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:: ‘Mundo’

Flamengo recorre ao DNA do clube para conquistar o Brasileirão de forma dominante

Clube se valeu do melhor elenco do país e amassou os adversários ao longo do ano.

Foto: André Durão

Melhor ataque (75 gols), melhor defesa (24 gols), time que mais venceu (23) e que menos perdeu (5). Mais do que a regularidade, apontada pelos números, o Flamengo teve como marca na conquista do Brasileirão de 2025 o padrão de jogo e a retomada do seu DNA. Começou e terminou o campeonato dominante. O time de Filipe Luís levantou a taça na quarta-feira, depois de vencer o Ceará por 1 a 0, no Maracanã, com uma rodada de antecedência.

O dicionário define o verbo amassar como “achatar por pressão ou esmagamento”. Ao longo de 2025, o Flamengo amassou, pressionou e esmagou seus adversários. Poucas vezes, saiu de campo com menos posse de bola do que o time do outro lado. Dominou de novo no jogo que valeu o título brasileiro.

O campeão brasileiro de 2025 é um time de convicção e que se valeu do melhor elenco do país. Na quarta, Filipe Luís repetiu a escalação do jogo contra o Palmeiras, do tetracampeonato da Libertadores, algo que não acontecia desde a final do Campeonato Carioca. Um Flamengo que diversificou as peças, se adaptou aos adversários e superou ausências, mas não abriu mão da sua forma de jogar.

— O que mais me deixa orgulhoso são os feitos no Brasileiro, que para mim é o mais difícil. São muitos desafios e pouco tempo para preparar, e o time teve os melhores números em todos os aspectos — destacou Filipe Luís depois do jogo.

Foto: Adriano Fontes/Flamengo

Na paciência, que o torcedor precisou aprender a assimilar ao longo dos meses, o Flamengo construiu sua superioridade sobre o Ceará, que veio ao Rio com o intuito claro de tentar voltar a Fortaleza com um ponto. O adversário fechou a entrada da sua área e não cedeu espaços ao Fla, que conseguiu ter calma mesmo em um cenário ruim, empatando e vendo o Palmeiras vencer parcialmente o Atlético-MG, o que adiaria o grito de campeão.

Flamengo rondou o gol do Ceará, criou contextos de perigo, envolveu totalmente o adversário, mas teve dificuldades de transitar e de finalizar mais perto da meta. Aos 36 minutos, um passe de Carrascal desfez a linha defensiva do time adversário, Jorginho deixou a bola passar, e Lino infiltrou na área para chutar na saída do goleiro. Foi o único gol da partida.

A tranquilidade para construir a partir da posse de bola, a pressão na saída, a rápida recuperação pós-perda… São muitos os méritos do modelo de jogo de Filipe Luís, e todos passam pela solidez defensiva, o centro do trabalho. A filosofia do time que se dedica à marcação, desde os defensores aos atacantes, e se coloca mais perto da vitória. O Flamengo pode até ter tido dificuldades de vencer alguns jogos no ano, mas vendeu caro as poucas derrotas de 2025.

Foto: André Durão

Flamengo de Filipe Luís se mostrou um time flexível a sistemas e feito de ajustes constantes, nos treinos e nos jogos. Um time com DNA ofensivo e com sede de vitória. Um time com cara de Flamengo. De um técnico que fez história em pouco tempo e que tem como principal característica a ambição. Vence o Brasileirão o time mais dominante da temporada. E há mais o que conquistar.

Fonte: Ge.Globo

Em conversa com Lula, Trump afirma que americanos estão sentindo falta do café brasileiro

Seja no Brasil ou nos Estados Unidos, o café parece ter o poder de unir a todos. No diálogo ocorrido nesta segunda-feira (6), os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump conversaram sobre o aumento do insumo nos Estados Unidos.

Em conversa com Lula, Trump afirma que americanos estão sentindo falta do café brasileiroFoto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A reunião marcou uma recente aproximação entre os líderes. Essa é a primeira vez que ambos se reúnem desde que tiveram um breve encontro nos bastidores da Assembleia Geral da ONU, em Nova York.

Segundo a BBC News Brasil, Trump admitiu que os Estados Unidos sentem falta de alguns produtos brasileiros afetados pela tarifa de 50% imposta pelo seu governo sobre parte das exportações brasileiros desde agosto.

Imagem dividida mostrando, à esquerda, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em uma coletiva de imprensa e, à direita, duas mãos segurando xícaras de café, destacando a cultura do café e a popularidade da bebida.Foto: Win Mcnamee/ Getty Images via AFP e Shuttertsock

O líder americano falou especificamente do café, que acumula forte inflação, piorada com a tarifa imposta. O imposto acumulado pesou no bolso dos estadunidense, visto que o Brasil é o maior fornecedor do produto no mercado americano. Os Estados Unidos é o maior consumidor e importador do grão.

Já na comparação com um ano antes, o preço do café acumula alta de 20,9% nos EUA, também bem acima da inflação média do período 2,9%. Foi o maior aumento anual desde 1997.

Fonte: Bahia Notícias

Cartas na era digital: entenda o que tem levado algumas pessoas a resgatarem prática

Em tempos de mensagens instantâneas, emojis e notificações, há quem prefira o caminho mais lento — e mais afetivo.

Em tempos de mensagens instantâneas, emojis e notificações, há quem prefira o caminho mais lento — e mais afetivo. Escrever cartas à mão, com papel, caneta, selo e tempo, virou um hábito redescoberto por milhares de brasileiros.

Um clube que une desconhecidos por palavras escritas

A jornalista e publicitária Mariana Loureiro criou o Clube do Envelope de Papel e já conectou mais de 4 mil pessoas pelo Brasil. A proposta é simples: escrever cartas à mão e esperar pela resposta. Mas tem regras.

“Você pode demorar um dia, uma semana, um mês para responder.

O importante é que você responda. É um compromisso

de amizade”, explica.

Canetas, tesouras, selos — tudo vira parte da experiência.

