:: ‘Destaque2’
MEC proíbe cursos a distância de direito, medicina e outras 3 graduações
O presidente Lula assinou a nova política de EAD (Educação a Distância), que determina que cursos de medicina, direito, odontologia, enfermagem e psicologia sejam oferecidos exclusivamente no formato presencial.
Foto: Pexels
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O que aconteceu
Decreto regulamenta cursos EAD no ensino superior. As normas deveriam ter sido publicadas no fim do ano passado, mas foram adiadas diversas vezes. Segundo o governo, o objetivo da medida é aumentar a qualidade do ensino a distância.
Lula apresentou a nova política hoje ao lado do ministro da Educação, Camilo Santana. “A EAD de qualidade é ferramenta estratégica para que nosso povo tenha mais acesso à educação superior”, afirmou Santana.
Novas regras proíbem aulas online de medicina, direito, odontologia, enfermagem e psicologia. Os demais cursos na área da saúde e de licenciatura (formação de professores) também só poderão ser ofertados no formato presencial ou semipresencial. Os estudantes já matriculados em cursos descontinuados poderão concluí-los normalmente, segundo o MEC.
Graduações EAD deverão ter uma cota de 20% das atividades presenciais ou “síncronas mediadas” (atividades interativas, com transmissão ao vivo). Antes, essa modalidade podia ser totalmente online e com aulas gravadas. As universidades terão dois anos para adaptarem gradualmente esses cursos.
Foto: Ricardo Stuckert/PR
Cada disciplina deverá ter pelo menos uma avaliação presencial. Essa prova terá peso majoritário na nota final do estudante, conforme as novas regras.
MEC também criou modelo semipresencial. O decreto regulamenta o novo formato, composto obrigatoriamente por carga horária de atividades fisicamente presenciais (estágio, extensão, práticas laboratoriais) e síncronas mediadas, além de carga horária a distância.
No período de 2018 a 2023, os cursos EAD cresceram 232% no país. Em 2023, o número de ingressantes nesse formato foi o dobro dos ingressantes nos cursos presenciais, segundo o ministério.
Fonte: uol.com
Janja reconhece quebra de protocolo em jantar com Xi Jinping, mas diz que ‘não vai se calar’
Primeira-dama usou discurso em Brasília para defender conduta em jantar em Pequim – quando causou constrangimento ao pedir a palavra para criticar algoritmos do TikTok.
A primeira-dama, Janja da Silva, rebateu em discurso nesta segunda-feira (19) as críticas que sofreu por ter “quebrado o protocolo” ao pedir a palavra em um jantar oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o presidente da China, Xi Jinping, em Pequim na semana anterior.
Na ocasião, Janja protagonizou um “climão” ao falar dos efeitos nocivos da plataforma chinesa TikTok e acusar a rede social de favorecer a direita.
Como noticiaram os colunistas Andréia Sadi e Valdo Cruz no g1, não havia previsão de falas nesse evento e a situação foi vista como “constrangedora” pelos presentes.
Nesta segunda, Janja participou de um evento do Ministério dos Direitos Humanos sobre o combate à violência sexual contra crianças e adolescentes. E, ao falar dos riscos gerados pelas redes sociais, fez referência ao episódio.
“Em nenhum momento eu calarei a minha voz para falar sobre isso. Em nenhum momento, em nenhuma oportunidade. Não há protocolo que me faça calar se eu tiver uma oportunidade de falar sobre isso com qualquer pessoa que seja, do maior grau ao menor grau, do mais alto nível à qualquer cidadão comum”, disse Janja.
“Eu quero dizer que a minha voz vocês podem ter certeza que vai ser usada para isso. E foi para isso que ele foi usada na semana passada quando eu me dirigi ao presidente Xi Jinping após a fala do meu marido [Lula] sobre uma rede social.”
“Eu quero dizer que eu, como mulher, não admito que alguém me dirija dizendo que eu tenho que ficar calada. Eu não me calarei quando for para proteger a vida das nossas crianças e dos nossos adolescentes”, disse.
Já no começo do discurso, enquanto cumprimentava as outras autoridades, Janja ironizou as críticas que recebeu por ter pedido a palavra no jantar com Xi Jinping.
“Eu fico feliz que vocês me convidaram e que eu vou poder falar, que eu não vou precisar ficar calada. O protocolo aqui me deixa falar, né, Macaé?”, perguntou à ministra Macaé Evaristo (Direitos Humanos), sob aplausos.
