:: ‘Polícia’
Bolsonaro preso: entenda o que motivou decisão
Em decisão, Moraes cita violação da tornozeleira eletrônica e risco de fuga. A detenção é preventiva e não tem relação com a condenação do ex-presidente a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Na manhã deste sábado (22), o ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso em sua residência e conduzido à sede da Polícia Federal em Brasília, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A detenção é preventiva, sem prazo definido.
Segundo a decisão, a prisão foi motivada em uma série de fatores que indicavam o risco elevado de fuga de Bolsonaro. Entre eles:
- Violação da tornozeleira eletrônica: o ex-presidente já estava em prisão domiciliar com monitoramento eletrônico, e segundo a decisão de Moraes, a tornozeleira foi violada por volta de 0h08 deste sábado, o que configurou um risco concreto de fuga.
- Convocação de vigília e aglomeração de apoiadores: o ministro considerou que uma vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em frente à casa do pai “configura altíssimo risco para a efetividade da prisão domiciliar decretada e põe em risco a ordem pública e a efetividade da lei penal”.
- Deputados no exterior: o ministro também citou os deputados Alexandre Ramagem, Carla Zambelli e Eduardo Bolsonaro. Segundo ele, os três deixaram o país para tentar escapar da Justiça, o que reforça o risco de fuga do ex-presidente.
- Proximidade de sua casa com embaixadas: Ainda segundo o despacho, o condomínio onde Bolsonaro cumpre medidas judiciais fica a cerca de 13 km do setor, onde está localizada a embaixada dos Estados Unidos — distância que pode ser percorrida em aproximadamente 15 minutos de carro.
- Plano de fuga para a Argentina: Moraes destacou ainda que, no curso das investigações que levaram à condenação de Bolsonaro, foi apurado um plano para buscar asilo político na embaixada da Argentina. Para o ministro, esse histórico reforça o risco de evasão.
A prisão preventiva é uma medida que não tem prazo fixo estabelecido
e deve ser reavaliada periodicamente pela Justiça.
Foto: Evaristo Sa/AFP.
A medida não tem relação com a condenação do ex-presidente a 27 anos e 3 meses
de prisão por tentativa de golpe de Estado e mais quatro crimes.
Prisão
Bolsonaro foi detido por volta das 6h e reagiu com tranquilidade à prisão preventiva. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro não estava em casa no momento da detenção.
O comboio que transportava o ex-presidente chegou à sede da Polícia Federal às 6h35. Após os trâmites iniciais, Bolsonaro foi levado para a Superintendência da PF no Distrito Federal, onde ficará em uma “Sala de Estado”.
- O espaço reservado para autoridades como presidentes da República.
- A sala é parecida com a que o presidente Lula ocupou na sede da Polícia Federal em Curitiba, onde ficou preso entre 2018 e 2019.
Bolsonaro estava em prisão domiciliar desde 4 de agosto. À época, o ministro Alexandre de Moraes decretou a medida por descumprimento de medidas cautelares impostas ao ex-presidente.
À época, Moraes afirmou que Bolsonaro usou redes sociais de aliados – incluindo seus três filhos parlamentares – para divulgar mensagens com “claro conteúdo de incentivo e instigação a ataques ao Supremo Tribunal Federal e apoio ostensivo à intervenção estrangeira no Poder Judiciário brasileiro”.
Foto: Arte/g1
Fonte: G1
Polícias Civil e Militar apreendem fuzis, pistola Glock e drogas em operação contra grupo ligado a duplo homicídio em Iguaí
Uma operação conjunta das Polícias Civil e Militar da Bahia resultou na apreensão de armas de grosso calibre, drogas e munições, nesta quinta-feira (9), na zona rural do município de Iguaí, no sudoeste do estado. A ação faz parte das investigações sobre o duplo homicídio que vitimou Mirella Oliveira Moreira, de 19 anos, e Gustavo de Jesus Gonçalves, de 16, na Fazenda Boa Vista.
Foto: Alô Juca
Durante a operação, os agentes localizaram dois fuzis, uma pistola Glock com carregador tipo “caracol”, além de diversas munições, drogas, um alicate amarelo e duas bolsas. O armamento, segundo a Polícia Civil, é o mesmo utilizado na tentativa de invasão da cidade de Iguaí, ocorrida entre a noite de segunda (7) e a madrugada de terça-feira (8).
