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:: ‘Destaque4’

199 cidades baianas serão afetadas por onda de calor, diz Inmet; veja lista

 

Um novo alerta do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) inclui parte da Bahia em risco para a onda de calor que vem atingindo várias partes do Brasil essa semana. Segundo o aviso, o risco começou ontem pela manhã e deve durar de três a até cinco dias. No período, a temperatura deve ficar 5ºC acima da média histórica registrada. 

Na Bahia, as cidades afetadas ficam nas regiões Oeste, Nordeste e Norte do estado, em sua maioria. Confira a lista abaixo. O novo alerta inclui ao todo Sul Cearense, Centro Sul Baiano, Vale São-Franciscano da Bahia, Sudeste Piauiense, Sertões Cearenses, Sertão Pernambucano, São Francisco Pernambucano, Centro-Norte Piauiense, Sertão Paraibano, Oeste Potiguar, Jaguaribe, Sudoeste Piauiense, Centro Norte Baiano, Extremo Oeste Baiano, Centro-Sul Cearense, Central Potiguar, Nordeste Baiano, Noroeste Cearense, Borborema.

 

 

Veja as cidades destacadas pelo Inmet:

  1. Abaíra
  2. Abaré
  3. América Dourada
  4. Anagé
  5. Andaraí
  6. Andorinha
  7. Angical
  8. Antônio Gonçalves
  9. Aracatu
  10. Baianópolis
  11. Baixa Grande
  12. Barra
  13. Barra da Estiva
  14. Barra do Mendes
  15. Barreiras
  16. Barro Alto
  17. Belo Campo
  18. Boa Vista do Tupim
  19. Bom Jesus da Lapa
  20. Boninal
  21. Bonito
  22. Boquira
  23. Botuporã
  24. Brejolândia
  25. Brotas de Macaúbas
  26. Brumado
  27. Buritirama
  28. Caculé
  29. Caém
  30. Caetanos
  31. Caetité
  32. Cafarnaum
  33. Caldeirão Grande
  34. Campo Alegre de Lourdes
  35. Campo Formoso
  36. Canápolis
  37. Canarana
  38. Candiba
  39. Cansanção
  40. Canudos
  41. Capela do Alto Alegre
  42. Capim Grosso
  43. Caraíbas
  44. Carinhanha
  45. Casa Nova
  46. Catolândia
  47. Caturama
  48. Central
  49. Chorrochó
  50. Cocos
  51. Condeúba
  52. Contendas do Sincorá
  53. Cordeiros
  54. Coribe
  55. Correntina
  56. Cotegipe
  57. Cristópolis
  58. Curaçá
  59. Dom Basílio
  60. Érico Cardoso
  61. Euclides da Cunha
  62. Feira da Mata
  63. Filadélfia
  64. Formosa do Rio Preto
  65. Gavião
  66. Gentio do Ouro
  67. Glória
  68. Guajeru
  69. Guanambi
  70. Iaçu
  71. Ibiassucê
  72. Ibicoara
  73. Ibipeba
  74. Ibipitanga
  75. Ibiquera
  76. Ibitiara
  77. Ibititá
  78. Ibotirama
  79. Igaporã
  80. Ipirá
  81. Ipupiara
  82. Iramaia
  83. Iraquara
  84. Irecê
  85. Itaberaba
  86. Itaeté
  87. Itaguaçu da Bahia
  88. Itiúba
  89. Ituaçu
  90. Iuiu
  91. Jaborandi
  92. Jacaraci
  93. Jacobina
  94. Jaguarari
  95. Jeremoabo
  96. João Dourado
  97. Juazeiro
  98. Jussara
  99. Jussiape
  100. Lagoa Real
  101. Lajedinho
  102. Lapão
  103. Lençóis
  104. Licínio de Almeida
  105. Livramento de Nossa Senhora
  106. Luís Eduardo Magalhães
  107. Macajuba
  108. Macaúbas
  109. Macururé
  110. Maetinga
  111. Mairi
  112. Malhada
  113. Malhada de Pedras
  114. Manoel Vitorino
  115. Mansidão
  116. Maracás
  117. Marcionílio Souza
  118. Matina
  119. Miguel Calmon
  120. Mirangaba
  121. Mirante
  122. Monte Santo
  123. Morpará
  124. Morro do Chapéu
  125. Mortugaba
  126. Mucugê
  127. Mulungu do Morro
  128. Mundo Novo
  129. Muquém do São Francisco
  130. Nordestina
  131. Nova Fátima
  132. Nova Redenção
  133. Novo Horizonte
  134. Oliveira dos Brejinhos
  135. Ourolândia
  136. Palmas de Monte Alto
  137. Palmeiras
  138. Paramirim
  139. Paratinga
  140. Paulo Afonso
  141. Piatã
  142. Pilão Arcado
  143. Pindaí
  144. Pindobaçu
  145. Pintadas
  146. Piripá
  147. Piritiba
  148. Planaltino
  149. Ponto Novo
  150. Presidente Dutra
  151. Presidente Jânio Quadros
  152. Queimadas
  153. Quijingue
  154. Quixabeira
  155. Remanso
  156. Riachão das Neves
  157. Riacho de Santana
  158. Rio de Contas
  159. Rio do Antônio
  160. Rio do Pires
  161. Rodelas
  162. Ruy Barbosa
  163. Santaluz
  164. Santa Maria da Vitória
  165. Santana
  166. Santa Rita de Cássia
  167. São Desidério
  168. São Domingos
  169. São Félix do Coribe
  170. São Gabriel
  171. São José do Jacuípe
  172. Saúde
  173. Seabra
  174. Sebastião Laranjeiras
  175. Senhor do Bonfim
  176. Sento Sé
  177. Serra do Ramalho
  178. Serra Dourada
  179. Serrolândia
  180. Sítio do Mato
  181. Sobradinho
  182. Souto Soares
  183. Tabocas do Brejo Velho
  184. Tanhaçu
  185. Tanque Novo
  186. Tapiramutá
  187. Tremedal
  188. Uauá
  189. Uibaí
  190. Umburanas
  191. Urandi
  192. Utinga
  193. Valente
  194. Várzea da Roça
  195. Várzea do Poço
  196. Várzea Nova
  197. Wagner
  198. Wanderley
  199. Xique-Xique