Foto: Ricardo Stuckert/PR
Responsabilização das plataformas
Janja defendeu a responsabilização das plataformas digitais no Brasil como uma forma de combater crimes contras crianças e adolescentes.
A primeira-dama apoia a regulamentação das plataformas, ideia defendida no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“As redes sociais, os jogos online, os grupos de mensagem, todos os espaços digitais fazem parte do cotidiano dos nossos filhos, das nossas crianças e adolescentes e, como qualquer espaço, há riscos. A violência virtual, o aliciamento, o bullying digital e o acesso a conteúdos impróprios e criminosos podem acontecer a qualquer momento”, afirmou.
A primeira-dama declarou que ficou “em choque” quando tomou conhecimento da história de uma menina de 8 anos que morreu após inalar desodorante aerossol. Segundo a família, a menina participou de um desafio lançado em uma rede social.
Relembre o caso Araceli: Crime brutal, serviu para alertar a sociedade sobre a violência contra as crianças
Morte de Araceli, em 1973, serviu de marco para a criação do Dia Nacional de Combate ao Abuso Sexual contra crianças, 18 de maio.
O caso do desaparecimento e morte da menina de oito anos, Araceli Cabrera Crespo, em maio de 1973, intriga pela grande quantidade de fatos desencontrados. Polícia, suspeitos e familiares se depararam com diversas versões ao longo desses anos, e o crime permaneceu sem solução. O processo, depois do julgamento e absolvição dos acusados, foi arquivado pela Justiça.
Araceli foi raptada, drogada, estuprada, morta e carbonizada no Espírito Santo. O corpo foi deixado desfigurado e em avançado estado de decomposição próximo a uma mata, em Vitória, dias depois de desaparecer.
Araceli Cabrera Crespo — Foto: Arquivo Pessoal
Depois de alguns anos, o dia do desaparecimento de Araceli passou a servir de marco para alertar a sociedade sobre a violência contra as crianças. O 18 de maio foi instituído como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, desde o ano 2000.
Foto: Internet
A ideia de celebrar o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes surgiu em 1998, quando cerca de 80 entidades públicas e privadas reuniram-se na Bahia para o 1º Encontro do ECPAT no Brasil. O ECPAT é uma organização internacional que luta pelo fim da exploração sexual e comercial de crianças e adolescentes, surgida na Tailândia. A então deputada federal capixaba Rita Camata, atuando como presidente da Frente Parlamentar pela Criança e Adolescente da Câmara dos Deputados, propôs um projeto de lei estabelecendo o dia da morte de Araceli como Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. O projeto virou a Lei N° 9.970, sancionada, em 17 de maio de 2000, pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso. Desde então, entidades que atuam em defesa dos direitos de crianças e adolescentes promovem atividades em todo o país para conscientizar a sociedade e as autoridades sobre a gravidade dos crimes de violência sexual cometidos contra menores.
Fonte: g1 e Wikipedia
Pesquisa analisa DNA do brasileiro e descobre que país tem a maior diversidade genética do mundo
Pesquisa é o primeiro sequenciamento completo de larga escala no país. Foram encontrados 8,7 milhões de variações genéticas que nunca tinham sido catalogadas, resultado de miscigenação de negro, indígena e europeu. Variações encontradas também estão ligadas a doenças.
Brasil tem a maior diversidade genética do mundo — Foto: Fábio Tito/g1
O Brasil começou com indígenas, foi invadido por europeus que forçaram a vinda de povos africanos sob a condição de escravos. Essa é a história que está nos livros, mas uma pesquisa inédita revelou que é mais do que isso: está no nosso DNA. O estudo mostra que o Brasil é o país com a maior diversidade genética do mundo.
🧬A pesquisa realizou, pela primeira vez, o sequenciamento completo e em larga escala do genoma da população brasileira. Foram analisados 2,7 mil brasileiros de todas as regiões do país, incluindo comunidades urbanas, rurais, ribeirinhas e indígenas.
🧬 Para entender: o DNA humano é 99,9% idêntico entre todas as pessoas. É no 0,1% restante que estão as pequenas variações que nos tornam únicos. O genoma, que é o conjunto completo do DNA de uma pessoa, é formado por 3 bilhões de bases.
A pesquisa, publicada nesta quinta-feira (15) na revista Science, analisou todas as bilhões de bases de cada uma das 2,7 mil pessoas. O resultado mostrou que o DNA do brasileiro é como um mosaico por causa das ancestralidades e, por isso, o mais diverso do mundo.