As diligências levaram as equipes até uma fazenda na região da Água Vermelha, onde os suspeitos estariam escondidos. No momento da abordagem, um dos homens reagiu e atirou contra os policiais, iniciando um confronto. O suspeito foi atingido, socorrido ao hospital local, mas não resistiu aos ferimentos.
Dentro do imóvel, os agentes encontraram as armas e o material ilícito que reforçam a ligação dos suspeitos com facções criminosas que disputam o controle do tráfico de drogas na região.
As investigações indicam que o duplo homicídio da Fazenda Boa Vista e a tentativa de invasão ao município estão relacionados à guerra entre facções rivais. O delegado Irineu Andrade, coordenador da 21ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin), informou que a operação desta quinta é parte de uma sequência de ações de enfrentamento ao crime organizado.
“Além do armamento apreendido hoje, localizamos um revólver calibre 38 na quarta-feira (8) e duas armas no último domingo (5). Isso mostra o esforço contínuo das forças de segurança para conter o avanço das facções e restabelecer a tranquilidade na região”, afirmou o delegado.
A operação contou com o trabalho conjunto de equipes da Delegacia Territorial de Iguaí, Delegacia de Ibicuí, 8ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), Pelotão de Emprego Tático Operacional (PETO) de Itapetinga e do 2º Pelotão de Iguaí.
Segundo as corporações, a ação reforça a integração entre as forças policiais no combate ao tráfico de drogas, ao porte ilegal de armas e aos crimes violentos letais intencionais (CVLIs) na região.
“Estamos unindo esforços para desarticular as quadrilhas que tentam se instalar no território. Cada operação representa um passo importante para garantir mais segurança à população”, destacou um dos oficiais envolvidos na operação.
As buscas por outros envolvidos na tentativa de invasão e no duplo homicídio continuam. As armas e o material apreendido foram encaminhados para o Departamento de Polícia Técnica (DPT), que fará a perícia balística para confirmar a relação com os crimes investigados.
Fonte: Bahia Notícias
Pedidos de pizza e dipirona viram alerta de agressão à mulher
Uma mulher conseguiu denunciar o ex-companheiro por violência doméstica ao simular o pedido de uma pizza durante uma ligação para o número 190, em Vitória da Conquista, no Sudoeste da Bahia. O caso, registrado na última quarta-feira (30), mobilizou uma equipe da Polícia Militar e terminou com a prisão do suspeito.
A vítima falou com o atendente do Cicom (Centro Integrado de Comunicações da Segurança Pública) como se estivesse encomendando uma pizza. A intenção era disfarçar o pedido de socorro, já que o ex-companheiro estava presente e a ameaçava.
“Gostaria de fazer um pedido de uma pizza”, diz a mulher no áudio do atendimento, divulgado pela Polícia Militar. Ao desconfiar da situação, o atendente pergunta: “A senhora está sendo ameaçada?”. Ela responde com um “sim, sim”.
O diálogo, que durou um minuto e 12 segundos, foi o suficiente para identificar a situação de risco e iniciar a ocorrência.
Ao chegarem à residência, os policiais encontraram o homem em atitude agressiva. Ele resistiu à prisão e precisou ser contido com munições de borracha. Segundo a SSP-BA (Secretaria de Segurança Pública da Bahia), o suspeito não aceitava o fim do relacionamento.
O agressor foi encaminhado à Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) de Vitória da Conquista, onde o caso está sendo investigado.
Foto: FreePik
Pedidos de socorro disfarçados
Uma mulher vítima de violência doméstica foi socorrida pela Polícia Militar após ligar para o 190 e pedir, discretamente, por uma “dipirona”. O caso, que ocorreu em Campo Grande, no mato Grosso do Sul, foi divulgado nesta terça-feira (5) pela corporação. O homem suspeito foi preso em flagrante.
A ligação, recebida pelo COPOM (Centro de Operações da Polícia Militar), chamou atenção dos agentes. Mesmo com a frase aparentemente banal — “Alô… eu preciso de uma dipirona” —, os policiais compreenderam que se tratava de um pedido de socorro. A gravação foi publicada nas redes sociais da PM, com a voz modificada para preservar a identidade da vítima.
Durante a conversa, o policial que atendeu à ocorrência passou a fazer perguntas codificadas para entender melhor a situação:
— “A senhora confirma aí, se for positivo a informação, a senhora fala dipirona novamente. É seu marido?”, perguntou.
