WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia






(77) 98149-7619

abril 2026
D S T Q Q S S
« fev    
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
2627282930  


Coronavírus recém-descoberto em morcegos na China poderia afetar humanos

Estudo ressalta potencial risco da transmissão da doença, mas destaca que ainda precisa ser investigado.

Pesquisadores do Instituto de Virologia de Wuhan, na China, publicaram um estudo na revista científica Cell em que revelam a descoberta de uma nova linhagem do coronavírus, o HKU5-CoV-2, em morcegos.

Imagem de microscópio que mostra partículas do coronavírus (dourado) dentro células do nariz de uma pessoa infectada.

Foto: NIAID – O Globo

A pesquisa ressalta o potencial risco da transmissão da doença de animais para humanos. Contudo, o risco de contaminação humana ainda precisa ser investigado.

O HKU5-CoV-2 pertence à família do Merbecovirus, um subgênero de vírus do gênero Betacoronavirus que também está relacionado com o Sars-CoV-2, que causou a pandemia de Covid-19.

Os pesquisadores explicam a cadeia da potencial transmissão em humanos no estudo. Eles ilustram que o novo vírus que infecta morcegos pode usar o ACE2 humano — uma proteína na superfície de diversas células do corpo — como um receptor de entrada nas células de uma forma inédita

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A linhagem 2 do merbecovírus HKU5-CoV que infecta morcegos pode usar o ACE2 humano como um receptor de entrada celular • Reprodução Cell

 

O receptor ACE2 também foi usado pelo Sars-CoV-2 para entrar nas células humanas.

Entretanto, o novo vírus possui um modo de ligação distinto de outros CoVs conhecidos que usam ACE2. “Análises estruturais e funcionais indicam que o HKU5-CoV-2 tem uma melhor adaptação ao ACE2 humano do que a linhagem 1 HKU5-CoV”, afirmam os pesquisadores.

Por isso, eles destacaram o risco da doença possivelmente se espalhar entre os animais e humanos.

O estudo afirma que a capacidade do vírus de infectar células humanas foi confirmada.

A notícia do novo coronavírus ainda afetou mercados globais, com oscilação do dólar durante o dia.

Fonte: CNN

O que levou Pablo Marçal a ficar inelegível?

Com decisão da Justiça Eleitoral, Marçal ficará inelegível até 2032; empresário afirmou que entrará com recurso no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo

Pablo Marçal (PRTB) explorou o seu forte engajamento nas redes

Foto: Agência O Globo

Pablo Marçal (PRTB) tornou-se inelegível na noite dessa sexta-feira (21), após decisão da Justiça Eleitoral de São Paulo, que condenou o empresário a oito anos de inelegibilidade por abuso de poder econômico e político, uso indevido de meios de comunicação social e ainda captação ilícita de recursos.

Marçal foi candidato à Prefeitura de São Paulo nas eleições municipais de 2024 e terminou a disputa em terceiro lugar com um total de 1.719.274 de votos (28,14% dos votos válidos), não chegando ao segundo turno.

A decisão de tornar Marçal inelegível, a contar de 2024, foi do juiz Antonio Maria Patiño Zorz, da 1ª Zona Eleitoral, que aceitou duas ações, uma protocolada pelo PSB e outra pelo PSOL. Com a decisão da Justiça Eleitoral, Pablo Marçal ficará inelegível até 2032.

Segundo o magistrado, o empresário ofereceu apoio político para impulsionar a campanha eleitoral de candidatos a vereador por meio de vídeos divulgados na internet. A divulgação custaria R$ 5 mil. Esses pedidos eram feitos a partir de vídeos publicados nas redes sociais. Em uma das gravações, Marçal disse:

“Eu tô concorrendo a uma eleição desleal aqui onde eu não uso dinheiro público e os ‘bonitões’ gastam R$ 100 milhões para fazer propaganda enganosa e aqui eu quero te fazer uma pergunta: Você conhece alguém que queira ser vereador e é candidato, que não seja de esquerda, tá, esquerda não precisa avisar. Se essa pessoa é do bem e quer um vídeo meu para ajudar a impulsionar a campanha dela cê vai mandar esse vídeo e falar mano, olha aqui que oportunidade, né? Essa pessoa vai fazer o que? Ela vai mandar um pix para a minha campanha de doação, pix de cinco mil. Fez essa doação, eu mando o vídeo. Vai clicar aqui no formulário, clicou aqui no formulário, cadastra, a equipe vai entrar em contato. Tamo junto, fechou, você ajuda daqui em São Paulo e eu ajudo daí. Bora, bora ganhar esse negócio”.

Foto: Divulgação – Diário do Litoral

Decisão da Justiça Eleitoral

De acordo com Zorz, Marçal utilizou as redes para disseminar fake news sobre o sistema de arrecadação eleitoral, além de fazer propaganda eleitoral negativa.

“Ficou demonstrado que o réu Pablo Marçal ofereceu apoio político por meio de vídeo para impulsionar campanha eleitoral de candidatos a vereador [que não estivessem em partidos de esquerda] em troca de doação do valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) para sua campanha eleitoral”, escreveu Zorz.

“Não é permitido, desta forma, uso de rede social para disseminar ‘fake news’ sobre o sistema de arrecadação eleitoral baseada no fundo partidário e para realizar propaganda eleitoral negativa dos adversários conforme seguinte trecho do vídeo do réu“(…) Eu tô concorrendo a uma eleição desleal aqui onde eu não uso dinheiro público e os bonitões gastam 100 milhões de reais para fazer propaganda enganosa ”, prosseguiu o magistrado.

Vice de Marçal é absolvida

A candidata a vice na chapa de Marçal, Antonia de Jesus (PRTB), que também era ré nas ações analisadas por Zorz, foi absolvida pela Justiça.

Para o juiz, Antonia seria “mera beneficiária da conduta” de Marçal e que não existe “indicação de que participara diretamente do vídeo” contestado.

Antonia também respondia por abuso do poder econômico, uso indevido dos meios de comunicação social e arrecadação ilícita de recursos.

O que diz Pablo Marçal

Após a decisão, Pablo Marçal afirmou que “tudo será esclarecido”. Segundo ele, sua defesa entrará com um recurso junto à Justiça Eleitoral de São Paulo.

“Gravei milhares de vídeos de apoio político para candidatos a prefeito e vereadores em todo o país e estou em paz por não ter feito nenhum vídeo em troca de apoio financeiro, conforme demonstrado na prestação de contas apresentada à Justiça Eleitoral”, declarou Marçal.

