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:: ‘Destaque4’

Brasil terá ondas de calor com máxima entre 40°C e 45°C

 

 

Todas as regiões do Brasil serão atingidas por uma onda de calor com máxima variando entre 40°C e 45°C nos próximos dias.

 

O calor será tão extremo que será tão perigoso que oferecerá risco à saúde e à vida.

 

A massa de ar quente vai afetar com força e com marcas chegando a 45°C alguns estados, como Bahia, Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal, Rondônia, Amazonas, Pará, Tocantins, Piauí e Maranhão.

 

Faustão recebe alta médica após transplante do coração em SP: ‘Missão agora é transformar o Brasil em campeão de doadores’

O apresentador Fausto Silva recebeu alta médica neste domingo (10) do Hospital Israelita Albert Einstein, onde foi submetido a um transplante de coração no último dia 27 de agosto.

 

Segundo o boletim médico divulgado pela manhã, Faustão”seguirá sob as orientações médicas e nutricionais necessárias para a reabilitação após o transplante cardíaco” .

 

Após a alta, ele gravou um vídeo de casa e disse que agora tem uma segunda fase, no tratamento, que inclui mais dois ou três meses de fisioterapia para a recuperação total.

 

“Alô galera, já saí. Estou em casa, agora iniciando uma nova fase. Mas antes, de novo: agradecimento eterno a cada um de vocês que rezaram, fizeram mensagens de solidariedade e apoio. Tudo isso me ajudou muito nessa luta pela vida. Agradecer à família do doador, a quem não tenho palavras. Vou rezar por eles pelo resto da minha vida. (…) Agora eu tenho uma segunda fase. São mais dois, três meses de fisioterapia para a recuperação”, declarou o apresentador.

 

O apresentador Fausto Silva gravou um vídeo neste domingo (10) após receber alta hospitalar, depois de dias internado para a realização de um transplante do coração. — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Fausto Silva é acompanhado pela equipe formada pelos médicos Fernando Bacal (cardiologista), Fábio Antônio Gaiotto (cirurgião cardiovascular) e Miguel Cendoroglo Neto (diretor médico).

No vídeo de hoje, Faustão também disse que a inspiração dele para enfrentar o transplante do coração foi uma garotinha de 12 anos que esperou seis meses na fila para conseguir um órgão compatível.

“Ela ficou seis meses esperando [eu tive mais sorte com a questão do meu tipo de sangue] e ela já foi transplantada em janeiro do ano passado. E hoje está muito bem. Uma vitalidade incrível.”

“Não desista. Vale a pena o sonho. É impressionante como você pode esperar o tempo que for… A missão agora é conscientizar cada um a colaborar, para que todo mundo transforme o Brasil em campeão de doadores. E que as autoridades espalhem centros [de doação de órgãos] pelo país, para não ficar um cara do Norte ou Nordeste, ter que vir para o Sudeste [em busca de um órgão]. Eterna gratidão a todos vocês e vamos à luta”, completou.

Recuperação rápida

Na última sexta-feira (1º), Faustão já havia sido transferido da UTI para a unidade semi-intensiva.

Na quinta-feira (31), três dias depois do transplante, o apresentador gravou um vídeo para agradecer quem torceu por sua recuperação. Principalmente à família do doador do seu novo coração.

“Quero agradecer, fazer um agradecimento especial ao José Pereira da Silva, pai do Fábio, que teve uma grandiosidade incrível, uma generosidade absurda, que proporcionou que eu estivesse vivo. Eu fico emocionado, me deu a chance de viver de novo”, disse Faustão.

Emocionado, disse para a família de Fábio: “Jamais esquecerei de vocês. E vou um dia agradecer pessoalmente”.

Ciclone no RS: saiba como agir antes, durante e depois de temporais

 

A Defesa Civil do Rio Grande do Sul divulgou uma série de orientações a serem seguidas pela população em momentos de alerta para temporal. É um plano de contingência que busca garantir a segurança de todos, conforme o órgão.

