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:: ‘Destaque3’

Bandidos invadem casa de Naiara Azevedo e fazem família de refém

Bandidos fazem refém família da cantora Naiara Azevedo – Foto: Reprodução

Nesta terça-feira (29), bandidos fizeram a família de Naiara Azevedo de refém no distrito de Manfrinópolis, em Farol, cidade do interior do Paraná.

Os criminosos invadiram a propriedade, onde renderam o pai e a irmã da cantora  por aproximadamente três horas. A intenção dos assaltantes eram encontrar com Naiara no imóvel, mas a ex-BBB 22 não estava na propriedade, já que foi embora do local na na última segunda-feira (28).

“Dois indivíduos entraram na residência com armas e o objetivo era levar duas caminhonetes. Eles ficaram por volta de três horas no lugar, um dos meliantes levou a caminhonete para o Paraguai”, afirmou o Sargento Castro, responsável pela investigação.

“Não houve agressão, nenhum tipo de violência física, apenas psicológica e não efetuaram disparos” Sargento Castro, responsável pelo caso

Pesquisa aponta maior otimismo quanto ao mercado de trabalho desde o início da pandemia

Mercado de trabalho — Foto: Freepik

A 19ª edição do Índice de Confiança Robert Half, estudo trimestral que mede a percepção dos profissionais qualificados em relação ao mercado de trabalho e à economia, aponta aumento na confiança dos colaboradores após registro de queda no último trimestre.

Ao avaliar o momento presente, dos 100 pontos possíveis, o índice alcançou 35,5, avanço de 1,4 ponto na comparação com os 34,1 registrados em dezembro. Isso significa que, mesmo abaixo do patamar otimista (acima dos 50 pontos), trata-se do melhor índice para a situação atual desde o início da pandemia, em março de 2020 – nesse caso, o índice foi lançado antes do início oficial da quarentena.

Na mesma tendência, a expectativa para a situação futura apresentou ligeiro crescimento, de 48,6 para 48,8 pontos, mas bem longe do índice registrado em março de 2020 (56,7).

Índice de confiança Robert Half — Foto: Economia g1

O Índice de Confiança Robert Half abrange três categorias: profissionais empregados, profissionais desempregados e recrutadores. Em relação ao momento presente, os indicadores subiram em todas elas, o que representa um mercado mais confiante com o avanço da vacinação e o relaxamento das restrições sanitárias.

De forma semelhante, o índice para o futuro acompanhou o fluxo de redução do pessimismo entre empregados e recrutadores. Apenas os profissionais desempregados apresentaram piora na expectativa para os próximos seis meses. O destaque, no entanto, ficou com o grupo dos recrutadores, que já estava no patamar otimista (51,5) e, ainda assim, elevou sua confiança para 52,0, um bom sinal para o mercado de trabalho, pois indica a abertura de vagas, com novos projetos saindo da gaveta.

“Na edição anterior do estudo, finalizamos 2021 com incertezas e a confiança em relação ao que estava por vir, em queda. Atualmente, o cenário se apresenta mais positivo, tanto para o presente quanto para o futuro, mas não podemos negar que há muitos desafios a serem superados”, analisa Fernando Mantovani, diretor-geral da Robert Half para a América do Sul.

Segundo ele, há um fator peculiar: 2022 é um ano de eleições, “o que coloca muita gente em compasso de espera”.

Consolidação do modelo híbrido

O modelo de trabalho híbrido se consolidou como uma das principais tendências do mercado de trabalho, nos segmentos e nas posições em que é viável. O panorama das empresas brasileiras neste início de ano mostra que 50% das companhias estão atuando em modelo híbrido; 28% estão em modelo 100% presencial; e apenas 8% seguem em home office integral. Além disso, 13% das empresas entrevistadas ainda não contam com uma definição, pois optaram por realizar ajustes conforme os rumos da pandemia.

