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:: ‘Destaque4’

Rui Costa anuncia que suspensão de transporte intermunicipal vai ocorrer três dias antes e depois das festas juninas

O governador da Bahia, Rui Costa, anunciou nesta terça-feira (25), que os ônibus do transporte intermunicipal terão circulação suspensa três dias antes e três depois das festas juninas, para evitar que as pessoas viajem nas datas festivas e façam aglomerações. A informação foi divulgada no Papo Correria, programa do gestor nas redes sociais.

“Eu me reuni hoje com o secretário de Infraestrutura [Marcus Cavalcanti] e ele irá publicar a portaria com os detalhes nos próximos dias. Alguns dias antes do São João, vamos proibir a colocação de horários extras e estipular a lotação máxima dos ônibus de 70%”, disse Rui Costa.

No dia 17 de maio, Rui Costa já tinha anunciado que o transporte intermunicipal será suspenso pelo segundo ano consecutivo no período do São João a São Pedro, mas não tinha detalhado quando seria.

Rui Costa anuncia que suspensão de transporte intermunicipal vai ocorrer três dias antes e depois da festa de São João — Foto: Reprodução

Segundo Rui Costa, a suspensão vai acontecer cerca de três dias antes do início da festa e cerca de três dias depois da comemoração.

“Nos dias mais próximos ao São João, três dias antes e depois, nós vamos suspender totalmente o transporte. Então, funcionará dessa forma para não prejudicar quem precisa fazer uma viagem por necessidade de saúde ou de trabalho, sem estimular que as pessoas se locomovam com a intenção de se aglomerarem em festas e reuniões vinculadas ao período das festas juninas”, afirmou o governador.

Na oportunidade, o governador também adiantou que nenhuma festa junina será permitida na Bahia, independentemente do número de público.

As medidas são adotadas para evitar a disseminação do coronavírus no estado.

Fonte: G1 Bahia

Itapetinga – Comissão de Saúde discute projetos de lei em reunião

 

A Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Itapetinga se reuniu para discutir projetos que estão em tramitação na Casa Legislativa. A reunião aconteceu nesta terça-feira (18) e contou com a participação do assessor jurídico da Câmara de Vereadores, Rivadavia Ferraz Júnior.

A Comissão de Saúde analisou três projetos de lei. O Projeto de Lei Nº004/2021 institui regras de proteção dos direitos da pessoa com fibromialgia no âmbito do município de Itapetinga, de autoria da vereadora Manu Brandão (MDB).

O Projeto de Lei Nº003/21 dispõe sobre a criação do Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais (CMPDA).

O outro projeto de lei analisado dispõe sobre a inserção da Semana de Enfermagem no calendário oficial do município de Itapetinga.

A Comissão de Saúde e Saneamento é formada pelos vereadores Manu Brandão (MDB), Gegê (PSB) e Neto Ferraz (PSC).

Vereador Neto Ferraz apoia a campanha de Combate ao Abuso e Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes

Um importante e delicado tema ganha destaque nesta terça-feira, 18 de maio. Hoje é o Dia Nacional de Enfrentamento ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, data que estimula a reflexão sobre o papel da sociedade civil no combate a esse tipo de crime.

Além da conscientização, uma das formas mais eficazes de combater abusos e explorações é a denúncia, que pode ser feita por meio do Disque 100, um canal da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e do Conselho Tutelar de Itapetinga, que funciona 24 horas por dia. A ligação é gratuita e a identidade do denunciante é mantida em sigilo. As denúncias recebidas são analisadas e encaminhadas aos órgãos responsáveis.

O  Dia Nacional de Enfrentamento ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes foi instituído em 1988, incentivado por um crime ocorrido no dia 18 de maio de 1973, quando uma menina de oito anos foi sequestrada, drogada, espancada, violentada e morta.

“Infelizmente os dados estatísticos sobre a violência sexual infantil ainda assustam no Brasil. A cada oito minutos, uma criança é vítima. A todo momento escândalos de abuso sexual infantil no esporte, no cinema, na TV, nos mostram o quanto a infância é vulnerável e necessita de proteção.  A luta continua: mobilizar a sociedade, desmistificar conceitos e tabus e educar sobre o tema estão entre os objetivos mais importantes, que são, de certa forma, perpetradores da violência”, explica Jeniffer Tavares, fundadora do Instituto Desenhando Sorrisos.

