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Terceiro título do ano: Flamengo é campeão carioca.

Flamengo leva o Carioca com pé nas costas e será candidato a todos os títulos se for mais letal
Com um empate, nessa tarde de domingo (16) o Flamengo se tornou bicampeão no Rio de Janeiro. O Flamengo foi o melhor time do campeonato e se sagrou campeão em cima do rival, Fluminense.
A cena de Zico reverenciando os jogadores do Flamengo na cerimônia de entrega do troféu de campeão carioca é simbólica. O maior ídolo da história do clube, fruto da maior geração da história rubro-negra, também gostou do que viu. Afinal, está dando gosto de ver o time de Filipe Luís jogar até mesmo num 0 a 0.
Foto: Reprodução / sportv
A vitória por 2 a 1 no primeiro Fla-Flu da final deu a vantagem que sacramentou com muita justiça a conquista no último domingo no Maracanã. Na campanha do 39º título carioca do maior campeão do estado, o Flamengo do “Filipismo” amassou os pequenos e dominou os clássicos. Todos, até mesmo nos raros 0 a 0. Nesse caso, quando o placar não refletiu o que foi o jogo, “pior para os fatos”, já diria o grande Nelson Rodrigues.
Candidato a tudo
Como o próprio Filipe Luís disse em entrevista coletiva depois do título: “É muito difícil ganhar da gente, somos um time que sabe como atacar e defender”. E daria para acrescentar: “E também como encher os olhos da torcida, que gritou o nome do treinador a plenos pulmões no Maracanã antes e depois da partida.
O estilo de jogo do “Filipismo” passa muito pelos volantes, e Pulgar e De la Cruz jogaram muito, tanto para defender, sair jogando e atacar. Foram os dois que mais acertaram passes no jogo: 65 do chileno e 61 do uruguaio. O “quadrado mágico” com Gerson e Arrascaeta tem tudo para dar liga quando o camisa 10 conseguir recuperar o seu melhor nível.
Foto: Gilvan de Souza / CRF
O destaque do rubro-negro está na beira do campo. Felipe Luiz, ganha hoje o seu terceiro título como treinador da equipe profissional. Em seis meses, Filipe Luís chega a 3 títulos e uma derrota na carreira profissional, o técnico levou Rubro-Negro a vitória na Copa do Brasil, Supercopa e Campeonato Carioca
Em apenas seis meses de trabalho como técnico do Flamengo, Filipe Luís conquistou três títulos relevantes: a Copa do Brasil 2024, a Supercopa do Brasil 2025 e o Campeonato Carioca 2025. Sob o comando do técnico, o Flamengo chegou à marca de 13 jogos sem perder, tendo ganhado 10 partidas e empatado 3.
Sua primeira grande conquista foi na Copa do Brasil 2024. O Flamengo disputou oito jogos no torneio, com um bom equilíbrio entre ataque e defesa. O time marcou 15 gols e sofreu 6 ao longo da competição, vencendo o Palmeiras na final com um placar agregado de 3 a 2.
Foto: Marcelo Cortes/Flamengo
O terceiro troféu de Filipe Luís no Flamengo veio no Campeonato Carioca 2025. O time teve um desempenho sólido ao longo da competição, com 11 jogos na fase de grupos, 7 vitórias, 2 empates e 2 derrotas, marcando 25 gols e sofrendo apenas 5.
Nas finais, o Flamengo enfrentou o Fluminense e, após vencer o primeiro jogo por 2 a 1, garantiu o título com um empate sem gols no segundo confronto. Esse título representou o 39º campeonato estadual do Flamengo.
Fonte: gE e O Globo
Verdura, proteína, carboidrato: como a ordem dos alimentos que você consome altera o efeito sobre a saúde e a obesidade
Especialistas afirmam que a maneira com a qual você monta o seu prato pode ajudar na guerra contra a balança
Foto: vidanatural.org.br
As pessoas estão cada dia mais conscientes sobre a alimentação e a importância de ter uma dieta saudável; por isso, algumas começam a deixar de lado os alimentos que contêm calorias e açúcares.
No entanto, todo esse esforço pode acabar sendo em vão, pois a comida não está sendo consumida da maneira adequada, e a ordem dos fatores pode, sim, alterar o resultado.
