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:: ‘Mundo’

China registra primeiro caso de gripe aviária H10N3 em humano

A China registrou o primeiro caso da gripe aviária H10N3 em um humano. O paciente é um homem de 41 anos da província de Jiangsu, no leste do país. A informação foi confirmada nesta terça-feira pela Comissão Nacional de Saúde do país (NHC, na sigla em inglês), que caracteriza o caso como “acidental”.

 

China registra primeiro caso de gripe aviária H10N3 em humano. Na foto, trabalhadores vacinando aves (14-04-2013) Foto: Jianan Yu / REUTERS

 

De acordo com o órgão, o homem foi hospitalizado em 28 de abril após desenvolver febre e outros sintomas de gripe e foi diagnosticado com o vírus H10N3 em 28 de maio. Não foram compartilhados detalhes de como ocorreu a infecção, mas ele está recuperado e deixará o hospital em breve.

Após o diagnóstico, pessoas que tiveram contato com o homem foram analisadas, mas nenhum outro caso foi encontrado. O H10N3 é uma cepa do vírus com baixa capacidade de causar uma doença em um hospedeiro e é menos severa em aves domésticas. Por isso, o risco de se espalhar em grande escala também é muito baixo, de acordo com a NHC.

Procurado pela agências de notícias Reuters, Filip Claes, coordenador do laboratório regional da Organização para Alimentos e Agricultura na Ásia e no Pacífico, afirmou que esse “não e um vírus muito comum”. Ele acrescentou que dados de 2018 apontam que apenas 160 casos isolados foram relatados nos últimos 40 anos, principalmente em aves selvagens ou aquáticas na Ásia e em alguns locais da América do Norte. Nenhum caso foi detectado em galinhas até agora.

Muitas cepas diferentes de gripe aviária estão presentes na China e algumas infectam pessoas esporadicamente, geralmente aquelas que trabalham com esse tipo de animal. Não houve um número significativo de infecções humanas com a doença desde que a cepa H7N9 matou cerca de 300 pessoas entre os anos de 2016 e 2017.

 

Fonte: O Globo – Sociedade

A FÉ INABALÁVEL

“Independentemente do que pensem ou falem, eu não vou desistir, não vou duvidar! Sei que vocês não acreditam, mas eu creio que o Deus a quem eu sirvo mais uma vez trará o livramento para mim e minha família”.

 

Este é um trecho do testemunho compartilhado conosco na última visita que fizemos à irmã Mô. Ela é uma querida amiga que fizemos há alguns anos, e pertence a uma minoria étnica em que mais de 95% das pessoas nunca ouviu falar do Filho de Deus. Pela graça dEle, enquanto trabalhava numa cidade grande, a Palavra chegou e fez morada em seu coração. Até hoje a irmã Mô segue firme na caminhada com o Pai!

Voltando ao testemunho da Mô, ela contou que, recentemente, sua família estava numa situação muito difícil. Eles trabalham na lavoura e um dos produtos que eles cultivam é o arroz. Por algum motivo, que eles também não sabem ao certo, um fiscal decidiu aplicar uma multa muito alta por entender que o produto não estava de acordo com as regulamentações. No entanto, ao que parece, ele tomou a decisão de forma unilateral e equivocada, deixando a família numa situação muito complicada, pois eles não teriam como pagar.

Dentre muitas idas e vindas, tentativas de solucionar o problema e espera, as pessoas da família começaram a ficar impacientes com a irmã Mô, pois ela afirmava que Deus ajudaria a solucionar tudo. Alguns parentes a ofenderam, outros a culparam dizendo que esse problema era porque ela seguia esse Deus estranho, e disseram que ela deveria largar essa fé e voltar a cultuar os ancestrais e espíritos. A resposta dela, fazemos questão de repetir: “Independentemente do que vocês pensem ou falem, eu não vou desistir, eu não vou duvidar. Sei que vocês não acreditam, mas eu creio que o Deus a quem eu sirvo mais uma vez trará o livramento para mim e minha família”. E assim foi! A multa não só foi retirada como eles conseguiram vender o produto.

