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:: ‘Economia’

Bahia pode perder 50 toneladas de manga com ameaça de tarifaço dos EUA

Setor de produção vê inviabilidade de direcionamento da carga para o comércio interno. Saiba se tarifaço altera o preço da fruta.

Fruticultores do São Francisco estão preparados para exportar 2.500 contêineres de manga a partir de agostoFoto: Heckel Junior (Seagri)

Com a iminente aplicação da tarifa de 50% dos Estados Unidos sobre os produtos brasileiros a partir do dia 1º de agosto, a Bahia pode perder até 50 toneladas de manga produzidas no Vale São Francisco. O prejuízo pode ser ainda maior, uma vez que 60% da produção da fruta em todo o estado é escoada para o país norte-americano – que é o segundo maior comprador do estado –, de acordo com Humberto Miranda, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).

“A colheita começa em setembro. Estamos falando de um produto altamente perecível e não há tempo hábil para encontrar mercados alternativos. [..] Se essa loucura continuar, outros mercados serão abertos, mas a fruticultura é emblemática e urgente para evitar desemprego e insegurança na atividade”, frisa.

A perda de parte da produção de manga pode ocorrer por desafios logísticos e de mercado. O principal consumidor da fruta cultivada na Bahia é a União Europeia, principalmente a Holanda, que é a porta de entrada do produto em outros países do Velho Continente, como Alemanha e França. Os Estados Unidos, que vêm em segundo lugar, compra em altas quantidades em janelas de exportação – daí o empenho logístico de alto porte.

Na região do Vale São Francisco, onde a produção baiana de manga é liderada por Juazeiro e Casanova, se estendendo até Pernambuco, 20% do que é exportado nos 50 mil hectares de terra vai para os Estados Unidos. Isso equivale a 50 mil toneladas da fruta em uma janela de exportação – que dura, aproximadamente, quatro meses, sendo que a atual iniciou no final de julho e vai até meados de novembro.

Em 2024, a exportação foi menor, com 36 mil toneladas sendo enviadas para os norte-americanos. Neste segundo semestre, havia a expectativa de restabelecimento da média, com a saída de 48 mil a 50 mil toneladas do Vale São Francisco, mas elas estão sendo frustradas com a falta de acordo entre os governos brasileiro e americano.

Manga baiana combina técnicas paraFoto: Alex Dantas/Correio 24 horas

A manga vai ficar mais barata para os baianos?

Nesse contexto, conforme afirma Tássio Lustosa, diretor-geral da Associação de Produtores e Exportadores de Hortigranjeiros e Derivados do Vale São Francisco (Valexport), defende que não há como redirecionar o produto para o mercado interno e afirma que os produtores devem manter o preço.

“Com o tarifaço, não temos para onde redirecionar, porque só exportamos 20% do que é produzido e os outros 80% ficam no mercado interno. Essa quantidade de 50 mil toneladas de manga não pode ser redirecionada para o mercado interno, porque isso vai reduzir o preço da comercialização da manga e inviabilizar a comercialização da fruta. Sem conseguir vender, não conseguimos pagar nem a colheita, o que é preocupante”, diz.

A tendência é que a próxima carga da fruta embarque para os Estados Unidos no dia 2 de agosto, saindo de Salvador, Fortaleza e Natal. Se não houver reversão da tarifa de 50%, já há uma articulação dos produtores para que apenas 30% das mangas produzidas no Vale São Francisco sejam encaminhadas para a população estadunidense. Ou seja, o tarifaço pode gerar queda de 70% no volume de exportação da região e prejuízo de U$ 32 milhões (R$ 179 milhões).

“É um prejuízo imenso e, diga-se de passagem, um prejuízo direto. Quando esse impacto é mensurado, é calculado o que vai deixar de ser pago e uma dessas coisas é a mão de obra. Se não há venda, não há como manter a mão de obra, então demissão é a primeira coisa que acontece. São 7 mil pessoas que trabalham nos 51 mil hectares de terra cultivada que podem ser afetadas só nessa região. Será um caos se essa tarifa seguir”, declara Tássio Lustosa.

Arthur Cruz, coordenador de Conjuntura Econômica da Superintendência de Estudos Econômicos da Bahia (SEI), discorda. Para ele, o setor não deve ter outra alternativa a não ser baratear o preço da manga. “Não sei por que eles estão vendo essa dificuldade de vender para o mercado interno. Sim, se eles fizerem isso, eles vão vender a preços mais baixos, porque vai ter uma oferta maior do produto que eles gastaram muito para vender no padrão exigido pelos Estados Unidos, mas é a única saída. Ou eles fazem isso, ou perdem 100%”, diz.

