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:: ‘Ciências’

Morre Preta Gil, aos 50 anos.

Preta Gil não resistiu ao tratamento contra o câncer nos EUA e morreu, neste domingo (20/7). A coluna Fábia Oliveira descobriu que a cantora teve uma piora em seu quadro de saúde, desde a última quarta-feira (16/7).

Após o tratamento inicial no Brasil com quimioterapia e radioterapia, e uma cirurgia para remoção de tumores em agosto de 2024, o câncer retornou em outras regiões do corpo, levando à retomada de intervenções médicas.

Filha de Gilberto Gil, sobrinha de Caetano Veloso, afilhada de Gal Costa. Deixa um filho e uma neta.

Fonte: G1 e Metrópoles.

Os seres humanos são corruptos por natureza? O que diz a neurociência

Quando (e como) esse impulso amoral nasce no cérebro? Será que somos seres com uma tendência inata à corrupção?

Neste momento, parece indiscutível que a corrupção é um dos piores danos que podem ser causados às sociedades democráticas. O uso indevido da autoridade, dos direitos e das oportunidades concedidas pelo exercício do poder é contra a lei e os princípios morais. Mas a realidade é que isso acontece repetidamente.

Quando (e como) esse impulso amoral nasce no cérebro? Será que somos seres com uma tendência inata à corrupção?

Vamos antecipar a resposta evitando o fatalismo: a corrupção não é uma doença e, certamente, não é inevitável.

A neurociência começou a explorar como o poder político e o contexto institucional influenciam a atividade cerebral associada a decisões corruptas ou imorais.

Em um cérebro saudável, a tentação de adotar um comportamento corrupto deveria criar um conflito entre o dever e a ação. Assim, os estímulos que incentivam comportamentos corruptos — como obter benefícios pessoais abusando de uma situação vantajosa — seriam combatidos por fatores dissuasores, como o medo de uma possível punição.

Diante deste dilema, será que podemos prever o que faz a balança pender para um lado ou para o outro para cada indivíduo?

 Será que somos seres com uma tendência inata à corrupção? — Foto: AdobestockFoto: Adobestock / G1

Recompensa e autocontrole

Há dados que indicam que “cair em tentação” ou sucumbir à corrupção requer a intervenção de vários sistemas cerebrais. Os circuitos que regulam a recompensa, o autocontrole e a avaliação moral do comportamento pessoal são os mais afetados.

Entre eles, destacam-se os circuitos que recompensam um determinado comportamento, e nos motivam a repeti-lo. Essas são áreas que liberam neurotransmissores no cérebro em resposta à obtenção de dinheiro ou status.

Como resultado, cada vez que uma ação corrupta (por exemplo, um suborno) é bem-sucedida, a conexão entre os neurônios que incentivam a repetição do comportamento é fortalecida. E isso rompe o equilíbrio entre impulso e controle no cérebro que sucumbe à corrupção.

De certa forma, a satisfação com o sucesso obtido vai bloquear os mecanismos de avaliação da ética das ações.

Especificamente, há estruturas responsáveis ​​pelo planejamento de longo prazo e pela inibição de impulsos, cujo funcionamento adequado deve nos ajudar a resistir à recompensa tentadora e apostar em outros benefícios futuros, como construir uma boa reputação ou garantir uma longa carreira política. Mas a ativação dos circuitos de recompensa imediata bloqueia essas vias.

Além disso, o cérebro é adepto do ditado “quando em Roma, faça como os romanos”, o que pode ser devastador na luta contra a corrupção. A razão é que nosso comportamento social foi selecionado, ao longo de milhões de anos de evolução, para nos encaixarmos em um grupoadotar suas normas e, assim, obter sua aprovação.

Sair disso exige muita força emocional, criatividade e, muitas vezes, pagar o preço da solidão.

Portanto, se condutas “duvidosas” são adotadas em nosso entorno, existe o perigo de que o cérebro as adote como suas. Como o experimento de Solomon Asch mostrou anos atrás, a pressão social influencia o julgamento individual, mesmo quando a resposta correta é óbvia.

Então, em ambientes que normalizam a corrupção, a pressão do meio ativa as áreas do cérebro socialaumentando a motivação para emular o comportamento do grupo, mesmo que contradiga os princípios éticos individuais.

Se a exposição a práticas corruptas for perpetuada ao longo do tempo, sofremos dessensibilização: a repetição atenua a resposta das áreas nervosas responsáveis ​​pela identificação do perigo e silencia o sinal de “alerta moral” no nosso cérebro.

Prevenir com contextos não permissivos

A melhor maneira de prevenir a corrupção é mudar o contexto social em que o cérebro humano opera.

Somos seres sociais, que precisam da aprovação do nosso grupo de referência. Se não exigirmos prestação de contas ou vivermos em contextos institucionais permissivos, estaremos normalizando o comportamento corrupto e atenuando os mecanismos internos de idoneidade.

Isso dá origem a um fenômeno de “racionalização” que permite que uma conduta inadequada seja reinterpretada até o ponto em que começa a ser percebida como ‘necessária’ ou, pelo menos, “menos grave”, normalizando o comportamento viciado.

