:: ‘Cultura’
Do camarão ao cupuaçu: empreendedores baianos apostam em sabores inusitados de panetone
Em Salvador, negócios locais reinventam a tradição natalina e conquistam clientes com panetones criativos que fogem totalmente da receita clássica.
Segue uma lista, com algumas versões que fogem da receita tradicional. Entre elas estão o panetone sertanejo, o panetone de camarão, o panetone de café com cupuaçu e o panetone vegano e muitos outros.
Panetone de Camarão
Foto: Divulgação/G1
O camarão está presente em diversos pratos típicos da Bahia, como vatapá, acarajé e moqueca. Mas uma confeitaria de Salvador decidiu levar o ingrediente para o panetone. A Bendito Salgado criou a versão salgada do doce, que rapidamente se tornou um dos produtos mais procurados.
O dono da confeitaria, Ramon Sampaio, contou que o lançamento superou até mesmo os sabores tradicionais em vendas.
“Os sabores diferenciados surgem principalmente da
curiosidade e do hábito de testar combinações novas.
Observamos muito o paladar do público baiano e buscamos
misturar ingredientes regionais com técnicas de confeitaria”, disse.
Panetone Sertanejo
Após o sucesso do panetone de camarão, Ramon lançou o panetone sertanejo. A receita leva carne seca e pedaços de banana-da-terra.
Foto: Divulgação/G1
“Na verdade, esses sabores inusitados já superaram, em alguns anos,
as vendas dos panetones tradicionais, porque o público procura
novidades para presentear e surpreender”, relatou.
Panetone de Tangerina
Foto: Divulgação/G1
A confeitaria Le Lapin, localizada na Rua Engenheiro Adhemar Fontes, na Pituba, também decidiu inovar e criou o panetone de tangerina, desenvolvido por Cecília Moura. A fruta, muito consumida pelos nordestinos, adiciona um sabor ácido que contrasta com o chocolate branco e as amêndoas. A combinação se tornou uma das favoritas dos clientes durante o período natalino.
Panetone Café com Cupuaçu
Com o sucesso do panetone de tangerina, a confeiteira Cecília Moura apostou, neste ano, na criação do panetone de café com cupuaçu. A produção conta com café especial da Chapada Diamantina, geleia de cupuaçu e sequilho.
Foto: Divulgação/G1
Ainda segundo Cecília, as inspirações para criar sabores “inusitados” surgem de experiências pessoais e também do período de estudos.
“Enfim, as inspirações são múltiplas. Mas esse de Café e
Cupuaçu em especial não sei dizer de onde veio, um dia eu
pensei em casa “será que funciona?”, testei e achei uma delícia”, relatou.
Panetone Vegano
Entre várias opções desse clássico natalino, a confeiteira Letícia Lima buscou atender ao público vegano. A ideia surgiu após ela se tornar vegana e encomendar um bolo vegano para o próprio aniversário.
Letícia contou que ficou encantada com a qualidade do bolo e decidiu realizar um curso de confeitaria vegana, inicialmente para atender apenas sua família, que tem integrantes intolerantes ao trigo.
“Outras pessoas poderiam ter o mesmo privilégio de desfrutar de doces,
bolos e panetones, mesmo com restrições alimentares”, disse Letícia.
Foto: Divulgação/G1
A necessidade da família fez com que a confeiteira criasse a Laetitta Confeitaria Vegana, especializada em atender pessoas alérgicas ou intolerantes a leite de vaca, ovo e trigo, além de veganos.
“E daí surgiu a paixão pela culinária vegana e principalmente a confeitaria inclusiva.
Além disso, descobri que existia esse mercado ainda pouco explorado na cidade”, completou.
Panetone de Cupuaçu
A confeitaria de Jeanne Garcia incluiu no menu um panetone de cupuaçu que nasceu de referências pessoais da criadora, que sempre teve o sabor como um dos seus preferidos. A junção do fruto com o chocolate e a massa artesanal ajudou a tornar o produto um dos mais procurados.