Paulo Hamilton Siqueira Jr., coordenador jurídico da campanha de Pablo Marçal, disse que “o conteúdo probatório produzido nas ações não são suficientes” para causar a inelegibilidade do empresário e que o recurso à Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) trará “os argumentos necessários” para reverter a decisão.

Fonte: CNN Brasil

IBGE afirma que salário médio do trabalhador baiano é 3° pior do Brasil.

O salário médio do trabalhador baiano foi o terceiro pior do Brasil em 2024, conforme os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira (14). Conforme a pesquisa, o rendimento médio dos trabalhadores na Bahia é de R$ 2.165 mensais.

Salário médio do trabalhador baiano é 3° pior do Brasil, afirma IBGE

Foto: Marcelo Casal Jr. / Agência Brasil

Os dados se basearam na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012. No ranking, a Bahia ficou atrás apenas dos estados do Ceará (R$ 2.071) e Maranhão (R$ 2.049). O cenário nacional, a média de rendimentos entre os trabalhadores é de R$ 3.225.

A média brasileira de 2024 foi considerada record, puxada especialmente por oito estados que registraram rendimentos mensais dos trabalhadores acima da média nacional, sendo eles Distrito Federal (R$ 5.043), São Paulo (R$ 3.907), Paraná (R$ 3.758), Rio de Janeiro (R$ 3.733), Santa Catarina (R$ 3.698), Rio Grande do Sul (R$ 3.633), Mato Grosso (R$ 3.510), Mato Grosso do Sul (R$ 3.390) e Espírito Santo (R$ 3.231).

Foto: Reprodução / Agência Brasil

O valor da média salarial dos baianos está 32,8% abaixo da média nacional e 57% abaixo do Distrito Federal, que possui a maior média entre as federações. Confira o ranking completo, em ordem decrescente:

Distrito Federal, R$ 5.043
São Paulo, R$ 3.907
Paraná, R$ 3.758
Rio de Janeiro, R$ 3.733
Santa Catarina, R$ 3.698
Rio Grande do Sul, R$ 3.633
Mato Grosso, R$ 3.510
Mato Grosso do Sul, R$ 3.390
Espírito Santo, R$ 3.231
Brasil, R$ 3.225
Goiás, R$ 3.196
Rondônia, R$ 3.011
Minas Gerais, R$ 2.910
Amapá, R$ 2.851
Roraima, R$ 2.823
Tocantins, R$ 2.786
Rio Grande do Norte, R$ 2.668
Acre, R$ 2.563
Pernambuco, R$ 2.422
Alagoas, R$ 2.406
Sergipe, R$ 2.401
Amazonas, R$ 2.293
Paraíba, R$ 2.287
Pará, R$ 2.268
Piauí, R$ 2.203
Bahia, R$ 2.165
Ceará, R$ 2.071
Maranhão, R$ 2.049

 

Fonte: BN Bahia Notícias

Com calor e milho caro, ovo tem o preço mais alto em 22 meses no Brasil

O calorão no Brasil, o preço do milho nas alturas e a proximidade da Quaresma estão fazendo disparar o preço dos ovos no Brasil. O alimento chegou ao nível mais caro em pelo menos 22 meses.

Quaresma, calor e insumos elvevam o preço dos ovos

Quaresma, calor e insumos elvevam o preço dos ovos
Imagem: Reprodução TV

O que aconteceu

O preço dos ovos brancos aumentou 69% entre janeiro e fevereiro para o revendedor. O preço da caixa com 30 dúzias saltou de R$ 134 para R$ 227. A alta foi de 61% para os ovos vermelhos: passou de R$ 156, em 17 de janeiro, para R$ 252 um mês depois. O UOL calculou a média dos preços do ovo branco e vermelho com base em um histórico de preços informados pelo Cepea, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, que informa os valores cobrados entre abril de 2023 e fevereiro deste ano.

Nesses 22 meses, o preço do ovo nunca chegou a patamar tão elevado. A cifra mais alta cobrada pela caixa com 30 dúzias de ovos brancos foi R$ 203 em junho de 2023, 12% menos. Já o ovo vermelho chegou a custar R$ 225, em média, em maio daquele ano, também 12% mais barato.

A partir de julho de 2023, o preço do ovo branco sempre ficou abaixo de R$ 200. Setembro do ano passado foi a mínima: R$ 127. Naquele mesmo mês, as 30 dúzias do ovo vermelho foram vendidas a R$ 143, também o valor mais baixo da série.

“O principal fator que tem impactado nos preços dos ovos é a baixa oferta no mercado interno”.
Claudia Scarpelin, pesquisadora da Cepea

Calorão e milho caro

Base alimentar das galinhas, preço do milho aumentou 32% desde o ano passado

Imagem: Jayson Roy/Unsplash/ Reprodução

De acordo com as associações do setor, o forte calor reduz a produção de ovos. “As altas temperaturas registradas no início do ano afetaram a produtividade das aves, impactando diretamente a oferta e os custos de produção”, afirma em nota o Instituto Ovos Brasil (IOB).

As galinhas são animais de sangue quente, com temperatura corporal constante. Quando ficam expostas ao calor, essas aves compensam o estresse térmico usando energia extra para regular a temperatura do corpo. A consequência é a queda de 5% a 10% na produção de ovos, estima Tabatha Lacerda, diretora administrativa do Instituto Ovos Brasil e coordenadora técnica da Associação Brasileira de Proteína Animal. Cada galinha bota, em média, um ovo por dia.

Para aliviar esse estresse, alguns produtores climatizam suas granjas. Os galpões baixam a temperatura para aproximadamente 10ºC, elevando a produção de ovos.

O milho também ficou mais caro. A alimentação das galinhas é à base de soja, que fornece proteína, e milho, o carboidrato responsável por dar energia às aves. O preço da saca de 60 kg vem aumentando desde setembro do ano passado, quando rompeu a marca de R$ 60 e não parou de subir. Este mês custava R$ 79 —32% de aumento. “A elevação dos custos tornou inevitável o repasse para o consumidor final, o que onera o produtor”, afirma o Instituto Ovos Brasil.

A volta às aulas também eleva o preço do ovo. “A demanda por ovos tem aumentado gradualmente, impulsionada pelo retorno das aulas, já que o ovo é uma proteína amplamente consumida nas merendas escolares, e pela recuperação do consumo pela população em geral”, diz Claudia Scarpelin, pesquisadora da área de ovos da Cepea. “Esse desequilíbrio entre oferta e demanda por ovos tem resultado na elevação dos preços.”