Uma série de evidências mostram esse “ajuste mental” em relação à corrupção. Entre elas, pesquisas baseadas em técnicas de neuroimagem mostram que os detentores de poder modulam sua avaliação de ganhos pessoais “para cima”.

Falta de empatia e custo ético

A neurociência também mostrou que, quando as decisões são tomadas em posições de poder, os cérebros processam os custos éticos associados a um ato corrupto de forma mais benevolente.

A falta de empatia é outro problema, já que esta é uma habilidade que contribui para a consciência social e reduz a propensão a trapacear. A corrupção distorce as prioridades da comunidade, exacerbando a desigualdade. E o cérebro se inclina para qualquer coisa que suponha um benefício pessoal, tornando-se mais “egoísta”.

Em resumo, o poder prolongado tende a reforçar a atenção em objetivos próprios e a enfraquecer as redes neurais de autocontrole. Isso configura um cérebro menos sensível, no qual todos os sinais que permitem a reciprocidade entre as pessoas são desativados.

Sem dúvida, todas essas evidências podem fornecer novas ferramentas para prevenir a corrupção. O fortalecimento das normas éticas e das redes de controle pode ajudar a “resistir à tentação”, restaurando os mecanismos que são inibidos no cérebro corrupto.

Para o bem comum, é vital implementar as formas mais eficazes de reprovação social.

*Susana P. Gaytan é professora de fisiologia na Universidade de Sevilha, na Espanha.

Este artigo foi publicado originalmente no site de notícias acadêmicas The Conversation e republicado aqui sob uma licença Creative Commons. 

Fonte: g1.globo

Descongestionantes nasais: entenda riscos do exagero e veja alternativas para o alívio respiratório

O uso contínuo pode provocar lesões na mucosa nasal, o que, por sua vez, gera uma dependência do medicamento. Além disso, há riscos cardiovasculares sérios, como taquicardia e angina.

Uso excessivo de descongestionante pode causar problemas à saúde — Foto: ShutterstockFoto: Shutterstock/g1.globo

Quando o nariz fica entupido, especialmente no tempo seco, que aumentam as partículas irritantes no ar, muitas pessoas buscam alívio rápido nos descongestionantes nasais. No entanto, a praticidade desses medicamentos esconde consequências significativas para a saúde quando usados sem parar.

O uso contínuo de descongestionantes nasais pode levar a vícios e problemas cardíacos. A melhor forma de manter o nariz limpo é com soro fisiológico a 0,9%, dizem especialistas.

Este uso excessivo pode provocar lesões na mucosa nasal, o que, por sua vez, gera uma dependência do medicamento. Além disso, há riscos cardiovasculares sérios, como taquicardia e angina.

Mas o que leva a essa dependência?

Quando o descongestionante é aplicado, ele faz com que os vasos sanguíneos se contraiam, desinchando a mucosa e abrindo a passagem do ar.

➡️ O problema é que, logo em seguida, os vasos voltam a inchar e o nariz entope novamente, criando um ciclo vicioso onde a pessoa precisa de doses cada vez maiores para obter o mesmo efeito.

➡️ Para as crianças, o alerta é ainda mais grave. O uso de descongestionantes nasais não é indicado para elas e, em casos de superdosagem, pode ser fatal. O pediatra e toxicologista Anthony Wong explica que “Ele pode aumentar a pressão da criança a nível muito alto, inclusive atrapalhando a circulação”.

A superdosagem em crianças pode levar a reações cardiovasculares, choque, falta de ar e até parada cardíaca.

Os pais devem estar muito atentos a sintomas de superdosagem ou reação alérgica, que incluem palidez, sonolência ou agitação extrema, irritabilidade e alguma alteração de comportamento fora do usual.

Uso contínuo do descongestionante nasal pode causar problemas como taquicardia, hipertensão e insônia — Foto: ShutterstockFoto: Shutterstock/g1.globo

Alternativas seguras para a higiene nasal

A boa notícia é que existem métodos seguros e eficazes para manter o nariz limpo e descongestionado, sem os riscos associados aos descongestionantes.

 A maneira mais recomendada é a limpeza com soro fisiológico a 0,9%.

Como utilizar o soro fisiológico:

  • Para uma pessoa saudável, sem rinite ou qualquer outra inflamação, duas aplicações ao dia (uma pela manhã e outra à noite) são suficientes para manter o nariz limpo e descongestionado;
  • A higiene nasal também pode ser realizada durante o banho, aproveitando que a água e o calor ajudam a amolecer as crostas, facilitando a limpeza.

A pediatra Ana Escobar e o otorrinolaringologista Marcelo Hueb apontam que priorizar a saúde nasal com métodos naturais e comprovadamente seguros é fundamental para evitar complicações.

Fonte: g1.globo

Bahia registra o pior índice de alfabetização do país, aponta MEC

A Bahia ficou com o pior índice de alfabetização entre os estados brasileiros, segundo dados divulgados pelo Ministério da Educação (MEC), com base em levantamento feito pelo Inep. De acordo com o Indicador Criança Alfabetizada, apenas 36% dos estudantes do 2º ano do ensino fundamental na Bahia conseguem ler e escrever textos simples, índice abaixo da média nacional.