No domingo (3), o órgão havia emitido alerta para temporais, descargas elétricas, queda de granizo, rajadas de vento e chuvas volumosas. Entre domingo e esta segunda-feira (4), 44 cidades foram atingidas, quatro pessoas morreram, 353 tiveram que sair de casa e 1.226 tiveram algum tipo de prejuízo. Durante a noite, um ciclone extratropical se formou no estado.

O número é maior quando se fala em pessoas que foram afetadas direta ou indiretamente pela instabilidade climática: 2 milhões.

Como minimizar os danos de um temporal?

  • Revise a estrutura de sua casa, principalmente o telhado
  • Mantenha as árvores em sua casa bem podadas e longe da rede elétrica
  • Não deixe objetos e entulhos soltos

Como agir quando temporais acontecem?

  • Se estiver em local seguro, permaneça até que o temporal passe
  • Não se abrigue sob árvores ou estruturas metálicas
  • Feche bem janelas e portas
  • Desligue os aparelhos elétricos e feche o registro da água e gás
  • Não tente realizar consertos, principalmente de telhados
  • Não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de segurança
  • Ligue para a Defesa Civil (199)

Como agir após o temporal?

  • Evite o contato com cabos ou redes elétricas caídas
  • Avise a Defesa Civil ou o Corpo de Bombeiros sobre situações de risco
  • Ajude na limpeza e recuperação da área onde se encontra, começando pela desobstrução das ruas ou bueiros
  • Ajude vizinhos que foram atingidos

Causas do temporal

De acordo com a Climatempo Meteorologia, uma combinação de fatores causou a instabilidade climática enfrentada pelo RS nesta segunda-feira.

São eles:

  • Correntes fortes de ar quente e úmido, acentuadas pela queda da pressão atmosférica sobre o Rio Grande do Sul
  • Passagem de uma frente fria pelo Litoral
  • Passagem de uma frente fria que ingressa no RS pela Argentina e que causa a formação de um ciclone extratropical

A tendência é que o ciclone e a frente fria se afastem do estado a partir desta terça-feira (5). Com isso, deve parar de chover e as temperaturas devem baixar.

Onda de calor: saiba como o El Niño e o aquecimento global fizeram a temperatura subir no país

Uma onda de calor em pleno inverno brasileiro é até normal, mas, neste ano, a situação está fora do comum, com os termômetros chegando a bater em 34°C em cidades como São Paulo. Segundo especialistas, a explicação está ligada, principalmente, a dois fatores: o El Niño e o aquecimento global.

 

O tempo mais quente no fim do inverno é comum porque temos uma exposição maior ao Sol, já que os dias ficam mais longos. Como o tempo ainda é seco, não há chuva ou nuvens para distribuir toda essa energia solar, que é convertida em mais calor.

 

Frente fria: Outro ponto foi a chegada de uma frente fria pelo Sul do Brasil, que empurrou o ar quente ainda mais para o Sudeste e o Centro-oeste do país.

El Niño + aquecimento global: Somado a isso tudo, temos um ano anormal em razão da atuação de um El Niño com características distintas do normal e do agravamento do aquecimento global.

O meteorologista do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) Giovani Dolif reforça que o que estamos vivendo é um fenômeno já esperado como a onda de calor se sobrepondo a uma situação anormal de calor na Terra.

A onda de calor não é atípica, mas ela acontece a partir de uma condição já atípica. Estamos com as temperaturas acima da média e, por isso, o calor é tão intenso. Isso é reflexo do aquecimento global, pelo excesso de emissões de gases.
— Giovani Dolif

A pesquisadora Thelma Krug, indicada pelo Brasil à presidência do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC), explica que há uma relação direta do calor que estamos sentindo com o aquecimento, resultado de ações humanas.

“Agora, além da variabilidade natural do clima, como é o caso do El Niño, soma-se hoje a influência humana no clima. Ou seja, quanto maior o aquecimento associado às atividades humanas, mais frequentes e mais intensos esses eventos são esperados”, afirma.

O El Niño

O El Niño é uma das explicações para os dias mais quentes. O fenômeno aquece as águas do Oceano Pacífico e impede a chegada de frentes frias no Brasil. Sem massa de ar frio por aqui, a única saída para a intensa energia solar recebida é se transformar em calor.