Até a Quaresma encarece o produto. “Os preços devem continuar elevados até a Quaresma (5 de março a 17 de abril), período em que, tradicionalmente, o consumo de ovos aumenta”, diz Scarpelin sobre a redução do consumo de carne vermelha no período que antecede a Páscoa.

Cura para gripe aviária pode depender de ovos de galinha; entenda

Imagem: Reprodução

Culpa é dos EUA?

Os Estado Unidos aumentaram a importação de ovos brasileiros. Foram 220 toneladas em janeiro, 22% mais ovos do que em janeiro do ano passado, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal. Após um surto de gripe aviária, os americanos chegaram a pagar o equivalente a R$ 60 pela dúzia de ovos.

Consumidora americana compara preço da dúzia de ovos nos EUA ( US$ 9,49, ou R$ 54,6) e no Canadá

Consumidora americana compara preço da dúzia de ovos nos EUA ( US$ 9,49, ou R$ 54,6) e no Canadá
Imagem: Reprodução/X

Por enquanto, esse aumento nas exportações não interfere nos preços no Brasil. “Toda a produção brasileira é destinada ao mercado interno, com exportações representando menos de 1% do total”, diz o instituto.

Esse cenário, no entanto, pode mudar. “Caso a situação nos EUA se prolongue e o país continue aumentando suas importações de ovos brasileiros, isso poderá impactar a oferta doméstica, influenciando os preços”, afirma Scarpelin.

O brasileiro consome cada vez mais ovos. Em 2023, o consumo foi de 242 unidades, subindo para 269 em 2024 e “com expectativa de alcançar 272 unidades por pessoa em 2025”, prevê o instituto.

 

Fonte: uol Economia

Peixe-leão é encontrado e capturado por especialistas na costa da Bahia

Fotos: Matheus Lemos – Ascom/Sema

Pela primeira vez, um peixe-leão (Pterois volitans), espécie bioinvasora, foi encontrado e capturado na costa baiana. O registro foi feito em uma operação de monitoramento do animal, na região de Morro de São Paulo, Baixo Sul do estado, por uma equipe multidisciplinar do Governo do Estado composta por biólogos, oceanógrafos e veterinários da Secretaria do Meio Ambiente (Sema) e do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema).

O exemplar foi capturado e trazido para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), nesta sexta-feira (14), onde passará por análises e estudos em parceria com a Universidade Federal da Bahia (UFBA). Apesar de parecer inofensivo, o peixe-leão apresenta riscos diretos ao equilíbrio dos ecossistemas marinhos, pois não possui predadores naturais no litoral brasileiro, competindo por alimento o que pode diminuir consideravelmente o desenvolvimento de outros peixes e crustáceos, impactando na cadeia da pesca.

“Recebemos a notificação que haveria um exemplar nos corais da ilha. Imediatamente montamos uma força tarefa e encaminhamos uma equipe para inspecionar o local, juntamente com um mergulhador local, que teria avistado o animal no sábado (8). Na quinta-feira (13), confirmamos o registro inédito do peixe-leão na Bahia, capturamos e trouxemos para o Cetas. Daqui para frente daremos os devidos encaminhamentos”, contou o secretário do Meio Ambiente, Eduardo Mendonça Sodré Martins.

Fotos: Matheus Lemos – Ascom/Sema

Ainda de acordo com o secretário, a partir dessa constatação o Governo da Bahia notificou os municípios da Costa Baiana, assim como órgãos ambientais, a secretaria da Saúde, a Bahia Pesca e a Marinha do Brasil. “Agora vamos dar início à implantação de um plano de resposta rápida à invasão do peixe-leão, seguindo as diretrizes do Manual de Alerta, Detecção Precoce e Resposta Rápida de Espécies Exóticas Invasoras Marinhas do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e ao plano estratégico do Programa de Gerenciamento Costeiro da Bahia. Já existe uma frente multidisciplinar de atuação na secretaria, que está avançando no controle, por exemplo, do octocoral, um bioinvasor encontrado na Baía de Todos-os-Santos, que agora vai também se debruçar nos estudos para controle da proliferação do peixe-leão”, enfatizou.

O exemplar de peixe-leão capturado em águas baianas mede cerca de 10 centímetros e possui aproximadamente um ano de vida, tem como características o corpo listrado de branco e tons de vermelho, laranja e marrom. O peixe é nativo da região indo-pacífico e foi identificado no Brasil pela primeira vez em 2014, no litoral do Rio de Janeiro. Desde 2022, há registros do peixe entre o litoral de Pernambuco até Alagoas.

De acordo com a oceanógrafa da Sema, Alice Reis, a origem do indivíduo capturado em Morro de São Paulo, ainda, será investigada. “Existe a possibilidade de ter sido trazido pelas correntes marítimas, ainda na forma de larva, vindo do estado de Pernambuco, onde há registros do aparecimento e reprodução em grande escala. Também trabalhamos com a hipótese de que seja fruto de uma reprodução local, o que indicaria a presença de mais animais na nossa costa. Neste momento é essencial que pescadores, mergulhadores e banhistas estejam atentos e comuniquem o aparecimento de outros exemplares do peixe-leão”.

A descoberta

Primeiro a avistar o peixe, o mergulhador profissional e morador de Morro de São Paulo, Diego Marques, falou sobre o momento. “Estava em uma atividade perto da costa, quando visualizei o animal, chamou minha atenção por nunca ter visto essa espécie na região. Registrei e comuniquei imediatamente para as autoridades, foi aí que recebi o contato do Inema que veio fazer essa expedição e captura. Estou orgulhoso por ter contribuído neste trabalho, com minha experiência de mergulho, retirando esse peixe que poderia oferecer riscos para nossa atividade diária”.

O biólogo marinho do Inema, Eduardo Barros, explica como a equipe atuou para localização e captura do animal. “Realizamos vários mergulhos, primeiro para fazer um reconhecimento da área e, a partir daí, iniciar as buscas nas rochas e recifes de corais, locais onde o peixe costuma se abrigar. Utilizamos equipamentos adequados, como redes especiais e luvas reforçadas, evitando o contato direto com os espinhos dorsais, altamente venenosos e que podem causar dor e reações alérgicas intensas”, alertou.

