:: ‘Saúde’
Novembro Azul: Transição e ida ao urologista podem contribuir para prevenção com saúde masculina e câncer de próstata
O número de internados em decorrência de câncer de próstata na Bahia registrou um aumento entre 2021 a 2024. Dados da Secretaria de Saúde do Estado disponibilizados, mostraram que internações em decorrência da doença subiu de 2739 para 3617 nos últimos quatro anos. Em 2022, por exemplo, foram 3142 casos, seguidos por 3103 em 2023. Já neste ano, até o último dia 24 de outubro foram notificados 2341. Já a quantidade de óbitos obteve uma queda entre o ano passado e 2025, indo de 1575 a 1138 respectivamente.
No entanto, entre 2021 a 2023, foi obtido um crescimento de mortes pela doença, com 1420 casos, seguido por 1500 e 1608 respectivamente. Um dos fatores que pode influenciar em hospitalizações e mortalidade é a ausência de cuidado de homens com a saúde masculina, em especial por parte de pacientes não procurarem atendimento com profissionais da área de urologia.
Foto: Reprodução GOV BR
Em entrevista ao Bahia Notícias, o urologista Roberto Rossi alertou acerca da questão e apontou que a transição e ida de homens, principalmente os jovens, para profissionais do segmento podem ajudar na prevenção e cuidado com a saúde masculina e no câncer de próstata.
“A transição atrasada não aumenta o risco para o jovem de ser vítima de algum tipo de câncer, mas vai auxiliar bastante no desenvolvimento da consciência do jovem em cuidar da saúde de forma preventiva, saber se proteger de ISTs, ter cuidado com a iniciação na vida sexual e até saber como cuidar da sua higiene íntima. Além disto, esta nova relação com o urologista ou outro profissional servirá também de referência não só para os pais, mas também para o jovem”, explicou o médico.
Segundo ele, o profissional da área de urologia é referência para a saúde do homem, da infância até a idade avançada, especialmente na prevenção e cuidado à saúde.
“Não tenho dúvida alguma que assim como a ginecologista culturalmente é a referência para as jovens, o urologista, é o profissional que cuida do homem desde sua infância até a idade avançada, principalmente do ponto de vista cirúrgico e preventivo. Ele tem a qualificação mais do que suficiente para cuidar do homem e mostrar a ele que a importância de cuidar da saúde não é uma opção, mas uma decisão inteligente, corajosa e que pode transformar sua vida”, observou.
O especialista contou ainda sobre a importância e como deve ser feita a transição do público masculino para consultas em urologia.
“Caso o urologista seja o profissional escolhido pelos pais, acredito que antes da puberdade, quando as transformações começam, ele deve visitá-lo para que a relação seja estabelecida e os cuidados com a saúde sejam iniciados. Na minha opinião, deve ser uma transição leve, com a participação dos dois profissionais, com troca de informações e em decisão compartilhada com os pais e o adolescente”, afirmou Rossi.
O presidente da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU-BA), Humberto Ferraz, disse que o período recomendado para acompanhamento com urologista e clínico geral, seria a partir de 12 a 14 anos. De acordo com Ferraz, não existe periodicidade recomendada para acompanhamento urológico, mas após os 45 anos, é indicado acompanhamento anual. Essa mesma faixa-etária também é recomendada para o diagnóstico de câncer de próstata.
“A triagem para avaliar o risco de presença de câncer de próstata seria para todos os homens que têm fatores de risco maior como história familiar, cor negra e idade a partir dos 50 anos. Então, essas características secundárias vão se desenvolver entre os 12 e 14 anos. Acho que seria o período no qual ele começa a ter talvez o urologista como uma referência médica, e também o seguimento clínico conforme demanda. Ter um segmento com o médico clínico também, acho que é importante para a questão respiratória cardiovascular, principalmente na idade adulta acho que é importante”, pontua.
Humberto apontou ainda que a prevenção secundária, com diagnóstico precoce, pode proporcionar tratamentos curativos e reduzir a mortalidade.
“Essa prevenção secundária, que é o diagnóstico precoce, pode proporcionar tratamentos curativos e reduzir a mortalidade. Não temos como intervir de uma forma direta na frequência, no surgimento, mas uma vez que surge e o diagnóstico seja feito de início certamente pode haver queda nesta mortalidade”, comentou.