“Tenho selo de boneca de barro, de abelha, de tatuagem…”

Escrita e envio de cartas na era digital: veja movimento que tem levado pessoas a resgatarem prática — Foto: Reprodução/TV GloboFoto: TV Globo

A arte de esperar — e de decorar

A empresária Tatiana Naiara Silva, uma das integrantes do clube, explica o que leva essas pessoas a escreverem em plena era digital:

“É justamente porque como estamos vivendo num período

onde tudo é tecnológico, onde tudo é imediato, o e-mail é bem rápido.

A gente desaprendeu a esperar. E aí a carta, ela exige isso, que você

espere uma resposta que não sabe nem se vem”.

Tati leva a sério o ritual. Escolhe folhas coloridas, enfeita, escreve com carinho.
“É aí que a mágica acontece. Você não só escreve uma carta.
Você prepara algo com amor para alguém que você nem conhece.”

Ir aos Correios virou prazer

Gabriela Carvalho, outra participante, mora em um lugar onde o carteiro não passa. Mesmo assim, faz questão de ir aos Correios.

“O tempo é precioso. Então, eu fico feliz em saber que

alguém está dividindo o tempo dela comigo”.

Escrever cartas: movimento leva pessoas a resgatarem prática na era digital — Foto: Reprodução/TV GloboFoto: TV Globo

Mais do que papel: é afeto

As repórteres Bianka e Liliana também participaram da experiência. Bianka aguardou três dias até que a carta enviada de Belo Horizonte chegasse a Recife:

“Belo Horizonte, 20 de agosto de 2025. Querida Bianca, Espero que esteja tudo bem por aí. Escrevo para contar um pouco do que faço para me desligar dessa nossa correria. Tenho certeza que você tem uma nuvem para chamar de sua, cheia de memórias digitais, fotos, textos e fragmentos da vida. Quando penso nisso, me lembro que nuvens reais, essas que atravessam o céu todos os dias, diante de nós, guardam sentimentos, emoções, Olhar para elas é como eu me desconecto. Adoro tecnologia, mas gosto mais desta vida que pulsa fora da tela”.

Na carta de volta, Bianka escreveu:

“Oi, Liliana, tudo bem por aí? Vendo as pessoas escrevendo cartas, eu lembrei de quando escrevia, bateu saudade. Eu adorava recebê-las, era uma espera boa danada. Porque eu conhecia menos a pressa de hoje. Minha urgência era viver com calma. Você me entende? Preciso de silêncio às vezes para conseguir me ouvir. De beleza fora da tela, para alimentar a alma. Eu acho incrível tecnologia e tudo. E aprendi a ser digital. Mas meu coração é analógico. Lili, a gente tem que se conhecer pessoalmente, né? Um beijo grande. E um abraço forte para você, Bianca”.

Jovem leva carta aos Correios — Foto: Reprodução/TV GloboFoto: TV Globo

Para além da nostalgia

Para o professor Bernardo Conde, antropólogo da PUC Rio, esse movimento não é só saudosismo.

“Eu acho que é um sinal dos tempos de mudança, de um desejo de buscar alguma coisa, que rompa com esse

cotidiano de muita informação, de excesso de tela, necessidade de estar online o tempo todo para não perder nada. É uma

experiência no qual eu vou estar presente, exige uma certa dedicação exclusiva. E essa dedicação exclusiva

faz eu mobilizar minhas sensações, meus sentimentos, porque eu tenho tempo para entrar em contato com eles.”

Fonte: G1/Globo Repórter

Repatriar o corpo: entenda como funciona o processo em caso de morte no exterior

Procedimento exige documentação extensa, pode custar até R$ 200 mil e depende de regras sanitárias do país onde ocorreu a morte

Foto: Internet

A notícia da morte de Preta Gil, aos 50 anos, na noite de domingo, 20, nos Estados Unidos, trouxe à tona uma dúvida que acomete muitas famílias em momentos de luto longe de casa: como funciona o processo de repatriação de um corpo? A cantora, filha do músico Gilberto Gil, realizava um tratamento experimental contra o câncer no intestino, e, segundo nota publicada pela família, os trâmites para trazer o corpo de volta ao Brasil já foram iniciados.

Segundo a advogada internacionalista Paula Alexandrina Vale Medeiros, vice-presidente da Comissão de Relações Internacionais da OAB/GO, o primeiro passo a ser tomado pela família, assim que informada da morte, é reunir todos os documentos hospitalares e aqueles que atestem oficialmente o falecimento, além da documentação de identidade brasileira da pessoa. Com isso em mãos, é necessário dirigir-se pessoalmente ao Consulado do Brasil mais próximo e noticiar a morte do brasileiro.

Caso não estejam no país onde ocorreu o falecimento, a família pode autorizar alguém por escrito a realizar esse procedimento em nome deles. “É importante que o Itamaraty (Ministério das Relações Exteriores) seja sempre comunicado para prestar auxílio à família, facilitando todos os trâmites”.

Embora o procedimento seja padronizado pela legislação brasileira, pode haver variações. “Normalmente, não há diferenças de procedimento entre países. No entanto, exigências sanitárias podem diferir, dependendo do país onde houve o óbito”, explica a advogada.

Para casos ocorridos nos Estados Unidos, como é o de Preta Gil, é exigida uma série de documentos. “Registro de óbito preenchido (disponível no site GOV.br), juntamente com documento que possa identificar o brasileiro falecido, número de título de eleitor, inscrição no INSS, inscrição no PIS/PASEP, número de benefício previdenciário (caso seja beneficiária do INSS) ou carteira de trabalho, certidão local de óbito, certidão de cremação (se for o caso), passaporte válido. Observando-se que todos os documentos estrangeiros devem estar devidamente apostilados — autenticação internacional de documentos”.

O tempo para o corpo chegar ao Brasil é bastante variável. Conforme a especialista, não há um período pré-fixado, já que dependerá das causas da morte, distância entre os países, regulamentações legais e presença das documentações necessárias. “Geralmente, leva alguns dias, podendo chegar a semanas, a depender dos exames necessários no corpo”.

