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:: ‘Geral’

Federações rejeitam reunião com Ronaldo e complicam sua candidatura na CBF

O ex-jogador Ronaldo convidou federações estaduais para uma reunião em busca de apoio político para sua candidatura à CBF. A iniciativa, no entanto, foi respondida com rejeições pela maioria das entidades. Isso torna bastante complicada a inscrição da chapa dele, já que necessita de apoio de quatro delas.

No dia 27 de fevereiro, Ronaldo enviou um email às 27 federações com o convite para uma reunião. Ele se declarou pré-candidato à CBF.

Ronaldo Fenômeno tem intenção de se candidatar à presidência da CBFFoto: Reprodução/ X @RonaldoNazario

No texto, o Fenômeno fez críticas à atual gestão de Ednaldo Rodrigues.

“O futebol é a grande paixão do nosso país, mas sabemos que ele enfrenta desafios profundos. A má gestão, a falta de transparência e a centralização de decisões comprometeram a competitividade do nosso esporte, afastando torcedores, reduzindo oportunidades e limitando o crescimento do futebol em diversas regiões do Brasil.”

Ao final, convida para um encontro para discutir o futuro do futebol brasileiro. E fala em possíveis visitas aos dirigentes – ele vem prometendo uma viagem pelo Brasil desde o lançamento de sua candidatura.

Só que, pela apuração, 25 das 27 federações rejeitaram o encontro com Ronaldo. Uma parte delas alegou que apoia o atual presidente Ednaldo Rodrigues e se mostrou incomodada com as críticas do ex-jogador ao processo eleitoral da CBF — ele afirmou que faltava transparência e segurança jurídica.

Outras demonstraram pouca disposição para discutir o futebol com Ronaldo.

“Respondi que não vou para reunião porque não tenho tempo. Sou advogado da bolsa e resolvo as coisas por Zoom. Por que ia a São Paulo para ficar gastando tempo conversando? O Ronaldo pode apresentar suas propostas. Qual a proposta dele que não apresentou?”, disse o presidente da Federação Pernambucana, Evandro Carvalho, que defende o fim dos Estaduais no Nordeste substituídos por um regional.

Carvalho falou que uma candidatura de oposição na CBF legitima o processo e não teria problema em assinar a chapa de Ronaldo. Mas não se mostrou muito propenso em votar nele.

Ronaldo Fenômeno sorrindo para foto - MetrópolesFoto: Metrópoles

Um fato que tem incomodado os presidentes de federações é que Ronaldo anunciou sua candidatura em programas da Globo, deu entrevistas, mas só depois foi procurar os eleitores, isto é, as federações. E até agora não rodou o Brasil para vê-los. Só por e-mail os convidou para uma reunião em São Paulo.

Uma das federações que ainda não responderam Ronaldo é a Federação Paulista de Futebol (FPF). Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da entidade, já teve um encontro com o ex-jogador. Ele é quem mais flerta com a figura de opositor a Ednaldo Rodrigues — embora seja atualmente um dos vices da CBF — e também já teve pretensões eleitorais na confederação.

Neste cenário, sem interlocução com as federações, é bem difícil que Ronaldo obtenha as quatro assinaturas para registrar chapa.

Aliados do atual presidente Ednaldo Rodrigues veem sua base de apoio entre as entidades estaduais entre 23 e 25 federações.

Pelo estatuto, a eleição na CBF pode ser marcada a partir do final de março, quando falta um ano para o final do mandato atual de Rodrigues. A partir da convocação, haveria 30 dias para realizar as eleições, com a possibilidade de registros das chapas.

 

Fonte: uol

IR 2025: quais documentos são necessários para a declaração?

O mês de março marca o início do período de declaração do Imposto de Renda de 2025. Estar com os documentos necessários pode facilitar e agilizar o trabalho de preencher e conferir a declaração.

O prazo para o envio da declaração do Imposto de Renda de 2025 ainda não foi definido. A Receita Federal anunciará a data ainda nesta primeira quinzena de março. Em 2024, o envio das declarações do Imposto de Renda começou em 15 de março, no início da segunda quinzena do mês, e encerrou-se em 31 de maio.

IR 2025: quais documentos são necessários para a declaração?Foto: CNN Brasil

A lista de documentos exigidos para a declaração do IR de 2025 abarca o ano-calendário de 2024. Veja a seguir os documentos necessários para prestar contas ao Fisco. Documentos de identificação Documento oficial com CPF (CNH ou RG); Comprovante de endereço atualizado, informando qualquer alteração; CPF do cônjuge; Número do Título de Eleitor; Número do recibo da declaração do IRPF do ano anterior, caso tenha sido entregue; Número de cadastro no INSS (PIS ou NIT – Autônomo); Nome, data de nascimento e CPF dos dependentes e alimentandos. Comprovantes de renda Informes de rendimentos do titular e dos dependentes, incluindo salários, aposentadorias, pensões, aluguéis, serviços autônomos, ações judiciais e rendimentos do exterior; Informes de rendimentos de contas bancárias e aplicações financeiras; Relatório de aluguéis recebidos; Informes de rendimentos e extrato de previdência privada; Informes de programas de incentivo à emissão de notas fiscais, como “Nota Fiscal Paulistana”, “Nota Paraná” e “Nota Curitiba”. Pagamentos e deduções Comprovantes de despesas médicas e odontológicas; Relatório anual de despesas com educação; Comprovantes de despesas com previdência privada, advogados, engenheiros, corretagem em aluguéis e transações imobiliárias; Recibo de doações (recebidas ou efetuadas); Documentação de bens e direitos, como imóveis e veículos; Extratos de consórcios, financiamentos e outras dívidas; Informações sobre empréstimos (dívidas e ônus). Rendas variáveis Notas de corretagem e extratos de Imposto de Renda fornecidos pelas corretoras para operações em renda variável; DARFs (Documentos de Arrecadação da Receita Federal) de renda variável; Informes de rendimentos obtidos com investimentos em renda variável. https://www.youtube.com/watch?v=sdLmgg_lrm8

Fonte: CNN Brasil

Parceiros e ex são agressores em 70% dos casos de violência contra mulher

Em quase 70% dos casos de violência contra a mulher, os agressores são os próprios parceiros ou ex-parceiros. É o que aponta a pesquisa “Visível e Invisível: a vitimização de mulheres no Brasil”, do Fórum de Segurança Pública e do Instituto Datafolha.