Um dos pacientes que foi pela primeira vez a uma consulta com urologista foi o administrador de empresa, Alessandro Costa. Ao Bahia Notícias, ele contou que passou por um atendimento devido a idade e ao histórico familiar.
“Fui a minha médica clínica, que sempre acompanha minha saúde, e meu exame de PSA apresentou resultado normal. Mas, devido à minha idade e ao histórico de que meu pai — com quem não tive convivência, pois fui adotado legalmente — provavelmente faleceu de câncer de próstata, a médica sugeriu que eu também procurasse um urologista”, revelou.
Para Alessandro, a ida aos especialistas de urologia auxiliou para sua saúde e pode contribuir para a de outros homens.
“Sim, nós homens precisamos estar mais atento a higiene no pênis e usar preservativo nas relações sexuais. O conhecimento e autocuidado é de suma importância para o bem-estar de nós”, relatou.
Fonte: Bahia Notícias
AVC silencioso é 10 vezes mais comum do que os sintomáticos e pode causar demência progressiva
Fraqueza ou dormência súbita em um lado do corpo, dificuldade para falar ou entender, alterações visuais, tontura e perda de equilíbrio. Quando se pensa em AVC (Acidente Vascular Cerebral), os sintomas perceptíveis são os mais citados. Mas, na verdade, a ausência deles caracteriza a maioria dos derrames mundo afora.
A demência é o principal sintoma do AVC silencioso, caracterizado por não ser súbito ou visível, mas que se acumula com o tempo e têm um grande impacto na cognição. Médicos dizem que não se deve, de maneira alguma, ignorá-lo.
Foto: Agência Brasil/Bahia Noticias
Nesta quarta-feira (29) se celebra o Dia Mundial do AVC, data estabelecida pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e pela Federação Mundial de Neurologia para promover a conscientização sobre os sinais de alerta, tratamento e medidas de prevenção.
Um estudo da Associação Americana do Coração diz que, para cada pessoa que sofre um AVC com sintomas claros, cerca de dez são silenciosos. O estudo ainda mostra que entre 8% e 31% da população apresenta essas lesões, e o número aumenta com a idade.
A neurologista Sheila Martins, presidente da Rede Brasil AVC, diz que os “pequenos infartos silenciosos” (como são chamados pequenos AVCs isquêmicos) acontecem porque pequenas áreas do cérebro vão perdendo circulação ao longo dos anos, causando um declínio progressivo da memória, do raciocínio, do juízo e da capacidade de planejamento.
Segundo a médica, os AVCs não são realmente silenciosos —sua manifestação é a perda de memória e o comprometimento cognitivo, o que faz com que o AVC seja a segunda principal causa de demência no mundo.
Foto: CANIM
Os sintomas podem não ser súbitos, mas se acumulam com o tempo e têm um impacto enorme na cognição. Eles são:
– Tontura
– Desequilíbrio
– Visão dupla
– Perda momentânea da visão de um olho
– Dificuldade de coordenar movimento
– Formigamento em parte do corpo
– Confusão mental leve e transitória.
A médica diz que é possível passar anos sem saber que se teve um AVC e encontrar indícios em exames de tomografia ou ressonância. “Nesses casos, o mais importante é investigar por que o AVC aconteceu — se há hipertensão, fibrilação atrial, diabetes, colesterol alto, tabagismo, entre outros fatores. Identificar e tratar a causa é essencial para evitar novos eventos”, diz Martins.
Percebendo os sintomas, é importante procurar avaliação médica rápida. O tratamento é uma corrida contra o tempo: cada minuto conta. Nos casos leves, se houver demora, há um risco alto de um novo AVC em pouco tempo ou de se tornar grave, diz a neurologista. Os efeitos mais graves da doença são paralisia corporal, perda de visão e de capacidade de fala, coma ou morte cerebral.
A recomendação é procurar rapidamente um centro de saúde que tenha equipamentos que realizam os procedimentos de trombólise e trombectomia. “Não marque consulta nem procure a UPA. AVC mesmo leve ou AIT (ataque isquêmico transitório) é uma urgência médica e deve ser atendido imediatamente em um centro de AVC”, diz Martins.
Prevenir, no entanto, é a medida mais eficaz. Manter a pressão abaixo de 12/8, não fumar, evitar álcool em excesso, adotar alimentação equilibrada, praticar exercícios, controlar o peso e tratar doenças cardíacas são medidas essenciais.
