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Aumento de casos de câncer colorretal entre jovens adultos, liga o sinal de alerta.
Dados representam um alerta para a população e a necessidade de medidas preventivas imediatas com mudanças de estilo de vida, combate ao sedentarismo e dieta saudável
Foto: Newslab
Um novo estudo publicado na renomada revista The Lancet Oncology revela uma tendência preocupante entre jovens adultos (25 a 49 anos): o aumento significativo na incidência de câncer colorretal em 27 dos 50 países analisados. Essa tendência contrasta com a estabilização ou diminuição dos casos entre adultos mais velhos (acima de 50 anos) em muitas nações. A pesquisa identificou um crescimento especialmente acentuado em países como Chile, Nova Zelândia, Noruega, Porto Rico e Inglaterra, com taxas anuais de aumento entre 3% e 4%.
Os resultados destacam que esse fenômeno, antes concentrado em países de alta renda no Ocidente, agora também se manifesta em economias emergentes na Ásia, América Latina e Caribe. “Com dietas ricas em alimentos ultraprocessados, obesidade, e outros fatores ambientais como possíveis causas desse aumento, esses dados são um alerta pois podem representar uma tendência negativa de ocorrência entre os jovens brasileiros”, comenta o Dr. Raphael Brandão, Chefe da Oncologia da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, que também destaca que no estudo, em 14 países, o aumento foi exclusivo para a faixa etária jovem, enquanto em 13 houve crescimento tanto em jovens quanto em adultos mais velhos, mas com maior aceleração entre os jovens.
Segundo dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer), no Brasil, o número estimado de casos novos de câncer de cólon e reto (ou câncer de intestino), para cada ano do triênio de 2023 a 2025, é de 45.630 casos, correspondendo a um risco estimado de 21,10 casos por 100 mil habitantes, sendo 21.970 casos entre os homens e 23.660 casos entre as mulheres. Esses valores correspondem a um risco estimado de 20,78 casos novos a cada 100 mil homens e de 21,41 a cada 100 mil mulheres.
Sem considerar os tumores de pele não melanoma, o câncer de cólon e reto ocupam a terceira posição entre os tipos de câncer mais frequentes no Brasil. As maiores taxas de incidência são observadas na Região Sudeste para homens e mulheres. Nela, é o segundo mais incidente entre os homens (28,62 casos por 100 mil), assim como no Centro-oeste (17,25 por 100 mil). Na Região Sul (26,89 por 100 mil), é o terceiro tumor mais frequente. Nas Regiões Nordeste (10,99 por 100 mil) e Norte (7,05 por 100 mil), ocupam a quarta posição. Entre as mulheres, é o segundo mais frequente nas Regiões Sudeste (28,88 por 100 mil), Sul (26,04 por 100 mil) e Centro-oeste (16,92 por 100 mil). Na Região Norte (7,78 por 100 mil), é o terceiro câncer mais incidente; e, na Região Nordeste (13,08 por 100 mil), o quarto.
Foto: iStock
“O câncer de cólon e reto abrange os tumores que se iniciam na parte do intestino grosso chamada cólon, no reto, que corresponde ao final do intestino imediatamente antes do ânus, e no ânus. É uma doença heterogênea, que se desenvolve predominantemente a partir de mutações genéticas em lesões benignas, como pólipos adenomatosos e serrilhados”, explica o oncologista, Dr. Brandão.
Estudos relacionam dietas ricas em bebida alcoólica, carne vermelha e embutidos com uma maior incidência de câncer colorretal. O especialista explica ainda que é importante estar atento a sintomas principais como sangramento retal e perda de peso inexplicável.
Sinais para procurar um médico
- Presença de sangue nas evacuações, seja sangue vivo ou escuro, misturado às fezes, com ou sem muco.
- Sintomas irritativos, como alteração do hábito intestinal e que provoca diarreia crônica e necessidade urgente de evacuar, com pouco volume fecal.
- Sintomas obstrutivos, como afilamento das fezes, sensação de esvaziamento incompleto, constipação persistente de início recente, cólicas abdominais frequentes associadas a inchaço abdominal.
- Sintomas inespecíficos, como fadiga, perda de peso e anemia crônica.
“Levar uma vida saudável, manter uma dieta rica em alimentos naturais com fibras e praticar atividade física regular são os principais fatores de prevenção da doença, além de procurar ajuda médica ao detectar qualquer um dos sinais”, afirma o especialista.
“Os dados evidenciam que o aumento no câncer colorretal entre jovens adultos é um problema de saúde pública global que demanda conscientização, rastreamento e mudanças no estilo de vida para evitar que essa tendência se torne mais devastadora no futuro”, conclui Dr. Brandão.
Fonte: Hospital São Camilo
O que acontece no seu corpo quando você toma um choque
Todo mundo já vivenciou o susto e a dor de sentir a corrente elétrica passando pelo corpo durante a manipulação de um fio desencapado ou algum eletroeletrônico. Na maioria das vezes, trata-se de uma descarga leve, sem grandes consequências. Mas a depender da intensidade e da extensão do choque, lesões dentro e fora do seu corpo podem aparecer.