Foto: Divulgação/G1
Logo após o lançamento, o panetone se destacou nas vendas e ganhou espaço entre os clientes que procuram alternativas fora do tradicional.
Panetone de Banana Flambada com Rum
Criada pelo psicólogo Deyvis, a confeitaria Camacaju, usou a receita do doce natalino para misturar banana flambada com rum. O confeiteiro comentou que sua criatividade vem de lembranças da infância e de viagens que realizou quando era criança.
Foto: Divulgação/G1
“Eu penso primeiro na sensação que o sabor vai trazer, se vai acolher,
surpreender ou despertar alguma memória. Depois eu vou testando
até chegar no resultado que imagino. É algo muito intuitivo.”, comentou.
Fonte: G1 Bahia
Prêmios em Dinheiro para Artistas de Itapetinga! Já se Inscreveu no Edital Cultura Viva?
Atenção, fazedores e fazedoras de cultura! Se você vive, respira e transforma a arte em expressão — essa é a sua chance de ser reconhecido e ainda ganhar uma grana pelo seu talento!
Foto: Instagram Cultura Itapetinga
A Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia de Itapetinga, através do seu Departamento de Cultura, abriu as inscrições dos Editais de Premiação da Cultura Viva, dentro da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), e os valores estão simplesmente imperdíveis:
De R$ 1.550,00 a R$ 6.000,00 em prêmios!
Quem pode participar?
Foto: Instagram Cultura Itapetinga
E tem mais!
Em homenagem ao aniversário de Itapetinga, está aberto também o Edital de Pesquisa e Levantamento Histórico, que vai premiar com R$ 15 mil o autor de um livro inédito sobre a história de Itapetinga. Sim, R$ 15 MIL REAIS para quem transformar a memória da cidade em literatura viva!
Não perca tempo!
Essa é uma oportunidade única para valorizar seu trabalho e fortalecer a cena cultural local.
Confira os editais no Diário Oficial do Município, publicado em 7 de novembro, ou acesse o link disponível na bio do Instagram @culturaitapetinga.
Dúvidas? Envie um e-mail para cultura@itapetinga.ba.gov.br e solicite o edital completo.
Corra! Transforme sua arte em reconhecimento e premiação.
Itapetinga valoriza quem faz cultura!
Espalhe essa notícia! Marque aquele amigo artista que precisa ver isso hoje mesmo!
Fonte: ASCOM Departamento de Cultura
Dia do Livro é celebrado em Itapetinga
Itapetinga celebra o Dia Nacional do Livro com grandes conquistas para a cultura local
O Dia Nacional do Livro foi celebrado em grande estilo em Itapetinga! A data, marcada por sua importância para a educação, o conhecimento e a transformação social, trouxe consigo uma notícia que renova o orgulho cultural do município: a reativação do convênio da Biblioteca Municipal com a Fundação Pedro Calmon, após nove anos de inatividade.
O marco foi possível graças ao empenho e à dedicação do diretor interino da Biblioteca Municipal, Adriano Wirz, que esteve em Salvador para a entrega do Plano de Ação que oficializa o convênio. A Fundação Pedro Calmon é a principal responsável pelas políticas de Arquivo e Biblioteca do Estado da Bahia — e essa retomada abre um novo capítulo na história cultural de Itapetinga.
Com o convênio reativado, o município volta a ter acesso a recursos, parcerias e programas de modernização, fortalecendo as bibliotecas públicas e ampliando o acesso da população à leitura e à informação. É uma iniciativa que impacta diretamente não apenas os colaboradores, mas toda a comunidade leitora.
E as boas notícias não param por aí! A gestão municipal também investiu na modernização da Biblioteca do Distrito de Bandeira do Colônia, com a aquisição de novos computadores e de um bebedouro, oferecendo mais conforto, estrutura e tecnologia para quem frequenta o espaço.