Veja o índice de exigência de dias no escritório dentro do modelo híbrido, segundo as empresas:

  • Colaborador pode escolher quantos dias prefere trabalhar no escritório: 39%
  • 4 dias na semana: 27%
  • 2 dias na semana: 16%
  • 3 dias na semana: 12%
  • 1 dia na semana: 6%

Para 73% dos recrutadores, uma das consequências da evolução dos modelos flexíveis foi a possibilidade de contratar profissionais de outras localidades. Eles afirmam considerar candidatos de outras cidades ou países para o preenchimento de vagas – 29% disseram avaliar candidatos de fora, mas sem oferta de apoio para mudança de cidade; 22% consideram esses profissionais apenas para o trabalho remoto; e 21% oferecem assistência para a mudança.

Mão de obra qualificada é desafio

De acordo com 74% dos recrutadores entrevistados, encontrar profissionais com os requisitos técnicos e comportamentais necessários para o preenchimento das vagas em aberto está difícil ou muito difícil. Na percepção de 65% deles, o cenário não deve mudar nos próximos seis meses, enquanto 25% acreditam que a busca ficará ainda mais difícil.

Segundo idioma torna currículo mais competitivo

A falta de fluência em um segundo idioma continua sendo uma barreira de contratação de profissionais com excelentes perfis e habilidades técnicas. A pesquisa mostra que 42% das empresas exigem dos profissionais fluência ou nível avançado em outra língua. Em resposta, do lado dos profissionais empregados, 63% afirmam possuir domínio em um segundo idioma. Entre os desempregados, o índice de fluência alcança 52%. Os três idiomas mais falados são inglês, espanhol e francês.

Contratação por projetos tem boas perspectivas

Os profissionais que trabalham por períodos determinados acompanharam os recrutadores na perspectiva otimista em relação ao futuro e alcançaram 55,2 pontos nesta edição do índice.

Mesmo abaixo dos 50 pontos ao avaliar os dias atuais, 52% dos entrevistados indicaram que a oferta de empregos por projetos temporários aumentou ao longo dos últimos seis meses, e 89% consideram que a experiência de trabalhar como temporário gera impactos positivos na carreira.

Na visão deles, as quatro principais vantagens são adquirir experiência (56%), networking (52%), contato com ferramentas novas (37%) e oportunidade de efetivação (37%).

A 19ª edição do ICRH é resultado de uma sondagem conduzida pela Robert Half entre 1º e 25 de fevereiro de 2022, com base na percepção de 1.161 profissionais, igualmente divididos em três categorias: recrutadores (profissionais responsáveis por recrutamento nas empresas, ou que têm participação no preenchimento das vagas); profissionais qualificados empregados; e profissionais qualificados desempregados (com 25 anos ou mais e formação superior).

Fonte:G1

Sisu 2022: inscrições são abertas

 

As inscrições para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) de 2022 foram abertas nesta terça-feira (15), na página oficial do programa. Os candidatos terão até sexta-feira (18) para fazer a inscrição. (veja calendário mais abaixo).

O processo leva em conta as notas dos candidatos no Enem 2021 para selecionar alunos que irão estudar em instituições públicas. Além de ter feito o Enem, o candidato precisa ter tirado nota superior a zero na redação para participar do Sisu.

O candidato não pode ter feito o Enem como “treineiro”, como é o caso de alunos que não concluíram o ensino médio. No dia 9 de fevereiro, o Ministério da Educação (MEC) divulgou as notas da edição de 2021 do exame.

Escolha do curso

  • Inscrição: É feita exclusivamente pela internet, sem a cobrança de taxa.
  • Prazo: O sistema fica aberto de forma ininterrupta durante o período de inscrição.
  • Mudança: É permitido ao candidato, durante o período de inscrição, mudar as suas opções de curso quantas vezes julgar conveniente. Apenas será considerada válida a última inscrição confirmada.
  • Comprovante: Ao finalizar a inscrição, o sistema possibilita ao candidato imprimir seu comprovante.

Documentos

Para se inscrever no Sisu, o candidato precisa concluir seu login clicando no botão “Entrar com gov.br” disponível na página do Sisu.