 

“A chuva faz com que parte da energia do sol seja usada para evaporar a água e aí temos menos energia para fazer a temperatura subir. E as nuvens nos protegem dessa exposição. Como estamos numa época seca, isso não acontece e toda a energia é convertida em calor”, explica Dolif.

O aquecimento global

Neste ano, a Terra já deu sinais das consequências do aquecimento global:

  • Recorde no acúmulo de gás carbônico na atmosfera;
  • Uma longa sequência de recordes diários de calor;
  • Oceanos com recordes de temperatura;
  • O mês de julho mais quente já registrado no planeta.

🌡️ O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que estamos vivendo uma “era de fervura global” e que os sinais mostram uma emergência climática.

As consequências estão sendo vistas em todo o mundo:

🔥 A Grécia sofreu grandes incêndios, assim como o Canadá, que também registrou inundações. As ondas de calor sucessivas no sul da Europa, norte da África, sul dos Estados Unidos e parte da China também provocaram muitos danos.

 

Conselho Estadual de Saúde da Bahia atribui aumento de casos de catapora no estado a baixa cobertura vacinal

O Conselho Estadual de Saúde da Bahia (CES-BA) atribuiu, nesta quarta-feira (16), o aumento de casos de catapora em algumas cidades baianas a baixa cobertura vacinal da doença no estado. Na terça-feira (15), a de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) emitiu um alerta sobre a catapora.

De acordo com a CES-BA, o índice de vacinação em Salvador, por exemplo, é de 33,95%, sendo que o recomendado pelo Ministério da Saúde é de 95%. O órgão não informou os números da cobertura nas cidades em que foram registrados surtos, nem em outros municípios baianos.

A imunização é feita em duas doses. A primeira é aplicada a partir do 15º mês de vida e faz parte da Campanha Nacional de Multivacinação. Segundo o Conselho, para conter o aumento de casos, os municípios precisam fazer ações de incentivo para que as crianças sejam vacinadas.

Alerta da Sesab

Até o dia 12 de agosto deste ano, foram contabilizados 443 casos da doença em todo o estado.

A Sesab não divulgou o número de casos no mesmo período de 2022 para comparação, mas revelou que o alerta desta terça-feira ocorreu depois de um aumento na notificação de surtos em unidades escolares de alguns municípios.

Em Fátima, cidade que fica no norte da Bahia, as aulas foram suspensas após um surto de catapora.

De acordo com a secretária de Saúde da cidade, Mônica Reis, 18 casos foram notificados nesta semana. Também há relatos de pessoas que não procuraram atendimento médico.

Apesar do ocorrido em Fátima, o alerta da Sesab não indica suspensão das atividades escolares em casos isolados da doença. Nessas situações, devem ser adotadas medidas específicas para as crianças que tenham tido contato com casos suspeitos e confirmados.

O alerta do órgão de saúde tem como objetivo promover medidas de prevenção e controle da catapora, que teve o maior coeficiente de incidência entre crianças menores de um ano de idade.

O documento da Sesab ainda aponta que toda a rede de saúde deve fazer notificação imediata de casos suspeitos de catapora às autoridades sanitárias municipais e estadual (vigilância epidemiológica).

Reforma tributária: o que pode mudar na cesta básica

Um dos principais pontos da reforma tributária, aprovada na Câmara dos Deputados nesta sexta-feira (7), envolve um tema que mexe diretamente com a vida da população mais pobre: a cesta básica.

Após um certo vaivém sobre o assunto, o texto aprovado passou a estabelecer a criação da “Cesta Básica Nacional de Alimentos”. As alíquotas previstas para os IVAs federal e estadual e municipal serão reduzidas a zero para esses produtos.

Mas a questão esbarra em outro tópico: quais são os itens da cesta básica do brasileiro?

Não há uma resposta definitiva, ao menos por enquanto. Hoje, alimentos naturais (como frutas, carnes e hortaliças) ou de baixo processamento (como queijos, iogurtes e pães) e alguns produtos de higiene e limpeza já são isentos dos impostos federais (PIS, Cofins e, para industrializados, IPI).

