedade e incidência geral de câncer no acompanhamento. Ao observar tipos específicos de câncer, descobrimos que a depressão e a ansiedade estavam associadas a um risco aumentado de câncer de pulmão nos modelos minimamente ajustados. Em modelos ajustados ao máximo, todas as estimativas de efeito foram atenuadas. Da mesma forma, para cânceres relacionados ao tabagismo, diagnóstico de depressão, diagnóstico de ansiedade e sintomas de ansiedade foram associados a um risco aumentado de incidência. Novamente, essas estimativas de efeito foram atenuadas nos modelos ajustados ao máximo”, escreveram os autores do estudo.
“Não foram encontradas associações entre depressão ou ansiedade e câncer geral, de mama, próstata, colorretal e relacionado ao álcool”.
INSS volta a conceder auxílio-doença sem perícia
Desenrola: 1,5 milhão com dívidas até R$ 100 vão ter nome limpo automaticamente na segunda
A data foi antecipada pelo Ministério da Fazenda em uma portaria, publicada nesta sexta (14). Por enquanto, a renegociação vale apenas para a faixa 2 do programa, para pessoas com renda mensal de até R$ 20 mil.
Segundo o governo, também na segunda-feira, os maiores bancos do país terão que “limpar o nome” de até 1,5 milhão de correntistas que têm dívidas inferiores a R$ 100.
A medida não é um perdão de dívidas. O débito inferior a R$ 100 continuará existindo, mas os bancos se comprometem, pelo programa, a não usar essa dívida para inserir os correntistas no cadastro negativo.
Na prática, se a pessoa não tiver outras dívidas inscritas no cadastro negativo, fica com o “nome limpo” – e pode voltar a comprar a prazo, contrair empréstimo ou fechar contrato de aluguel, por exemplo.
Esse compromisso foi um pré-requisito estabelecido pelo governo para que os grandes bancos pudessem participar do Desenrola. O prazo original iria até o fim de julho, mas foi antecipado junto com a nova data do programa.
A faixa 1 do programa Desenrola, para quem tem renda de até R$ 2.640 (dois salários mínimos) ou está inscrito no Cadastro Único do governo federal (CadÚnico), deve começar a operar em setembro (veja detalhes mais abaixo). Nessa faixa, os descontos devem ser ainda mais vantajosos.
As regras para a faixa 2
As renegociações da faixa 2 poderão ser feitas diretamente entre os clientes e as instituições financeiras onde os débitos existem. Em troca, o governo vai oferecer aos bancos um incentivo para que aumente a oferta de crédito.
O programa não atenderá renegociações de dívidas dos seguintes tipos:
- dívidas de crédito rural;
- débitos com garantia da União ou de entidade pública
- dívidas que não tenham o risco de crédito integralmente assumido pelos agentes financeiros;
- dívidas com qualquer tipo de previsão de aporte de recursos públicos;
- débitos com qualquer equalização de taxa de juros por parte da União.
Cerca de 30 milhões de pessoas devem ser beneficiadas nesta faixa, segundo o Ministério da Fazenda.
As regras para a faixa 1
Em relação à “faixa 1”, a portaria publicada pelo Ministério da Fazenda cita que as instituições financeiras deverão se habilitar na plataforma digital do programa para iniciar as renegociações. No entanto, a portaria não indica datas.
A expectativa do Ministério da Fazenda é que o programa esteja disponível para toda a população até setembro. Antes disso, em agosto, o governo deve fazer um leilão para definir quais credores serão contemplados — os que oferecerem maiores descontos terão vantagem.
Fazem parte da faixa 1 do Desenrola pessoas com renda mensal de até dois salários mínimos ou inscritas no Cadastro Único (CadÚnico). Poderão ser renegociadas dívidas de até R$ 5 mil, feitas entre 1º de janeiro de 2019 e 31 de dezembro de 2022.
O programa não abrange os seguintes casos:
- dívidas com garantia real;
- dívidas de crédito rural;
- dívidas de financiamento imobiliário;
- operações com funding ou risco de terceiros.
A renegociação dos débitos será feita por meio de uma plataforma digital. Para isso, o devedor entrará no sistema com seu login do portal gov.br. Após isso, ele poderá escolher uma instituição financeira inscrita no programa para fazer a renegociação e selecionar o número de parcelas.
Entre as regras de pagamento estão:
- a taxa de juros será de 1,99%;
- a parcela mínima será de R$ 50;
- o pagamento poderá ser feito em até 60 vezes;
- o prazo de carência será de no mínimo 30 dias e de no máximo 59 dias.
O governo informou que o pagamento das parcelas poderá ser feito por débito em conta, PIX ou boleto bancário. Os devedores também terão direito a um curso de educação financeira.
Em caso de inadimplência após a renegociação, o beneficiário poderá voltar a ficar com o nome sujo.
Dívidas de R$ 100
Bancos que participarem do programa terão de limpar imediatamente o nome de consumidores que devem até R$ 100. Segundo o Ministério da Fazenda, 1,5 milhão de brasileiros têm dívidas com esse valor.
Como a medida vale somente para bancos e instituições financeiras com volume de captações superior a R$ 30 bilhões, na condição de credores, o governo não fará essa exigência para empresas como varejistas e companhias de água e luz.