A meta estabelecida pelo governo federal para 2024 era de que ao menos 60% das crianças estivessem alfabetizadas até os 7 anos. No geral, o Brasil registrou avanço: o percentual nacional subiu de 56%, em 2023, para 59,2% em 2024, mas ainda aquém da meta.

Bahia registra o pior índice de alfabetização do país, aponta MECFoto: Joá Souza/GovBa/BN

Entre os 11 estados que atingiram o objetivo estão Ceará (85,3%), Goiás (72,7%), Minas Gerais (72,1%) e Espírito Santo (71,7%). Já além da Bahia, outros estados com desempenho abaixo do esperado incluem Rio Grande do Sul, Amazonas, Paraná, Pará e Rondônia.

O ministro da Educação, Camilo Santana, destacou que esses estados com piores índices estão recebendo acompanhamento prioritário. No caso do Rio Grande do Sul, as enchentes de 2023 foram apontadas como um dos fatores que impactaram negativamente os resultados, o estado teve queda de 63,4% para 44,7%.

O levantamento envolveu cerca de 2 milhões de alunos em 42 mil escolas de 5.450 municípios. Roraima foi o único estado que não participou da avaliação, sob a justificativa de que 40% de suas escolas estão em áreas indígenas.

A meta do governo federal é que todos os estados brasileiros alcancem 80% de crianças alfabetizadas até 2030.

 

Fonte: Bahia Notícias

Itapetinga sedia evento “Nossas Memórias”

Itapetinga sedia evento “Nossas Memórias” com foco na história, cultura e identidade do Médio Sudoeste Baiano.

Na próxima quinta-feira, dia 10 de julho, a cidade de Itapetinga será palco de um evento inédito na história cultural do território: a realização do “Nossas Memórias”, ação vinculada ao Projeto Nossas Memórias, da Fundação Pedro Calmon e Secretaria de Cultura do Estado da Bahia. Pela primeira vez, o Território de Identidade do Médio Sudoeste Baiano será contemplado pela iniciativa.
O projeto tem como finalidade catalogar, arquivar e valorizar os acervos culturais públicos e privados existentes nos municípios baianos, promovendo a preservação da memória regional e o fortalecimento das identidades locais. A ação inclui ainda debates e atividades pedagógicas que abordam a história da Bahia com foco especial na luta pela Independência da Bahia — ou Independência do Brasil na Bahia, celebrada em 2 de julho.
Durante o evento, além do mapeamento cultural, ocorrerão mesas temáticas com professores especialistas, que debaterão a história do município de Itapetinga e do território do Médio Sudoeste, promovendo a valorização dos saberes locais e das narrativas que moldam a região.
A programação se dividirá em dois momentos:
🕘 Pela manhã – 09:00h
A atual gestão de Cultura de Itapetinga conduzirá uma mesa de debates sobre a importância das políticas territoriais de cultura e apresentará uma proposta concreta: a criação de um Consórcio Intermunicipal de Cultura do Médio Sudoeste Baiano, com vistas a fortalecer ações conjuntas, ampliar investimentos e articular projetos contínuos entre os municípios vizinhos.
🕑 À tarde – 14:00h
Duas mesas redondas com renomados historiadores vão abordar temas centrais:
•A história da Independência da Bahia e seu significado para a construção da identidade baiana;
•A história do território do Médio Sudoeste Baiano, suas características sociais, econômicas e culturais, a partir de uma abordagem crítica e formativa.
O evento será realizado na Câmara de Vereadores de Itapetinga e é aberto à comunidade, gestores, professores, estudantes, artistas, lideranças e demais interessados na história, na cultura e no desenvolvimento regional.
📍 SERVIÇO
Evento: Nossas Memórias – Edição Médio Sudoeste Baiano
Data: 10 de julho de 2025
Horário: A partir das 9h
Local: Câmara de Vereadores de Itapetinga
Realização: Fundação Pedro Calmon – Secretaria de Cultura do Estado da Bahia
Apoio: Prefeitura Municipal de Itapetinga – Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia- Departamento de Cultura
Fonte: Departamento de Cultura / Itapetinga-BA

Dona Ruth perde a guarda de Léo, filho de Marilia Mendonça, como fica a cabeça dessa criança?

E o pai, Murilo Huff, comprova alienação parental e negligência. Você tem ideia do que isso faz com a cabeça de uma criança?

Pouca gente entendeu a gravidade do que aconteceu aqui. Depois que Marilia Mendonça morreu, quem criou o pequeno Léo, foi a avó, Dona Ruth. Era ela quem dava colo, o leitinho e segurança.

Mas, o pai, Murilo Huff, entrou na justiça e pediu a guarda para ele. O motivo? Ele acusou a avó do filho de praticar alienação parental e ainda negligenciar a saúde do menino.

Dona Ruth desabafa após perder guarda do neto: “É cruel com a criança e conosco”Foto: Portal Leo Dias

O QUE É ALIENAÇÃO PARENTAL?

Alienação parental é quando um adulto faz a cabeça da criança contra o outro. Fala mal, omite informações, distorce verdades, faz chantagem emocional. O pior? Isso destrói o cérebro  em formação. A criança cresce dividida entre amar quem cuida ou quem é afastado, e carrega culpas que não são dela.