Cada estado, no entanto, define uma alíquota de ICMS para cada uma dessas categorias. Essas alíquotas são zeradas para alguns produtos em alguns estados, mas podem chegar a até 33% segundo levantamento da Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

Segundo o texto aprovado na Câmara, caberá a uma lei complementar definir quais serão os “produtos destinados à alimentação humana” que farão parte da cesta.

Críticas

Nas últimas semanas, antes da aprovação, críticos da proposta passaram a sugerir que havia possibilidade de aumento nos preços dos itens que compõem a cesta básica com os novos tributos.

Com a repercussão do assunto, o relator da reforma, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), incluiu a criação de uma cesta básica nacional de alimentos com isenção de tributos. “O que eu posso assegurar ao brasileiro é, muito pelo contrário, nós vamos preservar a cesta básica”, disse o relator na terça-feira (4).

Cesta hoje

Quanto a uma lista nacional de itens, sabe-se que há uma relação elaborada pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras) que está em análise no Ministério da Fazenda e no gabinete de Ribeiro. A relação tem 34 itens e inclui produtos que, hoje, não são considerados “cesta básica” no país – água sanitária, absorvente íntimo e fralda descartável, por exemplo. Veja a seguir:

Alimentação: carne bovina, carne de frango, carne suína, peixe e ovos; farinhas de trigo, de mandioca e de milho, massas alimentícias e pão francês; leite UHT, leite em pó, iogurte, leite fermentado, queijos, soro de leite e manteiga; frutas, verduras e legumes; arroz, feijão e trigo; café, açúcar, óleo de soja, óleo vegetal e margarina.

Higiene pessoal: sabonete, papel higiênico, creme dental, produtos de higiene bucal, fralda descartável e absorvente higiênico.

Limpeza: detergente, sabão em pó e água sanitária.

Vírus respiratório: 95% dos casos de VSR no ano são em crianças de 0 a 4 anos; conheça o ‘vilão’ da temporada

No primeiro trimestre deste ano, o VSR causou mais infecções que o vírus da gripe; — Foto: Getty Images

 

O vírus sincicial respiratório (VSR) esteve presente em 30% dos casos de doenças respiratórias registradas no Brasil nos primeiros três meses de 2023. Entre janeiro e março, foram mais de 3,3 mil infecções – dessas, 95% atingiram apenas bebês e crianças de 0 a 4 anos.

 

Os dados do Ministério da Saúde, coletados e monitorados pela iniciativa Infogripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mostram uma mudança de padrão na circulação do VSR, um vírus muito transmissível e bastante perigoso. Conhecido por ser o “vilão” da temporada outono e inverno, ele aparecia pouco nos meses mais quentes, mas o comportamento mudou nos últimos anos.

 

No primeiro trimestre deste ano, o VSR causou mais infecções que o vírus da gripe;

Ele só perde para a Covid-19, que ainda representa mais de 50% dos casos positivos entre doenças respiratórias;

Em 2022, foram registrados 14.489 casos de VSR no Brasil – 13.542 (93%) somente na faixa etária de 0 a 4 anos.

 

↪️ Ao que tudo indica, a Covid-19 “quebrou” a sazonalidade do VSR de forma indireta, fazendo com que os casos do vírus sejam registrados em níveis por vezes elevados durante o ano todo.

 

⚠️ A infecção causada pelo VSR pode ser grave em grupos de risco, como bebês, crianças, idosos e portadores de distúrbios cardíacos congênitos ou doenças pulmonares crônicas.

 

Crianças prematuras devem ser imunizadas contra o Vírus Sincicial Respiratório — Foto: Banco de imagens/AbbVie

 

Confira abaixo mais detalhes sobre o vírus e como se proteger:

 

O que é o VSR?

Apesar de ser pouco conhecido, o VSR sempre esteve presente no Brasil, circulando junto com outros vírus respiratórios, e é bem semelhante ao vírus influenza, causador da gripe.

 

👃 Os sintomas são parecidos como os de um resfriado comum: febre, tosse, espirros, coriza e mal-estar.

👍 Em adultos com imunidade elevada e boas condições de saúde, eles desaparecem em poucos dias.

