BRASIL REGISTRA 148 MIL NOVOS EMPREGOS FORMAIS EM MAIO. BAHIA É DESTAQUE NA REGIÃO NORDESTE.
O Brasil registrou um saldo positivo de 148.992 vagas com carteira assinada em maio, segundo dados do Novo Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho. No acumulado do ano, já são 1,05 milhão de novos empregos formais, elevando o total no país para 48,3 milhões. O setor de serviços foi o que mais contratou, com 70.139 postos, seguido pelo comércio (23.258), indústria (21.569), agropecuária (17.348) e construção civil (16.678).
Entre os estados, São Paulo liderou com 33.313 vagas, à frente de Minas Gerais (20.287) e Rio de Janeiro (13.642). O único estado com saldo negativo foi o Rio Grande do Sul, que perdeu 115 empregos. O Acre teve o maior crescimento relativo, com alta de 1,24%.
Os dados mostram que mulheres (78.025) e jovens de 18 a 24 anos (98.003) foram os mais contratados, especialmente no comércio e na indústria. Pessoas pardas (116.476) e com nível médio de escolaridade (113.213) também tiveram destaque. O salário médio de admissão ficou em R$ 2.248,71, uma queda de 0,5% em relação a abril.
O ministro Luiz Marinho ressaltou que os baixos salários ainda são um obstáculo para a formalização de jovens e defendeu a revisão dos pisos salariais para estimular mais contratações.
Foto: O Divergente
BAHIA ACUMULA MAIS DE 59 MIL POSTOS DE TRABALHO CRIADOS SÓ EM 2025; VEJA SETORES
A Bahia é um dos destaques da região Nordeste na geração de empregos com carteira assinada em maio. O estado fechou o mês com 12.858 novos postos formais, de acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) divulgados na última segunda-feira (30), pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
A capital, Salvador, foi o município baiano com melhor saldo em maio, com 1.836 novos postos. A cidade tem hoje um estoque de 686,3 mil empregos formais. Na sequência dos municípios com melhores desempenhos no estado aparecem Lauro de Freitas (1.051), Santa Cruz Cabrália (653), Vitória da Conquista (578), Juazeiro (466) e Barreiras (436).
No acumulado do ano, entre janeiro e maio de 2025, a Bahia acumula 59.319 novos empregos formais. Como comparação, em 2024 o estado baiano fechou o ano tendo gerado 85.589 novos postos de trabalho com carteira assinada.
Em maio, o estado apresentou desempenho positivo nos cinco grandes grupamentos de atividades econômicas avaliados. O destaque foi Serviços, que terminou o mês com saldo de 5.670 vagas. Na sequência aparecem os setores de Agropecuária (2.558), Indústria (2.061), Construção (1.593) e Comércio (976).
As novas vagas no estado baiano foram ocupadas, em sua maioria, por pessoas do sexo masculino, responsáveis pelo ingresso em 7.116 postos. Pessoas com ensino médio completo foram as principais atendidas, com 9.179 vagas na Bahia. Jovens entre 18 e 24 anos formam o grupo com maior saldo de vagas no estado: 7.018.
Fonte: O Divergente e Bahia Econômica
Paraná Pesquisas: 67% dos brasileiros não acreditam que picanha e cerveja ficarão mais acessíveis até fim do governo Lula
A maioria da população brasileira não acredita que até o fim do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será possível incluir com mais facilidade itens como picanha e cerveja nas compras do mês. É o que mostra levantamento divulgado nesta segunda-feira (30) pelo instituto Paraná Pesquisas.
Foto: Claudio Kbene/ PR
Segundo os dados, 67,1% dos entrevistados afirmaram não acreditar que a dupla — que foi símbolo de campanha de Lula em 2022 — se tornará mais acessível economicamente até o término do atual mandato presidencial. Por outro lado, 26,3% disseram confiar em uma melhora nas condições econômicas. Outros 6,6% não souberam ou preferiram não responder.
Foto: BN Notícias
Apesar da maioria ainda demonstrar pessimismo, o índice representa uma leve melhora em relação à pesquisa anterior, realizada em abril. Naquela ocasião, 68,4% dos entrevistados se mostravam descrentes quanto à melhora, enquanto 25,7% demonstravam otimismo. Os que não souberam ou não opinaram eram 5,9%.
A Paraná Pesquisas também indica que a percepção de grande parte dos brasileiros é de que o preço da picanha está mais alto no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em comparação com o período do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Conforme os dados, 50% dos entrevistados disseram que o preço está mais alto — sendo 33,2% que o consideram “muito mais alto” e 16,8% que o veem “um pouco mais alto”. Outros 21,7% avaliam que os preços permanecem iguais.
Já 17,9% afirmam que a picanha está mais barata atualmente — divididos entre 14,1% que acham “um pouco mais baixa” e 3,8% que apontam como “muito mais baixa”. O percentual de entrevistados que não souberam ou não lembram é de 10,5%.