Fizemos questão de perguntar a ela se o problema estava 100% resolvido, e nos respondeu: “Graças a Deus, tudo resolvido!”. E não só isso: mesmo que a situação fosse resolvida ou não, com multa ou sem multa, com prejuízo financeiro ou com bonança, a fé dela não mudaria e seguiria com Aquele que mudou a sua vida.

Ouvir um testemunho assim já nos emocionaria e encheria de fé e ânimo, mas ouvir isso de uma irmã que enfrenta lutas e perseguições diárias por conta da sua fé, e pertence a um povo quase que totalmente não-alcançado, é muito mais encorajador e motivador. Louvado seja Ele!

Que neste ano sejamos duplamente encorajados pela fé da irmã Mô. Que tenhamos essa mesma convicção de que não importa a escuridão da noite, não importa quão densas sejam as nuvens acima de nós, o dia virá e acima das nuvens o sol, o nosso Deus, segue a brilhar e nos iluminar sempre.

Continue orando pelo nosso trabalho aqui no Leste da Ásia. Que o Pai abra portas para anunciarmos da tua Palavra a mais povos, como o da irmã Mô. E que Ele proteja seus filhos das perseguições e crueldade dos homens.

Ael Oliveira

Missionário no Leste da Ásia

Morre o príncipe Philip, militar que se adaptou ao papel de coadjuvante da rainha da Inglaterra

 

Príncipe Philip, marido da rainha Elizabeth II, durante evento em 22 de julho de 2020 Foto: ADRIAN DENNIS / AFP /22-7-2020
Príncipe Philip, marido da rainha Elizabeth II, durante evento em 22 de julho de 2020 Foto: ADRIAN DENNIS / AFP /22-7-2020
Philip, que morreu nesta sexta-feira aos 99 anos, costumava ser discreto sobre o que pensava dessas atribuições. Embora tenha dito que, se pudesse escolher a qual profissão se dedicar, “preferiria ter continuado na Marinha, francamente”, afirmou também, na mesma entrevista ao Independent em 1992, que “tentou tirar o melhor” da vida como coadjuvante no casamento de 74 anos.

Sua morte foi anunciada por volta de meio-dia, horário de Londres (8h no Brasil), em um comunicado emitido pelo Palácio de Buckingham: “É com muito pesar que Sua Majestade, a rainha Elizabeth II, anuncia a morte de seu querido marido, Sua Alteza Real, o príncipe Philip, duque de Edinburgo”, disse o palácio em um comunicado. “[Philip] morreu tranquilamente nesta manhã no Palácio de Windsor. Anúncios subsequentes serão feitos em seu devido tempo. A família real se une ao povo ao redor do mundo no luto por sua perda.

A morte de Philip não altera a linha de sucessão ao trono britânico, encabeçada pelo seu filho mais velho com a rainha, o príncipe Charles, de 72 anos, seguido do filho mais velho de Charles com a princesa Diana, o príncipe William, de 38. A saúde do duque de Edinburgo estava em declínio havia dois anos, quando ele teve que parar de dirigir depois de um acidente sem gravidade. Em março deste ano, ele foi operado do coração.

Philip e Elizabeth, de 94 anos, estavam casados desde 1947, cinco anos antes de ela ser alçada ao trono, com a morte do pai, o rei George VI. Tempo para se acostumar a ela não lhe faltou: desde então o duque de Edinburgo tornou-se o mais longevo consorte e o homem mais velho da História da monarquia britânica.

Conhecido pelo estilo varonil, que incluía declarações sarcásticas e atividades atléticas — e, às vezes, fazia com que se parecesse com uma caricatura grosseira —, o príncipe nasceu, ele mesmo, em berço real. Seu pai era o príncipe André da Grécia e da Dinamarca, que lhe legou a dupla filiação nobiliárquica, e sua mãe, Alice de Batemberga, família aristocrática alemã que morava principalmente no Reino Unido.