Jessi Inchauspé é bioquímica e, em seu livro: A Revolução da Glicose, explicou como a forma de se alimentar pode ser mais importante do que os próprios nutrientes.
A ordem é fundamental, pois não apenas equilibra os níveis de açúcar no sangue, mas também ajuda a prevenir o desenvolvimento de doenças como diabetes, transtornos cardiovasculares e renais, neuropatias e até mesmo problemas de visão, segundo a especialista.
— Muitas pessoas estão nessa montanha-russa da glicose, com vontade constantes e cansaço, mas a chave é se libertar disso, e isso pode ser atingido em questão de dias — comentou.
Após anos de pesquisa, Inchauspé constatou que a maioria da população passa por picos de glicose ao longo do dia devido ao consumo excessivo de açúcar e carboidratos refinados.
Foto: Infoglobo
Uma das consequências disso é que as pessoas começam a se sentir cansadas, com desejos frequentes por comida, apresentam distúrbios no sono e, a longo prazo, muitos podem correr o risco de desenvolver diabetes ou obesidade.
Por esse motivo, Jessi Inchauspé criou um método baseado em quatro pilares, que são introduzidos gradualmente, um por semana. Além disso, apoiou-se na ciência com dados de vários estudos, como o da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, que demontraram que a ordem de ingestão dos alimentos pode reduzir o pico geral de glicose e o pico de insulina.
— Se você comer os ingredientes da refeição em uma ordem específica, pode reduzir o pico de glicose dessa refeição em até 75%, sem mudar a quantidade do que está comendo nem os alimentos que está ingerindo — detalha.
Assim deve ser a ordem dos alimentos para prevenir doenças
A especialista enfatiza que a ordem em que os alimentos são consumidos tem um grande impacto na glicose e que não é necessário mudar a dieta diária, apenas consumi-los da maneira correta para evitar picos de glicose e insulina.
Foto: Uol VivaBem
— A ordem deve ser: primeiro vegetais, depois proteínas e gorduras, e, por último, carboidratos e açúcares — afirma.
O efeito dessa sequência é fundamental para o organismo, devido a todos os benefícios que proporciona, incluindo a redução dos picos de glicose.
— É importante que, antes do almoço ou do jantar, você coma um prato de vegetais, pois eles têm a capacidade de criar uma barreira protetora no seu intestino e reduzir os picos de glicose — explica a bioquímica.
Fonte: O Globo
Bahia foi estado do Nordeste com maior número de afastamentos por ansiedade e depressão em 2024
Em todo o Brasil, esses e outros transtornos mentais justificaram mais de 470 mil afastamentos do trabalho. Número é o maior desde 2014.
Foto: Divulgação / Freepik
Reconhecida como um transtorno mental, a ansiedade provocou 4.517 afastamentos do mercado de trabalho da Bahia ao longo de 2024. Já a depressão foi o motivo de 3.313 licenças concedidas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no mesmo período.
Os números são os maiores registrados em todo o Nordeste brasileiro e ocupam a oitava posição no levantamento nacional.
As informações são do Ministério da Previdência, mostra que o país registrou 472.328 licenças médicas por esses e outros transtornos mentais. É o maior índice desde 2014, com um aumento de 68%, o que confirma o status de crise de saúde mental enfrentado no Brasil.
Na Bahia, as doenças que mais provocaram afastamentos foram as seguintes:
Afastamentos concedidos por transtornos mentais
| Categoria CID | Doença | Nº de concessões |
| F41 | Ansiedade | 4.517 |
| F32 | Depressão | 3.313 |
| F33 | Depressão recorrente | 1.701 |
| F31 | Transtorno bipolar | 1.494 |
| F20 | Esquizofrenia | 998 |
| F43 | Reações ao “stress” grave e transtornos | 575 |
| F19 | Vício em drogas | 436 |
| F23 | Transtornos psicóticos | 377 |
| F25 | Transtornos esquizoafetivos | 333 |
| F10 | Alcoolismo | 321 |
Psicose (CID F29), transtorno de personalidade (F60) e vício em cocaína (F14), frequentes em outros estados, não apareceram entre os casos mais recorrentes nos postos de trabalho baianos. Vale ressaltar que os números se referem às licenças e não aos indivíduos, portanto um trabalhador pode ser contabilizado mais de uma vez caso tenha sido afastado em diferentes ocasiões.