Fonte: Correio 24 horas

Morango do amor: doce vira febre no país, gera filas em lojas e esgota rapidamente

Confeiteira comemora sucesso de vendas: ‘Nunca vi nada parecido, está sendo uma segunda Páscoa’

Um novo fenômeno conquistou o paladar e as redes sociais brasileiras: o morango do amor, releitura da tradicional maçã do amor que mistura sabor, crocância e nostalgia — e está gerando filas e lucros para confeiteiras por todo o país.

Confeiteira Millena Moreira celebra vendas do morango do amor e diz que é uma  'segunda Páscoa'Foto: Instagram / Terra

Desde o início de julho, o termo “morango do amor” despontou no Google Trends e viralizou no TikTok e Instagram, com centenas de vídeos mostrando pessoas provando o doce ou tentando fazê-lo sozinhas. A repercussão já levou confeiteiras a aumentar a produção, e os pedidos chegam se esgotam em poucos minutos após o início das vendas.

Em diversas cidades, o morango do amor tem sido vendido entre R$ 10 e R$ 25 a unidade, dependendo da região, mas, a alta demanda faz gente pagar ainda mais caro. A confeiteira Millena Moreira, de Vila Velha (ES), contou em um vídeo postado no Instagram que um cliente desembolsou R$ 50 em apenas uma unidade.

“Tinha fila com senha na minha loja, então o morango do amor não chegaria até o fim da fila. Essa pessoa ofereceu para a pessoa que estivesse na fila uma posição mais próxima cedesse o lugar para ele que ele pagaria R$ 50 pelo morango do amor”, contou.

A procura pelos doces está tão grande que a confeiteira fechou sua loja segunda e terça-feira, para focar na produção e só abrirá nesta quarta-feira, 23.

“O que está acontecendo no Brasil com esse doce, eu nunca vi nada parecido,

está sendo uma segunda Páscoa das confeiteiras.

Acho que esse produto vai ficar para a nossa história”, destacou Milena.

Foto: Internet

Por que o morango do amor faz tanto sucesso?

Apelo visual: a camada de caramelo brilhante e a cor vibrante do morango tornam o doce altamente ‘instagramável’.

Memória afetiva: é a atualização da maçã do amor em versão pequena, doce e fácil de comer – lembrando o vintage, mas com modernidade.

Textura sofisticada: morangos cobertos por brigadeiro de leite Ninho, envoltos em uma crosta crocante de caramelo vermelho brilhante formam uma combinação saborosa e gourmetizada.

Fonte: Portal Terra

MDS define novos grupos prioritários para ingresso no Programa Bolsa Família

Portaria publicada, prevê a inclusão de mais três segmentos no rol dos grupos de famílias pré-habilitadas em condições de maior vulnerabilidade social.

Foto: Roberta Aline / MDSFoto: Roberta Aline / MDS

O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) publicou, nesta quarta-feira (9.07), a Portaria nº 1.907, que prevê a inclusão de mais três segmentos no rol dos grupos de famílias pré-habilitadas em condições de maior vulnerabilidade social, e, portanto, prioritários para ingresso no Programa Bolsa Família (PBF).

Com a medida, passam a ser incluídas famílias com pessoa em situação de rua; famílias com pessoa em situação de risco social associado à violação de direitos, identificada no Prontuário SUAS; e famílias com pessoa identificada, pelo Ministério da Saúde, em situação de risco para insegurança alimentar.

As categorias se somam as já elencadas na Portaria nº 897, de julho de 2023, que abrange famílias com integrantes em situação de trabalho infantil; com integrantes libertos de situação análoga à de trabalho escravo; famílias quilombolas e indígenas; e famílias com catadores de material reciclável.

“O objetivo é aumentar o nível de proteção social, de segurança de renda e de segurança alimentar em favor de famílias que se encontram em situação de alto risco social”, explica o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias. “As inclusões são decorrentes de um olhar articulado do Programa Bolsa Família com outras políticas públicas”, completou.

Para entrada no programa, serão observados os critérios de ingresso e a consistência e atualidade dos dados cadastrais, nos termos da portaria e de normas complementares estabelecidas pelo MDS.

A portaria entrou em vigor no dia 09/07/2025, com efeitos na gestão de benefícios do Programa Bolsa Família a partir da folha de pagamento de julho de 2025.