A ascendência nobre não o poupou de uma infância mal-aventurada. Após a Grécia ser derrotada na Guerra Grego-Turca (1919-1922), seu pai, que atuara como comandante militar, foi banido do país, e a família — que, além dos pais, incluía quatro irmãs mais velhas — precisou ir para o exílio. Após uma passagem pela França, em 1928 Philip foi mandado para um colégio interno no Reino Unido.

O jovem príncipe não teria muito mais contato com a mãe durante a infância. Nos três anos seguintes, Alice, surda de nascimento — e que, após o casamento, adotou o nome do marido, e também passou a se chamar “Princesa André da Grécia e Dinamarca” —,  foi diagnosticada com esquizofrenia e mandada para um asilo. Nessa mesma época,  as quatro irmãs casaram-se todas com alemães e se mudaram para a República de Weimar, enquanto o pai estabeleceu-se em Monte Carlo.

Philip, enquanto isso, manteve-se dedicado aos estudos, primeiro na Alemanha, e, em seguida, na Escócia. Aos 18 anos, em 1939, tornou-se cadete da Marinha britânica no Colégio Naval de Dartmouth. Após a declaração de guerra com a Alemanha, em outubro, o jovem chegou a se questionar se deveria voltar para a Grécia, onde a mãe — que mais tarde se tornaria freira — morava após ter saído do asilo, mas seu tio, o Rei Jorge II da Grécia, determinou que continuasse os estudos de guerra naval no Reino Unido.

Seria como cadete que o príncipe conheceria seu grande amor. Também em 1939, a família real visitou Dartmouth, e Philip foi encarregado de ciceronear Elizabeth, então com 13 anos, e a irmã, Margareth. O charme e a vivacidade de Philip, que, na juventude, lhe renderam casos amorosos com atrizes e socialites, cativaram também Elizabeth, e os dois começaram uma relação por cartas.

 

A mão de Elizabeth

Após a guerra — na qual participou de algumas batalhas, sem envolvimento particularmente notável, mas com algumas condecorações e méritos, como ter se tornado tenente aos 21 anos —, finalmente pediu permissão a George VI para pedir a mão de sua filha, em 1946. O rei autorizou, contanto esperasse o ano seguinte, quando a princesa já teria 21 anos. Em março de 1947, Philip abandonou os títulos grego e dinamarquês. O casamento, que foi transmitido pela televisão, aconteceu em 20 de novembro daquele ano, mesma data em que foi nomeado Duque de Edimburgo.

Segundo Philip, no começo, sua esperança era conciliar a carreira promissora na Marinha com as atividades ao lado da mulher. Entre 1949 e 1951, esteve destacado em Malta, onde Elizabeth o acompanhou. Segundo biógrafos da rainha, seriam os anos em que o casal seria mais feliz. A morte prematura de George, em 1952, que levou ao coroamento da mulher aos 27 anos, selou o destino de Philip como príncipe-consorte.

— Eu pensava que poderia ter uma carreira na Marinha, mas se tornou óbvio que não havia esperança — afirmou, segundo o tabloide Express. — Não havia escolha. Só aconteceu. Você precisa fazer compromissos, assim é a vida.

O desligamento da vida militar seria compensado com atividades ao ar livre e esportes, como a corrida de charretes, modalidade que ajudou a aprimorar. Ao longo da vida, Philip também praticou diversos outras atividades comuns à mais restrita elite britânica, como vela e polo, além de ter aprendido a pilotar aviões. Mais polêmico era o gosto por caçadas, a javalis, patos, bisões e, no mínimo, um tigre, morto na Índia em uma viagem de 1961.

O clichê masculino e aristocrático também era perceptível em suas declarações e piadas, frequentemente recebidas como politicamente incorretas ou gafes. Para um estudante que voltava da Papua Nova Guiné, perguntou “como ele tinha escapado de ser comido”; ao presidente da Nigéria, que usava uma roupa tradicional, disse que parecia vestir um pijama; durante a recessão de 1981 no Reino Unido, perguntou por que, “se todos queriam mais lazer”, agora reclamavam do desemprego. Estas afirmações, em sua própria avaliação, ajudaram a consolidar uma imagem de “um velho cafajeste”.