A psicóloga Daiane Bispo observa esse problema no processo terapêutico de muitos dos seus pacientes. Para ela, isso mostra como a sobrecarga emocional e as condições de trabalho impactam o bem-estar dos indivíduos.
Foto: Reprodução/TV Bahia
“Instabilidade econômica, precarização das relações de trabalho, aumento da carga horária, desigualdade social, condições de trabalho que geram altos níveis de estresse e a dificuldade de conciliar vida profissional e pessoal são fatores que contribuem diretamente para esse cenário, o que reforça a importância de políticas públicas voltadas para a promoção da saúde mental”.
Em entrevista, a profissional ressaltou ainda que são as mulheres as mais afetadas com esses transtornos, especialmente por conta da dupla ou tripla jornada de trabalho, somadas às pressões sociais e à desigualdade salarial.
Por outro lado, Daiane pontua que o maior número de afastamentos do trabalho reflete o crescimento no número de pessoas que buscam ajuda e tratamento. Na avaliação dela, isso representa um avanço na forma como a sociedade encara os problemas de origem psicossocial.
Raio-x nacional
➡️ Psiquiatras e psicólogos ouvidos pelo g1 apontaram que o recorde de afastamentos no país está diretamente ligado à situação do mercado de trabalho — insegurança financeira e aumento da informalidade, por exemplo — e ao impacto da pandemia de Covid-19.
➡️ Outro destaque é o perfil dos trabalhadores atendidos pelo INSS: 64% são mulheres e a idade média é de 41 anos. Elas costumam passar até três meses afastadas dos postos de trabalho, recebendo cerca de R$ 1,9 mil por mês.
➡️ Fatores como menor remuneração, sobrecarga com o cuidado da família e a violência ajudam a entender por que a população feminina é a mais afetada por transtornos mentais.
Diante desse cenário, o governo federal atualizou a Norma Regulamentadora nº 1, que indica as diretrizes de saúde no ambiente do trabalho. A partir disso, o Ministério do Trabalho assumiu a responsabilidade de fiscalizar os “riscos psicossociais” no processo de gestão de Segurança e Saúde no Trabalho.
⚠️ Na prática, isso significa que empresas podem ser multadas, caso o poder público identifique problemas como metas excessivas, jornadas extensas, assédio moral e condições precárias de trabalho.
Fonte: g1 BA
Federações rejeitam reunião com Ronaldo e complicam sua candidatura na CBF
O ex-jogador Ronaldo convidou federações estaduais para uma reunião em busca de apoio político para sua candidatura à CBF. A iniciativa, no entanto, foi respondida com rejeições pela maioria das entidades. Isso torna bastante complicada a inscrição da chapa dele, já que necessita de apoio de quatro delas.
No dia 27 de fevereiro, Ronaldo enviou um email às 27 federações com o convite para uma reunião. Ele se declarou pré-candidato à CBF.
Foto: Reprodução/ X @RonaldoNazario
No texto, o Fenômeno fez críticas à atual gestão de Ednaldo Rodrigues.
“O futebol é a grande paixão do nosso país, mas sabemos que ele enfrenta desafios profundos. A má gestão, a falta de transparência e a centralização de decisões comprometeram a competitividade do nosso esporte, afastando torcedores, reduzindo oportunidades e limitando o crescimento do futebol em diversas regiões do Brasil.”
Ao final, convida para um encontro para discutir o futuro do futebol brasileiro. E fala em possíveis visitas aos dirigentes – ele vem prometendo uma viagem pelo Brasil desde o lançamento de sua candidatura.
Só que, pela apuração, 25 das 27 federações rejeitaram o encontro com Ronaldo. Uma parte delas alegou que apoia o atual presidente Ednaldo Rodrigues e se mostrou incomodada com as críticas do ex-jogador ao processo eleitoral da CBF — ele afirmou que faltava transparência e segurança jurídica.
Outras demonstraram pouca disposição para discutir o futebol com Ronaldo.
“Respondi que não vou para reunião porque não tenho tempo. Sou advogado da bolsa e resolvo as coisas por Zoom. Por que ia a São Paulo para ficar gastando tempo conversando? O Ronaldo pode apresentar suas propostas. Qual a proposta dele que não apresentou?”, disse o presidente da Federação Pernambucana, Evandro Carvalho, que defende o fim dos Estaduais no Nordeste substituídos por um regional.