— “Sim, é a dipirona, sim”, respondeu a vítima.
— “Agora fala a intensidade da agressividade aí, a senhora miligramas, 10 miligramas, 20 miligramas ou 30 miligramas. Qual é a intensidade da agressividade dele?”
— “30”, finalizou.
Dias após o ocorrido, a vítima ligou novamente para o batalhão, dessa vez para agradecer o acolhimento e a resposta rápida. “O socorro chegou a tempo”, destacou a corporação.
A PMMS disse que os atendentes “são policiais militares experientes, com histórico de atuação na radiopatrulha e contato direto com vítimas de violência doméstica”. Além disso, esclareceu que eles recebe, treinamentos especializados, como técnicas estudos de casos reais, o que os capacita para “identificar com maior precisão situações de risco e prestar um atendimento mais sensível e eficaz”.
O homem foi encaminhado à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), onde foram adotadas as providências cabíveis.
Fonte: CNN Brasil
Homem que usava cordão morre após ser puxado para dentro de máquina de ressonância magnética nos EUA
Segundo a polícia local, ele entrou sem autorização na sala onde exames são realizados.
Um homem que ficou gravemente ferido na última quarta-feira (16) após entrar em uma sala de ressonância magnética e ser puxado para dentro da máquina pelo seu colar morreu no dia seguinte. O caso aconteceu em Long Island, nos Estados Unidos.
Foto: Freepik / O Globo
A vítima de 61 anos usava uma “grande corrente metálica” no pescoço quando entrou na sala do Nassau Open MRI em Westbury, em Nova York, às 16h34 da quarta-feira, de acordo com o Departamento de Polícia do Condado de Nassau.
No entanto, ele não tinha autorização para entrar na sala. Ser puxado para dentro da máquina o fez ter um episódio clínico. Em seguida, ele foi levado para um hospital, onde morreu às 14h36 de quinta-feira (17).
A polícia do Condado de Nassau informou em um comunicado à imprensa na sexta-feira que a investigação sobre o episódio continuava. Um porta-voz do departamento afirmou que não havia outras informações disponíveis.
O Nassau Open MRI não respondeu a um pedido de comentário feito pelo The New York Times. A empresa oferece exames de ressonância magnética fechados e abertos, de acordo com seu site. Uma ressonância magnética aberta envolve um aparelho com laterais abertas, em vez de um tubo fechado.
Máquinas de ressonância magnética utilizam ímãs e correntes de radiofrequência para produzir imagens anatômicas detalhadas. A força magnética de uma máquina de ressonância magnética é forte o suficiente para arremessar uma cadeira de rodas através de uma sala, de acordo com o Instituto Nacional de Imagem Biomédica e Bioengenharia.
Os pacientes são aconselhados a remover joias e piercings antes de entrar em uma máquina de ressonância magnética, e pessoas com alguns implantes médicos, particularmente aqueles que contêm ferro, não devem se submeter a exames de ressonância magnética.
Lesões e mortes envolvendo aparelhos de ressonância magnética já ocorreram no passado. Em 2001, um menino de 6 anos morreu quando um tanque de oxigênio metálico foi puxado para dentro de um aparelho enquanto ele realizava um exame.
Um homem morreu na Índia em 2018 ao entrar em uma sala de ressonância magnética carregando um tanque de oxigênio. Em 2023, uma enfermeira na Califórnia foi esmagada e precisou de cirurgia após ficar presa entre um aparelho de ressonância magnética e uma cama de hospital que havia sido puxada em direção ao aparelho pela força magnética do aparelho.
Fonte: O Globo
Criminosos usam o ‘golpe do falso advogado’ para roubar vítimas com processos judiciais na Bahia
Esquema começa quando os golpistas acessam bancos de dados públicos e plataformas processuais para reunir informações detalhadas das vítimas e aplicar a fraude.
Foto: OAB-BA
Um golpe tem feito inúmeras vítimas na Bahia: o do “falso advogado”. Criminosos invadem o sistema da Justiça e utilizam dados de processos judiciais e fotos de profissionais reais para enganar cidadãos, levando-os a realizar pagamentos indevidos sob a promessa de liberação de valores ou resolução de pendências judiciais.
O esquema começa quando os criminosos acessam bancos de dados públicos e plataformas processuais para reunir informações detalhadas das vítimas, como nome completo, CPF, número de processos, valores envolvidos, tipo de ação e nomes dos advogados envolvidos nas ações.