Fonte: Bahia Notícias
Médica aponta alguns alimentos que podem deixar seu suor com cheiro ruim
Mesmo mantendo a higiene em dia, muitas pessoas percebem, em certos momentos, um odor de suor mais forte do que o habitual. Embora a primeira reação seja culpar o desodorante, a causa pode estar ligada à alimentação — especialmente aos temperos e ingredientes ricos em compostos voláteis, que influenciam o cheiro natural do corpo.
Foto: Portal Tupiniquim
De acordo com a endocrinologista Jacy Alves, há uma relação direta entre o que comemos e o odor exalado pela pele.
Alimentos que intensificam o mau cheiro do suor
Entre os principais vilões estão os alimentos ricos em enxofre, como alho, cebola, brócolis e couve-flor.
“Esses ingredientes produzem compostos sulfurados
que alteram o cheiro do suor”, detalha Jacy.
As carnes vermelhas também entram na lista. Segundo a endocrinologista, elas produzem resíduos nitrogenados, como a amônia, que são eliminados pelo suor e pela urina, deixando o odor mais intenso.
Apesar de o suor eliminar pequenas quantidades de toxinas, a pele não é a principal via de eliminação desses compostos.
“A maior parte das toxinas é eliminada pelos rins e pelo fígado —
o suor participa de forma secundária nesse processo”, esclarece a especialista.
E os alimentos termogênicos?
Ingredientes como pimenta, gengibre e chá verde são conhecidos por aumentar a temperatura corporal e a transpiração, mas não causam, por si só, mau cheiro
“O odor mais forte ocorre quando o aumento do suor está associado ao
consumo de alimentos que produzem compostos com cheiro marcante”,
afirma Jacy Alves.
Nem todos são afetados da mesma forma
O impacto da alimentação sobre o odor corporal varia de pessoa para pessoa. Fatores como metabolismo, equilíbrio hormonal e flora bacteriana da pele influenciam essa percepção.
“Pessoas com tendência à sudorese intensa ou com desequilíbrios hormonais
podem notar mais mudanças no cheiro do suor, mas qualquer um
pode ser afetado dependendo do cardápio”, conclui a médica.
Fonte: Portal Tupiniquim
Casos de câncer em jovens adultos de até 50 anos aumentam 284% no SUS entre 2013 e 2024
Crescimento segue tendência mundial; tumores de mama, colorretal e fígado estão entre os que mais avançam entre pessoas jovens. Ministério da Saúde não tem dados englobando casos atendidos pela saúde suplementar.
Fazia sete anos que a operadora de caixa Jaqueline Chagas, então com 35 anos e hoje com 46, ouvia do ginecologista que o caroço que deformava seu seio era benigno. “Dava para sentir o nódulo no abraço”, relembra.
Fonte: G1
O que ela não sabia é que fazia parte de uma tendência crescente no Brasil e no mundo: o aumento de casos de câncer em pessoas de até 50 anos.
- Entre 2013 e 2024, o número de diagnósticos nessa faixa etária cresceu quase quatro vezes (284%) no Sistema Único de Saúde (SUS) — de 45,5 mil para 174,9 mil casos, segundo um levantamento feito pelo g1 com dados do painel DataSUS.
- Os tumores de mama, colorretal e fígado estão entre os que mais crescem nesse grupo.
- O câncer de mama lidera os diagnósticos, com alta de 45% entre 2013 e 2024 e mais de 22 mil novos casos anuais de mulheres de até 50 anos registrados no SUS.
Foi durante uma mamografia de urgência que Jaqueline descobriu o diagnóstico.
“A médica que me examinava olhou para a colega dela e disse: ‘Mais uma jovem com câncer de mama, essa é a terceira hoje’. Foi assim que descobri que tinha câncer”, conta.
“Eu congelei. Primeiro, tive certeza de que morreria.
Depois, pensei na minha mãe.”
Câncer em adultos de 18 a 50 anos no SUS
Evolução dos casos entre 2013 e 2024 (Brasil)
| Ano | Casos registrados | Variação acumulada |
| 2013 | 45.506 | – |
| 2016 | 49.024 | +7,7% |
| 2019 | 155.655 | +242% |
| 2022 | 174.565 | +283% |
| 2024 | 174.938 | +284% |
Pressão 12 por 8: o que é indicado para quem é pré-hipertenso? Saiba o que são as ‘medidas não medicamentosas’
Mudanças como a prática frequente de exercício físico, adoção de uma dieta mais saudável e redução do estresse são fundamentais para o controle da pressão arterial.