É preciso, no entanto, ficar atento aos documentos exigidos pelas instituições para efetivar a matrícula, em caso de aprovação. Essa informação estará disponível no sistema, no momento de sua inscrição.

Cronograma do Sisu

  • Inscrições: 15 a 18 de fevereiro
  • Resultado da chamada única: 22 de fevereiro
  • Matrícula ou registro acadêmico: 23 de fevereiro a 8 de março
  • Manifestação de interesse em participar da lista de espera: 22 de fevereiro a 8 de março
  • Resultados da lista de espera: a partir de 10 de março

 

Fonte: G1

Itapetinga: Chuva faz Rio Catolé subir e causa inundações pela cidade

O rio Catolé, que passa por Itapetinga, no sudoeste da Bahia, transbordou em alguns pontos e inundou parte do município neste sábado (25). Casas e ruas foram tomadas pela água. Não há registro de feridos ou desaparecidos.

Uma barragem, localizada no município de Barra do Choça, se rompeu neste sábado pausa do aumento da chuva. A barragem abastece os municípios de Vitória da Conquista e Belo Campo, ambas no sudoeste baiano, e outras localidades na região. A estrutura do local estava comprometida, inclusive, apresentou rachaduras por causa da chuva dos últimos dias.

Imagem aérea de Itapetinga, no sudoeste da Bahia, neste sábado (25) — Foto: Helder Gomes/Arquivo Pessoal

Imagem aérea de Itapetinga, no sudoeste da Bahia, neste sábado (25) — Foto: Helder Gomes/Arquivo Pessoa

Com o rompimento da barragem, o rio Catolé, em Itapetinga, que já estava transbordando em algumas regiões, acabou invadindo várias residências no município. Os moradores tiveram que deixar as casas e receberam ajuda de familiares, amigos e da prefeitura. A instituição SOS Animais de Rua também foi invadida pela água do Rio Catolé.

O Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) informou que o fornecimento de água foi interrompido em toda a cidade, porque o setor de bombas da estação de captação, que fica no Rio Catolé, foi inundada pela água. O SAAE pediu para a população economizar água.

O distrito de Bandeira do Colônia, pertencente ao município de Itapetinga, também registra prejuízos por causa da chuva. Cerca de 60 pessoas foram acolhidas na escola Dona Geni e ficarão na unidade de ensino enquanto suas casas não tiverem condições de moradia ou até que as famílias sejam encaminhadas para um aluguel social.

Imagens aéreas mostram Itapetinga, no sudoeste da Bahia, inundada — Foto: Helder Gomes/Arquivo Pessoal

Na sexta-feira (24), mais de 100 milímetros de chuva causaram transtornos e vitimaram fortemente a população de Bandeira do Colônia. A prefeitura e defesa civil trabalham para levantamento de prejuízos, identificando as zonas de maiores riscos e abrigando a população atingida.

Itapetinga está com três abrigos a famílias desalojadas ou desabrigadas: Escola Dona Geni, em Bandeira do Colônia; CAIC – Paulo Hagge, na Vila Riachão; IPAM, na Nova Itapetinga.

Na sede e no distrito eram cerca de 120 acolhidos nos alojamentos, até as 16 de sábado.

Fonte:G1 Bahia

Convite para as comemorações dos 69 anos de Itapetinga.

Cesta básica passa de R$ 700 no país; veja o custo nas capitais

O preço da cesta básica voltou a subir em outubro, em 16 das 17 capitais pesquisadas pelo Dieese, chegando a passar de R$ 700.

Segundo levantamento divulgado pelo Dieese na sexta-feira (5), a cesta mais cara foi a de Florianópolis (R$ 700,69), seguida pelas de São Paulo (R$ 693,79), Porto Alegre (R$ 691,08) e Rio de Janeiro (R$ 673,85).

Até setembro, o preço ainda não tinha chegado a R$ 700 em nenhuma capital do país. A mais cara era a de São Paulo: 673,45.