E O QUE É NEGLIGÊNCIA MÉDICA?

Murilo também acusou Dona Ruth de esconder informações sobre a saúde do próprio neto. Léo tem diabetes tipo I, precisa de atenção redobrada.

Segundo a justiça, a avó teria orientado até babás a não contar pro pai quando o menino tomava antibióticos.

Sabe o que isso significa? Que o garoto ficou no meio de um cabo de guerra, sem saber quem realmente podia proteger ele.

Mas olha… Não vamos fazer fofoca de famoso. E nem pra te dar a notícia que você já leu em todos os sites. Vamos ver o que isso faz no cérebro, no corpo e no coração de uma criança. E, como, sem perceber, muitas pessoas repetem isso dentro de suas casas.

É como se o corpinho dele dissesse assim:

“Eu não sei se posso confiar no amor. Não sei se é seguro receber o doce da vida. Então vou precisar controlar isso, para não me machucar mais.”

Quando uma criança perde a mãe tão cedo, e depois vive em meio a disputas e segredos, o corpo dela entende que o mundo é perigoso. E manifesta isso em forma de doença, pra tentar proteger o coraçãozinho.

NEUROCIÊNCIA: O CÉREBRO SOB ATAQUE

Pela neurociência, quando uma criança vive estresse crônico, o cérebro dela muda de verdade.

A amígdala fica super alerta, o hipocampo registra medo em vez de memórias felizes, o pré-frontal tem dificuldade de amadurecer.

Resultado?

Ansiedade, crise de pânico, dificuldade pra confiar nas pessoas e até doenças autoimunes no futuro.

PSICOLOGIA: O EMOCIONAL EM FRANGALHOS

Na psicologia, a gente vê que crianças assim podem ter medo constante de serem abandonadas, pesados, insegurança pra falar o que sentem.

Muitas voltam a fazer xixi na cama, têm ataques de raiva ou ficam quietinhas demais.

Tudo porque o lar, que deveria ser o lugar mais seguro do mundo, virou palco de disputa.

COMO EVITAR QUE ISSO ACONTEÇA?

Então se você que é pai, mãe, avó, tia…

Por favor, nunca coloque uma criança no meio dos seus problemas de adulto.

Não fale mal do outro na frente dela. Não a force a escolher lados.

E dê o exemplo do que é um amor maduro, seguro, presente.

O QUE A CRIANÇA PRECISA

Uma criança precisa de previsibilidade. precisa saber que você vai estar lá amanhã.

Precisa de colo, de rotina, de conversas calmas sobre sentimentos.

Precisa entender que o mundo pode ser bom, e que o amor não vai sumir de uma hora para outra.

Blinde suas crianças para que elas não vivam essa bagunça emocional que o Léo está vivendo.

Fonte: Instagram @dra.proton

Enxaqueca: confira 10 perguntas e respostas para a condição

A enxaqueca crônica atinge duas em cada 100 pessoas em todo o mundo e seus sintomas afetam a vida pessoal, a produtividade no trabalho, o lazer e o bem-estar.

A enxaqueca crônica atinge duas em cada 100 pessoas em todo o mundo e seus sintomas afetam a vida pessoal, a produtividade no trabalho, o lazer e o bem-estar. A enxaqueca crônica é caracterizada por crises frequentes que se repetem por um período prolongado: são 15 dias ou mais de dor de cabeça por mês, durante mais de três meses.

Em pelo menos oito desses dias, os sintomas devem ter as características típicas da enxaqueca: dor latejante (geralmente afetando um lado da cabeça); náuseas e vômitos que acompanham a dor, e sensibilidade à luz e ao som.

 O que é enxaqueca?

A enxaqueca é uma condição hereditária que faz com que a pessoa desenvolva, ao longo da vida, crises com vários sintomas – entre eles, a dor de cabeça. A maioria das pessoas tem apenas alguns episódios de crise ao longo da vida, enquanto outras pessoas desenvolvem muitos episódios de crise e isso se torna uma doença.

“Embora a enxaqueca não mate, ela pode maltratar muito a vida da pessoa. Uma paciente me falou que enxaqueca não mata, mas faz te sofrer tanto até você querer que ela matasse. Alguns dados recentes demonstraram que a enxaqueca é a segunda maior causa de anos vividos por incapacidade na população mundial”, afirma o neurologista dos Hospital das Clínicas e coordenador do Comitê de Educação da Sociedade Internacional de Cefaleia, Marcio Nattan.

Quais são os sintomas mais comuns da enxaqueca?

Muitas pessoas reconhecem a enxaqueca pela dor de cabeça, mas esse não é o único sintoma, apesar de ser um marcador importante nas crises.

A dor de cabeça sem localização, intensidade e frequência específicas pode ser latejante e pulsátil (mais comum) ou por pressão; intensa, (durar horas e até dias) ou pode ser uma crise isolada. Pode doer na frente, na lateral, atrás da cabeça, atrás dos olhos, na cabeça inteira, dos dois lados ou só na têmpora.