 

Temperatura alta

No oeste baiano, três cidades registraram temperaturas acima de 40º neste domingo (24): Ibotirama, que chegou a 40,7ºC; Bom Jesus da Lapa com 40,2ºC; e Formosa do Rio Preto, com 40,1ºC.

Essas foram as temperaturas mais quentes desse ano até o momento na Bahia, mas as previsões do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) é de que o calor seja ainda maior essa semana, com previsão de máximas de 41º a 42ºC nas cidades até a sexta-feira.

Brasil terá ondas de calor com máxima entre 40°C e 45°C

 

 

Todas as regiões do Brasil serão atingidas por uma onda de calor com máxima variando entre 40°C e 45°C nos próximos dias.

 

O calor será tão extremo que será tão perigoso que oferecerá risco à saúde e à vida.

 

A massa de ar quente vai afetar com força e com marcas chegando a 45°C alguns estados, como Bahia, Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal, Rondônia, Amazonas, Pará, Tocantins, Piauí e Maranhão.

 

Faustão recebe alta médica após transplante do coração em SP: ‘Missão agora é transformar o Brasil em campeão de doadores’

O apresentador Fausto Silva recebeu alta médica neste domingo (10) do Hospital Israelita Albert Einstein, onde foi submetido a um transplante de coração no último dia 27 de agosto.

 

Segundo o boletim médico divulgado pela manhã, Faustão”seguirá sob as orientações médicas e nutricionais necessárias para a reabilitação após o transplante cardíaco” .

 

Após a alta, ele gravou um vídeo de casa e disse que agora tem uma segunda fase, no tratamento, que inclui mais dois ou três meses de fisioterapia para a recuperação total.

 

“Alô galera, já saí. Estou em casa, agora iniciando uma nova fase. Mas antes, de novo: agradecimento eterno a cada um de vocês que rezaram, fizeram mensagens de solidariedade e apoio. Tudo isso me ajudou muito nessa luta pela vida. Agradecer à família do doador, a quem não tenho palavras. Vou rezar por eles pelo resto da minha vida. (…) Agora eu tenho uma segunda fase. São mais dois, três meses de fisioterapia para a recuperação”, declarou o apresentador.

 

O apresentador Fausto Silva gravou um vídeo neste domingo (10) após receber alta hospitalar, depois de dias internado para a realização de um transplante do coração. — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Fausto Silva é acompanhado pela equipe formada pelos médicos Fernando Bacal (cardiologista), Fábio Antônio Gaiotto (cirurgião cardiovascular) e Miguel Cendoroglo Neto (diretor médico).

No vídeo de hoje, Faustão também disse que a inspiração dele para enfrentar o transplante do coração foi uma garotinha de 12 anos que esperou seis meses na fila para conseguir um órgão compatível.

“Ela ficou seis meses esperando [eu tive mais sorte com a questão do meu tipo de sangue] e ela já foi transplantada em janeiro do ano passado. E hoje está muito bem. Uma vitalidade incrível.”