➡️ Além disso, o estudo descobriu que o DNA conta a história:
Foram encontrados registros de povos indígenas exterminados na colonização, mas que ainda seguem vivos no DNA.
Combinações de genomas africanos não encontrados na África porque só se misturaram no Brasil, onde foram trazidos como escravos.
E rastros que mostram que o cromossomo paterno tem descendência europeia, enquanto as linhas maternas são africana ou indígena – resultado da violência sexual na colonização.
Brasil tem a maior diversidade genética do mundo — Foto: Fábio Tito/g1
Mas é mais do que isso. O estudo pode acabar com o apagão de dados sobre o país e trazer esperança. A descoberta de doenças raras, estudos sobre por que algumas doenças são mais comuns que outras e até tratamentos são feitos com a ajuda de pesquisas que olham a genética. Só que toda a referência era europeia e americana, formada, majoritariamente, por pessoas brancas – um retrato bem diferente do Brasil.
🔴 Para se ter uma ideia, os pesquisadores encontraram 8,7 milhões de variações genéticas que nunca tinham sido catalogadas. Entre elas, genes associados a doenças como pressão alta, colesterol alto, obesidade, malária, hepatite, gripe, tuberculose, salmonelose e leishmaniose.
No país, com base no estudo, 60% das pessoas têm ancestralidade europeia, 27% africana e 13% indígena. A ancestralidade varia por região no país. (Veja no mapa abaixo)
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A miscigenação na história e no DNA do brasileiro
Os dados genéticos revelam a complexa rede social e étnica que se formou no Brasil ao longo dos últimos 500 anos. A nossa história, agora comprovada também pelo DNA, é marcada por encontros forçados, violência e apagamentos.
➡️ O país se forma a partir dos povos indígenas, nossos ancestrais originários. Com a chegada dos portugueses no século XVI, tem início a invasão do território, que abre espaço para a entrada de outros grupos europeus. Esse processo resultou no extermínio de boa parte das comunidades indígenas da época.
Durante a colonização, milhões de africanos de diferentes regiões do continente foram trazidos ao Brasil sob a condição de escravizados.
🔎 O que a pesquisa mostra é que essa história não está só nos livros, mas no traço do DNA que nos faz únicos e que é justamente essa história que nos faz tão miscigenados.
A pesquisa descobriu, por exemplo, que apesar de 90% dos povos originários terem sido extintos com a vinda dos europeus, eles seguem vivos nos brasileiros atuais, na forma de fragmentos de seus genomas.
Um outro achado é que foram encontradas combinações de genomas africanos não encontrados naquele continente por serem povos geograficamente distantes. Retirados à força da África, eles acabaram se encontrando no Brasil e se misturaram.
Além disso, o estudo trás um retrato da violência sexual no processo de colonização e que, até agora, está em nosso DNA.
➡️ O estudo apontou que a maioria das linhagens do cromossomo Y, que é herdado dos homens, era vindo de europeus (71%), enquanto a maioria das linhagens mitocondriais, que são herdadas das mulheres, era africana (42%) ou indígena (35%).
Estudo mostra que miscigenação no país é a maior já vista — Foto: Pexels
Recorte por região
A pesquisa é a mais abrangente já feita no país porque, justamente, colheu dados de moradores de Norte a Sul do Brasil.
➡️ O estudo mostra que o processo de miscigenação se intensificou entre 1750 e 1785, com a corrida do ouro, que trouxe milhares de portugueses ao país em busca de riqueza. Depois, com a expansão dos bandeirantes pelo interior do país.
As primeiras misturas começaram nas regiões Nordeste e Sudeste. Depois, se expandem para o sul do Brasil e por último no Norte.
A pesquisa organizou os dados por macrorregião, criando perfis genéticos com base na ancestralidade local e mostra que:
- O Norte tem a maior proporção de ancestralidade indígena.
- O Nordeste se destaca pela presença mais expressiva da ancestralidade africana.
- O Sul tem uma predominância maior de origem europeia, principalmente do sul da Europa.
- O Centro-Oeste e Sudeste apresentam maior diversidade e mistura das três origens.
🔴 Apesar disso, as proporções variam inclusive dentro das regiões.