Fotos: Matheus Lemos – Ascom/Sema

Riscos ao meio ambiente

Espécie exótica de ocorrência no Indo-Pacífico, a população de peixe-leão pode crescer rapidamente. Na fase adulta ele pode alcançar até 47 cm com 18 espinhos venenosos, representando uma grande ameaça para a biodiversidade local e riscos à saúde humana.

“O grande problema é que esse animal exótico é predador de várias espécies de peixes da nossa fauna silvestre, não tendo outros animais que possam controlar sua proliferação no Oceano Atlântico, além de ser venenoso e ter alta taxa de reprodução”, enfatizou o veterinário do Cetas/Inema, Marcos Leônidas.

O veterinário também alerta para que as pessoas não tentem capturá-lo e caso aconteça o contato acidental com o peixe, procurar imediatamente um posto de saúde mais próximo. “Embora os acidentes com o peixe-leão sejam raros, ao perfurar a pele humana o animal injeta uma toxina neuromuscular que pode causar ferimentos de leves a graves, com sintomas como necrose do local, náuseas, febre e até mesmo convulsões”, concluiu.

Alerta à população

A Sema e o Inema seguem monitorando a situação e reforçam a importância da colaboração da sociedade na contenção do peixe-leão na costa baiana. Em caso de avistamento não tente captura-lo, e no caso da pesca acidental do peixe-leão não devolva para o mar. Em ambas as situações, o importante é agir rapidamente e entrar em contato imediato com o Inema pelo Disque Denúncia 0800.071.1400, pelo e-mail denuncia@inema.ba.gov.br ou pelo Resgate no WhatsApp 71 99661.3998.

Fonte: Ascom/Inema

Governo do Estado reforça alimentação escolar e garante mais rendimento dos estudantes nas aulas

Foto: Emerson Santos

O Governo da Bahia vem reforçando, cada vez mais, a alimentação escolar do ano letivo, ofertando aos estudantes matriculados refeições saudáveis, saborosas e de alto valor nutricional. A previsão para este ano é que sejam investidos R$ 510 milhões na alimentação escolar. Deste total, R$ 420 milhões são provenientes do orçamento estadual e R$ 90 milhões do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), do Governo Federal. Soma-se a isso a aquisição de gêneros alimentícios da Agricultura Familiar, como arroz, feijão, farinha, flocão de milho, aipim e polpas de frutas.

Por meio da Secretaria da Educação do Estado (SEC), são ofertadas 30 milhões de refeições, por mês, para as escolas estaduais, incluindo seus anexos. Diariamente, são servidas até cinco alimentações, desde o café da manhã até a ceia, para garantir a segurança alimentar dos estudantes, bem como contribuir para a aprendizagem e a sua permanência na escola.

No Colégio Estadual Pedro Paulo Marques e Marques, localizado no bairro de São Cristóvão, em Salvador, por exemplo, a alimentação reforçada vem garantindo melhor rendimento nos estudos, como contou a estudante Milena de Melo, 17 anos, 3º ano. “As refeições servidas no colégio são muito saborosas e todos os estudantes aprovam. Eu me sinto bem mais motivada e disposta para estudar após comê-las. Além de serem variados, os pratos não são gordurosos e isso é muito bom para a nossa saúde”.

Governo do Estado reforça alimentação escolar e garante mais rendimento dos estudantes nas aulas

Foto: Virlane Carmo

A técnica em Nutrição, Luciene Santos, que atua no mesmo colégio, falou da importância do trabalho com as cozinheiras. “Eu as auxilio no preparo das refeições e todo o cardápio elaborado se baseia nos critérios do Pnae. Além disso, verificamos a temperatura e coletamos amostras dos alimentos e fazemos todo o controle de higiene, tanto dos alimentos quanto do ambiente da cozinha”.

Segundo a cozinheira Maria do Carmo Cruz, que trabalha há 15 anos no colégio, todas as refeições são feitas pensando no bem-estar dos estudantes. “A cozinha é coração da escola e eu preparo tudo com amor e carinho. Além de pratos como strogonoff, feijão tropeiro, feijoada e cuscuz temperado, que são os prediletos, eu também faço pratos veganos para quem não come carne, como frigideira de soja com salada e, também, comida batida para alguns estudantes da Educação Especial”, informou.

Governo do Estado reforça alimentação escolar e garante mais rendimento dos estudantes nas aulas

Foto: Emerson Santos

 

Fonte: ASCOM/SEC

Mês de Conscientização sobre o Lúpus, Fibromialgia, Alzheimer e Leucemia: Fevereiro Roxo e Laranja

Notícia - Campanhas de Conscientização: Fevereiro Roxo e Fevereiro Laranja  - Câmara Municipal de Caçapava

Foto: Internet

O mês de fevereiro, além de ser marcado por importantes datas comemorativas, também é um período crucial para a conscientização sobre questões de saúde que afetam milhões de pessoas ao redor do mundo. Em 2025, celebramos o Fevereiro Roxo e Laranja, duas campanhas que têm como objetivo aumentar o entendimento sobre o Lúpus, Fibromialgia, Alzheimer e a Leucemia. Todas estas condições, apesar de impactarem a vida de muitas pessoas, ainda são pouco discutidas e compreendidas, o que torna a conscientização uma ferramenta poderosa na luta contra o preconceito e o sofrimento.

Fevereiro Roxo: A Luta Contra o Lúpus, Fibromialgia e Alzheimer

Fevereiro Roxo foi criado em 2014, na cidade de Uberlândia, em Minas Gerais. Inicialmente, promovida por ONGS´s, prefeituras, governos estaduais e municipais, a campanha possui o objetivo de levar informação, conhecimento e conscientização sobre o tema através de palestras e ações públicas.

O Lúpus é uma doença autoimune crônica, em que o sistema imunológico ataca tecidos saudáveis do corpo, causando inflamação e danos em órgãos como pele, articulações, rins e coração. Seus sintomas podem incluir dor nas articulações, cansaço extremo e erupções cutâneas. É uma doença autoimune que afeta cerca de 65 milhões de pessoas em todo o mundo, com uma prevalência maior entre mulheres, especialmente entre 15 e 45 anos. No Brasil, estima-se que aproximadamente 65 mil pessoas convivam com a doença. Apesar de ser mais comum em mulheres, o lúpus também pode afetar homens e crianças.