Apesar disso, ajudou mais de 800 organizações de caridade, principalmente nas áreas da educação, indústria, esporte e meio ambiente. Neste último tópico, manteve uma atuação viva, e foi o primeiro presidente do World Wildlife Fund (WWF).

Philip e Elizabeth tiveram quatro filhos, o príncipe Charles, a princesa Anne, o príncipe Andrew e o príncipe Edward, nascidos entre 1948 e 1964. O Duque de Edimburgo incomodava-se de não poder batizar as crianças com o próprio sobrenome, pois Elizabeth queria manter o nome da Casa Real de Windsor. A divergência foi resolvida com um acordo em 1960, quando o casal decidiu que, embora a casa fosse continuar a se chamar Windsor, os descendentes carregariam também o sobrenome Mountbatten, versão inglesa do Batemberga de sua família materna que omitia o vínculo com a Alemanha.

A aposentadoria dos deveres reais aconteceu em agosto de 2017, aos 96 anos. Philip cumpriu neste período 22.219 compromissos oficiais, e, em 20 de novembro daquele ano, completou o 70º aniversário de casamento com a rainha, que foi a primeira monarca britânica a comemorar um aniversário de casamento de platina.

Em 2011, em seu aniversário de 90 anos, Philip disse, em um especial da BBC, que aprendeu a cumprir o seu papel de consorte real “por tentativa e erro”.

— Não havia nenhum precedente — ele disse. — Se eu perguntasse a alguém “o que você espera de mim”, todos me olhavam sem dizer nada. Eles não faziam ideia, ninguém tinha muita ideia.

A causa da morte de Philip não foi revelada pela Coroa britânica, mas o príncipe permaneceu internado por um mês internado, tendo alta no último dia 16, a princípio por uma infecção e depois por uma cirurgia cardíaca.

 

 

 

A EFICÁCIA DA CORONAVAC EXPLICADA EM GRÁFICOS

Divulgada em etapas, a eficácia da vacina da Sinovac contra o coronavírus despertou muitas dúvidas, particularmente a eficácia geral de 50,38% tornada pública na terça-feira (12/01).

A partir dos dados da fase 3 dos estudos do Instituto Butantan e com orientação de médicos, a BBC News Brasil destrinchou os dados em um gráfico, para explicar o que cada porcentagem significa na vida de quem se imunizar.

 

 

Na prática, quem não tomar a vacina terá o dobro de chances de desenvolver a covid-19 caso pegue o vírus, explica à BBC News Brasil o médico Marcio Sommer Bittencourt, do Hospital Universitário da USP.

Não vacinados que adoeçam também terão cinco vezes mais chance de precisar de atendimento médico. “E não temos certeza ainda, mas tudo leva a crer que a diminuição nos casos graves e mortes deve ser nessa mesma proporção”, explica Bittencourt.

Outras vacinas em desenvolvimento no mundo também já apresentaram seus dados de eficácia geral.

 

 

Para alguns especialistas, embora a Coronavac não tenha eficácia geral tão alta quanto outras, como a da Moderna ou Pfizer-BioNTech, ela tem como vantagem o fato de ser mais acessível do que os imunizantes estrangeiros que estão sendo disputados acirradamente por muitos países.

Segundo o Butantan, já estão prontas 10,8 milhões de doses da vacina em solo brasileiro. “No final de março, a carga total de imunizantes disponibilizados pelo instituto é estimada em 46 milhões de doses”, diz o órgão.

Para Bittencourt, essa acessibilidade é um ponto-chave.