Associado a acidentes e passível de prevenção, o choque pode decorrer de descargas na atmosfera ou da eletricidade gerada no ambiente doméstico ou industrial. Exposições profissionais, contato com fios e tomadas residenciais, além de cabos na rua são causas frequentes.
O curioso desses eventos é que mesmo baixas voltagens (a doméstica tem 220 volts) podem levar a consequências tão graves quanto altas voltagens (qualquer voltagem acima de 500 volts). Isso depende do tempo de exposição, tamanho do indivíduo, além do caminho traçado no corpo pela eletricidade.
- No Brasil, entre 2023 e 2024 ocorreram 759 óbitos por descargas elétricas.
- Estima-se que ocorram cerca de 1.000 mortes anuais nos EUA pela mesma causa.
- Naquele país, cerca de 400 delas decorrem de choques de alta voltagem; de 50 a 300 estão associadas a raios.
- Entre os adultos esses acidentes tendem a ocorrer no ambiente profissional; entre crianças e adolescentes, o doméstico prevalece.
- Choques elétricos figuram em 4º lugar na lista das causas mais frequentes de traumas no trabalho.
Foto: Suellen Gomes/Arte UOL
Os efeitos no seu corpo
Choques são considerados queimaduras e elas acontecem não só superficialmente, mas podem atravessar a pele atingindo outros tecidos e sistemas internos.
As consequências desses eventos dependerão da classificação do choque —de alta ou baixa voltagem— mas geralmente poderão ser observadas as seguintes condições:
As queimaduras correm pelo corpo
Esta é a principal possível consequência do choque, mas a literatura médica relata que nem sempre a lesão pode ser visível na área externa da pele.
Nos quadros em que elas são perceptíveis, as queimaduras são grandes e se estendem pelo corpo. A corrente elétrica utiliza músculos e outros tecidos para fazer seu percurso. Por onde passa, vai causando danos.
Em geral pode ser identificada uma região de entrada —a principal delas é a mão— e uma de saída.
Altas voltagens podem provocar queimaduras em grande quantidade de músculos. As células musculares são quebradas, e elas liberam e elas liberam uma enzima (creatinofosfoquinase ou CPK), capaz de provocar uma lesão renal (rabdomiólise).
O coração sofre
A depender da intensidade da descarga elétrica, a resposta muscular pode ser apenas a sensação dolorosa ou contrações musculares. Já choques mais graves podem alterar a forma como o coração trabalha.
Quando o choque entra no seu corpo ele encontra isolantes térmicos naturais: a pele e a gordura sobre ela. Quanto mais espessa for a pele, maior a resistência ao fluxo da eletricidade.
Nos choques intensos, porém, a corrente elétrica consegue romper essa barreira e alcança os músculos.
Como o coração é um músculo que também é movido por cargas elétricas que regulam o batimento cardíaco, quando o choque chega nele pode provocar um descompasso.
Os médicos chamam esse quadro de arritmia. A depender da gravidade, ela pode evoluir para uma parada cardíaca. Este é considerado o maior risco associado a choques de baixa voltagem (abaixo de mil volts).
Foto: cpt.com.br
Pressão sobre cérebro e nervos
Como a cabeça representa a segunda entrada mais comum do fluxo de eletricidade, um percurso que passe pelo cérebro e pelo SNC (sistema nervoso central) pode ter efeitos que englobam alterações neurológicas e nervosas, que poderão ser identificadas por meio de variadas manifestações, tais como:
- Convulsões
- Hemorragia
- Alterações na memória
- Irritabilidade
- Sensação de entorpecimento
- Formigamento
- Perda da urina (incontinência)
Perda de líquidos acelerada
Com os tecidos do corpo “em chamas”, o organismo busca manter o equilíbrio tentando “apagar o fogo” por vários mecanismos, como a liberação de substâncias inflamatórias que promovem a vasodilatação e a expulsão dos líquidos de dentro dos vasos sanguíneos. Tal mecanismo leva ao inchaço e também pode gerar desidratação.
O principal foco do tratamento inicial desses pacientes é a hidratação que é oferecida já no pronto-socorro para reduzir as lesões na proporção dos danos já identificados.
A ideia é conter as consequências das lesões como a probabilidade de alterações nos rins e da queda da pressão, especialmente quando há mudança no batimento cardíaco.
E quando a causa for um raio?
A potência da descarga elétrica natural é grande, dura alguns segundos, mas seus efeitos podem ser leves, porque a probabilidade de danos internos é menor, especialmente quando comparados às lesões causados por acidentes derivados da eletricidade gerada.
A questão é que ele pode causar um curto-circuito no coração e no cérebro, o que pode ser fatal.