Por muito tempo, a pressão de 12 por 8 foi considerada o limite do normal. Agora, com a nova diretriz, esse valor passa a ser classificado como pré-hipertensão, exigindo atenção médica.
⚠️Mas isso não significa que quem tem pressão 12 por 8 vai precisar começar a tomar remédio para controle da pressão.
Rogerio Petrassi, médico cardiologista do Hospital Beneficência Portuguesa, explica que, nesses casos, ainda não é necessário iniciar nenhum tipo de tratamento medicamentoso, mas é fundamental adotar algumas medidas de prevenção.
“É importante estabilizar os fatores de risco que
possam contribuir para o desenvolvimento
da hipertensão arterial”, alerta Petrassi.
A nova Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial, divulgada na quinta-feira (18), indica que, nesses casos, o indicado são as medidas não medicamentosas (MNM).
➡️Em resumo, essas medidas incluem:
- Não fumar
- Adotar uma dieta saudável
- Controlar o peso corporal
- Fazer atividade física regularmente
- Ingerir pouca ou nenhuma bebida alcoólica
- Realizar práticas de controle do estresse
Apesar de já serem indicadas para o público geral, elas se tornam ainda mais importantes para quem já está em um quadro considerado de pré-hipertensão.
Foto: Internet
Perda de peso e atividade física
Os especialistas detalham no documento que a hipertensão arterial está fortemente relacionada ao sobrepeso e à obesidade.
“Mesmo sem alcançar o peso corporal desejável, a perda
de peso reduz a pressão arterial e o risco cardiovascular
proporcionalmente à duração da perda de peso”,
afirmam os especialistas.
Assim, o controle do peso corporal é uma medida essencial para pacientes já hipertensos ou com quadros de pré-hipertensão.
A manutenção do peso depende da “adoção de hábitos saudáveis, complementados por condutas medicamentosas e cirúrgicas, quando necessárias”, pontua a diretriz.
Nesse contexto, outra recomendação é fundamental: a prática de exercícios físicos.
“A prática de atividade física […] reduz em até 19% a incidência
de hipertensão arterial e, nos pacientes com hipertensão,
diminui em cerca de 30% o risco de mortalidade”,
alerta o documento.
Os benefícios acontecem tanto com os treinamentos aeróbicos como com exercícios de resistência.
Mudanças na dieta
Outro ponto fundamental para a redução do risco de desenvolvimento de hipertensão são as mudanças na dieta.
Para quem precisa fazer o controle da pressão, a recomendação é adotar o padrão alimentar conhecido como DASH (sigla em inglês para Dietary Approaches to Stop Hypertension).
🥗A dieta DASH prioriza o consumo de:
- Frutas
- Hortaliças
- Laticínios com baixo teor de gordura
- Cereais integrais
- Carnes magras
- Frutas oleaginosas
🚫Ela restringe o consumo de:
- Gorduras saturadas
- Carnes gordurosas
- Grãos refinados
- Açúcar de adição
Fonte: Freepik
É rica em potássio, cálcio, magnésio e fibras, contendo quantidades reduzidas de sódio, colesterol, gordura total e saturada.
O documento destaca, especificamente, as vantagens do aumento do consumo de potássio.
“Como dietas ricas em potássio refletem um padrão alimentar
saudável, elas são a forma recomendada para aumentar a ingestão
desse mineral”, afirmam os especialistas.
Outra recomendação importante é a redução no consumo de sódio. A restrição na ingestão de sal promove uma diminuição proporcional da pressão arterial.
Controle do estresse
Por fim, os especialistas alertam que o estresse mental também está associado a um maior risco de desenvolvimento de hipertensão.
Nesse sentido, recomenda-se medidas para redução do estresse, ainda que apresentem menor certeza de evidência em relação às demais intervenções de mudanças no estilo de vida.
🧘🏻♀️Entre as práticas que podem ser adotadas estão:
- Meditação
- Respiração lenta e guiada
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O Deputado Federal Antônio Brito destina R$ 2,5 milhões para a saúde de Itapetinga.
O deputado federal Antônio Brito (PSD), destinou uma emenda para o município de Itapetinga. A emenda no valor de R$ 2,5 milhões será destinada para a saúde do município.

