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Quente e chuvoso: veja as tendências para o verão que começa neste sábado
O verão, última estação do ano, começa às 6h20, horário de Brasília, deste sábado (21) e deve ter chuvas acima da média. A nova estação, que se estende até as 6h02 do dia 20 de março, não deve ser marcada por grandes ondas de calor.
☀️Caracterizado pela elevação da temperatura em todo o país, no verão os dias se tornam mais longos do que as noites e as mudanças rápidas nas condições do tempo são comuns.
Fábio Luengo comenta que a previsão é de um verão bem diferente dos últimos verões. Isso porque não vai haver influência do El Niño e o La Niña, se realmente se configurar, pode ser bem fraco, o que aproximaria o tempo de uma condição de neutralidade.
“Vai ser um verão um pouco mais normal, quente e chuvoso em praticamente todo o Brasil”, analisa.
De maneira geral, a Climatempo destaca que as principais tendências para a estação neste ano são:
- Formação frequente de corredores de umidade entre o Norte, Centro-Oeste e Sudeste, contribuindo para a instabilidade no clima — há possibilidade da formação de Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) ao longo do verão.
- Chuvas volumosas, que podem ficar acima da média, em boa parte do Sudeste, Centro-Oeste, Norte e parte do Nordeste.
- Temperaturas acima da média no Sul e em parte da região Norte, com alguns dias com calor acima do normal.
- Alta nebulosidade e chuva frequente, o que deve impedir a formação de ondas de calor de grande abrangência sobre o país.
Chuvas, ZCIT e ZCAS
Com a previsão de um verão com chuvas acima da média em boa parte do país, dois sistemas comuns dessa época do ano vão contribuir para os grandes volumes de chuva:
Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS)
A Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) se caracteriza por uma extensa faixa de nuvens que normalmente vai do Norte ao Sudeste. O sistema é responsável por manter o tempo instável nessas regiões, gerando acumulados consideráveis de chuva.
➡️De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o sistema deve ser o principal responsável pelas chuvas esperadas para o Sudeste e para o Centro-Oeste.
A temperatura da superfície do Atlântico Sul deve favorecer o avanço de frente frias pela costa do Sul e do Sudeste. Isso também deve ajudar a canalizar o ar úmido do Norte para o Centro-oeste e para o Sudeste.
Zona de Convergência Intertropical (ZCIT)
Já a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) é um encontro de ventos na região do Equador. É dos principais sistemas meteorológicos causadores de chuva nas regiões Norte e Nordeste durante o verão e o outono, segundo o Inmet.
Segundo a Climatempo, para o verão 2024/2025 a previsão é que aconteça um atraso na aproximação da ZCIT por causa da temperatura marítima entre o Atlântico Tropical Norte e o Tropical Sul.
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A tendência do Pacífico Equatorial um pouco mais frio também deve contribuir para que este verão tenha mais chuva do que o normal.
🌧️Grande parte do Sudeste e Centro-Oeste e algumas áreas do Norte e do Nordeste devem ter chuva volumosa e frequente ao longo de toda a estação. (veja no mapa abaixo)
As exceções ficam para o Sul e parte do Norte do país. No Sul, o verão será de chuvas irregulares e espaçadas, com predomínio de tempo seco.
Já no Norte, a tendência é uma estação um pouco mais seca do que o normal.
Isso não significa que não vai chover. Se a média é 300 milímetros, por exemplo, deve chover 200 milímetros, o que ainda é uma boa chuva. Mas isso ainda é abaixo da médica, e pode prejudicar algumas regiões na próxima estação seca”, detalha Luengo.
Onda de calor deve aumentar média de temperatura no Brasil
Calor próximo da média
A tendência de um verão com mais nebulosidade e chuva também deve fazer com que o calor fique mais próximo da média em boa parte do país.
Isso também deve evitar longos períodos de calor intenso no Centro-Oeste e Sudeste, como aconteceu nos últimos verões. De acordo com a Climatempo, não há expectativa de ondas de calor de grande abrangência no Brasil nos próximos meses.