Violência contra mulheres cresceu 22% em oito anosFoto: : Getty Images

O que aconteceu

Atuais companheiros somam 40% dos agressores. Ex-companheiros vêm na sequência, somando 26% dos responsáveis por agressões a mulheres no Brasil.

Esse número praticamente dobrou em relação a 2017, primeiro ano da pesquisa conduzida pelo Fórum. Naquele ano, parceiros e ex-parceiros eram autores de 36,4% dos casos.

57% das vítimas foram agredidas dentro da própria casa. Além de a pesquisa mostrar que as mulheres não estão seguras com os homens com quem se relacionam, revela que o lar também não é um ambiente seguro, já que é o principal palco da violência doméstica.

Ainda segundo a pesquisa, os índices de violência de gênero atingiram seu maior patamar desde 2017. “Para analisar esse aumento de casos em todos os tipos de violência, não podemos desconsiderar o fato de que cada vez mais mulheres têm se reconhecido como vítimas de violência”, afirma Samira Bueno, diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. “Antes, violências que eram naturalizadas agora são reconhecidas, e isso tem a ver com novas tipificações de leis para esses crimes.”

70% de vítimas de violência doméstica foram alvo de homens com quem têm ou tiveram relacionamento íntimoFoto: : Fórum Brasileiro de Segurança Pública

Testemunhas silenciosas

Os dados apontam um aumento em todos os tipos de violência contra a mulher. Cada mulher brasileira vivenciou ao menos três violências no ano de 2024.

Uma em cada cinco mulheres brasileiras foi violentada em 2024 é um número expressivo que engloba mais de 21 milhões de mulheres. Nós já contávamos com um aumento durante a pandemia, mas, ao que parece, houve uma normalização dessas violências. E elas não param de subir. – Samira Bueno, diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública

A pesquisa mostra ainda que 91,8% das agressões a mulheres em 2024 foram testemunhadas. Em quase um terço dos casos, os próprios filhos da vítima presenciaram as agressões.

Maioria das vítimas não reage nem procura ajuda. Segundo a pesquisa, 47,4% das mulheres que sofrem violência doméstica não fazem nada. Quando buscam ajuda, diz o documento, 19,2% procuram familiares e 15,2% pedem socorro a amigos.

A polícia vem em quarto lugar. Apenas 14,2% das vítimas procuram órgãos oficiais como a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher ou delegacias comuns (10,3%).

Falta de provas e medo de represálias. O principal motivo alegado pelas mulheres para não procurarem a polícia é terem resolvido a situação sozinhas (36,5%), seguido pela falta de provas (17,7%). O medo de represálias (13,9%) e a descrença na capacidade da polícia de oferecer solução (14,0%) também são fatores relevantes.

Violência contra a Mulher: Febrasgo alerta para principais fatores de risco, ao longo da infância e vida adultaFoto: febrasgo.org

O que dizem os dados

Estudo ouviu 1.040 mulheres. Apesar dos avanços legislativos, como a Lei do Feminicídio (2015) e sua recente transformação em tipo penal autônomo (2024), o documento aponta que a violência continua a crescer.

Crescimento pode ser ‘efeito rebote’. Coordenadora institucional do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Juliana Martins atribui o crescimento à hipótese de um “efeito rebote”, onde a conquista de direitos e espaços pelas mulheres desencadeia uma reação de valores machistas e patriarcais, que buscam manter o status quo.

Samira Bueno também conclui o mesmo. “Narrativas públicas que minimizam a violência de gênero e discursos misóginos proferidos por formadores de opinião e tomadores de decisão podem criar um ‘caldo cultural’ que autoriza agressões”.

31,4% das entrevistadas foram alvo de insultos, humilhações ou xingamentos. Esse número representa um aumento de 22,2% em relação ao ano de 2017, quando foi realizada a pesquisa pela primeira vez.

16,9% vivenciaram agressões físicas. Esse tipo de violência engloba tapas, empurrões e chutes.

16,1% foram ameaçadas. Os casos citados pelas vítimas envolvem risco à integridade física —tapas, empurrões e chutes.

16,1% foram perseguidas. Stalking (perseguição) e amedrontamento também aumentaram em relação a 2017 —em 9,3%.

10,7% sofreram tentativa forçada de relação sexual. O dado também engloba ofensas de cunho sexual e representa cerca de 5,3 milhões de brasileiras.

Divulgação não autorizada de fotos/vídeos íntimos é nova categoria. Novidade na abordagem da pesquisa, o crime de pornografia de vingança fez 3,9% de vítimas, segundo a pesquisa.

Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília.Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília.

Assédio cotidiano: uma violência normalizada?

Mais de 29 milhões de brasileiras foram assediadas em 2024. Quase metade das entrevistadas (49,6%) relatou ter sofrido algum tipo de assédio, desde cantadas na rua até serem tocadas sem consentimento.

Trabalho é um dos maiores palcos. As formas mais comuns são cantadas e comentários desrespeitosos na rua (40,8%) e no ambiente de trabalho (20,5%).

Número deve ser ainda maior. Apesar da alta frequência, os pesquisadores acreditam que o número é ainda maior, uma vez que a cotidianidade de ações de assédio podem levar mulheres a normalizar esse tipo de situação.