O impacto na saúde
A pesquisa foi feita em uma parceria com o Ministério da Saúde por um programa que quer identificar o DNA do brasileiro. A ideia é que os dados ajudem em pesquisas em saúde e ações de saúde pública.
🧬 Hoje, a medicina já usa a genética no que chamam de precisão. Nesse contexto, os tratamentos e diagnósticos são feitos com a análise dos dados do próprio paciente.
Entre os milhões de variações genéticas identificadas, mais de 36 mil têm potencial de causar prejuízos à saúde por estarem associadas a doenças metabólicas e infecciosas.
Os especialistas explicam que conforme a miscigenação aconteceu, essa mistura foi causando mutações genéticas. Algumas delas, gerando algum risco para doenças. Algumas dessas condições estão entre as principais causas de morte no país. As doenças são:
- Hipertensão
- Colesterol alto
- Obesidade
- Gripe
- Hepatite
- Tuberculose
🔴 Ainda não há como saber se as mutações são as responsáveis pela prevalência, mas a resposta do estudo é o início de um caminho importante a ser percorrido para melhores soluções em saúde pública.
➡️ E você pode se perguntar, como isso pode ajudar?
- No rastreio de doenças: seria possível ajudar a rastrear doenças como o câncer de mama e identificar quais mulheres precisam fazer mamografia só aos 40 anos e quais precisam fazer antes.
- Diagnóstico: a partir da identificação de um gene, seria possível saber quais são as predisposições a doenças, quais doenças e agir para prevenir.
- Na resposta a medicamentos: mutações genéticas podem alterar a forma como o corpo metaboliza certos remédios. Um organismo miscigenado, por exemplo, pode reagir de maneira diferente de um corpo com ancestralidade exclusivamente europeia, o que afeta a eficácia e a dosagem ideal do tratamento. Ao conhecer melhor os genes da população, seria possível calibrar medicamentos com mais precisão.
Sequenciamento de DNA do brasileiro revela história do país — Foto: Getty Images via BBC
➡️ Outro ponto que os pesquisadores encontraram foi que pode ter ocorrido uma “seleção natural” para certos cruzamentos. De acordo com a análise, há variações genéticas que se repetem com muito mais frequência do que o natural.
Ao analisarem o genoma, os pesquisadores descobriram que os genes estavam ligados a fatores que podem ter favorecido uma “seleção” como fertilidade, metabolismo e resposta imune. Ou seja, as pessoas com esse gene se reproduziam mais, tinham um metabolismo mais acelerado e um sistema imune mais forte.
“O estudo indicou que algumas variações se repetem mais do que outras e isso não pareceu ser aleatório. Descobrimos essa conexão com genes que podem ter dado mais força. Agora, precisamos entender melhor essas correlações”, explicou Lygia Pereira.
Fonte: G1
Já notou o risquinho nas teclas F e J do teclado? Tem um motivo genial.
Essas pequenas protuberâncias servem como guias tátieis, que tem como objetivo de facilitar a digitação às cegas, mantendo a posição e a orientação correta das mãos.
Foto: Barbara Mannara/TechTudo
Existe um mistério que intriga usuários de computadores e notebooks: “O que são os risquinhos nas teclas F e J do teclado?”. Contrariando a expectativa por uma resposta aleatória, essas pequenas protuberâncias servem como um guia tátil para os dedos indicadores da mão direita e da mão esquerda. O objetivo é facilitar a digitação às cegas, que nada mais é que uma técnica de digitar sem olhar para o teclado, usando a memória muscular para localizar as teclas.
Além dos risquinhos nas teclas F e J, existe um terceiro na tecla 5 do teclado numérico. O posicionamento central das teclas escolhidas para apresentar esse indicador tátil também não é mera coincidência. Tanto no teclado numérico, quanto no QWERTY, a ideia é que as marcações sejam usadas como referência para saber o posicionamento das teclas ao redor de maneira mais eficiente. Nas linhas a seguir, confira tudo o que você precisa saber sobre os risquinhos nas teclas e como eles podem te auxiliar na digitação.
Fonte: Techtudo
Habemus papam! Fumaça branca sinaliza que novo papa foi eleito. Robert Francis Prevost é o novo papa Leão XIV
Para ser eleito, o pontífice precisou do apoio de 89 dos 133 cardeais com menos de 80 anos com direito a voto.
Foto: Reprodução
Depois de quatro votações, o Vaticano anunciou, através da fumaça branca na Capela Sistina, que um novo papa foi eleito. O nome do cardeal é Robert Francis Prevost e seu nome será papa Leão XIV.