O Instituto Desenhando Sorrisos é uma associação de sociedade civil que atua para melhorar a vida de crianças, jovens e adultos sobreviventes de abuso sexual, oferecendo apoio e acompanhamento com psicólogos, auxílio jurídico, educação, cursos e treinamentos para as vítimas, familiares e a comunidade em geral.

“Quando você finge que não vê, você é cúmplice. Se você testemunhar uma situação de violência sexual contra uma criança ou adolescente, não se cale. Disque 100. Vamos trabalhar juntos, na defesa de crianças e adolescentes″.

NOTA DE PESAR: COMUTRAN EMITE NOTA PELO FALECIMENTO DE LEO MATOS

 

A Coordenadoria Municipal de Trânsito se solidariza com a família de LEONARDO MATOS, pelo seu falecimento.
Neste momento de profunda dor e pesar, a diretoria, agentes de trânsito e colaboradores da COMUTRAN, manifesta aos familiares e amigos,  expressando as mais sinceras condolências pela partida precoce.
Leo Matos, como era carinhosamente chamado, era Presidente da Câmara Municipal, a qual desempenhava o seu trabalho com excelência.

Sua partida deixa um legado de carinho e amizade.

Nossos sentimentos.

Bolsa para famílias com filhos matriculados na rede estadual de ensino da BA terá 1ª parcela depositada em 27 de abril

A primeira parcela do Bolsa Presença, que concede a quantia de R$ 150 para famílias em condição de vulnerabilidade socioeconômica e que tenha filhos matriculados na rede estadual de ensino da Bahia, será depositada no dia 27 de abril. O anúncio foi feito pelo governador Rui Costa, na terça-feira (20), durante o programa Papo Correria.

O programa beneficia famílias inscritas no CadÚnico e tem como objetivo evitar o abandono escolar e contribuir para fortalecer o vínculo com a escola e o processo de ensino e aprendizagem. O recurso será creditado em um cartão que os estudantes beneficiados receberão.

“Esse programa prevê uma aplicação de pelo menos R$ 280 milhões. São mais de 300 mil famílias beneficiadas. Além desse programa, também temos o vale-alimentação de R$ 55 por estudante e a bolsa de R$ 100 para 52 mil monitores de Língua Portuguesa, Matemática e Educação Científica, do programa Mais Estudo. Esses três programas representam mais de R$ 410 milhões destinados aos estudantes e às suas famílias da rede estadual”, falou Rui Costa.

Medidas restritivas

Na ocasião, Rui Costa também explicou que a transição para uma fase de maior flexibilização das medidas restritivas para conter o avanço da Covid-19 está atrelada às taxas de ocupação dos leitos de UTI.

“Definimos que para iniciarmos o processo de abertura para atividades como casamentos, cirurgias eletivas e as aulas no formato semipresencial, as cidades precisam manter a marca máxima de 75% de ocupação durante cinco dias seguidos. Ainda não temos nenhuma região em condição de migrar pra essa fase mais flexível, mas, assim que tivermos, daremos início a essa transição”, afirmou.

Morre aos 84 anos Agnaldo Timóteo, vítima da Covid-19

O cantor, compositor e político Agnaldo Timóteo morreu aos 84 anos de idade, vítima da Covid-19. Ele estava internado desde o dia 17 de março no Hospital Casa São Bernardo, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

“É com imenso pesar que comunicamos o falecimento do nosso querido e amado Agnaldo Timóteo. Agnaldo Timóteo não resistiu as complicações decorrentes do COVID-19 e faleceu hoje às 10:45 horas. Temos a convicção que Timóteo deu o seu Melhor para vencer essa batalha e a venceu! Agnaldo Timóteo viverá eternamente em nossos corações! A família agradece todo o apoio e profissionalismo da Rede Hospital Casa São Bernardo nessa batalha. A Família informa  que a Corrente de Fé, com pensamentos positivos e orações, permanecerá, em prol de um mundo melhor! #LuzTimóteo!”, diz a nota enviada à imprensa.