Luengo explica que podem ser registrados dias com temperaturas acima da média, mas que esse padrão não deve se estender por muitos dias.
“De modo geral, não deve ser um verão tão quente quanto o último. Vai ser quente, na média de 28°C ou 29°C, mas não tanto quantos os últimos”, compara.
A região Sul é praticamente a única que tem a possibilidade de registrar algumas ondas de calor localizadas no verão, com uma sequência mais extensa de marcas acima do normal.
Verão nas diferentes regiões
Veja abaixo como deve ser o verão nas diferentes regiões do país:
Sul
Risco de ondas de calor especialmente no oeste dos estados da região.
Leste de Santa Catarina e Paraná devem ter temperaturas mais próximas da média, com um calor moderado.
Janeiro deve ter chuva irregular e mal distribuída ao longo do mês. Já em fevereiro, a tendência é de chuva um pouco acima da média, com pancadas frequentes e isoladas.
Frentes frias devem passar rapidamente pela região.
Sudeste
Semanas chuvosas com temperaturas próximas ou abaixo da média devem se alternar com semanas de calor e pancadas de chuva características do verão.
Este verão deve ser menos quente do que o último na região, com frentes frias avançando com frequência pela costa.
Tendência de mais chuva do que o registrado no último verão, o que deve ajudar a manter a temperatura mais próxima da média.
Centro-Oeste
Formação frequente de corredores de umidade e possibilidade da ocorrência de ZCAS.
Volumes de chuva acima da média, principalmente em Goiás, Mato Grosso e Leste do Mato Grosso do Sul.
Eventuais picos de calor podem afetar o centro-sul e o oeste do Mato Grosso do Sul, apesar de não estarem previstas ondas de calor.
Nordeste
Irregularidade de chuvas no Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia na primeira quinzena de janeiro, o que deve fazer a temperatura subir bastante.
Corredores de umidade devem favorecer a ocorrência de chuvas acima da média em boa parte da região.
Calor deve ser intenso no leste da Bahia, Sergipe, Alagoas e Pernambuco.
Norte
Tempo abafado em boa parte dos estados, com temperaturas acima da média em quase toda a região.
Formação frequente de corredores de umidade e possibilidade de ocorrência de ZCAS.
Apesar da previsão de chuva abaixo da média, a chuva deve ser volumosa e frequente.
Fonte: G1
Herpes-zóster atinge quem já teve catapora e pode causar dores fortes
O herpes-zóster, popularmente conhecido como cobreiro, é uma doença que pode atingir, principalmente, a boca e a região genital. Não tem nenhuma relação com herpes, e o vírus é o mesmo da catapora, muito comum na infância.
Em entrevista ao podcast Bem-Estar, o dermatologista Alexandre Filippo ajuda a esclarecer as principais dúvidas sobre a doença.
O que é herpes-zóster?
Herpes-zóster vem do mesmo vírus da catapora e atinge a parte nervosa das células. “Normalmente, essa catapora a gente pega na infância ou na vida bem jovem, e esse vírus vai ficar guardado dentro de um gânglio nervoso no nosso organismo”, esclarece o médico.
Então, com o passar dos anos, com o envelhecimento do corpo e, consequentemente, do sistema imunológico, o vírus pode voltar a se manifestar e causar o herpes-zóster. “É uma doença diferente da catapora, mas causada pelo mesmo vírus”, explica.
Quais os sintomas?
Alexandre Filippo diz que os sintomas podem ser bastante variados. Entre os principais, estão:
- queimação;
- ardência;
- fisgada;
- coceira;
- sensibilidade;
- dor;
- erupção na pele;
- e mal-estar.
Além disso, o dermatologista comenta que, por se tratar de uma infecção viral, é possível que o paciente sinta febre, sonolência ou perda de apetite. “Não é uma doença só da pele, é principalmente do nervo”, pontua.
Como evitar a doença?
Em primeiro lugar, a boa notícia é que existe vacina para a doença. “Ninguém sabe o motivo exato, mas para ele aflorar, tem que ter um trauma, um baque nervoso, que é quando a nossa imunidade caia”, alerta.