A escolha ocorreu após três fumaças pretas serem reveladas. A decisão fica próxima das duas últimas escolhas, de Bento XVI e Francisco, que também duraram dois dias.
O responsável pela tarefa do anúncio ao povo é o chamado cardeal protodiácono, cargo ocupado atualmente pelo francês Dominique Mamberti. O cardeal irá participar do conclave e, caso não seja eleito, será o responsável pelo anúncio na varanda da Basílica de São Pedro.
O texto que ele lerá será o seguinte:
‘Anuncio-vos uma grande alegria. Temos um Papa: O eminentíssimo e reverendíssimo Senhor, Senhor [primeiros nomes], Cardeal da Santa Igreja Romana [sobrenome], que se impôs o nome de [nome adotado como papa]’.
A partir de agora, o que acontece?
Logo após o anúncio de quem foi o cardeal escolhido com 88 votos, o camerlengo, que é responsável pela realização do conclave, faz a pergunta para o cardeal se aceita a eleição para Sumo Pontífice. Se a resposta for positiva, haverá primeiro uma parabenização entre os outros 132 cardeais presentes na Capela Sistina. Logo depois, a fumaça é mostrada para indicar ao público que um pontífice foi escolhido.
Em seguida, esse futuro papa é levado até a Sala das Lágrimas. No local, há três camarotes com vestes brancas de tamanhos diferentes (pequeno, médio e grande), preparadas para vestir quem for escolhido como papa.
‘É nesta sala que o novo Papa, muitas vezes visivelmente emocionado, faz uma pausa para refletir antes de aparecer da sacada central da Basílica de São Pedro para sua primeira saudação ao mundo’, diz o texto do Vaticano.
Nesse ambiente, anexo da capela, ele também escolhe qual será o seu nome enquanto pontífice, que será anunciado logo em seguida.
Antes de aparecer diretamente para os fiéis na sacada da Basílica de São Pedro, o novo papa primeiro escolhe a batina através do tamanho que o melhor vista, podendo ser pequeno, médio ou grande, conforme sempre feito pelo alfaiate
Por fim, o papa faz sua primeira aparição oficial com seu nome do pontificado e enquanto pontífice. Ele faz uma benção aos fiéis reunidos, o juramento e ainda, normalmente, uma primeira declaração para o mundo.
Assim, se inicia um novo papado.
Robert Francis Prevost é o novo papa Leão XIV
Robert Francis Prevost – Foto: Foto AP/Riccardo De Luca
Primeiro papa norte-americano da história, liderará a Igreja Católica em um momento de perda gradual de fiéis e terá de fazer frente à alta popularidade do papa Francisco, além de responder se seguirá a agenda reformista de seu antecessor.
Nascido em Chicago, Prevost é considerado próximo a Francisco, que o promoveu a cardeal, indicando que os cardeais seguiram a tendência apontada antes do conclave de que deveriam escolher um nome de continuidade e perfil pragmático.
O tradicional anúncio de “habemus papam” ocorreu pouco mais após a fumaça branca sair da chaminé da Capela Sistina— nos dois últimos conclaves, em 2005 e 2013, os anúncios demoraram entre 1h e 2h após o sinal.
Minutos após a fumaça branca, o Vaticano afirmou também que o novo pontífice “aparecerá em breve”.
A eleição de um novo pontífice também seguiu a tendência das duas eleições de papa anteriores, em 2005 e 2013, e ocorreu no 2º dia do conclave. Desta vez, havia a expectativa inicial de que o processo demorasse mais por conta do número de cardeais votantes — 133, contra 117 no conclave anterior.
A eleição do novo pontífice veio após uma fumaça preta ainda na manhã desta quinta-feira e outra na rodada inicial, na quarta-feira (7).
A escolha do novo papa ocorre também 17 dias após a morte de papa Francisco, por conta de um por conta de um AVC e insuficiência cardíaca em sua residência no Vaticano. Embora tenham sido episódios inesperados, ocorreram em um momento de saúde frágil de Francisco. Ele havia recebido alta após passar cinco semanas internado para tratar uma pneumonia.
Em um papado de 12 anos, Francisco promoveu reformas históricas e aproximou a Igreja de um catolicismo mais próximo aos fiéis, que são mais de 1,3 bilhão de pessoas pelo mundo mas que vêm diminuindo gradualmente.