Essas conquistas refletem o compromisso do Governo Humanizado em promover políticas públicas voltadas à valorização da cultura, da educação e do bem-estar da população.

Na foto que registra o momento da entrega do Plano de Ação, aparecem o diretor interino Adriano Wirz, Casemiro Rafike (coordenador da Biblioteca Virtual Consuelo Pondé), Ingrid Paixão de Jesus (gerente do Sistema Estadual de Bibliotecas – GESB) e Tamires Conceição (diretora de Bibliotecas Públicas – DIBIP).
📖 Itapetinga segue escrevendo uma nova história — feita de leitura, conhecimento e compromisso com a nossa gente.
Governo Humanizado — Cuidando das pessoas, valorizando a cultura.
Fonte: Ascom – Diretoria Sec Educação
Comunicado Departamento de Cultura de Itapetinga
COMUNICADO À IMPRENSA E À POPULAÇÃO
Foto: Instagram
O Departamento de Cultura de Itapetinga, informa que, devido à queda de uma árvore na entrada da Biblioteca Municipal na manhã desta segunda-feira, o local precisará permanecer fechado por um curto período para reparos emergenciais no telhado.
Felizmente, não houve danos graves à estrutura nem ao acervo da biblioteca. No entanto, algumas telhas foram afetadas pela chuva, sendo necessário o conserto imediato para garantir condições adequadas de segurança e conforto aos servidores e frequentadores.
Equipes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e da Secretaria Municipal de Educação estiveram no local, realizaram a limpeza e desobstrução da área, e eliminaram qualquer risco de segurança que pudesse atingir a população ou os funcionários da unidade.
O diretor interino da Biblioteca Municipal, Adriano Wirz, agradece a compreensão de todos e se coloca à disposição para quaisquer esclarecimentos que se fizerem necessários.
Fonte: Prefeitura de Itapetinga
Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia
Departamento de Cultura
Governo Humanizado
Em conversa com Lula, Trump afirma que americanos estão sentindo falta do café brasileiro
Seja no Brasil ou nos Estados Unidos, o café parece ter o poder de unir a todos. No diálogo ocorrido nesta segunda-feira (6), os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump conversaram sobre o aumento do insumo nos Estados Unidos.
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
A reunião marcou uma recente aproximação entre os líderes. Essa é a primeira vez que ambos se reúnem desde que tiveram um breve encontro nos bastidores da Assembleia Geral da ONU, em Nova York.
Segundo a BBC News Brasil, Trump admitiu que os Estados Unidos sentem falta de alguns produtos brasileiros afetados pela tarifa de 50% imposta pelo seu governo sobre parte das exportações brasileiros desde agosto.
Foto: Win Mcnamee/ Getty Images via AFP e Shuttertsock
O líder americano falou especificamente do café, que acumula forte inflação, piorada com a tarifa imposta. O imposto acumulado pesou no bolso dos estadunidense, visto que o Brasil é o maior fornecedor do produto no mercado americano. Os Estados Unidos é o maior consumidor e importador do grão.
Já na comparação com um ano antes, o preço do café acumula alta de 20,9% nos EUA, também bem acima da inflação média do período 2,9%. Foi o maior aumento anual desde 1997.
Fonte: Bahia Notícias
Abertura da Primavera dos Museus de 2025.
Nesta terça-feira, 23, o Departamento de Cultura de Itapetinga fará a abertura oficial da Primavera dos Museus de 2025.

Esta edição tem por tema Museus e Mudanças Climáticas, onde trabalharemos esta temática ambiental a partir da nossa realidade local, em debates que tenham por norte O Rio Catolé frente às transformações climáticas.
A exposição no Museu de Arte e Ciências de Itapetinga ocorrerá nos dias 23 a 28 de setembro e, além da exposição, teremos, também, rodas de conversa e mostras cinematográficas, conforme programação a ser divulgada.
Contamos com a presença de todos vocês na nossa abertura oficial e durante toda a semana com a nossa programação especial.