“A conta simplificada é: quantas pessoas estão protegidas e quanto protejo toda a população. Se vacinar 1 milhão com uma vacina que reduz 95% (a chance de covid-19), o máximo que você protegeu foram 950 mil pessoas. Se vacinar 200 milhões com uma vacina que reduz 50% você protege até 100 milhões de pessoas. Comparado com esperar um ano para ter, por exemplo, a vacina da Pfizer, a melhor alternativa que temos é essa (CoronaVac)”, diz.

Analisando a oferta de imunizantes disponíveis no calendário brasileiro de imunização – e levando-se em conta apenas vacinas aplicadas também em adultos, mesmo público-alvo das vacinas contra o coronavírus -, nota-se que existe uma grande variação na taxa de eficácia.

 

Um fator importante é que, para qualquer vacina ter eficácia, é necessário que uma grande quantidade da população seja imunizada, fazendo com que o agente infeccioso deixe de circular. É a chamada imunidade de rebanho.

 

Fim de ano e distanciamento social agravam depressão em idosos, diz psiquiatra

No grupo de risco da pandemia da Covid-19, a população idosa pode sentir sintomas de depressão se agravarem no fim do ano.

Por recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde) e de médicos infectologistas, os idosos devem reforçar o isolamento social para evitar a contaminação pelo novo coronavírus. Afinal, pessoas com mais de 60 anos e com comorbidades tendem a sofrer os efeitos mais graves da doença.

“O problema é que o idoso também é do grupo de risco de saúde mental”, diz Leandro Valiengo, psiquiatra do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo).

Mesmo fora do contexto da pandemia, essa população já enfrenta doenças causadas pelo envelhecimento, perda de parceiros e de amigos de longa data, além de lidar com questões psicológicas que envolvem a própria finitude.

Nos últimos meses, inseridas no isolamento social provocado pela pandemia, essas preocupações se tornaram mais urgentes.

“Os idosos estão enfrentando uma diminuição da interação social, que geralmente é maior nessa época do ano. Isso acaba agravando os sintomas de depressão e de ansiedade”, observa Valiengo.

O psiquiatra explica que a depressão no idoso costuma ser mais grave do que no resto da população. “São depressões mais crônicas, que duram mais tempo.”

Valiengo é coordenador de uma pesquisa que utiliza a estimulação magnética transcraniana (EMTr) para tratar depressão em idosos. É uma técnica não invasiva que utiliza campos magnéticos para estimular pequenas regiões do cérebro por indução eletromagnética.

“A estimulação magnética transcraniana pode ser uma boa alternativa de tratamento para quem não sente melhora mesmo com o uso de medicamentos”, explica Valiengo.

A depressão em idosos pode se manifestar de diversas formas que vão além dos sintomas típicos da doença, como a tristeza profunda e o desânimo. A falta de memória, por exemplo, é um indício que pode ser confundido com demência e dificultar o diagnóstico da doença.

Para minimizar os efeitos que a solidão pode provocar nesse período, especialmente para aqueles que estão distantes da família e dos amigos, Valiengo indica encontros virtuais, por meio de aplicativos, ou ligações telefônicas.

O médico, no entanto, ressalta que sintomas depressivos contínuos devem ser avaliados por profissionais da saúde mental, como psiquiatras e psicólogos.

 

CIDADE CHINESA DIZ TER ENCONTRADO CORONAVÍRUS EM EMBALAGENS DE CARNE BOVINA BRASILEIRA

A cidade chinesa de Wuhan comunicou nesta sexta-feira (13) que detectou o novo coronavírus em embalagens de um lote de carne bovina de um carregamento de agosto da empresa Marfrig, informou a agência de notícias Reuters.

A Comissão Municipal de Saúde de Wuhan disse que encontrou 3 amostras positivas na parte externa de embalagens de carne bovina congelada e desossada do Brasil. O código de registro do exportador de embarque de carne bovina indicou que o produto veio da unidade de Várzea Grande (MT), da Marfrig Global Foods.

Essa unidade teve as exportações suspensas para a China do fim de junho até o dia 23 de outubro, quando o país voltou a autorizar produtos vindos do frigorífico matogrossense.