A fumação branca também encerra oficialmente o chamado período de Sé Vacante, em que o “trono” da Igreja Católica fica sem um líder entre a morte de um pontífice e a eleição do sucessor.
Agora, um novo papado se iniciará e indicará se o Vaticano tem a intenção de seguir, ao menos parcialmente, ou ainda avançar na agenda de Francisco.
Fonte: G1 e CBN
Aposentada, de Feira de Santana, desencadeou operação que revelou fraude bilionária no INSS, diz reportagem
Foto: Internet
Uma aposentada de Feira de Santana residente em Sergipe foi responsável por desencadear a investigação que revelou a fraude do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que atingiu pelo menos quatro milhões de aposentados e pensionistas. Os descontos indevidos passam de R$ 6 bilhões. Os valores apareciam nos contracheques como contribuição, seguido do nome de uma associação e de um número de telefone.
Eram debitados descontos entre R$ 30 e R$ 50, e muitos beneficiários nem percebiam o destino do dinheiro. Segundo edição do último domingo (4) do Fantástico, da Rede Globo, a mulher desconfiou do desconto de uma associação sediada em Sergipe [A associação Universo] e insistiu para que o caso fosse investigado pelo Ministério Público Federal (MPF).
Foto: Paulo José / Acorda Cidade
No decorrer da apuração, uma perícia descobriu que a Universo e outra entidade tinham sido criadas com documentos com assinaturas falsas. Em Sergipe, seis suspeitos foram presos por envolvimento nas fraudes. Ainda segundo a reportagem, a Universo, acusada de falsificar a assinatura da aposentada feirense, faz parte de um grupo que recebeu mais de R$ 300 milhões em 21 meses só em contribuições vindas do INSS.
Esse grupo chegou a ter 629 mil associados; número maior até que população de Aracaju, onde a Universo é sediada. Outra associação investigada é a APDAP PREV, sediada em Nossa Senhora do Socorro, vizinha a Aracaju. A investigação aponta que as entidades seriam controladas pelos empresários Alexsandro Prado Santos, o Lequinho, e Sandro Temer de Oliveira.
Os dois são sócios e foram presos na operação deflagrada no final de abril. As quantias transferidas do INSS para as duas associações eram distribuídas para várias empresas em nome de laranjas.
A operação da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Polícia Federal, deflagrada no último dia 23 de abril, cumpriu mais de 200 mandados de busca e apreensão e ordens de sequestro de mais de R$ 1 bilhão.
Fonte: Bahia Notícias
‘Epidemia de diabetes’: Brasil é o 6º com mais casos no mundo e tem alta de quase 6% em 4 anos.
Novo atlas global revela que 1 em cada 9 adultos convivem com a doença no mundo – são 16,6 milhões de brasileiros; ela mata 1 cidadão a cada 6 segundos.
Muitas pessoas, não sabem que têm a doença, mas apresentam níveis de glicose no sangue alterados e estão sujeitos às complicações do diabetes.
O problema desses casos é que, quando mal controlado, o diabetes pode levar à complicações como amputação de membros, cegueira e falência renal. Também pode causar infarto do coração e derrame cerebral, sem que seja considerado a causa de morte em si.
Foto: GI/Getty Images
O diabetes é uma doença crônica na qual o corpo não produz insulina ou não consegue empregar adequadamente a insulina que produz. A insulina, por sua vez, é um hormônio que regula a glicose (açúcar), no sangue, e garante energia para o organismo.
A principal forma de prevenção e controle é através da prática regular de atividades físicas e de uma alimentação saudável, evitando o consumo de álcool, tabaco e outras drogas.
Fatores que contribuem para o desenvolvimento do diabetes:
* Diagnóstico de pré-diabetes;
* Pressão alta;
* Colesterol alto ou alterações na taxa de triglicérides no sangue;
* Sobrepeso, principalmente se a gordura estiver concentrada em volta da cintura;
* Parentes próximos com diabetes;
* Diabetes gestacional;
* Síndrome de ovários policísticos (SOP);
* Diagnóstico de distúrbios psiquiátricos;
* Apneia do sono.
Foto: uol.com
A Federação Internacional de Diabetes (IDF, na sigla em inglês) publicou nesta segunda, 7 de abril, a edição de 2025 do atlas global da doença. O levantamento revela que 589 milhões de pessoas de 20a 79 anos apresentam o problema de saúde no planeta, 16,6 milhões delas no Brasil. Com esse montante, o país ocupa a sexta posição no ranking mundial de números de casos, atrás apenas de China, Índia, EUA, Paquistão e Indonésia.