Foto: BN Notícias
A pesquisa ouviu 2.020 pessoas entre os dias 18 e 22 de junho, em todos os estados e no Distrito Federal. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
Fonte: BN Notícias
Criminosos usam o ‘golpe do falso advogado’ para roubar vítimas com processos judiciais na Bahia
Esquema começa quando os golpistas acessam bancos de dados públicos e plataformas processuais para reunir informações detalhadas das vítimas e aplicar a fraude.
Foto: OAB-BA
Um golpe tem feito inúmeras vítimas na Bahia: o do “falso advogado”. Criminosos invadem o sistema da Justiça e utilizam dados de processos judiciais e fotos de profissionais reais para enganar cidadãos, levando-os a realizar pagamentos indevidos sob a promessa de liberação de valores ou resolução de pendências judiciais.
O esquema começa quando os criminosos acessam bancos de dados públicos e plataformas processuais para reunir informações detalhadas das vítimas, como nome completo, CPF, número de processos, valores envolvidos, tipo de ação e nomes dos advogados envolvidos nas ações.
Com as informações em mãos, os golpistas entraram em contato com as vítimas, na maioria das vezes, por aplicativos de mensagens.
Os criminosos se apresentam como advogados, assessores jurídicos ou até mesmo um funcionário do advogado real. Há registros também de clonagem do aplicativo de mensagens do próprio profissional, usando sua foto e logotipo do escritório.
Segundo a advogada Carla Vitória, vítima do golpe, os criminosos usam fotos dos advogados reais, falsificam documentos da Justiça e exigem um pagamento para obter o valor da ação judicial.
“Eles se passam pelo escritório e dizem que a pessoa tem um valor a receber. A pessoa, ansiosa querendo ver a resolução desse processo, acaba pagando esse documento e não presta atenção se tem o nome do escritório”, detalhou a advogada.
Carla Vitória contou que, como os criminosos não possuem todos os dados dos advogados reais, eles começam a fazer diversos questionamentos pessoais para as vítimas, com o objetivo de construir uma relação de confiança.
“A orientação é ficar atento ao número que está entrando em contato contigo,
ver se é o número do escritório e, em caso de dúvidas, peça sempre para fazer
uma vídeo chamada com o advogado que está a frente daquele processo ou
então procure o atendimento presencial para não cair nesses golpes”, explicou Carla Vitória.
A advogada Bruna Araújo contou que 20 clientes dela foram abordados pelos criminosos através das redes sociais e aplicativo de mensagens.
“A primeira abordagem que a cliente me fez falando desse golpe era um processo que tramita em segredo de Justiça porque a autora é portadora do espectro autista. Para a minha surpresa, eles tiveram acesso aos dados”, contou Bruna Araújo.
O presidente da Comissão de Direitos e Prerrogativas da OAB-BA disse que o golpe acontece em todo o território nacional com o uso de alta tecnologia e inteligência artificial. “Com o uso da informática eles conseguem vasculhar processos judiciais e extrair dados das partes”, explicou.
Foto: g1 BA
Como se proteger do golpe
A OAB-BA tem desenvolvido campanhas, lançado cartilhas e promovido encontros com instituições públicas para cobrar soluções e aumentar a conscientização sobre o “golpe do falso advogado”.
A seccional lançou uma cartilha com uma série de informações sobre a forma de aplicação do golpe e um passo a passo com orientações para o público. O material está disponível no site da OAB-BA.
O órgão também criou o canal de denúncia, através do e-mail denuncias@oab-ba.org.br, voltado a advogados e clientes. Todas as denúncias são compiladas e enviadas periodicamente à Polícia Civil.
Além do canal, a seccional alerta para a importância de registrar boletim de ocorrência na delegacia local ou delegacia virtual.
Fonte: g1 BA
Sinal analógico será desligado hoje, 30 de junho: veja como se preparar para não perder a programação da TV
A partir de 1º de julho, só será possível acompanhar a programação da TV por meio do sinal digital. A medida ocorre em todo o país e afeta cidades da região.
Foto: G1
O sinal analógico de televisão será desligado nesta segunda-feira (30) em diversas cidades do país. A medida faz parte da última etapa do processo de transição definitiva para a TV digital, que oferece melhor qualidade de imagem, som e estabilidade de sinal.
O que muda?
Isso significa que quem ainda utiliza a parabólica tradicional ficará sem acesso à programação da TV aberta via satélite. A boa notícia é que há alternativas para não perder a programação, inclusive nas cidades onde o sinal digital ainda não está disponível.
Alternativas para continuar assistindo
A programação está disponível gratuitamente em sinal digital (HD) na maioria das regiões.
Quem tem smart TV ou TV conectada à internet pode acompanhar a programação pelo aplicativo.