O ciclo da violência doméstica é complexo e marcado por barreiras que impedem a vítima de buscar ajuda. O medo, a vergonha, a dependência econômica e emocional, e o isolamento social são alguns dos fatores que contribuem para a perpetuação da violência. O rompimento do ciclo, embora necessário, expõe a mulher a um risco ainda maior, como demonstram os relatos de mulheres divorciadas. – Juliana Martins, coordenadora institucional do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

 

Fonte: uol.com

Contra alta de alimentos, governo adota medidas e zera tarifa de 10 produtos

Alckmin anunciou redução de alíquota de imposto de importação de gêneros alimentícios, entre outras ações. Para especialistas, queda dos preços já é esperada com colheita de safra maior

Alimentos pressionam a inflação: governo quer forçar queda nos preços com importadosFoto: Guito Moreto

O que aconteceu
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) anunciou dez produtos que terão alíquota zerada para importação por tempo indeterminado. “Não há necessidade na portaria de ter o prazo. O objetivo é redução de preço de alimentos para a população, será o prazo necessário”, afirmou o vice-presidente em coletiva. São eles:

  1. Carne (hoje, é 10,8%)
  2. Café (9%)
  3. Açúcar (14%)
  4. Milho (7,2%)
  5. Óleo de girassol (9%)
  6. Azeite de oliva (9%)
  7. Sardinha (32%)
  8. Biscoitos (16%)
  9. Massas alimentícias: (14,4%)
  10. Óleo de palma: aumentar limite de importação de 65 mil para 150 mil toneladas

Sardinha em lata: produto popular pode ficar mais barato — Foto: PexelsFoto: Pexels

As seis medidas foram anunciadas por Alckmin ao lado de ministros e empresários. As propostas envolvem o estímulo para produção de alimentos da cesta básica pelo Plano Safra e um “programa de publicidade de preços”. São elas:

  1. Zerar a alíquota de importação de dez produtos;
  2. Aceleração de municípios com Sisbi (Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal), que inspeciona abate de animais, de 1.500 para 3.000 cidades no país;
  3. Estímulo e prioridade para alimentos no financiamento via Plano Safra;
  4. Negociar com governadores para isenção do ICMS de produtos da cesta básica, que já são zerados nacionalmente;
  5. Fortalecer e acabar com os estoques reguladores;
  6. Lançar um programa de publicidade dos melhores preços.

As medidas têm mais ou menos eficácia direta. A mudança nas alíquotas, por exemplo, deve ocorrer “em alguns dias” sem tempo determinado de vigência, e o Plano Safra só começa a valer em junho. Já a mudança de imposto estadual depende do diálogo do governo com os estados, e o programa de publicidade para indicar onde há os melhores preços não foi esmiuçado.

Alckmin disse que ainda não se sabe o impacto da renúncia fiscal. Segundo a Fazenda, os ministérios deverão soltar notas técnicas nos próximos dias explicando o impacto de cada um, mas o vice-presidente afirmou que em parte dos produtos a importação é pequena “exatamente porque o produto tinha uma alíquota mais alta”.

Segundo o vice-presidente, a medida não vai impactar a produção nacional. “A mudança tem um grande reflexo nos ovos, no custo dos ovos e da proteína animal, das carnes. Nós estamos num momento onde você reduzir o imposto de importação ajuda a reduzir preço. Não está substituindo, está complementando.”

O assunto foi debatido durante todo o dia. Primeiro, o ministro Carlos Fávaro, da Agricultura, se reuniu com Alckmin e os ministros da Casa Civil, Rui Costa, e do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira. Depois, levaram as propostas a Lula.

Lula ainda deveria participar de uma reunião com empresários e representantes do setor, mas desistiu. A Secom (Secretaria de Comunicação) não informou o assunto, mas seguiu no Palácio do Planalto durante o encontro.

Açougue no Rio de Janeiro: carnes têm contribuído com a inflação — Foto: Domingos Peixoto / Agência O GloboFoto: Domingos Peixoto / Agência O Globo

Soluções para ‘ontem’

Comida está entre os principais vilões da inflação atualmente. Dados do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) apontam que alimentos e bebidas subiram 5,4% nos últimos cinco meses, alta acumulada que supera a inflação de todo o ano de 2024 (4,83%).

A redução de preços é considerada “prioridade zero” do governo. O Planalto vê a alta dos preços como o principal fator para as sucessivas quedas de popularidade de Lula —pesquisas mostram que 8 a cada 10 brasileiros já sentem esta pressão— e avalia que o quadro só será revertido com diminuição do peso do bolso.

Lula tem pressionado ministros por soluções para “ontem”. Só em janeiro, houve variação de 1,07% dos produtos consumidos no domicílio, puxada pelos preços da cenoura (36,14%), do tomate (20,27%), e do café moído (8,56%).

O desafio do governo é diminuir o preço tentando alinhar expectativa da indústria, do mercado e dos pequenos produtores. Fávaro não adiantou nenhuma medida, mas havia prometido que Lula baterá o martelo”.

Fonte: uol

Pessoas e empresas com irregularidade na Receita terão as chaves PIX excluídas

Com as novas exigências, publicadas nesta quinta-feira (6), Banco Central avalia que será mais difícil para os golpistas manterem chaves PIX com nomes diferentes daqueles armazenados nas bases da Receita Federal.

 

Para aumentar a segurança do PIX, o sistema de transferência de recursos, o Banco Central (BC) publicou alterações no seu regulamento nesta quinta-feira (6) e determinou que chaves de pessoas e de empresas cuja situação não esteja regular na Receita Federal sejam excluídas.

“Com as novas medidas, será mais difícil para os golpistas manterem chaves PIX com nomes diferentes daqueles armazenados nas bases da Receita Federal”, informou o Banco Central.

Na prática, o BC quer evitar que golpistas usem nomes de empresas reais para desviar recursos para contas de terceiros. Isso porque, em algumas situações, eles alteram dados de propriedade da conta para praticar golpes. E essas mudanças, muitas vezes, dificultam o rastreio pela Receita.

falso pix — Foto: Bruno Peres/Agência BrasilFoto: Bruno Peres/Agência Brasil

Com isso, as instituições financeiras deverão excluir CPFs com situação cadastral:

  1. suspensa
  2. cancelada
  3. titular falecido
  4. nula

🔎A suspensão do CPF ocorre, por exemplo, quando há alguma informação errada ou incompleta no cadastro.