Os sintomas começam, normalmente, pela dor. Algumas pessoas, diz o dermatologista, até confundem com uma simples alergia e só procuram um médico quando os sintomas perduram.
Ele afirma ainda que os casos de herpes-zóster aumentaram muito pós-pandemia de Covid-19 e que, antes desse período, era mais comum ver em pessoas idosas.
Para um adulto que nunca teve catapora, por exemplo, a vacinação é imprescindível, sugere o especialista. “O herpes-zóster ou a catapora em um adulto é muito mais intensa que em uma criança”, diz.
Transmissão e complicações
Não é possível transmitir herpes-zóster, mas sim, catapora. Isto porque, explica o médico, uma pessoa que nunca teve catapora e entra em contato direto com uma ferida de um paciente com o herpes-zóster, ela pode ser contaminada com o vírus e manifestar, então, a catapora.
“Quanto mais idade a pessoa tem, menos resistência ela vai ter. Então, nomermalmente, esse vírus vai ser mais agressivo. São as pessoas que mais carregam as complicações do herpes quando ele vai embora”.
“Normalmente, aquelas bolhas que dão do herpes-zóster são ricas em vírus. Então, se você entra em contato direto com o conteúdo daquela bolha, com o líquido que sai, você não tendo tido catapora, você pode pegar catapora”.
O dermatologista comenta também que o herpes-zóster não mata, mas que pode levar a complicações maiores por causar feridas abertas, que podem ser uma porta de entrada para bactérias.
Nos casos mais graves, se o paciente não cuidar, o nervo vai continuar sendo atacado pelo vírus e pode gerar sequela, como dores que incomodam muito.
Quem teve herpes zóster deve tomar a vacina?
De acordo com o dermatologista, no passado o vírus era mais comum em pessoas com a imunidade muito debilitada, como era o caso de pacientes com câncer e portadores do vírus HIV. O perfil de pessoas infectadas, no entanto, mudou com o passar dos anos, tornando a vacinação indicada mesmo se a pessoa já teve a doença.
“Hoje com essas mudanças no contexto mundial a gente já começa a ver pessoas saudáveis tendo mais de uma crise. Então existe um consenso de que a partir dos 50 anos a pessoa deve se vacinar, tendo tido ou não herpes zóster.”
Fonte: G1
Por que 1º de abril é dia da mentira?
Mentir para outras pessoas é, normalmente, algo que ninguém aceita, a não ser que seja o dia 1º de Abril. Conhecido também como “Dia dos Tolos” ou “Dia dos Bobos”, o primeiro dia de abril, que acontece nesta segunda-feira, é um dia de pregar peças e enganar quem não estiver esperto, tradição que surgiu no país desde os tempos do Imperador Dom Pedro I.
A razão por trás do Dia da Mentira
Durante a reforma protestante na Europa, a Igreja Católica tentou reafirmar sua soberania a partir do Concílio de Trento, na Itália (1545-1563), mudando o jeito com que o ano era contado do Calendário Juliano, que estava em vigor desde o Império Romano, pelo Calendário Gregoriano, que é o que ainda usamos hoje em dia.;
Segundo Informações da National Geographic Brasil, algumas fontes sugerem que é possível que o 1º de abril que conhecemos hoje tenha sido influenciado pelo Festival Romano de Hilária (25 de Março) ou Festival Holi (31 de Março), na Índia.
Mas a razão mais aceita pelas tradições de 1º de abril surgiram na França medieval, como forma de protestar contra as mudanças do Calendário Gregoriano, que dividiam o ano em 365 dias e quatro estações, e fez com que o ano se iniciasse no dia 1º de janeiro, e não mais na páscoa.
Até Dom Pedro I foi alvo do Dia da Mentira

No entanto, as tradições brasileiras do 1º de abril foram trazidos no início do séc. XIX, mais precisamente em 1828, em que o jornal “A Mentira”, situado em Minas Gerais, publicou a notícia da morte de Dom Pedro I.