Toda a programação é gratuita e recheada por muita arte e cultura. Venham conferir!
Fonte: Ascom – Dep. Cultura
Lepra, DST, loucura: por que alguns termos médicos caíram em desuso?
Para muita gente, a medicina se resume a exames, cirurgias e tratamentos. Mas ela também é feita de palavras, e a forma como são nomeadas as doenças influencia diretamente tanto o cuidado clínico quanto a maneira como a sociedade enxerga quem convive com essas condições.
Foto: Getty Images / Uol
Não por acaso, termos como “lepra”, “retardo mental” ou “loucura” foram sendo abandonados ao longo do tempo, substituídos por expressões mais técnicas, precisas e respeitosas. Essas mudanças não são meramente linguísticas: fazem parte de um campo essencial da medicina chamado nosologia —do grego nósos (doença) e logos (estudo), explica a dermatologista Camila Sampaio Ribeiro, médica pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, de Salvador.
“É a nosologia que organiza, classifica e dá nome às doenças”, continua a dermatologista. Graças a ela, profissionais de saúde, pesquisadores e sistemas de saúde ao redor do mundo conseguem falar a mesma língua, utilizando códigos padronizados como os da CID-11 (Classificação Internacional de Doenças – 11ª Revisão), organizada pela OMS (Organização Mundial da Saúde).
Por que as classificações mudam?
Os motivos que levam à substituição de termos médicos podem ser diversos, mas em geral envolvem três grandes fatores:
Avanços científicos: à medida que compreendemos melhor a origem e o funcionamento das doenças, certos nomes antigos se tornam imprecisos ou até equivocados. Foi o que ocorreu com o termo “retardo mental”, substituído por deficiência intelectual, uma expressão com critérios mais claros e foco nas limitações adaptativas.
Outro exemplo é a transição de “DST” para “IST” —infecção sexualmente transmissível. A mudança não é só de sigla: é de entendimento. A infectologista Sylvia Lemos Hinrichsen, professora da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), explica: “IST é mais preciso: nem toda infecção causa sintomas ou evolui para uma doença”.
Mudanças nos critérios diagnósticos: com o avanço das pesquisas, algumas condições que antes eram vistas como únicas passaram a ser divididas em subtipos, complementa a dermatologista Camila Ribeiro. É o caso do antigo “autismo”, que agora integra o TEA (transtorno do espectro autista), permitindo uma classificação mais abrangente, precisa e sensível às diferentes manifestações.
Sensibilidade social e combate ao estigma: certos termos carregam marcas históricas de exclusão, medo e preconceito. Substituí-los por nomes mais neutros e técnicos ajuda a promover respeito e dignidade. “É o caso de ‘lepra’, agora chamada de hanseníase, e de ‘transtorno de identidade de gênero’, que hoje nem é mais visto como patologia”, destaca Luiz Scocca, psiquiatra pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Ele acrescenta: “Só se fala em ‘disforia de gênero’ quando há sofrimento psíquico significativo associado, e mesmo assim, a abordagem é voltada para o acolhimento, não para a patologização.”
Scocca também menciona o clássico exemplo da “histeria”, termo que caiu em desuso por carregar preconceitos de gênero: “‘Histeria vem de ‘hystera’, útero em grego, e sugeria que era um transtorno exclusivo de mulheres. Hoje, falamos em ‘transtorno de conversão’ ou ‘transtorno dissociativo’, condições que também ocorrem em homens.”
Linguagem pode estigmatizar ou libertar
A linguagem médica afeta diretamente a vida das pessoas. Termos ofensivos, alarmistas ou mal escolhidos podem provocar medo, vergonha, exclusão social e até levar ao abandono de tratamentos, afirma a dermatologista Camila Ribeiro.
Por outro lado, nomes atualizados, respeitosos e bem contextualizados favorecem o acolhimento, ampliam o acesso ao cuidado e ajudam a reduzir o preconceito.