“Não desista. Vale a pena o sonho. É impressionante como você pode esperar o tempo que for… A missão agora é conscientizar cada um a colaborar, para que todo mundo transforme o Brasil em campeão de doadores. E que as autoridades espalhem centros [de doação de órgãos] pelo país, para não ficar um cara do Norte ou Nordeste, ter que vir para o Sudeste [em busca de um órgão]. Eterna gratidão a todos vocês e vamos à luta”, completou.

Recuperação rápida

Na última sexta-feira (1º), Faustão já havia sido transferido da UTI para a unidade semi-intensiva.

Na quinta-feira (31), três dias depois do transplante, o apresentador gravou um vídeo para agradecer quem torceu por sua recuperação. Principalmente à família do doador do seu novo coração.

“Quero agradecer, fazer um agradecimento especial ao José Pereira da Silva, pai do Fábio, que teve uma grandiosidade incrível, uma generosidade absurda, que proporcionou que eu estivesse vivo. Eu fico emocionado, me deu a chance de viver de novo”, disse Faustão.

Emocionado, disse para a família de Fábio: “Jamais esquecerei de vocês. E vou um dia agradecer pessoalmente”.

Ciclone no RS: saiba como agir antes, durante e depois de temporais

 

A Defesa Civil do Rio Grande do Sul divulgou uma série de orientações a serem seguidas pela população em momentos de alerta para temporal. É um plano de contingência que busca garantir a segurança de todos, conforme o órgão.

No domingo (3), o órgão havia emitido alerta para temporais, descargas elétricas, queda de granizo, rajadas de vento e chuvas volumosas. Entre domingo e esta segunda-feira (4), 44 cidades foram atingidas, quatro pessoas morreram, 353 tiveram que sair de casa e 1.226 tiveram algum tipo de prejuízo. Durante a noite, um ciclone extratropical se formou no estado.

O número é maior quando se fala em pessoas que foram afetadas direta ou indiretamente pela instabilidade climática: 2 milhões.

Como minimizar os danos de um temporal?

  • Revise a estrutura de sua casa, principalmente o telhado
  • Mantenha as árvores em sua casa bem podadas e longe da rede elétrica
  • Não deixe objetos e entulhos soltos

Como agir quando temporais acontecem?

  • Se estiver em local seguro, permaneça até que o temporal passe
  • Não se abrigue sob árvores ou estruturas metálicas
  • Feche bem janelas e portas
  • Desligue os aparelhos elétricos e feche o registro da água e gás
  • Não tente realizar consertos, principalmente de telhados
  • Não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de segurança
  • Ligue para a Defesa Civil (199)

Como agir após o temporal?

  • Evite o contato com cabos ou redes elétricas caídas
  • Avise a Defesa Civil ou o Corpo de Bombeiros sobre situações de risco
  • Ajude na limpeza e recuperação da área onde se encontra, começando pela desobstrução das ruas ou bueiros
  • Ajude vizinhos que foram atingidos

Causas do temporal

De acordo com a Climatempo Meteorologia, uma combinação de fatores causou a instabilidade climática enfrentada pelo RS nesta segunda-feira.

São eles:

  • Correntes fortes de ar quente e úmido, acentuadas pela queda da pressão atmosférica sobre o Rio Grande do Sul
  • Passagem de uma frente fria pelo Litoral
  • Passagem de uma frente fria que ingressa no RS pela Argentina e que causa a formação de um ciclone extratropical

A tendência é que o ciclone e a frente fria se afastem do estado a partir desta terça-feira (5). Com isso, deve parar de chover e as temperaturas devem baixar.

Onda de calor: saiba como o El Niño e o aquecimento global fizeram a temperatura subir no país

Uma onda de calor em pleno inverno brasileiro é até normal, mas, neste ano, a situação está fora do comum, com os termômetros chegando a bater em 34°C em cidades como São Paulo. Segundo especialistas, a explicação está ligada, principalmente, a dois fatores: o El Niño e o aquecimento global.

 

O tempo mais quente no fim do inverno é comum porque temos uma exposição maior ao Sol, já que os dias ficam mais longos. Como o tempo ainda é seco, não há chuva ou nuvens para distribuir toda essa energia solar, que é convertida em mais calor.

 

Frente fria: Outro ponto foi a chegada de uma frente fria pelo Sul do Brasil, que empurrou o ar quente ainda mais para o Sudeste e o Centro-oeste do país.

El Niño + aquecimento global: Somado a isso tudo, temos um ano anormal em razão da atuação de um El Niño com características distintas do normal e do agravamento do aquecimento global.