Parabólica grátis: Por meio do programa ‘Siga Antenado’ é possível trocar a parabólica analógica (aquela grandona, de metal) por um kit gratuito de parabólica digital. Confira os detalhes para ver se você se enquadra nas famílias beneficiadas:
- Famílias inscritas no CadÚnico podem solicitar gratuitamente a troca para o kit da nova parabólica digital (que inclui antena, receptor e controle remoto e instalação sem custo).
- A solicitação de agendamento deve ser feita dentro do prazo que termina às 20h (horário de Brasília) do dia 30 de junho.
- As antenas atuais deve estar funcionando e instaladas.
- A solicitação deve ser feita pelo site sigaantenado.com.br ou pelo telefone 0800 729 2404, que também atende via WhatsApp.
Benefícios da parabólica digital
Além de garantir o acesso contínuo à programação, a nova parabólica digital oferece imagem em Full HD, som mais limpo e sem interferências, maior estabilidade de sinal e acesso a até 140 canais, entre regionais e nacionais.
Foto: Arte/g1
Outras alternativas
- TV com conversor digital embutido + antena UHF
As TVs fabricadas após 2010 são digitais e geralmente já têm o conversor embutido. Com uma antena UHF (externa ou interna) é possível captar o sinal digital. Basta buscar pelos canais digitais automaticamente por meio do menu de sintonia da TV.
- Conversor digital externo
Para TVs de tubo ou antigas sem conversor, é preciso comprar um conversor digital externo conectado à antena da TV.
Foto: TV DIGITAL — ARTE/G1
Fonte: G1
O hospital das despedidas, onde os pacientes vão para morrer com dignidade
O primeiro e, até o momento, o único — hospital de cuidados paliativos do SUS, onde não há pronto-socorro nem UTI.
Foto: Vitor Serrano/BBC News/G1
“Era aqui que eu começava a corrida dos três faróis: de Humaitá, passava pelo Farol da Barra e ia até o Farol de Itapuã”, contou Ayrton dos Santos Pinheiro, contemplando o mar de Salvador que se abria diante da sua janela.
Era uma segunda-feira no início de junho, céu claro na capital da Bahia após dias seguidos de chuvas intensas, e Ayrton, de 90 anos, estava em uma das três camas espalhadas por um quarto amplo e bem iluminado no hospital Mont Serrat.
“Quando me disseram que eu viria para este hospital, eu não sabia que ele ficava aqui”, seguiu, falando das instalações na Ponta de Humaitá, no alto do bairro Monte Serrat, na Cidade Baixa.
As lembranças forçaram Ayrton a fazer pausas na fala. Tomando fôlego, com a voz embargada, falou com detalhes dos anos como corredor, da família e do nascimento de um dos filhos naquele bairro.
Abriu uma agência de turismo, casou-se e tocou a vida entre o esporte, o trabalho e a família.
Ayrton ficou surpreso quando descobriu no hospital, por fim, que estava em um pedaço da cidade que trazia tantas lembranças boas. “Quando cheguei aqui, minhas forças se renovaram.”
Antes, era o hospital de infectologia Couto Maia, mas desde o fim de janeiro é ali que se instalou o primeiro, e até o momento único, hospital de cuidados paliativos do Sistema Único de Saúde (SUS) do Brasil.
Os cuidados paliativos focam na melhora da qualidade de vida e dos sintomas dos pacientes com doenças graves ou que não têm cura. A abordagem, que também é centrada no cuidado dos familiares, não acelera nem abrevia o processo de morte do paciente, mas busca reduzir o sofrimento físico, psicológico e espiritual.
“Aqui, o foco da gente não é a morte. Aqui, o foco da gente é cuidado
enquanto vida tiver”,diz a médica Karoline Apolônia, coordenadora do
Núcleo de Cuidados Paliativos da Secretaria de Saúde da Bahia.
“Perguntaram se meu pai queria fazer a barba, para que time ele torce, o que gosta de comer, se gosta de música. Então, a gente relaxou, por saber que ele está sendo bem cuidado”, conta Ayrton Junior, filho do corredor Ayrton.
Junior diz que o pai tem câncer de próstata e tratou com radioterapia um câncer na pele do nariz e da cabeça.
Mas agora a prioridade é o presente.
“A gente sente que o que é importante para meu pai é o conforto presente,
no momento presente. Um dia depois do outro. Ele precisa ficar bem, é o
nosso pensamento, é o pensamento da família dele”
Um hospital sem UTI
Caminhar pelos quatro pavilhões do Mont Serrat é perceber também que ali não funciona um hospital comum.
Não há uma sala de reanimação — já que isso contrariaria um dos critérios para ingressar no hospital —, nem uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
“Se eu coloco esse paciente para correr a maratona, eu só vou trazer a ele sofrimento”, afirma a médica. “Então, em vez disso, a gente sugere a ele sentar aqui e contemplar o pôr do sol. Aproveitar para dizer desculpa, obrigada, eu te amo e tchau.”