Internado na UTI, Agnaldo estava em estado grave, segundo seu sobrinho e assessor de imprensa, Timotinho. “Ele vem respondendo positivamente ao tratamento, porém, seu quadro clínico é considerado regular”, disse Timotinho no último dia 20 de março. Agnaldo chegou a tomar a primeira dose da vacina contra o novo coronavírus.

No dia 19 de março, Timotinho tinha avisado que Agnaldo teria deixado a UTI e estava melhor. “Ele está bem, tomou café da manhã e almoçou há pouco. Ele está melhorando, claro que tem algumas complicações po causa da idade, mais o AVC que ele teve um tempo atrás. Mas está tudo sob controle, não está intubado e nem em estado grave”, disse o sobrinho do cantor na ocasião.

Em 2019, Agnaldo ficou três meses internado após sofrer um acidente vascular cerebral, no Hospital Geral Roberto Santos (HGRS). Na época, ele foi internado depois de apresentar um quadro de pressão arterial alta, mas o quadro também foi compatível com um Acidente Vascular Cerebral (AVC), em uma região mais específica, o cerebelo.

Agnaldo Timóteo Pereira nasceu em Caratinga (MG) em 16 de outubro de 1936. Começou a carreira cantando no Grêmio Literário Nossa Senhora das Graças. Em seguida, passou a apresentar-se nos programas da Rádio Sociedade Caratinga.

De origem humilde, Agnaldo mal pôde cursar a sétima série do primeiro grau, porque a profissão de torneiro mecânico lhe impedia de prosseguir os estudos. Trabalhou também em Governador Valadares (MG) por dois anos, e, nas horas livres, cantava nas emissoras locais educando a voz.

A grande oportunidade surgiu através do animador Aldair Pinto, que o encaminhou às emissoras da capital, onde começou a ser conhecido na área de abrangência da Guarani e da Inconfidência.

Mudou-se para o Rio de Janeiro, passando a trabalhar como motorista da cantora Ângela Maria, que morreu em setembro do ano passado, aos 89 anos. Paralelamente, continuava sua carreira e aos poucos tornou-se conhecido nacionalmente pela sua voz.

Ficou famoso ao gravar a canção “Meu Grito”, de Roberto Carlos. Depois disso vieram vários sucessos românticos, como “Ave-Maria”, “Mamãe” e “Os Verdes Campos De Minha Terra”. Gravou mais de 50 discos e permaneceu por muito tempo nas paradas de sucesso.

Polêmico e sem papas na língua, iniciou sua atuação como político a partir de 1982, quando foi o deputado federal mais votado da história do Rio de Janeiro. Foi reeleito deputado federal em 1994. Em 1996 foi eleito vereador na cidade do Rio de Janeiro. Tentou se reeleger em 2000, sem sucesso, e, em 2004, foi eleito vereador em São Paulo.

Em 2010, concorreu a deputado federal de São Paulo, mas não se elegeu. Em 2012, tentou uma vaga na Câmara Municipal de São Paulo, mas não foi eleito. Dois anos depois, tentou se eleger como deputado federal no Rio de Janeiro, mas não foi eleito. Em 2016, tentou se eleger vereador no Rio, mas também não foi eleito. Sua paixão pelo time de futebol Botafogo é conhecida nacionalmente.

Em 2017, aos 81 anos, Agnaldo contou, no documentário Eu, pecador, de Nelson Hoineff, já ter tido relações amorosas com homens. O filme mostra as histórias de sua carreira, que se dividia entre shows impecáveis e uma campanha para tentar se eleger vereador no Rio de Janeiro.​

COVID-19: PREÇOS DE MEDICAMENTOS PARA UTI TÊM ALTA DE ATÉ 1.000% DURANTE A PANDEMIA

Com a alta demanda e a escassez de insumos, medicamentos usados no tratamento da Covid-19 em UTIs sofreram uma alta nos preços de até cerca de 650%, em média, a nível nacional durante a pandemia, mas há casos específicos em que esse aumento superou 1.000% no mercado farmacêutico. Relaxantes musculares, anestésicos e sedativos que compõem o chamado “kit intubação” — substâncias essenciais para intubar um paciente — são os mais afetados.