Conheça os novos grupos prioritários do Bolsa Família | Radioagência NacionalFoto: Internet / MDS

Programa Bolsa Família

O Bolsa Família é considerado o maior programa de transferência de renda do Brasil, reconhecido internacionalmente por já ter tirado milhões de famílias da fome. O Governo Federal relançou o programa com mais proteção às famílias, com um modelo de benefício que considera o tamanho e as características familiares, aquelas com três ou mais pessoas passarão a receber mais do que uma pessoa que vive sozinha.

Além de garantir renda para as famílias em situação de pobreza, o Programa Bolsa Família busca integrar políticas públicas, fortalecendo o acesso das famílias a direitos básicos como saúde, educação e assistência social.

Bolsa Família

O Bolsa Família é o maior programa de transferência de renda do Brasil, reconhecido internacionalmente por já ter tirado milhões de famílias da fome. O Governo Federal relançou o programa com mais proteção às famílias, com um modelo de benefício que considera o tamanho e as características familiares, aquelas com três ou mais pessoas passarão a receber mais do que uma pessoa que vive sozinha.

Além de garantir renda para as famílias em situação de pobreza, o Programa Bolsa Família busca integrar políticas públicas, fortalecendo o acesso das famílias a direitos básicos como saúde, educação e assistência social. O Bolsa Família busca promover a dignidade e a cidadania das famílias também pela atuação em ações complementares por meio de articulação com outras políticas para a superação da pobreza e transformação social, tais como esporte, ciência e trabalho.

Quem tem direito?
Para ter direito ao Bolsa Família, a principal regra é que a renda de cada pessoa da família seja de, no máximo, R$ 218 por mês. Por exemplo, se apenas um integrante da família tem renda e recebe um salário mínimo (R$ 1.518), e nessa família há sete pessoas, a renda de cada um é de R$ 216,85. Como está abaixo do limite de R$ 218 por pessoa, essa família tem o direito de receber o benefício.

Como Receber?
Em primeiro lugar, é preciso estar inscrito no Cadastro Único, com os dados corretos e atualizados. Esse cadastramento é feito em postos de atendimento da assistência social dos municípios, como os CRAS. É preciso apresentar o CPF ou o título de eleitor.
Lembrando que, mesmo inscrita no Cadastro Único, a família não entra imediatamente para o Bolsa Família. Todos os meses, o programa identifica, de forma automatizada, as famílias que serão incluídas e que começarão a receber o benefício.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS)

 

BRASIL REGISTRA 148 MIL NOVOS EMPREGOS FORMAIS EM MAIO. BAHIA É DESTAQUE NA REGIÃO NORDESTE.

O Brasil registrou um saldo positivo de 148.992 vagas com carteira assinada em maio, segundo dados do Novo Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho. No acumulado do ano, já são 1,05 milhão de novos empregos formais, elevando o total no país para 48,3 milhões. O setor de serviços foi o que mais contratou, com 70.139 postos, seguido pelo comércio (23.258), indústria (21.569), agropecuária (17.348) e construção civil (16.678).

Entre os estados, São Paulo liderou com 33.313 vagas, à frente de Minas Gerais (20.287) e Rio de Janeiro (13.642). O único estado com saldo negativo foi o Rio Grande do Sul, que perdeu 115 empregos. O Acre teve o maior crescimento relativo, com alta de 1,24%.

Os dados mostram que mulheres (78.025) e jovens de 18 a 24 anos (98.003) foram os mais contratados, especialmente no comércio e na indústria. Pessoas pardas (116.476) e com nível médio de escolaridade (113.213) também tiveram destaque. O salário médio de admissão ficou em R$ 2.248,71, uma queda de 0,5% em relação a abril.

O ministro Luiz Marinho ressaltou que os baixos salários ainda são um obstáculo para a formalização de jovens e defendeu a revisão dos pisos salariais para estimular mais contratações.

BRASIL REGISTRA 148 MIL NOVOS EMPREGOS FORMAIS EM MAIOFoto: O Divergente

BAHIA ACUMULA MAIS DE 59 MIL POSTOS DE TRABALHO CRIADOS SÓ EM 2025; VEJA SETORES

A Bahia é um dos destaques da região Nordeste na geração de empregos com carteira assinada em maio. O estado fechou o mês com 12.858 novos postos formais, de acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) divulgados na última segunda-feira (30), pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

A capital, Salvador, foi o município baiano com melhor saldo em maio, com 1.836 novos postos. A cidade tem hoje um estoque de 686,3 mil empregos formais. Na sequência dos municípios com melhores desempenhos no estado aparecem Lauro de Freitas (1.051), Santa Cruz Cabrália (653), Vitória da Conquista (578), Juazeiro (466) e Barreiras (436).