Ainda segundo a NatGeo Brasil, verdade, no entanto, é que o então Imperador do Brasil só veio a falecer em 24 de setembro de 1834, em Portugal.
Desde então, as brincadeiras de primeiro de abril foram generalizadas pelo país, e é comum ver alguém dizendo que “caiu no 1º de abril” ou que fez alguém cair numa enganação divertida.
Fonte: iBahia
Brasil supera a marca de 2 milhões de casos de dengue em 2024
O Brasil ultrapassou a marca de 2 milhões de casos de dengue em 2024. Segundo os dados do Ministério da Saúde, que reúne casos prováveis e confirmados, o país registrou 2.010.896 de casos nas primeiras 11 semanas deste ano. O número de mortes confirmadas passa de 600.
Este é o maior registrado em toda a série histórica, que é feita desde 2000. O recorde anterior da doença havia sido batido em 2015, quando foram contabilizados 1.688.688 casos. Neste ano, superamos esse índice na última semana e os casos continuaram a subir.
🚨 Em fevereiro, a a secretária de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Ethel Maciel, afirmou que a estimativa da pasta é a de que o país registre, neste ano, 4,2 milhões de casos.
Mortes por dengue
Segundo o Ministério da Saúde, 682 pessoas morreram de dengue e outras 1.042 mortes são investigadas.
A maior parte das mortes foram registradas no Distrito Federal, onde 153 pessoas morreram. Depois, o maior índice fica com Minas Gerais, com 114 mortes.
Os índices colocaram dez unidades da federação em situação de emergência por causa da dengue: Acre, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina, Amapá, Rio Grande do Sul e o Distrito Federal.
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Dengue: veja o que é a doença e quais são os seus sintomas — Foto: Arte g1/Dhara Assis
Fonte: G1
Dengue: quais são os sintomas, quando é hora de buscar um hospital e outras 6 dúvidas sobre a doença
O Brasil registrou uma explosão no número de casos de dengue nas duas primeiras semanas deste ano, com 55.859 casos prováveis da doença e seis mortes devido a complicações causadas por ela.
Esse número é mais do que o dobro do registrado no mesmo período de 2023, quando foram contabilizados 26.801 casos prováveis da doença e 17 óbitos. Os números são do Ministério da Saúde.
Para evitar essa situação é preciso ficar atento aos sintomas e complicações que podem evoluir para a forma hemorrágica da doença.
Entenda em sete tópicos como identificar se uma pessoa está com dengue e quando a doença requer atenção redobrada.
1. O que é dengue?
O vírus da dengue é transmitido pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti e possui quatro sorotipos diferentes – DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4.
Quando alguém é infectado por um deles, adquire imunidade contra aquele tipo específico, mas ainda fica suscetível aos demais. Por isso, uma pessoa pode pegar a doença mais de uma vez.
Os sorotipos, segundo os especialistas ouvidos pela BBC News Brasil, não influenciam na gravidade da doença.
2. Quais os principais sintomas e quando procurar um hospital?
A infecção por dengue pode ser assintomática ou apresentar quadro leve com sintomas como febre alta (acima de 38°C), dor de cabeça, dores no corpo e nas articulações, fraqueza, dor atrás dos olhos e manchas vermelhas na pele.
Quando os sintomas são leves, normalmente os médicos recomendam que o tratamento seja feito em casa.
“É indicado que o paciente sem sinais de alarme, como dizemos, seja encaminhado para tratamento domiciliar que consiste em muita hidratação e em caso de febre e dores, ele pode tomar antitérmicos, como dipirona e paracetamol”, explica Carla Kobayashi, infectologista do Hospital Sírio-Libanês.
Caso os sintomas não melhorem em até sete dias, é indicado que o paciente volte a procurar atendimento médico para ser reavaliado.
3. Quando a doença preocupa?
Além dos sintomas leves, há também os “sinais de alarme” assim chamados pelos médicos, por sinalizarem que aquele paciente pode ter complicações pela doença.