Associações que representam os hospitais do país apontam que as unidades têm estoque de alguns produtos que devem durar menos de uma semana e encontram dificuldade para adquirir tais medicamentos. De acordo com as entidades, importações emergenciais estão sendo feitas para atenuar o problema da falta dos fármacos em meio à fase mais crítica da pandemia no Brasil, que registra recordes diários de óbitos em decorrência da doença e o colapso do sistema de saúde, com filas de espera por leitos de UTI em vários estados.

Segundo levantamento da Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde), o relaxante muscular midazolam, em frascos de 3 ml, saltou de R$ 22,78 antes da pandemia para uma média de R$ 174. Entre os mais usados do kit intubação, o atracúrio 10mg/ml saiu de R$ 32,10 para R$ 195, enquanto o rocurônio 50 ml custava R$ 33,33 e agora é vendido por R$ 201. Outro que teve uma das altas mais consideráveis foi o propofol (indicado para sedação), cuja caixa com ampolas de 20 ml variou de R$ 28,70 a R$ 183.

A pesquisa foi conduzida com dezenas de hospitais de pequeno porte associados à confederação e espalhados por todas as regiões brasileiras. A entidade, que congrega oito federações e 90 sindicatos de saúde do país, verificou ainda que o consumo desses medicamentos, com destaque para os anestésicos, cresceu de 800% até 2.350% desde março do ano passado.

“Temos verificado esse aumento fora da curva na pandemia e com cenários de comportamentos diferentes. Alguns que subiram lá atrás e voltaram a cair estão subindo novamente; existem produtos que vieram constantemente subindo, independente de alta utilização ou não; tem aqueles que subiram no início e caíram voltando a preços próximos a antes da pandemia, como as máscaras. Nesse momento, a gente está vendo esse problema muito grave com material de intubação”, disse Breno Monteiro, presidente da CNSaúde.

De acordo com o Índice de Preços de Medicamentos para Hospitais (IPM-H), desenvolvido mensalmente pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em parceria com a plataforma Bionexo, o grupo terapêutico “aparelho cardiovascular” – que abarca analgésicos, anestésicos e sedativos – registrou uma variação acumulada de 48,88% entre fevereiro de 2020 e o mesmo período deste ano. Já o grupo “sistema musculesquelético”, que abrange relaxantes musculares, analgésicos e anti-inflamatórios, subiu 38,36% em média neste intervalo.

 

DADOS REGIONAIS

Recortes mais específicos de alguns estados analisados por ÉPOCA mostram, no entanto, que a variação acumulada atingiu patamares exponenciais quando se trata de determinados exemplares. Em Goiás, por exemplo, o midazolam de 10 ml teve aumento de até 1.600%, segundo levantamento da Associação de Hospitais Privados de Alta Complexidade de Goiás (Ahpaceg).

Conforme pesquisa da entidade, o rocurônio saltou de uma média de R$ 16 para R$ 158, ao passo que o propofol 10 ml, que custava em torno de R$ 8, agora é cotado em R$ 70. Em menor escala, o analgésico remifentanil 2 ml pulou de cerca de R$ 20 para R$ 52. Já os equipamentos de proteção individual (EPIs) cresceram em média entre 200% a 300%, com destaque para a luva de procedimento, cuja caixa com 100 unidades é vendida por volta de R$ 90 frente aos R$ 15 cobrados no princípio da pandemia.