Carvalho falou que uma candidatura de oposição na CBF legitima o processo e não teria problema em assinar a chapa de Ronaldo. Mas não se mostrou muito propenso em votar nele.
Foto: Metrópoles
Um fato que tem incomodado os presidentes de federações é que Ronaldo anunciou sua candidatura em programas da Globo, deu entrevistas, mas só depois foi procurar os eleitores, isto é, as federações. E até agora não rodou o Brasil para vê-los. Só por e-mail os convidou para uma reunião em São Paulo.
Uma das federações que ainda não responderam Ronaldo é a Federação Paulista de Futebol (FPF). Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da entidade, já teve um encontro com o ex-jogador. Ele é quem mais flerta com a figura de opositor a Ednaldo Rodrigues — embora seja atualmente um dos vices da CBF — e também já teve pretensões eleitorais na confederação.
Neste cenário, sem interlocução com as federações, é bem difícil que Ronaldo obtenha as quatro assinaturas para registrar chapa.
Aliados do atual presidente Ednaldo Rodrigues veem sua base de apoio entre as entidades estaduais entre 23 e 25 federações.
Pelo estatuto, a eleição na CBF pode ser marcada a partir do final de março, quando falta um ano para o final do mandato atual de Rodrigues. A partir da convocação, haveria 30 dias para realizar as eleições, com a possibilidade de registros das chapas.
Fonte: uol
IR 2025: quais documentos são necessários para a declaração?
O mês de março marca o início do período de declaração do Imposto de Renda de 2025. Estar com os documentos necessários pode facilitar e agilizar o trabalho de preencher e conferir a declaração.
O prazo para o envio da declaração do Imposto de Renda de 2025 ainda não foi definido. A Receita Federal anunciará a data ainda nesta primeira quinzena de março. Em 2024, o envio das declarações do Imposto de Renda começou em 15 de março, no início da segunda quinzena do mês, e encerrou-se em 31 de maio.
Foto: CNN Brasil
A lista de documentos exigidos para a declaração do IR de 2025 abarca o ano-calendário de 2024. Veja a seguir os documentos necessários para prestar contas ao Fisco. Documentos de identificação Documento oficial com CPF (CNH ou RG); Comprovante de endereço atualizado, informando qualquer alteração; CPF do cônjuge; Número do Título de Eleitor; Número do recibo da declaração do IRPF do ano anterior, caso tenha sido entregue; Número de cadastro no INSS (PIS ou NIT – Autônomo); Nome, data de nascimento e CPF dos dependentes e alimentandos. Comprovantes de renda Informes de rendimentos do titular e dos dependentes, incluindo salários, aposentadorias, pensões, aluguéis, serviços autônomos, ações judiciais e rendimentos do exterior; Informes de rendimentos de contas bancárias e aplicações financeiras; Relatório de aluguéis recebidos; Informes de rendimentos e extrato de previdência privada; Informes de programas de incentivo à emissão de notas fiscais, como “Nota Fiscal Paulistana”, “Nota Paraná” e “Nota Curitiba”. Pagamentos e deduções Comprovantes de despesas médicas e odontológicas; Relatório anual de despesas com educação; Comprovantes de despesas com previdência privada, advogados, engenheiros, corretagem em aluguéis e transações imobiliárias; Recibo de doações (recebidas ou efetuadas); Documentação de bens e direitos, como imóveis e veículos; Extratos de consórcios, financiamentos e outras dívidas; Informações sobre empréstimos (dívidas e ônus). Rendas variáveis Notas de corretagem e extratos de Imposto de Renda fornecidos pelas corretoras para operações em renda variável; DARFs (Documentos de Arrecadação da Receita Federal) de renda variável; Informes de rendimentos obtidos com investimentos em renda variável. https://www.youtube.com/watch?v=sdLmgg_lrm8
Fonte: CNN Brasil
Erros médicos crescem mais de 500% em um ano, aponta levantamento
Número alarmante de erros médicos no Brasil preocupa pela queda na qualidade dos cuidados prestados no país.
O Brasil registrou um aumento alarmante de 506% nos processos por erro médico em 2024, com 74.358 ações judiciais, de acordo com dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Esse crescimento revela uma preocupação crescente com a qualidade dos cuidados médicos prestados no país e os danos causados aos pacientes.