O meteorologista do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) Giovani Dolif reforça que o que estamos vivendo é um fenômeno já esperado como a onda de calor se sobrepondo a uma situação anormal de calor na Terra.

A onda de calor não é atípica, mas ela acontece a partir de uma condição já atípica. Estamos com as temperaturas acima da média e, por isso, o calor é tão intenso. Isso é reflexo do aquecimento global, pelo excesso de emissões de gases.
— Giovani Dolif

A pesquisadora Thelma Krug, indicada pelo Brasil à presidência do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC), explica que há uma relação direta do calor que estamos sentindo com o aquecimento, resultado de ações humanas.

“Agora, além da variabilidade natural do clima, como é o caso do El Niño, soma-se hoje a influência humana no clima. Ou seja, quanto maior o aquecimento associado às atividades humanas, mais frequentes e mais intensos esses eventos são esperados”, afirma.

O El Niño

O El Niño é uma das explicações para os dias mais quentes. O fenômeno aquece as águas do Oceano Pacífico e impede a chegada de frentes frias no Brasil. Sem massa de ar frio por aqui, a única saída para a intensa energia solar recebida é se transformar em calor.

 

“A chuva faz com que parte da energia do sol seja usada para evaporar a água e aí temos menos energia para fazer a temperatura subir. E as nuvens nos protegem dessa exposição. Como estamos numa época seca, isso não acontece e toda a energia é convertida em calor”, explica Dolif.

O aquecimento global

Neste ano, a Terra já deu sinais das consequências do aquecimento global:

  • Recorde no acúmulo de gás carbônico na atmosfera;
  • Uma longa sequência de recordes diários de calor;
  • Oceanos com recordes de temperatura;
  • O mês de julho mais quente já registrado no planeta.

🌡️ O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que estamos vivendo uma “era de fervura global” e que os sinais mostram uma emergência climática.

As consequências estão sendo vistas em todo o mundo:

🔥 A Grécia sofreu grandes incêndios, assim como o Canadá, que também registrou inundações. As ondas de calor sucessivas no sul da Europa, norte da África, sul dos Estados Unidos e parte da China também provocaram muitos danos.

 

Conselho Estadual de Saúde da Bahia atribui aumento de casos de catapora no estado a baixa cobertura vacinal

O Conselho Estadual de Saúde da Bahia (CES-BA) atribuiu, nesta quarta-feira (16), o aumento de casos de catapora em algumas cidades baianas a baixa cobertura vacinal da doença no estado. Na terça-feira (15), a de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) emitiu um alerta sobre a catapora.

De acordo com a CES-BA, o índice de vacinação em Salvador, por exemplo, é de 33,95%, sendo que o recomendado pelo Ministério da Saúde é de 95%. O órgão não informou os números da cobertura nas cidades em que foram registrados surtos, nem em outros municípios baianos.

A imunização é feita em duas doses. A primeira é aplicada a partir do 15º mês de vida e faz parte da Campanha Nacional de Multivacinação. Segundo o Conselho, para conter o aumento de casos, os municípios precisam fazer ações de incentivo para que as crianças sejam vacinadas.

Alerta da Sesab

Até o dia 12 de agosto deste ano, foram contabilizados 443 casos da doença em todo o estado.

A Sesab não divulgou o número de casos no mesmo período de 2022 para comparação, mas revelou que o alerta desta terça-feira ocorreu depois de um aumento na notificação de surtos em unidades escolares de alguns municípios.

Em Fátima, cidade que fica no norte da Bahia, as aulas foram suspensas após um surto de catapora.

De acordo com a secretária de Saúde da cidade, Mônica Reis, 18 casos foram notificados nesta semana. Também há relatos de pessoas que não procuraram atendimento médico.

Apesar do ocorrido em Fátima, o alerta da Sesab não indica suspensão das atividades escolares em casos isolados da doença. Nessas situações, devem ser adotadas medidas específicas para as crianças que tenham tido contato com casos suspeitos e confirmados.

O alerta do órgão de saúde tem como objetivo promover medidas de prevenção e controle da catapora, que teve o maior coeficiente de incidência entre crianças menores de um ano de idade.

O documento da Sesab ainda aponta que toda a rede de saúde deve fazer notificação imediata de casos suspeitos de catapora às autoridades sanitárias municipais e estadual (vigilância epidemiológica).

Reforma tributária: o que pode mudar na cesta básica

Um dos principais pontos da reforma tributária, aprovada na Câmara dos Deputados nesta sexta-feira (7), envolve um tema que mexe diretamente com a vida da população mais pobre: a cesta básica.