COVID-19: PREÇOS DE MEDICAMENTOS PARA UTI TÊM ALTA DE ATÉ 1.000% DURANTE A PANDEMIA

Devido à alta demanda e à escassez de insumos, relaxantes musculares e anestésicos que compõem o chamado ‘kit intubação’ são vendidos a valores bem acima do praticado no início de 2020
Falta de protocolo nacional, com orientações sobre intubação, é citado por médicos como uma das razões para os números altos de mortes no Brasil Foto: AMANDA PEROBELLI / REUTERS
Falta de protocolo nacional, com orientações sobre intubação, é citado por médicos como uma das razões para os números altos de mortes no Brasil Foto: AMANDA PEROBELLI / REUTERS
Com a alta demanda e a escassez de insumos, medicamentos usados no tratamento da Covid-19 em UTIs sofreram uma alta nos preços de até cerca de 650%, em média, a nível nacional durante a pandemia, mas há casos específicos em que esse aumento superou 1.000% no mercado farmacêutico. Relaxantes musculares, anestésicos e sedativos que compõem o chamado “kit intubação” — substâncias essenciais para intubar um paciente — são os mais afetados.

Associações que representam os hospitais do país apontam que as unidades têm estoque de alguns produtos que devem durar menos de uma semana e encontram dificuldade para adquirir tais medicamentos. De acordo com as entidades, importações emergenciais estão sendo feitas para atenuar o problema da falta dos fármacos em meio à fase mais crítica da pandemia no Brasil, que registra recordes diários de óbitos em decorrência da doença e o colapso do sistema de saúde, com filas de espera por leitos de UTI em vários estados.

Segundo levantamento da Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde), o relaxante muscular midazolam, em frascos de 3 ml, saltou de R$ 22,78 antes da pandemia para uma média de R$ 174. Entre os mais usados do kit intubação, o atracúrio 10mg/ml saiu de R$ 32,10 para R$ 195, enquanto o rocurônio 50 ml custava R$ 33,33 e agora é vendido por R$ 201. Outro que teve uma das altas mais consideráveis foi o propofol (indicado para sedação), cuja caixa com ampolas de 20 ml variou de R$ 28,70 a R$ 183.

A pesquisa foi conduzida com dezenas de hospitais de pequeno porte associados à confederação e espalhados por todas as regiões brasileiras. A entidade, que congrega oito federações e 90 sindicatos de saúde do país, verificou ainda que o consumo desses medicamentos, com destaque para os anestésicos, cresceu de 800% até 2.350% desde março do ano passado.

A intubação é um procedimento essencial para tentar salvar pacientes graves com insuficiência respiratória aguda Foto: Marcelo Oliveira / EPA
A intubação é um procedimento essencial para tentar salvar pacientes graves com insuficiência respiratória aguda Foto: Marcelo Oliveira / EPA

“Temos verificado esse aumento fora da curva na pandemia e com cenários de comportamentos diferentes. Alguns que subiram lá atrás e voltaram a cair estão subindo novamente; existem produtos que vieram constantemente subindo, independente de alta utilização ou não; tem aqueles que subiram no início e caíram voltando a preços próximos a antes da pandemia, como as máscaras. Nesse momento, a gente está vendo esse problema muito grave com material de intubação”, disse Breno Monteiro, presidente da CNSaúde.

De acordo com o Índice de Preços de Medicamentos para Hospitais (IPM-H), desenvolvido mensalmente pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em parceria com a plataforma Bionexo, o grupo terapêutico “aparelho cardiovascular” – que abarca analgésicos, anestésicos e sedativos – registrou uma variação acumulada de 48,88% entre fevereiro de 2020 e o mesmo período deste ano. Já o grupo “sistema musculesquelético”, que abrange relaxantes musculares, analgésicos e anti-inflamatórios, subiu 38,36% em média neste intervalo.

 

DADOS REGIONAIS

Recortes mais específicos de alguns estados analisados por ÉPOCA mostram, no entanto, que a variação acumulada atingiu patamares exponenciais quando se trata de determinados exemplares. Em Goiás, por exemplo, o midazolam de 10 ml teve aumento de até 1.600%, segundo levantamento da Associação de Hospitais Privados de Alta Complexidade de Goiás (Ahpaceg).