Para um paciente ter indicação de cuidados paliativos, ele deve ser encaminhado por uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), atendendo a alguns critérios, como ter um diagnóstico de doença grave e tempo estimado de vida de seis meses.
A família e o paciente também já devem ter enfrentado o que Karoline chama de “conversas difíceis”, isto é, discutir um prognóstico irreversível e saber que UTI não estaria entre as opções para mantê-lo vivo.
Outra peculiaridade do Mont Serrat é que o necrotério fica no centro, entre os quatro pavilhões, e não em uma ala isolada. E, no mesmo ambiente, dividido por uma porta de correr, fica a Sala da Saudade.
Foto: Vitor Serrano/BBC News/G1
É ali que muitas famílias se despedem, se abraçam e se acolhem, depois que um familiar faleceu, porque a premissa é que os parentes também sejam cuidados.
Na sala tem um sofá, uma televisão, água, café e um abajur com luz indireta. Na parede de entrada, uma frase de Ana Cláudia Quintana Arantes, uma das paliativistas pioneiras e mais célebres do país, está escrita de fora a fora: “Um minuto de silêncio. Preciso ouvir meu coração cantar.”
VÍCIO EM APOSTAS ONLINE DISPARA 142% NA BAHIA; ESTADO É 4º NO RANKING
Popularização das plataformas de apostas on line e ausência de limites rigorosos impulsionam novos casos de ludopatia no Estado
Foto: odivergente.blog
Dados da Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) revelam um salto de 142,86% nos atendimentos a pessoas com dependência em jogos de azar entre 2023 e 2024. Em 2023, foram registrados 7 casos, contra 17 no ano seguinte. Apenas neste ano já são 9 pacientes atendidos na Rede de Atenção Psicossocial (Raps) pelo SUS.
O problema, conhecido como ludopatia, tem sido agravado pela popularidade das apostas online (“bets”). Um estudo do DataSenado aponta a Bahia como o 4º estado com mais apostadores via aplicativos ou sites, totalizando 1,5 milhão de baianos em apenas 30 dias.
A situação alerta para adoção de medidas céleres com vistas ao combate do vício e seus impactos sociais.
Como buscar ajuda e se reestruturar financeiramente
A orientação de terapeutas e especialistas para quem enfrenta dificuldades com o vício em apostas inclui, antes de tudo, reconhecer o problema e procurar suporte adequado. Algumas ações recomendadas são:
- Identificar o impacto financeiro do vício;
- Reorganizar as dívidas, priorizando as de juros mais altos;
- Reduzir gastos não essenciais;
- Buscar fontes alternativas de renda;
- Compartilhar o problema com familiares ou amigos de confiança;
- Recorrer a unidades da Rede de Atenção Psicossocial (Raps) ou serviços especializados de psicoterapia.
Legislação avança, mas desafios permanecem
Com o objetivo de frear o avanço da ludopatia e tornar o setor mais transparente, foi sancionada em dezembro de 2023 a Lei nº 14.790, que regulamenta as apostas de quota fixa no Brasil. A nova legislação proíbe a participação de menores de 18 anos e de pessoas diagnosticadas com o transtorno, além de exigir que as plataformas incluam alertas sobre os riscos do jogo em suas comunicações.
As empresas também são obrigadas a promover campanhas de prevenção ao vício e mensagens de desestímulo ao jogo compulsivo. No entanto, especialistas destacam que a regulamentação, embora necessária, ainda não é suficiente.
Medidas educativas e fiscalização são urgentes
O aumento de casos de ludopatia revela a urgência por políticas públicas mais robustas. É essencial implementar:
- Campanhas de conscientização nas escolas e nas mídias;
- Fiscalização rigorosa sobre a publicidade das bets;
- Fortalecimento da rede pública de apoio psicológico;
- Incentivo à educação financeira desde a infância.
O vício em apostas, embora muitas vezes invisível, carrega impactos profundos nas vidas das pessoas e das famílias. A Bahia, ao registrar esse salto alarmante nos atendimentos, torna-se um alerta vivo para todo o país sobre os perigos de um mercado ainda em consolidação, mas que já deixa marcas irreversíveis.
Fonte: O Divergente Blog e Muita Informação
Caso Juliana Marins: especialistas listam possíveis erros antes e depois do acidente em vulcão na Indonésia
Montanhista caiu de um penhasco e foi encontrada morta três dias depois. Especialistas apontam falhas na condução, ausência de equipamentos obrigatórios e demora no resgate como fatores críticos; socorristas se defenderam em post.
A morte da brasileira Juliana Marins, de 26 anos, após cair de um penhasco no Monte Rinjani, na Indonésia, provocou comoção e levantou dúvidas sobre as condições de segurança em trilhas internacionais de alto risco.