Alterações no batimento cardíaco podem levar à interrupção da respiração, que pode afetar o cérebro e as funções que ele rege.
A perfuração dos tímpanos já foi descrita na literatura médica, assim como lesões nos olhos, como cataratas.
Lesão por impacto também é uma possibilidade. Isso porque basta que a pessoa esteja apenas próxima ao objeto principal atingido pelo raio para ser arrebatada por ele.
Foto: iStock / Viva Bem / Uol
O que fazer nessa hora
Caso presencie um choque no ambiente familiar você só deve socorrer a pessoa após desligar o disjuntor elétrico ou a chave geral. Uma boa medida é saber exatamente onde esses dispositivos estão localizados para agir o mais rápido possível.
Mesmo em casos leves, onde não se observam danos aparentes, é sempre indicado buscar por uma avaliação médica, principalmente entre os pequenos.
Chame o serviço de emergência (193) nas seguintes situações:
- Perda da consciência, mesmo que por breve tempo.
- Alterações na respiração (mais lenta ou mais rápida).
- Alterações no batimento do coração (irregular, mais rápido ou mais lento).
Efeitos de longo prazo
Além da internação de longa permanência e processo de reabilitação intenso, pode ser difícil voltar às atividades normais conforme o tamanho das lesões musculares. Além disso, a literatura médica descreve algumas possíveis sequelas decorrentes a choques graves:
- Zumbido
- Convulsão
- Perda do equilíbrio
- Alteração na memória
- Irritabilidade
- Estresse pós-traumático
- Dor
- Fadiga
- Contrações musculares
- Dor de cabeça
- Rigidez nas juntas, entre outros
Como prevenir acidentes
Seja no ambiente de trabalho, seja em casa, providencie que todos os dispositivos de eletricidades estejam bem instalados, em bom estado de conservação e disponham de fio terra. Certifique-se de que tais instalações sejam feitas por profissionais qualificados.
No trabalho, é importante seguir as medidas de segurança pessoal, como uso de EPI (Equipamento de Proteção Individual), jamais subestimando o risco de tomar um choque.
Além disso, coloque em prática as seguintes medidas:
- Desligue a corrente geral da casa antes de mexer em qualquer tipo de fiação.
- Antecipe riscos no ambiente familiar, providenciando coberturas de segurança em tomadas e quadros de energia.
- Mantenha os fios elétricos fora do alcance dos pequenos e mantenha-os sempre encapados com material isolante.
- Seja cuidadoso no uso de ferramentas elétricas.
- Mantenha aparelhos elétricos fora de superfícies ou ambientes úmidos, como o chuveiro.
- Áreas úmidas da casa devem ter interruptores diferenciais que cortam o circuito elétrico quando existem oscilações.
- Use chinelos de borracha durante o banho, caso esteja em locais onde não conheça as condições das instalações elétricas.
- Mantenha-se seguro em condições de tempestade com raios. Caso esteja em locais, abertos, piscina, mar, prefira abrigar-se em prédios que tenham para-raios, ou mesmo dentro de veículos (carro, caminhão) que possuem componentes isolantes como a borracha.
- Evite terrenos elevados, objetos metálicos e resista à ideia de se abrigar sob uma única árvore durante chuvas intensas com raios.
Fonte: Viva Bem / Uol
Dia Mundial de Conscientização do Autismo – 2 de abril
Dia Mundial de Conscientização do Autismo é importante para levar informação de qualidade à população e, assim, reduzir o preconceito e discriminação sobre esse transtorno.
O dia 2 de abril é definido como o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, uma data voltada para a conscientização da sociedade sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). O TEA é um transtorno que se caracteriza, entre outras manifestações, por dificuldade de interação social e presença de comportamentos repetitivos. Apresenta diferentes graus, classificados de leve à grave.
O quebra-cabeça é usado para simbolizar o TEA, pois faz referência à complexidade do transtorno.
Dia Mundial de Conscientização do Autismo
O Dia Mundial de Conscientização do Autismo foi definido pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2007 e é comemorado no dia 2 de abril. É uma data importante, pois muitas pessoas não compreendem o que é o Transtorno do Espectro Autista (TEA), sendo fundamental a propagação de informação de qualidade. Entender melhor esse transtorno é chave para o fim do preconceito e da discriminação que cercam as pessoas com TEA, as quais apresentam apenas uma forma diferente de agir e encarar o mundo.
De acordo com a Organização Pan-Americana de Saúde, uma em cada 160 crianças possui TEA. Ainda de acordo com a Organização, tem-se observado um aumento de casos no mundo, o que pode ser explicado pelo aumento da conscientização sobre o tema e uma maior busca pelo diagnóstico.
Sendo assim, o Dia Mundial de Conscientização do Autismo é também importante para que mais pessoas sejam diagnosticadas precocemente e tenham acesso a terapias, as quais podem ser decisivas para seu desenvolvimento.