Após um certo vaivém sobre o assunto, o texto aprovado passou a estabelecer a criação da “Cesta Básica Nacional de Alimentos”. As alíquotas previstas para os IVAs federal e estadual e municipal serão reduzidas a zero para esses produtos.

Mas a questão esbarra em outro tópico: quais são os itens da cesta básica do brasileiro?

Não há uma resposta definitiva, ao menos por enquanto. Hoje, alimentos naturais (como frutas, carnes e hortaliças) ou de baixo processamento (como queijos, iogurtes e pães) e alguns produtos de higiene e limpeza já são isentos dos impostos federais (PIS, Cofins e, para industrializados, IPI).

Cada estado, no entanto, define uma alíquota de ICMS para cada uma dessas categorias. Essas alíquotas são zeradas para alguns produtos em alguns estados, mas podem chegar a até 33% segundo levantamento da Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

Segundo o texto aprovado na Câmara, caberá a uma lei complementar definir quais serão os “produtos destinados à alimentação humana” que farão parte da cesta.

Críticas

Nas últimas semanas, antes da aprovação, críticos da proposta passaram a sugerir que havia possibilidade de aumento nos preços dos itens que compõem a cesta básica com os novos tributos.

Com a repercussão do assunto, o relator da reforma, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), incluiu a criação de uma cesta básica nacional de alimentos com isenção de tributos. “O que eu posso assegurar ao brasileiro é, muito pelo contrário, nós vamos preservar a cesta básica”, disse o relator na terça-feira (4).

Cesta hoje

Quanto a uma lista nacional de itens, sabe-se que há uma relação elaborada pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras) que está em análise no Ministério da Fazenda e no gabinete de Ribeiro. A relação tem 34 itens e inclui produtos que, hoje, não são considerados “cesta básica” no país – água sanitária, absorvente íntimo e fralda descartável, por exemplo. Veja a seguir:

Alimentação: carne bovina, carne de frango, carne suína, peixe e ovos; farinhas de trigo, de mandioca e de milho, massas alimentícias e pão francês; leite UHT, leite em pó, iogurte, leite fermentado, queijos, soro de leite e manteiga; frutas, verduras e legumes; arroz, feijão e trigo; café, açúcar, óleo de soja, óleo vegetal e margarina.

Higiene pessoal: sabonete, papel higiênico, creme dental, produtos de higiene bucal, fralda descartável e absorvente higiênico.

Limpeza: detergente, sabão em pó e água sanitária.

Vírus respiratório: 95% dos casos de VSR no ano são em crianças de 0 a 4 anos; conheça o ‘vilão’ da temporada

No primeiro trimestre deste ano, o VSR causou mais infecções que o vírus da gripe; — Foto: Getty Images

 

O vírus sincicial respiratório (VSR) esteve presente em 30% dos casos de doenças respiratórias registradas no Brasil nos primeiros três meses de 2023. Entre janeiro e março, foram mais de 3,3 mil infecções – dessas, 95% atingiram apenas bebês e crianças de 0 a 4 anos.

 

Os dados do Ministério da Saúde, coletados e monitorados pela iniciativa Infogripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mostram uma mudança de padrão na circulação do VSR, um vírus muito transmissível e bastante perigoso. Conhecido por ser o “vilão” da temporada outono e inverno, ele aparecia pouco nos meses mais quentes, mas o comportamento mudou nos últimos anos.

 

No primeiro trimestre deste ano, o VSR causou mais infecções que o vírus da gripe;

Ele só perde para a Covid-19, que ainda representa mais de 50% dos casos positivos entre doenças respiratórias;

Em 2022, foram registrados 14.489 casos de VSR no Brasil – 13.542 (93%) somente na faixa etária de 0 a 4 anos.

 

↪️ Ao que tudo indica, a Covid-19 “quebrou” a sazonalidade do VSR de forma indireta, fazendo com que os casos do vírus sejam registrados em níveis por vezes elevados durante o ano todo.

 

⚠️ A infecção causada pelo VSR pode ser grave em grupos de risco, como bebês, crianças, idosos e portadores de distúrbios cardíacos congênitos ou doenças pulmonares crônicas.

 

Crianças prematuras devem ser imunizadas contra o Vírus Sincicial Respiratório — Foto: Banco de imagens/AbbVie

 

Confira abaixo mais detalhes sobre o vírus e como se proteger:

 

O que é o VSR?

Apesar de ser pouco conhecido, o VSR sempre esteve presente no Brasil, circulando junto com outros vírus respiratórios, e é bem semelhante ao vírus influenza, causador da gripe.

 

👃 Os sintomas são parecidos como os de um resfriado comum: febre, tosse, espirros, coriza e mal-estar.