No cenário nacional, registrou-se uma alta de 5,7% em relação aos números do atlas de 2021, quando se somavam pouco mais de 15 milhões de casos de diabetes.
O documento também chama a atenção para o número de mortes desencadeadas pela doença, para a falta de diagnóstico e para o aumento nas despesas com tratamento do quadro e de suas complicações.
Segundo a IDF, ocorreram em 2024 3,4 milhões de óbitos ligados ao diabetes – ou seja, a doença matou uma pessoa a cada 6 segundos. No Brasil, foram 111 000 mortes causadas pela doença.
“Mas devemos lembrar que esses dados estão subestimados, pois, inúmeras vezes, o diabetes não é considerado a causa de morte em si, mas um fator contribuinte. Isso acontece com o infarto do coração e o derrame cerebral”, esclarece o endocrinologista Carlos Eduardo Barra Couri, pesquisador da USP de Ribeirão Preto. “O diabetes matou 20 vezes mais que a dengue em 2024”.
O especialista destaca também o alto percentual estimado pela IDF de brasileiros com a doença sem o devido diagnóstico. O atlas aponta que 32% dos adultos com níveis de glicose no sangue alterados, sujeitos às complicações do diabetes, circulam sem saber da presença da doença.
“Fora isso, cerca de 11% dos adultos no país têm pré-diabetes. Isso significa que são 17,7 milhões de cidadãos correndo o risco de desenvolver diabetes já já”, diz Couri.
O custo da doença também impressiona. Somos o terceiro país no mundo em gastos com diabetes, alocando 45 bilhões de dólares para o tratamento do problema e de suas sequelas – quando mal controlada, a enfermidade pode provocar de problemas cardiovasculares e amputação de membros a cegueira e falência renal. “Em termos de despesas, perdemos apenas para potências como EUA e China”, observa o endocrinologista.
O levantamento internacional também revela que 11% das gestações no país evoluíram com a presença do diabetes. Outro dado alarmante, pois o diabetes gestacional aumenta o risco de malformações, parto prematuro e complicações para a mãe e o bebê.
Mais um achado digno de nota foi o número de pessoas com diabetes tipo 1, aquele ocasionado pela agressão do sistema imune ao pâncreas. São quase 500 mil brasileiros com o quadro, geralmente diagnosticado na infância ou juventude. Com isso, somos o quarto colocado no ranking global, atrás apenas de EUA, China e Índia.
“Os novos dados do atlas só reforçam o tamanho do diabetes enquanto problema de saúde pública, que requer, com urgência, uma mobilização de autoridades públicas, gestores privados, profissionais de saúde e pacientes. Enfim, de toda a sociedade”, avalia Couri.
Fonte: veja.abril.com.br
Morre Papa Francisco, aos 88 anos
Morreu nesta segunda-feira (21/04), aos 88 anos, o papa Francisco, primeiro papa sul-americano e jesuíta da história da Igreja Católica.
Foto: bbc.com
O pontífice faleceu em sua residência no Vaticano, Casa Santa Marta. O anúncio da morte do pontífice foi feito pelo cardeal Farrell:
“Caros irmãos e irmãs, é com profundo pesar que me cabe anunciar a morte de Sua Santidade Papa Francisco.”
“Às 7:35 desta manhã (hora local. 2:35 de Brasília), o Bispo de Roma, Francisco, retornou à casa do Pai. Toda sua vida foi dedicada a servir ao Pai e Sua Igreja.”
“Ele nos ensinou a viver os valores das Escrituras com fidelidade, coragem e amor universal, especialmente em favor dos mais pobres e marginalizados.”
O papa Francisco ficou internado de 14 de fevereiro a 23 de março no hospital Gemelli, em Roma, após sentir dificuldades para respirar durante vários dias.
Sucessor de Bento 16, primeiro papa a renunciar em quase 600 anos, Francisco esteve à frente da Igreja Católica durante 12 anos.
Jorge Mario Bergoglio nasceu em Buenos Aires, na Argentina, em 1936. Ele virou padre aos 32 anos, foi arcebispo de Buenos Aires, e se tornou o Papa Francisco aos 76 anos, em 2013.
O nome foi escolhido pelo argentino como homenagem a São Francisco de Assis, um santo associado ao compromisso com os mais pobres.