O custo também pode ser significativo, a depender do país onde tenha ocorrido a morte, e dos custos com embalsamamento do corpo. Com isso, podem variar aproximadamente de R$ 30 mil a R$ 200 mil.

Segundo Paula, a responsabilidade pelo pagamento é, quase sempre, da família: “Normalmente são custeados pela família do brasileiro falecido. Importante notar se havia seguro-viagem que cobriria as despesas com o traslado”.

Contudo, o governo brasileiro pode, em alguns casos, arcar com os custos. Recentemente, o presidente Lula assinou decreto que permite que o governo pague tais despesas, mediante a comprovação de incapacidade financeira da família, quando o falecimento ocorrer em circunstâncias que causem comoção pública, quando a pessoa falecida não possuir seguro-viagem que custeie os gastos e quando houver disponibilidade financeira do governo para arcar com as referidas despesas.

Se houver suspeita de crime ou causas desconhecidas, o processo pode se prolongar ainda mais. Nesses casos, o corpo poderá ter sua liberação retardada até que as investigações policiais ou científicas possam realizar eventuais perícias, sendo então liberado após, mediante a apresentação de documentos exigidos pela Lei, explica. Ela acrescenta que, em caso de doenças contagiosas, o transporte só é liberado após “quarentena” ou com uso de urna especial para o traslado.

Fonte: terra.com

 

Os seres humanos são corruptos por natureza? O que diz a neurociência

Quando (e como) esse impulso amoral nasce no cérebro? Será que somos seres com uma tendência inata à corrupção?

Neste momento, parece indiscutível que a corrupção é um dos piores danos que podem ser causados às sociedades democráticas. O uso indevido da autoridade, dos direitos e das oportunidades concedidas pelo exercício do poder é contra a lei e os princípios morais. Mas a realidade é que isso acontece repetidamente.

Quando (e como) esse impulso amoral nasce no cérebro? Será que somos seres com uma tendência inata à corrupção?

Vamos antecipar a resposta evitando o fatalismo: a corrupção não é uma doença e, certamente, não é inevitável.

A neurociência começou a explorar como o poder político e o contexto institucional influenciam a atividade cerebral associada a decisões corruptas ou imorais.

Em um cérebro saudável, a tentação de adotar um comportamento corrupto deveria criar um conflito entre o dever e a ação. Assim, os estímulos que incentivam comportamentos corruptos — como obter benefícios pessoais abusando de uma situação vantajosa — seriam combatidos por fatores dissuasores, como o medo de uma possível punição.

Diante deste dilema, será que podemos prever o que faz a balança pender para um lado ou para o outro para cada indivíduo?

 Será que somos seres com uma tendência inata à corrupção? — Foto: AdobestockFoto: Adobestock / G1

Recompensa e autocontrole

Há dados que indicam que “cair em tentação” ou sucumbir à corrupção requer a intervenção de vários sistemas cerebrais. Os circuitos que regulam a recompensa, o autocontrole e a avaliação moral do comportamento pessoal são os mais afetados.

Entre eles, destacam-se os circuitos que recompensam um determinado comportamento, e nos motivam a repeti-lo. Essas são áreas que liberam neurotransmissores no cérebro em resposta à obtenção de dinheiro ou status.

Como resultado, cada vez que uma ação corrupta (por exemplo, um suborno) é bem-sucedida, a conexão entre os neurônios que incentivam a repetição do comportamento é fortalecida. E isso rompe o equilíbrio entre impulso e controle no cérebro que sucumbe à corrupção.

De certa forma, a satisfação com o sucesso obtido vai bloquear os mecanismos de avaliação da ética das ações.

Especificamente, há estruturas responsáveis ​​pelo planejamento de longo prazo e pela inibição de impulsos, cujo funcionamento adequado deve nos ajudar a resistir à recompensa tentadora e apostar em outros benefícios futuros, como construir uma boa reputação ou garantir uma longa carreira política. Mas a ativação dos circuitos de recompensa imediata bloqueia essas vias.

Além disso, o cérebro é adepto do ditado “quando em Roma, faça como os romanos”, o que pode ser devastador na luta contra a corrupção. A razão é que nosso comportamento social foi selecionado, ao longo de milhões de anos de evolução, para nos encaixarmos em um grupoadotar suas normas e, assim, obter sua aprovação.

Sair disso exige muita força emocional, criatividade e, muitas vezes, pagar o preço da solidão.

Portanto, se condutas “duvidosas” são adotadas em nosso entorno, existe o perigo de que o cérebro as adote como suas. Como o experimento de Solomon Asch mostrou anos atrás, a pressão social influencia o julgamento individual, mesmo quando a resposta correta é óbvia.

Então, em ambientes que normalizam a corrupção, a pressão do meio ativa as áreas do cérebro socialaumentando a motivação para emular o comportamento do grupo, mesmo que contradiga os princípios éticos individuais.

Se a exposição a práticas corruptas for perpetuada ao longo do tempo, sofremos dessensibilização: a repetição atenua a resposta das áreas nervosas responsáveis ​​pela identificação do perigo e silencia o sinal de “alerta moral” no nosso cérebro.

Prevenir com contextos não permissivos

A melhor maneira de prevenir a corrupção é mudar o contexto social em que o cérebro humano opera.

Somos seres sociais, que precisam da aprovação do nosso grupo de referência. Se não exigirmos prestação de contas ou vivermos em contextos institucionais permissivos, estaremos normalizando o comportamento corrupto e atenuando os mecanismos internos de idoneidade.

Isso dá origem a um fenômeno de “racionalização” que permite que uma conduta inadequada seja reinterpretada até o ponto em que começa a ser percebida como ‘necessária’ ou, pelo menos, “menos grave”, normalizando o comportamento viciado.