A fibromialgia é uma síndrome que afeta o sistema musculoesquelético e é caracterizada por dores crônicas espalhadas por todo o corpo, além de cansaço, insônia e outros sintomas debilitantes. Estima-se que no Brasil, cerca de 4 milhões de pessoas vivam com a condição, sendo que a maioria são mulheres. A fibromialgia ainda é uma doença pouco compreendida e, por vezes, mal diagnosticada.

Já o Alzheimer é uma doença neurodegenerativa que afeta a memória, o pensamento e as funções cognitivas, com impacto significativo na vida dos pacientes e suas famílias. Com o envelhecimento da população, a doença tornou-se uma das principais causas de demência, afetando mais de 50 milhões de pessoas no mundo, segundo a OMS. No Brasil, um novo caso é diagnosticado a cada 3 minutos, e estima-se que, até 2050, esse número dobre. O Fevereiro Laranja foi escolhido para conscientizar sobre a urgência de tratar e apoiar aqueles que convivem com o Alzheimer e suas famílias.

O roxo, cor escolhida para representar a luta contra essas condições, simboliza a força e a resistência dos pacientes que enfrentam os desafios diários da doença.

Fevereiro Laranja: A Conscientização sobre a Leucemia

Criada em conjunto com o Fevereiro Roxo, a campanha Fevereiro Laranja trabalha a conscientização sobre a Leucemia e a importância da doação de medula óssea. Esse, infelizmente, ainda é um tipo de câncer com alta taxa de mortalidade no Brasil e que precisa da atenção de todos.

A leucemia é um câncer que se origina na medula óssea, onde as células sanguíneas são produzidas. Ela causa a produção anormal de glóbulos brancos, que não funcionam corretamente, prejudicando a defesa do organismo e comprometendo o transporte de oxigênio e a coagulação do sangue. Os principais sintomas incluem cansaço excessivo, febre, infecções frequentes e sangramentos anormais.

Existem vários tipos de leucemia, e o tratamento depende de fatores como o tipo específico da doença e a saúde geral do paciente. A leucemia pode ser tratada com quimioterapia, radioterapia, transplante de medula óssea ou medicamentos específicos.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que cerca de 400 mil casos de leucemia sejam diagnosticados anualmente no planeta. No Brasil, a estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA) é que, em 2025, aproximadamente 10.800 novos casos de leucemia sejam registrados, com destaque para a leucemia linfoblástica aguda (LLA) em crianças e a leucemia mieloide crônica (LMC) em adultos. A taxa de sobrevida depende de vários fatores, incluindo o tipo de leucemia, a idade do paciente e a resposta ao tratamento, mas a detecção precoce e os avanços no tratamento têm melhorado significativamente as chances de cura e qualidade de vida.

O Fevereiro Laranja é uma oportunidade importante para chamar a atenção para essa doença, apoiar os pacientes e suas famílias e promover a conscientização sobre a importância de um diagnóstico precoce e tratamentos adequados.

Foto de duas fitas coloridas, uma roxa e uma laranja, destacando a conscientização sobre causas sociais. Ideal para campanhas de apoio e solidariedade.

Foto: Shutterstock

Por Que Essas Campanhas São Importantes?

As campanhas de Fevereiro Roxo e Laranja são mais do que um simples apelo à informação. Elas são uma chamada à empatia, à compreensão e, principalmente, à ação. O aumento da conscientização sobre essas doenças pode proporcionar um apoio maior para os indivíduos diagnosticados, além de garantir que mais recursos sejam direcionados para pesquisas e tratamentos.

Em um país com uma grande população, como o Brasil, a luta contra essas condições precisa da ajuda de todos. Empatia é a palavra-chave. Quem não vive essas doenças pode apoiar de diversas formas: seja com gestos de carinho, acolhimento ou, até mesmo, fazendo a sua parte na divulgação de informações essenciais.

O Que Você Pode Fazer?

  1. Compartilhe informações: Divulgue este artigo e outros materiais educativos nas redes sociais. Quanto mais pessoas souberem sobre essas doenças, mais fácil será o diagnóstico precoce e o tratamento adequado.
  2. Esteja presente para quem precisa: A solidariedade é fundamental. Oferecer suporte emocional para aqueles que enfrentam esses desafios pode fazer toda a diferença.
  3. Apoie a pesquisa: Muitas entidades de saúde e grupos de apoio que dependem de doações e voluntários. Investir em pesquisa é essencial para que mais avanços sejam feitos na luta contra essas condições.
  4. Seja um defensor: Participe das discussões sobre o tema, ajude a reduzir o estigma em torno dessas doenças e lute para que mais pessoas tenham acesso ao tratamento adequado.

Neste Fevereiro Roxo e Laranja, queremos convidá-lo a refletir sobre como cada um de nós pode ser parte da mudança. A informação e a solidariedade podem transformar a vida daqueles que vivem com o Lúpus, Fibromialgia, Alzheimer ou Leucemia. Vamos juntos apoiar essa causa e ajudar a construir uma sociedade mais empática e consciente.

A luta contra essas doenças não é só de quem as vive, mas de todos nós. Juntos, somos mais fortes!

 

Fontes:
GOV.BR
OMS (Organização Mundial da Saúde)
Instituto Nacional de Câncer (INCA)

Bahia estreia na Libertadores

Bahia conquista melhor resultado de um time brasileiro contra o The Strongest na altitude desde 2017

Willian José comemora gol em The Strongest x Bahia — Foto: Letícia Martins / EC Bahia / Divulgação

Foto: Letícia Martins / EC Bahia

O Bahia arrancou um empate por 1 a 1 contra o The Strongest, na última terça-feira (18), no estádio Hernando Siles, em La Paz. O resultado foi o melhor de uma equipe brasileira atuando na altitude boliviana (3.640m acima do nível do mar) na Libertadores desde 2017, quando o Santos também empatou pelo mesmo placar.

Libertadores: Bahia conquista melhor resultado de um time brasileiro contra o The Strongest na altitude desde 2017

Foto: Letícia Martins / EC Bahia

O The Strongest não perde para times do Brasil em casa desde 2013, quando foi derrotado pelo Atlético Mineiro por 2 a 1. Desde então, recebeu clubes brasileiros em nove oportunidades, vencendo sete jogos e empatando dois.

Entre 2021 e 2024, Santos, Athletico Paranaense, Fluminense e Grêmio visitaram La Paz e saíram derrotados. O Athletico-PR foi a equipe que sofreu a pior derrota, goleado por 5 a 0.