No acumulado do ano, entre janeiro e maio de 2025, a Bahia acumula 59.319 novos empregos formais. Como comparação, em 2024 o estado baiano fechou o ano tendo gerado 85.589 novos postos de trabalho com carteira assinada.

Em maio, o estado apresentou desempenho positivo nos cinco grandes grupamentos de atividades econômicas avaliados. O destaque foi Serviços, que terminou o mês com saldo de 5.670 vagas. Na sequência aparecem os setores de Agropecuária (2.558), Indústria (2.061), Construção (1.593) e Comércio (976).

As novas vagas no estado baiano foram ocupadas, em sua maioria, por pessoas do sexo masculino, responsáveis pelo ingresso em 7.116 postos. Pessoas com ensino médio completo foram as principais atendidas, com 9.179 vagas na Bahia. Jovens entre 18 e 24 anos formam o grupo com maior saldo de vagas no estado: 7.018.

Fonte: O Divergente e Bahia Econômica

Paraná Pesquisas: 67% dos brasileiros não acreditam que picanha e cerveja ficarão mais acessíveis até fim do governo Lula

A maioria da população brasileira não acredita que até o fim do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será possível incluir com mais facilidade itens como picanha e cerveja nas compras do mês. É o que mostra levantamento divulgado nesta segunda-feira (30) pelo instituto Paraná Pesquisas.

Foto: Claudio Kbene/ PR

Segundo os dados, 67,1% dos entrevistados afirmaram não acreditar que a dupla — que foi símbolo de campanha de Lula em 2022 — se tornará mais acessível economicamente até o término do atual mandato presidencial. Por outro lado, 26,3% disseram confiar em uma melhora nas condições econômicas. Outros 6,6% não souberam ou preferiram não responder.

Foto: BN Notícias

Apesar da maioria ainda demonstrar pessimismo, o índice representa uma leve melhora em relação à pesquisa anterior, realizada em abril. Naquela ocasião, 68,4% dos entrevistados se mostravam descrentes quanto à melhora, enquanto 25,7% demonstravam otimismo. Os que não souberam ou não opinaram eram 5,9%.

A Paraná Pesquisas também indica que a percepção de grande parte dos brasileiros é de que o preço da picanha está mais alto no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em comparação com o período do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Conforme os dados, 50% dos entrevistados disseram que o preço está mais alto — sendo 33,2% que o consideram “muito mais alto” e 16,8% que o veem “um pouco mais alto”. Outros 21,7% avaliam que os preços permanecem iguais.

Já 17,9% afirmam que a picanha está mais barata atualmente — divididos entre 14,1% que acham “um pouco mais baixa” e 3,8% que apontam como “muito mais baixa”. O percentual de entrevistados que não souberam ou não lembram é de 10,5%.

Foto: BN Notícias

A pesquisa ouviu 2.020 pessoas entre os dias 18 e 22 de junho, em todos os estados e no Distrito Federal. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

Fonte: BN Notícias

VÍCIO EM APOSTAS ONLINE DISPARA 142% NA BAHIA; ESTADO É 4º NO RANKING

Popularização das plataformas de apostas on line e ausência de limites rigorosos impulsionam novos casos de ludopatia no Estado

VÍCIO EM APOSTAS ONLINE DISPARA 142% NA BAHIA; ESTADO É 4º NO RANKINGFoto: odivergente.blog

Dados da Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) revelam um salto de 142,86% nos atendimentos a pessoas com dependência em jogos de azar entre 2023 e 2024. Em 2023, foram registrados 7 casos, contra 17 no ano seguinte. Apenas neste ano já são 9 pacientes atendidos na Rede de Atenção Psicossocial (Raps) pelo SUS.

O problema, conhecido como ludopatia, tem sido agravado pela popularidade das apostas online (“bets”). Um estudo do DataSenado aponta a Bahia como o 4º estado com mais apostadores via aplicativos ou sites, totalizando 1,5 milhão de baianos em apenas 30 dias.

A situação alerta para adoção de medidas céleres com vistas ao combate do vício e seus impactos sociais.

Como buscar ajuda e se reestruturar financeiramente

A orientação de terapeutas e especialistas para quem enfrenta dificuldades com o vício em apostas inclui, antes de tudo, reconhecer o problema e procurar suporte adequado. Algumas ações recomendadas são:

  • Identificar o impacto financeiro do vício;
  • Reorganizar as dívidas, priorizando as de juros mais altos;
  • Reduzir gastos não essenciais;
  • Buscar fontes alternativas de renda;
  • Compartilhar o problema com familiares ou amigos de confiança;
  • Recorrer a unidades da Rede de Atenção Psicossocial (Raps) ou serviços especializados de psicoterapia.