Foto: Metrópoles
Erro médico é o termo utilizado quando há falha na conduta do profissional de saúde, resultando em dano ao paciente. Esse tipo de erro pode ocorrer por diferentes motivos, como negligência, imprudência ou imperícia.
Tipos de erros médicos
- Negligência: quando o médico deixa de agir como deveria. Um exemplo clássico é o caso de um paciente que chega ao hospital com sintomas evidentes de uma condição grave, mas o médico não realiza os exames necessários para um diagnóstico adequado.
- Imprudência: refere-se ao comportamento precipitado do profissional, que age sem a devida cautela ou precaução, tomando decisões arriscadas mesmo sabendo dos potenciais riscos envolvidos.
- Imperícia: envolve a falta de habilidade técnica ou experiência do profissional de saúde para realizar um procedimento com segurança.
É importante ressaltar que, para um erro médico ser reconhecido legalmente, é necessário comprovar que houve prejuízo ao paciente devido à falha no atendimento.
Foto: eltonfernandes.com.br
Panorama global e os riscos à saúde
O aumento no número de processos por erro médico no Brasil não é um fenômeno isolado. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que cerca de 1 em cada 10 pacientes no mundo seja vítima de cuidados inseguros, ou seja, práticas médicas que colocam o paciente em risco. O impacto disso é significativo, resultando em aproximadamente 3 milhões de mortes anuais.
O crescimento dos processos por erro médico pode ser visto como um reflexo da maior conscientização dos pacientes sobre seus direitos, mas também aponta para a necessidade de uma revisão nos protocolos de atendimento médico e maior capacitação dos profissionais da área.
O aumento dos casos de erro médico exige um olhar atento sobre a qualidade da formação dos profissionais de saúde, a melhoria na comunicação com os pacientes e, claro, o rigor na aplicação de boas práticas no ambiente médico.
Fonte: Metrópoles
Parceiros e ex são agressores em 70% dos casos de violência contra mulher
Em quase 70% dos casos de violência contra a mulher, os agressores são os próprios parceiros ou ex-parceiros. É o que aponta a pesquisa “Visível e Invisível: a vitimização de mulheres no Brasil”, do Fórum de Segurança Pública e do Instituto Datafolha.
Foto: : Getty Images
O que aconteceu
Atuais companheiros somam 40% dos agressores. Ex-companheiros vêm na sequência, somando 26% dos responsáveis por agressões a mulheres no Brasil.
Esse número praticamente dobrou em relação a 2017, primeiro ano da pesquisa conduzida pelo Fórum. Naquele ano, parceiros e ex-parceiros eram autores de 36,4% dos casos.
57% das vítimas foram agredidas dentro da própria casa. Além de a pesquisa mostrar que as mulheres não estão seguras com os homens com quem se relacionam, revela que o lar também não é um ambiente seguro, já que é o principal palco da violência doméstica.
Ainda segundo a pesquisa, os índices de violência de gênero atingiram seu maior patamar desde 2017. “Para analisar esse aumento de casos em todos os tipos de violência, não podemos desconsiderar o fato de que cada vez mais mulheres têm se reconhecido como vítimas de violência”, afirma Samira Bueno, diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. “Antes, violências que eram naturalizadas agora são reconhecidas, e isso tem a ver com novas tipificações de leis para esses crimes.”
Foto: : Fórum Brasileiro de Segurança Pública
Testemunhas silenciosas
Os dados apontam um aumento em todos os tipos de violência contra a mulher. Cada mulher brasileira vivenciou ao menos três violências no ano de 2024.
Uma em cada cinco mulheres brasileiras foi violentada em 2024 é um número expressivo que engloba mais de 21 milhões de mulheres. Nós já contávamos com um aumento durante a pandemia, mas, ao que parece, houve uma normalização dessas violências. E elas não param de subir. – Samira Bueno, diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública
A pesquisa mostra ainda que 91,8% das agressões a mulheres em 2024 foram testemunhadas. Em quase um terço dos casos, os próprios filhos da vítima presenciaram as agressões.
Maioria das vítimas não reage nem procura ajuda. Segundo a pesquisa, 47,4% das mulheres que sofrem violência doméstica não fazem nada. Quando buscam ajuda, diz o documento, 19,2% procuram familiares e 15,2% pedem socorro a amigos.