Gabriel Xavier em The Strongest x Bahia — Foto: Letícia Martins / EC Bahia / Divulgação

Foto: Letícia Martins / EC Bahia

Agora, o Bahia volta suas atenções para o jogo de volta, na próxima terça-feira (25), na Casa de Apostas Arena Fonte Nova. Com ingressos esgotados desde a última segunda-feira (17), o Tricolor precisa de um triunfo simples para avançar à terceira fase da CONMEBOL Libertadores.

Fonte: BN Esportes

Denúncia da PGR contra Bolsonaro e seu grupo na tentativa de golpe de Estado: Entenda os principais pontos.

Documento aponta que o ex-presidente liderou uma organização criminosa que praticou atos nocivos contra a democracia e tinha um ‘projeto autoritário de poder’.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma denúncia formal contra Jair Bolsonaro e um grupo de aliados por tentativa de golpe de Estado em 2022.

O documento aponta que o ex-presidente liderou uma organização criminosa que praticou atos nocivos contra a democracia e tinha um “projeto autoritário de poder”.

Se a denúncia for aceita, Bolsonaro se tornará réu e responderá a um processo penal no STF, podendo ser condenado pelos crimes descritos na acusação.

PL anuncia filiação de Bolsonaro no próximo dia 30 | Agência Brasil

Foto:  Alan Santos/PR

Dentre os principais pontos da denúncia da PGR estão:

Bolsonaro e o núcleo do golpe

A PGR identificou que a tentativa de golpe foi conduzida por um núcleo central dentro da organização criminosa. Entre os principais nomes envolvidos, além de Bolsonaro, estão:

  • Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin e deputado federal
  • Almir Garnier Santos, ex-comandante da Marinha
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça
  • Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional
  • Paulo Sérgio Nogueira, ex-comandante do Exército
  • Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e ex-vice na chapa de Bolsonaro
  • Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro

Segundo a denúncia, “deles partiram as principais decisões e ações de impacto social”, sendo Mauro Cid o responsável por “transmitir orientações aos demais membros do grupo”.

Crimes atribuídos a Bolsonaro e seus aliados

A PGR denunciou Bolsonaro e os demais integrantes da organização criminosa pelos seguintes crimes:

  1. Liderança de organização criminosa armada
  2. Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito
  3. Golpe de Estado
  4. Dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União
  5. Deterioração de patrimônio tombado

Discurso golpista desde 2021

De acordo com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, Bolsonaro adotou um tom de ruptura com a democracia desde 2021, ao atacar instituições e questionar o sistema eleitoral.

“A partir de 2021, o Presidente da República adotou crescente tom de ruptura com a normalidade institucional nos seus repetidos pronunciamentos públicos, nos quais expressava descontentamento com decisões de tribunais superiores e com o sistema eleitoral eletrônico em vigor”, destacou Gonet.

Essa escalada autoritária ganhou mais força após a anulação das condenações do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva, tornando possível sua candidatura e, posteriormente, sua vitória nas eleições de 2022.

Decreto golpista e pressão sobre os militares

A denúncia aponta que Bolsonaro editou a versão final do decreto golpista, apresentado em 14 de dezembro de 2022 pelo general Paulo Sérgio Nogueira aos comandantes das três Forças Armadas. O documento previa:
  • Decretação do Estado de Defesa, que daria a Bolsonaro poderes extraordinários
  • Criação da “Comissão de Regularidade Eleitoral”, um órgão que revisaria o resultado das eleições

O objetivo da reunião foi pressionar os militares a aderirem à insurreição e garantirem suporte armado para impedir a posse de Lula. O general Freire Gomes, então comandante do Exército, confirmou à PGR que a minuta apresentada era ainda mais abrangente do que a versão inicial de Bolsonaro.

“A reunião tinha o intuito de pressionar novamente os militares a aderirem à insurreição, garantindo, assim, o suporte armado para as medidas de exceção que deveriam ser adotadas”, destacou a PGR.

A minuta do decreto golpista foi encontrada na residência do ex-ministro Anderson Torres.

Operação ‘Copa 2022’ e monitoramento de Alexandre de Moraes

A delação de Mauro Cid revelou que Bolsonaro ordenou diretamente o monitoramento do ministro Alexandre de Moraes. A espionagem fazia parte da Operação “Copa 2022”, que tinha como objetivo a “neutralização” do magistrado.

Inicialmente, as ordens partiram de Rafael Martins de Oliveira e Hélio Ferreira Lima, denunciados como articuladores da operação. O ex-assessor presidencial Marcelo Câmara foi apontado como um dos responsáveis por executar as ações.

“O monitoramento então foi solicitado pelo colaborador ao Coronel Marcelo Câmara, que era quem realizava essas operações”, afirmou Cid.

A PGR destaca que a ordem de monitoramento foi reforçada às vésperas do Natal de 2022:

“Quem solicitou o monitoramento do Ministro Alexandre de Moraes foi o ex-Presidente Jair Bolsonaro”, diz a denúncia.

Acampamentos golpistas e tentativa de golpe no 8 de janeiro

Segundo a PGR, Bolsonaro e seus aliados deliberadamente incentivaram os acampamentos em frente aos quartéis militares, para tentar provocar uma ação das Forças Armadas em favor do golpe.

“O então Presidente sempre dava esperanças que algo fosse acontecer para convencer as Forças Armadas a concretizarem o golpe”, disse Mauro Cid em delação.

O general Braga Netto, candidato a vice de Bolsonaro, mantinha contato direto com os manifestantes nos acampamentos e reforçava a narrativa golpista. O mesmo ocorreu com o general Mário Fernandes, que chegou a visitar pessoalmente os acampamentos em novembro de 2022.

Os ataques de 8 de janeiro de 2023, com a invasão das sedes dos Três Poderes, foram resultado direto dessa articulação, segundo a PGR.

PGR defende investigação da PF sobre R$ 17 milhões doados em Pix para  Bolsonaro – Justiça – CartaCapital

Foto: Evaristo Sá/AFP

Plano para matar Lula e Moraes

A denúncia também afirma que Bolsonaro sabia e concordou com um plano para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Alexandre de Moraes. O plano foi denominado “Punhal Verde Amarelo” e previa:
  • Execução de Moraes e envenenamento de Lula
  • Controle total dos Três Poderes após a eliminação de opositores
  • Criação de um gabinete para organizar a nova ordem golpista

A PGR revelou um áudio de um assessor de Bolsonaro confirmando que o ex-presidente sabia do plano e esperava que fosse executado até 31 de dezembro de 2022.