Uma série de evidências mostram esse “ajuste mental” em relação à corrupção. Entre elas, pesquisas baseadas em técnicas de neuroimagem mostram que os detentores de poder modulam sua avaliação de ganhos pessoais “para cima”.

Falta de empatia e custo ético

A neurociência também mostrou que, quando as decisões são tomadas em posições de poder, os cérebros processam os custos éticos associados a um ato corrupto de forma mais benevolente.

A falta de empatia é outro problema, já que esta é uma habilidade que contribui para a consciência social e reduz a propensão a trapacear. A corrupção distorce as prioridades da comunidade, exacerbando a desigualdade. E o cérebro se inclina para qualquer coisa que suponha um benefício pessoal, tornando-se mais “egoísta”.

Em resumo, o poder prolongado tende a reforçar a atenção em objetivos próprios e a enfraquecer as redes neurais de autocontrole. Isso configura um cérebro menos sensível, no qual todos os sinais que permitem a reciprocidade entre as pessoas são desativados.

Sem dúvida, todas essas evidências podem fornecer novas ferramentas para prevenir a corrupção. O fortalecimento das normas éticas e das redes de controle pode ajudar a “resistir à tentação”, restaurando os mecanismos que são inibidos no cérebro corrupto.

Para o bem comum, é vital implementar as formas mais eficazes de reprovação social.

*Susana P. Gaytan é professora de fisiologia na Universidade de Sevilha, na Espanha.

Este artigo foi publicado originalmente no site de notícias acadêmicas The Conversation e republicado aqui sob uma licença Creative Commons. 

Fonte: g1.globo

Caso Juliana Marins: especialistas listam possíveis erros antes e depois do acidente em vulcão na Indonésia

Montanhista caiu de um penhasco e foi encontrada morta três dias depois. Especialistas apontam falhas na condução, ausência de equipamentos obrigatórios e demora no resgate como fatores críticos; socorristas se defenderam em post.

A morte da brasileira Juliana Marins, de 26 anos, após cair de um penhasco no Monte Rinjani, na Indonésia, provocou comoção e levantou dúvidas sobre as condições de segurança em trilhas internacionais de alto risco.

Juliana desapareceu no sábado (21), após se separar do grupo de cinco turistas que subia a trilha junto. Seu corpo só foi localizado na terça-feira (24), a mais de 600 metros abaixo da trilha.

Especialistas em montanhismo, guias experientes e turistas que já estiveram no local apontam falhas graves que podem ter contribuído para a tragédia.

A Agência Nacional de Busca e Resgate da Indonésia (Basarnas) se defendeu de críticas ao resgate: “Fazer trilha até o Monte Rinjani é um esporte de turismo extremo. Tenha respeito e conheça seus limites. Quando acontecer um acidente, não culpe os socorristas sem entender o que eles passam.”

Juliana Marins foi achada morta em trilha de vulcão; Monte Rinjani, na Indonésia, em foto de dezembro de 2014 — Foto: Skyseeker/Flickr/Creative CommonsFoto: Skyseeker/Flickr/Creative Commons/G1

Falta de exigência de equipamentos de segurança

Segundo pessoas que já fizeram a trilha do Monte Rinjani, o local não exige que os turistas levem itens básicos de segurança e proteção, como cobertor térmico, casaco ou luvas.

A triatleta, bióloga e escaladora Isabel Leone, que esteve no Monte Rinjani há dez anos, lembrou que no Brasil, provas em montanhas exigem esse tipo de equipamento.

“Não tem obrigação de equipamentos de emergência. Hoje você faz qualquer prova aqui em Itatiaia, você tem que

levar cobertor, casaco, luva, gorro. Lá (na Indonésia) não, eles não exigem nada”, comentou Leone

Abandono na trilha

Pessoas que estiveram junto a Juliana na trilha contam que ela se sentiu cansada no segundo dia de subida e pediu para descansar.

Contudo, o guia seguiu com os demais e só retornou minutos depois, segundo informações da família da brasileira. Ao Fantástico, o guia Ali Musthofa, de 20 anos, disse que ficou apenas três minutos à frente de Juliana e voltou para procurá-la ao estranhar a demora da brasileira.

Especialistas alertam que em trilhas de alto risco, o grupo deve andar junto o tempo todo, sob supervisão visual direta do guia.

“A atitude do guia de se separar de um ou outro participante está incorreta. Se começaram em grupo, precisam terminar em grupo. Todos precisam manter contato visual e orientação pela pessoa mais experiente do grupo, que no caso era o guia”, explicou a montanhista Aretha Duarte.

Silvio Neto, presidente da Associação Brasileira de Guias de Montanha e montanhista há mais de 25 anos, reforçou a necessidade de acompanhamento constante.

“O ideal é que ela não fique sozinha, sempre amparada. (…) O ideal é sempre manter o grupo junto. Mas a gente

sabe que grupos mesmo pequenos são heterogêneos”, comentou Silvio.

Para montanhistas como Aretha Duarte, permitir que a trilheira ficasse sozinha foi uma falha grave. Mesmo com ritmos diferentes, cabe ao guia adaptar a caminhada ao mais lento e garantir a segurança de todos.

“Se não é possível todo mundo manter o ritmo mais forte, todos precisam

seguir o ritmo do mais lento para seguirem juntos e em segurança”, completou Duarte

Falta de preparo de guias

Relatos de quem já esteve lá apontam que muitos guias andam descalços, sem proteção térmica adequada, levando pouca água e comida. Essas informações levantam suspeita sobre a qualidade da formação dos guias locais. Segundo especialistas, isso mostra um despreparo estrutural da atividade turística na região.

“A precariedade dos guias lá é grande. Vários andando descalço. (…)

Levando peso absurdo, pouca água, pouca comida”, disse Leone.

Juliana Marins, o grupo de turistas e o guia local (no primeiro plano) no início da trilha na Indonésia — Foto: Reprodução redes sociaisFoto: Reprodução redes sociais/G1

Terreno instável e clima extremo

O Monte Rinjani, com 3.721 metros de altitude, é conhecido por seus riscos. Desde 2020, o Parque Nacional do Monte Rinjani registrou 190 acidentes, com 9 mortos e 180 feridos, incluindo 44 estrangeiros.