Foto: amazoniasemfronteiras.com
Transtorno do Espectro Autista (TEA)
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um transtorno do desenvolvimento neurológico, que não apresenta cura, mas pode ter seus sintomas suavizados com um acompanhamento adequado e precoce do paciente. Apesar de não haver uma causa bem estabelecida, acredita-se que fatores ambientais e genéticos podem estar envolvidos.
O TEA é observado logo nos primeiros anos de vida, mas os sintomas nem sempre são os mesmos para todos os indivíduos. De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, o transtorno caracteriza-se por “dificuldades de comunicação e interação social e pela presença de comportamentos e/ou interesses repetitivos ou restritivos”.
Alguns dos sinais do TEA que podem ser observados em crianças no primeiro ano de vida são: não responder ao nome, sentir grande incômodo quando colocadas em ambientes com sons altos, ter interesse maior por objetos do que por pessoas, pouco contato visual, enfileirar objetos e não aceitar toque. Vale salientar que o TEA apresenta diferentes graus, sendo possível encontrar pessoas com quadros considerados leves e pessoas com quadros mais graves, as quais necessitaram de cuidados especiais ao longo da vida.
Infelizmente, muitas pessoas são diagnosticadas tardiamente com TEA, sendo o diagnóstico realizado, em média, quando a criança apresenta entre 4 e 5 anos. O diagnóstico tardio é prejudicial para ela, uma vez que as terapias são importantes para o seu desenvolvimento completo. Aproveite a oportunidade e leia mais sobre o Transtorno do Espectro Autista.
Lei Romeo Mion
No ano de 2020, foi sancionada a Lei nº 13.977, que institui a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea). A lei ficou conhecida como Lei Romeo Mion, em homenagem ao filho do apresentador Marcos Mion, que possui o Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Com essa iniciativa, a pessoa com TEA terá direito a uma carteira de identificação, que, segundo o texto da lei, terá como objetivo “garantir atenção integral, pronto atendimento e prioridade no atendimento e no acesso aos serviços públicos e privados, em especial nas áreas de saúde, educação e assistência social” para esse público. Para identificar a prioridade à pessoa com TEA, os estabelecimentos poderão utilizar como símbolo a fita quebra-cabeças (ver figura a seguir).
A fita quebra-cabeça identifica a prioridade de atendimento para pessoas com TEA.
A aprovação dessa lei é um marco importante, pois garante mais uma vitória às pessoas com esse transtorno. Vale salientar que, apesar dos avanços nos últimos anos, temos um longo caminho a ser percorrido até que se conheça completamente o TEA e que as pessoas com esse transtorno tenham seus direitos respeitados.
Fonte: mundoeducacao.uol.com.br
Bahia registra mais de mil casos de picadas de escorpião em 2025; Vitória da Conquista lidera ocorrências
A Bahia registra um aumento preocupante nos casos de picadas de escorpião em 2025, com mais de mil ocorrências já registradas, segundo a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab). Os dados do Centro de Informação e Assistência Toxicológica da Bahia (CIATox-BA) revelam que, em 2024, foram 24.049 acidentes com escorpião, resultando em seis óbitos.
As cidades com maior incidência de acidentes em 2024 foram Vitória da Conquista (1.012), Jequié (555), Feira de Santana (547), Irecê (406) e Seabra (360). O município de Vitória da Conquista lidera o ranking pelo segundo consecutivo, e a tendência se mantém em 2025, com mais de 60 casos já registrados.
Foto: SMS Setor de Zoonoses e Vetores – BN
A gravidade das picadas de escorpião varia, com sintomas como dor intensa, inchaço, náusea, vômito e, em casos graves, problemas cardiorrespiratórios.
Para prevenir acidentes, é essencial manter a casa limpa e organizada, vedar portas e janelas, usar repelentes e inspecionar calçados e roupas antes de usar. Em caso de picada, procure atendimento médico imediato, lave a área com água e sabão, mantenha a calma e aplique compressas frias. Não corte ou sugue a picada.
Foto: Butantan – g1
As espécies de escorpião de maior relevância na Bahia são o escorpião-amarelo (T. serrulatus), o escorpião-marrom (T. bahiensis) e o escorpião-amarelo-do-nordeste (T. stigmurus).
Fonte: Bahia Notícias
Bacalhau não é peixe, é tecnologia.
Não existe bacalhau fresco. Bacalhau é um processo especial de cura (salga e secagem) de alguns peixes que habitam os mares gelados e limpos.
Foto: Fatos Desconhecidos
Muitas pessoas pensam que bacalhau é uma espécie de peixe! Mas isso não é verdade!
BACALHAU
É o resultado de um processo especial de cura (salga e secagem), descoberto pelos portugueses, para a conservação, nas grandes viagens marítimas no século XV, de alguns peixes que habitam os gelados e limpos Mar do Norte (Noruega e Islândia) e Glacial Ártico.
PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DOS PEIXES MAIS UTILIZADOS:
COD LEGÍTIMO:

É conhecido no Brasil, popularmente, como “DO PORTO”.
- Os europeus consideram apenas esta espécie como bacalhau.
- Após escaldado, abre-se em LASCAS brilhantes e úmidas (como se folheássemos um livro).
- É o mais PESADO, bem LARGO, e de postas mais ALTAS.
- Sua carne tem coloração PALHA uniforme (entre branco e amarelo).
- Sua cauda tem a extremidade quase reta e de UMA SÓ COR.
- Não tem um “bordado” BRANCO na extremidade da cauda e nas barbatanas. Se tiver, não é legítimo.
- Quando ainda cru e salgado sua pele se solta com facilidade.
- Quando cortado, ainda seco, avista-se as lascas entreabertas.
- Corre sério risco de extinção e está sob medidas de proteção.
LING:
- É o mais CLARO, mais ESTREITO e mais COMPRIDO.
- Seu sabor é muito FRACO.
- Sua carne é FIBROSA, mas sua cor é bonita e clara.
- Sua cauda é FINA e com uma curvatura pouco acentuada.
SAITHE:

- É o de carne mais ESCURA.
- Tem muita ESPINHA.
- Embora pequeno, DESFIA com facilidade.
- Seu sabor é ATIVO. É bom para bolinhos. (Como é escuro, o ideal é misturá-lo com o Cod para obter uma massa para bolinhos de bom sabor e boa aparência. A proporção de cada peixe, fica a critério pessoal, já que envolve diferentes custos unitários.)
- Sua cauda termina em “V”.
- É a espécie mais exportada para o Brasil.
ZARBO:

- É o MENOR dos peixes, embora carnudo e o mais largo.
- Tem muita ESPINHA.
- Seu sabor é FRACO.
- Sua cauda é larga e a extremidade CONVEXA.
PACIFIC COD (MACROCEPHALUS):

- NÃO se abre em LASCAS, quando seco.
- Sua carne é FIBROSA e SECA após escaldada.
- ESPUMA na panela enquanto “cozinha”.
- Seu sabor é quase NULO.
- Sua cor é muito clara, quase BRANCA, muito bonita.
- Sua cauda e as barbatanas apresentam uma espécie de “BORDADO”. BRANCO nas extremidades.
CLASSIFICAÇÕES
QUANTO AO TAMANHO:
É muito importante a classificação pelo tamanho; porque, além do visual imponente, o SABOR é afetado pela IDADE do peixe (quanto mais velho, melhor). A permanência no mar ACENTUA, em muito, o SABOR do peixe, pelo acúmulo de gordura.
O COD MOHRUA (Porto-Legítimo) é embalado sempre em caixas de MADEIRA com 50 kg. Os demais peixes em caixas de PAPELÃO, com 25 kg. A identificação do tamanho dos peixes é feita pela quantidade média de peças contidas em cada caixa. A exceção pode ficar a cargo do MACROCEPHALUS, que podem vir (acho que por má fé) em caixas de madeira.
QUANTO À CURA E À SALGA:
Segure o bacalhau pelo lado mais largo (cabeça), na horizontal, suspenso no ar, na altura dos seus olhos. Se ele se mantiver reto, a cura e a salga foram bem feitas, se o rabo pender ou dobrar, está mal curado e com água.
IMPERIAL – É a primeira escolha. Bem cortado, bem escovado e bem curado.
UNIVERSAL – Ou segunda escolha. Tem manchas escuras, provenientes de resíduos de sangue ou bilis; e, pequenos defeitos.
POPULAR – Ou terceira escolha. Tem muitas manchas escuras e faltam pequenos pedaços na carne, causados pelo arpão.
Foto: Fatos Desconhecidos
COMPRA:
Nunca compre bacalhau já cortado em pedaços. Dê preferência sempre às peças INTEIRAS. Ao comprar em pedaços, todas aquelas classificações não poderão ser observadas e, com quase toda certeza, vai ser enganado/a pelo fornecedor.
Não compre bacalhau AVERMELHADO, é sinal que suportou altas temperaturas e foi afetado, ESTRAGOU.
Observe as características próprias de cada peixe.
CONSERVAÇÃO
O CALOR e a UMIDADE são os piores inimigos do bacalhau. Deve ser guardado na geladeira (2º a 5ºC), embalado, para não passar cheiro para outros alimentos.
Enquanto cru e salgado, NÃO CONGELE.
Os bolinhos podem ser congelados, individualmente, de preferência, embrulhados em PVC; mas não devem ser FRITOS ainda congelados, pois ficarão gelados por dentro e encharcados de gordura.
Ao congelar pedaços de bacalhau, já dessalgados, não esqueça, SEQUE-OS muito bem, e pincele com azeite para não ressecarem.