Com as informações em mãos, os golpistas entraram em contato com as vítimas, na maioria das vezes, por aplicativos de mensagens.
Os criminosos se apresentam como advogados, assessores jurídicos ou até mesmo um funcionário do advogado real. Há registros também de clonagem do aplicativo de mensagens do próprio profissional, usando sua foto e logotipo do escritório.
Segundo a advogada Carla Vitória, vítima do golpe, os criminosos usam fotos dos advogados reais, falsificam documentos da Justiça e exigem um pagamento para obter o valor da ação judicial.
“Eles se passam pelo escritório e dizem que a pessoa tem um valor a receber. A pessoa, ansiosa querendo ver a resolução desse processo, acaba pagando esse documento e não presta atenção se tem o nome do escritório”, detalhou a advogada.
Carla Vitória contou que, como os criminosos não possuem todos os dados dos advogados reais, eles começam a fazer diversos questionamentos pessoais para as vítimas, com o objetivo de construir uma relação de confiança.
“A orientação é ficar atento ao número que está entrando em contato contigo,
ver se é o número do escritório e, em caso de dúvidas, peça sempre para fazer
uma vídeo chamada com o advogado que está a frente daquele processo ou
então procure o atendimento presencial para não cair nesses golpes”, explicou Carla Vitória.
A advogada Bruna Araújo contou que 20 clientes dela foram abordados pelos criminosos através das redes sociais e aplicativo de mensagens.
“A primeira abordagem que a cliente me fez falando desse golpe era um processo que tramita em segredo de Justiça porque a autora é portadora do espectro autista. Para a minha surpresa, eles tiveram acesso aos dados”, contou Bruna Araújo.
O presidente da Comissão de Direitos e Prerrogativas da OAB-BA disse que o golpe acontece em todo o território nacional com o uso de alta tecnologia e inteligência artificial. “Com o uso da informática eles conseguem vasculhar processos judiciais e extrair dados das partes”, explicou.
Foto: g1 BA
Como se proteger do golpe
A OAB-BA tem desenvolvido campanhas, lançado cartilhas e promovido encontros com instituições públicas para cobrar soluções e aumentar a conscientização sobre o “golpe do falso advogado”.
A seccional lançou uma cartilha com uma série de informações sobre a forma de aplicação do golpe e um passo a passo com orientações para o público. O material está disponível no site da OAB-BA.
O órgão também criou o canal de denúncia, através do e-mail denuncias@oab-ba.org.br, voltado a advogados e clientes. Todas as denúncias são compiladas e enviadas periodicamente à Polícia Civil.
Além do canal, a seccional alerta para a importância de registrar boletim de ocorrência na delegacia local ou delegacia virtual.
Fonte: g1 BA
Na trama, a personagem Lucimar, interpretada pela atriz Ingrid Gaigher, decide buscar seus direitos na Justiça.
Uma cena da novela “Vale Tudo”, teve um impacto direto na vida real: apenas uma hora após a exibição, o aplicativo da Defensoria Pública do Rio de Janeiro registrou mais de 270 mil acessos relacionados a pedidos de pensão alimentícia.
Foto: Globo/Angélica Goudinho
“O nosso aplicativo da Defensoria teve um aumento exponencial”, diz uma funcionária da Defensoria Pública.
Na trama, a personagem Lucimar, interpretada pela atriz Ingrid Gaigher, decide buscar seus direitos na Justiça. A cena retrata o momento em que ela toma a decisão de formalizar a guarda do filho e cobrar pensão do pai da criança.
“Eu nem acredito que depois de oito anos, eu vou colocar o Vasques na Justiça”, diz a personagem. “Opa: formalizar a guarda do Jorginho”, completa.
A repercussão foi imediata. A atriz Ingrid Gaigher, falou sobre a responsabilidade de interpretar uma personagem que representa tantas mulheres brasileiras.
Foto: Globo/Angélica Goudinho
“Eu falei: bom, eu tenho que estudar muito e me aprofundar nesse tema para não falar de forma leviana sobre um assunto tão sério. Por mais que existam 11 milhões de pessoas nessa situação, ainda parece um tema novo. É curioso”, afirmou a atriz.
A realidade retratada na novela é vivida por muitas mulheres, como Rita de Cássia, atendente, que se identificou com a personagem.