🔎Já o cancelamento é quando há alguma fraude, falsificação ou quando o documento é usado irregularmente. Nessa situação, a Justiça manda suspender ou bloquear.

🔎O CPF é considerado nulo quando há um erro grave ou fraude no registro.

E, também, CNPJs com situação cadastral:

  1. suspensa
  2. inapta
  3. baixada
  4. nula

🔎O CNPJ é suspenso quando o titular, por exemplo, não efetua pagamento das contribuições ou faz declarações necessárias.

🔎É classificado como inapto quando a empresa omite dados e declarações num período de dois anos.

🔎Em casos em que a empresa é encerrada ou teve sua inscrição cancelada na Receita Federal o CNPJ é considerado baixado.

🔎É considerado nulo quando uma mesma empresa apresenta, por exemplo, vários números de inscrição.

Verificação pelos bancos

A verificação, pelas instituições financeiras, deverá ser efetuada sempre que houver uma operação envolvendo uma chave PIX, como um registro, uma alteração de informações, uma portabilidade ou uma reivindicação de posse.

Para garantir que as instituições financeiras, participantes do PIX, cumpram as novas regras, o BC informou que irá monitorar periodicamente sua conduta, “podendo aplicar penalidades para aquelas instituições que apresentem falhas nesse processo”.

Além disso, o BC também informou que “atuará ativamente” para detectar chaves PIX com nomes diferentes do registrado na Receita Federal, como forma de garantir que os participantes excluam ou ajustem essas chaves.

PixFoto: Agência O Globo

Chaves aleatórias

Outra proibição anunciada nesta quinta é a alteração de informações vinculadas a chaves aleatórias e a reivindicação de posse de chaves do tipo e-mail. Desse modo:

  1. pessoas e empresas que usam chaves aleatórias e que queiram alterar alguma informação vinculada a essa chave não poderão mais fazê-lo.
  2. A partir de agora, deve-se excluir a chave aleatória e criar uma nova chave aleatória, com as novas informações.

Chaves tipo e-mail

Segundo o BC, pessoas e empresas que queiram reivindicar a posse de um e-mail também não poderão mais fazê-lo. Chaves do tipo e-mail não poderão mais mudar de dono.

“Apenas chaves do tipo celular continuam a ter acesso a essa funcionalidade, para permitir que números de celular pré-pago, que podem mudar de dono, também possam mudar de dono quando registradas como chave PIX”, informou.

Devolução em dispositivos não cadastrados

Por fim, o Banco Central liberou a realização de devolução de qualquer valor em dispositivos de acesso não cadastrados.

Segundo a instituição, a medida que restringiu transações PIX em dispositivos de acesso não cadastrados no valor de, no máximo, R$ 200, estava impedindo que transações de devolução de boa-fé iniciadas pelo próprio recebedor pudessem ser feitas a partir de dispositivos não cadastrados.

 

Fonte: g1 Economia

O que vem depois do Oscar? E como aproveitar o embalo de ‘Ainda Estou Aqui’?

Melhor Filme Internacional do Oscar, o longa de Walter Salles levou o brasileiro aos cinemas e apresentou uma outra face do Brasil ao mundo – e ao próprio País. Agora, é preciso continuar

Walter Salles e Fernanda Torres no 97º OscarWalter Salles e Fernanda Torres no 97º Oscar. Foto: Monica Schipper/Getty Images

Pegar uma carona na vitrine global do cinema promovida pelo Oscar é bom para todo mundo, como a Letônia (com a animação Flow) e o Brasil agora podem comprovar. É provável que muita gente espalhada pelo mundo tenha assistido ou venha a assistir pela primeira vez a um filme brasileiro. É provável também que muita gente por aí, para quem a cultura brasileira se resumia ao eixo samba-Carnaval-futebol, tenha sido apresentada a uma dimensão até então desconhecida de nossa identidade. Brasileiros também fazem filmes, e até ganham o Oscar. Ah, esses brasileiros. Muito bem.

Precisamos emplacar filmes no Festival de Cannes, em maio. Devemos repetir a presença, em agosto, no Festival de Veneza, onde começou a bem-sucedida carreira internacional do filme de Walter Salles (com o prêmio de roteiro). Precisamos fincar os pés em outros festivais importantes, de ficção e de documentário, de longas e de curtas, que representam oportunidades de mercado.

Isso tudo não se obtém apenas com filmes, mas também com um esforço de promoção e de divulgação em torno deles. Cinema é arte industrial, como bem sabem os EUA, que melhor disputam (dominam, na verdade) esse jogo.

Ainda Estou AquiCartaz de “Ainda Estou Aqui” – créditos da imagem: Letras de Músicas/Reprodução

Olhemos principalmente, neste início do “dia seguinte”, para a nossa própria casa. O Oscar de Ainda Estou Aqui já exerceu um efeito salutar sobre a percepção de brasileiros a respeito do nosso cinema. Quantas pessoas terão retornado a uma sala, depois de longa ausência em que se mantiveram no sofá de casa, por causa dele?

O fato de o filme não estar ainda disponível no streaming, no Brasil e nos EUA, contribuiu para aquecer o mercado de exibição, com desdobramentos positivos sobre o hábito de ir ao cinema. Bom para todos os filmes, não só para os brasileiros. Mas como garantir que, no caso da produção nacional, esse espaço continue a ser bem ocupado? Por meio de políticas de longo prazo de distribuição e de exibição, capazes de chamar a atenção para o fato de que, além do valor cultural, o audiovisual cria empregos e movimenta a economia.