Fonte: comudsaber.com.br
Higiene do sono: Veja como adaptar a rotina para dormir melhor
Diretor do Laboratório do Sono do InCor explica a importância de bons hábitos para um sono de qualidade e como a pandemia afetou os padrões de sono dos brasileiros.
Foto: institutosomed.com.br
Durante a Semana Mundial do Sono, o pneumologista Geraldo Lorenzi Filho, diretor do Laboratório do Sono do InCor, compartilhou insights valiosos sobre a “higiene do sono” e como melhorar a qualidade do descanso noturno.
De acordo com dados da Fundação Oswaldo Cruz, 7 em cada 10 brasileiros enfrentam algum problema relacionado ao sono, como insônia ou dificuldade para dormir. O especialista destaca que a pandemia agravou essa situação, e muitas pessoas ainda não conseguiram retomar padrões saudáveis de sono.
Tipos de insônia e necessidades de sono
Lorenzi Filho explica que existem três tipos principais de insônia: dificuldade para iniciar o sono, dificuldade para mantê-lo e acordar mais cedo do que o desejado. Ele ressalta que a quantidade ideal de sono varia de pessoa para pessoa, mas em média, um adulto precisa de pelo menos seis horas de sono por noite, sendo sete horas considerado o ideal.
O médico alerta sobre os perigos da restrição crônica de sono, especialmente entre adolescentes. “Se eu te tirar 15 minutos de sono todos os dias, você não percebe. E aí você começa a ficar cansado, começa a ficar mal humorado, e isso vai se acumulando”, afirma.
Foto: nucleohealthcare.com.br
Hábitos que afetam o sono
O especialista abordou diversos fatores que podem impactar negativamente o sono, como o consumo de álcool e cafeína, e o uso de dispositivos eletrônicos antes de dormir. Sobre exercícios físicos, Lorenzi Filho recomenda evitar atividades intensas próximo ao horário de dormir, pois podem aumentar a temperatura corporal e a excitação, dificultando o início do sono.
“O sono é como pular uma corda. Se você entra no horário errado, a corda bate na tua cabeça”, compara o médico, enfatizando a importância de manter uma rotina consistente.
Para melhorar a qualidade do sono, Lorenzi Filho sugere desligar dispositivos eletrônicos pelo menos uma hora antes de dormir e buscar atividades relaxantes, como leitura. Ele também alerta sobre a relação entre apneia do sono e insônia, ressaltando que metade das pessoas com insônia também sofrem de apneia.
Ao final, o especialista deixa um desafio aos ouvintes: desligar o celular uma hora antes de dormir e tentar desconectar-se da rede digital, buscando assim uma melhor qualidade de sono e, consequentemente, uma melhor saúde mental e qualidade de vida.
Fonte: CNN Brasil
Especialista alerta para crescimento no número de casos de obesidade na Bahia
O crescimento no número de casos de obesidade tem preocupado especialistas de diferentes áreas de saúde. O alerta chega após a Atlas da Federação Mundial da Obesidade divulgar um levantamento indicando que o número de pessoas que enfrenta a doença é de 1 bilhão e pode passar a ser 1,5 bilhão nos próximos cinco anos.
A temática também se tornou alvo de acompanhamento no contexto da Bahia. Em entrevista a reportagem do BN, o médico endocrinologista e coordenador médico do Hospital da Obesidade, Cristiano Gidi explicou que existe um crescimento expressivo na quantidade de casos de obesidade no estado.
Foto: Imagem Ilustrativa. Reprodução Pixabay / CNN
“Existe um aumento muito grande de número de casos de obesidade aqui na Bahia. O estado se enquadra no contexto mundial de forma semelhante ao que está acontecendo no restante do mundo. Está havendo um crescimento exponencial [de obesidade]. Para o nível de comparação, no mundo, em 2010, existia 1,6 bilhão de pessoas acima do peso. Esse número está crescendo para uma previsão de 3 bilhões, ou seja, dobrou praticamente em 20 anos. Então, a tendência de aumento é muito grande”, comentou.
O médico reforçou ainda acerca da tendência no crescimento de pacientes com obesidade no estado. “Infelizmente existe uma tendência de aumento do número de casos de obesidade aqui na Bahia e também no resto do mundo. Isso reflete o ambiente obesogênico, que é aquele ambiente que favorece o ganho de peso em que nossa sociedade moderna vive. Reflete também na ausência de políticas públicas mais efetivas com relação ao combate da obesidade. Algumas regras que poderiam estar sendo adotadas no sentido de diminuir o acesso a alimentos ultraprocessados, na facilitação do acesso a alimentos mais saudáveis, facilitar a prática de atividade física. Essas ações precisam ser tomadas de forma geral para que a sociedade possa apresentar uma menor taxa de crescimento da obesidade e quem sabe uma redução”, considerou.
Imagem: iStock
O endocrinologista elencou também as principais causas que impactam no sobrepeso de pacientes. Entre os motivos estão o alto índice de sedentarismo, consumo de alimentos hipercalóricos, entre outros. Ele ainda chamou atenção para crianças consideradas obesas.