“O áudio não deixa dúvidas de que a ação violenta era conhecida e autorizada por Jair Messias Bolsonaro”, afirmou Gonet.

Além disso, mensagens trocadas por um grupo de WhatsApp chamado “Acompanhamento” confirmam que a reunião no Palácio do Planalto foi para planejar a execução do golpe.

Relatório sobre urnas

Segundo a delação de Mauro Cid, que é citada na denúncia, o ex-presidente Jair Bolsonaro interferiu diretamente na redação do relatório das Forças Armadas sobre as urnas eletrônicas, determinando que sua conclusão fosse alterada para alimentar dúvidas sobre o sistema eleitoral.

De acordo com a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), Bolsonaro pressionou o Ministério da Defesa para modificar o documento e evitar que ele reafirmasse a inexistência de fraudes nas eleições de 2022.

De acordo com Cid, a versão inicial do relatório não apontava qualquer irregularidade no sistema eleitoral, o que contrariava o discurso bolsonarista de desconfiança nas urnas. No entanto, por ordem do ex-presidente, o texto foi ajustado para sugerir a possibilidade de que fraudes pudessem ocorrer, mesmo sem qualquer prova que sustentasse essa tese. A denúncia destaca que essa interferência foi parte de uma estratégia maior para desestabilizar a democracia.

O relatório manipulado foi amplamente explorado por aliados de Bolsonaro para mobilizar sua base e justificar a necessidade de uma intervenção militar. Essa narrativa foi crucial para manter os acampamentos em frente aos quartéis após a derrota eleitoral, além de fortalecer a tentativa de invalidar o resultado das urnas. Segundo a PGR, a disseminação dessas informações falsas foi essencial para alimentar o movimento golpista.

‘Sangue nos olhos’

De acordo com o documento, Bolsonaro manteve interlocução com apoiadores, estimulou manifestações em frente a quartéis e buscou alimentar um clima de instabilidade para justificar uma intervenção militar.

Segundo a PGR, Mário Fernandes, então chefe substituto da Secretaria-Geral da Presidência, atuava como elo entre o governo Bolsonaro e os grupos que pediam a intervenção militar.

Fotos encontradas no celular de Fernandes confirmam sua presença em acampamentos montados no Quartel-General do Exército em Brasília, onde esteve pelo menos quatro vezes. Além disso, os investigadores apontam um “estreito vínculo” entre Fernandes e as principais lideranças dos atos antidemocráticos.

A denúncia também inclui mensagens enviadas ao ex-presidente pelo major-brigadeiro Maurício Pazini Brandão, indicando que os apoiadores aguardavam um sinal para agir. Em uma das mensagens, Brandão escreveu:

“A ‘minha tropa’ (hehehehe) continua com ‘sangue nos olhos’. […] Conversa hoje com o Amir. Desmobilizamos a tropa ou permanecemos em alerta?”. O texto reforça que o plano golpista contava com apoio e articulação entre setores militares e civis.

Além disso, Mauro Cid afirmou em sua delação que Bolsonaro incentivava os acampamentos em frente aos quartéis para manter viva a expectativa de um golpe militar. Segundo Cid, Bolsonaro “sempre dava esperanças que algo fosse acontecer para convencer as Forças Armadas a concretizarem o golpe”. Esse teria sido um dos motivos pelos quais o então presidente nunca ordenou a desmobilização dos manifestantes, mesmo após o fim das eleições.

A PGR conclui que a permanência dos acampamentos foi deliberada e que os comandantes das Três Forças chegaram a assinar uma nota autorizando a continuidade das manifestações por ordem de Bolsonaro. O documento descreve os eventos de 8 de janeiro como o resultado de uma longa construção da organização criminosa, que desde 2021 propagava a falsa narrativa de que o sistema eletrônico de votação havia sido manipulado para prejudicar o ex-presidente.

Próximos passos

Agora, cabe ao Supremo Tribunal Federal decidir se aceita a denúncia da PGR. Caso isso ocorra:

  1. Bolsonaro e os demais denunciados se tornarão réus
  2. Será aberta uma ação penal com coleta de provas, depoimentos de testemunhas e defesa dos acusados
  3. Ao final do julgamento, o STF poderá condená-los ou absolvê-los
  4. Além disso, a defesa dos réus poderá apresentar recursos dentro do próprio tribunal.

Trabalhador pode ser demitido por conta de publicações nas redes sociais? Veja como funciona

Especialistas orientam alguns cuidados para compartilhar a vida no trabalho nas redes sociais, como não publicar informações confidenciais da empresa ou falar mal do chefe publicamente.

Em julho, ficou famoso o caso de uma funcionária que foi demitida por justa causa após difamar a empresa que trabalhava no LinkedIn. A mulher chegou a entrar na Justiça para reverter a demissão e receber verbas indenizatórias.

De lá para cá, surgiram mais casos parecidos pois muitos empregados utilizam as redes sociais para compartilhar a rotina de trabalho ou desabafar sobre o emprego (conheça os “blogueiros CLTs”). No entanto, é importante tomar alguns cuidados.

Publicações feitas nas redes sociais, relacionadas ou não à empresa, podem levar o trabalhador a perder o emprego. Dependendo da gravidade, o caso pode resultar em demissão por justa causa – como aconteceu com uma assessora do Ministério da Igualdade Racial.

Trabalhadores precisam se atentar para as publicações que fazem nas redes sociais. — Foto: Reprodução/Freepik

Foto: Reprodução/Freepik

Para alertar os empregados, o g1 conversou com advogados trabalhistas e responde abaixo:

1. Funcionário pode ser demitido por má conduta nas redes sociais?

Sim. Segundo a advogada Elisa Alonso, especialista em direito do trabalho e sócia do RCA Advogados, a demissão depende do conteúdo das publicações e de como elas afetam a imagem da empresa.

“Caso a postagem cause prejuízos à reputação da organização, viole regras internas ou exponha informações sigilosas, o empregador pode aplicar sanções, que vão desde advertências até a demissão por justa causa, explica a especialista.

Um bom exemplo é quando um colaborador faz críticas ofensivas à empresa ou aos gestores em uma rede social, prejudicando a imagem da organização. Foi o que aconteceu com a trabalhora que difamou empresa no LinkedIn.

Mas também a divulgação de informações estratégicas, como projetos sigilosos ou dados de clientes, pode ser considerada quebra de confidencialidade, justificando a rescisão do contrato.