Com esses novos recursos, para custeio dos serviços de atenção primária, a saúde de Itapetinga, avança na oferta de serviços à população, garantindo uma assistência de saúde mais robusta e eficiente.
Assim, o Deputado Antônio Brito reafirma seu compromisso com a população de Itapetinga, se mostrando o Deputado mais atuante no município, sempre se fazendo presente, acompanhando as demandas e enviando recursos para cuidar ainda melhor da nossa cidade.
Fonte: Ascom
‘Tomei vacina em 10 minutos’: estrangeiros vão às redes para elogiar o SUS
“Proteja o SUS “. Na pandemia, as redes sociais foram inundadas por imagens que defendiam o Sistema Único de Saúde. Agora, é a vez de os estrangeiros que estão no país elogiarem o atendimento médico daqui.
Recentemente, o correspondente do jornal americano “The Washington Post” Terrence McCoy, viralizou contando sobre a agilidade com que foi atendido em Paraty —sem pagar nada— após sofrer um acidente fechando o porta-malas de seu carro.
Foto: Arquivo Pessoal / Viva Bem Uol
‘Nem sabia que era de graça’
Ele não é o único. O TikTok está inundado de uma trend de estrangeiros elogiando os atendimentos que receberam de forma gratuita em hospitais públicos. Eles reconhecem os enormes desafios do SUS, mas também destacam as vantagens.
Su Temitope é nigeriana e está no Brasil há cinco anos. Ela gravou um vídeo destacando que uma das coisas que ama no país é o atendimento que recebe na UBS (Unidade Básica de Saúde).
“Na Nigéria, até os hospitais públicos são pagos. É como ir a um particular aqui no Brasil”, disse.
“A primeira vez que fui ao SUS foi para fazer minha carteirinha de atendimento. Foi muito rápido. E eu nem sabia que era de graça. Queria garantir que conseguiria ser atendida quando precisasse”, explicou Temitope.
Doente, foi à UBS certa vez. Estava cheio, mas o atendimento funcionou. “Peguei minha senha e algumas pessoas preferenciais passaram na minha frente, o que é normal. Na triagem, como meu caso não era grave, fui sinalizada com uma pulseira verde”, conta.
Ao fim da consulta, o médico deu uma receita e Temitope pôde pegar os medicamentos na farmácia popular.
“Não pagar nada foi muito chocante para mim –nem a consulta e nem os remédios.
Sei que é pago com impostos, mas é legal saber que posso correr para o SUS.
Pode demorar, sim, dependendo de onde você está. Mas eles vão te atender.
Ver que pessoas que não têm dinheiro podem conseguir tratamento,
diferentemente da Nigéria, me deixa feliz”.
Su Temitope
Atendimentos aos milhões
De acordo com dados do Ministério da Saúde, de janeiro de 2022 a dezembro de 2023, 520.188 estrangeiros foram atendidos nos cuidados primários à saúde. Em 2024, 337.187 deles passaram pelo SUS e, em 2025, os números já somam 256.946.
Em atendimentos especializados, a contagem segue alta: foram 3.087.075 atendimentos entre 2022 e maio de 2025. A atenção hospitalar para estrangeiros, no mesmo período, foi de 150.180. O governo gastou com estrangeiros, em três anos, R$ 486.530.713.
Isso acontece porque o SUS tem como regra atender todas as pessoas que estão em território brasileiro, o que inclui de turistas a visitantes temporários, independentemente de origem e status migratório.
Segundo comunicado enviado à reportagem, “os acolhimentos e atendimentos devem ocorrer sem exigir documentação específica que possa impedir ou colocar barreiras no acesso”.
Uma ‘picadinha’ em qualquer lugar do país
Nick Whincup é da Inglaterra, o berço da NHS (National Health Service, ou Serviço Nacional de Saúde) —a inspiração por trás da criação do SUS. Ele mora no Brasil há seis anos e, como tem plano de saúde, a primeira vez que precisou usar o SUS foi após ser mordido por um cachorro de rua no Rio de Janeiro.
“O animal estava deitado embaixo de um banco em que sentei. Não vi e acabei pisando no rabo dele. Mesmo de calça, minha perna sangrou. Cheguei ao hospital e me falaram que eu precisaria procurar uma UBS para a vacina”, contou
Na saída do atendimento, ele gravou um vídeo impressionado com a forma como foi atendido. “Não conseguia acreditar no quanto meu atendimento foi rápido. Como era para vacinação, a fila estava pequena, me atenderam em no máximo 10 minutos. A médica foi simpática e ainda falava inglês bem”, conta Whincup.