👍 Em adultos com imunidade elevada e boas condições de saúde, eles desaparecem em poucos dias.

👎 Mas, entre os pequenos e os mais velhos, a infecção pode evoluir e atingir brônquios, alvéolos e pulmões, o que pode ser fatal. Entre os sinais, estão febre alta, muita tosse e, principalmente, dificuldade para respirar.

Em casos graves, o VSR causa bronquiolite, doença que dificulta a chegada do oxigênio aos pulmões, e pneumonia, principalmente em bebês prematuros ou no primeiro ano de vida.

 

“É um vírus que não dá imunidade duradoura. Você não pega só uma vez na vida. As reinfecções vão ser comuns. A segunda, a terceira, a quarta, a quinta vez que você se encontra com o vírus, a tendência é ter sintomas mais leves. Então, o risco maior é nos mais novos, que não tem imunidade, ou nos mais velhos, que perderam a imunidade”, disse o pediatra infectologista Renato Kfouri.

 

Transmissão: o VSR é MUITO contagioso e é transmitido pelo ar ou pelo toque de objetos contaminados.

 

Prevenção: é muito parecido com o que vivemos na pandemia. Evitar ambientes fechados com aglomeração, higienização das mãos e uso de máscaras ajudam na redução da transmissão.

 

Qual é a época do VRS?

De acordo com Kfouri, as infecções por VRS sempre precedem os casos de influenza no Brasil.

 

A sazonalidade do vírus varia de acordo com a região: no Norte, por exemplo, começa em fevereiro. Já no Sul, em abril;

Em todos os casos, o período de prevalência das infecções vai, no máximo, até agosto, segundo o Ministério da Saúde.

Porém, a pandemia desorganizou o protagonismo dessa circulação. No período de confinamento, muitas crianças não desenvolveram a imunidade necessária contra o VSR – segundo estudos, a maioria das crianças tem contato com o vírus até os 3 anos de idade, mas sem complicações graves.

 

“O distanciamento, as crianças fora da escola, fizeram com que a gente não tivesse esse vírus em circulação. Isso acumulou um número grande de suscetíveis a ele: aquelas crianças que se infectariam no primeiro ou segundo ano de vida não se infectaram, não se expuseram ao vírus”, disse o médico.

 

“Com a retomada das rotinas e a retirada da máscara, as crianças começaram a se infectar. E agora a gente está vendo um aumento na circulação de vírus e mais crianças infectadas”, explicou Kfouri, que também presidente o departamento de imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

 

Isso justifica os casos de VSR registrados fora de época. Mas, mesmo com o vírus circulando em períodos não esperados, o pico sempre ocorre nos meses mais frios. Foram mais de 7,2 mil infecções por VSR entre abril e julho de 2022 contra 4,1 mil entre outubro do mesmo ano e janeiro de 2023.

 

Segundo o pediatra, a tendência é de que a sazonalidade “se reorganize” com o tempo.

 

 

Tem vacina contra VSR?

Ainda não. Farmacêuticas no mundo todo estão há anos trabalhando na criação de uma vacina contra o VSR por conta da letalidade do vírus em bebês e idosos.

 

💉 A Pfizer elabora uma vacina para gestantes, que protegem a mãe e o bebê contra o VSR, e outra para idosos. Testes clínicos de fase 3 mostraram uma eficácia de mais de 80% nos dois imunizantes;

💉 A vacina da farmacêutica GSK se mostrou 82,6% eficaz contra a doença em pessoas com 60 anos ou mais.

Até o momento, não houve aprovação para uso dos imunizantes por agências reguladoras internacionais.

 

Enquanto a vacina não chega, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece um medicamento para prevenir o VSR: é o palivizumabe, um anticorpo monoclonal que não permite que o vírus se hospede nas células humanas. Na rede pública, ele é indicado para bebês com menos de 1 ano de idade que nasceram prematuras e crianças com menos de 2 anos com doenças pulmonares crônica ou cardíaca congênita.

 

 

 

Fonte: G1

Vereador gaúcho é indiciado por racismo após falas xenofóbicas contra baianos

 

O vereador Sandro Fantinel foi indiciado por crime de racismo em decorrência das falas xenofóbicas contra o povo baiano durante sessão da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul, na Serra do Rio Grande do Sul, no final de fevereiro, ao comentar a descoberta da exploração de trabalho análogo à escravidão em vinícolas do estado.