Legislação avança, mas desafios permanecem

Com o objetivo de frear o avanço da ludopatia e tornar o setor mais transparente, foi sancionada em dezembro de 2023 a Lei nº 14.790, que regulamenta as apostas de quota fixa no Brasil. A nova legislação proíbe a participação de menores de 18 anos e de pessoas diagnosticadas com o transtorno, além de exigir que as plataformas incluam alertas sobre os riscos do jogo em suas comunicações.

As empresas também são obrigadas a promover campanhas de prevenção ao vício e mensagens de desestímulo ao jogo compulsivo. No entanto, especialistas destacam que a regulamentação, embora necessária, ainda não é suficiente.

Medidas educativas e fiscalização são urgentes

O aumento de casos de ludopatia revela a urgência por políticas públicas mais robustas. É essencial implementar:

  • Campanhas de conscientização nas escolas e nas mídias;
  • Fiscalização rigorosa sobre a publicidade das bets;
  • Fortalecimento da rede pública de apoio psicológico;
  • Incentivo à educação financeira desde a infância.

O vício em apostas, embora muitas vezes invisível, carrega impactos profundos nas vidas das pessoas e das famílias. A Bahia, ao registrar esse salto alarmante nos atendimentos, torna-se um alerta vivo para todo o país sobre os perigos de um mercado ainda em consolidação, mas que já deixa marcas irreversíveis.

Fonte: O Divergente Blog e Muita Informação

Fiz um Pix errado: e agora? Veja o que fazer para tentar recuperar o dinheiro

Fiz um Pix errado: e agora? Veja o que fazer para tentar recuperar o dinheiroFoto: portaltocanews

Com a praticidade das transferências instantâneas via Pix, também aumentaram os casos de erros ao digitar a chave, CPF ou número da conta. Mas, se você fez um Pix para a pessoa errada ou digitou o valor incorretamente, não entre em pânico: há medidas que podem ser tomadas para tentar recuperar o dinheiro.

Primeiro passo: entre em contato com quem recebeu o valor

O Banco Central orienta que, ao perceber o erro, o remetente tente entrar em contato diretamente com o recebedor, caso o número de telefone ou e-mail estejam disponíveis. Em muitos casos, a outra parte colabora e faz a devolução espontaneamente, até porque ficar com um valor transferido por engano pode ser considerado apropriação indébita, crime previsto no Código Penal.

Segundo passo: fale com o seu banco

Se o contato com o recebedor não for possível ou não houver boa vontade para devolver o valor, entre em contato com o banco ou instituição financeira imediatamente. Forneça todos os detalhes da operação: valor, data, hora, chave Pix utilizada e comprovante da transação.

Em caso de golpe ou má-fé, peça a devolução via Mecanismo Especial de Devolução (MED)

Se você foi vítima de um golpe ou fraude — como enviar dinheiro por engano para um golpista —, é possível acionar o banco e solicitar o Mecanismo Especial de Devolução (MED). O pedido será analisado, e, se for comprovada a fraude, o banco pode bloquear os valores na conta do recebedor e devolver o dinheiro à vítima. Importante: o MED só vale para transações feitas entre contas de diferentes instituições e deve ser solicitado em até 80 dias após o Pix.

Foto: portaltocanews

Quando recorrer à Justiça?

Se a pessoa que recebeu o valor se recusar a devolver e o banco não conseguir resolver, o remetente pode recorrer à Justiça. Como o Pix é registrado eletronicamente, há provas suficientes para abrir uma ação judicial de cobrança ou até por danos morais, dependendo do caso.

Como evitar esse tipo de erro no futuro?

Para evitar transtornos, siga estas recomendações:

  • Confira todos os dados antes de confirmar a transferência;

  • Sempre verifique o nome do destinatário que aparece na tela;

  • Evite fazer transferências com pressa;

  • Prefira copiar e colar a chave Pix, em vez de digitar manualmente;

  • Ative notificações no aplicativo do banco para acompanhar transações em tempo real.

 

Fonte: portaltocanews

Valores a receber: BC libera pedido automático de resgate a partir de hoje; R$ 9 bilhões seguem ‘esquecidos’ nos bancos

Solicitação automática é exclusiva para pessoas físicas que usem o CPF como chave PIX. Quem usa outros dados pode cadastrar o CPF junto ao banco para acessar a nova modalidade.