A carne bovina entrou no país no porto de Qingdao em 7 de agosto e chegou a Wuhan em 17 de agosto, onde permaneceu em um frigorífico até recentemente.

Como a exportação de carne ocorre por navios, as mercadorias podem demorar meses para chegar ao destino, isso pode explicar a entrada do produto durante o período o embargo, ou seja, a carne pode ter sido comprada pelos chineses antes da suspensão.

Marfrig informou à Reuters que não vai comentar o assunto. O Ministério da Agricultura disse que não foi notificado pelas autoridades sanitárias da China.

Não é a primeira vez que as autoridades chinesas encontram a presença do novo coronavírus em embalagens de produtos brasileiros.

No início de outubro, o governo chinês detectou o novo coronavírus em uma carga de carne bovina da Minerva Foods, suspendendo a empresa por uma semana. O embargo já acabou e o frigorífico pode voltar a exportar normalmente.

Recentemente, também houve problemas em cargas de carne de frango e pescados (relembre mais abaixo).

As autoridades chinesas também encontraram o coronavírus na embalagem da carne bovina argentina esta semana, e outra amostra de carne bovina importada foi considerada positiva em Shandong, disse a província na sexta-feira.

A China é o maior compradora mundial de carne bovina e o Brasil e a Argentina são seus maiores fornecedores. O novo coronavírus apareceu pela primeira vez em Wuhan no ano passado e se espalhou pelo mundo.

Testes em funcionários

Mais de 100 funcionários na instalação de Wuhan foram submetidos a testes, disse a comissão, e 200 amostras ambientais foram coletadas.

Depois de tomar medidas drásticas para controlar a propagação do vírus na população este ano, a China começou no final de junho a testar também alimentos importados.

Em setembro, encontrou apenas 22 amostras positivas de quase 3 milhões, mas com a descoberta de alguns trabalhadores portuários infectados com o vírus, a comissão intensificou os testes e a desinfecção das importações de alimentos nesta semana.

Carne de frango

A China já afirmou ter detectado coronavírus em outras embalagens de produtos brasileiros. No dia 13 de agosto, a prefeitura de Shenzhen disse ter encontrado rastros do vírus em um controle de rotina de frango importado do Brasil. O lote pertencia à unidade da cooperativa Aurora, em Xaxim (SC).

Dias depois, em 20 de agosto, a própria cooperativa suspendeu temporariamente os embarques de carne de frango da planta de Xaxim para os chineses, até que o episódio seja totalmente esclarecido. A empresa continua com as exportações suspensas.

Na ocasião, o governo brasileiro afirmou que as autoridades sanitárias de “Shenzhen não souberam informar se os achados se referiam apenas à detecção do material genético do vírus ou ao vírus ativo, nem foram capazes de dar mais informações sobre o suposto achado”.

Suspensão de frutos do mar

No fim de setembro, a China também suspendeu por uma semana as importações de pescados e frutos do mar da empresa brasileira Monteiro Indústria de Pescados Ltda. O prazo de embargo terminou no dia 3 de outubro.

Neste caso, o motivo apontado pelo governo chinês foi a presença do coronavírus na embalagem de uma das cagas recebidas no país.

“Foram coletadas, de forma aleatória, 19 amostras de pescados, mas em apenas uma delas, especificamente na embalagem primária, foi detectado o vírus. Não houve, no entanto, a liberação de laudo laboratorial pelas autoridades chinesas”, disse o Ministério da Agricultura do Brasil à época.

A Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca), cujos integrantes têm na China um mercado crescente que responde por até 30% dos embarques nacionais, avaliou o caso como algo isolado, e que ainda carece de confirmação.

COCA-COLA DEIXARÁ DE FABRICAR 200 MARCAS DE REFRIGERANTE

Coca-Cola vai deixar de fabricar 200 marcas de refrigerantes, o equivalente à metade de seu portfólio. Segundo a CNN, a companhia americana já havia anunciado que não produziria mais bebidas como Tab, Zico e Odwalla, mas na quinta-feira informou que isso se estenderá a duas centenas delas.