A trilha para chegar ao topo da montanha passa por áreas íngremes com areia solta, pedras grandes e encostas perigosas. O clima muda rapidamente, com frio intenso, chuvas repentinas e baixa visibilidade.

“É muita chuva, frio intenso e condições bem traumáticas. O clima mudava muito rápido. Chovia, barraca arrastava. Ele cobra bastante de você”, contou Claudio Carneiro, cinegrafista que esteve no Monte Rinjani, para a gravação do Programa Planeta Extremo.

“Senti muito frio, meus dedos quase congelados, duros, e eu comecei a passar mal,

aquela poeira, tinha que botar uma canga no nariz. E eu falei que não vou, não quero mais.

Vou sentar aqui”, completou Isabel Leone.

Ao lembrar da sua experiência no local, Leone avaliou que ela poderia ter tido o mesmo destino de Juliana.

“É um lugar lindo, incrível, por isso atrai tanta gente. Só que esse passeio atrai gente sem experiência, como eu na época. Hoje eu vejo o risco que eu passei. Olho a história dela, me comoveu bastante e vejo o risco que eu passei”, disse.

Resgate lento e desorganizado

Embora um drone tenha localizado Juliana ainda no sábado, ela só foi alcançada por socorristas três dias depois. Especialistas apontam que o tempo perdido pode ter sido crucial para sua sobrevivência.

“O tempo realmente pode fazer a diferença entre a vida e a morte. Se a equipe não

tem condição de fazer o resgate imediato, é necessário acionar as autoridades locais,

bombeiros, embaixada, seguro de viagem”, comentou Aretha Duarte.

Juliana chegou a ficar mais de 24 horas desaparecida no desfiladeiro. As buscas só foram concluídas no 4º dia de operação.

Segundo relatos, um dos principais problemas enfrentados pelas equipes de resgate no primeiro dia de busca foi a falta de cordas com comprimento suficiente para alcançar o local onde ela estava.

Nesse momento, Juliana estava a cerca de 300 metros da trilha e a corda que a equipe levou para o local tinha metade desse tamanho.

A falha de planejamento se agrava por conta da distância entre o ponto do resgate e a base da montanha, que era percorrida em cerca de 6 horas.

Guias na Indonésia andam descalços, sem proteção térmica adequada, levando pouca água e comida, dizem turistas. — Foto: Reprodução TV GloboFoto: Reprodução TV Globo/G1

Informações desencontradas

Outro problema grave foi a confusão na divulgação de informações, o que deixava os familiares de Juliana mais desesperados.

Inicialmente, foi divulgado que Juliana havia recebido água e comida, mas a família e o embaixador brasileiro desmentiram a informação no dia seguinte. A comunicação foi considerada confusa e pouco transparente por todos que acompanhavam à distância.

Uso tardio e limitado de tecnologia

Drones foram usados, inclusive com câmera térmica, mas a operação não conseguiu localizá-la com precisão a tempo.

Muitas pessoas no Brasil questionaram nas redes sociais a falta de efetividade no uso da tecnologia. A situação levanta dúvidas sobre o preparo técnico das equipes locais de resgate.

 Responsabilidade da agência contratada

Especialistas lembram que a empresa contratada por Juliana tinha responsabilidade civil sobre o acidente e deveria ter tomado providências rápidas, inclusive com suporte emergencial e acionamento de autoridades.

“Existe uma responsabilidade civil inerente à atividade. Era importante

que a agência tivesse a responsabilidade pelas demandas referentes ao acidente,

imediatamente, o quanto antes”, analisou Aretha.

“Ela contratou uma agência e um guia, ela estava com certeza considerando receber orientações e uma rede de apoio de pessoas experimentadas, suficientemente certificadas para que pudessem ofertar segurança”, comentou a montanhista profissional.

A equipe do programa Planeta Extremo esteve no Monte Rinjani, com 3.721 metros de altitude. — Foto: Reprodução TV GloboFoto: Reprodução TV Globo/G1

Obstáculos diplomáticos e logísticos

O pai de Juliana tentou viajar à Indonésia para acompanhar as buscas, mas enfrentou atrasos devido ao fechamento do espaço aéreo no Catar, por conta do conflito entre Israel, EUA e Irã.

O governo brasileiro prestou apoio, mas a distância dificultou a articulação rápida das ações para acelerar o resgate.

Fonte: G1

Ambiente tóxico no trabalho? Como impor limites e saber quando é hora de sair

‘Não tem preço que pague isso’, diz mulher que trocou salário mais alto para ‘fugir’ de chefe que gritava e criticava sua aparência. Segundo especialista, novas gerações estão cada vez menos dispostas a tolerar comportamentos abusivos.

Uma semana após começar em um novo emprego, Lisa Grouette notou algo diferente no domingo à noite: o fim da sensação de angústia que costumava sentir antes de ir trabalhar toda segunda-feira.

Grouette passou 10 anos em uma agência de seguros com um chefe que, segundo ela, gritava com frequência, batia com as mãos na mesa, criticava sua aparência e quebrava objetos.

Ela afirma que ele a acusou falsamente de roubo e ameaçou negar uma carta de recomendação caso ela pedisse demissão.

Com medo de não conseguir outro emprego, ela permaneceu nesse ambiente tóxico. “Era como se estivesse implícito: ‘Você está presa’”, relembra Grouette, de 48 anos.

Mas ela encontrou uma saída. Quando surgiu uma vaga em tempo integral em um jornal onde já trabalhava como fotógrafa freelancer, pediu demissão. O novo emprego pagava US$ 400 a menos por mês, mas Grouette reduziu seus gastos para conseguir se manter.

“Não tem preço que pague isso”, disse. “Foram os 400 dólares mais bem gastos da minha vida, valeu cada centavo. Fiquei um pouco apertada no começo, mas não importava porque eu estava feliz.”