Em 1 ano, o preço da cesta básica subiu em todas as capitais que fazem parte do levantamento. Os maiores percentuais foram observados em Brasília (31,65%), Campo Grande (25,62%), Curitiba (22,79%) e Vitória (21,37%).

Para as famílias de baixa renda, o preço da cesta básica de alimentos chega a comprometer, na média entre as 17 capitais, 58,35% do salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social (7,5%). Em algumas capitais, já equivale mais de 60% do salário mínimo.

Com base na cesta mais cara do país, o Dieese estima que o salário mínimo necessário deveria ser equivalente a R$ 5.886,50, o que corresponde a 5,35 vezes o piso nacional vigente (R$ 1.100). O cálculo é feito levando em consideração uma família de quatro pessoas, com dois adultos e duas crianças.

Entre os itens que mais subiram na passagem de setembro para outubro, o Dieese apontou a batata, o tomate, o pó de café, o óleo de soja e o açúcar.

  • A batata apresentou alta nas 10 cidades pesquisadas entre setembro e outubro e as taxas oscilaram entre 15,51%, em Brasília, e 33,78%, em Florianópolis;
  • O preço do café em pó subiu em 16 capitais, com destaque para as altas de Vitória (10,14%), Rio de Janeiro (10,06%), Campo Grande (9,81%) e Curitiba (9,78%);
  • O quilo do tomate registrou aumento de preço em 16 capitais. Os maiores aumentos ocorreram em Vitória (55,54%), João Pessoa (44,83%), Natal (42,16%), Brasília (40,16%) e Campo Grande (32,69%);
  • O valor do açúcar aumentou em 15 capitais, com aumento chegando a 7,02%, no Rio de Janeiro;
  • O óleo de soja registrou alta em 13 das 17 capitais. Os maiores encarecimentos ocorreram em Vitória (3,22%), Brasília (2,40%), Campo Grande (2,16%), Rio de Janeiro (1,81%) e São Paulo (1,76%);
  • O leite e a manteiga apresentaram elevação de preço em 11 capitais, com a maior alta sendo observada em Vitória (5,18%). Para o leite, o maior aumento foi registrado em Campo Grande.

 

Carro cai de prédio e atinge área de creche-escola em Salvador

 

Um carro caiu de um prédio na Rua Urbino de Aguiar, no bairro do Acupe de Brotas, em Salvador. O acidente aconteceu no final da tarde de segunda-feira (26) e ninguém ficou ferido.

De acordo com a Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador), o automóvel caiu nos fundos de uma creche-escola. A Transalvador não soube informar o que causou o acidente, nem como o veículo caiu do prédio.

Moradores contaram, nesta terça-feira (26), que as aulas foram suspensas na unidade, por causa do ocorrido. Ainda não há informações se o veículo já foi retirado do local.

Chega ao Brasil remédio inédito para tratar um tipo de câncer de pulmão altamente letal

 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recentemente deu o aval para o tratamento de um tipo de câncer de pulmão, que até então era desprovido de qualquer recurso terapêutico. Desenvolvido pela farmacêutica Janssen, o medicamento infusional amivantamabe foi desenhado para um tumor geralmente diagnosticado em estágio avançado ou com metástase — quando já se espalhou para outras partes do corpo.

A nova droga age precisamente em um subtipo de tumor, com uma mutação específica no gene chamado EGFR (receptor do fator de crescimento epidérmico). Ele está entre os mais difíceis de serem tratados. O remédio atua bloqueando diretamente a ação de moléculas alteradas, que funcionam como um “motor” para o crescimento das células do tumor. Ele conseguiu aumentar em até 55% a sobrevida dos pacientes, que já se encontram em fase final da doença. O que significa ganhar quase um ano de tempo, um prazo que na frieza das estatísticas pode parecer pouco, mas para quem vive a realidade de um câncer grave, poucos dias podem ser suficientes para resolver questões essenciais da vida.