Confira outros sintomas que podem acompanhar a dor de cabeça oriunda de enxaqueca:

  • Dificuldade de concentração
  • Irritabilidade
  • Rigidez da musculatura do pescoço
  • Náusea
  • Enjoo
  • Vômito
  • Hipersensibilidade ao ambiente, que inclui: desconforto com a luz, com barulho, com o movimento e/ou com o cheiro
  • Vontade súbita e intensa de comer doce
enxaqueca.jpgFoto: Blog Andreia Torres

O que causa enxaqueca?

A enxaqueca tem um importante fator genético, mas isso não é válido para 100% das pessoas, porque não se trata de uma doença monogênica (causada por mutações em um único gene). Ela é, na verdade, uma condição causada por um conjunto de genes que se expressam com a possibilidade de desenvolver crises.

“Existem fatores da vida de uma pessoa que podem contribuir para que ela tenha aumento de frequência das crises. Mas tudo isso acontece sobre uma base genética hereditária”, destaca Nattan.

Qual a diferença entre cefaleia e enxaqueca?

O termo cefaleia é usado para descrever o sintoma dor na cabeça. E existem muitas doenças que podem gerar dor na cabeça, como sinusite, covid, trombose na cabeça ou até mesmo um AVC ou um trauma.

Já a enxaqueca não é só a dor de cabeça. A cefaleia é um sintoma da enxaqueca, mas há vários outros, conforme mencionado anteriormente.

Por isso, a enxaqueca é uma condição que tem vários sintomas, entre eles a cefaleia.

A cefaleia de tensão é caracterizada por:

  • Ser bilateral (dos dois lados)
  • ⁠Ser sentida/percebida como pressão
  • ⁠De intensidade fraca a moderada
  • ⁠Pode durar de minutos a dias
  • ⁠Não piora com atividade física rotineira (caminhar, falar, etc).
  • Tende a melhorar com analgésicos comuns
  • ⁠O local pode variar

Já a enxaqueca é caracterizada por:

  • Ser unilateral (mais comum, em torno de 60 a 70%)
  • ⁠Ser percebida como pulsátil ou latejante
  • De intensidade moderada a forte
  • Pode durar de quatro a 72 horas
  • ⁠Piora com atividade física rotineira (caminhar, falar, etc).
  • Atrelada a fotofobia (sensibilidade à luz) e fonofobia (sensibilidade a barulhos)
  • ⁠Pode ser associada a náusea ou vômito
  • Pode ser associada a aura, uma distorção que pode ser visual ou sensitiva

Entenda os diferentes tipos de aura:

  • Visual: alteração percepção da visão normal, que afeta cerca de 20% das pessoas que têm enxaqueca. Pode ser um borrão, linhas, zigue zagues, estrelas ou uma mancha, por exemplo
  • ⁠Sensitiva: pode se manifestar, por exemplo, com um formigamento de um lado do corpo

OBS: A aura também pode ter sintomas parecidos com o AVC. Porém, na aura, o sintoma da visão é progressivo e dura entre 5 e 60 minutos, enquanto no AVC acontece de uma vez e dura por horas ou dias.

“A aura às vezes se torna uma coisa dramática. A pessoa não consegue dirigir, ler, nem fazer várias funções porque a visão fica muito prejudicada. Mas isso não é uma coisa contínua, é progressiva”, explica Nattan.

A enxaqueca tem cura?

Por ser uma condição genética e crônica, a enxaqueca não tem cura definitiva, mas pode entrar em remissão em alguns pacientes com tratamento adequado.

“A cura da enxaqueca não é uma coisa que a gente pode chamar de realista.

Mas é muito importante entender que ter uma crise esporádica é diferente

de que tem a doença enxaqueca com muitas crises frequentes e intensas,

que impactam muito a qualidade de vida da pessoa”, destaca Nattan.

A enxaqueca acomete 15% da população brasileira — Foto: ShutterstockFoto: Shutterstock/g1

Quais os tipos de enxaqueca?

As classificações para a enxaqueca ajudam a definir o tratamento, mas a doença é a mesma. Essas classificações têm relação com ter ou não aura e com a frequência, por exemplo.

  • Enxaqueca crônica: quando as crises acontecem mais de 15 dias por mês por mais de 3 meses.
  • Enxaqueca com aura: acompanhada de uma distorção que pode ser visual ou sensitiva, conforme citada anteriormente
  • Enxaqueca vestibular: quando além dos fenômenos da enxaqueca já mencionados, também surgem fenômenos de vertigem e tontura rotatória.
  • Enxaqueca hemiplégica (extremamente raro): a pessoa tem paralisia de um lado do corpo e perda força de um lado do corpo no fenômeno da aura.

Como é feito o diagnóstico da enxaqueca?

O diagnóstico da enxaqueca é clínico. Ou seja, é feito a partir da história que o médico colhe com o paciente e do exame físico. Isso porque o cérebro da pessoa que tem enxaqueca é normal estruturalmente. Não tem uma lesão que justifique a enxaqueca, porque ela tem origem genética. Alguns neurônios funcionam de uma forma alterada durante um período de crise e depois voltam a funcionar de forma normal.

Os exames de imagem como tomografia e ressonância magnética não apresentam alterações específicas na enxaqueca, pois não há lesão estrutural.