Políticas de Estado, e não só de governo, como as que beneficiam outros setores. E que envolvam uma dimensão fundamental para o acesso à cultura: a formação de espectadores.

'Ainda Estou Aqui' ganhou exibição ao ar livre no Centro Cultural São Paulo, em janeiro‘Ainda Estou Aqui’ ganhou exibição ao ar livre no Centro Cultural São Paulo, em janeiro. Foto: Fabio Vieira/Estadão / Estadão

Quantos adolescentes prestes a concluir o Ensino Médio seriam capazes de citar três ou quatro momentos importantes na história do cinema brasileiro? Quantos já ouviram falar de Adhemar Gonzaga, Humberto Mauro, Carmen Santos e Glauber Rocha, para citar quatro personagens fundamentais em um universo de centenas? Quantos sabem que, antes do Oscar, o cinema brasileiro já havia sido premiado em todos os festivais de primeira grandeza? Quantos estarão dispostos, na idade adulta, a se transformarem em espectadores regulares da produção brasileira, e a transmitir esse hábito a seus filhos e netos? Quantos dispõem de ao menos uma sala de cinema — comercial ou num espaço cultural — em seus bairros ou mesmo em suas cidades, a preços populares?

Agora, que passou o carnaval. O “dia seguinte” para o audiovisual brasileiro é de trabalho, para os profissionais da área e para todos os que se importam para valer — ou seja, muito além dos posts lacradores nas redes sociais — com o fortalecimento da cultura brasileira.

 

Fonte: terra.com

Prefeitura de Itapetinga engajada na Campanha Leão Amigo da Criança e do Adolescente. Veja como participar

Foto: ASCOM / PMI

Na manhã desta terça-feira, 25, reuniram-se no Ministério Público, para o lançamento da campanha Leão Amigo da Criança e do Adolescente, além dos representantes do poder judiciário, o Conselho Municipal de Defesa da Criança e do Adolescente, a secretária de Desenvolvimento Social, Zezé Hagge, o prefeito Eduardo Hagge e contabilistas de Itapetinga e região.

A Campanha tem como principal objetivo mobilizar contribuintes (pessoas físicas ou jurídicas) a destinarem parte do seu imposto de renda para o financiamento de projetos e programas locais de amparo a crianças, adolescentes ou idosos.

Após a regularização do Fundo da Infância e Adolescência, junto à Receita Federal, o órgão ficou apto a arrecadar recursos e transferi-los para órgãos do município. Quatro instituições já estão cadastradas pelo conselho: Apae, Ipam, Associação Nossa Senhora das Dores e Equoterapia Manuela. No ano passado, elas já foram beneficiadas com a campanha e já receberam o repasse dos valores.

Foto: ASCOM / PMI

De acordo com o presidente do Conselho Municipal de Defesa da Criança e do Adolescente, Washington Maciel, para contribuir é muito fácil. Os contabilistas já estão instruídos, o sistema já indica as opções de valores e entidades beneficiadas. Então, ao fazerem a declaração completa, basta dizer do interesse de fazer a destinação e escolher para onde o valor será destinado. “Lembrando que é destinação e não doação. Não haverá acréscimo nenhum no pagamento. O valor destinado será restituído pelo governo federal integralmente”, explicou Washington.

Foto: ASCOM / PMI

Presente na reunião, a secretária de Desenvolvimento Social, Zezé Hagge, falou da importância da campanha e conclamou a todos a se unirem em benefício das nossas crianças e adolescentes. “Vamos juntos, em uma só voz, buscar cuidar dessas crianças para que os projetos cheguem até elas, para que elas tenham um futuro lindo, um futuro promissor, um futuro digno, principalmente para aquelas crianças em estado de vulnerabilidade social”, disse a secretária.

Durante a reunião, o prefeito Eduardo Hagge colocou todo o equipamento público municipal a disposição da campanha, reafirmando o compromisso e o cuidado com o povo. “Uma cidade que se preocupa com a criança e o adolescente certamente terá um futuro mais promissor e é nisso que acreditamos”, garantiu o prefeito.

Fonte: ASCOM / PMI

Pix por aproximação chega na sexta (28/02); saiba como vai funcionar

Pix por aproximação não exigirá leitura de QR Code ou autenticação prévia no app do banco, o que deve tornar pagamentos na modalidade mais rápidos

Foto: FanF1

O Banco Central definiu o dia 28 de fevereiro de 2025 como a data da estreia oficial do Pix por aproximação. Por meio da modalidade, o consumidor poderá fazer compras aproximando seu dispositivo móvel do terminal de pagamento, de modo semelhante ao que já é possível fazer com cartões.

A expectativa é a de que o Pix por aproximação agilize principalmente o uso dessa forma de pagamento nas compras feitas em estabelecimentos físicos.

Hoje, o usuário precisa fazer autenticação no aplicativo de sua instituição financeira, bem como leitura de um QR Code para pagar via Pix, e isso tende a aumentar o tempo necessário para o procedimento ser concluído. Esse problema será amenizado ou deixará de existir com o Pix por aproximação.

Função de Pix na Carteira do Google (imagem: reprodução)Foto: Função de Pix na Carteira do Google (imagem: reprodução/Google)

Como o Pix por aproximação funcionará?

Em linhas gerais, o usuário terá que cadastrar a conta cujos pagamentos serão debitados em um serviço de carteira digital (wallet) ou recorrer a uma função correspondente no aplicativo da instituição financeira na qual tem conta.

Para usar o Pix por aproximação, bastará então acionar a carteira ou app e aproximar o celular do terminal de pagamento. O procedimento é parecido com os pagamentos de aproximação já disponíveis para cartões de crédito ou débito.

Não será obrigatório ler QR Code ou fazer login prévio no aplicativo da instituição financeira para ativar o pagamento via Pix e então realizar a transação. Contudo, o usuário deverá ter um dispositivo móvel compatível com NFC para o pagamento por aproximação funcionar.