 

De acordo com o site, com a redução, a Coca-Cola pretende se concentrar nos produtos mais lucrativos – como a Coca-Cola Zero açúcar – bem como marcas que se encaixam em novas categorias, com o AHA, um seltzer com cafeína que a empresa lançou no ano passado.

Segundo a CNN, a Coca-Cola passou por momentos difíceis durante a pandemia por causa do fechamento de lanchonetes e restaurantes. No terceiro trimestre, a receita líquida caiu 9%, para US$ 8,7 bilhões.

No Brasil, ainda não há previsão de cortes. Procurada pelo GLOBO, a Coca-Cola disse em comunicado que “não há definições por enquanto no Brasil sobre mudanças no portfólio. Inovação é uma prioridade da empresa e do negócio, e um dos fatores que nos possibilitaram atravessar nesses últimos meses a crise provocada pela pandemia”.

Segundo a empresa no Brasil, “um aprendizado dessa crise é o de que devemos concentrar esforços nas marcas maiores e mais fortes, e ser mais assertivos no desenvolvimento de novas bebidas. Para isso, precisamos continuar inovando e nos transformando”.

O CEO global da empresa, James Quincey, não deu nomes específicos dos refrigerantes que serão cortados, mas disse que a categoria “hidratação”, deve ter mais cortes (são marcas como Dasani, Powerade, Vitamin Water). As vendas de água e bebidas esportivas despencaram 11% no terceiro trimestre.

PAPA FRANCISCO DEFENDE UNIÃO CIVIL ENTRE HOMOSSEXUAIS

O Papa Francisco afirmou, em um filme que entra em cartaz nesta quarta-feira (21) na Itália, que os homossexuais precisam ser protegidos por leis de união civil. Foi a forma mais clara que Francisco já usou para falar de direitos dos LGBTIs.

“As pessoas homossexuais têm direito de estar em uma família. Elas são filhas de Deus e têm direito a uma família. Ninguém deverá ser descartado ou ser infeliz por isso”, diz ele no documentário “Francesco”.

“O que precisamos criar é uma lei de união civil. Dessa forma eles são legalmente contemplados. Eu defendi isso”, ele afirmou.

A fala do papa surge na metade do filme. Ele discorre sobre temas com os quais se importa, como o ambiente, pobreza, migração, desigualdade racial e de renda e pessoas mais afetadas por discriminação.

União civil, e não casamento

O Papa Francisco já demonstrou ter interesse em dialogar com católicos LGBTIs, mas geralmente suas mensagens são a respeito de acolher esses fiéis.

Ele já deu sinais velados que poderiam ser interpretados como uma opinião favorável à união civil.

Quando Cristina Kirchner era a presidente da Argentina, o país legalizou o casamento gay. Na época, ele ainda não era o papa, mas, sim, o cardeal Jorge Mario Bergoglio.

Segundo um texto de 2014 da agência “Religion News Service” (RNS), Bergoglio chegou a dizer que estava aberto a aceitar a união civil como uma alternativa ao casamento entre pessoas do mesmo gênero.

Filipe Domingues, vaticanista com doutorado pela Universidade Gregoriana de Roma, explica que quando ainda era cardeal, Bergoglio era a favor da união civil de pessoas do mesmo sexo: “Ele é contra o ‘casamento gay’ mas concorda que pessoas em união estável têm direitos. Isso não é novo. Mas declarou isso em documentário, como Francisco, pela primeira vez”.

Domingues ainda aponta que o papa foi mais explícito agora ao falar de “ser parte de uma família”. “Isso é importante”, destaca.

Em 2014, o Papa Francisco deu entrevista ao jornal “Corriere della Sera” na qual disse que a Igreja ensina que casamento é entre um homem e uma mulher. Segundo a agência RNS, ele disse que entende que governos queiram adotar a união civil para casais gays por razões econômicas.

Segundo o “Corriere della Sera”, o papa disse que “é preciso considerar casos diferentes e avaliar cada caso em particular”.