“Geralmente, quando o médico pede um exame por conta de suspeita de enxaqueca é porque ele está na dúvida se é enxaqueca ou se é uma outra coisa, como um tumor, uma lesão inflamatória ou infecção”, explica Nattan.

Quais são os tratamentos disponíveis?

Como a intensidade e frequência da enxaqueca variam muito de pessoa para pessoa, nem todo mundo precisa de tratamento preventivo contínuo. Mas quando esse tratamento é necessário, ele pode ser feito tanto com medicamentos de outras áreas da medicina que tiveram comprovação do seu efeito no tratamento da enxaqueca, quanto com medicamentos específicos, desenvolvidos para tratar enxaqueca.

Os medicamentos podem ser divididos em três grandes grupos:

  • anti-hipertensivos
  • antidepressivos,
  • anticonvulsivantes.

Também há tratamentos com a toxina botulínica, a mesma usada para fins estéticos e outros fins terapêuticos.

Além do tratamento preventivo que visa diminuir o número e a intensidade das crises, também existe o tratamento agudo, para controla a dor que já se instalou.

No tratamento agudo, podem ser usados medicamentos como analgésicos comuns, anti-inflamatórios e medicamentos específicos para enxaqueca, como as triptanas.

Além dessas opções encontradas no Brasil, existem outros medicamentos – tanto preventivos quanto de crise – que são específicos para enxaqueca e já estão disponíveis em outros locais:

  • Preventivos: Rimegepant, Atogepant, Eptinezumabe e Erenumabe.
  • Tratamento de crise: Ubrogepant, Zavegepant e Rimegepant.

“Uma pessoa que tem crise muito de vez em quando, menos de uma vez por mês, não tem necessidade de um tratamento específico, contínuo e medicamentoso. Já a pessoa que tem 8, 12, 15 ou mais dias de dor por mês definitivamente precisa de um tratamento medicamentoso em conjunto com todas as outras medidas para a melhora da qualidade de vida”, explica Nattan.

O primeiro tratamento preventivo específico para enxaqueca crônica e intensa – usado de forma contínua para diminuir a frequência e intensidade das crises e assim melhorar a qualidade de vida – é feito à base de anticorpos monoclonais anti-CGRP (peptídeo relacionado ao gene da calcitonina).

São medicamentos desenvolvidos a partir do entendimento do processo biológico da enxaqueca no cérebro e no sistema nervoso periférico. Dois deles estão disponíveis no Brasil: Fremanezumabe e Galcanezumabe (que são medicamentos de alto custo). E outros dois estão disponíveis apenas em outros países: eptinezumabe e erenumabe.

E os gepants (atogepant e rimegepant) são uma nova classe de medicamentos usados no tratamento da enxaqueca, com foco em bloquear a ação do CGRP, mas diferente dos anticorpos monoclonais.

Especialistas sugerem um terceiro elemento do tratamento, que é o estilo de vida do paciente. E isso consiste em combinar exercícios aeróbicos (como natação, caminhada ou corrida) com exercícios de força e seguir os seguintes cuidados:

  • ⁠Cuidar a higiene do sono
  • Evitar temperaturas extremas durante a prática de atividade física
  • Hidratar-se adequadamente
  • ⁠Não pular refeições
  • Moderar o consumo de café para uma xícara ao dia
  • ⁠Não ultrapassar limites (cada pessoa deve identificar os limites de tempo e intensidade após os quais seus sintomas aparecem, para não ultrapassá-los).

Alimentos podem desencadear enxaqueca?

Segundo Nattan, embora os estudos com a melhor metodologia falharam em demonstrar que algum tipo de alimento seja efetivamente gatilho para crise, hoje a melhor explicação para isso é a seguinte:

Quando a crise de enxaqueca começa, horas antes e às vezes até dias antes, a pessoa já pode ter outros sintomas, como dificuldade de concentração, irritabilidade e até uma ‘fissura alimentar’ (vontade intensa de comer doce).

“Mas não é que a crise foi causada por chocolate. É que na verdade, o chocolate já era um sintoma que fez a pessoa procurar o chocolate nessa fase inicial da crise e ela já iria desenvolver a dor de cabeça, independente de comer chocolate”, explica o neurologista.

Mas embora os alimentos não sejam gatilhos, é muito importante as pessoas terem uma dieta balanceada, com menos produtos industrializados, uma dieta colorida e rica em nutrientes.

A enxaqueca é perigosa?

Embora não seja fatal, a enxaqueca pode impactar gravemente a qualidade de vida. Casos crônicos mal controlados podem levar a distúrbios de humor, insônia e uso excessivo de medicamentos, o que piora o quadro.

Fonte: g1.globo

O hospital das despedidas, onde os pacientes vão para morrer com dignidade

O primeiro e, até o momento, o único — hospital de cuidados paliativos do SUS, onde não há pronto-socorro nem UTI.

O Mont Serrat funciona onde antes era o hospital de infectologia Couto Maia em Salvador — Foto: Vitor Serrano/BBC NewsFoto: Vitor Serrano/BBC News/G1

“Era aqui que eu começava a corrida dos três faróis: de Humaitá, passava pelo Farol da Barra e ia até o Farol de Itapuã”, contou Ayrton dos Santos Pinheiro, contemplando o mar de Salvador que se abria diante da sua janela.