Um exemplo emblemático é o abandono de palavras como “aidético” ou “loucura”, expressões desumanizantes e marcadas pelo estigma. “Hoje falamos em ‘pessoa vivendo com HIV’,” explica a infectologista Sylvia Hinrichsen, “porque isso valoriza a dignidade humana, evita rótulos e reforça que o vírus não define a pessoa.”
No campo da saúde mental, a mudança de vocabulário também tem impacto profundo. O psiquiatra Luiz Scocca chama atenção para a carga social da palavra “psicopatia”: “Ela ganhou um rótulo de coisa sempre criminosa ou violenta, sinônimo de serial killer. Mas o que descrevemos, tecnicamente, é o transtorno de personalidade antissocial. O uso indiscriminado do termo causa medo e demonização desnecessária”.
Quando o nome de alguém vira problema
Além dos termos ofensivos ou ultrapassados, há um esforço crescente para abandonar epônimos (nomes de doenças baseados em pessoas), sobretudo quando essas figuras estão ligadas a contextos históricos negativos.
“Houve casos em que doenças deixaram de ter nomes de médicos ligados ao nazismo, por exemplo. Atualmente, opta-se por nomes como tireoidite autoimune em vez de doença de Hashimoto”, explica Natan Chehter, clínico geral, geriatra membro da SBGG (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia) e professor da Unicid (Universidade Cidade de São Paulo).
Até mesmo estruturas do corpo passaram por esse tipo de atualização. “Rótula virou patela, omoplata virou escápula”, comenta Chehter. “Essas mudanças vêm de acordos entre anatomistas. O desafio é que os novos nomes sejam absorvidos pelos profissionais de saúde e, com o tempo, também pela população.”
Foto: Opas/Joshua Cogan / Uol
Não se trata de “politicamente correto”
Como se vê, a lista de termos atualizados é extensa, e vai além do universo técnico. Palavras populares como “cobreiro” (em vez de herpes zoster) ou “barriga d’água” (para esquistossomose) revelam o quanto a educação em saúde ainda é um desafio. “Mas não é obrigação da população saber todos os nomes médicos. É papel do profissional comunicar com clareza e respeito”, ressalta o clínico geral Natan Chehter.
No fim das contas, as mudanças na linguagem médica têm a ver com empatia, precisão e dignidade em saúde. A seguir, veja alguns dos termos que foram (ou estão sendo) atualizados e os motivos por trás das mudanças:
Lepra > Hanseníase – O termo “lepra” carrega um histórico de estigma ligado a isolamento, medo e até punição divina. “Hanseníase”, nome técnico em homenagem ao descobridor da bactéria (Mycobacterium leprae), ajuda a reduzir o preconceito social e facilita a adesão ao tratamento.
DST (doença sexualmente transmissível) > IST (infecção sexualmente transmissível) – O novo termo é biologicamente mais preciso —nem toda infecção causa sintomas ou se torna uma “doença”. Além disso, evita associações automáticas com culpa, julgamento moral ou promiscuidade, incentivando o rastreio precoce.
Retardo mental > Deficiência intelectual – Atualização que substitui um termo historicamente pejorativo, com foco nas limitações adaptativas e sem conotação depreciativa.
Mongolismo > Síndrome de Down – “Mongolismo” é considerado ofensivo, reducionista e cientificamente incorreto. “Síndrome de Down” é o nome técnico apropriado, livre de estigmas racistas.
Transexualismo > Disforia de gênero – A nova terminologia representa a despatologização da experiência trans. A disforia só é considerada um transtorno quando há sofrimento psíquico associado —e, mesmo assim, o foco é o acolhimento, não a exclusão.
Autismo >TEA (Transtorno do Espectro Autista) – O termo atual contempla a diversidade de manifestações clínicas, níveis de suporte e graus de funcionalidade, com base em critérios mais atualizados e inclusivos.