“É ótimo, minha filha. Tem que colocar ele na cadeia pra ver se toma juízo. Eu acho que sou uma das Lucimares. Tenho uma filha na Paraíba, o pai dela é a mesma coisa: não quer ajudar. Paga R$ 150 e acha que é uma ajuda. Eu trabalho aqui e mando dinheiro pra minha mãe que está com ela lá. Eu vou colocar ele na Justiça”, contou.
Fonte: G1 / Profissão Repórter
Fiz um Pix errado: e agora? Veja o que fazer para tentar recuperar o dinheiro
Foto: portaltocanews
Com a praticidade das transferências instantâneas via Pix, também aumentaram os casos de erros ao digitar a chave, CPF ou número da conta. Mas, se você fez um Pix para a pessoa errada ou digitou o valor incorretamente, não entre em pânico: há medidas que podem ser tomadas para tentar recuperar o dinheiro.
O Banco Central orienta que, ao perceber o erro, o remetente tente entrar em contato diretamente com o recebedor, caso o número de telefone ou e-mail estejam disponíveis. Em muitos casos, a outra parte colabora e faz a devolução espontaneamente, até porque ficar com um valor transferido por engano pode ser considerado apropriação indébita, crime previsto no Código Penal.
Segundo passo: fale com o seu banco
Se o contato com o recebedor não for possível ou não houver boa vontade para devolver o valor, entre em contato com o banco ou instituição financeira imediatamente. Forneça todos os detalhes da operação: valor, data, hora, chave Pix utilizada e comprovante da transação.
Em caso de golpe ou má-fé, peça a devolução via Mecanismo Especial de Devolução (MED)
Se você foi vítima de um golpe ou fraude — como enviar dinheiro por engano para um golpista —, é possível acionar o banco e solicitar o Mecanismo Especial de Devolução (MED). O pedido será analisado, e, se for comprovada a fraude, o banco pode bloquear os valores na conta do recebedor e devolver o dinheiro à vítima. Importante: o MED só vale para transações feitas entre contas de diferentes instituições e deve ser solicitado em até 80 dias após o Pix.
Foto: portaltocanews
Quando recorrer à Justiça?
Se a pessoa que recebeu o valor se recusar a devolver e o banco não conseguir resolver, o remetente pode recorrer à Justiça. Como o Pix é registrado eletronicamente, há provas suficientes para abrir uma ação judicial de cobrança ou até por danos morais, dependendo do caso.
Como evitar esse tipo de erro no futuro?
Para evitar transtornos, siga estas recomendações:
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Confira todos os dados antes de confirmar a transferência;
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Sempre verifique o nome do destinatário que aparece na tela;
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Evite fazer transferências com pressa;
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Prefira copiar e colar a chave Pix, em vez de digitar manualmente;
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Ative notificações no aplicativo do banco para acompanhar transações em tempo real.
Fonte: portaltocanews
Jovem se torna advogada e defende mãe em julgamento 12 anos após acusação de homicídio na Bahia; mulher foi absolvida
Quando Maria Rosália Pita, de 47 anos, começou a ser investigada, Camila tinha apenas 14 anos e havia começado a cursar a 1ª série do Ensino Médio na cidade de Valença.
A baiana Camila Pita, de 27 anos, se tornou advogada após uma acusação de homicídio transformar a vida da sua família: quando ainda era adolescente, a mãe dela, a administradora Rosália Maria, foi acusada de matar o namorado. O processo se arrastou por mais de uma década e, 12 anos depois, Camila defendeu a mãe no tribunal.
“Para mim, não restou nenhuma opção além de cursar Direito,
porque eu queria entender tudo que estava acontecendo”, explicou a jovem.
Jovem advogada defendeu a própria mãe em julgamento de homicídio — Foto: Arquivo pessoal
Em março de 2012, Camila tinha apenas 14 anos e havia começado a cursar a 1ª série do Ensino Médio na cidade de Valença, no baixo sul da Bahia. No dia 13 daquele mês, ela acordou com a polícia à procura da mãe. “Pensei que ela tinha morrido, entrei em desespero”.
Após conversar com os policiais, Camila entendeu o que tinha acontecido: a mãe, que morava com ela e a avó, havia passado a noite com o namorado, José Antônio Silva; o homem morreu dentro de um carro e a administradora era a única testemunha. A família conta que o casal estava em processo de separação, mas José Antônio não aceitava o rompimento.