O Banco Central anunciou nesta segunda-feira (26) uma nova funcionalidade no Sistema Valores a Receber (SVR): a partir de 27 de maio, será possível habilitar uma solicitação automática de resgate de valores.

A novidade, segundo a instituição, é apenas na forma de solicitar o resgate.

  • Antes, era necessário fazer um procedimento manual para cada pedido de resgate.
  • Agora, quem quiser, pode automatizar as solicitações. Todas as demais funcionalidades do sistema continuam iguais.

“O propósito é facilitar ainda mais a vida do cidadão, que não precisará consultar o sistema periodicamente nem registrar manualmente a solicitação de cada valor que existe em seu nome”, informou o Banco Central.

Cédulas de R$ 50, em imagem de arquivo — Foto: Marcello Casal Jr/Agência BrasilFoto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

De acordo com a instituição, a adesão ao novo serviço é facultativa.

  • Para habilitar, é necessário acessar o SVR com uma conta gov.br de nível prata ou ouro e verificação em duas etapas ativada.
  • A solicitação automática é exclusiva para pessoas físicas e está disponível apenas para quem possui chave PIX do tipo CPF. Quem ainda não possui essa chave deve cadastrá-la junto à sua instituição financeira.
  • O cidadão não receberá aviso do Banco Central quando algum valor for devolvido. O crédito será feito diretamente pela instituição financeira na conta do cidadão.
  • As instituições financeiras que não aderiram ao termo de devolução via PIX continuarão exigindo solicitação manual. Isso também se aplica a valores oriundos de contas conjuntas.

Abertura de contas em bancos

O Banco Central também informou que, a partir de dezembro deste ano, será possível à população solicitar que não sejam abertas contas em seu nome nos bancos.

O objetivo do novo serviço, explicou a instituição, é evitar a abertura de contas fraudulentas, com identidade falsa, a inclusão de um novo titular em contas conjuntas ou de novos responsáveis em contas de pessoas jurídicas.

“O novo serviço foi instituído pela Resolução BCB nº 475​, de 2025, e permitirá ao cidadão informar, de forma facultativa, a todo o Sistema Financeiro Nacional, a partir de um sistema a ser oferecido na área logada do Meu BC, que não deseja abrir novas contas (corrente, de poupança ou de pagamento)”, diz o Banco Central.

  • O sistema do BC permitirá ao cidadão reverter a informação, por tempo indeterminado ou não, conforme sua vontade, a qualquer momento.
  • O sistema mostrará as ativações e as desativações realizadas, bem como as consultas feitas por instituições financeiras sobre a possibilidade de abertura de novas contas.
  • As instituições financeiras deverão, a partir da entrada em produção do novo sistema, consultar obrigatoriamente a base de dados antes de concluírem o processo de abertura de novas contas.

Fonte: G1

Atestados falsos são vendidos no centro de Salvador; médicos denunciam golpes e intimidações

Em tentativa de venda dos documentos falsos, vendedores cobraram R$ 30 por um dia de afastamento e R$ 180 por 14 dias. Número de consultas por veracidade dos documentos cresceu nos últimos anos.

Um grupo de pessoas tem vendido ao menos dez tipos de atestados médicos falsos, além de testes de gravidez, em Salvador. Os serviços ilegais são divulgados em uma plataforma digital.

Ao entrar em contato com o grupo através de um aplicativo de mensagens eles encaminham uma tabela com valores dos atestados. Por um dia, o grupo cobra R$ 30. Se a pessoa estiver interessada em parar de trabalhar por 14 dias, ela é orientada pelos criminosos a pagar R$ 180.

No documento, os falsários destacam a informação: “Nossos médicos são ativos com CRM válido. Tudo registrado no site oficial do CFM”. Em outro trecho, é dada garantia de suporte 24h em caso de dúvida.

Vender, comprar e apresentar atestado falso alterando a verdade é crime de falsidade ideológica. A pena varia de 1 a 5 anos de reclusão e multa, se documento for público, e de até 3 anos, se o documento for particular.
Tabela de preços divulgados para a reportagem da TV Bahia — Foto: Reprodução/TV BahiaFoto: Reprodução/TV Bahia

Médica relata golpe

A médica baiana Ana Teresa Cerqueira foi vítima da ação de venda de atestado falso. A profissional descobriu o golpe depois que uma empresa a procurou. A unidade recebeu o documento, desconfiou da autenticidade e acionou o Conselho Regional de Medicina da Bahia (Cremeb-BA).