— A medicina está ficando muito precisa nos diagnósticos do câncer de pulmão. Damos “nomes”, “sobrenomes” e identificamos características bem específicas do tumor, para então usarmos um medicamento específico. É o que chamamos de medicina de precisão. Agora podemos escolher o tratamento mais adequado para o paciente baseado em suas características pessoais — explica William Nassib William Junior, diretor médico de Oncologia e Hematologia da Beneficência Portuguesa de São Paulo.

o uso de drogas-alvo (remédios usados na medicina de precisão, como o amivantamabe) é tão importante para este tipo de tumor.

— A terapia-alvo bloqueia especificamente a molécula defeituosa, produzindo impacto contra a célula do câncer com menos efeito colateral, com resultado normalmente mais favorável e bem diferente da quimioterapia, que é uma medicação mais genérica — detalha William Junior.

 

 

Alta letalidade

A chegada do remédio ganha força pela alta letalidade do câncer pulmonar. Cerca de 25% das mortes ocasionadas por câncer em geral são causadas por tumores no órgão. No Brasil, a doença tirou a vida de mais de 29.300 pessoas só no ano passado, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Um dos motivos da alta letalidade é porque o diagnóstico costuma ser tardio. Quando os sintomas aparecem — como tosse persistente, catarro com sangue e falta de ar — a doença já está avançada ou já sofreu metástase. A principal causa de câncer no pulmão é o tabagismo. Não fumar e não ficar próximo de quem fuma é o principal método para evitar a doença.

O diagnóstico é feito por meio de exames de imagem, como raio-x e tomografia computadorizada do tórax. O tumor é identificado por meio da biopsia e passa também por um exame molecular para identificar os fatores que contribuem para seu desenvolvimento, e assim indicar o melhor tratamento.

Quando identificado precocemente, as chances de cura são maiores. Por isso, fumantes e ex-fumantes devem começar a rastrear a doença a partir dos 50 anos.

 

Câncer em não fumantes

Cerca de 80% dos cânceres de pulmão estão associados ao tabagismo. O cigarro contém substâncias, sobretudo o alcatrão, que alteram o DNA das células pulmonares. Uma recente análise, no entanto, avaliou as causas dos tumores não relacionados ao cigarro. O estudo, recém-publicado na revista científica Nature Genetics e conduzido por uma equipe internacional liderada por pesquisadores do Instituto Nacional do Câncer dos EUA (NCI), descreve pela primeira vez três subtipos moleculares de câncer de pulmão em pessoas que nunca fumaram.

As descobertas ajudarão a desvendar o mistério de como o câncer de pulmão surge em pessoas que não têm histórico de tabagismo e podem orientar o desenvolvimento de tratamentos clínicos mais precisos. Esse tipo de doença surge do acúmulo de mutações causadas por processos naturais no corpo e é mais comum em mulheres em idade mais precoce.

 

Fonte: O Globo

Secretária do Ministério da Saúde diz ser possível distribuir vacinas contra Covid para aplicação de terceira dose ainda este ano

 

Há exatos sete meses, era aplicada a primeira vacina contra a Covid-19 no Brasil. Agora, a discussão não é mais sobre se e quando teremos doses suficientes para toda a população, mas sim se já é hora de preparar estoque para uma possível terceira aplicação em pessoas completamente imunizadas. A possibilidade, inicialmente tratada mais fortemente nas esferas estadual e municipal, agora já é considerada abertamente por pessoas do governo federal. A secretária de Enfrentamento à Covid-19 do Ministério da Saúde, Rosana Leite Melo, afirmou nesta segunda-feira (16) que uma parte da população poderá precisar desse reforço e admitiu distribuir lotes para este fim ainda neste ano.

“Se formos pensar numa terceira dose, estamos calculando trabalhar priorizando determinados grupos. Só que a gente não decidiu ainda se teremos ou não terceira dose. Outras variáveis são analisadas. Nossa câmara técnica tem outra reunião esta semana para definir principalmente a parte dos estudos científicos. Mas conseguiríamos fazer (a distribuição da terceira dose) neste ano, sim”, disse Rosana, durante sua participação na reunião da Comissão Temporária da Covid-19 no Senado.