Conforme pesquisa da entidade, o rocurônio saltou de uma média de R$ 16 para R$ 158, ao passo que o propofol 10 ml, que custava em torno de R$ 8, agora é cotado em R$ 70. Em menor escala, o analgésico remifentanil 2 ml pulou de cerca de R$ 20 para R$ 52. Já os equipamentos de proteção individual (EPIs) cresceram em média entre 200% a 300%, com destaque para a luva de procedimento, cuja caixa com 100 unidades é vendida por volta de R$ 90 frente aos R$ 15 cobrados no princípio da pandemia.

 

Preço nos medicamentos usados em UTI cresceu até 1.000% no Brasil Foto: Barcroft Media / Barcroft Media via Getty Images
Preço nos medicamentos usados em UTI cresceu até 1.000% no Brasil Foto: Barcroft Media / Barcroft Media via Getty Images

A título de comparação, o mesmo item variou de R$ 28,20 a R$ 89,25 nas compras realizadas por hospitais do Rio de Janeiro. Já a caixa com 50 unidades de máscara descartável foi de R$ 4,71 para  R$ 41,85, segundo levantamento da Associação de Hospitais do Estado do Rio (Aherj) de março do ano passado até agora.

Segundo a farmacêutica Ana Valéria Miranda, coordenadora da Central de Compras da Ahpaceg, medicamentos como atracúrio, cisatracúrio e vecurônio estão com cotações zeradas em razão de sua escassez. A tendência é que dentro de uma semana outros fármacos se esgotem e não há perspectiva de reposição. A imprevisibilidade da pandemia, que afetou o planejamento de unidades, é considerada um dos principais entraves.

“Tem pacientes, por exemplo, que só podem receber o rocurônio. Se tentar usar outro relaxante, dependendo da condição clínica dele, ele vai rebaixar e o risco de você perdê-lo é alto. A gente já está no plano D. O médico começa a trabalhar com outras drogas, para não deixar o paciente em estado de alerta, não ter que amarrá-lo. A falta de relaxante é muito preocupante e crítica”, afirmou Miranda.

No Amazonas, estado onde a rede de saúde colapsou no início do ano, o preço de medicamentos para sedação e neurobloqueadores subiu em média 600% – o que engloba propofol e midazolam. O valor do relaxante pacurônio aumentou na ordem de 700%, enquanto o atracúrio, bastante usado na intubação, teve alta média de 500%, segundo dados fornecidos pelo Sindicato dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Amazonas (Sinessam).

Na avaliação do presidente do Sinessam, Adriano Terrazas, o exemplo do que aconteceu na capital Manaus na crise de oxigênio deveria ter alertado para um iminente desabastecimento de insumos e medicamentos nos hospitais. Segundo ele, funcionários de hospitais do estado chegaram a ser enviados até fábricas no Rio e em São Paulo para buscar pessoalmente alguns produtos em falta.

“Quando interfere nos insumos de produção daquela medicação, quando falta ou não tem no mercado para comprar, a tendência é que a demanda aumente, e o preço automaticamente vai subir. Não tem muito o que fazer. Esses aumentos assim são por causa do consumo excessivo. Não tem fabricante no Brasil que consiga sustentar isso”, explica Terrazas.

Brasil enfrenta falta de medicamentos do 'kit intubação', e estoques devem durar poucos dias Foto: Omar Marques / Getty Images
Brasil enfrenta falta de medicamentos do ‘kit intubação’, e estoques devem durar poucos dias Foto: Omar Marques / Getty Images

O PREÇO

A comercialização de medicamentos no Brasil se baseia na tabela Brasíndice, que traz os valores do preço de fábrica (PF) e preço máximo ao consumidor (PMC). O setor é regulado pela Câmara e Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), ligada à Anvisa, que auxilia na definição dos valores e reajustes anuais. No entanto, esses preços estão sujeitos a oscilações por fatores como a capacidade de produção da indústria e a alta do dólar, já que boa parte dos insumos é importada.

Segundo Gustavo Kloh, professor de Direito do Consumidor da FGV, não é vedado por lei o aumento dos preços por parte de farmacêuticas. O que existe, explica, é apenas uma recomendação e um direcionamento facultativo. Embora a legislação não impeça o reajuste, se constatada a elevação abusiva, pode-se recorrer ao Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon). Nesse caso, o órgão tem poder para aplicar multas à empresa, uma vez comprovada conduta inadequada.