A Polícia Civil informou que o inquérito foi remetido ao Ministério Público na segunda-feira (13). “Foi feita análise de imagens e da voz, do que foi dito naquele dia, e com base em tudo aquilo que a gente cooptou na investigação do inquérito policial, a gente acabou por concluir que o fato, em tese, se caracteriza como crime de racismo, o artigo 20, parágrafo segundo, da Lei 7.716, justamente pelas falas que acabam discriminando as pessoas em razão da procedência regional, ou seja, do local do país de onde elas vêm. Com base nisso, a gente conclui o inquérito, entendendo que há indícios de autoria e materialidade, ou seja, o inquérito conclui com indiciamento”, afirmou o delegado Rafael Keller.

Na ocasião, o vereador disse que os trabalhadores seriam os responsáveis pela confusão e não deveriam mais ser contratados para atuar em propriedades no Rio Grande do Sul. Fantinel chega a sugerir a contratação de argentinos, que seriam “mais limpos” em relação aos baianos.

“Agricultores, produtores, empresas agrícolas que estão neste momento me acompanhando, eu vou dar um conselho para vocês: não contratem mais aquela gente lá de cima. Conversem comigo, vamos criar uma linha e vamos contratar os argentinos. Porque todos os agricultores que têm argentinos trabalhando hoje só batem palmas. São limpos, trabalhadores, corretos, cumprem o horário, mantêm a cara limpa e, no dia de ir embora, ainda agradecem ao patrão pelo serviço prestado e pelo dinheiro que receberam” afirmou.

De acordo com o delegado, além da análise das imagens, foram ouvidas duas testemunhas e o depoimento do vereador, que ocorreu na semana passada. Após a repercussão do caso, Fantinel pediu desculpas pelo episódio e afirmou que o discurso foi feito de improviso.

O inquérito foi instaurado no mesmo dia dos fatos, 28 de fevereiro. A condenação pelo crime de racismo tem pena prevista de dois a cinco anos, mas não foi pedida a prisão preventiva do vereador.

“Não houve representação pela prisão preventiva, isso vai caber ao Judiciário depois que o MP analisar. Provavelmente o vereador deverá responder em liberdade, já que não há indícios de elementos para a decretação de prisão preventiva, pelo menos por ora. Quanto à responsabilização criminal, ela vai ocorrer, com certeza, até porque o crime é imprescritível e não terá prazo para que essa apuração ocorra e a responsabilização criminal”, afirmou o chefe de Polícia do RS, Fernando Sodré.

Sodré acrescentou que qualquer direito, seja liberdade de expressão ou liberdade política, não é absoluto. “Ninguém pode, alegando liberdade de expressão ferir direitos e garantias individuais de outras pessoas. Nesse caso, entra também a questão do racismo”, ressaltou.

A defesa de Fantinel, composta pelos advogados Vinícius de Figueiredo e Rodrigo de Oliveira Vieira, informou que “em seu depoimento, o vereador demonstrou profundo arrependimento, admitindo que se excedeu na fala. O crime é considerado de médio potencial ofensivo e a defesa trabalhará incessantemente na mitigação dos efeitos do indiciamento, buscando, no caso concreto, a aplicação de medidas despenalizadoras, as quais são indicadas para essas situações.”

Anvisa discute se mantém obrigatoriedade de máscaras em aviões e aeroportos

Movimentação de aviões comerciais no aeroporto de Brasília.

 

O Conselho Federal de Medicina (CFM) pediu à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que suspenda a obrigatoriedade do uso de máscaras em aeroportos e aeronaves como forma de prevenção à covid-19. Para fazer o pedido, o CFM se baseou em uma revisão de estudos internacionais publicada na “Cochrane Library”, cuja principal conclusão é de que a proteção facial não teria impacto significativo.

Cientistas apontam fragilidades do estudo e questionam resultados. A Anvisa discute a questão em reunião na manhã desta quarta-feira, 1.

Publicado em 30 de janeiro, o estudo avaliou a eficácia da máscara na prevenção de doenças respiratórias – entre elas a covid-19. O trabalho revisa dados de outros 12 estudos e é assinado por pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido. A principal conclusão da revisão é que a máscara faz “pouca ou nenhuma diferença” como política de saúde pública destinada a evitar a disseminação de vírus respiratórios. O estudo reascendeu a polêmica que já havia provocado intensos debates no início da pandemia.

Um artigo de opinião assinado pelo jornalista conservador Bret Stephens e publicado no New York Times na semana passada jogou gasolina no já acalorado debate:

(…) Quando se trata dos benefícios do uso de máscara em nível populacional, o veredito é: o uso obrigatório foi um fracasso”, escreveu Stephens. “Os céticos que foram furiosamente ridicularizados e ocasionalmente censurados como ‘desinformantes’ estavam certos. Os principais especialistas que incentivaram as máscaras estavam errados. Em um mundo melhor, caberia a este último grupo reconhecer o erro, juntamente com seus consideráveis custos físicos, psicológicos, pedagógicos e políticos.”