“Me enviou um documento no padrão do atestado que a gente emite, com minha assinatura e carimbo, só que supostamente foi emitido em um dia que eu não estava nem trabalhando. Uma paciente que não passou por atendimento na unidade”, contou a médica.

A profissional registrou um Boletim de Ocorrência (BO) na Polícia Civil. Ela também revelou que colegas de profissão já foram intimidados a emitir atestados médicos sem que pacientes tivessem doentes.

Médica denunciou que sofreu golpe — Foto: Reprodução/TV BahiaFoto: Reprodução/TV Bahia

“Eu já atendi pacientes que me disseram que não tinham nada, mas queriam atestado. As vezes chegam na gente completamente agressivos, intimidando e você tem que fornecer o atestado. Nesses momentos a gente é orientado a ceder, porque são situações que a gente está em risco”, contou ressaltando que quando isso acontece, notifica o hospital com a justificativa de intimidação.

Segundo o Cremeb, o número de consultas de empresas para checar a veracidade dos atestados médicos tem crescido. Nos últimos quatro anos, a quantidade de documentos falsos aumentou sete vezes.

O Conselho Regional de Medicina sinaliza que neste período, 4.144 atestados médicos foram checados e 671 eram falsos.

“Tem tido um aumento tanto de procura, quanto da certificação de que aquele documento foi falsificado”, afirmou o diretor de fiscalização do Cremeb, Luciano Ferreira.

Flagra na rua

No Centro de Salvador, a produção da TV Bahia encontrou pessoas que orientam como conseguir atestado médico.

Ao ser questionado de como poderia fazer para conseguir um documento falso, um “vendedor” disse que a pessoa teria que pagar pela consulta, que custava R$ 200.

“Mas é garantido! Não vou lhe dizer os cinco dias, mas pelo menos os três dias aí ela lhe dá. Aí dependendo da sua conversa lá, possa ser que ele dê mais. Que, claro, você não vai dizer que não está com nada e que você quer só o atestado, né? Vai dizer que está com algum problema, né?”, explicou o homem.

O vendedor também orientou como falar para conseguir os dias de afastamento.

“Você vai dizer: ‘Não, eu estou com problema assim, eu tenho problema assado e tal. Já tenho tantos dias que eu fico em casa preso, sem poder trabalhar. Eu estava precisando pelo menos de uns dois ou três dias para poder fazer o encaminhamento médico, tá entendendo?’ Usa o seu argumento”.

Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT-BA) manteve demissão por justa causa — Foto: Reprodução/TV BahiaFoto: Reprodução/TV Bahia

Grávida demitida por justa causa

Uma atendente grávida foi demitida por justa causa depois de apresentar seis atestados falsos para justificar faltas no trabalho em Salvador. A suspeita começou em 2022, quando a empresa percebeu que o nome médico estava escrito errado.

Em seguida, a empresa consultou a unidade indicada e confirmou que o médico já não trabalhava no local, nem tinha atendido a grávida. O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) manteve a demissão e negou os pedidos da ex-funcionária como verbas rescisórias, horas extras, vale transporte e indenização pela estabilidade da gravidez.

“Isso representa um ato de improbidade, que é a quebra de confiança no contrato de trabalho. É importante que o empregador não deixe para lá essa situação, não perdoe o empregado e aplique a justa causa, porque esse tipo de fraude prejudica toda a sociedade e não apenas aquela relação de emprego”, explicou a advogada trabalhista Juliana Costa Pinto.

Fonte:  g1 BA e TV Bahia

Desemprego entre jovens no Brasil é mais que o dobro da taxa de grupo mais velho, aponta pesquisa

Problemas como a falta de experiência profissional e a precarização do trabalho dificultam a entrada e a permanência de jovens no mercado, mesmo com a melhora nos índices de emprego do país nos últimos anos.

O desemprego entre os jovens brasileiros de 18 a 29 anos é mais que o dobro da taxa observada em um grupo mais velho, de pessoas de 30 a 59 anos, aponta um levantamento de pesquisadores do FGV Ibre.

O estudo foi feito com base em dados da Pnad Contínua, do IBGE, e mostra que, apesar de o desemprego no Brasil ter atingido o seu menor patamar em 2024os jovens permanecem com dificuldades para conseguir uma ocupação. Para o IBGE, são consideradas desocupadas as pessoas sem trabalho que estão procurando emprego. Quem não está em busca de uma ocupação por estar estudando, por exemplo, não entra no cálculo.

