Do camarão ao cupuaçu: empreendedores baianos apostam em sabores inusitados de panetone
Em Salvador, negócios locais reinventam a tradição natalina e conquistam clientes com panetones criativos que fogem totalmente da receita clássica.
Segue uma lista, com algumas versões que fogem da receita tradicional. Entre elas estão o panetone sertanejo, o panetone de camarão, o panetone de café com cupuaçu e o panetone vegano e muitos outros.
Panetone de Camarão
Foto: Divulgação/G1
O camarão está presente em diversos pratos típicos da Bahia, como vatapá, acarajé e moqueca. Mas uma confeitaria de Salvador decidiu levar o ingrediente para o panetone. A Bendito Salgado criou a versão salgada do doce, que rapidamente se tornou um dos produtos mais procurados.
O dono da confeitaria, Ramon Sampaio, contou que o lançamento superou até mesmo os sabores tradicionais em vendas.
“Os sabores diferenciados surgem principalmente da
curiosidade e do hábito de testar combinações novas.
Observamos muito o paladar do público baiano e buscamos
misturar ingredientes regionais com técnicas de confeitaria”, disse.
Panetone Sertanejo
Após o sucesso do panetone de camarão, Ramon lançou o panetone sertanejo. A receita leva carne seca e pedaços de banana-da-terra.
Foto: Divulgação/G1
“Na verdade, esses sabores inusitados já superaram, em alguns anos,
as vendas dos panetones tradicionais, porque o público procura
novidades para presentear e surpreender”, relatou.
Panetone de Tangerina
Foto: Divulgação/G1
A confeitaria Le Lapin, localizada na Rua Engenheiro Adhemar Fontes, na Pituba, também decidiu inovar e criou o panetone de tangerina, desenvolvido por Cecília Moura. A fruta, muito consumida pelos nordestinos, adiciona um sabor ácido que contrasta com o chocolate branco e as amêndoas. A combinação se tornou uma das favoritas dos clientes durante o período natalino.
Panetone Café com Cupuaçu
Com o sucesso do panetone de tangerina, a confeiteira Cecília Moura apostou, neste ano, na criação do panetone de café com cupuaçu. A produção conta com café especial da Chapada Diamantina, geleia de cupuaçu e sequilho.
Foto: Divulgação/G1
Ainda segundo Cecília, as inspirações para criar sabores “inusitados” surgem de experiências pessoais e também do período de estudos.
“Enfim, as inspirações são múltiplas. Mas esse de Café e
Cupuaçu em especial não sei dizer de onde veio, um dia eu
pensei em casa “será que funciona?”, testei e achei uma delícia”, relatou.
Panetone Vegano
Entre várias opções desse clássico natalino, a confeiteira Letícia Lima buscou atender ao público vegano. A ideia surgiu após ela se tornar vegana e encomendar um bolo vegano para o próprio aniversário.
Letícia contou que ficou encantada com a qualidade do bolo e decidiu realizar um curso de confeitaria vegana, inicialmente para atender apenas sua família, que tem integrantes intolerantes ao trigo.
“Outras pessoas poderiam ter o mesmo privilégio de desfrutar de doces,
bolos e panetones, mesmo com restrições alimentares”, disse Letícia.
Foto: Divulgação/G1
A necessidade da família fez com que a confeiteira criasse a Laetitta Confeitaria Vegana, especializada em atender pessoas alérgicas ou intolerantes a leite de vaca, ovo e trigo, além de veganos.
“E daí surgiu a paixão pela culinária vegana e principalmente a confeitaria inclusiva.
Além disso, descobri que existia esse mercado ainda pouco explorado na cidade”, completou.
Panetone de Cupuaçu
A confeitaria de Jeanne Garcia incluiu no menu um panetone de cupuaçu que nasceu de referências pessoais da criadora, que sempre teve o sabor como um dos seus preferidos. A junção do fruto com o chocolate e a massa artesanal ajudou a tornar o produto um dos mais procurados.
Foto: Divulgação/G1
Logo após o lançamento, o panetone se destacou nas vendas e ganhou espaço entre os clientes que procuram alternativas fora do tradicional.
Panetone de Banana Flambada com Rum
Criada pelo psicólogo Deyvis, a confeitaria Camacaju, usou a receita do doce natalino para misturar banana flambada com rum. O confeiteiro comentou que sua criatividade vem de lembranças da infância e de viagens que realizou quando era criança.
Foto: Divulgação/G1
“Eu penso primeiro na sensação que o sabor vai trazer, se vai acolher,
surpreender ou despertar alguma memória. Depois eu vou testando
até chegar no resultado que imagino. É algo muito intuitivo.”, comentou.
Fonte: G1 Bahia