Foto: Instagram / Uol
Ele precisaria de quatro doses de vacina antirrábica. Foi instruído sobre os intervalos, recebeu um comprovante e ouviu que poderia receber a “picadinha” em qualquer lugar do país —uma das preocupações era por ter uma viagem marcada para Salvador.
Seu registro rendeu elogios à equipe de atendimento. Após o vídeo viralizar, um representante do Ministério da Saúde entrou em contato com ele, agradecendo o elogio. E também falou com a Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro, que repassou o reconhecimento para as atendentes do dia.
Ter à disposição uma vacina contra a raiva parece banal, mas, recentemente, uma brasileira narrou a saga para conseguir as doses do imunizante após ser mordida por um macaco na Tailândia. Ela chegou a gastar R$ 4.200 no país asiático para tomar vacinas. E mais uma quantia no Japão, para onde seguiu viagem. Acabou retornando ao Brasil porque teve uma reação alérgica e não conseguia atendimento no Japão.
Nem tudo são flores
Para Temitope, que não tem atendimento médico gratuito em seu país, é chocante ouvir um brasileiro reclamar do SUS, mesmo com as limitações do sistema de saúde.
Foto: Instagram / Uol
“Quando as pessoas já estão acostumadas com o que têm, vão querer algo melhor. Como vim de um lugar sem nenhum acesso, acho uma maravilha. Vejo pessoas se irritando, brigando com enfermeiras, mas prefiro ficar calada, porque acho incrível ter um hospital para ir”, disse.
“Em muitos países, as pessoas vão nascer e morrer sem conhecer as delícias do atendimento público de saúde.”
Su Temitope
Para Whincup, que vem de um país onde a oferta —e os problemas— também existem, a percepção é outra. “Saí do país há 15 anos e sempre houve reclamações. Hoje sei que o número de reclamações contra o NHS aumentou”, conta.
Ele usa como exemplo tratamentos contra o câncer. Em casos graves, em que o paciente precisa ter uma consulta entre três e seis meses, o NHS pode demorar mais tempo do que isso. Problemas parecidos também afetam o SUS.
O tempo de espera é, na opinião de médicos ligados à criação do SUS no Brasil, um dos principais gargalos, sobretudo no atendimento secundário (acesso a especialistas, por exemplo, cardiologista) e terciário (hospitais de grande porte, acesso a cirurgias, por exemplo).
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Uma pesquisa com 1.500 brasileiros, em 2024, mostrou que brasileiros da classe C são impactados pela longa espera no SUS. 60% afirmam que o tempo de espera para consultas com especialistas é muito longo. A mesma reclamação vale para exames (56%) e consulta com clínicos gerais (46%).
No mesmo levantamento, feito pelo Instituto Locomotiva, 94% concordam que reduzir o tempo de espera para consultas e exames deveria ser uma prioridade.
“Só usei o SUS uma vez, para vacina, então só posso falar da minha experiência, que foi ótima.
Não uso o NHS há anos, mas acredito que as pessoas do Reino Unido têm um
bom atendimento de saúde gratuito, só não é perfeito”.
Nick Whincup
Whincup diz ter orgulho do NHS, mas, assim como os brasileiros, gostaria que o serviço melhorasse.
Fonte: Viva Bem/Uol
Alexandre Iossef, Gerente Administrativo do HCR, tem semana produtiva em Brasília
Nesta semana, o Gerente Administrativo das Santas Casas de Jequié e Itapetinga, Alexandre Iossef participou do 33º Congresso das Santas Casas, em Brasília, onde as pautas do setor filantrópico foram amplamente debatidas.

Ontem também ocorreu a assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre a Santa Casa de Jequié, o Hospital Cristo Redentor – HCR (Itapetinga) e a Santa Casa Portuguesa do Peso da Régua. Essa parceria une Brasil e Portugal, criando oportunidades de intercâmbio e projetos para fortalecer a saúde filantrópica e ampliar o cuidado a quem mais precisa.