Síndrome de Asperger >TEA (Nível 1 de suporte) – A antiga classificação foi incorporada ao espectro autista, com foco no funcionamento adaptativo, e não mais em categorias isoladas.
Loucura/Insânia > Transtornos mentais específicos – Expressões genéricas e estigmatizantes foram substituídas por diagnósticos técnicos, como depressão, transtorno bipolar ou esquizofrenia.
Psicose maníaco-depressiva > Transtorno bipolar – Termo anterior era confuso e ultrapassado. A nova denominação é mais precisa e cientificamente aceita.
Esquizofrenia > Proposta: transtorno de integração – Em debate em países como Japão e Coreia do Sul, a proposta visa reduzir o estigma associado à esquizofrenia e ampliar a compreensão da condição. Ainda não adotado oficialmente no Brasil.
Histeria > Transtorno de conversão/Transtornos somatoformes – “Histeria” é um termo sexista e ultrapassado, que associava sintomas a características femininas. A terminologia atual reconhece causas neurológicas e psicológicas mais amplas.
Hipocondria > Transtorno de ansiedade por doença – Nome atualizado que evita rótulos depreciativos e reforça o entendimento de que se trata de um transtorno de ansiedade, e não de fingimento ou exagero.
Alcoólatra > Alcoolista/Pessoa com transtorno por uso de álcool – Expressões menos pejorativas e mais humanizadas, que colocam o foco na condição, e não em uma identidade rotulada.
Impotência sexual > Disfunção erétil – A nova nomenclatura é técnica e neutra, evitando associações negativas à virilidade ou masculinidade.
Derrame > AVC (acidente vascular cerebral) – O termo técnico padronizado traz mais precisão ao descrever o tipo de evento cerebral (isquêmico ou hemorrágico), e é amplamente aceito na literatura médica.
Fonte: Viva Bem / Uol
Os seres humanos são corruptos por natureza? O que diz a neurociência
Quando (e como) esse impulso amoral nasce no cérebro? Será que somos seres com uma tendência inata à corrupção?
Neste momento, parece indiscutível que a corrupção é um dos piores danos que podem ser causados às sociedades democráticas. O uso indevido da autoridade, dos direitos e das oportunidades concedidas pelo exercício do poder é contra a lei e os princípios morais. Mas a realidade é que isso acontece repetidamente.
Quando (e como) esse impulso amoral nasce no cérebro? Será que somos seres com uma tendência inata à corrupção?
Vamos antecipar a resposta evitando o fatalismo: a corrupção não é uma doença e, certamente, não é inevitável.
A neurociência começou a explorar como o poder político e o contexto institucional influenciam a atividade cerebral associada a decisões corruptas ou imorais.
Em um cérebro saudável, a tentação de adotar um comportamento corrupto deveria criar um conflito entre o dever e a ação. Assim, os estímulos que incentivam comportamentos corruptos — como obter benefícios pessoais abusando de uma situação vantajosa — seriam combatidos por fatores dissuasores, como o medo de uma possível punição.
Diante deste dilema, será que podemos prever o que faz a balança pender para um lado ou para o outro para cada indivíduo?
Foto: Adobestock / G1
Recompensa e autocontrole
Há dados que indicam que “cair em tentação” ou sucumbir à corrupção requer a intervenção de vários sistemas cerebrais. Os circuitos que regulam a recompensa, o autocontrole e a avaliação moral do comportamento pessoal são os mais afetados.
Entre eles, destacam-se os circuitos que recompensam um determinado comportamento, e nos motivam a repeti-lo. Essas são áreas que liberam neurotransmissores no cérebro em resposta à obtenção de dinheiro ou status.
Como resultado, cada vez que uma ação corrupta (por exemplo, um suborno) é bem-sucedida, a conexão entre os neurônios que incentivam a repetição do comportamento é fortalecida. E isso rompe o equilíbrio entre impulso e controle no cérebro que sucumbe à corrupção.
De certa forma, a satisfação com o sucesso obtido vai bloquear os mecanismos de avaliação da ética das ações.