“Na época, era o assunto da cidade. Foram muitos comentários contra e a favor.
Minha mãe ficou com medo de alguém me fazer algum mal,
não gostava que eu saísse de noite”.
Segundo Camila, a mãe atendeu todos os pedidos dos policiais e participou da reconstituição, mas mesmo assim o caso não foi concluído com rapidez. Ao longo do processo, houve diversos adiamentos e pedidos de recursos que atrasaram o julgamento em mais de uma década.
A então adolescente passou a acompanhar cada etapa do caso. Ela questionava os advogados e lia os documentos enquanto concluía a escola. Assim, no momento de se inscrever para o vestibular, não teve dúvida: estudaria Direito e se especializaria em Direito Penal.
Mas o objetivo de Camila nunca foi defender a mãe no tribunal, até porque ela acreditava que quando recebesse o diploma, o caso já teria sido resolvido. Com a escolha do curso, ela pretendia acompanhar melhor o processo e entender cada etapa.
“Eu queria ser delegada, porque acreditava que havia sido um erro de investigação,
mas assisti a um júri e fiquei encantada. Era uma advogada mulher, jovem,
muito parecida comigo. Depois disso, decidi que iria seguir esse caminho”.
Processo contra Rosália Maria levou 12 anos até o julgamento — Foto: Arquivo pessoal
Após se formar, em 2021, Camila passou a trabalhar na área para adquirir experiência. Ela integrou alguns júris e, em novembro de 2024, participou do mais importante deles: o julgamento da própria mãe. A jovem foi uma das sete advogadas na defesa de Rosália Maria.
“Eu não fiquei mais nervosa, pelo contrário, me senti mais tranquila por
estar ali naquela posição. Eu sabia que poderia fazer algo para mudar aquela situação”.
O tribunal do júri começou por volta de 8h e só foi finalizado à 1h da manhã do dia seguinte, no Fórum de Valença. Segundo Camila, a cidade compareceu em peso e diversos comércios ficaram fechados ao longo do dia. No fim, a decisão que elas esperavam há 12 anos: Rosália Maria foi absolvida.
“Eu acreditava muito, mas mesmo assim fiquei muito nervosa na espera do resultado. Fiquei muito aliviada com a decisão”, lembrou.
Camila não esperava compor a equipe de defesa no júri da própria mãe — Foto: Arquivo pessoal
Bahia registra maior número de mortes em acidentes de trânsito em 25 anos
Segundo a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), em 2024, foram registradas 2.993 mortes em Acidentes de Transportes Terrestres (ATT), o equivalente a uma média de 8 vítimas fatais por dia.
Em 2024, A Bahia registrou o pior índice de mortes no trânsito dos últimos 25 anos, com uma média de 8 pessoas que vieram a óbito por dia em Acidentes de Transportes Terrestres (ATT). O número representa um aumento de 5,1% em relação a 2023. No total, foram 2.993 mortes.
Os dados levantados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) mostram que, de 2000 a 2024, na Bahia, foram 50 mil vítimas de ATT. O ano de 2024 apresentou a maior taxa de vitimização: 20,2 vítimas fatais a cada 100 mil baianos.
Além disso, conforme a pasta, os acidentes também resultaram em 15,8 mil internações no Sistema Único de Saúde (SUS), com um custo médio de R$ 1.119,45 por paciente, tempo médio de internação de 4,7 dias e 195 óbitos. Os dados representam um aumento de 5,4% em relação ao ano interior.
Foto: Reprodução/Redes Sociais
De acordo com os números, metade dos óbitos por ATT na Bahia em 2024, ocorreram em via pública. Homens representaram 80% das vítimas fatais e 23% das mortes ocorreram entre pessoas de 35 a 44 anos.
Em relação à distribuição das vítimas por tipo de acidente, 14% das mortes ocorreram com pedestres, 39% com motociclistas e 39,6% com ocupantes de veículos.
O número de vítimas de acidentes com motocicletas internadas na Bahia em 2024 chegou a 12.888. Os dados mais que dobraram em relação a dez anos atrás. É o que aponta um balanço divulgado pela Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet).
Segundo os registros, foram contabilizadas 5.949 vítimas em 2014. O aumento é de 117% em relação ao ano anterior. Especialistas apontam que o crescimento tem relação com a expansão da frota de motocicletas nas ruas.