Ambiente tóxico no trabalho: como impor limites e quando é hora de sair — Foto: Peter Hamlin/Ilustração APFoto: Peter Hamlin/Ilustração AP

Cresce a intolerância a comportamentos tóxicos

Com o aumento da conscientização sobre saúde mental, crescem também as conversas sobre o que constitui um comportamento nocivo e o tipo de tratamento que as pessoas não devem — ou não precisam — aceitar em troca de um salário.

“Estamos desenvolvendo uma linguagem para lidar com ambientes de trabalho tóxicos”, afirma Jennifer Tosti-Kharas, professora de comportamento organizacional no Babson College, em Massachusetts, nos Estados Unidos.

Segundo ela, gerações mais jovens, como os millennials e a geração Z, são menos dispostas a tolerar comportamentos abusivos de colegas e chefes, além de serem melhores em impor limites.

No início da própria carreira, Tosti-Kharas conta que, ao se deparar com um ambiente tóxico no trabalho, sua atitude era de “engolir seco”. “Acho que não falávamos tanto sobre cuidar da saúde mental quanto deveríamos.”

Como identificar um ambiente de trabalho tóxico?

Conflitos e relacionamentos difíceis podem ser inevitáveis em qualquer ambiente profissional. Mas há uma grande diferença entre um desentendimento ocasional e abusos persistentes.

“O que torna algo tóxico é a persistência, a constância ao longo do tempo”, explica Tosti-Kharas. “Você pode até tentar resolver, mas nada muda. Está profundamente enraizado.”

Sinais de um ambiente emocionalmente prejudicial incluem falta generalizada de confiança e medo de ser rejeitado ao manifestar sua opinião, diz ela.

Porém, “gritaria” não é a única forma de comportamento tóxico. Também existem atos mais sutis, como atitudes passivo-agressivas de líderes que usam sarcasmo, elogios com duplo sentido, críticas indiretas e exclusão para controlar os subordinados, diz a psicóloga Alana Atchison, de Chicago.
“É uma relação em que você não pode se comunicar de forma clara e direta, então precisa se calar. Você não consegue dizer o que precisa e se sentir seguro ao mesmo tempo”, afirma.

Para identificar um ambiente potencialmente tóxico ao se candidatar a um novo emprego, confie nos seus instintos e fique atento a sinais de alerta. Anúncios frequentes para a mesma vaga, por exemplo, podem indicar alta rotatividade causada por um ambiente negativo. Você também pode procurar avaliações de funcionários na internet.

Como melhorar e prevenir ambientes de trabalho tóxicos?Foto: ibrabr.com

O que pode explicar comportamentos tóxicos?

Se você for alvo de comportamentos tóxicos, considere se o problema está mais em quem os pratica do que em você.

“É quase como uma cortina de fumaça para esconder inseguranças”, diz Atchison. “Se alguém se sente ameaçado ou com medo de ser ofuscado, pode tentar sabotar os outros, espalhar boatos ou atrapalhar projetos para se sentir mais no controle.”

Desde a pandemia de Covid-19, os relatos de ambientes tóxicos aumentaram, segundo Atchison. Um dos motivos seria a perda de habilidades sociais devido ao isolamento.

“Socializar é uma habilidade, e ela se deteriorou”, afirma.

Fale sobre suas preocupações

Se você está em uma situação tóxica no trabalho, conversar com amigos de confiança ou com um terapeuta pode ajudar a processar o que está acontecendo e encontrar formas de lidar com isso, em vez de deixar o problema se acumular.

Stephanie Strausser, 42 anos, gerente de produção de vídeo, contou que buscou apoio quando trabalhou com um chefe extremamente controlador, que a fazia se sentir insegura e tomava decisões que ela considerava antiéticas.

“Não esconda nem guarde para você. Converse com as pessoas. Mesmo que seja com o ChatGPT”, recomenda. “Não internalize isso. E não tome a percepção dos outros como verdade absoluta.”

Amanda Szmuc, advogada da Filadélfia, que passou por ambientes tóxicos, sugere documentar os problemas caso seja necessário levar o caso ao RH.

Anotar detalhes das situações, guardar mensagens inapropriadas ou gravações de reuniões pode ser útil — tanto para fins legais quanto para fortalecer sua percepção da realidade e se proteger contra manipulações psicológicas (gaslighting).

Como sobreviver a um ambiente de trabalho tóxicoFoto: elhombre.com

Estabeleça limites

Se sair do emprego não for financeiramente viável ou você quiser tentar melhorar a situação, vale tentar limitar o contato com a pessoa tóxica.

“As possibilidades podem incluir negociar um cargo que crie distância entre você e a pessoa tóxica, como trabalhar em turnos diferentes ou em projetos distintos”, dizTosti-Kharas.

Você também pode estabelecer prazos para si mesmo, a fim de evitar que a situação piore, diz Szmuc. Por exemplo: ‘Vou dar duas semanas para isso. Houve alguma melhora?’, questiona ela. “Existe alguma forma de talvez mudar minhas circunstâncias ou ter a opinião de outra pessoa?'”

Encontre uma saída

“O ideal seria que um funcionário que se sente maltratado pudesse recorrer a alguém do setor de recursos humanos ou ao gerente do funcionário ofensivo, apresentando evidências que mostrem um padrão de violações de conduta para, então, uma ação disciplinar ser tomada”, disse Tosti-Kharas.

Mas isso nem sempre acontece, deixando quem fez a denúncia em contato direto com a pessoa denunciada. “No mundo real, você pode perceber que é improvável que ela vá embora — e quem vai ter que sair é você”, diz Tosti-Kharas.

Em situações extremas, o melhor é procurar outro emprego, afirma ela.

“Se um inspetor encontrasse radônio [um gás radioativo] na sua casa, você não diria: ‘Deixe-me tentar conviver com o radônio’ ou ‘Como posso mantê-lo aqui, mas talvez reduzir os efeitos?'”, acrescenta. “Você tiraria a toxina da situação ou se retiraria da situação.”