Na última sexta-feira (13), dia em que os Estados Unidos anunciaram a aplicação da terceira dose da vacina da Pfizer em pacientes com comprometimento do sistema imunológico, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pediu à farmacêutica informações sobre os estudos que indicariam a importância desse reforço. Outras análises avaliam cenários com doses extras em pessoas duplamente vacinadas com AstraZeneca.

E está previsto para os próximos dias o início de um estudo no Brasil com quem já recebeu duas doses da CoronaVac. A pesquisa, encomendada pelo Ministério da Saúde à Universidade de Oxford, vai recrutar 1.200 voluntários para testar a terceira aplicação com os quatro imunizantes em uso hoje no país: parte dos participantes receberá a própria CoronaVac, um segundo grupo tomará a AstraZeneca, outro a Pfizer e o último a Janssen.

Chile e Uruguai já anunciaram que aplicarão uma dose de outro fabricante em quem tomou duas da CoronaVac. Rosana Leite Melo disse que o ministério está preocupado com o avanço da cepa Delta, que tem levado a um aumento de casos mesmo em locais com muitas pessoas vacinadas. Presidente da Comissão Temporária da Covid-19 no Senado, Confúcio Moura (MDB-RO) lembrou que o também senador Otto Alencar (PSD-BA) foi infectado, mesmo tendo tomado duas doses, e citou a morte na semana passada do ator Tarcísio Meira, que já tinha completado a imunização.

— Pode ter sido por conta não só do imunizante, mas principalmente por ser alguém acima dos 80 anos. Essas observações nos darão subsídios para definir qual é o tempo da terceira dose. Será que utilizaremos com o mesmo intervalo? Utilizaremos um tempo maior? Ou será que teremos dose de reforço? — questionou a secretária.

A perda de efetividade da vacina entre os mais idosos está ligada ao funcionamento do corpo humano. Em pessoas de idade avançada, o que barra o pleno funcionamento do imunizante é um fenômeno chamado de imunossenescência, que faz com que o sistema imunológico tenha mais dificuldade em desenvolver uma resposta adequada às doenças, sobretudo às novas. Esse é um dos principais argumentos a favor da terceira dose.

 

 

Fonte: Site Extra

Raios X mostram diferença em casos de covid entre pacientes vacinados e não vacinados

Raios X mostram diferença em casos de Covid entre pacientes vacinados e não vacinados (Foto: Reprodução/ People)

 

Uma foto que circula na web viralizou ao mostrar a comparação de dois raios X de pacientes infectados pela covid-19. No entanto, um deles recebeu a dose da vacina e o outro não. A imagem retrata os efeitos do vírus nos pulmões.

No indivíduo vacinado, é possível observar que a imagem está mais “limpa”. Já a foto do paciente não imunizado, a  foto do órgão está turva. Segundo o médico Ghassan Kamel, diretor da UTI Médica do Hospital SSM Health SLU em St. Louis, em Missouri, nos Estados Unidos e o autor das imagens, a coloração mais densa do pulmão indica infecção por bactéria, muco ou secreções.

Segundo ele, para se tratar um paciente não vacinado, ele possivelmente precisaria internação. “Definitivamente, pelo menos, exigiriam oxigênio e às vezes exigiriam mais do que apenas oxigênio, como ventilador ou ser intubados com ventilação mecânica, sedados e basicamente com suporte de vida”, explicou em entrevista para a People.

De acordo com o Dr. Kamel, os indivíduos vacinados e que testam positivo para a doença geralmente não requerem os cuidados intensivos ou mesmo dar entrada na UTI, a não ser que tenham alguma doença pré-existente ou que sejam imunocomprometidos.

O médico ainda ressaltou que a imagem possa conscientizar as pessoas da importância da vacinação à medida que a variante Delta continua a se espalhar pelo país. “Se você não gosta da máscara, definitivamente não vai gostar do ventilador”, disse ele.

 

Fonte: Marie Claire



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