👎 Mas, entre os pequenos e os mais velhos, a infecção pode evoluir e atingir brônquios, alvéolos e pulmões, o que pode ser fatal. Entre os sinais, estão febre alta, muita tosse e, principalmente, dificuldade para respirar.

Em casos graves, o VSR causa bronquiolite, doença que dificulta a chegada do oxigênio aos pulmões, e pneumonia, principalmente em bebês prematuros ou no primeiro ano de vida.

 

“É um vírus que não dá imunidade duradoura. Você não pega só uma vez na vida. As reinfecções vão ser comuns. A segunda, a terceira, a quarta, a quinta vez que você se encontra com o vírus, a tendência é ter sintomas mais leves. Então, o risco maior é nos mais novos, que não tem imunidade, ou nos mais velhos, que perderam a imunidade”, disse o pediatra infectologista Renato Kfouri.

 

Transmissão: o VSR é MUITO contagioso e é transmitido pelo ar ou pelo toque de objetos contaminados.

 

Prevenção: é muito parecido com o que vivemos na pandemia. Evitar ambientes fechados com aglomeração, higienização das mãos e uso de máscaras ajudam na redução da transmissão.

 

Qual é a época do VRS?

De acordo com Kfouri, as infecções por VRS sempre precedem os casos de influenza no Brasil.

 

A sazonalidade do vírus varia de acordo com a região: no Norte, por exemplo, começa em fevereiro. Já no Sul, em abril;

Em todos os casos, o período de prevalência das infecções vai, no máximo, até agosto, segundo o Ministério da Saúde.

Porém, a pandemia desorganizou o protagonismo dessa circulação. No período de confinamento, muitas crianças não desenvolveram a imunidade necessária contra o VSR – segundo estudos, a maioria das crianças tem contato com o vírus até os 3 anos de idade, mas sem complicações graves.

 

“O distanciamento, as crianças fora da escola, fizeram com que a gente não tivesse esse vírus em circulação. Isso acumulou um número grande de suscetíveis a ele: aquelas crianças que se infectariam no primeiro ou segundo ano de vida não se infectaram, não se expuseram ao vírus”, disse o médico.

 

“Com a retomada das rotinas e a retirada da máscara, as crianças começaram a se infectar. E agora a gente está vendo um aumento na circulação de vírus e mais crianças infectadas”, explicou Kfouri, que também presidente o departamento de imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

 

Isso justifica os casos de VSR registrados fora de época. Mas, mesmo com o vírus circulando em períodos não esperados, o pico sempre ocorre nos meses mais frios. Foram mais de 7,2 mil infecções por VSR entre abril e julho de 2022 contra 4,1 mil entre outubro do mesmo ano e janeiro de 2023.

 

Segundo o pediatra, a tendência é de que a sazonalidade “se reorganize” com o tempo.

 

 

Tem vacina contra VSR?

Ainda não. Farmacêuticas no mundo todo estão há anos trabalhando na criação de uma vacina contra o VSR por conta da letalidade do vírus em bebês e idosos.

 

💉 A Pfizer elabora uma vacina para gestantes, que protegem a mãe e o bebê contra o VSR, e outra para idosos. Testes clínicos de fase 3 mostraram uma eficácia de mais de 80% nos dois imunizantes;

💉 A vacina da farmacêutica GSK se mostrou 82,6% eficaz contra a doença em pessoas com 60 anos ou mais.

Até o momento, não houve aprovação para uso dos imunizantes por agências reguladoras internacionais.

 

Enquanto a vacina não chega, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece um medicamento para prevenir o VSR: é o palivizumabe, um anticorpo monoclonal que não permite que o vírus se hospede nas células humanas. Na rede pública, ele é indicado para bebês com menos de 1 ano de idade que nasceram prematuras e crianças com menos de 2 anos com doenças pulmonares crônica ou cardíaca congênita.

 

 

 

Fonte: G1

Vereador gaúcho é indiciado por racismo após falas xenofóbicas contra baianos

 

O vereador Sandro Fantinel foi indiciado por crime de racismo em decorrência das falas xenofóbicas contra o povo baiano durante sessão da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul, na Serra do Rio Grande do Sul, no final de fevereiro, ao comentar a descoberta da exploração de trabalho análogo à escravidão em vinícolas do estado.