A maioria das pessoas não pode se dar ao luxo de deixar o emprego sem ter outro em vista. Arranjar tempo para se candidatar a outras vagas é difícil quando você se sente sob ataque, mas também é algo fortalecedor e pode levar a uma situação melhor.

“Se alguém te dá a impressão de que você não pode sair desse emprego, isso simplesmente não é verdade”, diz Grouette. “Esse tipo de pessoa não tem o alcance ou o respeito que afirma ter, porque se é volátil com você, é volátil com os outros também”, conclui.

Fonte: g1.globo (Associated Press)

Governo Lula classifica Instagram como não recomendado para menores de 16 anos

O governo Lula (PT) aumentou a classificação indicativa do Instagram, rede social da plataforma Meta, para pessoas com 16 anos ou mais. A recomendação é da Secretaria Nacional de Justiça, órgão ligado ao Ministério da Justiça. Na decisão oficializada Diário Oficial da União de quarta-feira (11), o Governo Federal cita a presença de conteúdos com “drogas, violência extrema e sexo explícito”.
Foto: Bahia Notícias
Esse tipo de orientação fica registrado em lojas de aplicativos, como Google Play, que já alterou a classificação etária. Antes, a rede era recomendada a maiores de 14 anos. O despacho do governo afirma que os conteúdos “díspares em relação à classificação indicativa outrora atribuída” foram encontrados em análise de rotina do aplicativo.
“Estão presentes tendências de classificação mais elevadas, tais como: morte intencional (14); mutilação (16); crueldade (18); nudez (14), erotização (14); relação sexual intensa (16); situação sexual complexa ou de forte impacto (18); sexo explícito (18) e Consumo de droga ilícita (16)”, diz ainda a publicação da secretaria.
O mesmo documento diz que a mudança de classificação preserva, ao mesmo tempo, a liberdade de expressão e a proteção de crianças e adolescentes. “O objetivo principal classificação indicativa é alertar pais e responsáveis sobre o tipo de conteúdo que os menores sob sua guarda potencialmente encontrarão”, afirma nota técnica que baseou a decisão de mudar a classificação indicativa do Instagram.
Em nota, a Meta disse que trabalha “há mais de uma década em ferramentas e recursos para proteger adolescentes e apoiar suas famílias”. “E restringimos a recomendação de conteúdos sensíveis a adolescentes no Instagram”, diz a empresa que tem Mark Zuckerberg como CEO e fundador.
A empresa afirma que “a metodologia do Classind [Sistema de Classificação Indicativa Brasileiro] não leva em consideração nenhuma medida de proteção que as plataformas oferecem e o Ministério da Justiça está reavaliando o processo de classificação indicativa por meio de uma consulta pública, na qual estamos comprometidos em participar ativamente”, diz a Meta.
Fonte: Bahia Extra

Janja reconhece quebra de protocolo em jantar com Xi Jinping, mas diz que ‘não vai se calar’

Primeira-dama usou discurso em Brasília para defender conduta em jantar em Pequim – quando causou constrangimento ao pedir a palavra para criticar algoritmos do TikTok.

A primeira-dama, Janja da Silva, rebateu em discurso nesta segunda-feira (19) as críticas que sofreu por ter “quebrado o protocolo” ao pedir a palavra em um jantar oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o presidente da China, Xi Jinping, em Pequim na semana anterior.

Na ocasião, Janja protagonizou um “climão” ao falar dos efeitos nocivos da plataforma chinesa TikTok e acusar a rede social de favorecer a direita.

Como noticiaram os colunistas Andréia Sadi e Valdo Cruz no g1, não havia previsão de falas nesse evento e a situação foi vista como “constrangedora” pelos presentes.

Nesta segunda, Janja participou de um evento do Ministério dos Direitos Humanos sobre o combate à violência sexual contra crianças e adolescentes. E, ao falar dos riscos gerados pelas redes sociais, fez referência ao episódio.

“Em nenhum momento eu calarei a minha voz para falar sobre isso. Em nenhum momento, em nenhuma oportunidade. Não há protocolo que me faça calar se eu tiver uma oportunidade de falar sobre isso com qualquer pessoa que seja, do maior grau ao menor grau, do mais alto nível à qualquer cidadão comum”, disse Janja.

“Eu quero dizer que a minha voz vocês podem ter certeza que vai ser usada para isso. E foi para isso que ele foi usada na semana passada quando eu me dirigi ao presidente Xi Jinping após a fala do meu marido [Lula] sobre uma rede social.”

“Eu quero dizer que eu, como mulher, não admito que alguém me dirija dizendo que eu tenho que ficar calada. Eu não me calarei quando for para proteger a vida das nossas crianças e dos nossos adolescentes”, disse.

Já no começo do discurso, enquanto cumprimentava as outras autoridades, Janja ironizou as críticas que recebeu por ter pedido a palavra no jantar com Xi Jinping.

“Eu fico feliz que vocês me convidaram e que eu vou poder falar, que eu não vou precisar ficar calada. O protocolo aqui me deixa falar, né, Macaé?”, perguntou à ministra Macaé Evaristo (Direitos Humanos), sob aplausos.

O presidente Lula e a primeira-dama, Janja, são recebidos pelo presidente da China, Xi Jinping. — Foto: Ricardo Stuckert/PRFoto: Ricardo Stuckert/PR

Responsabilização das plataformas

Janja defendeu a responsabilização das plataformas digitais no Brasil como uma forma de combater crimes contras crianças e adolescentes.

A primeira-dama apoia a regulamentação das plataformas, ideia defendida no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“As redes sociais, os jogos online, os grupos de mensagem, todos os espaços digitais fazem parte do cotidiano dos nossos filhos, das nossas crianças e adolescentes e, como qualquer espaço, há riscos. A violência virtual, o aliciamento, o bullying digital e o acesso a conteúdos impróprios e criminosos podem acontecer a qualquer momento”, afirmou.