Era uma segunda-feira no início de junho, céu claro na capital da Bahia após dias seguidos de chuvas intensas, e Ayrton, de 90 anos, estava em uma das três camas espalhadas por um quarto amplo e bem iluminado no hospital Mont Serrat.

“Quando me disseram que eu viria para este hospital, eu não sabia que ele ficava aqui”, seguiu, falando das instalações na Ponta de Humaitá, no alto do bairro Monte Serrat, na Cidade Baixa.

As lembranças forçaram Ayrton a fazer pausas na fala. Tomando fôlego, com a voz embargada, falou com detalhes dos anos como corredor, da família e do nascimento de um dos filhos naquele bairro.

Nascido em Pojuca, um pequeno município na Região Metropolitana de Salvador, ele chegou à capital por volta dos 8 anos com a família e, até hoje, se encanta com a cidade de onde nunca mais saiu. “É linda”, disse.

"Quando cheguei aqui, minhas forças se renovaram", disse o paciente Ayrton Pinheiro, de 90 anos — Foto: Crédito: Vitor Serrano / BBC News Brasil Foto: Vitor Serrano / BBC News Brasil / G1

Abriu uma agência de turismo, casou-se e tocou a vida entre o esporte, o trabalho e a família.

Ayrton ficou surpreso quando descobriu no hospital, por fim, que estava em um pedaço da cidade que trazia tantas lembranças boas. “Quando cheguei aqui, minhas forças se renovaram.”

Ele ocupava um dos 64 leitos do Mont Serrat, que funciona em um casarão do século 19, próximo a um dos pontos mais conhecidos de Salvador, a igreja do Senhor do Bonfim.

Antes, era o hospital de infectologia Couto Maia, mas desde o fim de janeiro é ali que se instalou o primeiro, e até o momento único, hospital de cuidados paliativos do Sistema Único de Saúde (SUS) do Brasil.

Os cuidados paliativos focam na melhora da qualidade de vida e dos sintomas dos pacientes com doenças graves ou que não têm cura. A abordagem, que também é centrada no cuidado dos familiares, não acelera nem abrevia o processo de morte do paciente, mas busca reduzir o sofrimento físico, psicológico e espiritual.

“Aqui, o foco da gente não é a morte. Aqui, o foco da gente é cuidado

enquanto vida tiver”,diz a médica Karoline Apolônia, coordenadora do

Núcleo de Cuidados Paliativos da Secretaria de Saúde da Bahia.

“Perguntaram se meu pai queria fazer a barba, para que time ele torce, o que gosta de comer, se gosta de música. Então, a gente relaxou, por saber que ele está sendo bem cuidado”, conta Ayrton Junior, filho do corredor Ayrton.

Junior diz que o pai tem câncer de próstata e tratou com radioterapia um câncer na pele do nariz e da cabeça.

“[Ele] correu várias maratonas, tenho vários troféus dele lá em casa inclusive”, lembra.

Mas agora a prioridade é o presente.

“A gente sente que o que é importante para meu pai é o conforto presente,

no momento presente. Um dia depois do outro. Ele precisa ficar bem, é o

nosso pensamento, é o pensamento da família dele”

Um hospital sem UTI

Caminhar pelos quatro pavilhões do Mont Serrat é perceber também que ali não funciona um hospital comum.

Não há uma sala de reanimação — já que isso contrariaria um dos critérios para ingressar no hospital —, nem uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Karoline, que compara a internação em uma UTI com correr uma maratona, diz que isso seria incompatível com a condição dos pacientes que ingressam ali.

“Se eu coloco esse paciente para correr a maratona, eu só vou trazer a ele sofrimento”, afirma a médica. “Então, em vez disso, a gente sugere a ele sentar aqui e contemplar o pôr do sol. Aproveitar para dizer desculpa, obrigada, eu te amo e tchau.”

Para um paciente ter indicação de cuidados paliativos, ele deve ser encaminhado por uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), atendendo a alguns critérios, como ter um diagnóstico de doença grave e tempo estimado de vida de seis meses.

A família e o paciente também já devem ter enfrentado o que Karoline chama de “conversas difíceis”, isto é, discutir um prognóstico irreversível e saber que UTI não estaria entre as opções para mantê-lo vivo.

Outra peculiaridade do Mont Serrat é que o necrotério fica no centro, entre os quatro pavilhões, e não em uma ala isolada. E, no mesmo ambiente, dividido por uma porta de correr, fica a Sala da Saudade.

"Sou tratada como um bebê", disse dona Helita, sobre os cuidados no Mont Serrat — Foto: Vitor Serrano/BBC News Foto: Vitor Serrano/BBC News/G1

É ali que muitas famílias se despedem, se abraçam e se acolhem, depois que um familiar faleceu, porque a premissa é que os parentes também sejam cuidados.

Na sala tem um sofá, uma televisão, água, café e um abajur com luz indireta. Na parede de entrada, uma frase de Ana Cláudia Quintana Arantes, uma das paliativistas pioneiras e mais célebres do país, está escrita de fora a fora: “Um minuto de silêncio. Preciso ouvir meu coração cantar.”