A Polícia Civil informou que o inquérito foi remetido ao Ministério Público na segunda-feira (13). “Foi feita análise de imagens e da voz, do que foi dito naquele dia, e com base em tudo aquilo que a gente cooptou na investigação do inquérito policial, a gente acabou por concluir que o fato, em tese, se caracteriza como crime de racismo, o artigo 20, parágrafo segundo, da Lei 7.716, justamente pelas falas que acabam discriminando as pessoas em razão da procedência regional, ou seja, do local do país de onde elas vêm. Com base nisso, a gente conclui o inquérito, entendendo que há indícios de autoria e materialidade, ou seja, o inquérito conclui com indiciamento”, afirmou o delegado Rafael Keller.

Na ocasião, o vereador disse que os trabalhadores seriam os responsáveis pela confusão e não deveriam mais ser contratados para atuar em propriedades no Rio Grande do Sul. Fantinel chega a sugerir a contratação de argentinos, que seriam “mais limpos” em relação aos baianos.

“Agricultores, produtores, empresas agrícolas que estão neste momento me acompanhando, eu vou dar um conselho para vocês: não contratem mais aquela gente lá de cima. Conversem comigo, vamos criar uma linha e vamos contratar os argentinos. Porque todos os agricultores que têm argentinos trabalhando hoje só batem palmas. São limpos, trabalhadores, corretos, cumprem o horário, mantêm a cara limpa e, no dia de ir embora, ainda agradecem ao patrão pelo serviço prestado e pelo dinheiro que receberam” afirmou.

De acordo com o delegado, além da análise das imagens, foram ouvidas duas testemunhas e o depoimento do vereador, que ocorreu na semana passada. Após a repercussão do caso, Fantinel pediu desculpas pelo episódio e afirmou que o discurso foi feito de improviso.

O inquérito foi instaurado no mesmo dia dos fatos, 28 de fevereiro. A condenação pelo crime de racismo tem pena prevista de dois a cinco anos, mas não foi pedida a prisão preventiva do vereador.

“Não houve representação pela prisão preventiva, isso vai caber ao Judiciário depois que o MP analisar. Provavelmente o vereador deverá responder em liberdade, já que não há indícios de elementos para a decretação de prisão preventiva, pelo menos por ora. Quanto à responsabilização criminal, ela vai ocorrer, com certeza, até porque o crime é imprescritível e não terá prazo para que essa apuração ocorra e a responsabilização criminal”, afirmou o chefe de Polícia do RS, Fernando Sodré.

Sodré acrescentou que qualquer direito, seja liberdade de expressão ou liberdade política, não é absoluto. “Ninguém pode, alegando liberdade de expressão ferir direitos e garantias individuais de outras pessoas. Nesse caso, entra também a questão do racismo”, ressaltou.

A defesa de Fantinel, composta pelos advogados Vinícius de Figueiredo e Rodrigo de Oliveira Vieira, informou que “em seu depoimento, o vereador demonstrou profundo arrependimento, admitindo que se excedeu na fala. O crime é considerado de médio potencial ofensivo e a defesa trabalhará incessantemente na mitigação dos efeitos do indiciamento, buscando, no caso concreto, a aplicação de medidas despenalizadoras, as quais são indicadas para essas situações.”

Anvisa discute se mantém obrigatoriedade de máscaras em aviões e aeroportos

Movimentação de aviões comerciais no aeroporto de Brasília.

 

O Conselho Federal de Medicina (CFM) pediu à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que suspenda a obrigatoriedade do uso de máscaras em aeroportos e aeronaves como forma de prevenção à covid-19. Para fazer o pedido, o CFM se baseou em uma revisão de estudos internacionais publicada na “Cochrane Library”, cuja principal conclusão é de que a proteção facial não teria impacto significativo.

Cientistas apontam fragilidades do estudo e questionam resultados. A Anvisa discute a questão em reunião na manhã desta quarta-feira, 1.