“Se alguma farmacêutica quiser aumentar um medicamento num valor muito alto, porque está escasso ou por causa do dólar, não há vedação. Quando sai muito desse padrão, elas podem ter dificuldade de vender para o governo, que é um comprador relevante. A gente já observou em outras situações que a escassez acaba resultando no aumento de preço. Existe uma pressão de demanda que joga o preço do medicamento para cima, como aconteceu na época da gripe suína”, disse Kloh. “O fator de reajuste é importante para que haja um direcionamento no mercado, mas as farmacêuticas não estão proibidas de aumentar mias do que isso, não”, concluiu.

 

RECLAMAÇÃO ANTIGA

Em julho de 2020, a Federação dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (Fehoesp) enviou um ofício ao então ministro da Saúde Eduardo Pazuello no qual relatava que mais de 95% dos hospitais associados reclamavam da alta no preço dos medicamentos. Conforme pesquisa conduzida pela entidade na ocasião, 15,79% afirmaram que houve fármacos cotados em valores superiores a 1.000%.

No dia 5 de fevereiro, o sindicato dos hospitais do estado alertou em documento aos ministérios da Saúde e Economia que detectou uma “preocupante alta de preços de medicamentos e equipamentos de EPI, o que pode trazer graves entraves nos atendimentos, além de dificuldades de reposição de estoques”.

Relaxantes musculares e analgésicos estão entre os mais afetados pela alta no preço Foto: Octavio Passos / Getty Images
Relaxantes musculares e analgésicos estão entre os mais afetados pela alta no preço Foto: Octavio Passos / Getty Images

Na última semana, a Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) reforçou que vários hospitais do país possuem os produtos necessários para tratar Covid-19 apenas por mais três ou quatro dias. Em nota, a entidade afirmou que que a solução em curto prazo depende do Ministério da Saúde. Na terça (23), foi convocada uma reunião na Câmara após diversos estados relatarem que o aumento no número de internações pela Covid-19 no início deste ano levaram à redução nos estoques de anestésicos usados no processo de intubação de pacientes graves da doença.

Questionado, o Ministério da Saúde afimou que está distribuindo mais de 2,8 milhões de unidades de medicamentos de intubação orotraqueal (IOT) para todo o Brasil, em parceria com três empresas fabricantes. Disse ainda que a logística híbrida com a integração pública e privada permitirá que os medicamentos estejam nos estabelecimentos de saúde em menos de 72 horas.

“A empresa Cristália comprometeu-se a fornecer 1.260.000 unidades de medicamentos – as entregas já começaram no dia 23 de março e devem continuar ao longo dos próximos sete dias. A empresa Eurofarma também começou as entregas de 212 mil ampolas em todo território nacional no dia 23. A empresa União Química também enviará, até o dia 30 de março, 1.400.000 unidades de medicamentos”, disse a pasta em nota.

BAHIA DEVE RECEBER 400 MIL DOSES DA VACINA SPUTINIK V AINDA ESTE MÊS

O Governo da Bahia vai assinar um contrato com o Fundo Soberano Russo, nesta sexta-feira (12), para aquisição de 6 milhões de doses da vacina Sputinik V. A novidade foi anunciada pelo governador Rui Costa.

O contrato prevê a importação imediata dos imunizantes. De acordo com o secretário estadual da saúde, Fábio Vilas-Boas, 400 mil doses da vacina devem chegar ao estado ainda neste mês de março. As demais doses devem chegar dentro de 60 a 90 dias. “Espero conseguir outras vacinas para que possamos prosseguir com a imunização e tirar o povo baiano desse sufoco”, disse Rui.

Auxílio emergencial: Câmara aprova, em 1º turno, texto-base da proposta que abre espaço para benefício

Arthur Lira preside sessão de votação da PEC Emergencial Foto: Pablo Valadares / Câmara dos Deputados
Arthur Lira preside sessão de votação da PEC Emergencial Foto: Pablo Valadares / Câmara dos Deputados
BRASÍLIA — A Câmara dos Deputados aprovou na madrugada desta quarta-feira, em primeiro turno, por 341 votos a favor, 121 contra e 10 abstenções, o texto principal da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que abre espaço fiscal para o pagamento do auxílio emergencial. Durante o dia, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), sinalizou que os deputados manteriam o texto já aprovado pelo Senado, sem concessões a corporações.