Brasil tem 18,6 milhões de pessoas com deficiência, cerca de 8,9% da população, segundo IBGE
Brasil tem 18,6 milhões de pessoas com deficiência, cerca de 8,9% da população, segundo IBGE
População com deficiência tem menor acesso à educação, trabalho e renda. Os maiores percentuais da população com deficiência em 2022 foram entre mulheres, pessoas autodeclaradas pretas e na região Nordeste.
Por Bruna Miato, g1
07/07/2023 10h00 Atualizado há 23 horas
População com deficiência é 8,9% da população brasileira — Foto: Divulgação
População com deficiência é 8,9% da população brasileira — Foto: Divulgação
O Brasil tem 18,6 milhões de pessoas com deficiência, considerando a população com idade igual ou superior a dois anos, segundo estimativas feitas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base na Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) de 2022.
Esse número representa 8,9% de toda a população brasileira a partir de dois anos de idade.
O Nordeste foi a região que teve o maior percentual de população com deficiência no último ano, de 10,3%, equivalente a 5,8 milhões de pessoas. Na sequência vêm as regiões Sul, com 8,8% da população; Centro-Oeste, com 8,6%; e Norte, com 8,4%. A região Sudeste foi a que teve o menor percentual de população com deficiência, com 8,2%.
Além dos aspectos geográficos, há ainda outras características destacadas pelo IBGE. Das quase 19 milhões de pessoas com deficiência, 10,7 milhões são mulheres, o que representa 10% da população feminina no país. Enquanto isso, são 7,9 milhões de homens, 7,7% da população masculina.
Em relação à cor ou raça autodeclarada, o percentual de pessoas com deficiência dentro da população preta (de 9,5%) é maior do que entre pardos (8,9%) e brancos (8,7%).
1,1% da população tem dificuldade para se comunicar, para compreender e ser compreendido.
Menor acesso à educação, trabalho e renda
Os dados de educação, trabalho e rendimento das pessoas com deficiência mostram que essa população ainda está muito menos inserida nas escolas e no mercado de trabalho do que o restante da população.
Enquanto 93,9% das crianças sem deficiências de 6 a 14 anos frequentam o ensino fundamental, essa taxa é de 89,3% entre as crianças com deficiência na mesma faixa etária. O número fica menor entre pessoas mais velha: 71,3% das pessoas com deficiência entre 11 e 14 anos frequentam o ensino fundamental, contra 86,1% das pessoas sem deficiência.
Já no ensino médio, a taxa de frequência é de 54,4% entre as pessoas com deficiência de 15 a 17 anos, contra 70,3% das pessoas sem deficiência. No ensino superior, na faixa entre 18 e 24 anos de idade, a frequência é de, respectivamente, 14,3% e 25,5%.
No mercado de trabalho, o acesso é ainda menor, segundo o IBGE. O nível de ocupação é de 26,6% entre as pessoas com deficiência, contra 60,7% entre a população brasileira total.
A região com a maior taxa de ocupação entre a população com deficiência é o Centro-Oeste, de 33,3%, seguido pelo Norte, de 32,7%. No Sul e no Sudeste, as taxas de ocupação entre essa população são de 27,3% e de 26%, respectivamente. Já o Nordeste, apesar de ser a região com o maior percentual de pessoas com deficiência, tem a menor taxa de ocupação, de 23,7%.
Em relação a renda dessa população, o rendimento médio real do trabalho é de R$ 1.860 em nível nacional, enquanto a média entre as pessoas sem deficiência é de R$ 2.690.
A região com o menor rendimento mensal médio é o Nordeste, com R$ 1.297 entre as pessoas com deficiência e R$ 1.805 entre as pessoas sem deficiência, uma diferença de R$ 508.
A maior diferença salarial, no entanto, de R$ 961, ocorre na região Sudeste, onde o rendimento médio de alguém com deficiência é de R$ 2.060, enquanto o de uma pessoa sem deficiência é de R$ 3.021.
A região Centro-Oeste é a que apresenta o maior rendimento médio: de R$ 2.397 entre as pessoas com deficiência e de R$ 3.134 entre as pessoas sem, uma diferença de R$ 737.
No Sul, pessoas com deficiência ganham, em média, R$ 2.327 contra R$ 3.018 entre o restante da população, uma diferença de R$ 691. Já na região Norte, a diferença é de R$ 683, com rendimento médio de R$ 1.437 para pessoas com deficiência e de R$ 2.120 para pessoas sem deficiência.
Os tipos de deficiências
De acordo com o IBGE, os principais tipos de deficiência entre a população brasileira são as motoras, visuais e de cognição, conforme as divisões a seguir:
3,4% da população têm dificuldade para andar ou subir degraus;
3,1% da população têm dificuldade para enxergar, mesmo usando óculos ou lentes de contato;
2,6% da população têm dificuldade para aprender, lembrar-se das coisas ou se concentrar;
2,3% da população têm dificuldade para levantar uma garrafa com dois litros de água da cintura até a altura dos olhos;
1,4% da população tem dificuldade para pegar objetos pequenos ou abrir e fechar recipientes;
1,2% da população tem dificuldade para ouvir, mesmo usando aparelhos auditivos;
1,2% da população tem dificuldade para realizar cuidados pessoais;
1,1% da população tem dificuldade de se comunicar, para compreender e ser compreendido.
