Publicado em 30 de janeiro, o estudo avaliou a eficácia da máscara na prevenção de doenças respiratórias – entre elas a covid-19. O trabalho revisa dados de outros 12 estudos e é assinado por pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido. A principal conclusão da revisão é que a máscara faz “pouca ou nenhuma diferença” como política de saúde pública destinada a evitar a disseminação de vírus respiratórios. O estudo reascendeu a polêmica que já havia provocado intensos debates no início da pandemia.

Um artigo de opinião assinado pelo jornalista conservador Bret Stephens e publicado no New York Times na semana passada jogou gasolina no já acalorado debate:

(…) Quando se trata dos benefícios do uso de máscara em nível populacional, o veredito é: o uso obrigatório foi um fracasso”, escreveu Stephens. “Os céticos que foram furiosamente ridicularizados e ocasionalmente censurados como ‘desinformantes’ estavam certos. Os principais especialistas que incentivaram as máscaras estavam errados. Em um mundo melhor, caberia a este último grupo reconhecer o erro, juntamente com seus consideráveis custos físicos, psicológicos, pedagógicos e políticos.”

Antes mesmo de o artigo de Stephens ser publicado, o CFM já havia elencado o estudo de Oxford (entre outros trabalhos) no ofício enviado à Anvisa, datado de 13 de fevereiro:

“Ao final, conclui-se que, diferentemente do que ocorre no contexto de profissionais de saúde em ambientes hospitalares usando equipamentos de alto nível, não há justificativa científica para a recomendação ou obrigatoriedade do uso de máscaras pela população em geral como política pública de combate à pandemia de covid-19.”

Pesquisadores brasileiros ouvidos pelo Estadão, no entanto, apontam falhas na revisão da Cochrane que podem ter enviesado os resultados e defendem a continuação da obrigatoriedade do uso de máscaras em aviões e aeroportos.

Os cientistas dizem que os britânicos compararam situações e momentos diferentes (em muitos casos não havia circulação significativa do vírus, por exemplo) e que não houve um controle por exemplo sobre como as máscaras teriam sido usadas.

“Foi uma infelicidade da Cochrane misturar uma revisão sistemática com uma meta-análise; fica uma salada, analisaram situações e momentos diferentes”, afirmou a pneumologista da Fiocruz Margareth Dalcolmo, uma das maiores especialistas do País em covid-19. “Tirar desse estudo a conclusão de que uma barreira mecânica não protege contra uma doença viral de transmissão respiratória é uma estupidez completa.”

O infectologista Júlio Croda, também da Fiocruz, outro expoente do combate à covid-19 no País, concorda com a colega. Croda explicou que todos os estudos incluídos na revisão são ensaios clínicos individuais.

“Muitos profissionais de saúde acreditam que os ensaios clínicos geram as evidências mais robustas para qualquer tipo de pergunta científica, o que não é necessariamente verdade”, afirmou o especialista. “E essa dificuldade de entendimento sobre a qualidade das evidências atrapalha a compreensão das limitações de cada estudo.”

Nos estudos analisados, o uso da máscara é uma recomendação.

“Ou seja, não temos como checar se as pessoas realmente usaram a máscara, se usaram durante todo o tempo, se usaram da forma correta como recomendado”, ponderou.

“Por isso, os estudos clínicos de comunidade são os mais adequados para este tipo de avaliação. Nestes estudos, usamos comunidades semelhantes (nível econômico, educacional), como cidades, bairros ou aldeias. Em algumas fazemos campanhas educativas e distribuímos máscaras. Em outras, não. Como são comunidades semelhantes e a única coisa diferente foi a sua intervenção, é possível medir o efeito dessa intervenção.”

De acordo com as orientações gerais da Organização Mundial de Saúde (OMS), revisadas no último mês, as máscaras são recomendadas para “qualquer pessoa em espaço lotado, fechado ou mal ventilado”.

“Vale lembrar que a OMS não declarou ainda o fim da pandemia. É pouco provável que tenha outra onda, mas não é impossível. O vírus continua circulando”, afirmou Margareth Dalcolmo. “Ainda que os aviões tenham filtros de ar novos, eu defendo o uso de máscara. Se houver um portador de vírus de transmissão respiratória, a chance de contágio é muito grande.”