Juliana desapareceu no sábado (21), após se separar do grupo de cinco turistas que subia a trilha junto. Seu corpo só foi localizado na terça-feira (24), a mais de 600 metros abaixo da trilha.
Especialistas em montanhismo, guias experientes e turistas que já estiveram no local apontam falhas graves que podem ter contribuído para a tragédia.
A Agência Nacional de Busca e Resgate da Indonésia (Basarnas) se defendeu de críticas ao resgate: “Fazer trilha até o Monte Rinjani é um esporte de turismo extremo. Tenha respeito e conheça seus limites. Quando acontecer um acidente, não culpe os socorristas sem entender o que eles passam.”
Foto: Skyseeker/Flickr/Creative Commons/G1
Falta de exigência de equipamentos de segurança
Segundo pessoas que já fizeram a trilha do Monte Rinjani, o local não exige que os turistas levem itens básicos de segurança e proteção, como cobertor térmico, casaco ou luvas.
A triatleta, bióloga e escaladora Isabel Leone, que esteve no Monte Rinjani há dez anos, lembrou que no Brasil, provas em montanhas exigem esse tipo de equipamento.
“Não tem obrigação de equipamentos de emergência. Hoje você faz qualquer prova aqui em Itatiaia, você tem que
levar cobertor, casaco, luva, gorro. Lá (na Indonésia) não, eles não exigem nada”, comentou Leone
Abandono na trilha
Pessoas que estiveram junto a Juliana na trilha contam que ela se sentiu cansada no segundo dia de subida e pediu para descansar.
Contudo, o guia seguiu com os demais e só retornou minutos depois, segundo informações da família da brasileira. Ao Fantástico, o guia Ali Musthofa, de 20 anos, disse que ficou apenas três minutos à frente de Juliana e voltou para procurá-la ao estranhar a demora da brasileira.
Especialistas alertam que em trilhas de alto risco, o grupo deve andar junto o tempo todo, sob supervisão visual direta do guia.
“A atitude do guia de se separar de um ou outro participante está incorreta. Se começaram em grupo, precisam terminar em grupo. Todos precisam manter contato visual e orientação pela pessoa mais experiente do grupo, que no caso era o guia”, explicou a montanhista Aretha Duarte.
Silvio Neto, presidente da Associação Brasileira de Guias de Montanha e montanhista há mais de 25 anos, reforçou a necessidade de acompanhamento constante.
“O ideal é que ela não fique sozinha, sempre amparada. (…) O ideal é sempre manter o grupo junto. Mas a gente
sabe que grupos mesmo pequenos são heterogêneos”, comentou Silvio.
Para montanhistas como Aretha Duarte, permitir que a trilheira ficasse sozinha foi uma falha grave. Mesmo com ritmos diferentes, cabe ao guia adaptar a caminhada ao mais lento e garantir a segurança de todos.
“Se não é possível todo mundo manter o ritmo mais forte, todos precisam
seguir o ritmo do mais lento para seguirem juntos e em segurança”, completou Duarte
Falta de preparo de guias
Relatos de quem já esteve lá apontam que muitos guias andam descalços, sem proteção térmica adequada, levando pouca água e comida. Essas informações levantam suspeita sobre a qualidade da formação dos guias locais. Segundo especialistas, isso mostra um despreparo estrutural da atividade turística na região.
“A precariedade dos guias lá é grande. Vários andando descalço. (…)
Levando peso absurdo, pouca água, pouca comida”, disse Leone.
Foto: Reprodução redes sociais/G1
Terreno instável e clima extremo
O Monte Rinjani, com 3.721 metros de altitude, é conhecido por seus riscos. Desde 2020, o Parque Nacional do Monte Rinjani registrou 190 acidentes, com 9 mortos e 180 feridos, incluindo 44 estrangeiros.
A trilha para chegar ao topo da montanha passa por áreas íngremes com areia solta, pedras grandes e encostas perigosas. O clima muda rapidamente, com frio intenso, chuvas repentinas e baixa visibilidade.
“É muita chuva, frio intenso e condições bem traumáticas. O clima mudava muito rápido. Chovia, barraca arrastava. Ele cobra bastante de você”, contou Claudio Carneiro, cinegrafista que esteve no Monte Rinjani, para a gravação do Programa Planeta Extremo.
“Senti muito frio, meus dedos quase congelados, duros, e eu comecei a passar mal,
aquela poeira, tinha que botar uma canga no nariz. E eu falei que não vou, não quero mais.
Vou sentar aqui”, completou Isabel Leone.
Ao lembrar da sua experiência no local, Leone avaliou que ela poderia ter tido o mesmo destino de Juliana.