O Vaticano então clarificou que Francisco falava de forma genérica e que as pessoas não deveriam interpretar as palavras do papa além do que elas dizem, segundo a RNS.

Estreia do documentário

O filme foi exibido no Festival de Roma nesta quarta-feira. No domingo (25), ele deverá passar nos EUA pela primeira vez durante o Savannah Film Festival.

O diretor Evgeny Afineevsky acabou as gravações em junho de 2020. O filme fala de temas como a pandemia, racismo e abuso sexual. Há temas geopolíticos também, como a guerra na Síria e na Ucrânia.

Segundo o jornal argentino “La Nación”, o filme mostra um italiano gay que vive em Roma. Ele tem três filhos, e relata que uma vez escreveu ao papa e pediu para enviar suas crianças à paróquia, mas que tinha receio de que as crianças fossem discriminadas.

O homem afirma que o Papa Francisco o incentivou a mandar os filhos à Igreja e nunca disse qual era a opinião dele sobre a família formada por pais gays e que, apesar de a doutrina não ter se alterado, a maneira de lidar com o tema mudou radicalmente.

CANADÁ ABRE 200 VAGAS PARA BRASILEIROS. SALÁRIO ANUAL MÉDIO CHEGA A R$403 mi

A cidade de Montreal, no Canadá, abriu 200 vagas para brasileiros interessados em mudar de país. As oportunidades são principalmente para as áreas de tecnologia, jogos e fintechs (startups do setor financeiro).

O processo seletivo está sendo conduzido pela agência Montréal Internacional, que promove uma feira virtual de empregos entre os dias 19 de outubro e 6 de novembro.

A agência busca profissionais com perfil pleno ou sênior (pelo menos três anos de experiência), fluência em inglês ou francês e “forte motivação” para morar no Canadá. As informações são da revista Exame.

Segundo a agência, os profissionais de tecnologia que trabalham em Montreal – considerado um “hub” de inovação global – ganham salários de R$ 403 mil anuais em média.

As oportunidades são para: desenvolvedor backend (.Net / Java), desenvolvedor PHP, fullstack ou frontend (Javascript), desenvolvedor ou analista SAP, programador gaming (C / C# / Gameplay), artista gaming, QA, desenvolvedor ou analista BI, scrum master, dados (desenvolvedor/cientista/administrador/analista), DevOps, arquiteto e especialista em segurança cibernética.

ATAQUE HACKER ATRASA TESTES CLÍNICOS DE TRATAMENTOSE VACINAS PARA A COVID-19

NOVA YORK – Um ataque hacker contra a eResearchTechnology provocou atrasos em testes clínicos de medicamentos, incluindo tratamentos e vacinas para a Covid-19, informou o New York Times.

A empresa, com sede na Filadélfia, fornece softwares usados por farmacêuticas na elaboração dos testes clínicos. Há duas semanas, ela foi vítima de um ataque ransomware, malware que usa criptografia para “sequestrar” sistemas, que só são liberados após pagamento de resgate.

A eResearch Technology não informou quantos testes clínicos foram afetados, mas seu software é usado por farmacêuticas na Europa, na Ásia e na América do Norte. Em seu site, a empresa informa que seus produtos foram usados em três quartos dos medicamentos aprovados pela Food and Drug Administration no ano passado.

O vice-presidente de Marketing da empresa, Drew Bustos, confirmou que os sistemas da companhia foram bloqueados no dia 20 de setembro. Como precaução, os sistemas foram desligados e o FBI foi notificado.

—Ninguém se sente bem com uma experiência como essa, mas ela foi contida — afirmou Bustos, acrescentando que os sistemas começaram a ser religados na última sexta-feira.

Entre os clientes afetados pelo ataque estão a IQVIA, que participa dos testes clínicos da AstraZeneca por uma vacina para a Covid-19, e a Bristol Myers Squibb, que lidera um consórcio que desenvolve um teste rápido para a detecção do coronavírus.



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