Sabe-se que a Carteira do Google (Google Wallet) já é compatível com o Pix por aproximação. A modalidade começou a ser testada com o Google Pay (o sistema por trás da Carteira do Google) em julho de 2024.

Naquela época, os testes estavam sendo feitos com o C6 Bank e o PicPay, mas o Google vem expandindo as parcerias com as instituições financeiras desde então. Entre as que já foram incluídas na Carteira do Google para o Pix por aproximação estão:

  • C6 Bank
  • PicPay
  • Itaú
  • Santander*
  • Mercado Pago*
  • Nubank*
  • Banco do Brasil
  • Caixa Econômica Federal*
  • Bradesco*
  • Banco Inter*
  • Sicredi*
  • Pag Bank*
  • Banco Pan*
  • Digio*
  • BTG*

*no momento, para usuários selecionados

Mãos segurando um celular o símbolo do Pix na telaFoto: Pix por aproximação vai permitir pagamentos mais rápidos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Como ativar o Pix na Carteira do Google?

Inicialmente, é preciso se certificar de que o aplicativo da instituição financeira que mantém a sua conta esteja instalado em seu celular. O app é necessário para a validação do cadastro. Depois, é preciso:

  • abrir a Carteira do Google;
  • tocar em Adicionar à Carteira e escolher opção de Pix, ou tocar no banner para cadastro de Pix;
  • iniciar a verificação de sua identidade, se o app solicitar;
  • selecionar a instituição financeira da qual você é cliente;
  • seguir os passos dados pelo app da instituição financeira, conforme disponibilidade.

E no Apple Pay ou Samsung Pay?

Ainda não há informação sobre quando o Pix por aproximação funcionará no Apple Pay ou no Samsung Pay. De acordo com a Folha, é preciso que ambos os serviços sejam credenciados como “iniciadoras de pagamento” para trabalharem com o Pix, mas Apple e Samsung entendem que isso não é necessário, razão pela qual ainda negociam com o Banco Central.

Vale destacar, porém, que as próprias instituições financeiras poderão oferecer Pix por aproximação em seus aplicativos, o que significa que a Carteira do Google não será a única opção para isso. Bradesco e Banco do Brasil estão entre as instituições que já oferecem ou oferecerão essa alternativa.

 

Fonte: Tecnoblog

Com calor e milho caro, ovo tem o preço mais alto em 22 meses no Brasil

O calorão no Brasil, o preço do milho nas alturas e a proximidade da Quaresma estão fazendo disparar o preço dos ovos no Brasil. O alimento chegou ao nível mais caro em pelo menos 22 meses.

Quaresma, calor e insumos elvevam o preço dos ovos

Quaresma, calor e insumos elvevam o preço dos ovos
Imagem: Reprodução TV

O que aconteceu

O preço dos ovos brancos aumentou 69% entre janeiro e fevereiro para o revendedor. O preço da caixa com 30 dúzias saltou de R$ 134 para R$ 227. A alta foi de 61% para os ovos vermelhos: passou de R$ 156, em 17 de janeiro, para R$ 252 um mês depois. O UOL calculou a média dos preços do ovo branco e vermelho com base em um histórico de preços informados pelo Cepea, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, que informa os valores cobrados entre abril de 2023 e fevereiro deste ano.

Nesses 22 meses, o preço do ovo nunca chegou a patamar tão elevado. A cifra mais alta cobrada pela caixa com 30 dúzias de ovos brancos foi R$ 203 em junho de 2023, 12% menos. Já o ovo vermelho chegou a custar R$ 225, em média, em maio daquele ano, também 12% mais barato.

A partir de julho de 2023, o preço do ovo branco sempre ficou abaixo de R$ 200. Setembro do ano passado foi a mínima: R$ 127. Naquele mesmo mês, as 30 dúzias do ovo vermelho foram vendidas a R$ 143, também o valor mais baixo da série.

“O principal fator que tem impactado nos preços dos ovos é a baixa oferta no mercado interno”.
Claudia Scarpelin, pesquisadora da Cepea

Calorão e milho caro

Base alimentar das galinhas, preço do milho aumentou 32% desde o ano passado

Imagem: Jayson Roy/Unsplash/ Reprodução

De acordo com as associações do setor, o forte calor reduz a produção de ovos. “As altas temperaturas registradas no início do ano afetaram a produtividade das aves, impactando diretamente a oferta e os custos de produção”, afirma em nota o Instituto Ovos Brasil (IOB).

As galinhas são animais de sangue quente, com temperatura corporal constante. Quando ficam expostas ao calor, essas aves compensam o estresse térmico usando energia extra para regular a temperatura do corpo. A consequência é a queda de 5% a 10% na produção de ovos, estima Tabatha Lacerda, diretora administrativa do Instituto Ovos Brasil e coordenadora técnica da Associação Brasileira de Proteína Animal. Cada galinha bota, em média, um ovo por dia.

Para aliviar esse estresse, alguns produtores climatizam suas granjas. Os galpões baixam a temperatura para aproximadamente 10ºC, elevando a produção de ovos.

O milho também ficou mais caro. A alimentação das galinhas é à base de soja, que fornece proteína, e milho, o carboidrato responsável por dar energia às aves. O preço da saca de 60 kg vem aumentando desde setembro do ano passado, quando rompeu a marca de R$ 60 e não parou de subir. Este mês custava R$ 79 —32% de aumento. “A elevação dos custos tornou inevitável o repasse para o consumidor final, o que onera o produtor”, afirma o Instituto Ovos Brasil.

A volta às aulas também eleva o preço do ovo. “A demanda por ovos tem aumentado gradualmente, impulsionada pelo retorno das aulas, já que o ovo é uma proteína amplamente consumida nas merendas escolares, e pela recuperação do consumo pela população em geral”, diz Claudia Scarpelin, pesquisadora da área de ovos da Cepea. “Esse desequilíbrio entre oferta e demanda por ovos tem resultado na elevação dos preços.”