Além disso, postagens que desrespeitem normas de convivência da empresa também podem gerar punições.

“Caso o empregado publique comentários preconceituosos, racistas, machistas ou homofóbicos e a empresa entenda que isso compromete seus valores ou o ambiente de trabalho, ele pode ser desligado”, diz a advogada.

A regra é válida mesmo que a postagem seja feita fora do expediente, em especial quando o colaborador é facilmente identificado como funcionário da empresa.

Casos de assédio virtual contra colegas, como mensagens ofensivas ou vazamento de conversas privadas, também podem resultar em demissão, já que afetam diretamente o clima organizacional.

No entanto, ainda que as publicações possam gerar rescisão do contrato, é importante destacar que a demissão por justa causa exige provas concretas e deve haver proporcionalidade na penalidade.

“Se a postagem não trouxer impactos diretos à empresa ou não violar normas internas, o desligamento por justa causa pode ser questionado na Justiça”, completa Elisa Alonso.

2. O que o trabalhador NÃO pode publicar nas redes sociais?

Carolina Dostal, diretora regional da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-SP), alerta que é importante tomar alguns cuidados ao compartilhar conteúdo do trabalho nas redes sociais, como:

🚫 Não publicar dados confidenciais da empresa;

🚫 Evitar compartilhar produtos ou serviços que são lançamentos;

🚫 Não postar a tela do computador;

🚫 Não divulgar reuniões estratégicas;

🚫 Evitar abordar assuntos polêmicos;

🚫 Tomar cuidado com erros de português;

🚫 Não compartilhar notícias falsas;

🚫 Não falar mal do patrão ou da empresa publicamente;

🚫 Não compartilhar fofocas do trabalho;

🚫 Não publicar conteúdos que são contra ao posicionamento da companhia;

🚫 Evitar qualquer informação que possa prejudicar a imagem do empregador.

“O trabalhador precisa estar muito alinhado com a empresa, com os mesmos valores e cultura da empresa”, explica Dostal.

Segundo a especialista, o empregador deve oferecer treinamento para os funcionários que fazem publicações sobre o trabalho nas redes socais.

3. A empresa pode proibir as publicações nas redes sociais?

Sim. De acordo com Adriana Faria, advogada especializada em direito trabalhista do escritório Rodrigues Faria Advogados, a empresa pode proibir ou restringir as publicações dos seus funcionários nas redes sociais.

Porém, essa proibição precisa estar prevista em contrato de trabalho ou em política interna da empresa, e não pode ser genérica ou abusiva. É necessário justificar a regra por motivos razoáveis, como a proteção de informações confidenciais ou a imagem da empresa.

Segundo Adriana Faria, o departamento de Recursos Humanos desempenha um papel fundamental nesse contexto, tanto na orientação dos funcionários quanto na gestão de possíveis conflitos relacionados ao uso das redes sociais.

“O RH deve desenvolver políticas claras e objetivas sobre o uso das redes sociais pelos funcionários, definindo o que pode e o que não pode ser compartilhado, e quais as consequências para o descumprimento das regras”, afirma Adriana Faria.

Baixe aqui ícones de redes sociais em PNG gratuitamente!

Foto: Internet

4. Quais os principais cuidados que o trabalhador deve tomar?

É essencial que o trabalhador reflita sobre o impacto das publicações na própria imagem profissional e na imagem da empresa, além de respeitar as políticas internas, segundo Beatriz Nóbrega, especialista em Desenvolvimento Humano e Organizacional.

“O bom senso é essencial: se houver dúvida sobre a adequação de um conteúdo, o ideal é não postar, completa a especialista.

Antes de fazer qualquer publicação, Beatriz Nóbrega orienta fazer um checklist:

➡️ Respeitei a política interna? Muitas empresas têm diretrizes sobre o uso de redes sociais, que devem ser seguidas, mesmo fora do expediente.

➡️ Tive bom senso? O que parece inofensivo para quem posta pode ser interpretado de forma negativa por quem consome o conteúdo.

➡️ Não expus colegas ou clientes? Compartilhar informações sem consentimento pode gerar consequências legais.

➡️ Fiz o papel de “advogado do diabo”? Pergunte-se: isso pode comprometer minha imagem ou a da empresa?

Outro ponto importante é a exposição. Muitos empregados relatam nas redes sociais, de modo direto ou indireto, insatisfações com o trabalho ou com o patrão. Com isso, são levantadas questões que podem estar relacionadas a assédio moral ou burnout, por exemplo.

Segundo Carla Martins, especialista em gestão de negócios, o ideal é não desabafar, expor a empresa ou outros trabalhadores, por meio das redes sociais.

“Ainda que os motivos das insatisfações relatadas tenham fundamento, as redes sociais podem ter um impacto significativo na reputação profissional dos trabalhadores, tanto positivo quanto negativo. As empresas estão cada vez mais atentas ao que os funcionários publicam. Portanto, é fundamental ter cuidado com o que é compartilhado”, explica Carla Martins.

5. Quais situações que podem gerar demissão por justa causa?

A CLT prevê diversas situações que podem gerar justa causa para a demissão do funcionário. Segundo a advogada Adriana Faria, algumas delas são:

  1. Ato de improbidade (roubo, furto, desvio de dinheiro, entre outros);
  2. Incontinência de conduta ou mau procedimento (comportamento inadequado, ofensivo ou imoral);
  3. Negociação habitual por conta própria ou de terceiro sem permissão do empregador (venda de produtos/mercadorias);
  4. Concorrência desleal com a empresa;
  5. Embriaguez habitual ou no serviço;
  6. Indisciplina ou insubordinação;
  7. Abandono de emprego;
  8. Assédio moral ou sexual;
  9. Agressão física ou verbal;
  10. Divulgação de segredos da empresa.

6. A demissão por justa causa pode ser revertida?

De acordo com a advogada Adriana Faria, a justa causa pode ser revertida na justiça em algumas situações, como:

  1. Quando não há provas suficientes da falta grave cometida pelo funcionário;
  2. Quando a falta cometida não é considerada grave o suficiente para justificar a demissão por justa causa;
  3. Quando a empresa não segue o procedimento correto para a aplicação da justa causa (deixa de aplicar advertência e suspensão);
  4. Quando há indícios de perseguição ou discriminação contra o funcionário.

Fonte: g1 – Trabalho e Carreira



WebtivaHOSTING // webtiva.com.br . Webdesign da Bahia