Com a presença de lideranças como o deputado federal Antonio Brito, do presidente da CMB, Mirocles Veras, do presidente da União das Santas Casas Portuguesas, Manuel de Lemos e representantes da Federação das Santas Casas da Bahia, o compromisso segue firme na missão de oferecer uma saúde mais humana e efetiva para a população!
Fonte: Ascom
05/8 – Dia Nacional da Saúde e Nascimento de Oswaldo Cruz
O Dia Nacional da Saúde, comemorado em 05 de agosto, é o dia de nascimento de Oswaldo Cruz. A Lei nº 5.352/1967 oficializou e inseriu a comemoração no calendário brasileiro com a finalidade de promover a educação sanitária e despertar a consciência do valor da saúde, bem como homenagear e recordar a vida e a obra desse importante personagem na história do combate e erradicação das epidemias da peste, febre amarela e varíola no Brasil, no final do século XIX e começo do século XX.
Foto: Ministério da Saúde
Nascido em 1872, foi responsável pela criação do Instituto Soroterápico Federal (atualmente conhecido como Fundação Oswaldo Cruz – Fiocruz) e da fundação da Academia Brasileira de Ciências.
Graduou-se na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1892, apresentando a tese de doutoramento “A vehiculação microbiana pelas águas”. Antes de concluir o curso, já publicara dois artigos sobre microbiologia na revista Brasil Médico.
Seu interesse pela microbiologia levou-o a montar um pequeno laboratório no porão de sua casa. Contudo, a morte de seu pai, no mesmo ano de sua formatura, impediu o aprofundamento de seus estudos por um tempo. Dois anos depois, a convite de Egydio Salles Guerra, que se tornaria seu amigo e biógrafo, trabalhou na Policlínica Geral do Rio de Janeiro, onde era responsável pela montagem e a chefia do laboratório de análises clínicas. Em 1897 Oswaldo Cruz viajou para Paris, onde permaneceu por dois anos estudando microbiologia, soroterapia e imunologia, no Instituto Pasteur, e medicina legal no Instituto de Toxicologia.
Dois anos depois, o jovem bacteriologista assumiu a direção do Instituto e trabalhou para ampliar suas atividades para além da fabricação de soro antipestoso, incluindo a pesquisa básica aplicada e a formação de recursos humanos. No ano seguinte, chegou ao comando da Diretoria-Geral de Saúde Pública (DGSP).
Oswaldo Cruz teve que empreender uma campanha sanitária de combate às principais doenças da então capital federal: febre amarela, peste bubônica e varíola. Para isso, adotou métodos como o isolamento dos doentes, a notificação compulsória dos casos positivos, a captura dos vetores – mosquitos e ratos –, e a desinfecção das moradias em áreas de focos. Utilizando o Instituto Soroterápico Federal como base de apoio técnico-científico, deflagrou campanhas de saneamento e, em poucos meses, a incidência de peste bubônica diminuiu com o extermínio dos ratos, cujas pulgas transmitiam a doença.
Ao combater a febre amarela, na mesma época, Oswaldo Cruz enfrentou vários problemas. Grande parte dos médicos e da população acreditava que a doença se transmitia pelo contato com as roupas, suor, sangue e secreções de doentes. No entanto, Oswaldo Cruz acreditava em uma nova teoria: o transmissor da febre amarela era um mosquito. Assim, suspendeu as desinfecções, método tradicional no combate à moléstia, e implantou medidas sanitárias com brigadas que percorreram casas, jardins, quintais e ruas, para eliminar focos de insetos. Sua atuação provocou violenta reação popular.
Em 1904, com o recrudescimento dos surtos de varíola, o sanitarista tentou promover a vacinação em massa da população. Os jornais lançaram uma campanha contra a medida. O congresso protestou e foi organizada a Liga contra a vacinação obrigatória. No dia 13 de novembro, estourou a rebelião popular e, no dia 14, a Escola Militar da Praia Vermelha se levantou. O Governo derrotou a rebelião, que durou uma semana, mas suspendeu a obrigatoriedade da vacina. Mesmo assim, em 1907, a febre amarela estava erradicada do Rio de Janeiro. Em 1908, em uma nova epidemia de varíola, a própria população procurou os postos de vacinação.
A luta contra as doenças ganhou reconhecimento internacional em 1907, quando Oswaldo Cruz recebeu a medalha de ouro no 14º Congresso Internacional de Higiene e Demografia de Berlim, na Alemanha, pelo trabalho de saneamento do Rio de Janeiro. Oswaldo Cruz ainda reformou o Código Sanitário e reestruturou todos os órgãos de saúde e higiene do país.