Fonte: g1 BA
Atestados falsos são vendidos no centro de Salvador; médicos denunciam golpes e intimidações
Em tentativa de venda dos documentos falsos, vendedores cobraram R$ 30 por um dia de afastamento e R$ 180 por 14 dias. Número de consultas por veracidade dos documentos cresceu nos últimos anos.
Um grupo de pessoas tem vendido ao menos dez tipos de atestados médicos falsos, além de testes de gravidez, em Salvador. Os serviços ilegais são divulgados em uma plataforma digital.
Ao entrar em contato com o grupo através de um aplicativo de mensagens eles encaminham uma tabela com valores dos atestados. Por um dia, o grupo cobra R$ 30. Se a pessoa estiver interessada em parar de trabalhar por 14 dias, ela é orientada pelos criminosos a pagar R$ 180.
No documento, os falsários destacam a informação: “Nossos médicos são ativos com CRM válido. Tudo registrado no site oficial do CFM”. Em outro trecho, é dada garantia de suporte 24h em caso de dúvida.
Foto: Reprodução/TV Bahia
Médica relata golpe
A médica baiana Ana Teresa Cerqueira foi vítima da ação de venda de atestado falso. A profissional descobriu o golpe depois que uma empresa a procurou. A unidade recebeu o documento, desconfiou da autenticidade e acionou o Conselho Regional de Medicina da Bahia (Cremeb-BA).
“Me enviou um documento no padrão do atestado que a gente emite, com minha assinatura e carimbo, só que supostamente foi emitido em um dia que eu não estava nem trabalhando. Uma paciente que não passou por atendimento na unidade”, contou a médica.
A profissional registrou um Boletim de Ocorrência (BO) na Polícia Civil. Ela também revelou que colegas de profissão já foram intimidados a emitir atestados médicos sem que pacientes tivessem doentes.
Foto: Reprodução/TV Bahia
“Eu já atendi pacientes que me disseram que não tinham nada, mas queriam atestado. As vezes chegam na gente completamente agressivos, intimidando e você tem que fornecer o atestado. Nesses momentos a gente é orientado a ceder, porque são situações que a gente está em risco”, contou ressaltando que quando isso acontece, notifica o hospital com a justificativa de intimidação.
Segundo o Cremeb, o número de consultas de empresas para checar a veracidade dos atestados médicos tem crescido. Nos últimos quatro anos, a quantidade de documentos falsos aumentou sete vezes.
O Conselho Regional de Medicina sinaliza que neste período, 4.144 atestados médicos foram checados e 671 eram falsos.
“Tem tido um aumento tanto de procura, quanto da certificação de que aquele documento foi falsificado”, afirmou o diretor de fiscalização do Cremeb, Luciano Ferreira.
Flagra na rua
No Centro de Salvador, a produção da TV Bahia encontrou pessoas que orientam como conseguir atestado médico.
Ao ser questionado de como poderia fazer para conseguir um documento falso, um “vendedor” disse que a pessoa teria que pagar pela consulta, que custava R$ 200.
“Mas é garantido! Não vou lhe dizer os cinco dias, mas pelo menos os três dias aí ela lhe dá. Aí dependendo da sua conversa lá, possa ser que ele dê mais. Que, claro, você não vai dizer que não está com nada e que você quer só o atestado, né? Vai dizer que está com algum problema, né?”, explicou o homem.
O vendedor também orientou como falar para conseguir os dias de afastamento.
“Você vai dizer: ‘Não, eu estou com problema assim, eu tenho problema assado e tal. Já tenho tantos dias que eu fico em casa preso, sem poder trabalhar. Eu estava precisando pelo menos de uns dois ou três dias para poder fazer o encaminhamento médico, tá entendendo?’ Usa o seu argumento”.
Foto: Reprodução/TV Bahia
Grávida demitida por justa causa
Uma atendente grávida foi demitida por justa causa depois de apresentar seis atestados falsos para justificar faltas no trabalho em Salvador. A suspeita começou em 2022, quando a empresa percebeu que o nome médico estava escrito errado.
Em seguida, a empresa consultou a unidade indicada e confirmou que o médico já não trabalhava no local, nem tinha atendido a grávida. O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) manteve a demissão e negou os pedidos da ex-funcionária como verbas rescisórias, horas extras, vale transporte e indenização pela estabilidade da gravidez.
Fonte: g1 BA e TV Bahia