Até a Quaresma encarece o produto. “Os preços devem continuar elevados até a Quaresma (5 de março a 17 de abril), período em que, tradicionalmente, o consumo de ovos aumenta”, diz Scarpelin sobre a redução do consumo de carne vermelha no período que antecede a Páscoa.

Cura para gripe aviária pode depender de ovos de galinha; entenda

Imagem: Reprodução

Culpa é dos EUA?

Os Estado Unidos aumentaram a importação de ovos brasileiros. Foram 220 toneladas em janeiro, 22% mais ovos do que em janeiro do ano passado, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal. Após um surto de gripe aviária, os americanos chegaram a pagar o equivalente a R$ 60 pela dúzia de ovos.

Consumidora americana compara preço da dúzia de ovos nos EUA ( US$ 9,49, ou R$ 54,6) e no Canadá

Consumidora americana compara preço da dúzia de ovos nos EUA ( US$ 9,49, ou R$ 54,6) e no Canadá
Imagem: Reprodução/X

Por enquanto, esse aumento nas exportações não interfere nos preços no Brasil. “Toda a produção brasileira é destinada ao mercado interno, com exportações representando menos de 1% do total”, diz o instituto.

Esse cenário, no entanto, pode mudar. “Caso a situação nos EUA se prolongue e o país continue aumentando suas importações de ovos brasileiros, isso poderá impactar a oferta doméstica, influenciando os preços”, afirma Scarpelin.

O brasileiro consome cada vez mais ovos. Em 2023, o consumo foi de 242 unidades, subindo para 269 em 2024 e “com expectativa de alcançar 272 unidades por pessoa em 2025”, prevê o instituto.

 

Fonte: uol Economia

Denúncia da PGR contra Bolsonaro e seu grupo na tentativa de golpe de Estado: Entenda os principais pontos.

Documento aponta que o ex-presidente liderou uma organização criminosa que praticou atos nocivos contra a democracia e tinha um ‘projeto autoritário de poder’.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma denúncia formal contra Jair Bolsonaro e um grupo de aliados por tentativa de golpe de Estado em 2022.

O documento aponta que o ex-presidente liderou uma organização criminosa que praticou atos nocivos contra a democracia e tinha um “projeto autoritário de poder”.

Se a denúncia for aceita, Bolsonaro se tornará réu e responderá a um processo penal no STF, podendo ser condenado pelos crimes descritos na acusação.

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Foto:  Alan Santos/PR

Dentre os principais pontos da denúncia da PGR estão:

Bolsonaro e o núcleo do golpe

A PGR identificou que a tentativa de golpe foi conduzida por um núcleo central dentro da organização criminosa. Entre os principais nomes envolvidos, além de Bolsonaro, estão:

  • Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin e deputado federal
  • Almir Garnier Santos, ex-comandante da Marinha
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça
  • Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional
  • Paulo Sérgio Nogueira, ex-comandante do Exército
  • Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e ex-vice na chapa de Bolsonaro
  • Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro

Segundo a denúncia, “deles partiram as principais decisões e ações de impacto social”, sendo Mauro Cid o responsável por “transmitir orientações aos demais membros do grupo”.

Crimes atribuídos a Bolsonaro e seus aliados

A PGR denunciou Bolsonaro e os demais integrantes da organização criminosa pelos seguintes crimes:

  1. Liderança de organização criminosa armada
  2. Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito
  3. Golpe de Estado
  4. Dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União
  5. Deterioração de patrimônio tombado

Discurso golpista desde 2021

De acordo com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, Bolsonaro adotou um tom de ruptura com a democracia desde 2021, ao atacar instituições e questionar o sistema eleitoral.

“A partir de 2021, o Presidente da República adotou crescente tom de ruptura com a normalidade institucional nos seus repetidos pronunciamentos públicos, nos quais expressava descontentamento com decisões de tribunais superiores e com o sistema eleitoral eletrônico em vigor”, destacou Gonet.

Essa escalada autoritária ganhou mais força após a anulação das condenações do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva, tornando possível sua candidatura e, posteriormente, sua vitória nas eleições de 2022.

Decreto golpista e pressão sobre os militares

A denúncia aponta que Bolsonaro editou a versão final do decreto golpista, apresentado em 14 de dezembro de 2022 pelo general Paulo Sérgio Nogueira aos comandantes das três Forças Armadas. O documento previa:
  • Decretação do Estado de Defesa, que daria a Bolsonaro poderes extraordinários
  • Criação da “Comissão de Regularidade Eleitoral”, um órgão que revisaria o resultado das eleições

O objetivo da reunião foi pressionar os militares a aderirem à insurreição e garantirem suporte armado para impedir a posse de Lula. O general Freire Gomes, então comandante do Exército, confirmou à PGR que a minuta apresentada era ainda mais abrangente do que a versão inicial de Bolsonaro.

“A reunião tinha o intuito de pressionar novamente os militares a aderirem à insurreição, garantindo, assim, o suporte armado para as medidas de exceção que deveriam ser adotadas”, destacou a PGR.

A minuta do decreto golpista foi encontrada na residência do ex-ministro Anderson Torres.

Operação ‘Copa 2022’ e monitoramento de Alexandre de Moraes

A delação de Mauro Cid revelou que Bolsonaro ordenou diretamente o monitoramento do ministro Alexandre de Moraes. A espionagem fazia parte da Operação “Copa 2022”, que tinha como objetivo a “neutralização” do magistrado.

Inicialmente, as ordens partiram de Rafael Martins de Oliveira e Hélio Ferreira Lima, denunciados como articuladores da operação. O ex-assessor presidencial Marcelo Câmara foi apontado como um dos responsáveis por executar as ações.

“O monitoramento então foi solicitado pelo colaborador ao Coronel Marcelo Câmara, que era quem realizava essas operações”, afirmou Cid.