Agora, parlamentares ainda precisam analisar supressões ao texto, que podem desidratar a PEC.  Nos últimos dias, o presidente Jair Bolsonaro defendeu a blindagem a profissionais de segurança. Ele manifestou apoio à retirada do congelamento de salários da categoria. Em sentido contrário, a equipe econômica travou uma queda de braço para manter a austeridade da PEC.

Enquanto Bolsonaro defendeu a necessidade de fazer concessões à chamada bancada da bala, a equipe de Guedes alertou que sinalizar o descontrole das contas públicas poderia causar aumento de juros e inflação.

Na tarde desta terça, o relator da PEC, Daniel Freitas (PSL-SC), anunciou que manteria o texto da proposta aprovada no Senado, com restrições ao funcionalismo. Em ambiente tumultuado, a oposição marcou posição com forte obstrução, inclusive com episódios de bate-boca com Lira.

Mais cedo, foi votada a admissibilidade do projeto, que atesta a constitucionalidade do texto. Partidos de esquerda reclamaram que o acordo entre deputados era apreciar apenas essa parte no primeiro dia de votação.

Para que a PEC possa ir a promulgação sem retornar ao Senado, a Câmara precisa ainda finalizar a análise de destaques sem provocar alterações do mérito da proposta, além de votá-la em segundo turno, o que deve acontecer na tarde de quarta-feira.

Pela manhã e durante a tarde de terça-feira, as negociações de deputados ligados à segurança pública eram para tirar da proposta dispositivos que preveem a proibição das promoções automáticas de servidores em caso de crise fiscal. Apoiada pela oposição, a medida beneficiaria todos os funcionários públicos e não apenas a categoria de segurança pública.

Antes de publicar o relatório, Freitas confirmou a intenção de Bolsonaro de contemplar servidores da área.

— O presidente Bolsonaro queria ver (o atendimento) à segurança pública neste momento, mas nós entendemos que agora o plenário da Câmara é soberano. E nós vamos levar à apreciação dos deputados. O meu relatório vai neste sentido (de manter o texto do Senado) — disse Freitas.

Lira também defendeu a manutenção do texto original:

— São situações que merecem discussão, podem merecer ou não destaques e emendas, mas a maioria esmagadora da base decidiu que o melhor será, por todo o momento que o Brasil vive, (manter o texto). A perspectiva e previsões de votações na Casa têm que ser claras. E o auxílio é importante para todos.

Outro alvo nas conversas de terça-feira era a retirada do artigo que obriga Bolsonaro a encaminhar um projeto ao Congresso para rever benefícios fiscais. A avaliação, neste caso, é que essa discussão deve ficar para quando a reforma tributária entrar em pauta, o que ainda não tem previsão de acontecer.

— Nós temos votos suficientes para aprovar a PEC e manter o texto do Senado — disse o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), acrescentando que o dia foi de muita conversa para evitar a desidratação da proposta.

As discussões de parlamentares sobre a austeridade da PEC ocorreram após reuniões realizadas na manhã desta terça, uma na residência oficial do presidente da Câmara e outra no Palácio do Planalto, da qual participaram Bolsonaro e o líder do PSL, Vitor Hugo (GO) — patrocinador da flexibilização de regras para policiais.

 

 

 

NOTA DE PESAR DA COMUTRAN

A Coordenadoria Municipal de Trânsito de Itapetinga- Comutran, manifesta sentimento de pesar pelos falecimentos de Flávio Viana Santos, o querido amigo e servidor do SAAE e Ligia Maria de Souza Silva ,sogra do nosso colega Itamar Campos. Ambos vitima da Covid-19.

Flávio Viana

Ligia Maria

Que o nosso bom Deus os receba em sua glória e conforte os corações de todos os amigos e familiares .



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