“A gente pode listar vários fatores, mas o sedentarismo é um dos principais. Cada vez mais existe uma população com um alto índice de sedentarismo e o acesso a alimentos hipercalóricos, hiperpalatáveis contribuem para o excesso de peso. Eu chamo a atenção da obesidade infantil, porque o que acontece é que uma criança obesa tem uma probabilidade de se tornar um adulto obeso. Muitas vezes é na infância que nós podemos ter ações mais efetivas no sentido de ajudar a prevenir que essa pessoa se torne um adulto com obesidade”, disse.
Foto: Clinica Wajman
O especialista elencou também quais condições e doenças crônicas podem ocorrer em decorrências de excesso de peso. “A obesidade é causa de diversas situações como diabetes, problemas cardíacos, hipertensão, mas também de outras patologias que não são tão divulgadas como insuficiência cardíaca. Diversos tipos de câncer têm sua prevalência aumentada em pacientes com excesso de peso”, revelou Gidi.
Fonte: BN Notícias
Desigualdade influencia distribuição de casos de Alzheimer entre países
Regiões de baixa e média renda concentram cerca de 2/3 dos casos mundiais da demência, aponta pesquisa.
Nem só fatores biológicos devem ser considerados quando se trata de entender o aumento de diagnósticos de Alzheimer ao redor do mundo e do combate a essa doença. Isso é o que defende um novo estudo que elencou desigualdades socio-econômicas como um aspecto envolvido para compreender a distribuição dos casos da condição em diferentes regiões do mundo. Países de média e baixa renda, por exemplo, concentram cerca de 2/3 dos casos mundiais de todo o planeta.
Foto: Pexels
A pesquisa recém publicada na revista científica American Journal of Preventive Medicine, analisou dados sobre o Alzheimer em 204 países entre 1990 e 2021. Durante esse período, os diagnósticos da doença e de outros tipos de demências aumentaram em todo o globo, e a tendência é que isso continue. Projeções indicam que, em 2050, 152 milhões de pessoas irão viver com demência – em 2019, essa cifra foi 57 milhões.
Com dados como esses, os autores traçaram relações entre essas tendências nos casos de Alzheimer e questões de desigualdades demográficas ao redor do globo. O objetivo era entender se havia alguma associação entre esses diferentes fatores.
Para isso, o estudo também envolveu dados socioeconômicos de diferentes regiões. Renda média populacional, nível de escolaridade e gastos públicos com saúde são alguns exemplos de fatores econômicos considerados pelos especialistas.
Os autores concluíram que tais aspectos influenciam fatores demográficos que, consequentemente, podem representar maior risco para o desenvolvimento ou agravamento da condição cognitiva. Esse é o caso dos gastos públicos com saúde, que influenciam diretamente o acesso a serviços de cuidados ou de prevenção do Alzheimer.
Foto: Folha – UOL
Adalberto Studart Neto, vice-coordenador do Departamento Científico de Neurologia Cognitiva e do Envelhecimento da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), afirma que a conclusão do novo estudo vai ao encontro de evidências já consolidadas acerca de fatores de risco para demências. Baixa escolaridade, perda auditiva, colesterol ruim, depressão, sedentarismo, diabetes, tabagismo, hipertensão, obesidade e abuso do álcool são alguns exemplos.
“Alguns desses fatores de risco são associados com o desenvolvimento socioeconômico, como a baixa escolaridade, enquanto outros são muito associados aos cuidados de saúde de modo geral”, afirma Neto, que não participou do artigo recém-publicado.
Por conta dessas variáveis que envolvem questões econômicas e demográficas, países de baixa renda podem ser mais afetados quando se trata de demências. Neto ilustra essa situação em relação ao acesso à saúde.
“Nos países de baixa renda, as populações têm menor acesso aos cuidados de saúde para tratar doenças crônicas [que são fatores de risco para o Alzheimer]. Esse menor acesso leva a maior incidência dessas doenças e, portanto, a maior incidência de demência”, exemplifica.
Foto: Folha – UOL
Ponto parecido foi observado na nova pesquisa. O estudo defende que, embora o mundo inteiro veja aumento nos casos de Alzheimer, países de média e de baixa renda concentram uma grande quantidade de diagnósticos da demência. Dados ilustram essa situação. O principal deles é o fato de que 2/3 dos diagnósticos da demência estão em regiões pobres do globo.
Os pesquisadores do estudo apontam que a conclusão do artigo repercute a necessidade de prestar atenção em países ainda em desenvolvimento. Ao fazer isso, seria possível desenhar melhores estratégias para barrar o avanço do Alzheimer ao redor do mundo, como por meio de colaborações internacionais.
Fonte: Folha de São Paulo
Vacina da gripe para crianças entra no Calendário Nacional de Vacinação
Proteção contra a influenza passa a fazer parte da rotina de vacinação no SUS. Atualização inclui ainda mudanças na imunização contra poliomielite, rotavírus e covid-19.