A polícia vem em quarto lugar. Apenas 14,2% das vítimas procuram órgãos oficiais como a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher ou delegacias comuns (10,3%).
Falta de provas e medo de represálias. O principal motivo alegado pelas mulheres para não procurarem a polícia é terem resolvido a situação sozinhas (36,5%), seguido pela falta de provas (17,7%). O medo de represálias (13,9%) e a descrença na capacidade da polícia de oferecer solução (14,0%) também são fatores relevantes.
Foto: febrasgo.org
O que dizem os dados
Estudo ouviu 1.040 mulheres. Apesar dos avanços legislativos, como a Lei do Feminicídio (2015) e sua recente transformação em tipo penal autônomo (2024), o documento aponta que a violência continua a crescer.
Crescimento pode ser ‘efeito rebote’. Coordenadora institucional do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Juliana Martins atribui o crescimento à hipótese de um “efeito rebote”, onde a conquista de direitos e espaços pelas mulheres desencadeia uma reação de valores machistas e patriarcais, que buscam manter o status quo.
Samira Bueno também conclui o mesmo. “Narrativas públicas que minimizam a violência de gênero e discursos misóginos proferidos por formadores de opinião e tomadores de decisão podem criar um ‘caldo cultural’ que autoriza agressões”.
31,4% das entrevistadas foram alvo de insultos, humilhações ou xingamentos. Esse número representa um aumento de 22,2% em relação ao ano de 2017, quando foi realizada a pesquisa pela primeira vez.
16,9% vivenciaram agressões físicas. Esse tipo de violência engloba tapas, empurrões e chutes.
16,1% foram ameaçadas. Os casos citados pelas vítimas envolvem risco à integridade física —tapas, empurrões e chutes.
16,1% foram perseguidas. Stalking (perseguição) e amedrontamento também aumentaram em relação a 2017 —em 9,3%.
10,7% sofreram tentativa forçada de relação sexual. O dado também engloba ofensas de cunho sexual e representa cerca de 5,3 milhões de brasileiras.
Divulgação não autorizada de fotos/vídeos íntimos é nova categoria. Novidade na abordagem da pesquisa, o crime de pornografia de vingança fez 3,9% de vítimas, segundo a pesquisa.
Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília.
Assédio cotidiano: uma violência normalizada?
Mais de 29 milhões de brasileiras foram assediadas em 2024. Quase metade das entrevistadas (49,6%) relatou ter sofrido algum tipo de assédio, desde cantadas na rua até serem tocadas sem consentimento.
Trabalho é um dos maiores palcos. As formas mais comuns são cantadas e comentários desrespeitosos na rua (40,8%) e no ambiente de trabalho (20,5%).
Número deve ser ainda maior. Apesar da alta frequência, os pesquisadores acreditam que o número é ainda maior, uma vez que a cotidianidade de ações de assédio podem levar mulheres a normalizar esse tipo de situação.
O ciclo da violência doméstica é complexo e marcado por barreiras que impedem a vítima de buscar ajuda. O medo, a vergonha, a dependência econômica e emocional, e o isolamento social são alguns dos fatores que contribuem para a perpetuação da violência. O rompimento do ciclo, embora necessário, expõe a mulher a um risco ainda maior, como demonstram os relatos de mulheres divorciadas. – Juliana Martins, coordenadora institucional do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Fonte: uol.com
Imposto de Renda: Quem pode declarar em conjunto e quem pode ser dependente
O prazo para a entrega da declaração do Imposto de Renda 2025 está chegando, e o contribuinte já pode reunir documentos e de preparar para prestar contas com a Receita federal.
No ano passado, entrega da declaração começou no dia 15 de março e terminou no dia 31 de maio. Neste ano, a expectativa é que o prazo de envio comece em 17 de março.
Foto: Imposto de Renda (Crédito: Reprodução)
Até o momento, o governo não anunciou as regras para o IR 2025, mas algumas normas não devem mudar. Uma delas é quem pode ser declarado como dependente.