“É um lugar lindo, incrível, por isso atrai tanta gente. Só que esse passeio atrai gente sem experiência, como eu na época. Hoje eu vejo o risco que eu passei. Olho a história dela, me comoveu bastante e vejo o risco que eu passei”, disse.
Resgate lento e desorganizado
Embora um drone tenha localizado Juliana ainda no sábado, ela só foi alcançada por socorristas três dias depois. Especialistas apontam que o tempo perdido pode ter sido crucial para sua sobrevivência.
“O tempo realmente pode fazer a diferença entre a vida e a morte. Se a equipe não
tem condição de fazer o resgate imediato, é necessário acionar as autoridades locais,
bombeiros, embaixada, seguro de viagem”, comentou Aretha Duarte.
Juliana chegou a ficar mais de 24 horas desaparecida no desfiladeiro. As buscas só foram concluídas no 4º dia de operação.
Segundo relatos, um dos principais problemas enfrentados pelas equipes de resgate no primeiro dia de busca foi a falta de cordas com comprimento suficiente para alcançar o local onde ela estava.
Nesse momento, Juliana estava a cerca de 300 metros da trilha e a corda que a equipe levou para o local tinha metade desse tamanho.
A falha de planejamento se agrava por conta da distância entre o ponto do resgate e a base da montanha, que era percorrida em cerca de 6 horas.
Foto: Reprodução TV Globo/G1
Informações desencontradas
Outro problema grave foi a confusão na divulgação de informações, o que deixava os familiares de Juliana mais desesperados.
Inicialmente, foi divulgado que Juliana havia recebido água e comida, mas a família e o embaixador brasileiro desmentiram a informação no dia seguinte. A comunicação foi considerada confusa e pouco transparente por todos que acompanhavam à distância.
Uso tardio e limitado de tecnologia
Drones foram usados, inclusive com câmera térmica, mas a operação não conseguiu localizá-la com precisão a tempo.
Muitas pessoas no Brasil questionaram nas redes sociais a falta de efetividade no uso da tecnologia. A situação levanta dúvidas sobre o preparo técnico das equipes locais de resgate.
Responsabilidade da agência contratada
Especialistas lembram que a empresa contratada por Juliana tinha responsabilidade civil sobre o acidente e deveria ter tomado providências rápidas, inclusive com suporte emergencial e acionamento de autoridades.
“Existe uma responsabilidade civil inerente à atividade. Era importante
que a agência tivesse a responsabilidade pelas demandas referentes ao acidente,
imediatamente, o quanto antes”, analisou Aretha.
“Ela contratou uma agência e um guia, ela estava com certeza considerando receber orientações e uma rede de apoio de pessoas experimentadas, suficientemente certificadas para que pudessem ofertar segurança”, comentou a montanhista profissional.
Foto: Reprodução TV Globo/G1
Obstáculos diplomáticos e logísticos
O pai de Juliana tentou viajar à Indonésia para acompanhar as buscas, mas enfrentou atrasos devido ao fechamento do espaço aéreo no Catar, por conta do conflito entre Israel, EUA e Irã.
O governo brasileiro prestou apoio, mas a distância dificultou a articulação rápida das ações para acelerar o resgate.
Fonte: G1
Por que tantos cães se parecem com seus tutores? A ciência explica.
Estudo mostra semelhanças físicas e psicológicas entre pets e tutores, desde comprimento da orelha até peso.
Cães e seus tutores podem, sim, ter personalidades semelhantes. É o que revela um artigo recente feito por pesquisadores alemães que revisa 15 estudos científicos e encontra padrões de semelhanças em características como ansiedade, sociabilidade e até extroversão.
Foto: Reprodução/YouTube/extra.globo
A ideia de que “o dono se parece com o cachorro” não é apenas brincadeira: a ciência tem levado isso a sério. Segundo os pesquisadores, além do comportamento, até a aparência pode ser parecida. Há, por exemplo, indícios de que tutores de cabelo curto preferem cães de orelhas pequenas, enquanto quem tem cabelo mais longo tende a escolher animais com orelhas compridas.
Outro dado curioso é a relação entre o peso: estudos apontaram que pessoas com índice de massa corporal (IMC) mais alto também costumam ter cães acima do peso, o que pode estar ligado ao estilo de vida compartilhado.
Mas essas semelhanças não são apenas uma questão de percepção. Em uma das pesquisas, participantes que não conheciam os donos nem os cães conseguiram acertar, só pelas fotos, quais pares eram tutor e pet.
Segundo o estudo, essa conexão pode ter raízes no nosso próprio instinto social. Assim como buscamos pessoas parecidas para conviver, fazemos o mesmo na escolha dos animais de estimação, talvez de forma inconsciente. No caso dos cães de raça, isso fica ainda mais evidente, já que cada raça tem comportamentos mais previsíveis.
Por outro lado, segundo os cientistas, nem sempre é preciso ser parecido para dar certo. Um cachorro agitado pode fazer bem para um tutor mais caseiro, incentivando hábitos mais ativos.