Esses sinais incluem dor abdominal intensa e contínua, náuseas, vômitos persistentes, sangramento de mucosas e hipotensão postural (tontura ao levantar). Nesses casos é necessária a internação do paciente.
Ao contrário do que muita gente pensa, esses sinais não costumam surgir no início da infecção. Eles aparecem na chamada fase crítica da doença – entre o quinto e sétimo dia após o início dos primeiros sintomas.
Mesmo o paciente diagnosticado com a doença em sua forma leve, a chamada dengue clássica, ele pode evoluir para a grave, também conhecida como hemorrágica.
“O que determina se um paciente vai apresentar a forma grave da doença ou não é a resposta imunológica dele ao vírus e se ele tem comorbidades, como cardiopatias e problemas renais, por exemplo”, explica Kobayashi.
“Se no momento da infecção, ele estava fazendo uso de medicamentos anticoagulantes, isso pode ser um agravante também”, acrescenta.
4. O que é dengue hemorrágica?
Quando a infecção começa a destruir plaquetas responsáveis pela coagulação, o paciente passa a ter sangramentos, o que caracteriza que a dengue clássica evoluiu para a hemorrágica.
Esses sangramentos normalmente são na gengiva, ou através do vômito, urina ou fezes.
“As plaquetas ficam baixas causando fragilidade dos pequenos vasos sanguíneos, que causa esses sangramentos”, diz João Prats, infectologista do hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo.
“Nesses casos é necessário correr para o hospital”, alerta.
A dengue hemorrágica pode acontecer na primeira vez que a pessoa contraiu o vírus ou em casos de reinfecção. Segundo os profissionais, não há uma regra para isso.
5. Qual o tratamento para a dengue?
Não há um medicamento específico para o tratamento da dengue.
Recomenda-se muita hidratação, com água e soros orais, que podem ser comprados em farmácias.
Esses soros, além do líquido, repõem sais minerais do organismo.
“Manter o corpo hidratado ajuda a compensar a perda de líquidos devido à febre e aos vômitos e ajuda na prevenção de complicações mais graves”, diz o infectologista Silvio Bertini, do Hospital Japonês Santa Cruz, de São Paulo.
Para aliviar os sintomas como dores e febres, pode-se tomar antitérmicos, como dipirona e paracetamol. Mas é importante lembrar que o uso de medicamentos deve ser feito com orientação de um médico.
Já anti-inflamatórios como diclofenaco e ibuprofeno, AAS e aspirina, devem ser evitados, segundo os especialistas. Esses medicamentos aumentam o risco de sangramento por provocarem irritação no estômago.
6. O que é a vacina contra a dengue e quem pode tomar?
A vacina contra a dengue conhecida como Qdenga foi incorporada no Programa Nacional de Imunizações (PNI) pelo Ministério da Saúde, e a previsão é de que comece a ser oferecida a partir de fevereiro de forma gratuita.
As doses poderão ser tomadas por pessoas de quatro a 60 anos — não há estudos para avaliar a eficácia e a segurança da vacina fora dessa faixa etária.
Pode receber o imunizante quem já teve dengue e também quem nunca foi infectado.
Gestantes, lactantes e pessoas com alergia a algum dos componentes presentes no imunizante, quem tem o sistema imunológico comprometido ou alguma condição imunossupressora não podem ser vacinadas.
“As vacinas serão destinadas a regiões de saúde com municípios de grande porte com alta transmissão nos últimos dez anos e população residente igual ou maior a 100 mil habitantes, levando também em conta altas taxas nos últimos meses”, afirmou o Ministério da Saúde, em nota.
“O público-alvo, em 2024, serão crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, faixa etária que concentra o maior número de hospitalização por dengue. O esquema vacinal é composto por duas doses com intervalo de três meses entre elas”, acrescentou a pasta.
A lista dos municípios que receberão o imunizante e a estratégia de vacinação serão informadas pelo Ministério da Saúde nos próximos dias, segundo a pasta.