A vacina da gripe agora faz parte do Calendário Nacional de Vacinação para crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e idosos (a partir de 60 anos de idade), tornando permanente a proteção para esses públicos. A medida reforça a estratégia de imunização e se soma a outras mudanças para 2025, como a ampliação do período para aplicação da vacina contra rotavírus e a substituição das doses de reforço da vacina oral contra poliomielite por uma dose inativada.
Foto: Erasmo Salomão/MS
A partir deste ano, a vacinação contra influenza estará disponível em todas as salas de vacina a partir da 2ª quinzena de março, ao longo do ano, não apenas em campanhas sazonais. Outros grupos continuarão a receber o imunizante em estratégias especiais, incluindo profissionais da saúde, professores, forças de segurança, população privada de liberdade e pessoas com doenças crônicas ou deficiências, dentre outros.
No combate à poliomielite, o esquema vacinal e o reforço passam a ser exclusivamente com a vacina inativada (VIP), que é injetável. Já a vacina contra o rotavírus teve o período para aplicação das doses ampliado: agora, a primeira dose, indicada aos dois meses de idade, pode ser administrada até os 11 meses e 29 dias; enquanto a segunda dose, indicada aos quatro meses, poderá ser aplicada até os 23 meses e 29 dias.
Imunização contra covid-19
A imunização contra a covid-19 faz parte do Calendário Nacional de Vacinação para crianças a partir de seis meses a menores de 5 anos de idade, idosos (a partir de 60 anos de idade) e gestantes.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
A vacinação dos demais grupos especiais a partir de 5 anos de idade será realizada periodicamente em qualquer sala de vacina, sendo a cada seis meses para imunocomprometidos e a cada ano para os demais grupos: pessoas vivendo em instituições de longa permanência; indígenas; ribeirinhos; quilombolas; puérperas (aquelas não vacinadas durante a gestação); trabalhadores da saúde; pessoas com deficiência permanente; pessoas com comorbidades; pessoas privadas de liberdade; funcionários do sistema de privação de liberdade; adolescentes e jovens cumprindo medidas socioeducativas; e pessoas em situação de rua.
Para a população geral entre 5 e 59 anos, e aqueles que nunca receberam nenhuma dose, a recomendação é de uma dose de vacina para a doença.
As mudanças foram implementadas com base em evidências científicas e ampliam a proteção contra doenças imunopreveníveis, garantindo um acesso mais abrangente e eficaz às vacinas.
Fonte: Ministério da Saúde
Erros médicos crescem mais de 500% em um ano, aponta levantamento
Número alarmante de erros médicos no Brasil preocupa pela queda na qualidade dos cuidados prestados no país.
O Brasil registrou um aumento alarmante de 506% nos processos por erro médico em 2024, com 74.358 ações judiciais, de acordo com dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Esse crescimento revela uma preocupação crescente com a qualidade dos cuidados médicos prestados no país e os danos causados aos pacientes.
Foto: Metrópoles
Erro médico é o termo utilizado quando há falha na conduta do profissional de saúde, resultando em dano ao paciente. Esse tipo de erro pode ocorrer por diferentes motivos, como negligência, imprudência ou imperícia.
Tipos de erros médicos
- Negligência: quando o médico deixa de agir como deveria. Um exemplo clássico é o caso de um paciente que chega ao hospital com sintomas evidentes de uma condição grave, mas o médico não realiza os exames necessários para um diagnóstico adequado.
- Imprudência: refere-se ao comportamento precipitado do profissional, que age sem a devida cautela ou precaução, tomando decisões arriscadas mesmo sabendo dos potenciais riscos envolvidos.
- Imperícia: envolve a falta de habilidade técnica ou experiência do profissional de saúde para realizar um procedimento com segurança.
É importante ressaltar que, para um erro médico ser reconhecido legalmente, é necessário comprovar que houve prejuízo ao paciente devido à falha no atendimento.
Foto: eltonfernandes.com.br
Panorama global e os riscos à saúde
O aumento no número de processos por erro médico no Brasil não é um fenômeno isolado. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que cerca de 1 em cada 10 pacientes no mundo seja vítima de cuidados inseguros, ou seja, práticas médicas que colocam o paciente em risco. O impacto disso é significativo, resultando em aproximadamente 3 milhões de mortes anuais.
O crescimento dos processos por erro médico pode ser visto como um reflexo da maior conscientização dos pacientes sobre seus direitos, mas também aponta para a necessidade de uma revisão nos protocolos de atendimento médico e maior capacitação dos profissionais da área.
O aumento dos casos de erro médico exige um olhar atento sobre a qualidade da formação dos profissionais de saúde, a melhoria na comunicação com os pacientes e, claro, o rigor na aplicação de boas práticas no ambiente médico.
Fonte: Metrópoles