Antes mesmo de o artigo de Stephens ser publicado, o CFM já havia elencado o estudo de Oxford (entre outros trabalhos) no ofício enviado à Anvisa, datado de 13 de fevereiro:

“Ao final, conclui-se que, diferentemente do que ocorre no contexto de profissionais de saúde em ambientes hospitalares usando equipamentos de alto nível, não há justificativa científica para a recomendação ou obrigatoriedade do uso de máscaras pela população em geral como política pública de combate à pandemia de covid-19.”

Pesquisadores brasileiros ouvidos pelo Estadão, no entanto, apontam falhas na revisão da Cochrane que podem ter enviesado os resultados e defendem a continuação da obrigatoriedade do uso de máscaras em aviões e aeroportos.

Os cientistas dizem que os britânicos compararam situações e momentos diferentes (em muitos casos não havia circulação significativa do vírus, por exemplo) e que não houve um controle por exemplo sobre como as máscaras teriam sido usadas.

“Foi uma infelicidade da Cochrane misturar uma revisão sistemática com uma meta-análise; fica uma salada, analisaram situações e momentos diferentes”, afirmou a pneumologista da Fiocruz Margareth Dalcolmo, uma das maiores especialistas do País em covid-19. “Tirar desse estudo a conclusão de que uma barreira mecânica não protege contra uma doença viral de transmissão respiratória é uma estupidez completa.”

O infectologista Júlio Croda, também da Fiocruz, outro expoente do combate à covid-19 no País, concorda com a colega. Croda explicou que todos os estudos incluídos na revisão são ensaios clínicos individuais.

“Muitos profissionais de saúde acreditam que os ensaios clínicos geram as evidências mais robustas para qualquer tipo de pergunta científica, o que não é necessariamente verdade”, afirmou o especialista. “E essa dificuldade de entendimento sobre a qualidade das evidências atrapalha a compreensão das limitações de cada estudo.”

Nos estudos analisados, o uso da máscara é uma recomendação.

“Ou seja, não temos como checar se as pessoas realmente usaram a máscara, se usaram durante todo o tempo, se usaram da forma correta como recomendado”, ponderou.

“Por isso, os estudos clínicos de comunidade são os mais adequados para este tipo de avaliação. Nestes estudos, usamos comunidades semelhantes (nível econômico, educacional), como cidades, bairros ou aldeias. Em algumas fazemos campanhas educativas e distribuímos máscaras. Em outras, não. Como são comunidades semelhantes e a única coisa diferente foi a sua intervenção, é possível medir o efeito dessa intervenção.”

De acordo com as orientações gerais da Organização Mundial de Saúde (OMS), revisadas no último mês, as máscaras são recomendadas para “qualquer pessoa em espaço lotado, fechado ou mal ventilado”.

“Vale lembrar que a OMS não declarou ainda o fim da pandemia. É pouco provável que tenha outra onda, mas não é impossível. O vírus continua circulando”, afirmou Margareth Dalcolmo. “Ainda que os aviões tenham filtros de ar novos, eu defendo o uso de máscara. Se houver um portador de vírus de transmissão respiratória, a chance de contágio é muito grande.”

A Anvisa decide nesta quarta-feira se mantém a obrigatoriedade em reunião da diretoria colegiada.

Em nota enviada à imprensa por ocasião do recebimento do ofício do CFM, portanto antes do feriado do carnaval, a Anvisa informou que “pauta suas decisões nas melhores evidências científicas e está alinhada a organismos nacionais e internacionais de referência como o Ministério da Saúde, a OMS e a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).”

A agência reforçou ainda que “há circulação do coronavírus no País, o que pode levar ao aparecimento de novas variantes de preocupação.”

Também por nota, o CFM esclareceu que “não se posicionou contra as máscaras”.

“O CFM apenas compartilhou com a Anvisa, por meio de ofício, o resultado de levantamento feito por pesquisadores sobre estudos relacionados à eficácia do uso de máscaras em aeronaves. O envio teve como objetivo contribuir com reflexão sobre o tema no âmbito daquela autarquia, em especial no que se refere ao trânsito de passageiros e tripulantes na aviação. No Brasil, chama a atenção o fato das máscaras serem obrigatórias apenas nos aeroportos e aviões, enquanto não são cobradas em outros ambientes, como shows e outras aglomerações. Diante disso, entende-se que cabe à agência avaliar os documentos e tomar medidas com base nas evidências arroladas, caso as considere pertinentes.”

 

 

Fonte: Estadão Conteúdo



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