7. Como prevenir a doença?
A vacina é uma das maneiras mais eficazes de previr a infecção pela doença, mas como as doses não são suficientes para toda a população e não são todos os grupos que poderão tomar o imunizante, resta a prevenção.

80% dos focos do mosquito estão dentro das residências em locais como caixa d’água, vaso de planta, piscina e até bebedouros de animais — Foto: MARCIO VIEIRA/GOVERNO DO TOCANTINS via BBC
Para isso, deve-se reduzir a infestação de mosquitos por meio da eliminação de criadouros. Evitar água parada e manter reservatórios e qualquer local que possa acumular água cobertos com telas ou tampas.
Além disso, há maneiras de proteção individual como usar repelente.
Fonte: G1
Dia de resultado: veja como consultar sua nota do Enem 2023
Será divulgado nesta terça-feira (16) as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2023. Com o resultado, os estudantes podem se preparar a inscrição no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que começa no dia 22 de janeiro.

Os estudantes podem se preparar a inscrição no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que começa no dia 22 de janeiro. Foto: Érico Andrade/g1
É possível também concorrer a vagas em instituições privadas pelo Programa Universidade Para Todos (ProUni).
O resultado pode ser acessado pela “Página do Participante” com o login único da plataforma gov.br.
Este ano, o Sisu inaugura a modalidade de seleção em etapa única, diferente das edições anteriores. Serão ofertadas mais de 264 mil vagas em instituições públicas de educação superior em todo o Brasil.
Na Bahia, as universidades públicas vinculadas ofertarão juntas 23.887 vagas na próxima seleção.
Como acessar o resultado
As informações sobre o Sisu são obtidas no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. É necessário preencher os campos com a senha cadastrada na inscrição e o CPF.
Caso o candidato não lembre a senha cadastrada, é possível recuperá-la: basta visitar a página acesso.gov.br, digitar o CPF e clicar em “avançar”. Em seguida, é necessário escolher a opção “esqueci minha senha”, selecionar uma das formas de recuperação, preencher os campos solicitados e gerar uma nova senha.
As notas do Enem são divididas em cinco competências: Linguagens, Ciências Humanas, Ciências da Natureza, Matemática e Redação.
Bradesco tem erros no saldo da conta no app, e clientes reclamam nas redes sociais
Clientes do Bradesco foram às redes sociais reclamar que seu saldo do banco foi zerado ou negativado, por uma falha do aplicativo.
O site Downdetector, que acusa problemas em canais digitais, mostra notificações recentes relacionados ao app do Bradesco na manhã desta segunda-feira (27).
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Problemas com o app do Bradesco: clientes reclamam de saldo zerado ou negativado na manhã desta segunda-feira (27) — Foto: Reprodução
Procurado, o Bradesco afirma que o processamento noturno do banco não atualizou corretamente o saldo da conta corrente de um grupo reduzido de clientes e que a situação deve ser regularizada em breve.
Achou o fim de semana um forno? Veja até quando vai a onda de calor
O fim de semana foi de calor intenso e a semana não vai ter trégua. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) é de que as altas temperaturas sigam ao longo da semana com pontos do país com temperaturas acima dos 40°C.
👉O forno em que estamos é resultado de uma onda de calor. O fenômeno é comum nessa época do ano, com a aproximação do verão, mas é intensificada pelo calor intenso que já vinha sendo registrado por causa do El Niño — fenômeno que aquece as águas dos oceanos.
Com esse cenário, segundo os meteorologistas, essa deve ser uma das ondas de calor mais intensas já vistas.
Alerta de risco à saúde
O Inmet emitiu um alerta para 13 estados e Distrito Federal sobre riscos à saúde. Os alertas se concentram nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, mas também alcançam estados do Norte e do Sul do país.
🔥 As temperaturas devem ficar pelo menos 5ºC acima da média em boa parte dos estados das regiões Sudeste e Centro-Oeste.
O Inmet explica que os alertas de perigo exigem atenção sobre condições meteorológicas e riscos que possam ser inevitáveis. Já os alertas de grande perigo se referem a situações em que estão previstos fenômenos meteorológicos de intensidade excepcional, com riscos para a integridade física.