Com insuficiência renal, morreu em 11 de fevereiro de 1917, com apenas 44 anos.
Foto: Ministério da Saúde
A data comemorativa objetiva despertar valores relacionados à saúde, cuja definição vai muito além da ausência de doenças, pois está diretamente relacionada à presença de uma autêntica qualidade de vida no cotidiano da população.
Ser saudável depende de uma série de fatores físicos e mentais que devem fazer parte da rotina de todos, como uma boa alimentação, privilegiando alimentos frescos em detrimento de alimentos processados e ultra processados, ingestão suficiente de água, a prática de atividades físicas, lazer e descanso.
Fonte: Biblioteca Virtual em Saúde / Ministério da Saúde
Cansaço que não passa? Pode ser inflamação crônica
A inflamação crônica é constante. O sistema imune permanece ativado por longos períodos, liberando substâncias inflamatórias que, em vez de proteger, passam a agredir os tecidos e órgãos do próprio corpo
Você acorda cansada, mesmo depois de uma boa noite de sono? Sente dores de cabeça frequentes, sofre com ansiedade, dificuldade para perder peso, problemas digestivos ou inchaço persistente? Esses sintomas, aparentemente isolados, podem ter uma raiz comum: a inflamação crônica.
Silenciosa e persistente, ela afeta as pessoas sem que percebam sua real origem.
— A inflamação crônica é invisível, mas seus efeitos são sentidos todos os dias— explica a médica nutróloga Daniela Kanno, com certificação internacional em Medicina do Estilo de Vida.
De forma simples, a inflamação pode ser dividida em dois tipos. A aguda é uma reação natural do organismo diante de infecções ou lesões — como uma gripe ou um corte na pele. Ela ativa o sistema imunológico para combater o agente agressor, num processo com começo, meio e fim.
Já a inflamação crônica é sorrateira e constante. O sistema imune permanece ativado por longos períodos, liberando substâncias inflamatórias que, em vez de proteger, passam a agredir os tecidos e órgãos do próprio corpo. O resultado aparece em forma de fadiga, ganho de peso, prisão de ventre, enxaqueca, queda de cabelo, pele ressecada, ansiedade e mudanças bruscas de humor.
— É comum o paciente tentar emagrecer sem sucesso, conviver com intestino preso, sentir a cabeça pesada, dormir mal e viver exausto. Tudo isso pode estar relacionado à inflamação — aponta Daniela.
Foto: Freepik/O Globo
Entre os sintomas mais comuns estão:
- Inchaço abdominal, gases, refluxo e azia
- Intolerâncias alimentares e enjoo matinal
- Mau cheiro corporal, gosto ruim na boca
- Unhas fracas, pele seca, pés rachados
- Dificuldade para dormir ou acordar
- Ansiedade, estresse, irritabilidade
- Falta de concentração, lapsos de memória
- Vício em doces, descontrole alimentar
- Gordura abdominal, celulite, perda muscular
- Acne, rosácea, dermatites, urticária, psoríase
- Cabelos brancos precoces, envelhecimento acelerado
As principais causas da inflamação crônica estão diretamente ligadas ao estilo de vida moderno. Entre elas, destacam-se:
- Dieta rica em alimentos ultraprocessados, açúcar e gorduras trans
- Disbiose intestinal (desequilíbrio na flora do intestino)
- Estresse crônico e noites mal dormidas
- Falta de atividade física
- Exposição constante a toxinas químicas (de poluição a cosméticos e produtos de limpeza)
- Uso excessivo de medicamentos, como anti-inflamatórios e antibióticos
- Consumo excessivo de álcool e tabagismo
- Baixa hidratação e deficiência de vitamina D
—Não é normal viver cansado. Hábitos ruins levam o corpo a um estado inflamatório constante — alerta Daniela.
Estudos científicos associam a inflamação crônica a uma série de doenças graves, como: síndrome metabólica, obesidade, diabetes, hipertensão, doenças autoimunes, depressão, Alzheimer, câncer, sarcopenia (perda de massa muscular), osteoporose e até infertilidade.
A boa notícia é que a inflamação pode ser revertida. E a chave não está em remédios ou suplementos milagrosos, mas em mudanças sustentáveis no estilo de vida.







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