A primeira-dama declarou que ficou “em choque” quando tomou conhecimento da história de uma menina de 8 anos que morreu após inalar desodorante aerossol. Segundo a família, a menina participou de um desafio lançado em uma rede social.

Janja citou o episódio para reforçar sua posição a respeito da regulamentação das redes, tem que enfrenta resistência no Congresso Nacional.
“A gente precisa que as mães se unam numa voz forte que seja ouvida no Congresso Nacional para que efetivamente a regulamentação das plataformas aconteça e que a gente não viva mais casos como o de vivenciar uma menina de oito anos morrer porque cheirou desodorante gente”, disse Janja.
Fonte: g1

Habemus papam! Fumaça branca sinaliza que novo papa foi eleito. Robert Francis Prevost é o novo papa Leão XIV

Para ser eleito, o pontífice precisou do apoio de 89 dos 133 cardeais com menos de 80 anos com direito a voto.

Fumaça branca indica novo papaFoto: Reprodução

Depois de quatro votações, o Vaticano anunciou, através da fumaça branca na Capela Sistina, que um novo papa foi eleito. O nome do cardeal é Robert Francis Prevost e seu nome será papa Leão XIV.

A escolha ocorreu após três fumaças pretas serem reveladas. A decisão fica próxima das duas últimas escolhas, de Bento XVI e Francisco, que também duraram dois dias.

O responsável pela tarefa do anúncio ao povo é o chamado cardeal protodiácono, cargo ocupado atualmente pelo francês Dominique Mamberti. O cardeal irá participar do conclave e, caso não seja eleito, será o responsável pelo anúncio na varanda da Basílica de São Pedro.

O texto que ele lerá será o seguinte:

‘Anuncio-vos uma grande alegria. Temos um Papa: O eminentíssimo e reverendíssimo Senhor, Senhor [primeiros nomes], Cardeal da Santa Igreja Romana [sobrenome], que se impôs o nome de [nome adotado como papa]’.

A partir de agora, o que acontece?

Logo após o anúncio de quem foi o cardeal escolhido com 88 votos, o camerlengo, que é responsável pela realização do conclave, faz a pergunta para o cardeal se aceita a eleição para Sumo Pontífice. Se a resposta for positiva, haverá primeiro uma parabenização entre os outros 132 cardeais presentes na Capela Sistina. Logo depois, a fumaça é mostrada para indicar ao público que um pontífice foi escolhido.

Em seguida, esse futuro papa é levado até a Sala das Lágrimas. No local, há três camarotes com vestes brancas de tamanhos diferentes (pequeno, médio e grande), preparadas para vestir quem for escolhido como papa.

‘É nesta sala que o novo Papa, muitas vezes visivelmente emocionado, faz uma pausa para refletir antes de aparecer da sacada central da Basílica de São Pedro para sua primeira saudação ao mundo’, diz o texto do Vaticano.

Nesse ambiente, anexo da capela, ele também escolhe qual será o seu nome enquanto pontífice, que será anunciado logo em seguida.

Antes de aparecer diretamente para os fiéis na sacada da Basílica de São Pedro, o novo papa primeiro escolhe a batina através do tamanho que o melhor vista, podendo ser pequeno, médio ou grande, conforme sempre feito pelo alfaiate

Por fim, o papa faz sua primeira aparição oficial com seu nome do pontificado e enquanto pontífice. Ele faz uma benção aos fiéis reunidos, o juramento e ainda, normalmente, uma primeira declaração para o mundo.

Assim, se inicia um novo papado.

Robert Francis Prevost é o novo papa Leão XIV

Cardeal Robert Francis Prevost, dos EUA, em 30 de setembro de 2023. — Foto: Foto AP/Riccardo De LucaRobert Francis Prevost – Foto: Foto AP/Riccardo De Luca

Primeiro papa norte-americano da história, liderará a Igreja Católica em um momento de perda gradual de fiéis e terá de fazer frente à alta popularidade do papa Francisco, além de responder se seguirá a agenda reformista de seu antecessor.

Nascido em Chicago, Prevost é considerado próximo a Francisco, que o promoveu a cardeal, indicando que os cardeais seguiram a tendência apontada antes do conclave de que deveriam escolher um nome de continuidade e perfil pragmático.

O tradicional anúncio de “habemus papam” ocorreu pouco mais após a fumaça branca sair da chaminé da Capela Sistina— nos dois últimos conclaves, em 2005 e 2013, os anúncios demoraram entre 1h e 2h após o sinal.

Minutos após a fumaça branca, o Vaticano afirmou também que o novo pontífice “aparecerá em breve”.

A eleição de um novo pontífice também seguiu a tendência das duas eleições de papa anterioresem 2005 e 2013, e ocorreu no 2º dia do conclave. Desta vez, havia a expectativa inicial de que o processo demorasse mais por conta do número de cardeais votantes — 133, contra 117 no conclave anterior.

A eleição do novo pontífice veio após uma fumaça preta ainda na manhã desta quinta-feira e outra na rodada inicial, na quarta-feira (7).

A escolha do novo papa ocorre também 17 dias após a morte de papa Francisco, por conta de um por conta de um AVC e insuficiência cardíaca em sua residência no Vaticano. Embora tenham sido episódios inesperados, ocorreram em um momento de saúde frágil de Francisco. Ele havia recebido alta após passar cinco semanas internado para tratar uma pneumonia.

Em um papado de 12 anos, Francisco promoveu reformas históricas e aproximou a Igreja de um catolicismo mais próximo aos fiéis, que são mais de 1,3 bilhão de pessoas pelo mundo mas que vêm diminuindo gradualmente.

A fumação branca também encerra oficialmente o chamado período de Sé Vacante, em que o “trono” da Igreja Católica fica sem um líder entre a morte de um pontífice e a eleição do sucessor.

Agora, um novo papado se iniciará e indicará se o Vaticano tem a intenção de seguir, ao menos parcialmente, ou ainda avançar na agenda de Francisco.

Fonte: G1 e CBN



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