Fonte: Extra/Globo
Ambiente tóxico no trabalho? Como impor limites e saber quando é hora de sair
‘Não tem preço que pague isso’, diz mulher que trocou salário mais alto para ‘fugir’ de chefe que gritava e criticava sua aparência. Segundo especialista, novas gerações estão cada vez menos dispostas a tolerar comportamentos abusivos.
Uma semana após começar em um novo emprego, Lisa Grouette notou algo diferente no domingo à noite: o fim da sensação de angústia que costumava sentir antes de ir trabalhar toda segunda-feira.
Grouette passou 10 anos em uma agência de seguros com um chefe que, segundo ela, gritava com frequência, batia com as mãos na mesa, criticava sua aparência e quebrava objetos.
Ela afirma que ele a acusou falsamente de roubo e ameaçou negar uma carta de recomendação caso ela pedisse demissão.
Com medo de não conseguir outro emprego, ela permaneceu nesse ambiente tóxico. “Era como se estivesse implícito: ‘Você está presa’”, relembra Grouette, de 48 anos.
Mas ela encontrou uma saída. Quando surgiu uma vaga em tempo integral em um jornal onde já trabalhava como fotógrafa freelancer, pediu demissão. O novo emprego pagava US$ 400 a menos por mês, mas Grouette reduziu seus gastos para conseguir se manter.
“Não tem preço que pague isso”, disse. “Foram os 400 dólares mais bem gastos da minha vida, valeu cada centavo. Fiquei um pouco apertada no começo, mas não importava porque eu estava feliz.”
Foto: Peter Hamlin/Ilustração AP
Cresce a intolerância a comportamentos tóxicos
Com o aumento da conscientização sobre saúde mental, crescem também as conversas sobre o que constitui um comportamento nocivo e o tipo de tratamento que as pessoas não devem — ou não precisam — aceitar em troca de um salário.
“Estamos desenvolvendo uma linguagem para lidar com ambientes de trabalho tóxicos”, afirma Jennifer Tosti-Kharas, professora de comportamento organizacional no Babson College, em Massachusetts, nos Estados Unidos.
Segundo ela, gerações mais jovens, como os millennials e a geração Z, são menos dispostas a tolerar comportamentos abusivos de colegas e chefes, além de serem melhores em impor limites.
No início da própria carreira, Tosti-Kharas conta que, ao se deparar com um ambiente tóxico no trabalho, sua atitude era de “engolir seco”. “Acho que não falávamos tanto sobre cuidar da saúde mental quanto deveríamos.”
Como identificar um ambiente de trabalho tóxico?
Conflitos e relacionamentos difíceis podem ser inevitáveis em qualquer ambiente profissional. Mas há uma grande diferença entre um desentendimento ocasional e abusos persistentes.
“O que torna algo tóxico é a persistência, a constância ao longo do tempo”, explica Tosti-Kharas. “Você pode até tentar resolver, mas nada muda. Está profundamente enraizado.”
Sinais de um ambiente emocionalmente prejudicial incluem falta generalizada de confiança e medo de ser rejeitado ao manifestar sua opinião, diz ela.
Para identificar um ambiente potencialmente tóxico ao se candidatar a um novo emprego, confie nos seus instintos e fique atento a sinais de alerta. Anúncios frequentes para a mesma vaga, por exemplo, podem indicar alta rotatividade causada por um ambiente negativo. Você também pode procurar avaliações de funcionários na internet.
Foto: ibrabr.com
O que pode explicar comportamentos tóxicos?
Se você for alvo de comportamentos tóxicos, considere se o problema está mais em quem os pratica do que em você.
“É quase como uma cortina de fumaça para esconder inseguranças”, diz Atchison. “Se alguém se sente ameaçado ou com medo de ser ofuscado, pode tentar sabotar os outros, espalhar boatos ou atrapalhar projetos para se sentir mais no controle.”
Desde a pandemia de Covid-19, os relatos de ambientes tóxicos aumentaram, segundo Atchison. Um dos motivos seria a perda de habilidades sociais devido ao isolamento.
“Socializar é uma habilidade, e ela se deteriorou”, afirma.
Fale sobre suas preocupações
Se você está em uma situação tóxica no trabalho, conversar com amigos de confiança ou com um terapeuta pode ajudar a processar o que está acontecendo e encontrar formas de lidar com isso, em vez de deixar o problema se acumular.
Stephanie Strausser, 42 anos, gerente de produção de vídeo, contou que buscou apoio quando trabalhou com um chefe extremamente controlador, que a fazia se sentir insegura e tomava decisões que ela considerava antiéticas.
“Não esconda nem guarde para você. Converse com as pessoas. Mesmo que seja com o ChatGPT”, recomenda. “Não internalize isso. E não tome a percepção dos outros como verdade absoluta.”