Quem pode ser declarado como dependente
Segundo a Receita Federal, podem ser dependentes:
- Cônjuge, ou companheiro com quem o contribuinte tenha filho ou viva há mais de 5 anos;
- Filhos ou enteados de até 21 anos de idade; de qualquer idade, quando incapacitado física ou mentalmente para o trabalho; de até 24 anos, se ainda estiver cursando ensino superior ou escola técnica de segundo grau.
- Irmãos, netos ou bisnetos, sem arrimo dos pais, de quem o contribuinte detenha a guarda judicial: de até 21 anos; de qualquer idade, quando incapacitado física e/ou mentalmente para o trabalho; de até 24 anos, se ainda estiver cursando ensino superior ou escola técnica de segundo grau, desde que o contribuinte tenha detido sua guarda judicial até os 21 anos.
- Pais, Avós e Bisavós se no ano-calendário, tiverem recebido rendimentos, tributáveis ou não, até o limite de isenção. O limite de isenção deve ser calculado pela tabela mensal, ajustado pelo número de meses no caso de Declaração de Saída Definitiva do País.
- Menor Pobre de até 21 anos, que o contribuinte crie e eduque, desde que detenha sua guarda judicial.
- Tutelados e Curatelados absolutamente incapaz da qual o contribuinte seja tutor ou curador.
Foto: jovempan.com
Quem pode declarar em conjunto?
Os cônjuges (casados), companheiros (união estável) e dependentes podem declarar em conjunto, ou seja, numa só declaração.
Para que seja considerado declarante em conjunto, todos os bens, direitos e rendimentos destas pessoas devem estar na mesma declaração (contribuinte titular). Neste caso, as pessoas declaradas em conjunto não precisam entregar uma declaração somente sua.
Mesmo que não seja obrigada a entregar a declaração, qualquer pessoa pode enviar a declaração, desde que não conste em outra declaração como dependente. Exemplo: uma pessoa que não é obrigada, mas teve imposto sobre a renda retido na fonte, pode enviar a declaração para obter a sua restituição.
Fonte: msn.com
Luighi, do Palmeiras, sofre ofensa racista no Paraguai e desabafa: “O que fizeram foi um crime”
Torcedor do Cerro Porteño imita macaco na direção do garoto de 18 anos, que chora no banco de reservas e se revolta em entrevista: “Não vão perguntar sobre o ato de racismo?”
O atacante Luighi, do Palmeiras, foi alvo de uma ofensa racista por parte de um torcedor do Cerro Porteño, durante duelo válido pela Conmebol Libertadores sub-20, nesta quinta-feira, no Paraguai. O Verdão venceu o confronto por 3 a 0. Em nota oficial, o clube manifestou apoio ao jogador e disse que vai até as “últimas instâncias” para buscar punição aos responsáveis pelo ato.
Foto: gE / Reprodução
O torcedor imitou um macaco na direção do jogador, que se revoltou, deixou o campo chorando e desabafou em entrevista depois da partida, quando foi questionado por um repórter sobre como foi o jogo. Ele também sofreu uma cusparada enquanto se dirigia ao banco de reservas.
– Não, não. É sério isso? Vocês não vão me perguntar sobre o ato de racismo que ocorreu hoje comigo? É sério? Até quando vamos passar por isso? Me fala, até quando? O que fizeram comigo é crime, não vai perguntar sobre isso?
Foto: gE / Reprodução
– Vai me perguntar sobre o jogo? A Conmebol vai fazer o que sobre isso? Ou a CBF, sei lá. Você não ia perguntar sobre isso né? Não ia. É um crime o que ocorreu hoje. Isso aqui é formação, estamos aqui para aprender – disse Luighi.
Jordana Araújo, comentarista do sportv e que participava da transmissão do jogo, emocionou-se com Luighi e também fez um forte desabafo.
– Não adianta fazer placas, anúncios, tem que fazer valer as ideias. E como você faz isso? Com atitudes, estudando o que causa esse tipo de crime. Em geral, as torcidas sul-americanas usam o racismo como provocação, a Conmebol precisa fazer com que entendam que isso não é, é crime.
– O racismo é um ato que mata vidas de pessoas pretas, quantas pessoas morrem só pela cor? Quantas pessoas não tem acesso, do básico ao mais complexo, somente pela cor negra. Essa campanha tem que ser mais incisiva, pessoas tem que tomar atitudes, para que eu não tenha que terminar a transmissão com a voz embargada e muito emocionada por mais um caso de racismo – disse Jordana.