Veja a classificação do alerta na sua região:
- Alerta de grande perigo: Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do SUl, Minas Gerais, Rondônia e São Paulo
- Alerta de perigo: Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Pará, Paraná, Rio de Janeiro e Tocantins
Em São Paulo, a Defesa Civil decretou estado de alerta diante da previsão de máxima de 37 °C. No Rio de Janeiro, as temperaturas ficaram acima de 30°C já pela manhã, e o bairro do Jardim Botânico registrou 33,7 °C, com sensação térmica de 48 °C.

Maiores temperaturas
🔥Segundo o Inmet, São Paulo teve a maior máxima dos últimos nove anos, com 37,8°C neste domingo (12).
🔥O Inmet afirma que as temperaturas máximas no Mato Grosso e no Mato Grosso do Sul devem atingir os 44 °C nos próximos dias. A previsão é de que várias cidades registrem recordes históricos de calor nesta semana.
A meteorologista Andrea Ramos, do Inmet, explica que esta é uma tendência mundial, já identificada pela Organização Meteorológica Mundial (OMM).
“A Organização Meteorologia Mundial já identificou que estamos vivenciando quatro meses com temperaturas acima da média e uma tendência de terminarmos o ano como o mais quente já registrado desde o início das medições”, informou Andrea.
Tempestades no Sul
Na região Sul, as áreas de instabilidade devem ganhar força nos próximos dias.
Até a próxima quinta-feira (16) os acumulados podem superar os 200 milímetros entre os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. As tempestades devem ter rajas das vento acima de 80 km/h e queda de granizo.
Fonta da informação: G1
Novembro Azul: todos os homens precisam fazer o exame de toque retal?
O exame de toque retal desperta medo em um a cada sete homens, segundo uma pesquisa feita pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). No entanto, às vezes é preciso “enfrentar esse medo” para evitar um mal maior: o câncer de próstata. Isso porque o toque retal é um dos exames indicados para diagnosticar este tipo de câncer.
🚨O câncer de próstata é o segundo tipo mais comum para os homens, atrás apenas dos tumores de pele não melanoma. No Brasil, estimam-se 71.730 novos casos deste tipo de câncer por ano para o triênio 2023-2025, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA).
Um vídeo do ator Antônio Fagundes sobre o Novembro Azul (movimento mundial para reforçar a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de próstata), em parceria com o Porta dos Fundos, viralizou nesta semana.
Nele, o galã de novelas traz números sobre a incidência do câncer no Brasil e questiona: “quando é que você vai liberar esse c* aí? Colocar o c* para jogo é a melhor forma de se prevenir contra essa doença”.
Para Alfredo Canalini, presidente da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), o vídeo traz uma mensagem importante e acende uma luz sobre o tema. “É uma mensagem para o homem que não se cuida. Os números são reais. A linguagem mais sarcástica pode ajudar esses homens a mudar de postura, a deixar o preconceito de lado”.
Mas todos os homens precisam fazer o exame de toque retal?
Pedir exames para homens saudáveis e sem sintomas é um tema que gera debate no meio científico. A maioria das organizações médicas incentiva os homens na faixa dos 50 anos a discutir os riscos e benefícios do rastreio do câncer da próstata com os médicos.
No Brasil, se o homem tiver sinais e sintomas (leia mais abaixo), o recomendado é realizar os exames para investigar o câncer de próstata. Agora, se o paciente não tiver sintomas específicos, é necessário conversar com o médico sobre os riscos e benefícios.
- Benefícios: realizar o exame pode ajudar a identificar o câncer de próstata logo no início da doença, aumentando assim a chance de sucesso no tratamento. Tratar o câncer de próstata na fase inicial pode evitar que se desenvolva e chegue a uma fase mais avançada;
- Riscos: ter um resultado que indica câncer, mesmo não sendo, gera ansiedade e estresse, além da necessidade de novos exames, como a biópsia. Diagnosticar e tratar um câncer que não evoluiria e nem ameaçaria a vida. O tratamento pode causar impotência sexual e incontinência urinária. Os riscos desses exames estão relacionados às consequências dos seus resultados e não à sua realização.