Amanda Szmuc, advogada da Filadélfia, que passou por ambientes tóxicos, sugere documentar os problemas caso seja necessário levar o caso ao RH.
Anotar detalhes das situações, guardar mensagens inapropriadas ou gravações de reuniões pode ser útil — tanto para fins legais quanto para fortalecer sua percepção da realidade e se proteger contra manipulações psicológicas (gaslighting).
Foto: elhombre.com
Estabeleça limites
Se sair do emprego não for financeiramente viável ou você quiser tentar melhorar a situação, vale tentar limitar o contato com a pessoa tóxica.
“As possibilidades podem incluir negociar um cargo que crie distância entre você e a pessoa tóxica, como trabalhar em turnos diferentes ou em projetos distintos”, dizTosti-Kharas.
Você também pode estabelecer prazos para si mesmo, a fim de evitar que a situação piore, diz Szmuc. Por exemplo: ‘Vou dar duas semanas para isso. Houve alguma melhora?’, questiona ela. “Existe alguma forma de talvez mudar minhas circunstâncias ou ter a opinião de outra pessoa?'”
Encontre uma saída
“O ideal seria que um funcionário que se sente maltratado pudesse recorrer a alguém do setor de recursos humanos ou ao gerente do funcionário ofensivo, apresentando evidências que mostrem um padrão de violações de conduta para, então, uma ação disciplinar ser tomada”, disse Tosti-Kharas.
Mas isso nem sempre acontece, deixando quem fez a denúncia em contato direto com a pessoa denunciada. “No mundo real, você pode perceber que é improvável que ela vá embora — e quem vai ter que sair é você”, diz Tosti-Kharas.
Em situações extremas, o melhor é procurar outro emprego, afirma ela.
“Se um inspetor encontrasse radônio [um gás radioativo] na sua casa, você não diria: ‘Deixe-me tentar conviver com o radônio’ ou ‘Como posso mantê-lo aqui, mas talvez reduzir os efeitos?'”, acrescenta. “Você tiraria a toxina da situação ou se retiraria da situação.”
A maioria das pessoas não pode se dar ao luxo de deixar o emprego sem ter outro em vista. Arranjar tempo para se candidatar a outras vagas é difícil quando você se sente sob ataque, mas também é algo fortalecedor e pode levar a uma situação melhor.
“Se alguém te dá a impressão de que você não pode sair desse emprego, isso simplesmente não é verdade”, diz Grouette. “Esse tipo de pessoa não tem o alcance ou o respeito que afirma ter, porque se é volátil com você, é volátil com os outros também”, conclui.
Fonte: g1.globo (Associated Press)
Na trama, a personagem Lucimar, interpretada pela atriz Ingrid Gaigher, decide buscar seus direitos na Justiça.
Uma cena da novela “Vale Tudo”, teve um impacto direto na vida real: apenas uma hora após a exibição, o aplicativo da Defensoria Pública do Rio de Janeiro registrou mais de 270 mil acessos relacionados a pedidos de pensão alimentícia.
Foto: Globo/Angélica Goudinho
“O nosso aplicativo da Defensoria teve um aumento exponencial”, diz uma funcionária da Defensoria Pública.
Na trama, a personagem Lucimar, interpretada pela atriz Ingrid Gaigher, decide buscar seus direitos na Justiça. A cena retrata o momento em que ela toma a decisão de formalizar a guarda do filho e cobrar pensão do pai da criança.
“Eu nem acredito que depois de oito anos, eu vou colocar o Vasques na Justiça”, diz a personagem. “Opa: formalizar a guarda do Jorginho”, completa.
A repercussão foi imediata. A atriz Ingrid Gaigher, falou sobre a responsabilidade de interpretar uma personagem que representa tantas mulheres brasileiras.
Foto: Globo/Angélica Goudinho
“Eu falei: bom, eu tenho que estudar muito e me aprofundar nesse tema para não falar de forma leviana sobre um assunto tão sério. Por mais que existam 11 milhões de pessoas nessa situação, ainda parece um tema novo. É curioso”, afirmou a atriz.
A realidade retratada na novela é vivida por muitas mulheres, como Rita de Cássia, atendente, que se identificou com a personagem.
“É ótimo, minha filha. Tem que colocar ele na cadeia pra ver se toma juízo. Eu acho que sou uma das Lucimares. Tenho uma filha na Paraíba, o pai dela é a mesma coisa: não quer ajudar. Paga R$ 150 e acha que é uma ajuda. Eu trabalho aqui e mando dinheiro pra minha mãe que está com ela lá. Eu vou colocar ele na Justiça”, contou.
Fonte: G1 / Profissão Repórter







Foto: Vitor Serrano / BBC News Brasil / G1
Foto: Matheus Leite/BBC News/G1
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