Desemprego no Brasil é maior entre jovens de 18 a 29 anos — Foto: Marcelo Camargo/Agência BrasilFoto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Desemprego entre os jovens no Brasil é mais que o dobro da taxa de grupo mais velho

Problemas como a falta de experiência profissional, a baixa qualificação e a precarização do trabalho estão entre os principais desafios enfrentados pelos jovens à procura de emprego no país, explica a autora da pesquisa, Janaína Feijó.

“Pelo fato de não terem experiência e a qualificação necessária, as oportunidades que geralmente aparecem para os jovens são informais, porque eles não conseguem atender os critérios das vagas formais”, diz.

“E isso tende a se retroalimentar. Quando o jovem vai para a informalidade, os desafios para conseguir se qualificar e voltar para o emprego formal são maiores. É a armadilha do subemprego. Quando você entra, é difícil sair”, continua.

De acordo com o levantamento, do total de jovens de 18 a 29 anos que estavam ocupados no último trimestre de 2024, 38,5% trabalhavam na informalidade. No grupo dos adultos de 30 a 59 anos, o percentual cai para 35,9%.

Informalidade no Brasil é maior entre jovens de 18 e 29 anos

Essa alta taxa de informalidade entre os jovens também reflete numa maior subocupação do grupo por insuficiência de horas trabalhadas.

Ou seja: mesmo quando conseguem emprego, os jovens “acabam em vagas nas quais trabalham menos horas do que gostariam, e isso bate no rendimento”, destaca o economista Paulo Peruchetti, que também é autor da pesquisa.

No quarto trimestre do ano passado, os trabalhadores brasileiros ganhavam cerca de R$ 3.315 por mês. Entre os jovens, a média era de R$ 2.297.

Rendimento dos jovens entre 18 e 29 anos é 30% menor do que a média nacional

Assim, a pesquisa também mostra que as ocupações que mais concentram trabalhadores jovens no Brasil são consideradas de pouca qualificação e baixos salários.

A taxa de informalidade média das 20 ocupações listadas na tabela foi de 44,6%, superior à média nacional e com um rendimento médio de R$ 1.815.

Desemprego entre jovens no Brasil tem maior taxa em 27 anos, diz OIT - EstadãoFoto: Estadão

Os desafios da nova geração

Além da necessidade de qualificação técnica, os pesquisadores do FGV Ibre destacam a falta de habilidades socioemocionais (as chamadas “soft skills”) como um obstáculo para os jovens ingressarem e permanecerem no mercado de trabalho.

Para a maioria das vagas, é importante que os funcionários saibam cumprir ordenstrabalhar em equipe, e ser resilientes e proativos, mesmo sem experiência profissional, comenta a economista Janaína Feijó.

Isso faz com que, muitas vezes, as empresas prefiram contratar pessoas mais velhas e experientes, acreditando que elas se adequarão melhor à vaga ofertada, ressalta a pesquisa.

“E também existe um fator sociocultural, de que a geração Z chega ao mercado de trabalho com expectativas que não necessariamente se enquadram no que os empregadores estão demandando”, afirma Feijó.

De janeiro a fevereiro deste ano, os pedidos de demissões de jovens entre 18 e 29 anos representaram quase metade do total de solicitações no país, segundo outro estudo da pesquisadora.

“Essa geração tem valores diferentes, então, às vezes, quando os empregos não são tão bem remunerados ou têm escalas mais rígidas, os jovens não conseguem ficar e saem por conta própria”, afirma.

“Muitos também podem se dar ao luxo de procurar outro emprego se não gostarem porque moram com os pais, não são os responsáveis financeiros pela casa”, acrescenta.

Caminho é educação de olho no mercado

A baixa inserção dos jovens no mercado de trabalho pode impactar o desenvolvimento econômico do país, especialmente em um contexto de envelhecimento populacional, destaca o estudo.

Além de reduzir a força produtiva comprometer a inovação e a competitividade do país, com menos jovens empregados formalmente, há uma diminuição na arrecadação de impostos e contribuições previdenciárias.

Para o economista Paulo Peruchetti, num cenário de mercado aquecido e cada vez mais competitivo, “é essencial que os jovens se qualifiquem para ocupar vagas que paguem melhor e sejam mais formais”.

Janaína Feijó afirma que, atualmente, existem muitas iniciativas de capacitações e cursos profissionalizantes gratuitos. Mas, para funcionarem, precisam estar melhor alinhados com as demandas do mercado.

“Não adianta nada o governo fazer esses programas se não entender quais são as dores das empresas. É preciso fazer esse link entre o lado empregador e a oferta, que são os jovens procurando emprego. Ajudá-los a desenvolver habilidades socioemocionais, de como se comportar no trabalho.”

Fonte: g1.globo



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