Especificamente, há estruturas responsáveis pelo planejamento de longo prazo e pela inibição de impulsos, cujo funcionamento adequado deve nos ajudar a resistir à recompensa tentadora e apostar em outros benefícios futuros, como construir uma boa reputação ou garantir uma longa carreira política. Mas a ativação dos circuitos de recompensa imediata bloqueia essas vias.
Além disso, o cérebro é adepto do ditado “quando em Roma, faça como os romanos”, o que pode ser devastador na luta contra a corrupção. A razão é que nosso comportamento social foi selecionado, ao longo de milhões de anos de evolução, para nos encaixarmos em um grupo, adotar suas normas e, assim, obter sua aprovação.
Sair disso exige muita força emocional, criatividade e, muitas vezes, pagar o preço da solidão.
Portanto, se condutas “duvidosas” são adotadas em nosso entorno, existe o perigo de que o cérebro as adote como suas. Como o experimento de Solomon Asch mostrou anos atrás, a pressão social influencia o julgamento individual, mesmo quando a resposta correta é óbvia.
Então, em ambientes que normalizam a corrupção, a pressão do meio ativa as áreas do cérebro social, aumentando a motivação para emular o comportamento do grupo, mesmo que contradiga os princípios éticos individuais.
Se a exposição a práticas corruptas for perpetuada ao longo do tempo, sofremos dessensibilização: a repetição atenua a resposta das áreas nervosas responsáveis pela identificação do perigo e silencia o sinal de “alerta moral” no nosso cérebro.
Prevenir com contextos não permissivos
A melhor maneira de prevenir a corrupção é mudar o contexto social em que o cérebro humano opera.
Somos seres sociais, que precisam da aprovação do nosso grupo de referência. Se não exigirmos prestação de contas ou vivermos em contextos institucionais permissivos, estaremos normalizando o comportamento corrupto e atenuando os mecanismos internos de idoneidade.
Isso dá origem a um fenômeno de “racionalização” que permite que uma conduta inadequada seja reinterpretada até o ponto em que começa a ser percebida como ‘necessária’ ou, pelo menos, “menos grave”, normalizando o comportamento viciado.
Uma série de evidências mostram esse “ajuste mental” em relação à corrupção. Entre elas, pesquisas baseadas em técnicas de neuroimagem mostram que os detentores de poder modulam sua avaliação de ganhos pessoais “para cima”.
Falta de empatia e custo ético
A neurociência também mostrou que, quando as decisões são tomadas em posições de poder, os cérebros processam os custos éticos associados a um ato corrupto de forma mais benevolente.
A falta de empatia é outro problema, já que esta é uma habilidade que contribui para a consciência social e reduz a propensão a trapacear. A corrupção distorce as prioridades da comunidade, exacerbando a desigualdade. E o cérebro se inclina para qualquer coisa que suponha um benefício pessoal, tornando-se mais “egoísta”.
Em resumo, o poder prolongado tende a reforçar a atenção em objetivos próprios e a enfraquecer as redes neurais de autocontrole. Isso configura um cérebro menos sensível, no qual todos os sinais que permitem a reciprocidade entre as pessoas são desativados.
Sem dúvida, todas essas evidências podem fornecer novas ferramentas para prevenir a corrupção. O fortalecimento das normas éticas e das redes de controle pode ajudar a “resistir à tentação”, restaurando os mecanismos que são inibidos no cérebro corrupto.
Para o bem comum, é vital implementar as formas mais eficazes de reprovação social.
*Susana P. Gaytan é professora de fisiologia na Universidade de Sevilha, na Espanha.
Este artigo foi publicado originalmente no site de notícias acadêmicas The Conversation e republicado aqui sob uma licença Creative Commons.
Fonte: g1.globo
Itapetinga sedia evento “Nossas Memórias”
Itapetinga sedia evento “Nossas Memórias” com foco na história, cultura e identidade do Médio Sudoeste Baiano.

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