À época de sua eleição, a escolha surpreendeu as listas de favoritos, e suas declarações, atitudes e condução da Igreja causaram espanto semelhante entre aqueles que apostavam numa repetição do conservadorismo de Bento 16.
Francisco foi considerado por alguns especialistas um papa moderno, próximo de causas sociais e sem medo de tocar em temas polêmicos para a tradição e os costumes católicos.
Com o fim de seu papado, inicia-se um processo longo, que passa por um período de luto e pelos rituais fúnebres, até a eleição de um novo papa.
Fonte: BBC News
Curiosidades sobre o SUS e sua importância
O SUS (Sistema Único de Saúde) é o sistema público de saúde do Brasil. Ele foi criado pela Constituição Federal de 1988 e tem como princípio garantir acesso universal, igualitário e gratuito à saúde para todos os brasileiros.
Foto: hospitaldebase.com.br
O SUS está presente na nossa vida, muito mais do que você imagina. Mesmo quando você acha que “não usa o SUS”, ele está lá.
A questão não é defender, precisa melhorar em muitos pontos e cobrar dos responsáveis uma melhor gestão. O SUS possui áreas deficitárias, mas também possui ilhas de excelência, referenciais para o mundo. A valorização do SUS é essencial para que o seu aperfeiçoamento seja uma prioridade política e se dê por meio da continuidade administrativa e ampliação de seus serviços.
Veja, como o SUS, te ajuda todos os dias:
Se machucou e precisou ir a um hospital ou UPA, mesmo sendo particular? Muitos desses lugares, têm parceria com o SUS. Em casos de emergência, o sistema garante atendimento e até transferência, mesmo sem plano de saúde.
Enfrentou uma doença grave e precisou de um transplante? O Brasil é destaque mundial em transplantes realizados pelo sistema público. O SUS cobre tudo: desde a cirurgia até os remédios e o acompanhamento médico.
Você toma vacina? É o SUS que garante. Do seu bebê recém-nascido à sua avó de 90 anos, o SUS oferece vacinação gratuita para todas as idades. Inclusive, na pandemia, foi ele que segurou as pontas.
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Alguém da sua família precisou fazer hemodiálise? Mais de 90% dos atendimentos são custeados integralmente pelo SUS.
Você toma água potável? O SUS fiscaliza e monitora a qualidade da água em todo país. É saúde pública desde antes a gente ficar doente.
Ficou sabendo do zika vírus e usa repelente? Foi o SUS que monitorou a epidemia, deu resposta emergencial e articulou campanhas públicas de saúde.
Vai à farmácia comprar um remédio genérico mais barato? Adivinha que regula e garante que ele seja seguro e eficaz? O SUS, junto com a ANVISA. É saúde acessível que cabe no nosso bolso.
Foto: Agência Brasil
Já precisou de pré-natal ou parto no hospital? mais de 80% dos partos no Brasil, são realizados pelo SUS. E o pré-natal é 100% gratuito – com exames, consultas e ultrassonografias.
Você é da turma da CLT? Trabalha de carteira assinada? O exame admissional, os exames periódicos, os atestados médicos e as campanhas de saúde ocupacional são baseadas em diretrizes do SUS.
Já usou camisinha ou pílula do dia seguinte distribuída de graça? Isso também é política pública de saúde. O SUS garante acesso à contracepção e prevenção de IST’s.
Já foi atendido em mutirões de saúde, campanhas contra dengue ou testagem de HIV? É o SUS atuando na prevenção – que evita gastos maiores e salva vidas silenciosamente.
Sua cidade tem vigilância sanitária, combate a zoonoses, controle da dengue e outras endemias? Tudo isso é SUS. Mesmo que você nunca tenha ido a um posto de saúde, o SUS vai até você.
E o SAMU (Serviço de Atenção Móvel de Urgência)! Esse já ajudou a salvar milhões de pessoas.
Foto: Rafael Nascimento/MS
Se você leu até aqui, nunca precisou de nenhuma dessas coisas, você faz parte de uma minoria privilegiada. Só que mais de 70% da população brasileira não teve esse mesmo privilégio.
O SUS é um sistema para o Brasil e não um subsistema para os pobres, por isso a necessidade de defendê-lo, reconhecer suas conquistas e pleitear ainda mais avanços.
Fonte: Futrikei e Internet