VÍCIO EM APOSTAS ONLINE DISPARA 142% NA BAHIA; ESTADO É 4º NO RANKING

Popularização das plataformas de apostas on line e ausência de limites rigorosos impulsionam novos casos de ludopatia no Estado

VÍCIO EM APOSTAS ONLINE DISPARA 142% NA BAHIA; ESTADO É 4º NO RANKINGFoto: odivergente.blog

Dados da Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) revelam um salto de 142,86% nos atendimentos a pessoas com dependência em jogos de azar entre 2023 e 2024. Em 2023, foram registrados 7 casos, contra 17 no ano seguinte. Apenas neste ano já são 9 pacientes atendidos na Rede de Atenção Psicossocial (Raps) pelo SUS.

O problema, conhecido como ludopatia, tem sido agravado pela popularidade das apostas online (“bets”). Um estudo do DataSenado aponta a Bahia como o 4º estado com mais apostadores via aplicativos ou sites, totalizando 1,5 milhão de baianos em apenas 30 dias.

A situação alerta para adoção de medidas céleres com vistas ao combate do vício e seus impactos sociais.

Como buscar ajuda e se reestruturar financeiramente

A orientação de terapeutas e especialistas para quem enfrenta dificuldades com o vício em apostas inclui, antes de tudo, reconhecer o problema e procurar suporte adequado. Algumas ações recomendadas são:

  • Identificar o impacto financeiro do vício;
  • Reorganizar as dívidas, priorizando as de juros mais altos;
  • Reduzir gastos não essenciais;
  • Buscar fontes alternativas de renda;
  • Compartilhar o problema com familiares ou amigos de confiança;
  • Recorrer a unidades da Rede de Atenção Psicossocial (Raps) ou serviços especializados de psicoterapia.

Legislação avança, mas desafios permanecem

Com o objetivo de frear o avanço da ludopatia e tornar o setor mais transparente, foi sancionada em dezembro de 2023 a Lei nº 14.790, que regulamenta as apostas de quota fixa no Brasil. A nova legislação proíbe a participação de menores de 18 anos e de pessoas diagnosticadas com o transtorno, além de exigir que as plataformas incluam alertas sobre os riscos do jogo em suas comunicações.

As empresas também são obrigadas a promover campanhas de prevenção ao vício e mensagens de desestímulo ao jogo compulsivo. No entanto, especialistas destacam que a regulamentação, embora necessária, ainda não é suficiente.

Medidas educativas e fiscalização são urgentes

O aumento de casos de ludopatia revela a urgência por políticas públicas mais robustas. É essencial implementar:

  • Campanhas de conscientização nas escolas e nas mídias;
  • Fiscalização rigorosa sobre a publicidade das bets;
  • Fortalecimento da rede pública de apoio psicológico;
  • Incentivo à educação financeira desde a infância.

O vício em apostas, embora muitas vezes invisível, carrega impactos profundos nas vidas das pessoas e das famílias. A Bahia, ao registrar esse salto alarmante nos atendimentos, torna-se um alerta vivo para todo o país sobre os perigos de um mercado ainda em consolidação, mas que já deixa marcas irreversíveis.

Fonte: O Divergente Blog e Muita Informação

Por que tantos cães se parecem com seus tutores? A ciência explica.

Estudo mostra semelhanças físicas e psicológicas entre pets e tutores, desde comprimento da orelha até peso.

Cães e seus tutores podem, sim, ter personalidades semelhantes. É o que revela um artigo recente feito por pesquisadores alemães que revisa 15 estudos científicos e encontra padrões de semelhanças em características como ansiedade, sociabilidade e até extroversão.

Campanha mostra cachorros que parecem com os tutoresFoto: Reprodução/YouTube/extra.globo

A ideia de que “o dono se parece com o cachorro” não é apenas brincadeira: a ciência tem levado isso a sério. Segundo os pesquisadores, além do comportamento, até a aparência pode ser parecida. Há, por exemplo, indícios de que tutores de cabelo curto preferem cães de orelhas pequenas, enquanto quem tem cabelo mais longo tende a escolher animais com orelhas compridas.

Outro dado curioso é a relação entre o peso: estudos apontaram que pessoas com índice de massa corporal (IMC) mais alto também costumam ter cães acima do peso, o que pode estar ligado ao estilo de vida compartilhado.

Mas essas semelhanças não são apenas uma questão de percepção. Em uma das pesquisas, participantes que não conheciam os donos nem os cães conseguiram acertar, só pelas fotos, quais pares eram tutor e pet.

Segundo o estudo, essa conexão pode ter raízes no nosso próprio instinto social. Assim como buscamos pessoas parecidas para conviver, fazemos o mesmo na escolha dos animais de estimação, talvez de forma inconsciente. No caso dos cães de raça, isso fica ainda mais evidente, já que cada raça tem comportamentos mais previsíveis.

Por outro lado, segundo os cientistas, nem sempre é preciso ser parecido para dar certo. Um cachorro agitado pode fazer bem para um tutor mais caseiro, incentivando hábitos mais ativos.

Fonte: Extra/Globo



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