Fonte: gE
Contra alta de alimentos, governo adota medidas e zera tarifa de 10 produtos
Alckmin anunciou redução de alíquota de imposto de importação de gêneros alimentícios, entre outras ações. Para especialistas, queda dos preços já é esperada com colheita de safra maior
Foto: Guito Moreto
O que aconteceu
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) anunciou dez produtos que terão alíquota zerada para importação por tempo indeterminado. “Não há necessidade na portaria de ter o prazo. O objetivo é redução de preço de alimentos para a população, será o prazo necessário”, afirmou o vice-presidente em coletiva. São eles:
- Carne (hoje, é 10,8%)
- Café (9%)
- Açúcar (14%)
- Milho (7,2%)
- Óleo de girassol (9%)
- Azeite de oliva (9%)
- Sardinha (32%)
- Biscoitos (16%)
- Massas alimentícias: (14,4%)
- Óleo de palma: aumentar limite de importação de 65 mil para 150 mil toneladas
Foto: Pexels
As seis medidas foram anunciadas por Alckmin ao lado de ministros e empresários. As propostas envolvem o estímulo para produção de alimentos da cesta básica pelo Plano Safra e um “programa de publicidade de preços”. São elas:
- Zerar a alíquota de importação de dez produtos;
- Aceleração de municípios com Sisbi (Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal), que inspeciona abate de animais, de 1.500 para 3.000 cidades no país;
- Estímulo e prioridade para alimentos no financiamento via Plano Safra;
- Negociar com governadores para isenção do ICMS de produtos da cesta básica, que já são zerados nacionalmente;
- Fortalecer e acabar com os estoques reguladores;
- Lançar um programa de publicidade dos melhores preços.
As medidas têm mais ou menos eficácia direta. A mudança nas alíquotas, por exemplo, deve ocorrer “em alguns dias” sem tempo determinado de vigência, e o Plano Safra só começa a valer em junho. Já a mudança de imposto estadual depende do diálogo do governo com os estados, e o programa de publicidade para indicar onde há os melhores preços não foi esmiuçado.
Alckmin disse que ainda não se sabe o impacto da renúncia fiscal. Segundo a Fazenda, os ministérios deverão soltar notas técnicas nos próximos dias explicando o impacto de cada um, mas o vice-presidente afirmou que em parte dos produtos a importação é pequena “exatamente porque o produto tinha uma alíquota mais alta”.
Segundo o vice-presidente, a medida não vai impactar a produção nacional. “A mudança tem um grande reflexo nos ovos, no custo dos ovos e da proteína animal, das carnes. Nós estamos num momento onde você reduzir o imposto de importação ajuda a reduzir preço. Não está substituindo, está complementando.”
O assunto foi debatido durante todo o dia. Primeiro, o ministro Carlos Fávaro, da Agricultura, se reuniu com Alckmin e os ministros da Casa Civil, Rui Costa, e do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira. Depois, levaram as propostas a Lula.
Lula ainda deveria participar de uma reunião com empresários e representantes do setor, mas desistiu. A Secom (Secretaria de Comunicação) não informou o assunto, mas seguiu no Palácio do Planalto durante o encontro.
Foto: Domingos Peixoto / Agência O Globo
Soluções para ‘ontem’
Comida está entre os principais vilões da inflação atualmente. Dados do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) apontam que alimentos e bebidas subiram 5,4% nos últimos cinco meses, alta acumulada que supera a inflação de todo o ano de 2024 (4,83%).
A redução de preços é considerada “prioridade zero” do governo. O Planalto vê a alta dos preços como o principal fator para as sucessivas quedas de popularidade de Lula —pesquisas mostram que 8 a cada 10 brasileiros já sentem esta pressão— e avalia que o quadro só será revertido com diminuição do peso do bolso.
Lula tem pressionado ministros por soluções para “ontem”. Só em janeiro, houve variação de 1,07% dos produtos consumidos no domicílio, puxada pelos preços da cenoura (36,14%), do tomate (20,27%), e do café moído (8,56%).
O desafio do governo é diminuir o preço tentando alinhar expectativa da indústria, do mercado e dos pequenos produtores. Fávaro não adiantou nenhuma medida, mas havia prometido que Lula baterá o martelo”.
Fonte: uol