A PGR destaca que a ordem de monitoramento foi reforçada às vésperas do Natal de 2022:

“Quem solicitou o monitoramento do Ministro Alexandre de Moraes foi o ex-Presidente Jair Bolsonaro”, diz a denúncia.

Acampamentos golpistas e tentativa de golpe no 8 de janeiro

Segundo a PGR, Bolsonaro e seus aliados deliberadamente incentivaram os acampamentos em frente aos quartéis militares, para tentar provocar uma ação das Forças Armadas em favor do golpe.

“O então Presidente sempre dava esperanças que algo fosse acontecer para convencer as Forças Armadas a concretizarem o golpe”, disse Mauro Cid em delação.

O general Braga Netto, candidato a vice de Bolsonaro, mantinha contato direto com os manifestantes nos acampamentos e reforçava a narrativa golpista. O mesmo ocorreu com o general Mário Fernandes, que chegou a visitar pessoalmente os acampamentos em novembro de 2022.

Os ataques de 8 de janeiro de 2023, com a invasão das sedes dos Três Poderes, foram resultado direto dessa articulação, segundo a PGR.

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Foto: Evaristo Sá/AFP

Plano para matar Lula e Moraes

A denúncia também afirma que Bolsonaro sabia e concordou com um plano para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Alexandre de Moraes. O plano foi denominado “Punhal Verde Amarelo” e previa:
  • Execução de Moraes e envenenamento de Lula
  • Controle total dos Três Poderes após a eliminação de opositores
  • Criação de um gabinete para organizar a nova ordem golpista

A PGR revelou um áudio de um assessor de Bolsonaro confirmando que o ex-presidente sabia do plano e esperava que fosse executado até 31 de dezembro de 2022.

“O áudio não deixa dúvidas de que a ação violenta era conhecida e autorizada por Jair Messias Bolsonaro”, afirmou Gonet.

Além disso, mensagens trocadas por um grupo de WhatsApp chamado “Acompanhamento” confirmam que a reunião no Palácio do Planalto foi para planejar a execução do golpe.

Relatório sobre urnas

Segundo a delação de Mauro Cid, que é citada na denúncia, o ex-presidente Jair Bolsonaro interferiu diretamente na redação do relatório das Forças Armadas sobre as urnas eletrônicas, determinando que sua conclusão fosse alterada para alimentar dúvidas sobre o sistema eleitoral.

De acordo com a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), Bolsonaro pressionou o Ministério da Defesa para modificar o documento e evitar que ele reafirmasse a inexistência de fraudes nas eleições de 2022.

De acordo com Cid, a versão inicial do relatório não apontava qualquer irregularidade no sistema eleitoral, o que contrariava o discurso bolsonarista de desconfiança nas urnas. No entanto, por ordem do ex-presidente, o texto foi ajustado para sugerir a possibilidade de que fraudes pudessem ocorrer, mesmo sem qualquer prova que sustentasse essa tese. A denúncia destaca que essa interferência foi parte de uma estratégia maior para desestabilizar a democracia.

O relatório manipulado foi amplamente explorado por aliados de Bolsonaro para mobilizar sua base e justificar a necessidade de uma intervenção militar. Essa narrativa foi crucial para manter os acampamentos em frente aos quartéis após a derrota eleitoral, além de fortalecer a tentativa de invalidar o resultado das urnas. Segundo a PGR, a disseminação dessas informações falsas foi essencial para alimentar o movimento golpista.

‘Sangue nos olhos’

De acordo com o documento, Bolsonaro manteve interlocução com apoiadores, estimulou manifestações em frente a quartéis e buscou alimentar um clima de instabilidade para justificar uma intervenção militar.

Segundo a PGR, Mário Fernandes, então chefe substituto da Secretaria-Geral da Presidência, atuava como elo entre o governo Bolsonaro e os grupos que pediam a intervenção militar.

Fotos encontradas no celular de Fernandes confirmam sua presença em acampamentos montados no Quartel-General do Exército em Brasília, onde esteve pelo menos quatro vezes. Além disso, os investigadores apontam um “estreito vínculo” entre Fernandes e as principais lideranças dos atos antidemocráticos.

A denúncia também inclui mensagens enviadas ao ex-presidente pelo major-brigadeiro Maurício Pazini Brandão, indicando que os apoiadores aguardavam um sinal para agir. Em uma das mensagens, Brandão escreveu:

“A ‘minha tropa’ (hehehehe) continua com ‘sangue nos olhos’. […] Conversa hoje com o Amir. Desmobilizamos a tropa ou permanecemos em alerta?”. O texto reforça que o plano golpista contava com apoio e articulação entre setores militares e civis.

Além disso, Mauro Cid afirmou em sua delação que Bolsonaro incentivava os acampamentos em frente aos quartéis para manter viva a expectativa de um golpe militar. Segundo Cid, Bolsonaro “sempre dava esperanças que algo fosse acontecer para convencer as Forças Armadas a concretizarem o golpe”. Esse teria sido um dos motivos pelos quais o então presidente nunca ordenou a desmobilização dos manifestantes, mesmo após o fim das eleições.

A PGR conclui que a permanência dos acampamentos foi deliberada e que os comandantes das Três Forças chegaram a assinar uma nota autorizando a continuidade das manifestações por ordem de Bolsonaro. O documento descreve os eventos de 8 de janeiro como o resultado de uma longa construção da organização criminosa, que desde 2021 propagava a falsa narrativa de que o sistema eletrônico de votação havia sido manipulado para prejudicar o ex-presidente.

Próximos passos

Agora, cabe ao Supremo Tribunal Federal decidir se aceita a denúncia da PGR. Caso isso ocorra:

  1. Bolsonaro e os demais denunciados se tornarão réus
  2. Será aberta uma ação penal com coleta de provas, depoimentos de testemunhas e defesa dos acusados
  3. Ao final do julgamento, o STF poderá condená-los ou absolvê-los
  4. Além disso, a defesa dos réus poderá apresentar recursos dentro do próprio tribunal.


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