A Anvisa decide nesta quarta-feira se mantém a obrigatoriedade em reunião da diretoria colegiada.

Em nota enviada à imprensa por ocasião do recebimento do ofício do CFM, portanto antes do feriado do carnaval, a Anvisa informou que “pauta suas decisões nas melhores evidências científicas e está alinhada a organismos nacionais e internacionais de referência como o Ministério da Saúde, a OMS e a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).”

A agência reforçou ainda que “há circulação do coronavírus no País, o que pode levar ao aparecimento de novas variantes de preocupação.”

Também por nota, o CFM esclareceu que “não se posicionou contra as máscaras”.

“O CFM apenas compartilhou com a Anvisa, por meio de ofício, o resultado de levantamento feito por pesquisadores sobre estudos relacionados à eficácia do uso de máscaras em aeronaves. O envio teve como objetivo contribuir com reflexão sobre o tema no âmbito daquela autarquia, em especial no que se refere ao trânsito de passageiros e tripulantes na aviação. No Brasil, chama a atenção o fato das máscaras serem obrigatórias apenas nos aeroportos e aviões, enquanto não são cobradas em outros ambientes, como shows e outras aglomerações. Diante disso, entende-se que cabe à agência avaliar os documentos e tomar medidas com base nas evidências arroladas, caso as considere pertinentes.”

 

 

Fonte: Estadão Conteúdo

Cerca de 200 resgatados de trabalho análogo à escravidão no Rio Grande do Sul chegam à Bahia

 

Os 194 trabalhadores baianos resgatados em situação análago a escravo em Bento Gonçalves, na Serra do Rio Grande do Sul, chegaram à Bahia nesta segunda-feira (27).

A informação foi confirmada pela Secretaria Estadual de Justiça e Direitos Humanos (SJDH) e pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Os trabalhadores voltaram para Lauro de Freitas, Feira de Santana, Alagoinhas e Salvador.

Dos 207 resgatados, 198 são da Bahia. Quatro preferiram continuar no RS, enquanto outros voltaram para o estado natal.

As idades dos 207 resgatados variam entre 18 e 57 anos. Os quatro ônibus que levaram os baianos para casa foram escoltados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) até a saída do RS.

Um acordo entre a empresa e os trabalhadores foi fechado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) ainda na noite de sexta. Cada um deles recebeu, por enquanto, R$ 500 para fazer a viagem. O valor total de indenização deve ser pago até a próxima terça-feira (28), por depósito bancário.

De acordo com o MPT, o empresário responsável deverá deverá apresentar a comprovação dos pagamentos sob pena de ajuizamento de ação civil pública por danos morais coletivos, além de multa correspondente a 30% do valor devido. Até o momento, estima-se que o cálculo total das verbas rescisórias ultrapasse R$ 1 milhão. O custo do transporte dos trabalhadores de volta à Bahia também ficou sob responsabilidade da empresa.

O responsável por essa empresa, Pedro Augusto de Oliveira Santana, de 45 anos, também é baiano, natural de Valente. Ele chegou a ser preso, mas vai responder pelo crime em liberdade porque pagou fiança no valor de R$ 40 mil.

O caso

Na quinta-feira (23), a Polícia Federal do Rio Grande do Sul encontrou os trabalhadores em uma situação degradante após três trabalhadores procurarem a unidade operação de Caxias do Sul para dizer que recém tinham fugido de um alojamento em que eram mantidos contra a vontade.

Segundo a PF, a empresa que mantinham os trabalhadores em condições análogas à escrividão tem contratos com diversas vinícolas da região, presta serviços de apoio administrativo e os trabalhadores teriam sido contratados para atuar na colheita da uva.

A polícia apurou no local que esses homens, a maioria da Bahia, eram recrutados nos seus estados de origem para trabalhar no Rio Grande do Sul. Ao chegar no estado, encontravam uma situação diferente das prometidas pelos recrutadores.

Além disso, relataram enfrentar atrasos nos pagamentos dos salários, violência física, longas jornadas de trabalho e oferta de alimentos estragados. Também disseram que eram coagidos a permanecer no local sob a pena de pagamento de uma multa por quebra do contrato de trabalho.



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