A Sociedade Brasileira de Urologia recomenda também que homens negros, obesos ou com histórico familiar de câncer de próstata (parentes de primeiro grau) façam o exame do toque retal (sempre em conjunto com o PSA) a partir dos 45 anos.
“Sabemos que existe uma população de risco, com maior chance de desenvolver esse tipo de câncer. O acompanhamento deve começar a partir dos 45 anos, mas defendemos que a conduta tem que ser através de decisão compartilhada entre médico e paciente. O paciente tem mais de 90% de chance de cura com o diagnóstico precoce”, explica Alfredo Canalini.
Na fase inicial, o câncer de próstata pode não apresentar sintomas e, quando apresenta, os mais comuns são:
- Dificuldade de urinar;
- Demora em começar e terminar de urinar;
- Sangue na urina;
- Diminuição do jato de urina;
- Necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite.
Esses sinais e sintomas também ocorrem devido a doenças benignas da próstata. Por exemplo:
- Hiperplasia benigna da próstata é o aumento benigno da próstata. Afeta mais da metade dos homens com idade superior a 50 anos e ocorre naturalmente com o avançar da idade;
- Prostatite é uma inflamação na próstata, geralmente causada por bactérias.
PSA, toque, ressonância, biópsia
A análise da próstata é feita pela dosagem do PSA no sangue juntamente com o exame de toque. Um exame não exclui o outro, visto que é possível ter PSA aumentado e não ter a doença ou tê-lo normal e ter a doença. O PSA também pode aumentar no caso de prostatite e HPB, e há situações em que ele não se altera mesmo com o câncer em curso.
“O próximo exame é a ressonância nuclear magnética da próstata. O profissional consegue classificar as imagens como não suspeitas de câncer e pode verificar se existem nódulos”, explica o urologista.
Já a biópsia vai confirmar se existe ou não a presença de câncer. “Na biópsia conseguir classificar se é mais agressivo, ou se é indolente, se vamos só acompanhar o paciente. Tudo isso é conversado”, completa o presidente da SBU.
O tratamento pode vai depender de vários fatores. Em alguns casos, o tratamento imediato pode não ser necessário e os médicos recomendam a vigilância ativa (com acompanhamento regular). Em outros, a cirurgia de retirada da próstata é o suficiente. A radioterapia e o tratamento hormonal também podem ser indicados.
INFOGRÁFICO: entenda como a maconha age no corpo
Droga mais usada no mundo, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a maconha é uma planta com mais de 100 fitocanabinoides (compostos químicos). O mais conhecido deles é o tetrahidrocanabinol, que é o THC, é ele quem tem o efeito psicoativo buscado por quem faz o uso recreativo da droga.
Droga mais usada no mundo, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a maconha é uma planta com mais de 100 fitocanabinoides (compostos químicos). O mais conhecido deles é o tetrahidrocanabinol, que é o THC, é ele quem tem o efeito psicoativo buscado por quem faz o uso recreativo da droga.
Os especialistas explicam que cada organismo reage de diferentes formas em cada organismo e que seu efeito pode ter duração de até 24 horas. O modo mais difundido de consumo é pelo fumo. A fumaça tragada entra nos pulmões com THC. A substância percorre a corrente sanguínea, se prende às células de gordura e segue para o cérebro. É lá que o efeito da maconha acontece.
Quando o THC chega ao cérebro, ele se conecta aos neurônios com receptores canabinóides. Essas células são parte de uma rede de comunicação no cérebro, chamada sistema endocanabinoide. Algumas áreas do nosso cérebro têm muitos receptores desse tipo, como o hipocampo, cerebelo, gânglio basal e córtex cerebral.
O efeito da maconha acontece quando o THC age sobre essas áreas. Como cada pessoa sente o efeito varia porque nosso metabolismo não é igual.

























